LISTA DE TRABALHOS - PÔSTER


Nome:
Marlene Alves da Silva

Titulo:
Avaliação Psicossocial para atuação em espaços confinados: Relato de experiência

Resumo:
Para a realiza√ß√£o de trabalho em espa√ßos confinados, o candidato/funcion√°rio precisa ser submetido a uma avalia√ß√£o psicossocial, exig√™ncia da Norma Regulamentadora NR33 do Minist√©rio do Trabalho e Emprego. A empresa solicitante foi uma multinacional do seguimento aliment√≠cio, e as atividades a serem realizadas s√£o manuten√ß√£o, reparo, limpeza e inspe√ß√£o de equipamentos ou reservat√≥rios. Para a realiza√ß√£o da avalia√ß√£o fez-se necess√°rio conhecer o contexto psicossocial no qual a pessoa esta inserida e identificar as vari√°veis individuais e sociais que podem interferir em sua din√Ęmica de personalidade. Dessa forma, o procedimento para a avalia√ß√£o psicossocial foi dividido em duas etapas, a saber, por meio de entrevista e observa√ß√£o, para caracterizar os relacionamentos interpessoais, a vida social/trabalhos e a trajet√≥ria profissional; e para investigar os transtornos e/ou sintomas relacionados √† Sa√ļde Mental, utilizou-se do ISRQ20- Self Reporting Questionarie; da Escala Beck Bai - Invent√°rio de Ansiedade; do BDI- Invent√°rio de Depress√£o. Ainda, avaliou-se a cogni√ß√£o, ou seja, a aten√ß√£o e o racioc√≠nio, por meio do Teste de R1 (Teste de Intelig√™ncia N√£o Verbal) e o TEACO-FF (aten√ß√£o concentrada). Os resultados apontaram que o trabalhador apresentou boa capacidade intelectual e atentiva, assim como, equil√≠brio socioemocional. Conclui-se que o processo de avalia√ß√£o psicol√≥gica psicossocial √© um processo t√©cnico-cient√≠fico que assegura a coleta de dados para uma descri√ß√£o, uma explica√ß√£o e a predi√ß√£o ou desempenho dos fen√īmenos estudados. Ressalta-se a import√Ęncia do dom√≠nio t√©cnico, a compet√™ncia, a integridade e a responsabilidade cient√≠fica e profissional, pois o conhecimento psicol√≥gico serve para contribuir com a melhoria da humanidade.

Autoria:
Rose Meire Ri√ßato Ueda   Universidade do Oeste Paulista ¬Ė Unoeste - Presidente Prudente-SP
Marlene Alves da Silva   Instituto de Educa√ß√£o ¬Ė Universidade do Minho ¬Ė Braga - Portugal
 
 
 
 
 


Apresentador:
Rose Meire Riçato Ueda


Palavras-chave:
avalia√ß√£o psicossocial, espa√ßo confinado, sa√ļde mental

Nome:
JOCEMARA FERREIRA MOGNON

Titulo:
DESENGAJAMENTO MORAL EM MOTORISTAS INFRATORES NO ESTADO DO PARAN√Ā

Resumo:

O desengajamento moral consiste na ado√ß√£o de ideologias morais criadas pelas pessoas com o objetivo de convencer a si e aos demais que seus atos n√£o s√£o antissociais. Nesses casos s√£o usadas t√©cnicas de racionaliza√ß√£o da conduta distintas visando reestruturar a situa√ß√£o e evitar a aplica√ß√£o da √©tica. A compreens√£o desse fen√īmeno √© importante em muitos contextos e, em especial, no tr√Ęnsito quando as pessoas podem utilizar-se desses mecanismos para evitar receber multas ou at√© mesmo para justificar os seus comportamentos em situa√ß√Ķes de acidentes automobil√≠sticos. Focalizando o comportamento de motoristas infratores, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o desengajamento moral demonstrado. Participaram 184 motoristas em processo de renova√ß√£o da CNH e que relataram ter recebido pelo menos uma multa nos √ļltimos 12 meses, sendo 70,1% (n=129) do sexo masculino, as idades variaram de 23 a 71 anos, 67,9% s√£o casados, 76,6% com escolaridade ensino m√©dio e superior, tempo de habilita√ß√£o de 5 a 50 anos, 85,3% relataram ter recebido de uma a duas multas no √ļltimo ano, as multas mais comuns foram excesso de velocidade em 67% (n=120), seguida por falar ao celular 7,6% (n=14) e apenas 38,4% (n=71) sofreram acidentes como motoristas em todo o tempo que possuem a CNH. Foi aplicada a Escala de Justificativas de Motoristas (EJM) ap√≥s o exame m√©dicos em cl√≠nicas credenciadas ao DETRAN/PR e foram seguidos todos os procedimentos √©ticos para a realiza√ß√£o da pesquisa. Os resultados indicaram baixos escores de desengajamento moral no tr√Ęnsito e n√£o sendo encontrada correla√ß√£o entre desengajamento moral e o n√ļmero de multas, embora tenha sido identificado √≠ndice fraco de correla√ß√£o com o envolvimento em acidentes de tr√Ęnsito. Tais resultados n√£o corroboram com os de outras pesquisas realizadas no Brasil, indicando a necessidade de novos estudos sobre a tem√°tica.

Autoria:
JOCEMARA FERREIRA MOGNON   UNIVERSIDADE S√ÉO FRANCISCO
AC√ĀCIA APARECIDA ANGELI DOS SANTOS   UNIVERSIDADE S√ÉO FRANCISCO
 
 
 
 
 


Apresentador:
JOCEMARA FERREIRA MOGNON


Palavras-chave:
tr√Ęnsito , avalia√ß√£o psicol√≥gic, comportamento de ris

Nome:
AICIL FRANCO

Titulo:
Ensino do Jogo de Areia através de vivências didáticas: modelo de ensino para procedimentos projetivos

Resumo:
Este trabalho apresenta uma modalidade de ensino, a viv√™ncia did√°tica, para um procedimento projetivo, o Jogo de Areia. A proposta nasceu da necessidade de um ensino adequado √†s caracter√≠sticas e demandas brasileiras no que tange a forma√ß√£o especializada em uma t√©cnica importada. Faz-se retrospectiva hist√≥rica e cr√≠tica de um tipo de divulga√ß√£o dogm√°tico e mero reprodutor de conhecimento e apresenta a expans√£o brasileira, criativa e geradora de conhecimento, para al√©m de um √ļnico tipo de aplica√ß√£o ou enquadre te√≥rico, conforme o modelo original importado. Assim, discriminam-se habilidades espec√≠ficas, aspectos do desenvolvimento emocional e atitudes peculiares a serem desenvolvidas no aluno ou, no praticante brasileiro do Jogo de Areia que fundamentam a cria√ß√£o do enquadre de ensino da viv√™ncia did√°tica. Apresenta-se uma interfer√™ncia dial√©tica entre a realidade do aluno e a realidade social que o insere sobrepondo-se aspectos cl√≠nicos e pedag√≥gicos no ensino, com base na premissa de que as desejadas habilidades, aspectos emocionais e atitudes, podem se desenvolver atrav√©s da viv√™ncia did√°tica. A Psicologia Anal√≠tica de Jung fundamentou o Jogo de Areia em sua origem a qual, neste estudo, foi revisitada atrav√©s de neo-junguianos que possibilitaram interlocu√ß√Ķes com outras linhas te√≥ricas enquadrantes da viv√™ncia did√°tica. Como material de an√°lise fez-se uso de sess√Ķes de viv√™ncia did√°tica com o Jogo de Areia e o material cl√≠nico-pedag√≥gico por ele fornecido. Concluiu-se que a viv√™ncia did√°tica, no processo ensino-aprendizagem, contribui para o desenvolvimento de habilidades que constituem a identidade do profissional que vai trabalhar com o Jogo de Areia. Identidade esta indelevelmente acoplada ao seu desenvolvimento emocional. Ainda, sugere-se que novas pesquisas sejam realizadas sobre o uso da viv√™ncia did√°tica no ensino de outros projetivos e sobre a utilidade do Jogo de Areia na forma√ß√£o do psic√≥logo.

Autoria:
Aicil Franco   Professora do curso de Psicologia da Escola Bahiana de Medicina e Sa√ļde Publica
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Aicil Franco


Palavras-chave:
Ensino de Avaliação Psicológic, Jogo de Areia, Vivência Didática

Nome:
Cíntia Ribeiro Martins

Titulo:
Estágios Motivacionais para Modificação do Comportamento de Fumar em um Grupo Psicoeducativo para Tabagistas

Resumo:
A Entrevista motivacional √© bastante utilizada no tratamento para dependentes qu√≠micos. Esta objetiva auxiliar pessoas na decis√£o de mudan√ßa nos comportamentos aditivos, visto que a motiva√ß√£o √© o maior obst√°culo encontrado por aqueles que buscam esta mudan√ßa. O presente estudo buscou analisar os est√°gios motivacionais para modifica√ß√£o do comportamento de fumar dos participantes do Grupo Psicoeducativo para Tabagistas no Centro de Aten√ß√£o Psicossocial para usu√°rios de √Ālcool e outras Drogas Dr. Gutemberg de Almeida (CAPS AD) em Feira de Santana/BA, atrav√©s do uso da Escala Motivacional URICA (University of Rhode Island Change Assesment Scale, Participaram 07 indiv√≠duos, sendo a maioria do sexo masculino, casada e com baixo n√≠vel de escolaridade. A faixa et√°ria foi de 30 a 65. Verificou-se um n√≠vel de depend√™ncia dos participantes com rela√ß√£o ao tabaco acima da m√©dia esperada. Os participantes encontravam-se predominantemente nos tr√™s momentos (antes, durante e ap√≥s o t√©rmino do grupo) nos est√°gios motivacionais de a√ß√£o e manuten√ß√£o. Atrav√©s da ANOVA n√£o foram encontradas diferen√ßas estatisticamente significativas entre estes est√°gios motivacionais, o que indica n√£o haver modifica√ß√£o no comportamento de fumar dos sujeitos durante o processo participativo neste Grupo Psicoeducativo para Tabagistas. Alguns aspectos podem ter contribu√≠do com estes resultados, tais como, desejabilidade social, dificuldade na compreens√£o dos instrumentos e no processo de atendimento oferecido pelo CAPS AD aos tabagistas. Neste sentido, sugere-se repensar as estrat√©gias de interven√ß√£o hoje utilizadas no referido CAPS AD, bem como a necessidade de que sejam realizados novos estudos, com base em outras metodologias, a fim de aprimorar a assist√™ncia aos usu√°rios de tabaco, os quais vislumbram a mudan√ßa do comportamento de fumar.

Autoria:
C√≠ntia Ribeiro Martins   Faculdade Nobre de Feira de Santana
Cynthia de Oliva Vieira e Silva   Centro de Aten√ß√£o Psicossocial para usu√°rios de √Ālcool e outras Drogas Dr. Gutemberg de Almeida (CAP
 
 
 
 
 


Apresentador:
Cíntia Ribeiro Martins


Palavras-chave:
Est√°gios Motivacionais, Entrevista Motivacional, Tabagismo

Nome:
Roseli Almeida da Costa Ameni

Titulo:
HOOPER VISUAL ORGANIZATION TEST:

Resumo:
VI Congresso Brasileiro de Avaliação Psicológica
IX Congreso Iberoamericano de Diagnóstico y Evaluación Psicológica

HOOPER VISUAL ORGANIZATION TEST:
VERSÃO ADAPTADA COM TESTE DE NOMEAÇÃO E NORMATIZAÇÃO PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA
Programa de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano Nível do trabalho:Doutorado
Orientadora: Dra. Irai Cristina Boccato Alves
INTRODUÇÃO: A proposta do presente estudo visa à normatização e a padronização do Hooper Visual Organization Test (VOT) para a população brasileira, e a inclusão a este teste de tarefa de nomeação, com base no estudo de Azambuja (2006).O Hooper Visual Organization Test (VOT) foi desenvolvido por H. Elston Hooper em 1958, e revisado em 1983. Trata-se de um instrumento que pode ser utilizado para avaliar a habilidade de crianças, adultos e idosos em organizar mentalmente estímulos visuais.
OBJETIVOS: Contribuir para um estudo piloto da normatiza√ß√£o do Hooper Visual Organization Test (VOT) para a popula√ß√£o brasileira. Analisar os resultados em rela√ß√£o ao desempenho da discrimina√ß√£o visual e nomea√ß√£o, e poss√≠veis discrep√Ęncias no desempenho relacionadas √† idade, n√≠vel educacional e sexo.
M√ČTODO: Sujeitos: A amostra foi composta por 150 sujeitos, de ambos os sexo, de 6 a 70 anos de idade, sorteados nas escolas e Universidades da cidade de S√£o Paulo. Material: Teste de organiza√ß√£o visual de Hooper (VOT).
RESULTADOS PARCIAIS E DISCUSS√ÉO:Os resultados obtidos mostraram que a frequ√™ncia de erros nas figuras n√£o estava relacionada √†s respectivas ordens de apresenta√ß√£o. Houve melhor desempenho dos sujeitos oriundos de escolas particulares do que da rede p√ļblica. Foram observados melhores desempenhos dos adultos em rela√ß√£o √†s crian√ßas, melhor desempenho das mulheres em rela√ß√£o aos homens e melhor desempenho dos meninos em rela√ß√£o √†s meninas. A escolaridade foi influente no desempenho dos adultos de faixa et√°ria entre 50 a 70 anos de idade.

CONSIDERA√á√ēES: O presente estudo produziu uma base de dados parciais, sendo necess√°rio maior aprofundamento em estudos posteriores.

Autoria:
Roseli Almeida da Costa Ameni   Universidade de S√£o Paulo
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Roseli Almeida da Costa Ameni


Palavras-chave:
Teste Psicológico, Percepção Visual, Neuropsicologia

Nome:
Eluisa Bordin Schmidt

Titulo:
INSTRUMENTOS UTILIZADOS NO PROCESSO PSICODIAGN√ďSTICO EM CL√ćNICA ESCOLA

Resumo:
O presente estudo teve como objetivo analisar os instrumentos utilizados no processo psicodiagn√≥stico na Cl√≠nica Escola da Universidade Regional Integrada - Campus de Erechim, RS bem como verificar qual a frequ√™ncia e a categoria dos testes e t√©cnicas utilizados; destacando os instrumentos de acordo com as diferentes faixas et√°rias. O levantamento baseou-se em 149 prontu√°rios entre 2007 e 2011, sendo que a maioria dos examinandos era do sexo masculino. De acordo com as diferentes faixas et√°rias, foram definidos quatro grupos para melhor compreens√£o dos instrumentos utilizados sendo o grupo 1 na faixa et√°ria de 1 - 12 anos, na qual corresponde o maior n√ļmero de pessoas o grupo 2 de 13 - 20 anos, seguida do grupo 3, 21 - 40 anos e por √ļltimo o grupo 4 de 41 anos em diante. No grupo 1 o teste mais utilizado foi HTP, seguido do Teste de F√°bulas (sendo este o mais utilizado at√© o ano de 2010), WISC-III, Bender, Col√ļmbia, R2, DFH, Escala de TDAH, Rorschach , Teste AC, IFP e o teste D2. No grupo 2 o teste o mais utilizado tamb√©m foi o HTP, seguido do TAT, WISC-III, F√°bulas, Rorschach, WAIS, IFP, DFH e o QUATI. No grupo 3, tamb√©m houve a predomin√Ęncia do teste HTP, seguido do TAT, WAIS, Bender, IFP e D2. No grupo 4, o teste mais utilizado tamb√©m foi o mesmo dos outros grupos: HTP, seguidos do TAT, Escala Beck, e WAIS. Os resultados apontaram que os instrumentos psicol√≥gicos mais utilizados nas diferentes faixas et√°rias foram entrevistas cl√≠nicas iniciais e de anamnese, e em rela√ß√£o aos testes o mais utilizado foi o HTP, sendo que houve certa homogeneidade de testes e t√©cnicas nas diferentes faixas et√°rias.

Autoria:
Gislaine Gisele Gasparetto   Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Miss√Ķes Campus de Erechim, RS
Eluisa Bordin Schmidt   Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Miss√Ķes Campus de Erechim, RS
 
 
 
 
 


Apresentador:
Eluisa Bordin Schmidt


Palavras-chave:
Psicodiagnóstico, Testes Psicológicos, Clínica-Escola.

Nome:
C√°ssia Roettgers

Titulo:
A adaptação de testes psicológicos para pessoas com deficiência visual: transformando o texto em descritivo.

Resumo:
Os testes psicol√≥gicos utilizados para avaliar sujeitos com defici√™ncia visual, frequentemente, s√£o adapta√ß√Ķes de testes desenvolvidos e padronizados para a popula√ß√£o em geral. Tais adapta√ß√Ķes s√£o de fato importantes, uma vez que permitem ao p√ļblico com a referida defici√™ncia a acessibilidade aos instrumentos. No entanto, a aus√™ncia do texto descritivo nos testes psicol√≥gicos torna-se uma barreira para a utiliza√ß√£o dos mesmos por indiv√≠duos com defici√™ncia visual, fato que torna este estudo relevante. O objetivo do estudo foi propor adapta√ß√Ķes no formato de testes psicol√≥gicos a fim de tornar o texto descritivo com base nos princ√≠pios do desenho universal. Os testes analisados foram o WISC-III, a BPR-5 (Racioc√≠nio Verbal e Racioc√≠nio Num√©rico), a BFP e as Escalas Beck. Considerou-se a adapta√ß√£o destes testes para aplica√ß√£o utilizando a oralidade no caso de indiv√≠duos cegos e a impress√£o em tamanho maior no caso dos indiv√≠duos com baixa vis√£o. Assim, verificou-se ser necess√°ria a complementa√ß√£o das instru√ß√Ķes iniciais, a indica√ß√£o do n√ļmero de quest√Ķes, a modifica√ß√£o dos enunciados dos itens, a retirada de afirmativas como ¬ďveja o exemplo abaixo¬Ē e de afirmativas que indicam localiza√ß√£o, bem como a necessidade de aumentar-se o tamanho da fonte das letras. As adapta√ß√Ķes mais aplicadas foram: a modifica√ß√£o dos enunciados, do formato das quest√Ķes, acrescentou-se texto indicando o inicio e o fim de uma sess√£o, ampliou- se o tamanho das letras e termos desnecess√°rios foram retirados. Ao final, foram obtidas propostas de formatos de enunciados e itens, os quais dever√£o ter sua efici√™ncia investigada em novos estudos, como os que utilizam a Fun√ß√£o Diferencial do Item. Conclui-se que o texto descritivo √© um facilitador, permitindo uma leitura agrad√°vel, clara e de m√°xima inteligibilidade corroborando para a busca da acessibilidade plena almejada pelo desenho universal.

Autoria:
C√°ssia Roettgers   Universidade Federal de Santa Catarina
Cassandra Melo Oliveira   Universidade Federal de Santa Catarina
Carlos Henrique Sancinetto da Silva Nunes   Universidade Federal de Santa Catarina
 
 
 
 


Apresentador:
C√°ssia Roettgers


Palavras-chave:
Adaptação, Texto descritivo, Desenho universal

Nome:
Ana Betina Lacunza

Titulo:
A AGRESSIVIDADE COMO D√ČFICIT EM HABILIDADES SOCIAIS: UM ESTUDO DE CASO COM ADOLESCENTES DO NORTE ARGENTINO

Resumo:
O comportamento agressivo na popula√ß√£o infantojuvenil est√° relacionado a fatores pessoais, familiares, sociais e educativos, sendo considerado um d√©ficit nas habilidades sociais. Este d√©ficit, seja por dificuldades na interpreta√ß√£o de sinais sociais ou por um limitado n√ļmero de respostas, entre outros, aponta um desajuste social e um indicador de poss√≠vel quadro psicopatol√≥gico. O objetivo do presente estudo foi o de analisar as disfun√ß√Ķes das habilidades sociais, particularmente o comportamento agressivo, em adolescentes de 11 e 12 anos de ambos os sexos de diferentes contextos socioculturais de Tucum√°n (Argentina). Tratou-se de um estudo descritivo, correlacional e com desenho transversal. Foram aplicados, a uma amostra acidental de 352 adolescentes escolarizados da cidade de San Miguel de Tucum√°n (Argentina), o Question√°rio de Conduta Antissocial (CC-A), a Bateria de Socializa√ß√£o (BAS-3) e uma pesquisa sociodemogr√°fica. Observou-se que 48% da amostra eram mulheres e 53% frequentavam institui√ß√Ķes educativas p√ļblicas de NES (n√≠vel socioecon√īmico) m√©dio e baixo. Uma an√°lise de diferen√ßas de m√©dias indicou que os adolescentes de escolas p√ļblicas relatavam maior Isolamento (CC-A) e Retraimento (BAS-3) em rela√ß√£o aos pares frequentadores de institui√ß√Ķes privadas. An√°lises multivariadas mostraram diferen√ßas estat√≠sticas na combina√ß√£o tipo de institui√ß√£o educativa e sexo, particularmente em d√©ficits de retraimento e ansiedade social em mulheres de escolas p√ļblicas. A dimens√£o agressividade (CC-A) apresentou correla√ß√£o com as outras dimens√Ķes do instrumento, por√©m n√£o com as dimens√Ķes facilitadoras e inibidoras da BAS-3 e as tend√™ncias indicaram uma maior percep√ß√£o de comportamentos agressivos por parte das mulheres, de ambos os tipos de estabelecimentos. Os dados descritos s√£o essenciais √† elabora√ß√£o de estrat√©gias de interven√ß√£o em adolescentes com d√©ficits sociais. Tais interven√ß√Ķes resultam v√°lidas, uma vez que as habilidades sociais fortalecem os v√≠nculos interpessoais, a perman√™ncia no sistema educativo e incidem positivamente na sa√ļde integral do adolescente.

Autoria:
CONTINI DE GONZALEZ, NORMA   FACULTAD DE PSICOLOGIA, UNIVERSIDAD NACIONAL DE TUCUMAN
Ana Betina Lacunza   CONSEJO NACIONAL DE INVESTIGACIONES CIENTIFICAS Y TECNICAS- UNT
CORONEL, CLAUDIA PAOLA   FACULTAD DE PSICOLOGIA, UNIVERSIDAD NACIONAL DE TUCUMAN
 
 
 
 


Apresentador:
CONTINI DE GONZALEZ, NORMA


Palavras-chave:
AGRESSIVIDADE, HABILIDADES SOCIAIS, ADOLESCENTES

Nome:
JONAS OLIVEIRA MENEZES JUNIOR

Titulo:
A AUTOEFIC√ĀCIA NO USO DE PRESERVATIVOS: INDIVIDUALISMO E COLETIVISMO EM FOCO

Resumo:
O uso de preservativos √© um importante dispositivo de preven√ß√£o √†s doen√ßas sexualmente transmiss√≠veis, destacando-se o fator autoefic√°cia nesse contexto como a capacidade de condu√ß√£o do processo de forma satisfat√≥ria e resolutiva, associando o elo entre o saber e o fazer pelas partes envolvidas. A partir de um estudo explorat√≥rio, objetivou-se relacionar as atitudes individualistas e coletivistas com a autoefic√°cia no uso de preservativos. Participaram 334 sujeitos de 22 estados brasileiros: 72,9% da regi√£o Nordeste, 6,5 % Sudeste, 11,7% Centro-oeste, 4,8% Norte e 4,8% Sul. A maioria dos respondentes era do sexo feminino (62,9%), com idades que variaram entre 18 e 60 anos. Os sujeitos responderam √† Escala de Autoefic√°cia no uso de preservativos (Habilidade, Assertividade, Prazer e drogas e DSTs), Escala de Individualismo e Coletivismo e quest√Ķes sociodemogr√°ficas. Os dados obtidos receberam o suporte informacional do software SPSS, vers√£o 18 com an√°lises descritivas e correla√ß√Ķes bivariadas r de Pearson. Os resultados apontaram correla√ß√Ķes de baixa magnitude entre os fatores das duas escalas, destacando-se com expressividade as correla√ß√Ķes negativas entre Individualismo Vertical e Protoindividualismo com o fator DST¬ís. Ainda, o Coletivismo Vertical correlacionou-se negativamente com o fator DST¬ís. Os dados avaliados corroboram com o que est√° posto na literatura no que concerne ao Individualismo Vertical, representante do eu independente, diferente dos demais e que quer fazer suas pr√≥prias coisas e sobre o Protoindividualismo, t√≠pico de uma sociedade que desenvolve suas atividades em detrimento √† sobreviv√™ncia pr√≥pria dos indiv√≠duos. No Coletivismo Vertical, que envolve sujeitos que trabalham em prol do grupo, envolto nas normas sociais impostas, surgem diverg√™ncias, uma vez que a correla√ß√£o encontrada foi negativa. Ainda sugere-se a realiza√ß√£o de outras pesquisas, diversificando as amostras e inserindo outras vari√°veis que demonstrem um melhor entendimento das correla√ß√Ķes do Coletivismo e Individualismo Vertical e Protoindividualismo em rela√ß√£o √†s DST¬ís.

Autoria:
Jonas Oliveira Menezes Junior   Graduando de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Dandara Barbosa Palhano   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Misael de Sousa Conserva Junior   Graduando de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
 
 


Apresentador:
Jonas Oliveira Menezes Junior


Palavras-chave:
autoefic√°cia, coletivismo, DST

Nome:
AUXILIADORA BARALDI PACHECO

Titulo:
A avaliação do estilo cognitivo verbal e das imagens objeto/espacial relacionada ao desempenho dos estudantes na resoluç

Resumo:
Os estilos cognitivos s√£o constru√ß√Ķes interativas que se desenvolvem em resposta ao social, ao educacional, ao profissional e a outros requisitos ambientais (Kozhevnikov, 2007). Representam diferen√ßas individuais e, como vari√°veis da cogni√ß√£o, da percep√ß√£o e da personalidade, influenciam os m√©todos de perceber e de representar a informa√ß√£o na resolu√ß√£o de problemas (Messik, 1995; Witkin et al, 1979). A resolu√ß√£o de problemas tem liga√ß√£o com a constru√ß√£o de significados, tornando o problema uma tarefa matem√°tica privilegiada para a aprendizagem, visto que essa constru√ß√£o est√° relacionada √†s coordena√ß√Ķes entre as opera√ß√Ķes conceituais e as imagens mentais e representa√ß√Ķes semi√≥ticas (Duval, 1999). Em Psicologia da Educa√ß√£o, t√™m sido reconhecidos como um construto chave na √°rea das diferen√ßas individuais e podem influenciar o desempenho ou as realiza√ß√Ķes em situa√ß√Ķes de aprendizagem. Buscou-se responder √† seguinte quest√£o: Como os estilos em tr√™s dimens√Ķes dos estudantes se relacionam ao desempenho nos problemas matem√°ticos? Para tal, realizou-se uma investiga√ß√£o em que participaram 406 estudantes, entre 13 e 50 anos, do ensino m√©dio, subsequente e EJA de uma escola p√ļblica federal no munic√≠pio de Satuba/AL. Foram aplicados dois instrumentos para todos os estudantes: o Question√°rio Verbal, da Imagem Espacial e da Imagem do Objeto/QVIOE e o Instrumento de Processamento Matem√°tico/IPM. Um dos objetivos desta an√°lise foi encontrar evid√™ncias de validade para a L√≠ngua Portuguesa do instrumento QVIOE e, encontrar, uma aplica√ß√£o de avalia√ß√£o psicol√≥gica no √Ęmbito da Educa√ß√£o. Realizou-se uma an√°lise das correla√ß√Ķes entre as vari√°veis em tr√™s dimens√Ķes dos estilos cognitivos e do desempenho na resolu√ß√£o de problemas matem√°ticos. Observaram-se as intera√ß√Ķes entre o estilo e a resolu√ß√£o de problemas mate

Autoria:
Auxiliadora Baraldi Pacheco   Instituto Federal de Educa√ß√£o/Al Campus Satuba
Antonio Roazzi   Universidade Federal de Pernambuco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Auxiliadora Baraldi Pacheco


Palavras-chave:
estilo cognitivo, resolução de problemas, avaliação

Nome:
Josiane Pawlowski

Titulo:
A avaliação psicológica no Brasil no início do século XX: Paradigma Experimental de Waclaw Radecki

Resumo:
A avalia√ß√£o psicol√≥gica no Brasil se modificou de acordo com os paradigmas e necessidades de cada √©poca hist√≥rica. Antes mesmo da regulamenta√ß√£o da psicologia enquanto profiss√£o, a √°rea laboratorial j√° era bastante presente na Psicologia e na sua pr√°tica. Um dos grandes colaboradores da psicologia experimental no Brasil no in√≠cio do s√©culo XX e que tamb√©m foi diretor do Laborat√≥rio da Col√īnia de Psicopatas do Engenho de Dentro foi Waclaw Radecki que, juntamente com outros colaboradores, contribu√≠ram para o desenvolvimento da pesquisa na √°rea experimental e tamb√©m para a psicologia aplicada. Parte dos aparatos utilizados neste laborat√≥rio, somados √†s doa√ß√Ķes feitas pela Funda√ß√£o Get√ļlio Vargas, constituem hoje um acervo do Instituto de Psicologia (IP) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Este estudo objetiva expor um acervo fotogr√°fico de parte dos aparatos laboratoriais, al√©m de apresentar uma ficha de registro criada para organiza√ß√£o deste material. Ser√£o ainda apresentados trechos de entrevistas a fim de ilustrar melhor o paradigma experimental, bem como o contexto hist√≥rico em que estes materiais foram utilizados. Para a realiza√ß√£o do presente estudo, um trabalho de limpeza, conserva√ß√£o e organiza√ß√£o dos aparelhos foi feito, al√©m da constru√ß√£o de um invent√°rio sum√°rio. Al√©m disso, compondo uma amostra n√£o probabil√≠stica por conveni√™ncia, foram entrevistados profissionais, professores e ex-alunos que fizeram parte da hist√≥ria do IP da UFRJ. Os dados das entrevistas foram submetidos a uma an√°lise de conte√ļdo. Foram identificados e registrados 20 aparatos cient√≠ficos, tais como audi√īmetro, estesi√īmetro, dinam√īmetro, pol√≠grafo, entre outros. Estes materiais referem-se, em especial, a um paradigma de investiga√ß√£o psicol√≥gica pautado na metodologia experimental e na psicof√≠sica, heran√ßa de uma psicologia praticada na Europa, no final do s√©culo XIX, e que muito influenciou a pr√°tica de Radecki na pr√≥pria Europa, no Brasil, na Argentina e no Uruguai.

Autoria:
Hugo Leonardo Rocha Silva da Rosa   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Erika Gon√ßalves Ambr√≥sio   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Guilherme Mello Bessa Souza   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Silvia Ferreira Fernandes   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Victor Hugo Silva dos Santos   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Josiane Pawlowski   Universidade Federal do Rio de Janeiro
 


Apresentador:
Josiane Pawlowski


Palavras-chave:
Avaliação psicológica, Aparatos científicos, Psicologia Experimental

Nome:
Jhainieiry Cordeiro Famelli Ferret

Titulo:
A depress√£o em idosos que frequentam um Centro-Dia

Resumo:
Com o avan√ßo tecnol√≥gico e da medicina houve aumento na expectativa de vida da popula√ß√£o. Embora velhice n√£o seja sin√īnimo de doen√ßa, h√° maior comprometimento da capacidade funcional com perda de autonomia e independ√™ncia. No Brasil estima-se que 90% dos idosos que necessitam de cuidados dependam da fam√≠lia para este. No cuidado formal as a√ß√Ķes de ajuda e prote√ß√£o ao idoso com problemas de sa√ļde s√£o prestadas por profissionais em hospitais, atendimento domiciliar, institui√ß√Ķes de abrigamento e programas formais de capacita√ß√£o de pessoal. Um desses locais s√£o os centros de cuidado diurno para idosos que necessitam de assist√™ncia m√©dica ou multiprofissional, chamados de Centro-Dia. Destinam a lidar com os aspectos sociais do envelhecimento. As atividades desenvolvidas buscam uma melhoria nas rela√ß√Ķes interpessoais e contam com trabalho de terapia ocupacional, esporte, recrea√ß√£o, repouso e alimenta√ß√£o. O presente estudo teve como objetivo verificar o √≠ndice de depress√£o nos idosos freq√ľentadores do servi√ßo oferecido por um Centro-Dia numa cidade do interior do Paran√°. Utilizou-se as Escalas Beck BDI ¬Ė Invent√°rio de Depress√£o Beck. Os participantes foram 11 idosos freq√ľentadores de um Centro-Dia, com idade maior ou igual a 60 anos, ambos os g√™neros. Os dados foram analisados de forma quantitativa, por se tratar de uma pesquisa descritiva e explorat√≥ria, oriunda de uma Escala onde a an√°lise e tratamento dos resultados s√£o dados estat√≠sticos. Entre os 11 idosos entrevistados, cinco idosos apresentaram depress√£o m√≠nima, 4 idosos apresentaram depress√£o leve e 2 idosos apresentaram depress√£o moderada. Nenhum idoso foi classificado com depress√£o grave. Esse baixo escore pode estar associado √† intera√ß√£o social proporcionada e √†s atividades que estes praticam durante o dia, trabalhando o corpo e a mente. Conclui-se que idosos que recebem apoio social tendem a apresentam menor √≠ndice de depress√£o.

Autoria:
Jhainieiry Cordeiro Famelli Ferret   Centro Universit√°rio de Maring√° - CESUMAR
Carla Raphaella Marek   Centro Universit√°rio de Maring√° - CESUMAR
Jana√≠na Priscila Bariani   Centro Universit√°rio de Maring√° - CESUMAR
Juliana Tiie Pecoraro Koga   Centro Universit√°rio de Maring√° - CESUMAR
Nayara Korchak de Lima   Centro Universit√°rio de Maring√° - CESUMAR
 
 


Apresentador:
Jhainieiry Cordeiro Famelli Ferret


Palavras-chave:
depress√£o, idoso, centro --dia

Nome:
Adriana da C√Ęmara Costa

Titulo:
A ENTREVISTA COMO INSTRUMENTO DE PESQUISA COM FAM√ćLIAS NO CONTEXTO S√ďCIO-EDUCATIVO

Resumo:
Ao longo do tempo a sociedade tem se voltado para quest√Ķes familiares, dentro do contexto de constru√ß√£o de seus valores, fato esse que mostra, no dia a dia, que a fam√≠lia, tem perdido o controle em diversos √Ęmbitos de seu seio, haja vista que os novos arranjos familiares, podem ser um dos fatores para que surjam problemas associados √† juventude atual e consequentemente aos conceitos que estes jovens possuem. O presente trabalho objetivou analisar a percep√ß√£o das fam√≠lias de adolescentes em conflito com a lei privados de liberdade em rela√ß√£o √† ressocializa√ß√£o, al√©m de tra√ßar o perfil s√≥cio-demogr√°fico destas fam√≠lias, identificar o v√≠nculo da fam√≠lia com o adolescente e verificar a contribui√ß√£o das fam√≠lias na ressocializa√ß√£o dos adolescentes em conflito com a lei. A pesquisa foi desenvolvida no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente acusado de ato infracional na cidade de Natal/RN, local de interna√ß√£o provis√≥ria onde os adolescentes que cometem infra√ß√£o, aguardam a decis√£o judicial, em rela√ß√£o a serem liberados ou a aplica√ß√£o de medidas s√≥cioeducativas. Participaram 21 familiares dos adolescentes e o instrumento utilizado foi uma Entrevista Semi-Estruturada. Os dados foram analisados atrav√©s da An√°lise de Conte√ļdo de Bardin. Os resultados apontaram que a situa√ß√£o dos adolescentes em conflito com a lei perpassa o √Ęmbito familiar, al√©m de que o abandono, a viol√™ncia dom√©stica, a falta de la√ßos afetivos intrafamiliares, s√£o fatores de exclus√£o social, sendo necess√°ria uma conduta de cuidados efetivos que funcionem na pr√°tica, atrav√©s de pol√≠ticas publicas mais eficazes para essa popula√ß√£o jovem

Autoria:
Adriana da C√Ęmara Costa   (Universidade Potiguar ¬Ė UnP RN)
Ionara Dantas Estevam   (Universidade Potiguar ¬Ė UnP RN)
M√°rcia Oliveira de Menezes   (Universidade Potiguar ¬Ė UnP RN)
Kaligia Lenadro da Silva Bas√≠lio   (Universidade Potiguar ¬Ė UnP RN)
Gilvando Estevam da Silva   Universidade Potiguar ¬Ė UnP RN)
 
 


Apresentador:
Adriana da C√Ęmara Costa


Palavras-chave:
Ressocialização , Família, Adolescente conflito com a lei

Nome:
Erica Hokama

Titulo:
A ENTREVISTA L√öDICA NA AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA FORENSE

Resumo:
Esse trabalho tem o objetivo apontar a relev√Ęncia da entrevista l√ļdica como um importante recurso utilizado no contexto jur√≠dico, em especial, nas demandas judiciais que envolvem a escuta de crian√ßas: casos de ado√ß√£o, aliena√ß√£o parental, guarda de filhos, viol√™ncia f√≠sica e sexual, dentre outras. Trata-se de uma t√©cnica psicol√≥gica utilizada tradicionalmente na √°rea cl√≠nica e que, por isso mesmo, n√£o pode ser transposta para outros campos de atua√ß√£o, sem considerar as suas peculiaridades e poss√≠veis adapta√ß√Ķes, no intuito de oportunizar o melhor aproveitamento da mesma. As solicita√ß√Ķes conferidas ao psic√≥logo jur√≠dico costumam ser pontuais, trata-se de uma proposta de trabalho cuja principal tarefa √© avaliativa, com espa√ßo e tempo definidos em virtude da celeridade exigida pela justi√ßa. Nesses casos, a entrevista l√ļdica se torna uma t√©cnica privilegiada, pois permite uma compreens√£o geral sobre o funcionamento do Ego infantil em poucos encontros, ela tamb√©m oferece recursos espec√≠ficos que possibilitam entrar em contato com fantasias, ang√ļstias, medos, capacidade simb√≥lica, potencialidades e demais conte√ļdos internos da crian√ßa, sem que seja necess√°rio fazer interpreta√ß√Ķes capazes de despertar ansiedades que, por sua vez, demandariam uma interven√ß√£o cl√≠nica. O l√ļdico oferece recursos espec√≠ficos para compreender a natureza do pensamento infantil, pois prov√™ elementos importantes do ponto de vista do desenvolvimento, trazendo √† tona o funcionamento psicodin√Ęmico da crian√ßa. Ao colocar a crian√ßa diante de materiais l√ļdicos no contexto jur√≠dico, cria-se um espa√ßo estruturado de exposi√ß√£o de material interno da personalidade da crian√ßa, aspectos estes que certamente permitir√£o uma melhor compreens√£o da situa√ß√£o avaliada pelos psic√≥logos. Quando somada a outros repert√≥rios e instrumentos avaliativos, a entrevista l√ļdica se apresenta como um recurso revelador, capaz de colaborar com a materializa√ß√£o dos fen√īmenos psicol√≥gicos, que servem de subs√≠dio √† decis√£o judicial.

Autoria:
Erica Hokama   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Elainy da Silva Camilo Loiola   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Maria Liliane Gomes dos Santos   Universidade Federal de Rond√īnia
 
 
 
 


Apresentador:
Erica Hokama


Palavras-chave:
Entrevista L√ļdica, Psicologia Jur√≠dica, Avalia√ß√£o Psicol√≥gica

Nome:
CL√ĀUDIA MARIA TAMASO

Titulo:
A GARANTIA DE DIREITOS NA AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA DA CRIAN√áA V√ćTIMA DE ABUSO SEXUAL.

Resumo:
O presente trabalho teve a finalidade de refletir sobre a atua√ß√£o do psic√≥logo, como integrante do sistema de garantia de direitos da crian√ßa e/ou adolescente. Efetuamos levantamento bibliogr√°fico da √°rea, e ilustramos com o estudo de caso √ļnico. A avalia√ß√£o constituiu-se de an√°lise dos autos, entrevistas psicol√≥gicas com a genitora, observa√ß√Ķes de hora l√ļdica da crian√ßa implicada, teste gr√°fico de personalidade (HTP) por meio dos quais apontamos que o tema vem obtendo relev√Ęncia, aten√ß√£o, em virtude da concep√ß√£o contempor√Ęnea de inf√Ęncia, da contradi√ß√£o, caracter√≠stica desta etapa hist√≥rica. A crian√ßa, em geral √© escutada v√°rias vezes em diferentes contextos (delegacia, minist√©rio p√ļblico, conselho tutelar, SUAS, SUS, diferentes t√©cnicos do judici√°rio) em trabalhos n√£o integrados, muitas das vezes com dualidade; segmenta√ß√Ķes estas que refletem a disfuncionalidade da fam√≠lia abusiva, sua falta de limites. Atualmente, tem-se discutido a necessidade de n√£o revitimizar a crian√ßa e/ou adolescente, inseridos nesta trama. O Tribunal de Justi√ßa do Estado do Rio Grande do Sul, implantou h√° anos o Depoimento sem Dano, visando minimizar tal desintegra√ß√£o, compartimentaliza√ß√£o e n√£o enfatizar o dano causado na crian√ßa e/ou adolescente pelo abuso. No estado de S√£o Paulo recentemente operacionalizou-se em quatro comarcas o projeto piloto de escuta n√£o revitimizante de crian√ßas e adolescentes em situa√ß√£o de abuso sexual, buscando valer o dispositivo legal (Estatuto da Crian√ßa e do Adolescente) , inserindo-os como sujeitos de direitos no qual dever√£o ser preparados para qualquer depoimento, bem como dever√£o opinar se desejam faz√™-lo. Apontamos sobre a import√Ęncia de ampliarmos o debate sobre a escuta n√£o revitimizante de crian√ßas e /ou adolescente v√≠timas de abuso sexual e o desenvolvimento de um trabalho em rede para que a interven√ß√£o diante do fen√īmeno em quest√£o seja eficaz, isto √©, seja rompido o pacto do sil√™ncio, seja quebrado o c√≠rculo da viol√™ncia e n√£o produza os poss√≠veis danos secund√°rios.

Autoria:
CL√ĀUDIA MARIA TAMASO   UNIFAE- S√ÉO JO√ÉO DA BOA VISTA/ TRIBUNAL DE JUSTI√áA - SP
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
CL√ĀUDIA MARIA TAMASO


Palavras-chave:
AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA, CRIAN√áA E/OU ADOLESCENTE, ABUSO SEXUAL

Nome:
MARCELA HELENA DE FREITAS CLEMENTINO

Titulo:
A Import√Ęncia do Diagn√≥stico Precoce no Autismo

Resumo:
O Autismo, √© caracterizado no DSMVI como um transtorno invasivo do desenvolvimento, tratando-se de ordem constitucional. Podendo ser identificado durante a inf√Ęncia, quando os pais/familiares percebem uma dificuldade da crian√ßa em interagir socialmente. Suas caracter√≠sticas essenciais s√£o preju√≠zos nas √°reas de desenvolvimento que envolve sociabilidade, comunica√ß√£o e repert√≥rio comportamental que √© restrito e estereotipado.
O diagnóstico precoce do autismo é incentivado no Brasil, a prática convoca à psicologia a participar da identificação dos sintomas, e a compor a equipe que auxiliará a criança autista e sua família a encontrar caminhos que possibilitem seu desenvolvimento.
Este trabalho mostra a import√Ęncia do diagn√≥stico precoce do Autismo, apresentando t√©cnicas e instrumentos que pode-se fazer uso para avalia√ß√£o da crian√ßa com essa queixa inicial.
Portanto, para tal avalia√ß√£o, sugere-se investigar aspectos da rela√ß√£o primordial m√£e beb√™, para tanto uma entrevista de anamnese que elucide tal quest√£o. Outra t√©cnica importante √© observa√ß√£o estruturada com a crian√ßa e/ou com sua m√£e. O foco √© voltado √†s √°reas de Comunica√ß√£o, Sociabilidade e interesse. Al√©m de outras escalas padronizadas para a popula√ß√£o brasileira. Tais como: Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT);Invent√°rio de Comportamentos Aut√≠sticos (ICA);Escala de Avalia√ß√£o do autismo na inf√Ęncia (CARS);Escala de avalia√ß√§o de tra√ßos aut√≠sticos (ATA).
A import√Ęncia do diagn√≥stico precoce √© identificar o grau em que a crian√ßa encontra-se para propor interven√ß√Ķes que possibilitem o conv√≠vio mais harm√īnico com a fam√≠lia e a sociedade. Acredita-se que quando identificado precocemente, algo no v√≠nculo primordial m√£e-beb√™ pode ser resgatado. Tal afirmativa parte do pressuposto de que os primeiros anos de vida de um sujeito s√£o fundamentais para a forma√ß√£o de sua personalidade, ainda pass√≠vel de transforma√ß√Ķes. Assim, o diagn√≥stico precoce e o acompanhamento psicol√≥gico neste per√≠odo pode auxiliar em um melhor desenvolvimento deste indiv√≠duo, por meio tamb√©m do encaminhamento √† uma equipe multi

Autoria:
Marcela Helena de Freitas Clementino   Universidade de Fortaleza
Tatiana Tostes Vieira da Costa   Universidade de Fortaleza
Lara Albuquerque Antunes   Universidade de Fortaleza
Magna Maria Bezerra Pinheiro   Universidade de Fortaleza
 
 
 


Apresentador:
Marcela Helena de Freitas Clementino


Palavras-chave:
Autismo, Diagnóstico , Precoce

Nome:
JACIANA MARLOVA GONÇALVES ARAUJO

Titulo:
A influência da prática regular de atividade física nas características de personalidade

Resumo:
Os comportamentos de promo√ß√£o de sa√ļde s√£o geralmente relacionados a h√°bitos est√°veis ao longo do tempo. A pr√°tica regular de atividade f√≠sica √© um desses comportamentos e tem sido apontada como fator ben√©fico √† sa√ļde em todos os √Ęmbitos. Al√©m de ser associada a menores n√≠veis de estresse e melhores √≠ndices de qualidade de vida em todas as fases do desenvolvimento. A teoria Big Five de personalidade tem como pressuposto b√°sico a descri√ß√£o da personalidade com base em cinco fatores universais avaliados por meio de comportamentos observ√°veis. O Big Five Inventory ¬Ė 10 (BFI-10) √© uma escala, composta por 10 itens, que avalia cinco dimens√Ķes da personalidade, com dois itens para cada fator elaborada a partir da teoria Big Five. O objetivo deste estudo foi verificar a influ√™ncia da pr√°tica regular de atividade f√≠sica nos resultados do BFI-10. Foram avaliadas 1158 pessoas com idades entre 14 e 35 anos residentes na zona urbana da cidade de Pelotas/RS. Foram utilizados um question√°rio sobre a pr√°tica regular de atividade f√≠sica, al√©m do invent√°rio breve de personalidade BFI-10. A pr√°tica de atividade f√≠sica regular esteve associada significativamente, aos fatores Neuroticismo e Conscienciosidade. Os indiv√≠duos que possuem esse h√°bito tiveram, em m√©dia, menores √≠ndices no primeiro fator e maiores √≠ndices no segundo, em rela√ß√£o a quem n√£o pratica atividades f√≠sicas regularmente. Al√©m disso, pode-se observar uma clara tend√™ncia √† maiores n√≠veis de Extrovers√£o entre os praticantes de atividades f√≠sicas. Os resultados indicam que os indiv√≠duos que praticam atividade f√≠sica regularmente s√£o mais est√°veis emocionalmente, menos tensos e, de forma geral, mais organizados e soci√°veis. Conclui-se que os resultados corroboram √† literatura dispon√≠vel indicando que a pr√°tica regular de exerc√≠cios f√≠sicos contribui n√£o s√≥ √† sa√ļde f√≠sica como tamb√©m √† sa√ļde mental e est√£o associados aos tra√ßos de personalidade.

Autoria:
Jaciana Marlova Gon√ßalves Araujo   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Vera Lucia Marques de Figueiredo   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Luciano Dias de Mattos Souza   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Karen Jansen   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Jeronimo Costa Branco   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Ricardo Azevedo Silva   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
 


Apresentador:
Jaciana Marlova Gonçalves Araujo


Palavras-chave:
Personalidade, Big Five, Atividade física

Nome:
Rafaela de Sousa Caldas

Titulo:
A insatisfação corporal em universitários de diferentes áreas de conhecimento avaliados por escala de silhuetas

Resumo:
O presente trabalho buscou investigar a preval√™ncia de insatisfa√ß√£o corporal em universit√°rios de diferentes √°reas de conhecimento, e sua correla√ß√£o com sexo. Para tal, foi investigada uma amostra composta por universit√°rios da Universidade Federal de Goi√°s- UFG dos cursos de direito, medicina e engenharia civil. A amostra utilizada foi selecionada aleatoriamente da lista de todos os alunos matriculados nos cursos. Foi utilizada a f√≥rmula de propor√ß√£o estimada para calcular o tamanho m√≠nimo da amostra necess√°rio para estimar a propor√ß√£o na popula√ß√£o com n√≠vel de confian√ßa de 95% e erro padr√£o de 15%. Foram utilizados o Body Shape Questionnaire (BSQ) e a Escala de Silhuetas para adultos a fim de avaliar a insatisfa√ß√£o corporal. A massa corporal e estatura auto-referidas foram utilizadas para o c√°lculo do √≠ndice de massa corporal (IMC). Para as an√°lises estat√≠sticas, foram realizados testes de associa√ß√£o, compara√ß√£o e regress√£o log√≠stica. Os resultados sugerem que dos 182 estudantes, com m√©dia de idade de 20,82 ¬Ī 3,03 anos, 84 eram do sexo masculino. A m√©dia do BSQ foi de 68,00 ¬Ī 28,74, sendo o total 88,9% de alunos livres de insatisfa√ß√£o. Por√©m, pela escala de silhuetas, 76,6% foram considerados insatisfeitos. Os estudantes dos cursos de medicina e direito foram, sem signific√Ęncia, mais insatisfeitos que alunos de engenharia civil. As mulheres em rela√ß√£o aos homens (p < 0,05) e aqueles com sobrepeso/obesidade (OR: 3,174; p = 0,000) tiveram a maior frequ√™ncia na classifica√ß√£o de insatisfa√ß√£o corporal. Diante do exposto, observou-se que a maioria dos universit√°rios mostrou-se livres de insatisfa√ß√£o corporal, n√£o havendo rela√ß√£o com a √°rea de estudo, por√©m as universit√°rias com IMC mais elevado apresentaram-se mais insatisfeitas com sua imagem corporal. Dessa forma, conclu√≠mos que outras vari√°veis comportamentais relacionadas √† imagem corporal que n√£o foram controladas neste estudo devem ser consideradas em futuras investiga√ß√Ķes.

Autoria:
Rafaela de Sousa Caldas   Universidade Federal de Goi√°s- UFG
Gianne Christine Hoepers   Universidade Federal de Goi√°s- UFG
 
 
 
 
 


Apresentador:
Gianne Christine Hoepers


Palavras-chave:
Escala de silhuetas, Imagem corporal, Estudantes universit√°rios

Nome:
Adriana da C√Ęmara Costa

Titulo:
A PR√ĀTICA DO POLICIAL MILITAR E SUAS IMPLICA√á√ēES DE ADOE√áIMENTO: UM ESTUDO COM A ESCALA BECK ¬Ė BDI

Resumo:

Na contemporaneidade o modo de vida e as condi√ß√Ķes de trabalho t√™m mostrado um √≠ndice elevado de doentes em consequ√™ncias das atividades desenvolvidas, revelando que o ambiente laboral √© um forte potencializador para o adoecimento, principalmente, por se viver em um sistema capitalista. No que se refere √† depress√£o essa √© reconhecida pelo prolongamento de sentimentos negativos e a incapacidade de concentra√ß√£o ou do funcionamento normal. A tem√°tica da depress√£o nos policiais militares em atividades laborais tem sido estudada como um reflexo das condi√ß√Ķes de trabalho na contemporaneidade, pois esse profissional √© conduzido a grandes zonas de vulnerabilidade diante da realidade social de viol√™ncia em que se vive, pois estes s√£o respons√°veis pela ordem, funcionamento, seguran√ßa da sociedade e com tamanha responsabilidade e rigidez que o militar √© obrigado a viver diariamente, pode-se perceber um grande n√ļmero de militares adoecendo a cada ano. Dessa forma este estudo objetivou avaliar a sintomatologia da depress√£o e qual o seu n√≠vel. Tratou-se de uma pesquisa de campo, de cunho quantitativo, do tipo descritiva-explorat√≥ria. A amostra se deu de forma n√£o probabil√≠stica acidental, com 47 policiais militares de sexo masculino, lotados em batalh√Ķes da Pol√≠cia Militar pertencentes √† regi√£o metropolitana da cidade de Natal/RN, com idade entre 23 a 48 anos, na fun√ß√£o externa entre as seguintes patentes: tementes, subtenentes, capit√£o, sargento, cabo e soldados. Os instrumentos utilizados foram um Question√°rio s√≥cio-demogr√°fico e a Escala Beck - BDI. Os dados apontaram que os policias militares, apesar de lidarem no seu cotidiano com a viol√™ncia e a criminalidade, quando avaliados quanto ao fator depressivo, constata-se que as vari√°veis relacionadas √† sintomatologia depressiva n√£o os afetam diretamente, demonstrado a capacidade do profissional em lidar com as quest√Ķes afetivas, direcionando as suas emo√ß√Ķes para um n√£o adoecimento.

Autoria:
Adriana da C√Ęmara Costa   Universidade Potiguar ¬Ė UnP RN)
Ionara Dantas Estevam   Universidade Potiguar ¬Ė UnP RN)
Gilvando Estevam da Silva   Universidade Potiguar ¬Ė UnP RN)
 
 
 
 


Apresentador:
Adriana da C√Ęmara Costa


Palavras-chave:
Atividades laborais, Policiais Militares , Depress√£o

Nome:
Amanda Pereira Fraz√£o

Titulo:
A RELA√á√ÉO ENTRE BEM-ESTAR SUBJETIVO E CONDUTAS ANTISSOCIAIS E DELITIVA: UM ESTUDO EXPLORAT√ďRIO

Resumo:
O bem-estar subjetivo est√° relacionado com estados afetivos, funcionamento psicol√≥gico e social, e aborda a avalia√ß√£o e a percep√ß√£o do indiv√≠duo sobre sua vida. √Č um estado de satisfa√ß√£o consigo mesmo e com o ambiente em sua volta. Percebe-se no Brasil um aumento da viol√™ncia entre os jovens. Tal fen√īmeno requer uma identifica√ß√£o do problema das condutas que emergem em quebra das normas sociais, motivando a delinqu√™ncia entre esses jovens. Para tanto, torna-se fundamental a investiga√ß√£o de poss√≠veis fatores respons√°veis por essas condutas. Ser√° que quando n√£o h√° essa satisfa√ß√£o consigo mesmo e com o ambiente no qual est√° inserido o indiv√≠duo tende a apresentar condutas antissociais e delitivas? Esta √© a proposta do presente estudo, verificar se h√° uma rela√ß√£o entre o bem-estar subjetivo e as condutas antissociais e delitivas. Esta pesquisa foi realizada com 411 estudantes do Ensino M√©dio da cidade de Jo√£o Pessoa (PB) e Serra Talhada (PE), a maioria √© do sexo feminino (53%), com m√©dia de idade de 17 ano, apresentando renda familiar entre um a tr√™s sal√°rios m√≠nimos (33,6%). Os instrumentos utilizados para medir o bem-estar foram: Question√°rio de Sa√ļde Geral (QSG-12), Escala de Afetos Positivos e Negativos, Escala de Satisfa√ß√£o com a Vida e Escala de Vitalidade. Utilizou-se tamb√©m o Question√°rio de Condutas Antisociais e Delitivas (CAD) e um question√°rio sociodemogr√°fico. Os resultados indicaram que h√° uma correla√ß√£o negativa e significativa, por√©m baixa entre os fatores do Bem-estar Subjetivo (Depress√£o e Ansiedade, Afetos Positivos e Negativos, Satisfa√ß√£o com a Vida e Vitalidade) com os fatores do CAD (Condutas Antissociais e Delitivas). Parece ser que comportamentos antissociais e delitivos tendem a surgir quando aspectos do bem-estar subjetivo est√£o em baixa. Todavia, ressalta-se que os resultados s√£o explorat√≥rios. Novas contribui√ß√Ķes no estudo dos construtos em quest√£o s√£o requeridas.

Autoria:
Amanda Pereira Fraz√£o   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Lays Andrade de S√°   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Juliana Maria Vieira Ten√≥rio   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Val√©ria Nicolau de Sousa   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
 


Apresentador:
Amanda Pereira Fraz√£o


Palavras-chave:
bem-estar subjetivo, condutas antissociais, condutas delitivas

Nome:
Cl√°udia de Moraes Bandeira

Titulo:
A relação entre bem-estar subjetivo e traços de personalidade em crianças

Resumo:
O bem-estar subjetivo (BES) √© um construto multidimensional constitu√≠do por componentes afetivos (afetos positivos e afetos negativos) e cognitivos (satisfa√ß√£o de vida). O BES est√° relacionado √† experi√™ncia individual de avalia√ß√£o da vida enquanto satisfat√≥ria ou insatisfat√≥ria. Estudos t√™m apontado fatores de personalidade como um dos principais preditores de BES, especialmente atrav√©s dos tra√ßos extrovers√£o e neuroticismo em adultos. Os tra√ßos de personalidade s√£o tend√™ncias b√°sicas a experimentar e agir de determinada maneira. Para verificar poss√≠veis rela√ß√Ķes entre BES e tra√ßos de personalidade em crian√ßas, esse estudo investigou 148 crian√ßas entre 5 e 11 anos. Os instrumentos utilizados foram a Escala Multidimensional de Satisfa√ß√£o de Vida para Crian√ßas, a Escala de Afetos Positivos e Negativos, e a Escala de Tra√ßos de Personalidade para Crian√ßas (ETPC). Os resultados indicaram que os afetos positivos correlacionaram-se positivamente com satisfa√ß√£o na fam√≠lia, amizade, escola, e com os tra√ßos extrovers√£o e socialiabilidade. Os afetos negativos apresentaram correla√ß√£o positiva com os tra√ßos neuroticismo e psicoticismo. Tanto neuroticismo quanto psicoticismo apresentaram correla√ß√Ķes marginalmente significativas com a satisfa√ß√£o de vida global. Esses achados s√£o similares √†s correla√ß√Ķes encontradas em adultos, bem como ampliam o entendimento entre a associa√ß√£o das vari√°veis bem-estar subjetivo e tra√ßos de personalidade na inf√Ęncia. De forma geral, os resultados encontrados v√£o ao encontro da literatura internacional e sugerem que o BES est√° relacionado com tra√ßos da personalidade.

Autoria:
Let√≠cia Gasparetto   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Cl√°udia de Moraes Bandeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Daniela Navarini   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
F√°bio Spricigo Coser   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudia Giacomoni   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Simon Hutz   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 


Apresentador:
Daniela Navarini


Palavras-chave:
bem-estar subjetivo, traços de personalidade, crianças

Nome:
Marina Gabriela Neves do Nascimento Silva

Titulo:
A RELA√á√ÉO ENTRE CONDUTAS ANTISSOCIAIS E DELITIVAS E VARI√ĀVEIS SOCIODEMOGR√ĀFICAS EM ESTUDANTES DO ENSINO M√ČDIO

Resumo:
A express√£o ¬ďadolescentes em conflito com a lei¬Ē tem se tornado recorrente em estudos brasileiros, principalmente a partir dos anos 90. O comportamento antissocial e delitivo s√£o comportamentos desviantes diferenciados na literatura em termos de gravidade. As condutas antissociais seriam as formas mais leves e remetem √†s normas sociais podendo conduzir a a√ß√Ķes pr√≥ximas ao delito. No entanto, condutas delitivas s√£o formas mais graves, que se apresentam como transgress√Ķes √†s leis, demandando puni√ß√Ķes legais. Esta pesquisa objetivou identificar poss√≠veis rela√ß√Ķes entre as condutas antissociais e delitivas com vari√°veis sociodemogr√°ficas. Os participantes deste estudo foram 411 estudantes de escolas p√ļblicas e privadas do Ensino M√©dio da cidade de Jo√£o Pessoa (PB). Destes, a maioria era de escola p√ļblica (61,1%), sendo (53,6%) do sexo feminino e (46,4%) do sexo masculino, com m√©dia de idade de 17 anos. Com rela√ß√£o √† s√©rie, a maioria cursava a terceira s√©rie (54,9%) e possu√≠am renda familiar variando entre um e tr√™s sal√°rios m√≠nimos (35,2%). Os estudantes responderam ao Question√°rio de Comportamentos Antissociais e Delitivos (CAD) e question√°rio sociodemogr√°fico. No intuito de verificar se havia alguma diferen√ßa nas respostas entre os sexos no que diz √†s condutas antissociais e delitivas foi realizado um Teste t para amostras independentes no software SPSS vers√£o 18. Os dados demonstraram uma maior tend√™ncia do sexo masculino tanto em rela√ß√£o √†s condutas antissociais quanto em rela√ß√£o √†s condutas delitivas. Ainda, foram realizadas correla√ß√Ķes r de Pearson entre os fatores do CAD e os dados sociodemogr√°ficos (renda familiar e idade) e vari√°veis de desempenho acad√™mico (√ļltimas m√©dias em L√≠ngua Portuguesa e Matem√°tica). N√£o foram encontrados resultados significativos em termos estat√≠sticos. Entende-se que os resultados do presente estudo, apesar de explorat√≥rios, s√£o relevantes, visto que proporcionam ind√≠cios para pensar acerca destas condutas, buscando melhor compreend√™-las.

Autoria:
Marina Gabriela Neves do Nascimento Silva   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Juliana Maria Vieira Ten√≥rio   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Pedro Lucas Santos   Graduando de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
 
 


Apresentador:
Marina Gabriela Neves do Nascimento Silva


Palavras-chave:
Condutas antissociais, condutas delitivas, diferenças de gênero

Nome:
JOALISSON DE ALMEIDA GOMES

Titulo:
A RELAÇÃO ENTRE LEMBRANÇAS PARENTAIS E PERCEPÇÃO DOS PAIS COM CONDUTAS ANTISSOCIAIS E DELITIVAS

Resumo:
Resumo: O tipo de viv√™ncia que a crian√ßa experimenta no contexto familiar serve de base para as futuras integra√ß√Ķes sociais desta para com seus pares, sendo importante ressaltar que a percep√ß√£o deste ambiente pela crian√ßa ter√° uma repercuss√£o ainda maior nas suas rela√ß√Ķes sociais futuras. Na vida adulta o sujeito tende a resgatar os valores apreendidos na inf√Ęncia e estes juntamente com outros fatores ser√£o definidores da personalidade do indiv√≠duo, ou seja, a maneira como o sujeito vai se comportar no contexto social e familiar ser√° guiado pelas lembran√ßas familiares que este guarda, quer seja de forma consciente ou inconsciente. O objetivo deste estudo consiste em relacionar as percep√ß√Ķes e lembran√ßas parentais com o cometimento de condutas antissociais e delitivas. Para esse fim, participaram desta pesquisa 411 estudantes do Ensino M√©dio, sendo a maioria estudantes de escolas p√ļblicas da cidade de Jo√£o Pessoa (PB) (61,1%) e do sexo feminino (53,6%), com m√©dia de idade de 17 anos. Foram utilizados tr√™s instrumentos para tal finalidade, o Question√°rio de Percep√ß√£o dos Pais (QPP), Escala de Lembran√ßas Parentais (RRP-10), Escala de Condutas Antissociais e Delitivas, al√©m de dados sociodemogr√°ficos. Para an√°lise de dados foi utilizado o software estat√≠stico PASW, vers√£o 18. Observou-se correla√ß√£o negativa e significativa entre o fator responsividade materna e as condutas antissociais. J√° o fator aliena√ß√£o materna apresentou correla√ß√Ķes positivas e significativas tanto com as condutas antissociais quanto com as condutas delitivas. As correla√ß√Ķes entre aliena√ß√£o paterna e as condutas antissociais e condutas delitivas tamb√©m foram positivas e significativas. Apesar de explorat√≥rios, os resultados apontam para uma importante rela√ß√£o entre lembran√ßas e percep√ß√£o dos pais com as condutas antissociais e delitivas. Corroborando estudos pr√©vios, as lembran√ßas e percep√ß√Ķes dos pais podem ser considerados importantes preditores para o desenvolvimento infantil.

Autoria:
Joalisson de Almeida Gomes   Graduando de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Marina Gabriela Neves do Nascimento Silva   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Pedro Lucas Santos   Graduando de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
 
 


Apresentador:
Joalisson de Almeida Gomes


Palavras-chave:
Estilos Parentais, Condutas Antissociais, Condutas Delitivas

Nome:
Manuela Ramos Caldas Lins

Titulo:
A situação da Avaliação Psicológica de pessoas com deficiência visual

Resumo:
A avalia√ß√£o psicol√≥gica √© uma das atividades mais frequentes dos psic√≥logos sendo realizada em diversos contextos com os mais variados fins. Independente do contexto, para que a avalia√ß√£o seja conduzida de forma adequada √© necess√°rio que o profissional disponha de ferramentas cuidadosamente elaboradas para a mensura√ß√£o das caracter√≠sticas relevantes ao comportamento humano de interesse. Alguns desses contextos, tal como o das institui√ß√Ķes que lidam com deficientes visuais, n√£o tem sido comumente investigados. Diante disso, o objetivo desta pesquisa foi verificar como os psic√≥logos brasileiros, vinculados a institui√ß√Ķes especializadas no atendimento a pessoas com defici√™ncia visual, realizam o processo de avalia√ß√£o psicol√≥gica. Participaram da pesquisa, 23 psic√≥logos, 96% do sexo feminino, com idade m√≠nima de 25 e m√°xima de 60 anos, integrantes das equipes profissionais das institui√ß√Ķes especializadas no atendimento a pessoas com defici√™ncia visual. Como instrumento utilizou-se um question√°rio estruturado, que buscava levantar se o profissional realizava a avalia√ß√£o psicol√≥gica de deficientes visuais e, caso o fizesse, como costumava faz√™-lo. Como resultado, 61% dos profissionais relataram fazer avalia√ß√£o psicol√≥gica, sendo que desse total, 43% reportaram avaliar crian√ßas, adolescentes, adultos e idosos, 21% adolescentes e idosos, e 14% apenas crian√ßas. Dos que relataram fazer avalia√ß√£o psicol√≥gica, 73% afirmaram n√£o usar testes psicol√≥gicos padronizados ¬Ė por conta da aus√™ncia de material adaptado para essa popula√ß√£o ¬Ė, ressaltando o uso de entrevistas e observa√ß√Ķes nesse processo. Dos que usam testes padronizados, todos recorrem a modifica√ß√Ķes ou adapta√ß√Ķes dos instrumentos existentes (p.ex., transcri√ß√£o para o Braille e uso de letras maiores). Estas modifica√ß√Ķes nos testes podem alterar o est√≠mulo original terminando, muitas vezes, por impossibilitar compara√ß√Ķes ou combina√ß√Ķes de diferentes amostras, impedindo a elabora√ß√£o de normas de padroniza√ß√£o. Sugere-se que instrumentos, em especial testes padronizados, sejam constru√≠dos para atender essa demanda.

Autoria:
Manuela Ramos Caldas Lins   Universidade de Bras√≠lia
Bartholomeu T√īrres Tr√≥ccoli   Universidade de Bras√≠lia
 
 
 
 
 


Apresentador:
Manuela Ramos Caldas Lins


Palavras-chave:
avaliação psicológic, deficientes visuais, testes psicológicos

Nome:
Orlanda Maria da Silva Rodrigues da Cruz

Titulo:
A vers√£o portuguesa da Emotion Regulation Checklist (ERC)

Resumo:
De acordo com a teoria das emo√ß√Ķes diferenciais, a regula√ß√£o emocional √© um preditor da compet√™ncia e ajustamento social das crian√ßas. A regula√ß√£o emocional tem sido estudada atrav√©s de um amplo conjunto de medidas comportamentais e fisiol√≥gicas, recorrendo-se frequentemente aos pais e professores como informantes. A Emotion Regulation Checklist (ERC; Shields & Cicchetti, 1997) √© uma escala com 24 itens que pretende avaliar as dimens√Ķes de regula√ß√£o emocional e de labilidade emocional em crian√ßas de idade pr√©-escolar e escolar. Os itens devem ser preenchidos por adultos que conhecem bem a crian√ßa, utilizando uma escala tipo Likert com quatro pontos (1: Nunca; 4: Sempre). Este estudo tem como objectivo examinar a estrutura fatorial e a invari√Ęncia fatorial da ERC, recorrendo para tal ao software AMOS. Foram utilizadas duas amostras de crian√ßas portuguesas de idade escolar com carater√≠sticas semelhantes, em termos de sexo, idade e NSE das fam√≠lias, a primeira com 125 crian√ßas e a segunda com 126 crian√ßas. O modelo bi-fatorial proposto pelos autores da ERC, ajustado √† primeira amostra, revelou na an√°lise fatorial confirmat√≥ria uma qualidade de ajustamento sofr√≠vel, pelo que se procedeu √† sua redefini√ß√£o. O modelo redefinido integra as duas dimens√Ķes, que passam a incluir 4 e 3 itens, e apresenta um bom ajustamento. Subsequentemente, a invari√Ęncia fatorial deste modelo foi testada com a segunda amostra, passando o ajustamento a ser avaliado como satisfat√≥rio. Pode assim concluir-se que os resultados apoiam a estrutura bi-dimensional da ERC ¬Ė regula√ß√£o emocional e labilidade/negatividade ¬Ė bem como a sua utiliza√ß√£o com crian√ßas portuguesas de idade escolar.

Autoria:
Diana Rute Pereira Alves   Faculdade de Psicologia e de Ci√™ncias da Educa√ß√£o da Universidade do Porto
Orlanda Maria da Silva Rodrigues da Cruz   Faculdade de Psicologia e de Ci√™ncias da Educa√ß√£o da Universidade do Porto
 
 
 
 
 


Apresentador:
Orlanda Maria da Silva Rodrigues da Cruz


Palavras-chave:
Regulação emocional, Labilidade emocional, Estrutura fatorial

Nome:
Gabryellen Fraga Des Essarts

Titulo:
ADAPTA√á√ÉO BRASILEIRA DO TESTE DAS RELA√á√ēES OBJETAIS (TRO)

Resumo:
O desenvolvimento da teoria das rela√ß√Ķes objetais foi iniciado principalmente por Melanie Klein e Willian Fairbairn com o objetivo de examinar as representa√ß√Ķes de objeto e as rela√ß√Ķes interpessoais de um sujeito para a maior compreens√£o sobre a constitui√ß√£o desse indiv√≠duo, uma vez que as experi√™ncias relacionais exercem um papel essencial no curso de seu desenvolvimento. Na pr√°tica cl√≠nica tem se utilizado testes projetivos como estrat√©gia de explora√ß√£o da din√Ęmica da personalidade, uma vez que os testes psicol√≥gicos oferecem informa√ß√Ķes sobre elementos que fundamentam as defini√ß√Ķes do construto personalidade e permitem o seu acesso. Este projeto tem como proposta criar subs√≠dios para a adapta√ß√£o √† realidade brasileira do Teste de Rela√ß√Ķes Objetais (TRO) com o intuito de poder ter um instrumento confi√°vel para a identifica√ß√£o da din√Ęmica da intera√ß√£o humana. O TRO √© composto por 3 s√©ries de 4 cart√Ķes com ilustra√ß√Ķes e uma branca, totalizando 13 cart√Ķes. Cada uma das s√©ries (A, B e C) apresenta situa√ß√Ķes de rela√ß√Ķes objetais com uma pessoa, duas pessoas, tr√™s pessoas e situa√ß√Ķes de grupo. A situa√ß√£o-estim√ļlo de cada cart√£o e o conte√ļdo de realidade √© apresentada com certo grau de ambiguidade para que os examinandos possam responder ao teste de diversas formas. Est√£o sendo constitu√≠dos dois grandes grupos amostrais: o da popula√ß√£o geral e o cl√≠nico. A amostra situada no Rio Grande do Sul ser√° constitu√≠da por 332 sujeitos de ambos os sexos e com idade entre 15 e 55 anos (112 sujeitos da amostra geral e 220 sujeitos da amostra cl√≠nica). A fim de obter dados que caracterizem os participantes do estudo ser√° utilizada uma Ficha de Dados Sociodemogr√°ficos, e o Teste Matrizes Progressivas ¬Ė Escala Geral. Ainda para o grupo cl√≠nico, ser√° aplicado o Question√°rio de Auto-Avalia√ß√£o para adultos ¬Ė ASR e para os indiv√≠duos jovens, o YSR). Posteriormente, haver√° amostras em outras regi√Ķes do Brasil como S√£o Paulo, Minas Gerais, Goi√°s, Sergipe e Amazonas. Atualmente, esfor√ßos para o estudo do referencial te√≥rico, validade de conte√ļdo e coleta de dados j√° est√£o sendo realizados.

Autoria:
Gabryellen Fraga Des Essarts   Bolsista de Inicia√ß√£o Cient√≠fica ¬Ė PIBIC/CNPq (PUCRS)
Gabriela Quadros de Lima Stenzel   Doutoranda em Psicologia Cl√≠nica (PUCRS)
M√°rcia Keller Coronel   Doutoranda em Psicologia Cl√≠nica (PUCRS)
Katherine Flach   Mestranda em Psicologia Cl√≠nica(PUCRS)
Felipe Bello Dias   Auxiliar de Pesquisa (PUCRS)
Guilherme Pacheco Fiorini   Auxiliar de Pesquisa (PUCRS)
Blanca Susana Guevara Werlang   Orientadora (PUCRS)


Apresentador:
Gabryellen Fraga Des Essarts


Palavras-chave:
Teste das Rela√ß√Ķes Objetais, Propriedades psicom√©tricas, T√©cnica Projetiva

Nome:
Thiago Medeiros Cavalcanti

Titulo:
Adaptação da escala de clima organizacional

Resumo:
O clima organizacional √© representado pelas percep√ß√Ķes individuais e coletivas acerca do ambiente de trabalho. N√£o obstante, este construto apresenta ainda as caracter√≠sticas de ser avali√°vel e mensur√°vel. Neste sentido, este estudo teve por objetivo adaptar a Escala de Clima Organizacional proposta por Levering (1997). Participaram do estudo 306 funcion√°rios de uma empresa privada de Jo√£o Pessoa ¬Ė PB. Estes tinham idade m√©dia de 28 anos (dp= 7,38), sendo a maioria do sexo masculino (77,5%), casado (48%) e com ensino m√©dio completo (65%). Estes responderam a escala de Clima Organizacional composta por 53 itens, os quais s√£o respondidos em uma escala tipo Likert. A partir do KMO e do Teste de Esfericidade de Bartlett verificou-se a adequabilidade da amostra √† an√°lise fatorial. Posteriormente foi realizada uma an√°lise de componentes principais. A medida de clima organizacional em sua vers√£o original possu√≠a 53 itens e cinco fatores e, ap√≥s as an√°lises, a vers√£o adaptada ficou constitu√≠da por 34 itens. Os fatores receberam as seguintes denomina√ß√Ķes: satisfa√ß√£o com o ambiente de trabalho, justi√ßa, postura da lideran√ßa, ambiente agrad√°vel e apoio no desenvolvimento do trabalho, por entender que estas nomenclaturas estariam mais adequadas aos itens contidos em cada fator. Destaca-se que, apesar de o primeiro fator ter explicado mais de 2/5 da vari√Ęncia total, seus itens apresentaram melhores satura√ß√Ķes com a extra√ß√£o de cinco fatores, que foram adequadamente identificados. Seus indicadores de consist√™ncia interna (alfa de Cronbach e correla√ß√£o inter-item) atenderam as recomenda√ß√Ķes da literatura. Assim, conclui-se que a Escala de Clima Organizacional apresentou evid√™ncias de validade e precis√£o, podendo esta ser empregada adequadamente em pesquisas no contexto para o qual foi adaptada.

Autoria:
Thiago Medeiros Cavalcanti   Universidade Federal da Para√≠ba
Dayse Ayres do Nascimento Freires   Instituto Federal de Educa√ß√£o Ci√™ncia e Tecnologia da Para√≠ba
Renan Pereira Monteiro   Universidade Federal da Para√≠ba
Romulo Lustosa Pimenteira de Melo   Universidade Federal da Para√≠ba
Roosevelt Vilar Lobo de Souza   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Thiago Medeiros Cavalcanti


Palavras-chave:
Clima Organizacional , Adaptação , Escala

Nome:
MARCO ANT√ĒNIO PEREIRA TEIXEIRA

Titulo:
Adaptação e análise fatorial confirmatória da Escala de Adaptabilidade de Carreira

Resumo:
A adaptabilidade de carreira refere-se aos recursos que um indiv√≠duo tem para lidar com decis√Ķes e transi√ß√Ķes que ocorrem em sua carreira no ciclo vital. Na abordagem te√≥rica da constru√ß√£o da carreira, a adaptabilidade √© definida a partir de quatro dimens√Ķes: preocupa√ß√£o, controle, curiosidade e confian√ßa. Para avaliar este construto, um grupo internacional de pesquisadores desenvolveu um instrumento chamado Career Adapt-Abilities Scale, que foi testado em diferentes culturas, inclusive no Brasil. O instrumento constitui-se em uma escala de autorrelato com 24 itens respondido em uma escala Likert de 5 pontos. O objetivo desta pesquisa foi realizar uma nova adapta√ß√£o do instrumento ao portugu√™s brasileiro em virtude de problemas detectados em uma primeira vers√£o, e testar a estrutura fatorial do instrumento atrav√©s de an√°lise fatorial confirmat√≥ria. Participaram do estudo 990 estudantes universit√°rios (64,2% mulheres), com idades variando de 18 a 68 anos (m√©dia de 25,8). Inicialmente o instrumento foi traduzido e adaptado ao portugu√™s, sendo a adequa√ß√£o da adapta√ß√£o analisada por ju√≠zes. Posteriormente a escala foi aplicada aos participantes em situa√ß√£o presencial e via internet. Seguindo os estudos realizados com o instrumento em outros pa√≠ses, testou-se, com an√°lise fatorial confirmat√≥ria, um modelo hier√°rquico de quatro fatores de primeira ordem (preocupa√ß√£o, controle, curiosidade e confian√ßa), tendo a adaptabilidade como fator de segunda ordem. O m√©todo de estima√ß√£o utilizado foi o WLSMV. Os resultados obtidos indicaram uma adequa√ß√£o satisfat√≥ria do modelo (RMSEA=0,077; CFI=0,951; TLI=0,945), e os √≠ndices de consist√™ncia interna obtidos para as subescalas variaram de 0,83 a 0,89. Estes resultados, muito similares aos de estudos realizados em outros pa√≠ses e que mostram o ajuste do modelo proposto, constituem-se em evid√™ncias de validade para a nova vers√£o do instrumento. Al√©m disso, as subescalas do instrumento apresentaram bons √≠ndices de fidedignidade, o que encoraja o seu uso em pesquisa futuras.

Autoria:
Marco Ant√īnio Pereira Teixeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Alyane Audibert Silveira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 
 


Apresentador:
Marco Ant√īnio Pereira Teixeira


Palavras-chave:
adaptabilidade, carreira, universit√°rios

Nome:
Cristian Zanon

Titulo:
Adaptação e Evidências de Validade do Questionário de Tarefas Domésticas e de Cuidado entre Irmãos

Resumo:
O cuidado entre irm√£os √© uma forma encontrada pelas fam√≠lias de n√≠vel socioecon√īmico baixo para dar conta do cuidado e da sobreviv√™ncia de seus membros mais novos. Al√©m de se envolverem com o cuidado de seus irm√£os menores, adolescentes cuidadores tamb√©m podem realizar tarefas dom√©sticas. Embora possam acarretar uma queda importante no rendimento escolar e diminuir consideravelmente as atividades de lazer dos adolescentes cuidadores, situa√ß√Ķes de cuidado formais entre irm√£os s√£o um fen√īmeno praticamente invis√≠vel e de dif√≠cil identifica√ß√£o. A exist√™ncia de um instrumento padronizado poderia auxiliar pesquisadores a acessar tanto atividades de cuidado entre irm√£os como tarefas dom√©sticas de forma r√°pida e objetiva. Al√©m disso, o uso de um question√°rio v√°lido e fidedigno possibilitaria a compara√ß√£o de m√©dias entre diferentes grupos e poderia ajudar a mapear √°reas com alta concentra√ß√£o dessas tarefas entre os adolescentes. Os objetivos deste trabalho s√£o: a) propor a adapta√ß√£o do Household Responsibilities Questionnaire para a avalia√ß√£o do cuidado de irm√£os menores e de tarefas dom√©sticas e (b) avaliar evid√™ncias de validade e fidedignidade dos escores da escala adaptada. Realizou-se a tradu√ß√£o e a adapta√ß√£o dos itens para a popula√ß√£o-alvo seguindo as diretrizes de adapta√ß√£o de testes da International Test Commission. Responderam √† vers√£o final do question√°rio 113 participantes com m√©dia de idade de 14,7 anos (DP = 0,8), sendo 61,9% do sexo feminino. O conjunto de itens foi submetido a uma an√°lise de eixos principais que revelou a solu√ß√£o bifatorial como mais apropriada. Os dois fatores, referentes a cuidado entre irm√£os e tarefas dom√©sticas, apresentaram coeficientes alfa adequados. Conjuntamente, esses resultados sugerem evid√™ncias de validade e de fidedignidade para o question√°rio. Assim, este question√°rio permite acessar esses fen√īmenos sistematicamente, o que pode ser fundamental para o avan√ßo do conhecimento e de estimativas realizadas em n√≠vel nacional.

Autoria:
Let√≠cia Lovato Dellazzana-Zanon   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Cristian Zanon   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Lia Beatriz de Lucca Freitas   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 


Apresentador:
Cristian Zanon


Palavras-chave:
Adaptação de teste, Cuidado entre irmãos, Tarefas domésticas

Nome:
Marina Pereira Gonçalves

Titulo:
ADAPTA√á√ÉO E VALIDA√á√ÉO DO INVENT√ĀRIO DE MOTIVA√á√ÉO PARA A INFIDELIDADE

Resumo:
√Č cada vez mais frequente a queixa das pessoas em cl√≠nicas psicoter√°picas alegando sofrimento e ang√ļstia provocados por comportamentos infi√©is em um relacionamento amoroso, o que torna a tem√°tica da infidelidade relevante. Neste sentido, a presente pesquisa objetivou validar e comprovar a estrutura fatorial do Motivation for Infidelity Inventory para o contexto brasileiro. Para tanto, foram realizados dois estudos: No Estudo 1 contou-se com a participa√ß√£o de 214 estudantes universit√°rios, sendo 108 mulheres e 106 homens, com idade m√©dia de 22,92 anos (dp = 4,62), das cidades de Juazeiro-BA e Petrolina-PE. Estes responderam o Invent√°rio de Motiva√ß√£o para a Infidelidade, na vers√£o final traduzida e adaptada para o portugu√™s, composta por 16 itens, os quais s√£o respondidos em uma escala Likert de 7 pontos (1 = Nenhum pouco por esta raz√£o a 7 = Bastante por essa raz√£o). A partir do KMO e do Teste de Esfericidade de Bartlett verificou-se a adequabilidade da amostra √† an√°lise fatorial. Posteriormente, realizou-se uma an√°lise fatorial dos eixos principais (PAF) com rota√ß√£o oblimin, permitindo identificar a mesma estrutura fatorial do estudo original, com quatro fatores, denominados raiva, insatisfa√ß√£o, neglig√™ncia e sexo, todos com √≠ndices de consist√™ncia interna (alfa de Cronbach) considerados aceit√°veis pela literatura. Em seguida, no Estudo 2, com uma nova amostra composta por 200 participantes, a maioria mulheres (69%) com idade m√©dia de 24,42 anos (dp = 6,44), responderam a mesma vers√£o do invent√°rio e foi realizada uma an√°lise fatorial confirmat√≥ria por meio do programa AMOS (vers√£o 7). Os resultados permitiram confirmar que a estrutura fatorial, composta por quatro fatores, √© a mais adequada para avaliar a motiva√ß√£o para a infidelidade, apresentando √≠ndices de adequabilidade do modelo, podendo ser utilizada em futuras pesquisas na √°rea de relacionamentos amorosos.

Autoria:
Marina Pereira Gon√ßalves   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Liane Costa Alves de Moraes   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Let√≠cia Coelho de Oliveira   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Jo√≠ria Cerqueira Macedo Ribeiro   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Maria Augusta Costa Gomes   Universidade de Pernambuco
 
 


Apresentador:
Marina Pereira Gonçalves


Palavras-chave:
Motivação, Infidelidade, Validação

Nome:
Leticia Coelho de Oliveira

Titulo:
Adapta√ß√£o e Valida√ß√£o do Question√°rio de Atitudes Morais no Esporte e do Question√°rio de Valores no Esporte ¬Ė 2

Resumo:
A pr√°tica esportiva configura-se como um campo de produ√ß√£o de habilidades espec√≠ficas, e com elas h√° constru√ß√Ķes valorativas que podem ser positivas, como respeito e igualdade, bem como negativas, a exemplo da agressividade e da ¬ďtrapa√ßa¬Ē. Neste sentido, o objetivo principal desta pesquisa foi validar para o contexto brasileiro duas medidas para serem utilizadas em futuros estudos que busquem compreender os valores e as atitudes morais de jovens esportistas, sendo essas medidas os instrumentos: Attitudes to Moral Decision¬Ėmaking in Youth Sport Questionnaire (AMDYSQ) e Youth Sport Values Questionnaire-2 (YSVQ-2). Para tanto, foram realizados procedimentos padr√Ķes de valida√ß√£o de escalas psicom√©tricas: 1) Tradu√ß√£o do ingl√™s para o portugu√™s; 2) An√°lise sem√Ęntica; e 3) An√°lise de ju√≠zes. Ap√≥s essa primeira etapa, os instrumentos em l√≠ngua portuguesa, foram aplicados em 200 atletas de diferentes modalidades esportivas nas cidades de Petrolina ¬Ė PE e Juazeiro - BA, sendo a maioria mulheres. Os dados foram tabulados e analisados no PASW 18. Para verificar a validade psicom√©trica das escalas, foram realizadas an√°lises fatoriais explorat√≥rias, bem como an√°lises dos √≠ndices de consist√™ncia interna (Alfa de Cronbach). A Youth Sport Values Questionnaire 2 (YSVQ-2) com 13 itens, assim como no original, apresentou tr√™s fatores: Status; Moral e Compet√™ncia, sendo que este √ļltimo n√£o apresentou √≠ndice de consist√™ncia interna satisfat√≥rio. E o Attitudes to Moral Decision¬Ėmaking in Youth Sport Questionnaire (AMDYSQ) com 14 itens, assim como no original, tamb√©m apresentou tr√™s fatores: Trapa√ßa; Antidesportivismo e Vit√≥ria Justa, este √ļltimo tamb√©m n√£o apresentou √≠ndice de consist√™ncia interna satisfat√≥rio. Essas escalas oferecem modelo multifatorial apresentando medidas psicometricamente adequadas para compreender os valores e as atitudes morais (fair play) de atletas. Entretanto, novas pesquisas s√£o demandadas a fim de refinar estas escalas para o presente contexto.

Autoria:
Leticia Coelho de Oliveira   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Marina Pereira Gon√ßalves   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Joiria Cerqueira Macedo Ribeiro   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Maria Aline Rodrigues de Moura   Universidade Federal de Pernambuco
 
 
 


Apresentador:
Leticia Coelho de Oliveira


Palavras-chave:
escalas, esporte, valores morais

Nome:
Andréa Coutinho Sarmento

Titulo:
ADAPTA√á√ÉO SEM√āNTICA DA EPV ¬Ė R AO PORTUGU√äS DO BRASIL

Resumo:
A viol√™ncia de g√™nero √© aquela praticada por um homem contra uma mulher e pode ser f√≠sica, psicol√≥gica ou sexual. Ela est√° presente nas diferentes classes sociais de todas as sociedades, sendo caracterizada por sua longa dura√ß√£o, frequ√™ncia e tardan√ßa da den√ļncia, o que leva a um processo de escalada da viol√™ncia. Neste sentido, destaca-se a necessidade de estudos que venham a contribuir para dar maior visibilidade a esse fen√īmeno, e assim promover a cria√ß√£o de mecanismos para coibir e prevenir a viol√™ncia domestica contra a mulher, principalmente em suas formas mais graves. A Escala de predi√ß√£o de risco de viol√™ncia grave contra a parceira - Revisada (EPV-R) √© uma entrevista com 20 itens, cujo objetivo √© predizer o risco de ocorrer viol√™ncias consideradas graves no contexto conjugal, bem como permitir a ado√ß√£o de medidas de prote√ß√£o √†s vitimas. Consequentemente sua valida√ß√£o √© de grande import√Ęncia tanto para a Psicologia quanto para o Direito devido ao seu car√°ter preventivo, podendo subsidiar diversas pol√≠ticas p√ļblicas e estrat√©gias voltadas a mulheres v√≠timas de viol√™ncia dom√©stica, possibilitando uma interven√ß√£o efetiva nessa popula√ß√£o de risco. Neste sentido, o objetivo do estudo foi realizar a tradu√ß√£o da EPV-R para o portugu√™s brasileiro e verificar a equival√™ncia sem√Ęntica e gramatical da escala original, como passo inicial para sua adapta√ß√£o e valida√ß√£o ao contexto brasileiro. Para alcan√ßar o objetivo proposto realizaram-se os processos de tradu√ß√£o e retradu√ß√£o da EPV-R por equipes bil√≠ngues. Acerca da an√°lise dos dados foram realizadas an√°lises de equival√™ncia sem√Ęntica e gramatical. Verificou-se que ambos os crit√©rios de equival√™ncia, sem√Ęntico e gramatical, alcan√ßaram um alto n√≠vel de satisfa√ß√£o. A vers√£o piloto da EPV-R ser√° aplicada a amostras da popula√ß√£o geral e amostras espec√≠ficas de popula√ß√Ķes inseridas em contextos violentos, se realizar√£o as provas psicom√©tricas pertinentes que possibilitem sua valida√ß√£o e uso no Brasil.

Autoria:
Andr√©a Coutinho Sarmento   Volunt√°ria no Programa de Inicia√ß√£o Cientifica (PIVIC), Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Rosane Vieira Carneiro   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 
 


Apresentador:
Andréa Coutinho Sarmento


Palavras-chave:
Adaptação, Predição de risco, Violência de gênero

Nome:
Tatiane Oliveira Zanfelici

Titulo:
Adaptação Transcultural do Questionário de Recursos e Estressores

Resumo:
Familiares de crian√ßas com defici√™ncias podem estar expostos a v√°rios estressores, dentre os quais as necessidades da pr√≥pria defici√™ncia, tornando-se alvos potenciais ao estresse. A literatura aponta a necessidade do desenvolvimento de instrumentos que contribuam para avalia√ß√Ķes e elabora√ß√£o de programas de interven√ß√£o espec√≠ficos, por√©m sabe-se que os investimentos temporais e econ√īmicos para a constru√ß√£o destes materiais podem ser custosos. Para a utiliza√ß√£o de instrumentos de origem internacional, n√£o basta sua tradu√ß√£o, sendo indispens√°vel o ajustamento, por meio de procedimentos cient√≠ficos, ao contexto cultural do pa√≠s que os utilizar√°. O objetivo deste estudo foi realizar a Adapta√ß√£o Transcultural para o Questionnaire on Resources and Stress ¬Ė QRS-F. Foram realizados os processo de Equival√™ncia: a) Sem√Ęntica (tradu√ß√Ķes ao idioma portugu√™s, retradu√ß√Ķes ao ingl√™s e ajuizamento de vers√£o final), b) Operacional e Idiom√°tica (an√°lise conceitual, de itens e sem√Ęntica, junto a especialistas da √°rea de interesse do question√°rio), c) Experimental (analisada pelos mesmos especialistas e tamb√©m junto a respondentes com o perfil do p√ļblico-alvo). Foi aplicado o Coeficiente de Validade de Conte√ļdo (CVC) para an√°lise dos itens, visando conferir a calibragem dos mesmos. Esta an√°lise indicou que, em apenas cinco casos, os itens do QRS-F n√£o alcan√ßaram √≠ndice Kappa ¬ďquase perfeito¬Ē. Contudo, esses itens obtiveram resultado ¬ďsubstancial¬Ē de concord√Ęncia. A discuss√£o da Equival√™ncia Experimental indicou que o instrumento parece adequado para utiliza√ß√£o em pesquisa, j√° que n√£o foram detectados problemas de compreens√£o na popula√ß√£o alvo, sendo denominada esta vers√£o Question√°rio de Recursos e Estressores. Pode-se concluir que ap√≥s os procedimentos sintetizados neste artigo, o QRS-F conta com uma vers√£o brasileira traduzida e de satisfat√≥ria valida√ß√£o de conte√ļdo. O m√©todo mostrou-se adequado e pode ser empregado em estudos semelhantes. Considera-se que o instrumento est√° pronto para o desenvolvimento de posteriores estudos que visem aferir suas propriedades psicom√©tricas.

Autoria:
Tatiane Oliveira Zanfelici   Universidade Federal de S√£o Carlos
Ana L√ļcia Rossito Aiello   Universidade Federal de S√£o Carlos
Karine Camargo Lima   Faculdade Guairac√°
 
 
 
 


Apresentador:
Tatiane Oliveira Zanfelici


Palavras-chave:
QRS F, Estresse familiar, Validação

Nome:
Ana Maria Fernandez

Titulo:
Adaptation of Collins & Read Adult Attachment Scale to the Chilean context

Resumo:
A study of the Psychometric properties of the Spanish adaptation of the Adult Attachment Scale (Collins & Read, 1990) to Chile is presented following different procedures from classical theory, such as piloting (n=114), test-retest (n= 27), a final application of the scale to students and community participants (n= 396); plus analysis of a small sample of engaged people (n = 69). Initially the scale was back-translated into Spanish following the criteria suggested by Triandis & Berry (1980). Results of the pilot application reached acceptable internal consistencies on each dimension and high test-retest correlations for a 60-day interval. The final application of the scale showed the expected theoretical predictions with moderate and direct interrelation among the close and depend dimensions, and an almost identical inverse relationship of these subscales with both the anxious and avoidant dimensions, which was replicated with the engaged sample. An exploratory factor analysis confirmed the four structure solution and a 57% of variance explained by these dimensions. The categorical transformation of the model of attachment showed that a little bit more than half of the Chilean sample was classified as ¬ďsecure¬Ē, which is similar to the US original findings, while in the engaged participants a full three quarter of the sample was classified as secure individuals. The discussion specifies some recommendation in the use of the scale in the local context, noting the importance of clarifying the positive connotation of the depend subscale for Latin countries which may lead to unstable results in a novel environment.

Autoria:
Ana Maria Fernandez   Universidad de Santiago de Chile
Michele Dufey   Universidad Diego Portales
Diana Rivera   Pontificia Universidad Cat√≥lica de Chile
 
 
 
 


Apresentador:
Ana Maria Fernandez


Palavras-chave:
Internal working models, Close Relationships, Attachment Assessment

Nome:
S√īnia Beatriz Motta Macedo

Titulo:
AGENTES ESTRESSORES NO TRABALHO DOS MOTORISTAS DE √ĒNIBUS COLETIVO DE UM MUNIC√ćPIO DO INTERIOR GOIANO.

Resumo:
O mundo do trabalho tem sofrido transforma√ß√Ķes que ocorrem com uma rapidez sem precedentes, desafiando a capacidade humana de rea√ß√£o e ajustamento. As mudan√ßas tecnol√≥gicas introduzidas no processo produtivo possibilitaram √†s organiza√ß√Ķes o aumento da produtividade e trouxeram impactos √° sa√ļde do trabalhador com manifesta√ß√Ķes tanto na esfera do seu f√≠sico quanto ps√≠quico. Em decorr√™ncia desses fatores o quadro de estresse no trabalho se instala, como um estado de tens√£o que tem rela√ß√£o direta com as demandas do ambiente organizacional. O objetivo do presente estudo foi verificar se caracter√≠sticas do tr√°fego e a press√£o para cumprirem rotas em hor√°rios determinados em uma jornada di√°ria de trabalho s√£o os agentes estressores principais nos motoristas de √īnibus coletivo de um munic√≠pio do interior de Goi√°s. Participaram desse estudo 28 motoristas, todos do sexo masculino, com idade de 26 a 67 anos. Para a realiza√ß√£o desta pesquisa foi utilizada a Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho (EVENT) e um question√°rio s√≥cio-demogr√°fico a fim de coletar os dados pessoais e profissionais de cada sujeito, tais como: idade, estado civil, escolaridade, tempo de trabalho como motorista de √īnibus coletivo, carga di√°ria de trabalho, press√£o para cumprimento de rotas em tempo determinado e se j√° apresentou algum problema de sa√ļde devido ao trabalho. Os resultados revelaram que, o Fator 1 do EVENT, que se refere √† Clima e Funcionamento Organizacional (relacionado ao ambiente f√≠sico de trabalho adequado, o preparo dos chefes, reconhecimento da fun√ß√£o do trabalhador, dentre outros) apresentou percentil maior (98) em rela√ß√£o aos outros fatores (Fator 2 ¬Ė Press√£o no Trabalho (89) e Fator 3 ¬Ė Infra estrutura e Rotina(89)). Ficou evidente neste estudo a necessidade de implanta√ß√£o de programas que favore√ßam a redu√ß√£o do estresse dos motoristas em rela√ß√£o ao ambiente de trabalho, proporcionando aos motoristas uma melhor qualidade de vida.

Autoria:
Carla Cristina Silva Souza   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
Gisele Alves Medeiros   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
Mariana Marques Parreira   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
Renata Fonseca Sousa   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
Ricardo Alves Da Paix√£o   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
S√īnia Beatriz Motta Macedo   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
 


Apresentador:
Ricardo Alves Da Paix√£o


Palavras-chave:
Estresse, Motoristas, EVENT

Nome:
Maria Inês Bustamante de Carvalho

Titulo:
AGRESSIVIDADE EM UNIVERSIT√ĀRIOS: DIFEREN√áA ENTRE √ĀREAS DE ESTUDO

Resumo:
A agressividade e a viol√™ncia dirigidas contra as gera√ß√Ķes mais jovens da sociedade brasileira ou cometidas por estes mesmos jovens, s√£o temas que t√™m gerado pol√™mica e preocupa√ß√£o social. A escola tem a oportunidade e o compromisso de compreender o que efetivamente se passa em cada momento de emerg√™ncia desses comportamentos e, com isso manej√°-los de forma a contribuir para a sa√ļde mental de quem ainda est√° em forma√ß√£o. Neste sentido, o presente estudo teve como objetivo avaliar a tend√™ncia √† agressividade em universit√°rios das √°reas da sa√ļde e exatas. Para a realiza√ß√£o do estudo comparativo entre as m√©dias pelos estudantes das √°reas de exatas e √°rea da sa√ļde foi utilizada a Escala de Avalia√ß√£o de Tend√™ncia √† Agressividade ¬Ė EATA a qual foi submetida a uma an√°lise fatorial confirmat√≥ria e que resultou em uma vers√£o com 3 fatores que passaram a medir a agressividade em 3 Fatores, 1 ¬Ė Agressividade psicol√≥gica ou emocional; 2 ¬Ė Agressividade por meio da quebra de regras sociais e; 3 ¬Ė Prazer no ato de agredir. Participaram do estudo 291 universit√°rios de ambos os sexos e idade variando de 18 a 55 anos, sendo 172 (59,10%) da √°rea da Sa√ļde com idade m√©dia de 25,97 e, 119 (41,90%) universit√°rios da √°rea de exatas com m√©dia de idade de 27,37. O resultado do t teste mostrou diferen√ßa significativa na medida da agressividade apenas para o fator 2, mostrando que os alunos das √°reas de exatas registraram maiores pontua√ß√Ķes que os alunos das √°reas da sa√ļde, ou seja, nos itens referentes √†quela agressividade pautada na quebra de regras sociais como por exemplo: ¬ďtenho vontade de andar armado¬Ē ou ¬ďfa√ßo ultrapassagem em local proibido¬Ē. Com o presente estudo foi poss√≠vel verificar que o construto tend√™ncia a agressividade em adultos jovens n√£o conta com muitos trabalhos publicados. As rela√ß√Ķes desta vari√°vel com √°reas do ensino superior ampliam sua abrang√™ncia e evidenciam a import√Ęncia de mais estudos relacionados.

Autoria:
Maria In√™s Bustamante de Carvalho   Docente da Universidade do Vale do Sapuca√≠ - UNIV√ĀS
Marcos Ant√īnio Batista   Docente da Universidade do Vale do Sapuca√≠ - UNIV√ĀS
 
 
 
 
 


Apresentador:
Maria Inês Bustamante de Carvalho


Palavras-chave:
Agressividade, Universitários, Avaliação Psicológica

Nome:
Valéria Silva Freire

Titulo:
Agressividade infantil: um estudo à luz do psicodiagnóstico

Resumo:
Pesquisa sobre agressividade infantil por meio do psicodiagnóstico em um serviço escola, com crianças de até onze anos que chegaram ao serviço de atendimento psicológico com queixa inicial de agressividade e passaram pelo psicodiagnóstico no período de 2009 a 2010.
Foram analisados os prontu√°rios das crian√ßas cuja queixa √© constatada como agressividade exacerbada, com discuss√£o da constru√ß√£o s√≥cio-hist√≥rica da inf√Ęncia, desenvolvimento infantil, agressividade e psicodiagn√≥stico. Sendo mais presente os que apresentavam a idade de at√© seis anos.
Resultados/Impactos:
√Č not√°vel a predomin√Ęncia do sexo masculino dos avaliados. A proced√™ncia dos encaminhamentos/solicita√ß√Ķes de servi√ßo avaliativo teve grande √≠ndice de iniciativa dos familiares, especialmente da m√£e, sendo seguida por especialidades da sa√ļde, entre eles cl√≠nico geral, psiquiatra, fonoaudi√≥logo, e psic√≥logo. Foi poss√≠vel perceber que na maioria dos casos a agressividade n√£o foi apresentada como exacerbada ao final do processo psicodiagn√≥stico.O que leva a indaga√ß√£o: que agressividade √© essa que os pais tanto queixam-se e que n√£o corresponde ao comportamento da crian√ßa em um setting de processo avaliativo ao longo das sess√īes. Uma outra quest√£o levantada √© a dificuldade em muitos pais em dar limites aos seus filhos, pois na leitura dos prontu√°rios foi constado que diversos casos n√£o receberam um encaminhamento para um processo psicoterap√™utico por exemplo, e sim, foram realizadas orienta√ß√Ķes aos pais sobre o desenvolvimento infantil e sobre a import√Ęncia de dar limites aos filhos. tudo isso pode estar contribuindo nas atuais queixas sobre agressividade infantil. Tratando-se de uma pesquisa quantitativa faz-se recomend√°vel a continuidade para explora√ß√£o da parte qualitativa para maior compreens√£o dos fen√īmenos psicol√≥gicos e sociais envolvidos. Os resultados encontrados at√© ent√£o, corroboram a observa√ß√£o realizada na pr√°tica cl√≠nica que nem sempre a queixa trazida pelos pais (outras especialidades/institui√ß√Ķes) corresponde a real demanda da crian√ßa.

Autoria:
Ana Lu√≠se Proc√≥pio Medeiros   Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte - FARN
Val√©ria Silva Freire   Universidade Potiguar - UnP
 
 
 
 
 


Apresentador:
Ana Luíse Procópio Medeiros


Palavras-chave:
Agressividade infantil, Psicodiagnóstico, Diagnóstico

Nome:
Daniela Wiethaeuper

Titulo:
Alexitimia: Um Estudo Comparativo entre a População Geral e a População Carcerária Psiquiátrica

Resumo:
Alexitimia √© definida como a incapacidade ou dificuldade para descrever emo√ß√Ķes e estados de √Ęnimo. Etimologicamente, suas ra√≠zes vem do grego A (falta, sem), lexis (palavra) e thimos (afeto), ou seja, sem palavra para os afetos. Trata-se de um construto multidimensional caracterizado por: (a) dificuldade de identificar sentimentos e de distingu√≠-los das sensa√ß√Ķes corporais e emo√ß√Ķes; (b) dificuldade de descrever sentimentos a outros; (c) um estilo cognitivo concreto e baseado na realidade t√£o somente - tamb√©m entendido como pensamento operat√≥rio concreto. Este construto tem recebido consider√°vel aten√ß√£o na literatura psicol√≥gica e psiqui√°trica, bem como na medicina psicossom√°tica mundial. Destacam-se estudos nos quais esse construto aparece correlacionado com diversos transtornos mentais e comportamentos agressivos. A escala mais utilizada para avaliar os √≠ndices de alexitimia √© a Toronto Alexithymia Scale (TAS-20), a qual j√° foi validada para uso no Brasil com o nome de Escala Toronto de Alexitimia (ETA-20). Essa pesquisa tem por objetivo comparar os √≠ndices de Alexitimia em dois grupos amostrais distintos: 37 sujeitos da popula√ß√£o normal e 37 sujeitos homicidas da popula√ß√£o carcer√°ria psiqui√°trica. Ap√≥s ter-se estabelecido a normalidade da distribui√ß√£o dos dados e assumida a homogeneidade das vari√Ęncias, um teste t para amostras independentes foi utilizado, denotando-se que a amostra da popula√ß√£o carcer√°ria psiqui√°trica apresenta indices significativamente mais elevados de alexitimia quando comparada √† amostra da popula√ß√£o geral. Esse resultado est√° de acordo com a literatura consultada indicando que os sujeitos de comportamento violento possuem maior dificuldade na regula√ß√£o e processamento cognitivo do afeto. Novos inventiga√ß√Ķes devem ser realizadas neste campo de pesquisa para que se possa aumentar a compreens√£o desse construto e de sua associa√ß√£o com comportamentos agressivos.

Autoria:
Daniela Wiethaeuper   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res
C√°tula Pelisoli   University of Hawaii
 
 
 
 


Apresentador:
Marcos Alencar Abaide Balbinotti


Palavras-chave:
Alexitimia, População Geral, População Carcerária

Nome:
Andréia Isabel Giacomozzi

Titulo:
Alienação Parental: Estudo de casos periciados pela Psicologia Forense

Resumo:
O presente estudo teve como objetivo analisar dois casos de Aliena√ß√£o Parental periciados por psic√≥logo do Poder Judici√°rio. Aliena√ß√£o Parental acontece quando um dos genitores n√£o permite que o outro participe da vida de seu(s) filho(s) sem raz√£o plaus√≠vel. O genitor que aliena, al√©m de n√£o permitir que o filho veja o ex-C√īnjugue, denigre sua imagem, levando a crian√ßa a rejeit√°-lo, e a acreditar que este age de modo desprez√≠vel. Algumas raz√Ķes encontradas para a ocorr√™ncia da aliena√ß√£o parental podem ser inveja do ex-c√īnjugue, ego√≠smo, inconformismo com a separa√ß√£o ou vingan√ßa por ter sofrido adult√©rio. Dentre os comportamentos do genitor que comete a aliena√ß√£o encontram-se: dificultar as visitas do outro genitor, criticar excessivamente o mesmo, fazer coment√°rios inconvenientes a respeito de qualquer bem material que a crian√ßa ganhe do genitor n√£o guardi√£o ou ainda obrigar a crian√ßa a escolher um de seus genitores. Os presentes casos passaram por avalia√ß√£o psicol√≥gica determinada judicialmente com objetivo de subsidiar a decisao judicial sobre guarda. Nos dois casos analisados a alienante era a m√£e, sendo que no primeiro caso a crian√ßa era um menino de seis anos e no segundo caso dois adolescentes, um com treze e outro de quinze. Em ambos os casos notou-se que foram os pais dessas crian√ßas que tomaram a iniciativa da separa√ß√£o, gerando o sentimento de abandono nas m√£es, que guardaram m√°goas de seus ex-c√īnjugues. Os filhos repetiram durante a avalia√ß√£o psicol√≥gica, o discurso das m√£es afirmando o quanto os pais eram maus. Apresentavam ainda forte sentimento de rejei√ß√£o em rela√ß√£o ao pai, demonstrado pela reluta em v√™-los, al√©m de n√£o interagiam com outras crian√ßas, revelando um isolamento social. Conclui-se que a aliena√ß√£o parental precisa de interven√ß√£o psicoterap√™utica o mais r√°pido poss√≠vel, de modo que ainda haja a possibilidade de resgatar o v√≠nculo entre pai e filhos. A presen√ßa do pai, na vida destas crian√ßas, ir√° auxiliar em seu desenvolvimento ps√≠quico, diminuindo a probabilidade de dist√ļrbios, como ansiedade, depress√£o e agressividade.

Autoria:
Andr√©ia Isabel Giacomozzi   Psic√≥loga do Tribunal de Justi√ßa de Santa Catarina
Natalia Tsunemi Negr√£o   Estudante de Psicologia UFSC e Estagi√°ria de Psicologia Forense
 
 
 
 
 


Apresentador:
Andréia Isabel Giacomozzi


Palavras-chave:
Alienação parental, Avaliação Psicológica, Psicologia Jurídica

Nome:
Maria Fabiana Dam√°sio Passos Esteves

Titulo:
Alternativas para avalia√ß√£o de personalidade: o exemplo dos instrumentos com n√ļmero reduzido de itens

Resumo:
No contexto brasileiro, as publica√ß√Ķes de testes de personalidade t√™m crescido, de modo a atender a demanda de constru√ß√£o de instrumentos que apresentem crit√©rios de confiabilidade necess√°rios para mensura√ß√£o de um aspecto t√£o complexo. Pode-se citar como exemplo de publica√ß√Ķes a Bateria Fatorial de Personalidade ¬Ė BFP e o NEO-PI. Uma quest√£o enfrentada nesse segmento de avalia√ß√£o √© a extens√£o dos question√°rios. Os instrumentos tendem a ser estruturados com mais de 100 itens, podendo interferir diretamente na qualidade de resposta dos respondentes. Este estudo tem por objetivo analisar se instrumentos que adotam as formas reduzidas s√£o eficazes na avalia√ß√£o de personalidade. Foi realizada uma pesquisa bibliogr√°fica, explorat√≥ria, que utilizou 9 artigos publicados entre 2003 e 2012, em peri√≥dicos indexados na American Psychology Association. Para a an√°lise dos referidos artigos, foi utilizado o modelo elaborado por Pasquali, que elencou os elementos necess√°rios no processo de constru√ß√£o de um instrumento e os dividiu em procedimentos te√≥ricos, experimentais e anal√≠ticos. Os artigos escolhidos tiveram como objetivos fornecer as evid√™ncias de validade de instrumentos que apresentavam at√© 60 itens. Realizaram uma m√©dia de 2 estudos para verifica√ß√£o das evid√™ncias de validade. Os resultados encontrados indicaram boa confiabilidade, com valores de Alfa de Cronbach que variaram entre .61 e .93, para a maioria dos fatores. Em apenas um estudo, a forma reduzida de avalia√ß√£o da personalidade n√£o foi considerada adequada, demandando a realiza√ß√£o de novas pesquisas. Apesar de ter sido um estudo explorat√≥rio, observou-se que as formas curtas para avalia√ß√£o de personalidade t√™m se mostrado eficazes, mas devem ser utilizadas de forma criteriosa e, depender do contexto e do objetivo da pesquisa ou da interven√ß√£o, os estudos indicam a necessidade de ado√ß√£o de formas mais extensas de avalia√ß√£o. Al√©m disso, devem ser mais estudadas no contexto brasileiro.

Autoria:
Maria Fabiana Dam√°sio Passos Esteves   Universidade de Bras√≠lia
Jacob Arie Laros   Universidade de Brasilia
 
 
 
 
 


Apresentador:
Maria Fabiana Dam√°sio Passos Esteves


Palavras-chave:
avaliação de personalidade, forma reduzida, questionário

Nome:
Layrtthon Carlos de Oliveira Santos

Titulo:
AN√ĀLISE CONFIRMAT√ďRIA DA ESCALA DE ATITUDES DE INFIDELIDADE VIRTUAL

Resumo:
O objetivo deste estudo foi confirmar a estrutura fatorial da Escala de Atitudes de Infidelidade Virtual para o contexto Brasileiro. Esta medida procura conhecer as atitudes dos usu√°rios de Internet com rela√ß√£o aos relacionamentos desenvolvidos neste ambiente com √™nfase na infidelidade. Fizeram parte deste estudo 414 indiv√≠duos, sendo a maioria do sexo feminino (59,6%), com idade variando de 17 a 66 anos (m = 26,8; dp = 9,12). Procedeu-se com an√°lise por Modelagem de Equa√ß√£o Estruturada testando tr√™s modelos: o primeiro (M1), em linha com a teoria, pressup√Ķe uma estrutura tetrafatorial; o segundo (M2) re√ļne os itens em dois fatores; e, finalmente, o terceiro modelo (M3) pressup√Ķe uma estrutura unidimensional. Os resultados demonstraram que a estrutura tetrafatorial (M1) apresentou melhores indicadores psicom√©tricos [GFI = 0,90; AGFI = 0,84; CFI = 0,96; e CAIC = 480,33], comparada com a bidimensional (M2) [GFI = 0,73; AGFI = 0,61; CFI = 0,87; e CAIC = 1042,25] e com a unidimensional (M3) [GFI = 0,63; AGFI = 0,44; CFI = 0,83; e CAIC = 1318,40]. Al√©m disso, estatisticamente, o M1 se mostrou superior aos outros dois modelos: M2 [ χ¬≤ (6) = 486,04, p < 0,001] e M3 [ χ¬≤ (7) = 758,90, p < 0,001]; este √ļltimo modelo foi menos ajustado que o anterior [ χ¬≤ (1) = 272,86, p < 0,001]. Conclui-se que a estrutura tetrafatorial √© o que melhor representa a Escala de Infidelidade Virtual para o contexto Brasileiro, sendo caracterizada pelas dimens√Ķes: rela√ß√£o sexual (α = 0,98); amizade face-a-face (α = 0,85); amizade virtual (α = 0,73); e salas de bate-papo (α = 0,94) assumindo validade de construto.

Autoria:
Layrtthon Carlos de Oliveira Santos   Universidade Federal da Para√≠ba (UFPB)
Marcio de Lima Coutinho   Universidade Federal da Para√≠ba (UFPB)
Carlos Eduardo Pimentel   Universidade Federal da Para√≠ba (UFPB)
Rebecca Alves Aguiar Athayde   Universidade Federal da Para√≠ba (UFPB)
Roosevelt Vilar Lobo de Souza   Universidade Federal da Para√≠ba (UFPB)
 
 


Apresentador:
Layrtthon Carlos de Oliveira Santos


Palavras-chave:
Relacionamento virtual, Infidelidade virtual, Validação

Nome:
Priscila Zaia

Titulo:
AN√ĀLISE DA INFLU√äNCIA REGIONAL NO DESEMPENHO CRIATIVO DE CRIAN√áAS E ADOLESCENTES

Resumo:
O presente estudo teve como objetivo investigar a influ√™ncia do ambiente e de fatores culturais no desempenho criativo de crian√ßas e adolescentes. Uma amostra composta por 1.250 estudantes provenientes das cinco regi√Ķes do Brasil sendo 250 de cada uma, respondeu ao Teste de Criatividade Figural Infantil. O instrumento √© composto por tr√™s atividades de est√≠mulos incompletos que devem ser respondidos sob a forma de desenhos. Permite a avalia√ß√£o de doze caracter√≠sticas criativas, agrupadas em quatro fatores (enriquecimento de id√©ias, emotividade, prepara√ß√£o criativa e aspectos cognitivos). De um modo geral, os resultados apontaram para a influ√™ncia da regi√£o de moradia em todos os fatores avaliados pelo instrumento, assim como na maior parte das doze caracter√≠sticas criativas nele avaliado, por meio da an√°lise univariada da vari√Ęncia. Destacou-se, em todos os fatores, perfis de desempenho bastante diferenciados entre as regi√Ķes, de modo a demonstrar que, no presente estudo, a combina√ß√£o de atributos de personalidade e ambientais parece estar influenciando a produ√ß√£o criativa dos estudantes avaliados. Tal constata√ß√£o confirma os apontamentos da literatura de que a criatividade n√£o pode ser compreendida sem considerar o contexto em que o indiv√≠duo se encontra inserido.

Autoria:
Tatiana de C√°ssia Nakano   PUC-Campinas
T√°ssia Abr√£o Pina   PUC-Campinas
Priscila Zaia   PUC-Campinas
Let√≠cia Molina Rodrigues   PUC-Campinas
Talita Fernanda da Silva   PUC-Campinas
Carolina Rosa Campos   PUC-Campinas
 


Apresentador:
Priscila Zaia


Palavras-chave:
Fatores Culturais, Desempenho Criativo, Características Criativas

Nome:
MIRELA DANTAS RICARTE

Titulo:
An√°lise das Fun√ß√Ķes Neuropsicol√≥gicas de adulto jovem acometido por Acidente Vascular: um estudo de caso

Resumo:
O Acidente Vascular Encef√°lico (AVE) isqu√™mico em jovens √© entidade relativamente rara, que envolve amplo espectro etiol√≥gico e requer extensa investiga√ß√£o diagn√≥stica. Pode ser compreendido pelo r√°pido acontecimento de sinais cl√≠nicos decorrentes de dist√ļrbios focais ou globais da fun√ß√£o cerebral, de suposta origem vascular e com mais de 24 horas de dura√ß√£o. O objetivo deste estudo foi realizar uma avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica, atuando na reabilita√ß√£o de um paciente adulto jovem com sequelas de um AVE isqu√™mico. Trata-se de um estudo de caso cl√≠nico, realizado na Cl√≠nica-Escola de Neuropsicologia do Centro Universit√°rio de Jo√£o Pessoa - UNIP√ä, desde a fase hospitalar at√© a fase ambulatorial. A amostra foi constitu√≠da por um paciente com idade 36 anos √† √©poca do evento isqu√™mico encef√°lico. Coletaram-se dados relativos √† idade de ocorr√™ncia, exposi√ß√£o a fatores de risco, n√ļmero de eventos isqu√™micos, regi√£o encef√°lica acometida, testes complementares realizados na investiga√ß√£o neuropsicol√≥gica e medidas de reabilita√ß√£o institu√≠das. O desempenho do paciente nos testes foi significativamente insatisfat√≥rio, tendo sido encontrado dificuldades moderada que incluem a hemiplegia, ataxia, defici√™ncias visuoperceptivas, afasia, disartria, defici√™ncias sens√≥rias e problemas com controle vesical. Os resultados s√£o sugestivos de comprometimento moderado das fun√ß√Ķes neurocognitivas. Enfatiza-se com predomin√Ęncia, mem√≥ria de trabalho, mem√≥ria de curto prazo, para est√≠mulo verbal/ visual, aten√ß√£o, fun√ß√£o executiva estresse cerebral. Portanto, observou-se neste estudo de caso a import√Ęncia da avalia√ß√£o, desde a fase aguda, at√© a fase cr√īnica do AVE, em que a interven√ß√£o imediata caracterizou-se como um progn√≥stico positivo. Para tanto, a reabilita√ß√£o neuropsicomotora deve ser estimulada para obter uma maior funcionalidade e melhor qualidade de vida para esse paciente.

Autoria:
Mirela Dantas Ricarte   Centro Universit√°rio de Jo√£o Pessoa - UNIP√ä
Danyelle Almeida de Andrade   Centro Universit√°rio de Jo√£o Pessoa - UNIP√ä
Cl√©a L√ļcia de Brito Lira   Centro Universit√°rio de Jo√£o Pessoa - UNIP√ä
 
 
 
 


Apresentador:
Mirela Dantas Ricarte


Palavras-chave:
Acidente Vascular Encef√°lico, Adulto Jovem, Fun√ß√Ķes Neuropsicol√≥gicas

Nome:
√āngela Tamye Lopes Fujita

Titulo:
An√°lise de pesquisas sobre o tabagismo

Resumo:
Este estudo objetivou realizar um levantamento de publica√ß√Ķes peri√≥dicas brasileiras sobre tabagismo, constantes na base de dados eletr√īnica do Scielo (Scientific Eletronic Library Online). A palavra chave utilizada para realizar a busca foi ¬ďtabagismo¬Ē. A busca indicou a exist√™ncia de 191 trabalhos, os quais foram analisados em termos de ano de publica√ß√£o e √°rea de conhecimento. Uma segunda an√°lise, selecionando-se apenas aqueles que se caracterizavam como emp√≠ricos e desenvolvidos na √°rea da Psicologia, em um total de 34 artigos, os quais foram analisados em rela√ß√£o aos instrumentos utilizados, amostra e m√©todo de pesquisa. Como resultados foi verificado na primeira an√°lise um aumento de p√ļblica√ß√Ķes nos anos de 2009 a 2011. A √°rea de conhecimento das revistas que obteve maior n√ļmero de publica√ß√Ķes foi a √°rea da Medicina, destacando-se as revistas Jornal Brasileiro de Pneumologia, Cadernos de Sa√ļde P√ļblica e Revista de Sa√ļde P√ļblica. Especificamente em rela√ß√£o aos trabalhos da Psicologia, verificou-se que a maior parte das pesquisas constitui-se em pesquisas quantitativas, tendo o Teste de Fagerstr√∂m para Depend√™ncia Nicot√≠nica como instrumento mais utilizado. Com rela√ß√£o √† amostra, os grupos mais avaliados nos estudos foram participantes em tratamento para cessa√ß√£o do tabagismo e participantes com doen√ßas tabaco-relacionadas. A partir dos resultados √© poss√≠vel concluir que o aumento de publica√ß√Ķes √© condizente com o advento das leis proibitivas de fumo no Brasil. A concentra√ß√£o de publica√ß√Ķes em revistas de especialidade m√©dica e os poucos artigos encontrados sobre a rela√ß√£o psicologia e tabagismo podem representar uma vis√£o puramente biol√≥gica do h√°bito tab√°gico, de modo a indicar a import√Ęncia de estudos na Psicologia que tenham essa tem√°tica como foco.

Autoria:
√āngela Tamye Lopes Fujita   Puc-Campinas
Tatiana de C√°ssia Nakano   Puc-Campinas
 
 
 
 
 


Apresentador:
√āngela Tamye Lopes Fujita


Palavras-chave:
tabagismo, dependência nicotínica, avaliação

Nome:
Maria das Graças Diniz

Titulo:
AN√ĀLISE DE PROJETOS DE REINSER√á√ÉO SOCIAL DE USU√ĀRIOS DE CAPS: CONTRIBUI√á√ēES DO PSICODIAGN√ďTICO

Resumo:
O estudo teve como prop√≥sito analisar a import√Ęncia do psicodiagn√≥stico com usu√°rios dos Centros de Aten√ß√£o Psicossocial (CAPS), para o diagnostico e constitui√ß√£o de projetos de reinser√ß√£o social. Mais especificamente, investigar a efic√°cia e contribui√ß√£o dos m√©todos projetivos para identifica√ß√£o diagn√≥stica, e refletir na constru√ß√£o dos projetos terap√™uticos singulares que promovam a reinser√ß√£o do usu√°rio do CAPS na sociedade. Participaram do estudo de caso, 03 usu√°rios do CAPS, sendo dois do sexo masculino e uma do feminino, com idades entre 29 e 35 anos, e escolaridade entre ensino m√©dio e superior incompleto. Tais casos foram escolhidos considerando a profundidade, a complexidade e o tempo dispon√≠vel dos participantes; egressos de internamento psiqui√°trico com tratamentos intensivos e acima de um ano. Os diagn√≥sticos dos hospitais foram obtidos por profissionais de psiquiatria. Para a coleta dos dados foram utilizados os prontu√°rios; a T√©cnica de Rorschach; o Teste de Apercep√ß√£o Tem√°tica; e o HTP. O processo de avalia√ß√£o seguiu as etapas previstas para a realiza√ß√£o de Psicodiagn√≥stico, segundo Cunha (2010). Os resultados para todos os casos apontaram para uma diverg√™ncia de diagn√≥stico entre o registrado nos prontu√°rios dos hospitais e os obtidos no Psicodiagn√≥stico. Nos dados analisados, tais indiv√≠duos tinham diagn√≥stico em seus prontu√°rios que os limitavam em seu processo de atualiza√ß√£o com o mundo. No entanto, as potencialidades identificadas no psicodiagnostico evidenciaram ampla possibilidade de admiss√£o em projetos de resgate da autonomia e (re) inser√ß√£o social, mesmo ap√≥s anos de exclus√£o social. Finalmente, considera-se que o psicodiagn√≥stico √© significativamente relevante no apoio aos projetos terap√™uticos singulares por ajudar a captar o mundo simb√≥lico e favorecer a compreens√£o de aspectos da rela√ß√£o do sujeito com o mundo, refletindo na vida subjetiva e social do cliente e das pessoas a quem este se vincula, produzindo possibilidades de expans√£o e (re) cria√ß√£o dos sujeitos no mundo.

Autoria:
MARIA DAS GRA√áAS DINIZ   FAFIRE- Faculdade Frassinetti do Recife
MARIA DE FATIMA DOS SANTOS NEVES   FAFIRE - Faculdade Frassinetti do Recife
 
 
 
 
 


Apresentador:
MARIA DAS GRAÇAS DINIZ


Palavras-chave:
Psicodiagnóstico, reinserção social, CAPS

Nome:
Felipe Valentini

Titulo:
Análise do fator execução do teste de inteligência SOR-R 6-40

Resumo:
Este estudo buscou analisar a unidimensionalidade do fator Execu√ß√£o do teste n√£o-verbal de intelig√™ncia SON-R 6-40. O teste procura medir a habilidade de resolver problemas em situa√ß√Ķes novas, para os quais a pessoa tem pouco conhecimento pr√©vio. Nos subtestes do SON-R 6-40 uma distin√ß√£o pode ser feita entre os testes que s√£o espaciais, viso-motor e de execu√ß√£o (Mosaicos e Padr√Ķes) e os testes que focam o racioc√≠nio concreto e abstrato (Categorias e Analogias). Assim, o fator Execu√ß√£o √© composto pelos subtestes Mosaicos e Padr√Ķes, e o fator Racioc√≠nio e composto pelos subtestes Categorias e Analogias. Nos 26 itens do subteste Mosaicos, a pessoa deve reproduzir uma figura modelo utilizando nove quadrados coloridos. As tarefas dos 26 itens de Padr√Ķes consistem em preencher com um l√°pis uma parte omitida de uma configura√ß√£o repetitiva de linhas. Participaram do presente estudo 522 pessoas das regi√Ķes Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. A unidimensionalidade foi analisada por meio da An√°lise Paralela (AP) e da An√°lise Fatorial N√£o-Linear (AFNL). A AP indicou a extra√ß√£o de tr√™s fatores. Ao avaliar a An√°lise de Componentes Principais (com rota√ß√£o PROMAX) percebeu-se que os tr√™s fatores extra√≠dos n√£o eram orientados pelo conte√ļdo, mas se tratavam de fatores artificiais relacionados √† dificuldade dos itens. Al√©m disso, verificou-se que todos os itens apresentaram cargas fatoriais altas numa solu√ß√£o unifatorial. O procedimento AFNL tamb√©m indicou a unidimensionalidade dos subtestes. Os resultados deste estudo sustentam a presen√ßa de um fator latente dominante para os subtestes de Mosaicos e Padr√Ķes do SON-R 6-40 quando somente os fatores orientados pelo conte√ļdo s√£o considerados. Tais resultados podem, ainda, subsidiar as an√°lises futuras da estrutura interna do instrumento, bem como avalia√ß√£o dos itens por meio da Teoria de Resposta ao Item.

Autoria:
Felipe Valentini   Universidade Federal do Paran√° e Universidade de Bras√≠lia
Jacob Arie Laros   Universidade de Bras√≠lia
Renata Manuelly Feitosa de Lima   Universidade de Bras√≠lia
Gabriel Olimpio Nascimento de Almeida   Universidade de Bras√≠lia
 
 
 


Apresentador:
Renata Manuelly Feitosa de Lima


Palavras-chave:
análise fatorial, validade de construto, teste não verbal inteligência

Nome:
Diego Berwig

Titulo:
Análise dos itens da Escala Beck de Depressão (BDI-II) em adultos após Acidente Vascular Cerebral

Resumo:
Estima-se que a depress√£o afeta cerca da metade dos adultos que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC). Entretanto, carecem de esclarecimento as caracter√≠sticas dos sintomas de depress√£o conforme a lateralidade da les√£o cerebral. O objetivo deste estudo foi verificar e comparar a frequ√™ncia e a intensidade de sintomas de depress√£o entre pacientes ap√≥s AVC com les√£o no hemisf√©rio esquerdo (LHE), les√£o no hemisf√©rio direito (LHD) e controles, na Escala Beck de Depress√£o (BDI-II). Participaram 36 adultos (36 a 75 anos de idade), sendo 10 com LHE e 10 com LHD em fase cr√īnica e 16 controles neurot√≠picos, emparelhados por idade, sexo e escolaridade. Os resultados indicaram que os grupos com AVC apresentavam significativamente maiores escores totais na BDI-II em compara√ß√£o aos controles. N√£o houve diferen√ßa significativa destes escores entre os grupos com LHE e LHD. A an√°lise de itens atrav√©s do teste Mann-Whitney mostrou que os grupos com AVC demonstravam maiores escores para os itens Fracasso passado, Autoestima, Autocr√≠tica, Choro, Desvaloriza√ß√£o, Falta de energia, Irritabilidade e Perda de interesse por sexo. Os adultos com LHD apresentaram significativamente maiores escores na BDI-II do que pacientes com LHE para os itens Agita√ß√£o e Altera√ß√Ķes de apetite. Itens endossados (com escores 1, 2 e 3 na BDI-II) foram contrastados a itens n√£o endossados (escore 0), atrav√©s do Qui-quadrado 2x2, para verificar frequ√™ncia de sintomas. Sintomas de Fracasso passado, Autoestima, Autocr√≠tica, Choro, Desvaloriza√ß√£o, Falta de energia e Irritabilidade foram mais frequentes nos grupos com les√£o p√≥s-AVC do que controles. Comparando-se os dois grupos cl√≠nicos, houve maior associa√ß√£o a Pessimismo e Dificuldade de concentra√ß√£o, em pacientes com LHE; e Agita√ß√£o e Perda de interesse, em pacientes com LHD. Estes resultados podem indicar padr√Ķes distintos de sintomas de depress√£o em pacientes p√≥s-AVC em per√≠odo cr√īnico, conforme a lateralidade da les√£o cerebral.

Autoria:
Andr√© Trevisol Trindade   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Maxciel Zortea   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Joice Dickel Segabinazi   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Jaqueline de Carvalho Rodrigues   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Camila Schorr Min√°   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Diego Berwig   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Jerusa Fumagalli de Salles   Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Apresentador:
Diego Berwig


Palavras-chave:
Acidente Vascular Cerebral, Depress√£o, Invent√°rio Beck de Depress√£o

Nome:
José Augusto Evangelho Hernandez

Titulo:
AN√ĀLISE FATORIAL CONFIRMAT√ďRIA DA ESCALA TRIANGULAR DO AMOR-REDUZIDA

Resumo:
A import√Ęncia da Teoria e Escala Triangular do Amor de Sternberg (1986) √© consenso na √°rea dos relacionamentos √≠ntimos. No entanto, a satura√ß√£o das cargas fatoriais em mais de um fator dos itens desta escala tem sido constante nas an√°lises realizadas. Tentando superar isso, Gouveia et al. (2009) definiram uma vers√£o reduzida post hoc do instrumento, a partir de Hernandez (1999). O presente estudo verificou a estrutura fatorial da ETAS-R, com amostra de conveni√™ncia de 238 sujeitos, 111 heterossexuais (68 mulheres e 43 homens) e 127 homossexuais (68 l√©sbicas e 59 gays) do Rio de Janeiro. A idade m√©dia dos participantes era de 37,4 anos, mantinham rela√ß√Ķes amorosas e coabitavam com os parceiros, em m√©dia, h√° 9,2 anos. A ETAS-R possui 15 itens divididos em Paix√£o, Intimidade e Decis√£o/Compromisso. Os escores foram submetidos √† AFC mediante MEE no Amos 18, com estima√ß√£o M√°xima Verossimilhan√ßa. Nos resultados, a raz√£o χ2/gl foi 2,2, o que representa pequena diferen√ßa entre a matriz dos dados e a estimada. A raiz quadrada m√©dia do erro de aproxima√ß√£o foi 0,07, o intervalo estimado variou de 0,05 a 0,08, com 90% de confian√ßa. A raiz quadrada m√©dia residual foi 0,1, denotando que as vari√Ęncias e covari√Ęncias da amostra pouco diferem das estimadas. O √≠ndice de ajuste comparativo do modelo com o nulo foi 0,94, indicando a aceita√ß√£o do mesmo. Os √≠ndices de qualidade do ajuste e ajustado, que representam a propor√ß√£o da vari√Ęncia explicada atrav√©s da estima√ß√£o, foram 0,91 e 0,87, respectivamente. Os coeficientes alfas da escala total (0,92), da Paix√£o (0,84), da Intimidade (0,84) e do Compromisso (0,82) revelaram forte consist√™ncia interna dos itens. Estas evid√™ncias de validade fatorial e consist√™ncia interna para a ETAS-R, n√£o a habilitam a substituir a escala completa, mas como alternativa para estudos com m√ļltiplas medidas.

Autoria:
Jos√© Augusto Evangelho Hernandez   Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Vera Lucia Annuncia√ß√£o Bayl√£o Gomes   Universidade do Estado do Rio de Janeiro
 
 
 
 
 


Apresentador:
José Augusto Evangelho Hernandez


Palavras-chave:
Psicologia do Amor, Rela√ß√Ķes √ćntimas, Psicometria

Nome:
Alex Sandro de Moura Grangeiro

Titulo:
AN√ĀLISE FATORIAL CONFIRMAT√ďRIA DO INVENT√ĀRIO DE BUSCA DE SENSA√á√ēES DE ARNETT (IBS)

Resumo:
O estudo do construto Busca de Sensa√ß√Ķes tem, ao longo do tempo, possibilitado uma amplia√ß√£o na compreens√£o e predi√ß√£o de comportamento e intera√ß√Ķes sociais. Ainda que tal relev√Ęncia seja not√≥ria no cen√°rio internacional, em contexto nacional a situa√ß√£o parece distinta, n√£o sendo poss√≠vel encontrar um n√ļmero relevante de trabalhos sobre o tema, em grande parte, crer-se que tal d√©ficit possa ser explicado pela escassez de medidas psicometricamente v√°lidas para mensura√ß√£o do construto em contexto brasileiro. Nesta dire√ß√£o, considerando a relev√Ęncia do tema e a escassez de estudos que objetivem especificamente a adequabilidade psicom√©tricas de medidas sobre este construto, buscou-se realizar a presente pesquisa que tem por objetivo verificar indicadores de validade e precis√£o do Invent√°rio de Busca de Sensa√ß√Ķes de Arnett, mais especificamente, procurou-se verificar a estrutura fatorial, consist√™ncia interna, homogeneidade, bem como validade convergente da medida. Participaram da pesquisa 265 pessoas da cidade de Fortaleza/CE, com idade m√©dia de 32,22 anos, a maioria do sexo masculino (51,7%), solteiros (47,9%), cat√≥licos (61,0%) e com n√≠vel de escolaridade superior completo (48,7%). Estes responderam, ademais do Invent√°rio de Busca de Sensa√ß√Ķes, ao Invent√°rio dos Cinco Grandes Fatores de Personalidade. Os resultados corroboraram os achados anteriores, apontando o modelo bifatorial reduzido (12 itens) como o mais adequado, quando comparado √†s outras estruturas propostas pela literatura. Os √≠ndices de consist√™ncia interna foram 0,51 para o fator novidade (5 itens), 0,62 para o fator intensidade (7 itens) e 0,69 para a pontua√ß√£o total. Ademias, conforme aponta a literatura, os fatores novidade e intensidade, bem como a pontua√ß√£o total da escala apresentaram-se positivamente correlacionadas com o fator abertura a mudan√ßa, enquanto o fator intensidade correlacionou-se negativamente com amabilidade. Tais achados indicam a adequabilidade da estrutura bifatorial reduzida da escala e sua possibilidade de uso em estudos futuros no contexto cearense.

Autoria:
Walberto Silva dos Santos   Universidade Federal do Cear√°
Alex Sandro de Moura Grangeiro   Universidade Federal do Cear√°
Dami√£o Soares de Almeida Segundo   Universidade Federal do Cear√°
Mariana Gon√ßalves Farias   Universidade Federal do Cear√°
Ang√©lica Maria Gadelha Guimar√£es Pompeu   Universidade Federal do Cear√°
 
 


Apresentador:
Alex Sandro de Moura Grangeiro


Palavras-chave:
busca de sensação, análise fatorial confirmatória, personalidade

Nome:
Janaína Gaia Ribeiro Dias

Titulo:
ANAMNESE: BASE PARA O PLANEJAMENTO EM PSICOTERAPIA BREVE

Resumo:
A entrevista de anamnese, etapa relevante no processo terap√™utico quando direcionada para a t√©cnica de Psicoterapia Breve (PB), possibilita a evoca√ß√£o volunt√°ria feita pelo cliente acerca de sua hist√≥ria pregressa e queixa atual. Os dados podem ser organizados por ordem cronol√≥gica e favorecem a previs√£o do progn√≥stico. Os cortes longitudinal e transversal, representados pela biografia e a queixa principal do sujeito, s√£o fundamentais no trabalho. O terapeuta deve proporcionar um servi√ßo qualitativo para com a comunidade na qual presta o apoio psicol√≥gico, al√©m de manter atitude √©tica e espa√ßo confi√°vel. O tri√Ęngulo do conflito - ansiedade, foco, planejamento - possibilita compreender a condi√ß√£o psicodin√Ęmica do sujeito. O planejamento, desenvolvido nas primeiras entrevistas, indica a √™nfase dos elementos que formulam uma hip√≥tese psicodin√Ęmica e que esclarecem a ida do paciente √† consulta, baseado em rela√ß√£o de di√°logo e empatia. Consideram-se fatores biopsicossociais e sentimentos internalizados por meio da personalidade do sujeito, independente da idade cronol√≥gica. Na fase de investiga√ß√£o estabelecem-se hip√≥teses, baseadas nas informa√ß√Ķes obtidas para definir o problema a ser tratado e determinar objetivos a serem alcan√ßados. Ao identificar os tra√ßos de car√°ter de cada paciente, √© poss√≠vel reconhecer a personalidade e estabelecer um plano de trabalho. A PB √© um m√©todo de pesquisa de natureza psicol√≥gica, mas o cliente se beneficiar√° quando apresentar boa capacidade eg√≥ica: tolerar ansiedade e frustra√ß√£o; ter Pomanifestado os sintomas recentemente ou que ocorra um epis√≥dio agudo; al√©m de estar motivado para o tratamento. Os que atuam com tratamentos urgentes, reconhecem a validade da PB, pois define diagn√≥sticos de forma precisa e ap√≥ia o paciente e seu grupo familiar. Este trabalho delimita a import√Ęncia da anamnese para o psicoterapeuta, mediante conceitos te√≥ricos e de base cient√≠fica. Ao compreender a t√©cnica da PB, estruturada e experimentada, afirma-se que se ad√©qua para uma fun√ß√£o social relevante.

Autoria:
Jana√≠na Gaia Ribeiro Dias   Centro Universit√°rio Cesmac
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Janaína Gaia Ribeiro Dias


Palavras-chave:
Anamnese, Prognóstico, Psicoterapia Breve

Nome:
José Augusto Evangelho Hernandez

Titulo:
ANSIEDADE ESTAT√ćSTICA EM ALUNOS DA PSICOLOGIA

Resumo:
Os alunos de gradua√ß√£o da Psicologia, com frequ√™ncia, percebem o estudo da Estat√≠stica e os dados quantitativos como obst√°culos intranspon√≠veis que mobilizam consider√°vel ansiedade. A revis√£o da bibliografia nacional, circunscrita √† primeira d√©cada do s√©culo XXI, n√£o encontrou estudos publicados que abordassem este aspecto, sendo que os existentes focalizaram as atitudes sobre a estat√≠stica. Esta investiga√ß√£o teve como objetivo adaptar e gerar evid√™ncias de validade para uma vers√£o em portugu√™s da Escala de Ansiedade Estat√≠stica (EAE) de Vigil-Colet, Lorenzo-Seva e Condon (2008). Neste modelo, a ansiedade √© avaliada atrav√©s de tr√™s fatores: Ansiedade-Prova, Ansiedade-Ajuda e Ansiedade-Interpreta√ß√£o. O instrumento original passou pelo m√©todo back translation, executado por quatro alunos bil√≠ngues da disciplina Introdu√ß√£o aos M√©todos de Pesquisa em Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Nos ajustes dos poucos itens discordantes, houve a participa√ß√£o integral de toda turma at√© a obten√ß√£o do consenso sobre a tradu√ß√£o mais adequada dos mesmos. Ap√≥s, foram coletados e analisados os escores de 397 estudantes de Psicologia de quatro universidades p√ļblicas e privadas do Rio de Janeiro/RJ. Os participantes de ambos os sexos, de per√≠odos e idades distintos, foram escolhidos por conveni√™ncia. Os dados foram digitados e analisados no SPSS 20 com t√©cnicas estat√≠sticas descritivas, an√°lise fatorial explorat√≥ria com m√©todo de extra√ß√£o Probabilidade M√°xima, an√°lises paralelas para reten√ß√£o de fatores, coeficiente alfa de Cronbach, coeficiente de correla√ß√£o de Pearson e an√°lise de vari√Ęncia. Nos resultados, foram observadas evid√™ncias de validade fatorial e consist√™ncia interna para os escores da escala. Tamb√©m foram apuradas diferen√ßas estat√≠sticas significativas nas medidas de ansiedade entre os sexos dos estudantes, entre as institui√ß√Ķes e entre aqueles alunos que cursaram ou n√£o a disciplina de Estat√≠stica. Concluiu-se que esta medida de ansiedade poder√° ser √ļtil para a pesquisa psicol√≥gica fornecendo subs√≠dios para o ensino e aprendizagem da Estat√≠stica.

Autoria:
Jos√© Augusto Evangelho Hernandez   Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Rio de Janeiro
Gabriella Rocha dos Santos   Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Rio de Janeiro
J√©ssica de Oliveira da Silva   Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Rio de Janeiro
Sara Lameira Louren√ßo Mendes   Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Rio de Janeiro
Vanessa da Costa Barreto Ramos   Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Rio de Janeiro
 
 


Apresentador:
José Augusto Evangelho Hernandez


Palavras-chave:
Ansiedade, Estatística, Psicometria

Nome:
Diego Berwig

Titulo:
Aplica√ß√£o de Modelos de Equa√ß√Ķes Estruturais no Teste de Reten√ß√£o Visual de Benton (BVRT)

Resumo:
O estudo testou um modelo de equa√ß√Ķes estruturais especificando-se os itens do Teste de Reten√ß√£o Visual de Benton (BVRT) Administra√ß√£o A (Mem√≥ria) como sendo duplamente explicados por uma dimens√£o latente de mem√≥ria e pela habilidade visuoconstrutiva dos indiv√≠duos. Essa √ļltima vari√°vel foi estimada a partir de uma an√°lise de Rasch feita a partir dos itens da Administra√ß√£o C (C√≥pia) do BVRT. Trata-se, portanto, de uma vari√°vel latente que por ter sido estimada previamente a partir de um conjunto independente de indicadores, foi inserida como uma vari√°vel observ√°vel no modelo. Em considera√ß√£o aos resultados de estudos pr√©vios realizados com o BVRT, as vari√°veis idade, n√≠vel educacional (anos de estudo sem repet√™ncia) e intelig√™ncia (Teste Matrizes Progressivas de Raven) tamb√©m foram inclu√≠das no modelo. A amostra foi composta por 467 participantes, de idades entre sete e 75 anos, provenientes dos estudos de normatiza√ß√£o brasileira do BVRT. Al√©m de indiv√≠duos neurologicamente saud√°veis, a amostra tamb√©m incluiu crian√ßas com diagn√≥stico de Transtorno de D√©ficit de Aten√ß√£o e Hiperatividade e idosos com Dem√™ncia de Alzheimer poss√≠vel. Em complemento, avaliou-se o funcionamento diferencial nas l√Ęminas na Administra√ß√£o A (Mem√≥ria) nos indiv√≠duos entre sete e 14 anos de idade, comparando-se a invari√Ęncia da medida entre os sexos e entre dois grupos de faixa et√°ria (indiv√≠duos com at√© sete anos e indiv√≠duos com idades entre oito e 14 anos). Encontrou-se vi√©s com valor significativo para sexo em somente um item, al√©m de contrastes acentuados para dois itens com rela√ß√£o a idade, embora sem signific√Ęncia estat√≠stica. Quanto ao modelo, os √≠ndices de modifica√ß√£o sugeriram uma correla√ß√£o moderada entre a Administra√ß√£o A (Mem√≥ria) e a Administra√ß√£o C (C√≥pia) do BVRT, de modo que esse par√Ęmetro foi tamb√©m estimado, obtendose um ajuste excelente aos dados.

Autoria:
Diego Berwig   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Joice Dickel Segabinazi   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Maxciel Zortea   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Andr√© Trevisol Trindade   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Jerusa Fumagalli de Salles   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Clarissa Marceli Trentini   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Denise Ruschel Bandeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Apresentador:
Diego Berwig


Palavras-chave:
Modelo de Equa√ß√Ķes Estruturais, An√°lise de Rasch, Teste de Reten√ß√£o Visual

Nome:
FABIANA PINTO DE ALMEIDA BIZARRIA

Titulo:
Aplicação do Teste H-T-P

Resumo:
Este trabalho corresponde √† aplica√ß√£o de um Teste Psicol√≥gico H-T-P. Inicialmente foi realizada uma entrevista de anamnese, seguida pela aplica√ß√£o do teste, com dura√ß√£o total de uma hora. A volunt√°ria √© do sexo feminino, 39 anos, classe m√©dia, casada h√° 10 anos, tem um filho adotado de dois anos e n√£o trabalha. Iniciando o processo de aplica√ß√£o, a volunt√°ria foi orientada a desenhar uma casa, uma √°rvore e uma ou duas pessoas, √† m√£o livre, sem tempo determinado. Em seguida aplicou-se o inqu√©rito, que envolve perguntas destinadas ao sujeito relativas √†s associa√ß√Ķes que os desenhos suscitam. Por fim, as produ√ß√Ķes foram analisadas a partir do Manual de Interpreta√ß√£o do teste. Durante o desenho da casa, a volunt√°ria anunciou que estava desenhando a ¬ďsua¬Ē casa, que sempre foi seu maior sonho. Neste desenho h√° uma indica√ß√£o a esfor√ßos irrealistas, satisfa√ß√£o na fantasia e frustra√ß√£o, visto que h√° uma indica√ß√£o de que seus esfor√ßos v√£o al√©m de seus limites, por necessitar de seguran√ßa. A volunt√°ria se esfor√ßa para manter as pessoas por perto, fato que proporciona imenso prazer. Diante da preocupa√ß√£o com a imagem seu impulso agressivo parece ser reprimido, aspecto indicado pela rota√ß√£o do papel no momento que foi entregue. O sentimento de solid√£o, principalmente, em rela√ß√£o ao seu marido, parece ser indicado pela falta de chamin√©. A viv√™ncia da inf√Ęncia √© enfatizada em todo o processo. Percebe-se que h√° uma saudade permanente de momentos em que tinha ¬ďrefer√™ncias¬Ē e prote√ß√£o. Esse sentimento surge tanto no desenho de uma √°rvore frut√≠fera, cujo tronco possui base larga, como no desenho da boca de forma ressaltada. Os aspectos recorrentes em seus desenhos, inqu√©rito e entrevista indicam pouca plasticidade para lidar com conflitos, frustra√ß√Ķes e situa√ß√Ķes de perda. Seu psiquismo pode n√£o suportar press√Ķes fortes e parece reagir com desprezo e indiferen√ßa quando contrariada.

Autoria:
Fabiana Pinto de Almeida Bizarria   Universidade de Fortaleza
Carmen Silvia Nunes de Miranda   Universidade Federal do Cear√°
 
 
 
 
 


Apresentador:
Fabiana Pinto de Almeida Bizarria


Palavras-chave:
H-T-P, Teste Psicológico, Desenhos

Nome:
juliana cristina paim

Titulo:
Aplica√ß√Ķes da Neuropsicologia ao contexto de tr√Ęnsito ¬Ė Relato de experi√™ncia no Detran/DF

Resumo:
Quando identificadas altera√ß√Ķes cognitivas que interfiram na dire√ß√£o segura, o m√©dico perito pode solicitar exames complementares ou especializados. A avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica (ANP) identifica d√©ficits cognitivos n√£o evidentes e prev√™ habilidade de manejar situa√ß√Ķes de emerg√™ncia no tr√Ęnsito. O objetivo geral da ANP, no Detran, identificar condutores que n√£o apresentem condi√ß√Ķes cognitivas satisfat√≥rias. O objetivo espec√≠fico √© oferecer suporte t√©cnico √†s decis√Ķes dos m√©dicos peritos. A ANP, de car√°ter consultivo, √© realizada por solicita√ß√£o escrita e justificada das juntas m√©dicas (neurol√≥gicas e psiqui√°tricas), sem custos, exceto para obten√ß√£o. Antes do atendimento, realiza-se pesquisa bibliogr√°fica sobre o diagn√≥stico e preju√≠zos cognitivos associados que poderiam sujeitar o usu√°rio ou a comunidade a riscos. S√£o realizados anamnese, entrevista com familiar, testes, instrumentos e tarefas ecol√≥gicas. O laudo sai em 10 dias, quando √© realizada entrevista devolutiva, com entrega de c√≥pia. Caso apresente preju√≠zo cognitivo incompat√≠vel com a dire√ß√£o, sugere-se reabilita√ß√£o ou estimula√ß√£o das fun√ß√Ķes prejudicadas, psicoterapia ou grupos de apoio. Caso o candidato apresente desempenho cognitivo adequado, mas gere d√ļvidas quanto ao seu desempenho pr√°tico, sugere-se Banca Especial para verifica√ß√£o de capacidades compensat√≥rias e necessidade de adapta√ß√Ķes veiculares. O resultado pode sugerir restri√ß√Ķes ou redu√ß√£o de validade da CNH e reavalia√ß√£o peri√≥dica. Em todos os casos, o laudo √© encaminhado para Junta M√©dica, que poder√° ou n√£o acat√°-lo. Desde julho de 2011, foram atendidos 34 usu√°rios: Alcoolismo (7), Doen√ßa de Parkinson (7), AVC (6), TCE (2), Defici√™ncia Intelectual (2), causas variadas (10). Conclui-se que a implanta√ß√£o da avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica, no √Ęmbito do Detran DF, √© iniciativa pioneira no pa√≠s, contando com apoio institucional e ades√£o dos m√©dicos, apesar de ainda sofrer algumas limita√ß√Ķes. √Č um esfor√ßo de aproxima√ß√£o da produ√ß√£o cient√≠fica e legisla√ß√£o internacionais.

Autoria:
Juliana Cristina Paim   Detran DF
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Juliana Cristina Paim


Palavras-chave:
neuropsicologia, tr√Ęnsito, avalia√ß√£o

Nome:
Liliane Cristina de Além-Mar e Silva

Titulo:
Aprendendo avalia√ß√£o psicol√≥gica ¬Ė um relato discente

Resumo:
Introdu√ß√£o: Este √© um relato de experi√™ncia sobre o processo de aprendizagem de uma acad√™mica de psicologia em disciplinas de avalia√ß√£o psicol√≥gica e psicodiagn√≥stico, desenvolvidas em quatro semestres, na UNIUBE. Objetivo: Compartilhar experi√™ncias e olhares, entre discentes, acerca da aprendizagem da avalia√ß√£o psicol√≥gica na gradua√ß√£o. Metodologia: S√£o expostas considera√ß√Ķes sobre como v√™m sendo realizados os processos de ensino de t√©cnicas e instrumentos psicol√≥gicos neste contexto. Resultados: Foram realizadas aulas te√≥ricas e pr√°ticas, e um semestre direcionado ao est√°gio curricular obrigat√≥rio em psicodiagn√≥stico. Em Avalia√ß√£o Psicol√≥gica I, foi exposto sobre psicometria, conceitos e hist√≥ria da avalia√ß√£o psicol√≥gica, bem como seus objetivos e formatos de aplica√ß√£o. Em Avalia√ß√£o Psicol√≥gica II, aprendeu-se sobre psicodiagn√≥stico infantil, englobando os estudos e treinos sobre entrevistas e t√©cnicas de avalia√ß√£o cognitiva, projetiva e de humor neste p√ļblico espec√≠fico, e a Resolu√ß√£o CFP n¬ļ 7/2003, sobre a elabora√ß√£o de documentos produzidos por psic√≥logos, decorrentes de avalia√ß√Ķes psicol√≥gicas. Em Avalia√ß√£o Psicol√≥gica III, foi realizada revis√£o do C√≥digo de √Čtica do Psic√≥logo e suas interlocu√ß√Ķes com a avalia√ß√£o psicol√≥gica, e foram estudados instrumentos espec√≠ficos de avalia√ß√£o de adultos e idosos. No est√°gio em Psicodiagn√≥stico, quarto e √ļltimo per√≠odo de contato com avalia√ß√£o psicol√≥gica, cada aluno realizou o atendimento de uma crian√ßa, seguido de supervis√Ķes semanais, e observou um paciente atendido por um colega, Em meu caso, avaliei uma crian√ßa de 6 anos, com queixas de desaten√ß√£o e hiperatividade. O menor foi submetido ao procedimento psicodiagn√≥stico, no qual tive maior contato com as t√©cnicas anteriormente aprendidas, com melhor consolida√ß√£o de seu aprendizado Conclus√£o: A avalia√ß√£o psicol√≥gica e o psicodiagn√≥stico parecem ser as disciplinas que mais preparam os acad√™micos para o contato pr√°tico com a Psicologia. √Č importante que a did√°tica de seu ensino possibilite n√£o s√≥ o conhecimento em termos te√≥ricos, mas, principalmente no aspecto pr√°tica.

Autoria:
Nair Martins de Almeida   Acad√™mica em psicologia pela Universidade de Uberaba
Liliane Cristina de Al√©m-Mar e Silva   Psic√≥loga, mestre em Neurologia, especialista em Neuropsicologia, docente e supervisora de avalia√ß√£o
S√īnia Barros   Especialista em Avalia√ß√£o Psicol√≥gica, docente e supervisora de avalia√ß√£o psicol√≥gica na UNIUBE
Herilda Pinto Coelho   Especialista em Avalia√ß√£o Psicol√≥gica, docente e supervisora de avalia√ß√£o psicol√≥gica na UNIUBE
Simone Aparecida dos Santos   Mestre. Especialista em Avalia√ß√£o Psicol√≥gica, docente e supervisora de avalia√ß√£o psicol√≥gica na UNI
 
 


Apresentador:
Liliane Cristina de Além-Mar e Silva


Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Psicodiagnóstico, Graduação

Nome:
Guilherme Nogueira

Titulo:
As contribui√ß√Ķes da Classifica√ß√£o Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Sa√ļde para a Avalia√ß√£o Psicol√≥gica

Resumo:
A Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde (OMS) publicou em 2001 a Classifica√ß√£o Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Sa√ļde (CIF) visando complementar a Classifica√ß√£o Internacional de Doen√ßas e Problemas Relacionados √† Sa√ļde (CID-10). A CID-10 classifica condi√ß√Ķes ou estados de sa√ļde, padronizando a codifica√ß√£o de sintomas e diagn√≥sticos, cabendo √† CIF discutir como as condi√ß√Ķes de sa√ļde se refletem na vida cotidiana pessoal. Seu objetivo √© construir um quadro amplo e complexo do estado de sa√ļde dos indiv√≠duos e popula√ß√Ķes, baseando-se no modelo biopsicossocial, integrando dimens√Ķes de doen√ßa/sa√ļde e diagn√≥stico/terap√™utica. H√° trabalhos cient√≠ficos em diferentes √°reas de sa√ļde usando a CIF, como a fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, por√©m, a psicologia ainda n√£o tem usado este instrumento no Brasil. Assim, este trabalho objetiva conhecer contribui√ß√Ķes da CIF para a Psicologia no Brasil, especialmente para a Avalia√ß√£o Psicol√≥gica. Realizou-se uma revis√£o bibliogr√°fica utilizando como base de dados o Portal da Capes e descritor ¬ďclassifica√ß√£o internacional de funcionalidade¬Ē. Encontrou-se 31 artigos, em que 9 tratavam da CIF no corpo do texto: 4 artigos de apresenta√ß√£o geral da CIF, 3 relacionam-se com o uso pela fisioterapia, 1 pela enfermagem e 1 pela educa√ß√£o. A utiliza√ß√£o da CIF pode contribuir para pol√≠ticas p√ļblicas, favorecendo pessoas com defici√™ncias e incapacidades, precisando mais estudos nas diversas √°reas da sa√ļde. Sob a perspectiva da CIF, caberia √† Psicologia, especialmente √† Avalia√ß√£o Psicol√≥gica, extrapolar a investiga√ß√£o das incapacidades e psicopatologias dos indiv√≠duos, buscando conhecer ainda no processo de avalia√ß√£o psicol√≥gica a potencialidade terap√™utica e de mudan√ßas para aquele examinando, valorando especificidades do paciente, de seu contexto social e as incapacidades decorrentes dele. Prop√Ķe-se uma Avalia√ß√£o Psicol√≥gica voltada para al√©m do psicodiagn√≥stico, focando tamb√©m potencialidade e funcionalidade que o indiv√≠duo apresenta apesar de sua condi√ß√£o de sa√ļde, enfocando a terap√™utica ap√≥s o processo de avalia√ß√£o.

Autoria:
Guilherme Nogueira   Universidade Federal de Goi√°s
Ana Idalina de Paiva Silva   Universidade Federal de Goi√°s
 
 
 
 
 


Apresentador:
Guilherme Nogueira


Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, CIF, Funcionalidade

Nome:
Bruna Nery Pormann

Titulo:
Aspectos teóricos do Teste de Apercepção Familiar: a comunicação como facilitadora de conflitos familiares

Resumo:

O Teste de Apercep√ß√£o Familiar (FAT) √© um instrumento projetivo aperceptivo tem√°tico, que tem como grande diferencial seu enfoque sist√™mico. Seu objetivo √© colher informa√ß√Ķes sobre estrutura e funcionamento familiar, a partir da percep√ß√£o de um de seus membros. √Č indicado a crian√ßas e adolescentes, com idades entre seis e quinze anos, sendo do tipo de elaborar hist√≥rias. O referido instrumento √© composto por 21 l√Ęminas-est√≠mulo que sugerem diferentes situa√ß√Ķes do cotidiano familiar, podendo suscitar situa√ß√Ķes conflituosas. A partir do entendimento sist√™mico, os conflitos familiares n√£o s√£o indesej√°veis, j√° que levam ao crescimento dos indiv√≠duos e do grupo familiar. Indesej√°vel, ent√£o, √© a falta de resolu√ß√£o destes conflitos, que geralmente √© potencializada por falta de comunica√ß√£o entre seus membros. A comunica√ß√£o √© uma habilidade inerente ao ser humano, mostrando-se presente mesmo atrav√©s de gestos e olhares. Esses dois n√≠veis de comunica√ß√£o (verbal e n√£o verbal) apresentam-se de maneira concomitante nas intera√ß√Ķes entre os sujeitos, complementando-se e contrapondo-se. Dentro do contexto familiar, a comunica√ß√£o mostra-se capaz de ser mediadora, e at√© mesmo facilitadora, de conflitos gerados por opini√Ķes e posturas divergentes, devendo ser aberta e clara, permitindo, assim, uma resolu√ß√£o de problemas positiva. Sendo assim, pode-se dizer que a fam√≠lia √© composta por uma rede de comunica√ß√Ķes entrela√ßadas que √© influenciada por seus membros, dos mais jovens aos mais velhos, sendo estes, tamb√©m, influenciados pelo pr√≥prio sistema familiar. Por sua import√Ęncia nas rela√ß√Ķes interpessoais, a comunica√ß√£o √© um dos aspectos a serem avaliados no FAT, estando presente no Sistema de Categoriza√ß√£o deste instrumento. Assim, a partir das pesquisas j√° realizadas com o FAT, √© poss√≠vel afirmar que este se mostrou adequado para avaliar os tipos de comunica√ß√£o (aberta/clara e fechara/confusa) presentes nas verbaliza√ß√Ķes analisadas, e sua rela√ß√£o direta com o tipo de resolu√ß√£o de conflitos apresentados.

Autoria:
Bruna Nery Pormann   Bolsistade inicia√ß√£o cient√≠fica FAPERGS - PUCRS
Roberta Louzada Salvatori   Mestre em psicologia cl√≠nica
Graziella Comelli da Silveira   Bolsista de Apoio T√©cnico √† pesquisa do CNPq
Gabryellen Fraga Des Essarts   Bolsista de Inicia√ß√£o Cient√≠fica ¬Ė PIBIC/CNPq
Blanca Susana Guevara Werlang   Orientadora
 
 


Apresentador:
Bruna Nery Pormann


Palavras-chave:
Teste projetivo, comunicação, Teste de apercepção familiar

Nome:
Giovanna Wanderley Petrucci Toscano

Titulo:
Associação entre comportamentos agressivos entre pares e habilidades sociais em crianças

Resumo:
O comportamento agressivo pode ser definido como todo ato praticado com a inten√ß√£o de causar dano a outros indiv√≠duos ou grupos. A literatura aponta as habilidades sociais como importantes fatores de prote√ß√£o para a redu√ß√£o dos conflitos na intera√ß√£o entre pares. As habilidades sociais referem-se aos comportamentos apresentados pelo indiv√≠duo em situa√ß√Ķes interpessoais, aumentando a probabilidade de produzirem resultados positivos e de reduzirem os problemas de comportamento. Este estudo tem o objetivo de investigar poss√≠veis correla√ß√Ķes das habilidades sociais com os comportamentos agressivos e com as rea√ß√Ķes frente √† agress√£o dos pares na inf√Ęncia. Participaram do estudo 212 crian√ßas (89 meninos), de 8 a 12 anos, estudantes do 3¬ļ ao 5¬ļ do ensino fundamental de escolas p√ļblicas e privadas da cidade de Porto Alegre. Os instrumentos utilizados foram o Q-CARP (Question√°rio de Comportamentos Agressivos entre Pares) e o SSRS-BR (Sistema de Avalia√ß√£o de Habilidades Sociais) na vers√£o de autorrelato. Foram realizadas an√°lises de correla√ß√£o de Pearson para avaliar a associa√ß√£o entre as m√©dias dos participantes no Q-CARP e no SSRS-BR. Foram consideradas as duas subescalas do Q-CARP: Escala de Comportamentos Agressivos (ECA), que avalia a frequ√™ncia de comportamentos agressivos f√≠sicos e verbais das crian√ßas, e Escala de Rea√ß√£o √† Agress√£o (ERA), que avalia as rea√ß√Ķes das crian√ßas frente √†s agress√Ķes dos pares (rea√ß√£o agressiva, busca de apoio, rea√ß√£o internalizante). Os resultados indicaram correla√ß√Ķes negativas e significativas das habilidades sociais com os comportamentos agressivos entre pares e com as rea√ß√Ķes agressivas frente √†s agress√Ķes dos pares. Indicaram tamb√©m correla√ß√Ķes positivas significativas das habilidades sociais com as rea√ß√Ķes de busca de apoio frente √†s agress√Ķes dos pares. Conclui-se que existe associa√ß√£o das habilidades sociais com os comportamentos agressivos entre pares e com as rea√ß√Ķes frente √†s agress√Ķes dos pares na amostra estudada.

Autoria:
Giovanna Wanderley Petrucci Toscano   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Juliane Callegaro Borsa   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio de Janeiro
Carolina Lu√≠sa Beckenkamp   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Sandra Zambon   Instituto Brasileiro de Gest√£o de Neg√≥cios
Gabriela Mattos Saucedo   Universidade Federal de Ci√™ncias da Sa√ļde de Porto Alegre
Silvia Helena Koller   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 


Apresentador:
Giovanna Wanderley Petrucci Toscano


Palavras-chave:
Comportamentos agressivos, Habilidades sociais, Inf√Ęncia

Nome:
GISELE ALVES

Titulo:
Associação entre idade e os escores dos índices e subtestes do WISC-IV

Resumo:
O Wechsler Intelligence Scale for Children ¬Ė Fourth Edition (WISC-IV) em sua vers√£o original est√° dividido em quatro √≠ndices, √† saber, √ćndice de Compreens√£o Verbal (ICV), que possui como subtestes principais Semelhan√ßas, Vocabul√°rio e Compreens√£o e como suplementares os subtestes Informa√ß√£o e Racioc√≠nio de Palavras; √ćndice de Organiza√ß√£o Perceptual (IOP), composto pelos subtestes Cubos, Conceitos Figurativos, Racioc√≠nio Matricial e o subteste suplementar Completar Figuras; √ćndice de Mem√≥ria Operacional (IMO), composto pelos subtestes D√≠gitos, Sequ√™ncia de N√ļmeros e Letras e como suplementar o subteste Aritm√©tica; e √ćndice de Velocidade de Processamento (IVP), tendo como subtestes C√≥digo, Procurar S√≠mbolos, e como suplementar o subteste Cancelamento. O objetivo deste estudo foi investigar a associa√ß√£o entre os escores dos subtestes e dos √≠ndices da vers√£o brasileira do WISC-IV e a idade, em meses, dos respondentes. Al√©m disso, vari√°veis sociodemogr√°ficas tamb√©m foram inclu√≠das nos modelos. A amostra foi composta por 1870 crian√ßas e adolescentes, entre 6 anos e 0 meses e 16 anos e 11 meses de idade, do 1¬ļ ao d√©cimo segundo ano escolar. A associa√ß√£o entre as vari√°veis foi testada por meio da t√©cnica de an√°lise de regress√£o linear m√ļltipla. O primeiro modelo utilizou os quatro √≠ndices e as vari√°veis ¬ďsexo¬Ē, usando como refer√™ncia sexo masculino, e ano escolar. Consideradas as pressuposi√ß√Ķes dos modelos de regress√£o, o modelo final foi composto pelos √≠ndices ICV, positivamente associado, e IMO e o sexo, ambos negativamente associados. O segundo modelo tamb√©m utilizou ¬ďsexo¬Ē e ano escolar, e os dez subtestes principais no lugar dos √≠ndices. O modelo final foi composto pelos subtestes racioc√≠nio matricial, positivamente associado, d√≠gitos, completar figuras e c√≥digos e o sexo, negativamente associados. Estes resultados indicam que os escores dos subtestes e √≠ndices t√™m comportamento distinto ao longo da idade, sugerindo a necessidade de estudos mais espec√≠ficos para a compreens√£o das particularidades desta associa√ß√£o.

Autoria:
Alexandre Luiz de Oliveira Serpa   Universidade S√£o Francisco
Lisandra Borges Vieira Lima   Universidade S√£o Francisco
Gisele Alves   Casa do Psic√≥logo, uma empresa Pearson
 
 
 
 


Apresentador:
Alexandre Luiz de Oliveira Serpa


Palavras-chave:
avaliação da inteligência`, WISC-IV, evidência de validade

Nome:
LEONARDO AUGUSTO COUTO FINELLI

Titulo:
ATENÇÃO CONCENTRADA, INSTRUMENTOS DISPERSOS: QUESTIONANDO O CONSTRUCTO A PARTIR DAS PESQUISAS DE VALIDAÇÃO DO TESTE AC

Resumo:
Os testes psicol√≥gicos s√£o instrumentos de aferi√ß√£o de caracter√≠sticas psicol√≥gicas, e constituem t√©cnica de uso privativo do psic√≥logo. A necessidade de aprimoramento desses instrumentos e dos procedimentos t√©cnicos de trabalho do psic√≥logo √© amplamente reconhecida, bem como s√£o as imperativas melhorias na forma√ß√£o espec√≠fica na √°rea de avalia√ß√£o psicol√≥gica. Tais melhorias envolvem a produ√ß√£o e o consumo cr√≠tico do material utilizado. Nesse sentido, o Conselho Federal de Psicologia conta com o Sistema de Avalia√ß√£o de Testes Psicol√≥gicos ¬Ė SATEPSI, que avalia e certifica a qualidade dos instrumentos de avalia√ß√£o psicol√≥gica. Para que um teste psicol√≥gico seja considerado apropriado para uso ele deve atender a uma s√©rie de requisitos t√©cnicos e cient√≠ficos m√≠nimos, estabelecidos pela Resolu√ß√£o CFP N¬ļ 002/2003. Dentre tais requisitos obrigat√≥rios, encontra-se a apresenta√ß√£o de evid√™ncias emp√≠ricas de validade para o instrumento. Levando-se em conta que a validade de um instrumento diz respeito √† sua pertin√™ncia em rela√ß√£o ao objeto que se quer medir, o constructo figura como referente, em fun√ß√£o do qual a qualidade do teste deve ser avaliada. O objetivo da pesquisa foi revisar o constructo Aten√ß√£o Concentrada a partir das pesquisas de valida√ß√£o do Teste AC. Foram explorados textos, em livros e artigos cient√≠ficos, que abordam os constructos aten√ß√£o, aten√ß√£o concentrada e validade (par√Ęmetro psicom√©trico), que referenciam o Teste AC. A an√°lise dos resultados sugere que a defini√ß√£o do constructo, apresentada no manual, apresenta limita√ß√Ķes quanto a clareza do conceito de validade de constructo e que os estudos de valida√ß√£o concorrente apresentam par√Ęmetros estat√≠sticos question√°veis, principalmente quanto ao tamanho das amostras e √≠ndices de correla√ß√£o entre os resultados dos instrumentos.

Autoria:
LEONARDO AUGUSTO COUTO FINELLI   Faculdade de Sa√ļde Ibituruna ¬Ė FASI e Faculdades Integradas do Norte de Minas ¬Ė FUNORTE
√ĀUREA CAMILLA CALDEIRA ABREU   Faculdade de Sa√ļde Ibituruna ¬Ė FASI
 
 
 
 
 


Apresentador:
LEONARDO AUGUSTO COUTO FINELLI


Palavras-chave:
Testes Psicológicos, Atenção, Validade dos Testes

Nome:
YAEL GOTLIEB BALLAS

Titulo:
ATITUDE SUSTENT√ĀVEL √Č UMA MARCA DA PERSONALIDADE?

Resumo:
Sustentabilidade √© um conceito sist√™mico, relacionado com a continuidade dos aspectos econ√īmicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. √Č a habilidade de sustentar ou suportar uma ou mais condi√ß√Ķes exibidas por algo ou algu√©m. A personalidade √© o conjunto de tra√ßos ps√≠quicos, consistindo no total das caracter√≠sticas individuais em sua rela√ß√£o com o meio, incluindo fatores f√≠sicos, biol√≥gicos, ps√≠quicos e socioculturais de sua forma√ß√£o. O objetivo deste trabalho foi verificar quais tra√ßos de personalidade s√£o prevalentes nos indiv√≠duos comprometidos com a sustentabilidade e comparar com os tra√ßos daqueles sem comprometimento com esses princ√≠pios. A hip√≥tese foi a de que pessoas comprometidas possuem tra√ßos de personalidade diferentes daquelas sem comprometimento com a causa. A amostra foi composta por 63 sujeitos de ambos os sexos, com idades superiores a 18 anos, alunos de Gest√£o Ambiental, Engenharia Ambiental e Psicologia. Os grupos foram divididos conforme auto-afirma√ß√£o de adotar atitudes comprometidas com a sustentabilidade ou n√£o (41 sujeitos para o grupo sustent√°vel e 22 para o outro). A coleta de dados foi realizada ap√≥s assinatura do TCLE, atrav√©s do Invent√°rio dos Cinco Grandes Fatores de Personalidade (ICGFP). Para o tratamento estat√≠stico foi utilizado o teste de qui-quadrado de independ√™ncia. Os resultados mostram diferen√ßas estatisticamente significantes entre os dois grupos. Quanto aos tra√ßos de personalidade, constatou-se que as pessoas comprometidas com a sustentabilidade possuem maior probabilidade a apresentar o tra√ßo de personalidade neuroticismo (tend√™ncia a apresentar uma atitude feliz e afirmativa ou, de uma forma negativa, apresentar aborrecimento, pessimismo, ego√≠smo, infelicidade, humor deprimido, inseguran√ßa, ansiedade e tristeza). Os resultados n√£o apoiaram a hip√≥tese inicial, ou seja, a escolha do curso e a personalidade do aluno n√£o s√£o fatores determinantes para definir o comprometimento com a√ß√Ķes sustent√°veis Tais atitudes relacionam-se com fatores ligados √† educa√ß√£o, cultura, moral e √©tica.

Autoria:
Leticia Sousa   Universidade de Santo Amaro - S√£o Paulo
Maria da Natividade Carvalho   Universidade de Santo Amaro - S√£o Paulo
Yael Gotlieb Ballas   Universidade de Santo Amaro - S√£o Paulo; LITEP - Instituto de Psicologia, USP
Joana d`arc Sakai   Universidade de Santo Amaro - S√£o Paulo
Gilberto Mitsuo Ukita   Universidade de Santo Amaro - S√£o Paulo
 
 


Apresentador:
Yael Gotlieb Ballas


Palavras-chave:
personalidade, sustentabilidade, psicologia ambiental

Nome:
Julia Carolina Rafalski

Titulo:
Atitudes de Estudantes e Psicólogos frente à Avaliação Psicológica

Resumo:
O ensino da Avalia√ß√£o Psicol√≥gica (AP) tem sofrido impacto das diferencia√ß√Ķes entre Institui√ß√Ķes de Ensino Superior (IES) p√ļblicas e privadas no que tange ao n√ļmero de disciplinas oferecidas na √°rea, qualifica√ß√£o do corpo docente, escopo curricular, entre outros aspectos. Historicamente, IES particulares apresentam maior tend√™ncia a terem grades curriculares atualizadas, possuindo cursos de Psicologia mais novos em compara√ß√£o aos cursos de institui√ß√Ķes p√ļblicas. Desta forma, observam-se forma√ß√Ķes que consideram a atua√ß√£o no mercado de trabalho como elemento norteador. Este trabalho teve como objetivo conhecer as atitudes frente √† AP de estudantes e profissionais psic√≥logos advindos de IES p√ļblicas e privadas. Participaram da pesquisa um total de 341 pessoas, sendo 170 psic√≥logos (109 de institui√ß√Ķes privadas e 61 de institui√ß√Ķes p√ļblicas) e 171 estudantes (81 de institui√ß√Ķes privadas e 90 de institui√ß√Ķes p√ļblicas). Os participantes responderam a um question√°rio online no formato de escalas do tipo likert, ap√≥s concordarem com as instru√ß√Ķes presentes no termo de consentimento livre e esclarecido. Os dados, a partir de an√°lises estat√≠sticas demonstram que tanto profissionais psic√≥logos quanto estudantes formados em IES privadas possuem atitudes mais positivas frente √† AP. Para os psic√≥logos, verificaram-se diferen√ßas estatisticamente significativas entre os grupos, sendo que psic√≥logos advindos de IES privadas possuem atitudes mais positivas frente √† AP, julgando-a justa, vantajosa, boa e √©tica. Para estudantes de psicologia, o Teste T independente verificou diferen√ßas estatisticamente significativas, expondo que estudantes de IES privadas consideram a AP mais justa, confi√°vel, boa, clara e eficaz em compara√ß√£o com estudantes de IES p√ļblicas. Em ambos os grupos de psic√≥logos e estudantes advindos de IES p√ļblicas verificou-se a predomin√Ęncia de atitudes negativas frente √† AP, considerando-a cansativa e complexa. An√°lises curriculares das institui√ß√Ķes pesquisadas s√£o necess√°rias para comprova√ß√£o do n√≠vel de exposi√ß√£o da tem√°tica da AP nas disciplinas de Gradua√ß√£o.

Autoria:
Julia Carolina Rafalski   Universidade Federal do Esp√≠rito Santo
Alexsandro Luiz de Andrade   Universidade Federal do Esp√≠rito Santo
 
 
 
 
 


Apresentador:
Julia Carolina Rafalski


Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Atitudes, Formação

Nome:
FABIO CAMILO DA SILVA

Titulo:
Autoconceito e bullying: existe relação entre ambos?

Resumo:
Apesar de n√£o ser um fen√īmeno recente, atualmente se percebe tanto na m√≠dia, quanto no senso comum e no meio acad√™mico, uma maior preocupa√ß√£o com o fen√īmeno do bullying e suas consequ√™ncias. Considerando que o bullying no ambiente escolar ocorre quando uma crian√ßa √© perseguida por outras, sendo agredida repetidamente, de forma f√≠sica, verbal ou por meio da exclus√£o do grupo, dentre outras possibilidades, essa pesquisa objetivou verificar se isso poderia se relacionar ao autoconceito, seja das v√≠timas ou dos autores. A exist√™ncia de tal rela√ß√£o forneceria, tamb√©m, uma evid√™ncia de validade para a Escala de Avalia√ß√£o do Bullying Escolar, considerando a rela√ß√£o desta com a Escala de Autoconceito Infanto-Juvenil (EACI-J). Para isso, ambas as escalas foram aplicadas em uma amostra de 27 crian√ßas do estado de Santa Catarina, todas em idade escolar e matriculadas h√° pelo menos tr√™s meses na mesma escola. Houve uma predomin√Ęncia de meninas (59,3%) em rela√ß√£o ao n√ļmero de meninos (40,7%). J√° em rela√ß√£o ao ano escolar, a maior parte cursava o oitavo ano (33,3%), enquanto os alunos do sexto, s√©timo e nono anos representaram, respectivamente, 25,9%, 22,2% e 18,5% da amostra. Todas as crian√ßas eram alunas de escolar particular. Foram correlacionados os resultados totais de v√≠timas e de autores de bullying, separadamente, com cada uma das quatro escalas propostas pelo EACI-J, a saber, pessoal, escolar, familiar e social. Os resultados indicaram duas correla√ß√Ķes negativas, ambas significativas. A primeira ocorreu entre a escala de vitima e o autoconceito pessoal e a segunda entre a escala de autores e o autoconceito familiar. Tais resultados representam uma evid√™ncia de validade baseada na correla√ß√£o com outras vari√°veis para a Escala de Avalia√ß√£o do Bullying Escolar.

Autoria:
FABIO CAMILO DA SILVA   VETOR EDITORA PSICO PEDAG√ďGICA
FERNANDA D`AMARATT   UNIBAVE
TABATA CARDOSO   VETOR EDITORA PSICO PEDAG√ďGICA
ANNA CAROLINA NEVES LANCE   VETOR EDITORA PSICO PEDAG√ďGICA
 
 
 


Apresentador:
FABIO CAMILO DA SILVA


Palavras-chave:
Bullying, Autoconceito, Validade

Nome:
Rosana Maria Mohallem Martins

Titulo:
AUTOEFIC√ĀCIA PROFISSIONAL E DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA EM UNIVERSIT√ĀRIOS

Resumo:
As expectativas em rela√ß√£o ao futuro profissional podem estar ligadas entre outros fatores, √†s cren√ßas de autoefic√°cia. As cren√ßas de autoefic√°cia s√£o definidas como o julgamento que as pessoas t√™m sobre suas capacidades, sendo base para a motiva√ß√£o. Estudantes universit√°rios com cren√ßas de autoefic√°cia positivas podem comprometer-se de maneira mais ativa com seu futuro profissional, ainda no per√≠odo da gradua√ß√£o. Dessa forma ter√£o maior motiva√ß√£o e persist√™ncia para alcan√ßar um determinado objetivo relacionados √† carreira, como a perseveran√ßa e enfrentamento em rela√ß√£o √† situa√ß√Ķes adversas como mercado de trabalho competitivo. O objetivo deste estudo foi verificar a rela√ß√£o entre a autoefic√°cia profissional e o desenvolvimento de carreira. Foram avaliados 75 universit√°rios do 6¬ļ ao 10¬ļ per√≠odo com idades entre 20 e 50 anos, sendo 60% do g√™nero feminino, dos cursos de Psicologia, Pedagogia, Engenharia de Produ√ß√£o e Educa√ß√£o F√≠sica de uma universidade do sul de Minas Gerais. Os instrumentos utilizados foram as Escalas de Desenvolvimento de Carreira que tem os seguintes fatores: identidade de carreira, decis√£o de carreira, autoefic√°cia, l√≥cus de controle, explora√ß√£o e o Question√°rio de Viv√™ncia Acad√™mica ¬Ė vers√£o reduzida (QVA-r) com os fatores: pessoal, interpessoal, carreira, estudo e institucional. Os fatores analisados foram a autoefic√°cia e carreira, resultando em uma correla√ß√£o positiva e altamente significativa. Dessa forma quanto maior a cren√ßa do sujeito na sua capacidade para exercer adequadamente suas atividades profissionais, maior ser√° a adapta√ß√£o ao curso, ao projeto vocacional e as perspectivas de carreira.

Autoria:
Rosana Maria Mohallem Martins   Centro Universit√°rio de Itajub√° - FEPI
√āngela Maria Azevedo Morais   Centro Universit√°rio de Itajub√° - FEPI
 
 
 
 
 


Apresentador:
Rosana Maria Mohallem Martins


Palavras-chave:
autoeficácia profissional, orientação de carreira, ensino superior

Nome:
Carolina Cardoso de Souza

Titulo:
Autopercepção, Estresse e Depressão em Estudantes Universitários por meio do Método de Rorschach

Resumo:
No Brasil, algumas pesquisas preocuparam-se em identificar as caracter√≠sticas de personalidade de estudantes de psicologia. Do mesmo modo, este estudo preocupou-se em descrever o perfil de personalidade de estudantes de psicologia, provenientes de duas Institui√ß√Ķes de Ensino Superior - IES (uma p√ļblica e outra privada) de Goi√Ęnia, por meio do M√©todo de Rorschach (SC). O foco desta investiga√ß√£o foi descrever tr√™s aspectos da personalidade (autopercep√ß√£o, manejo do estresse e aspectos relacionados √† depress√£o), bem como verificar se existem diferen√ßas significativas nestes aspectos em acad√™micos do sexo feminino e masculino, entre aqueles que trabalhavam e n√£o trabalhavam, entre os que j√° se submeteram e aqueles que nunca se submeteram √† psicoterapia, e se existiam diferen√ßas entre os acad√™micos provenientes de diferentes institui√ß√Ķes. Entende-se que a autopercep√ß√£o negativa, assim como a presen√ßa de estresse cr√īnico e de depress√£o podem afetar o desempenho acad√™mico, al√©m de aumentar a desist√™ncia do curso e prejudicar a futura atua√ß√£o profissional do acad√™mico. Os resultados encontrados apontam que os alunos da IES privada s√£o significativamente mais velhos do que os alunos da IES p√ļblica. Este dado pode ter interferido no fato de existir diferen√ßas significativas no manejo de estresse e na autorpercep√ß√£o dos acad√™micos quando separados por IES. Observou-se √≠ndices de estresse maiores e autoestima mais rebaixada em estudantes do sexo feminino. Quanto aos acad√™micos que trabalhavam e os que n√£o trabalhavam, n√£o houve nenhuma diferen√ßa significativa. Os estudantes que nunca fizeram psicoterapia demonstraram maior dificuldade no √Ęmbito da autopercep√ß√£o. O estudo aponta necessidade de maior incentivo √† psicoterapia pessoal dos futuros psic√≥logos, al√©m disso, os resultados deste estudo podem ser usados para reduzir desist√™ncias acad√™micas e ampliar recomenda√ß√Ķes √ļteis para aplica√ß√Ķes educacionais.

Autoria:
Carolina Cardoso de Souza   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Ma√≠sa Roberta Pereira Ramos Lopes   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Priscila Medeiros Margarida Borges   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Lucen√≠ Bezerra dos Santos   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Jacqueline Oliveira de Souza   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Ana Cristina Resende   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
 


Apresentador:
Carolina Cardoso de Souza


Palavras-chave:
universitários, personalidade, Método de Rorschach

Nome:
JHESSICA BARBOSA DE MOURA

Titulo:
AVALIAÇÃO COGNITIVA DE CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ABRIGAMENTO INSTITUCIONAL AVALIADAS POR MEIO DO DESENHO DA FIGURA HUMANA

Resumo:
Este estudo refere-se a uma pesquisa que teve como objetivo realizar avaliação cognitiva de crianças em situação de acolhimento, e ainda comparar meninos e meninas quanto ao desenvolvimento cognitivo. A pesquisa foi desenvolvida em uma instituição de acolhimento de Cuiabá - Mato Grosso (Brasil). A amostra foi composta por 20 crianças. Sendo 11 do sexo masculino e 09 do sexo feminino, com idade entre 05 e 11 anos e 11 meses. Na época da coleta de dados, as crianças estavam acolhidas, como medida protetiva por terem sofrido violência doméstica. Como instrumento foi utilizado o desenho da figura humana, seguindo-se o sistema brasileiro de Wechsler, que consiste em uma versão que a criança realiza desenhos da figura masculina e da figura feminina. Como resultados, as crianças em acolhimento institucional do sexo masculino apresentaram classificação deficiente com maior frequência (36%), seguida da classificada abaixo da média (27%) e distribuídas igualmente na média (18%) e acima da média (18%). As crianças acolhidas do sexo feminino apresentaram classificação deficiente com maior frequência (44%), seguida da classificada na média (33%) e distribuídas igualmente abaixo da média (11%) e fronteiriço (11%). Isso mostra que as meninas possuem um grau de comprometimento maior em relação aos meninos, podendo-se assim afirmar que as meninas acolhidas institucionalmente apresentam maior comprometimento cognitivo. Porém esse comprometimento não é resultante apenas pela condição de serem crianças que se encontram em situação de acolhimento, e por terem sido vítimas de violência doméstica.

Autoria:
JHESSICA BARBOSA DE MOURA   UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
ROSANGELA K√ĀTIA SANCHES MAZZORANA RIBEIRO   UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
 
 
 
 
 


Apresentador:
JHESSICA BARBOSA DE MOURA


Palavras-chave:
Avaliação Cognitiva, Crianças , Desenho da Figura Humana

Nome:
Patrícia Martins de Freitas

Titulo:
Avaliação Cognitiva em Crianças com Autismo: expressão da variabilidade e os procedimentos de avaliação.

Resumo:
O fen√≥tipo cognitivo √© uma diretriz importante para melhor descri√ß√£o do autismo, esclarecendo de forma mais completa aspectos do progn√≥stico e formas de interven√ß√£o. Desta forma, o presente estudo investigou os principais achados sobre os aspectos cognitivos no autismo, assim como, uma an√°lise dos procedimentos de avalia√ß√£o da intelig√™ncia, considerando as lacunas ainda existentes. O m√©todo utilizado no estudo foi explorat√≥rio e descritivo de artigos cient√≠ficos constituindo um estudo de revis√£o. Foram utilizados os seguintes descritores: intelig√™ncia; fun√ß√Ķes executivas; avalia√ß√£o cognitiva, funcionamento cognitivo, fen√≥tipos cognitivos todos vinculados ao descritor autismo, com 282 artigos identificados e selecionados 76. Os resultado demonstram alta variabilidade do perfil cognitivo com uma organiza√ß√£o pouco definida. Outro resultado √© a diverg√™ncia no desempenho de crian√ßas com autismo em tarefas de fun√ß√Ķes executivas. A dissocia√ß√Ķes entre o QI verbal e n√£o verbal √° um resultado de alta ocorr√™ncia. Sobre os procedimentos de avalia√ß√£o da intelig√™ncia os instrumentos utilizados n√£o consideram as especificidades do autismo, sendo necess√°ria a elabora√ß√£o de um instrumento espec√≠fico. A presente revis√£o mostra que as quest√Ķes sobre o fen√≥tipo cognitivo ainda precisam de novas investiga√ß√Ķes considerando os seguintes direcionamentos: 1) investiga√ß√£o de um modelo menos fragmentado das fun√ß√Ķes cognitivas; 2) uso de instrumentos adequados para acessar as fun√ß√Ķes cognitivas que melhor representam a intelig√™ncia; 3) investiga√ß√£o de grupos formados por autismo sem selecionar apenas os indiv√≠duos de alto funcionamento.

Autoria:
Patr√≠cia Martins de Freitas   Universidade Federal da Bahia
Ana Patricia Souza da Costa   Universidade Federal da Bahia
Milena Pereira Pond√©   Escola Bahiana de Medicina e Sa√ļde P√ļblica
 
 
 
 


Apresentador:
Patrícia Martins de Freitas


Palavras-chave:
Avaliação, Cognição, Autismo

Nome:
LICINIO ESMERALDO DA SILVA

Titulo:
AVALIAÇÃO COLETIVA DE MÚSICOS DE UMA ORQUESTRA POR MEIO DO INDICADOR QUALIDADE GLOBAL DE VIDA

Resumo:
A qualidade global de vida √© um construto que se mede a partir de quatro dimens√Ķes da qualidade de vida: duas delas referentes ao plano pessoal do indiv√≠duo e outras duas ao plano ocupacional. No plano pessoal, uma delas √© de natureza objetiva (qualidade biossocial) e a outra de natureza subjetiva (qualidade ps√≠quica). No plano ocupacional, uma √© de natureza objetiva com foco no lado sacrificante do trabalho (qualidade ponom√©trica) e a outra √© de natureza subjetiva sustentada pela carga ps√≠quica associada √† organiza√ß√£o do trabalho (qualidade ps√≠quica ocupacional). Essas quatro dimens√Ķes se contrap√Ķem duas a duas formando um contexto quatern√°rio de forma entrela√ßada permitindo a obten√ß√£o de um indicador de qualidade global de vida (QGV). A aplica√ß√£o das escalas do QGV a m√ļsicos que comp√Ķem uma orquestra filarm√īnica permitiu observar um n√≠vel moderado de qualidade global de vida. Quando consideradas isoladamente as quatro dimens√Ķes apresentaram-se com n√≠veis mais altos do que o n√≠vel de suas dimens√Ķes integradas (com mais for√ßa nas dimens√Ķes subjetivas do que nas objetivas). No caso estudado, o resultado moderado do indicador poderia ser mais preocupante n√£o fossem os desempenhos dos n√≠veis de qualidade de vida nas dimens√Ķes subjetivas, sugerindo que as atividades exercidas pelos m√ļsicos s√£o capazes de interferir positivamente na manuten√ß√£o da qualidade global de vida dos m√ļsicos dificultando a sua deteriora√ß√£o. A conjuga√ß√£o do QGV com t√©cnicas da psicodin√Ęmica dejouriana pode trazer um alto potencial de revela√ß√£o de aspectos da organiza√ß√£o do trabalho que podem ser identificados e abordados pela cl√≠nica do trabalho de modo a incrementar a qualidade de vida dos integrantes das organiza√ß√Ķes.

Autoria:
LICINIO ESMERALDO DA SILVA   UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - UFF
JAMACI DE ALMEIDA MACHADO CORR√äA LIMA   UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - UFF
 
 
 
 
 


Apresentador:
LICINIO ESMERALDO DA SILVA


Palavras-chave:
Qualidade global de vida, Organiza√ß√£o do trabalho, M√ļsica

Nome:
Andréa Coutinho Sarmento

Titulo:
AVALIA√á√ÉO DA ANSIEDADE: UM ESTUDO EM CONTEXTO UNIVERSIT√ĀRIO

Resumo:
Estudos epidemiol√≥gicos revelam uma maior probabilidade do surgimento de transtornos mentais no in√≠cio da vida adulta, especialmente no per√≠odo universit√°rio. O ingresso √† universidade muitas vezes acompanha um afastamento do circulo habitual de conv√≠vio dos jovens, desencadeando situa√ß√Ķes de crise associadas a altos n√≠veis de express√£o da ansiedade. O estudo da ansiedade parte da avalia√ß√£o das diferen√ßas individuais no modo de sentir ou manifestar estados e rea√ß√Ķes ansiosas, dentre os modelos que buscam compreender essas diferen√ßas destacam-se os modelos psicol√≥gicos, por apresentarem uma estrutura de explica√ß√Ķes complexas e multidimensionais com ampla confirma√ß√£o emp√≠rica, destacando a presen√ßa de diferentes fatores na express√£o da ansiedade. O Invent√°rio de Situa√ß√£o e Resposta da Ansiedade - ISRA - avalia o n√≠vel geral da ansiedade (T), bem como os tr√™s sistemas de respostas ligados a mesma: Cognitivo (C), Fisiol√≥gico (F) e Motor (M), al√©m de avaliar a ansiedade em quatro √°reas ou tra√ßos espec√≠ficos, Avalia√ß√£o (FI), Interpessoal (FII), F√≥bico (III) e Situa√ß√Ķes Cotidianas (FIV). Buscou-se avaliar o n√≠vel geral e as manifesta√ß√Ķes de ansiedade, quanto aos sistemas de respostas e tra√ßos espec√≠ficos de estudantes universit√°rios da cidade de Jo√£o Pessoa. Para tanto, os participantes responderam voluntariamente ao ISRA, resguardando todos os seus direitos mediante o TCLE. Para an√°lise dos dados foram realizadas an√°lises descritivas por meio do pacote de dados estat√≠sticos PASW-18. Constatou-se que os estudantes universit√°rios apontaram n√≠veis de ¬ďAnsiedade Severa¬Ē em todas as vari√°veis estudadas. Observa-se ainda que as pontua√ß√Ķes m√©dias das mulheres superam a dos homens, ainda que n√£o se tenha realizado provas estat√≠sticas para comparar os n√≠veis de signific√Ęncia devido a disparidade da amostra. Apesar de os universit√°rios avaliados apresentarem √≠ndices preocupantes de ansiedade √© importante continuar avaliando com amostras maiores e diversificadas para poder chegar a resultados mais conclusivos.

Autoria:
Andr√©a Coutinho Sarmento   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Layla Raissa Soares Ramalho Paulino   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 
 


Apresentador:
Andréa Coutinho Sarmento


Palavras-chave:
Ansiedade, Contexto universit√°r, ISRA

Nome:
Adriana Cristina Boulhoça Suehiro

Titulo:
Avaliação da compreensão em leitura em um grupo de estudantes do ensino fundamental I

Resumo:
A compet√™ncia em leitura depende da combina√ß√£o de duas habilidades b√°sicas, quais sejam, a decodifica√ß√£o, relacionada √† precis√£o e √† rapidez no reconhecimento das palavras, e a compreens√£o, que implica a decodifica√ß√£o das palavras, associada ao uso das capacidades cognitivas e metacognitivas necess√°rias para a compreens√£o de uma mensagem escrita. Considerando o exposto buscou-se descrever o desempenho em compreens√£o em leitura de um grupo de estudantes, assim como identificar eventuais diferen√ßas entre eles no que se refere ao sexo e √† s√©rie. Participaram 221 crian√ßas, ambos os sexos, entre 6 e 12 anos (M=8,53; DP=1,40) de segundo a quinto anos do Ensino Fundamental de uma escola p√ļblica do interior de S√£o Paulo. A maioria das crian√ßas (n=120, 54,3%) era do sexo masculino, sendo que 56 (25,3%) frequentavam o segundo ano, 54 (24,4%) o terceiro, 55 (24,9%) o quarto e 56 (25,3%) o quinto ano. Foram aplicados, coletivamente, dois textos estruturados segundo os padr√Ķes tradicionais da t√©cnica de Cloze. Os resultados indicaram desempenhos abaixo das m√©dias poss√≠veis para cada um dos textos em Cloze utilizados, considerando-se que n√£o h√° normas estabelecidas por s√©rie ou idade. Al√©m disso, evidenciaram diferen√ßas significativas entre os sexos dos participantes somente no que se refere ao ¬ĎCloze 1 ¬Ė A princesa e o fantasma¬í, podendo-se dizer que os meninos tenderam a ter mais dificuldades na compreens√£o dos textos apresentados que as meninas. As an√°lises realizadas mostraram, ainda, melhores desempenhos em compreens√£o em leitura com o avan√ßar da escolaridade. Tais achados corroboram os veiculados anteriormente e ressaltam a necessidade, n√£o apenas, de pesquisas que realizem novas avalia√ß√Ķes em compreens√£o em leitura que abordem vari√°veis n√£o trabalhadas aqui, mas que possibilitem treinos para o seu desenvolvimento e aprimoramento. Em tempos de progress√£o autom√°tica e derivados, assim como do aumento significativo do fracasso escolar, tais necessidades parecem urgir.

Autoria:
Adriana Cristina Boulho√ßa Suehiro   Universidade Federal do Rec√īncavo da Bahia
Ac√°cia Aparecida Angeli dos Santos   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Adriana Cristina Boulhoça Suehiro


Palavras-chave:
ensino fundamental, avaliação psicológica, leitura e escrita

Nome:
QUEILA GUISE MILIAN

Titulo:
AVALIA√á√ÉO DA CRIATIVIDADE VERBAL EM UNIVERSIT√ĀRIOS

Resumo:
A criatividade √© um conceito complexo envolvendo diversos tipos de express√£o. Uma forma de express√£o criativa √© por meio das palavras, podendo ser identificadas diversas caracter√≠sticas que demonstram criatividade verbal. O objetivo desta pesquisa foi o de observar a influ√™ncia da idade e do sexo na criatividade verbal em estudantes de uma universidade privada na cidade de S√£o Paulo. Participaram deste estudo 90 alunos (45F/45M) dos cursos de Administra√ß√£o e Psicologia, com idades variando entre 17 e 42 anos. Os participantes foram divididos em tr√™s grupos et√°rios: o primeiro grupo foi composto por estudantes com idade igual ou inferior a 20 anos, o segundo grupo com faixa et√°ria entre 21 e 30 anos e o terceiro grupo com idade superior a 31 anos. Ap√≥s aceitarem participar da pesquisa e assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido, aplicou-se o teste Pensando Criativamente com Palavras de Torrance, que permite avaliar as caracter√≠sticas de Flu√™ncia, Flexibilidade, Elabora√ß√£o, Originalidade, Emo√ß√£o, Fantasia, Perspectiva Incomum e Analogias. Os testes foram aplicados em grupos, em salas de aula. Para a an√°lise dos dados utilizou-se o teste da An√°lise Multivariada da Vari√Ęncia, com post hoc Tukey, com n√≠vel de signific√Ęncia p≤0,05. Os resultados demonstraram que n√£o existiram diferen√ßas significativas em nenhuma das caracter√≠sticas criativas quanto ao g√™nero. A √ļnica diferen√ßa significativa foi na caracter√≠stica de Fantasia com resultados superiores no grupo mais velho. A inexist√™ncia das diferen√ßas entre os g√™neros confirma dados da literatura que indicam bastante semelhan√ßa de potencial criativo entre homens e mulheres. Estudos futuros com amostras maiores e de diferentes √°reas s√£o ainda necess√°rios para maior conhecimento da express√£o criativa na √°rea verbal.

Autoria:
Queila Guise Milian   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
Eliezer Gums   Universidade Adventista de S√£o Paulo
Maria C√©lia Bruno Mundim   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
Yung Lee Damasceno   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
Solange Muglia Wechsler   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
 
 


Apresentador:
Queila Guise Milian


Palavras-chave:
criatividade, avaliação psicológica, gênero

Nome:
Adriana Cristina Boulhoça Suehiro

Titulo:
Avaliação da Depressão entre 2002 e 2012: produção científica veiculada em periódicos brasileiros

Resumo:
As diversas compreens√Ķes te√≥ricas e do percurso hist√≥rico do construto depress√£o, assim como as pesquisas na √°rea, demonstram que, em m√©dia, 50% das pessoas que chegam √† rede b√°sica de sa√ļde com sintomas de depress√£o n√£o recebem diagn√≥stico e tratamento corretos. Estes dados enfatizam a necessidade de aprimoramento da avalia√ß√£o e maior conhecimento acerca deste construto, conhecido como a doen√ßa do s√©culo XXI, por sua alta incid√™ncia na atualidade. Considerando a import√Ęncia de uma avalia√ß√£o adequada para a implementa√ß√£o de a√ß√Ķes mais prof√≠cuas, buscou-se verificar como a avalia√ß√£o do construto tem sido realizada e, para tanto, recorreu-se a produ√ß√£o acerca da avalia√ß√£o da depress√£o veiculada nos peri√≥dicos cient√≠ficos brasileiros. Foram identificados 163 artigos que mencionavam a avalia√ß√£o da depress√£o no per√≠odo de 2002 a 2012. Os resultados obtidos apontaram que o Invent√°rio de Depress√£o Beck (BDI) foi o instrumento mais utilizado pelos pesquisadores brasileiros. Nas an√°lises por Regi√£o, autoria e amostras, verificou-se que o sudeste apresentou maior concentra√ß√£o de artigos publicados, assim como que o uso da autoria m√ļltipla e feminina foi mais frequente, bem como, os estudos envolvendo adultos. Ao lado disso, constatou-se que o contexto no qual essa avalia√ß√£o tem sido empreendida mais frequentemente √© o hospitalar, representando 43,6% (n=71) da amostra total. Os resultados aqui obtidos contribuem para a identifica√ß√£o de uma parte do cen√°rio de avalia√ß√£o do construto no Brasil, ressaltando a relev√Ęncia de pesquisas como a aqui realizada n√£o apenas para a dissemina√ß√£o das contribui√ß√Ķes cient√≠ficas em no pa√≠s, mas, em √ļltima inst√Ęncia, para a atua√ß√£o profissional. Este estudo corrobora a necessidade de mais pesquisas na √°rea, que avaliem outras vari√°veis envolvidas no processo de avalia√ß√£o e, inclusive, a literatura cinzenta, uma vez que a depress√£o √© um s√©rio problema de sa√ļde p√ļblica.

Autoria:
Adriana Cristina Boulho√ßa Suehiro   Universidade Federal do Rec√īncavo da Bahia
Taiane de Souza Benfica   Universidade Federal do Rec√īncavo da Bahia
 
 
 
 
 


Apresentador:
Adriana Cristina Boulhoça Suehiro


Palavras-chave:
depressão, avaliação psicológica, produção científica

Nome:
Ana Clara Mateus Carvalho

Titulo:
Avalia√ß√£o da Estabilidade das Escolhas em Crian√ßas por meio das Pir√Ęmides Coloridas de Pfister: Dados Preliminares

Resumo:
O objetivo geral desse estudo foi verificar poss√≠veis correla√ß√Ķes entre intelig√™ncia geral n√£o verbal e estabilidade/maturidade nas escolhas (f√≥rmulas crom√°ticas do teste das Pir√Ęmides Coloridas de Pfister) em crian√ßas, considerando o sexo, a idade, e o tipo de escola. Participaram 70 crian√ßas (33 M e 37 F), 53 de escolas particulares e 17 de p√ļblicas, com idade entre 7 e 14 anos, n√≠vel m√≠nimo de intelig√™ncia m√©dio no Teste Matrizes Progressivas Raven. Os participantes receberam autoriza√ß√£o dos respons√°veis para participarem do estudo, sendo submetidos ao Raven e posteriormente √†s Pir√Ęmides. Realizou-se an√°lise dos dados mediante estat√≠stica descritiva e estudos de correla√ß√£o para dados n√£o param√©tricos. N√£o foram encontradas diferen√ßas significativas entre estabilidade na escolha e intelig√™ncia geral, estabilidade nas escolhas e sexo, tipo de escola e faixa et√°ria. Por√©m nota-se que crian√ßas com n√≠veis intelectuais m√©dio e m√©dio superior apresentaram maior capacidade de a√ß√£o e realiza√ß√£o (f√≥rmulas amplas e flex√≠veis nas pir√Ęmides) do que as crian√ßas com n√≠veis intelectuais superiores, que revelaram maior frequ√™ncia de instabilidade nas escolhas (f√≥rmulas moderadas e flex√≠veis nas pir√Ęmides). Quanto ao tipo de escola, destaca-se que os alunos dos dois tipos de escolas n√£o apresentaram diferen√ßas estat√≠sticas significativas em rela√ß√£o √† idade, aos anos de estudos e nem em rela√ß√£o ao desempenho no Raven. Observou-se preval√™ncia de boa capacidade de a√ß√£o e realiza√ß√£o das crian√ßas (f√≥rmula ampla e flex√≠vel nas pir√Ęmides), independente da escola frequentada. Quanto ao sexo, meninos apresentaram boa capacidade de a√ß√£o e realiza√ß√£o, enquanto meninas, maior receptividade e estabilidade nas escolhas (f√≥rmula ampla e est√°vel nas pir√Ęmides). Quanto √† idade, nota-se maior instabilidade nas decis√Ķes e cautela nas a√ß√Ķes (f√≥rmulas moderadas e restritas nas pir√Ęmides) em participantes de 11 a 14 anos, o que pode estar relacionado com mudan√ßas caracter√≠sticas das fases de pr√©-adolesc√™ncia e adolesc√™ncia.

Autoria:
Ana Clara Mateus Carvalho   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Larissa Escher Chagas   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Priscila Medeiros Margarida Borges   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Ma√≠sa Roberta Pereira Ramos Lopes   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Jacqueline Oliveira de Souza   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
D√©bora Diva Alarcon Pires   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Ana Cristina Resende   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s


Apresentador:
Ana Clara Mateus Carvalho


Palavras-chave:
Estabilidade na Escolha, Crian√ßas, Pir√Ęmides Coloridas de Pfister

Nome:
ADRIANA STACY TEIXEIRA BRITO

Titulo:
Avaliação da Expressão da Raiva de Adolescentes Institucionalizados

Resumo:
O estudo teve por objetivo verificar como se expressa a raiva em adolescentes que residem em institui√ß√Ķes provis√≥rias, localizadas na cidade de Aracaju, identificando como adolescentes que foram maltratados costumam expressar a raiva. Participaram deste estudo 15 adolescentes do sexo masculino e 16 adolescentes do sexo feminino, ambos com idade entre 13 e 16 anos, estando a maioria cursando o ensino fundamental incompleto. Foi aplicado o Invent√°rio de Express√£o da Raiva como Estado e Tra√ßo ¬Ė STAXI, com a finalidade de mensurar experi√™ncias e express√Ķes de raiva atrav√©s de oito subescalas que medem a raiva como estado, tra√ßo, temperamento, rea√ß√£o, raiva para dentro, raiva para fora, controle da raiva e express√£o de raiva. Na compara√ß√£o entre meninos e meninas foi utilizado o teste U-Mann Whitney. Os resultados apontaram que n√£o existiram diferen√ßas estat√≠sticas entre meninos e meninas, al√©m disso, ambos tiveram semelhan√ßas nos √≠ndices mais elevados das subescalas do STAXI, que foram quanto ao Tra√ßo de Raiva, Raiva para Dentro e Raiva para Fora. Demonstrando, assim, que em situa√ß√Ķes incitadoras de raiva, ambos est√£o mais propensos a vivenci√°-las com maior irritabilidade, por√©m, manifestando a raiva em determinados momentos e reprimindo em outros.

Autoria:
Adriana Stacy Teixeira Brito   Universidade Federal de Sergipe-UFS
Rejane Lucia Veiga Oliveira Johann   Universidade Federal de Sergipe-UFS
 
 
 
 
 


Apresentador:
Adriana Stacy Teixeira Brito


Palavras-chave:
Adolescência, raiva, STAXI

Nome:
JOCEMARA FERREIRA MOGNON

Titulo:
AVALIAÇÃO DA IMPULSIVIDADE EM MOTORISTAS EM PROCESSO DE RENOVAÇÃO DA CNH

Resumo:
A impulsividade √© um construto complexo e multideterminado, estando relacionada com a falta de autocontrole sobre os processos emocionais e autom√°ticos com tend√™ncia de atua√ß√£o sem reflex√£o pr√©via e dificuldade em manter a aten√ß√£o por um tempo prolongado. A resolu√ß√£o 267/98 do CONTRAN determina que um dos aspectos a ser esperado do motorista √© o controle adequado da impulsividade. Assim, o objetivo da presente pesquisa foi analisar a impulsividade de motoristas em processo de renova√ß√£o da CNH e sua rela√ß√£o com n√ļmero de multas e envolvimento em acidentes de tr√Ęnsito. Participaram da pesquisa 481 motoristas em processo de renova√ß√£o em duas cl√≠nicas credenciadas ao DETRAN/PR, sendo 61,1% (n=294) do sexo masculino, as idades variaram de 23 a 78 anos, 68,3% com escolaridade de ensino m√©dio a superior; o n√ļmero de multas variou de uma a 10 e o de envolvimento de acidentes de um a 20. O instrumento utilizado foi a Escala de Avalia√ß√£o da Impulsividade ¬Ė EsAvI-A que tem como fatores (1) falta de concentra√ß√£o e persist√™ncia, (2) controle cognitivo, (3) planejamento do futuro e (4) aud√°cia e temeridade. Todos os procedimentos √©ticos foram seguidos e a aplica√ß√£o da escala ocorreu de forma individual. Os resultados encontrados mostraram que os escores alcan√ßados em todos os fatores ficaram dentro da m√©dia da escala, indicando que os motoristas avaliados conseguem manter o foco em uma determinada tarefa, buscam avaliar as consequ√™ncias antes de agir em situa√ß√Ķes que envolvem risco. N√£o foram encontradas rela√ß√Ķes estatisticamente significativas entre multas recebidas, mas foi verificada correla√ß√£o, de magnitude fraca, com envolvimento em acidentes. Com base nos resultados verifica-se a necessidade de novos estudos que discutam a import√Ęncia da avalia√ß√£o da impulsividade no contexto do tr√Ęnsito.

Autoria:
JOCEMARA FERREIRA MOGNON   UNIVERSIDADE S√ÉO FRANCISCO
AC√ĀCIA APARECIDA ANGELI DOS SANTOS   UNIVERSIDADE S√ÉO FRANCISCO
 
 
 
 
 


Apresentador:
JOCEMARA FERREIRA MOGNON


Palavras-chave:
avalia√ß√£o psicol√≥gic, acidentes de tr√Ęnsit, multas

Nome:
CAROLINA ROSA CAMPOS

Titulo:
AVALIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE CRIANÇAS DEFICIENTES VISUAIS: PROPOSTA DE INSTRUMENTO

Resumo:
Resumo
Diante da lacuna existente na avalia√ß√£o cognitiva de popula√ß√Ķes especiais, essa pesquisa teve como objetivo construir tr√™s subtestes (Verbal, Mem√≥ria e L√≥gico-espacial) para avalia√ß√£o da intelig√™ncia de crian√ßas deficientes visuais, baseado no modelo de Cattel-Horn-Carroll (CHC). Estudo piloto foi desenvolvido visando verificar da adequa√ß√£o dos subtestes em 14 crian√ßas deficientes visuais de 7 a 12 anos (M=10,28 anos; DP=1,58), sendo seis meninas e oito meninos, dez com baixa vis√£o (oito com defici√™ncia cong√™nita e duas com adquirida) e quatro com cegueira (duas com adquirida e duas com cong√™nita) nas medidas de acertos e tempo de execu√ß√£o no Verbal, acertos, quantidade de pares abertos e tempo no Mem√≥ria e acertos e tempo no L√≥gico-espacial. Os resultados apontaram adequa√ß√£o dos subtestes √† popula√ß√£o, notando-se melhor desempenho das crian√ßas com defici√™ncia cong√™nita e melhor desempenho das crian√ßas com baixa vis√£o. Estudos com amostras maiores poder√£o investigar as propriedades psicom√©tricas dos subtestes.

Autoria:
CAROLINA ROSA CAMPOS   PUC-CAMPINAS
TATIANA DE C√ĀSSIA NAKANO   PUC-CAMPINAS
 
 
 
 
 


Apresentador:
CAROLINA ROSA CAMPOS


Palavras-chave:
inteligência, deficiência visual, teste psicológico

Nome:
Josiane Pawlowski

Titulo:
Avalia√ß√£o da mem√≥ria de pacientes com les√£o subcortical em n√ļcleos da base e t√°lamo p√≥s-AVC

Resumo:
Estudos demonstram a import√Ęncia dos n√ļcleos da base e do t√°lamo em mem√≥ria, aten√ß√£o, sele√ß√£o e monitoramento de informa√ß√Ķes. Os n√ļcleos da base s√£o estruturas complexas em sua organiza√ß√£o e que participam de um grande n√ļmero de circuitos paralelos. A partir dessa ideia de conex√£o, estudos evidenciaram rela√ß√Ķes entre estruturas espec√≠ficas dos n√ļcleos da base e o c√≥rtex, o que contribuiu para demonstrar o envolvimento desse circuito em outras fun√ß√Ķes, al√©m da motora. Este estudo objetiva aprofundar o conhecimento dos d√©ficits cognitivos em pacientes com les√£o nos n√ļcleos da base e t√°lamo p√≥s-Acidente Vascular Cerebral (AVC). O AVC √© a principal causa de √≥bitos entre as doen√ßas cerebrovasculares no Brasil e a principal causa de incapacidade no mundo. Realizou-se um estudo de casos m√ļltiplos a partir da avalia√ß√£o de pacientes com les√£o subcortical unilateral em hemisf√©rio esquerdo mediante um Question√°rio de Aspectos de Sa√ļde e Socioculturais e o Instrumento de Avalia√ß√£o Neuropsicol√≥gica Breve NEUPSILIN. Foram analisados os desempenhos das pacientes nas tarefas de mem√≥ria operacional, mem√≥ria verbal epis√≥dico-sem√Ęntica, mem√≥ria sem√Ęntica, mem√≥ria visual de curto prazo e mem√≥ria prospectiva. Realizou-se a an√°lise comparando-se a pontua√ß√£o de cada caso √† m√©dia de desempenho de seu grupo normativo, verificando-se d√©ficit cognitivo na presen√ßa de escore Z menor que -1,5 desvios-padr√£o da m√©dia. Todas as pacientes apresentaram preju√≠zo na tarefa de mem√≥ria de evoca√ß√£o imediata e nenhuma na de evoca√ß√£o tardia. Os resultados parecem estar relacionados √† menor capacidade para criar estrat√©gias, organizar as informa√ß√Ķes e reter novos est√≠mulos. Ressalta-se o envolvimento dessas estruturas em circuitos que fazem parte, em conjunto com regi√Ķes corticais, do processamento de fun√ß√Ķes cognitivas, em especial da mem√≥ria operacional. Desta forma, les√Ķes em n√ļcleos da base, t√°lamo e seus circuitos, podem provocar d√©ficits em mem√≥ria operacional, aten√ß√£o sustentada, recupera√ß√£o ou evoca√ß√£o de mem√≥ria de longo prazo.

Autoria:
Rebeca Bartolote da Silva   Universidade Federal do Rio de Janeiro
J√ļlia Matos da Fonseca   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Erika Gon√ßalves Ambr√≥sio   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Hugo Leonardo Rocha Silva da Rosa   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Guilherme Mello Bessa Souza   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Josiane Pawlowski   Universidade Federal do Rio de Janeiro
 


Apresentador:
Josiane Pawlowski


Palavras-chave:
mem√≥ria, acidente vascular cerebral, n√ļcleos da base

Nome:
Maria Aparecida Mezzalira Gomes

Titulo:
AVALIAÇÃO DA MOTIVAÇÃO PARA A LEITURA DE ADOLESCENTES E JOVENS

Resumo:
O objetivo dessa investiga√ß√£o √© descrever os procedimentos de an√°lise fatorial explorat√≥ria para validar uma Escala de Motiva√ß√£o para a Leitura (EML) destinada a adolescentes e jovens, a partir do 6¬ļ ano do Ensino Fundamental at√© o 3¬ļ ano do Ensino M√©dio. Participaram 326 estudantes de duas escolas estaduais do munic√≠pio de Jundia√≠, S√£o Paulo. O instrumento utilizado foi uma escala de tipo likert, com 83 itens que descrevem comportamentos motivacionais perante atividades de leitura, baseados no continuum motivacional da Teoria da Autodetermina√ß√£o, desde a desmotiva√ß√£o at√© a motiva√ß√£o intr√≠nseca, passando por quatro tipos de motiva√ß√£o extr√≠nseca. A adequa√ß√£o da amostra foi verificada pelo √≠ndice de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO); o Teste de Esfericidade de Bartlett indicou a correla√ß√£o entre os itens. Foi ent√£o utilizado o m√©todo dos componentes principais com a aplica√ß√£o da rota√ß√£o Promax e extra√≠dos seis fatores congruentes com a teoria: desmotiva√ß√£o para a leitura, quatro tipos de motiva√ß√£o extr√≠nseca para a leitura e motiva√ß√£o intr√≠nseca para a leitura. A EML resultante, com 65 itens, teve alto √≠ndice de consist√™ncia interna, assim como todos os fatores aferidos pelo alfa de Cronbach demonstrando que se trata de um instrumento v√°lido, preciso e confi√°vel. Cabe ressaltar que a compet√™ncia em leitura se relaciona com o desempenho escolar, a motiva√ß√£o para ler √© um fator importante para cativar leitores e desenvolver a compreens√£o leitora. Al√©m disso, n√£o foram encontradas na literatura, escalas de motiva√ß√£o para a leitura nesse referencial te√≥rico que se fundamenta nas teorias cognitivas e sociocognitivas da motiva√ß√£o. Dessa forma, espera-se que a Escala de Motiva√ß√£o para a Leitura (EML) possa ser utilizada por psic√≥logos e psicopedagogos para diagn√≥sticos, em alunos com dificuldades de aprendizagem, com vistas a procedimentos de interven√ß√£o. Estudos futuros dever√£o refinar os itens da escala e proceder a an√°lises confirmat√≥rias e de validade concorrente e preditiva.

Autoria:
Maria Aparecida Mezzalira Gomes   P√≥s-Doutoranda UNICAMP
Evely Boruchovitch   Docente Titular FE - UNICAMP
 
 
 
 
 


Apresentador:
Evely Boruchovitch


Palavras-chave:
Avaliação, Leitura, Motivação

Nome:
Silvana Alba Scortegagna

Titulo:
AVALIA√á√ÉO DA SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA EM IDOSOS COM DOEN√áA RENAL CR√ĒNICA

Resumo:
A depress√£o constitui uma das enfermidades mais prevalentes em pacientes com Insufici√™ncia Renal Cr√īnica (IRC) em hemodi√°lise. A extens√£o dos seus efeitos como a diminui√ß√£o da imunidade e dos cuidados pessoais contribui para a mortalidade. Pode-se supor que a forma como o paciente acede ao tratamento tenha um equivalente negativo quando este apresenta um comportamento pessimista em rela√ß√£o √† sua doen√ßa. O objetivo deste estudo foi avaliar a presen√ßa e a gravidade de sintomatologia depressiva em pacientes com doen√ßa renal cr√īnica. Participaram 19 pacientes, com idades entre 28 e 75 anos, em hemodi√°lise por no m√≠nimo seis meses, em um hospital escola do Rio Grande do Sul. O Invent√°rio de Depress√£o de Beck (BDI-II) foi respondido durante as sess√Ķes de hemodi√°lise, em 30 minutos, perante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os resultados demonstraram que 14 (73,7) dos pacientes apresentavam depress√£o m√≠nima, e 4 (21%) exibiram depress√£o leve. Quanto aos escores de cada item do BDI-II observou-se que 14 (73,7%) dos participantes tiveram pontua√ß√Ķes na quest√£o 16, que se refere √†s altera√ß√Ķes do sono, e na quest√£o 18, que diz respeito √†s altera√ß√Ķes do apetite, indicando a presen√ßa de sintomas som√°ticos de depress√£o. Embora n√£o se tenha evidenciado sintomas depressivos no escore total do BDI-II, estes foram demonstrados nas altera√ß√Ķes psicossom√°ticas. Portanto, a avalia√ß√£o qualitativa das quest√Ķes do teste deve ser empregada pois podem ser uteis para revelar a ocorr√™ncia destes sintomas e a percep√ß√£o da doen√ßa pelo paciente. Considerando que estes indicadores podem variar entre os indiv√≠duos ou em um mesmo indiv√≠duo ao longo do tempo, torna-se necess√°rio o aprofundamento dessas investiga√ß√Ķes, com estudos longitudinais e amostras mais representativas, para se confirmar ou n√£o estes resultados.

Autoria:
Silvana Alba Scortegagna   Universidade de Passo Fundo
Camila Pereira Leguisamo   Universidade de Passo Fundo
Ana Carolina Bertoletti De Marchi   Universidade de Passo Fundo
D√©bora Bastos   Universidade de Passo Fundo
Alexandra Verardi Burlamaque   Universidade de Passo Fundo
Marina Toss   Universidade de Passo Fundo
Claudia Trentin Lampert   Universidade de Passo Fundo


Apresentador:
Silvana Alba Scortegagna


Palavras-chave:
avalia√ß√£o psicol√≥gica, doen√ßa cr√īnica, depress√£o

Nome:
Maria Aparecida Mezzalira Gomes

Titulo:
Avaliação das Propriedades Psicométricas de uma Escala de Estratégias de Leitura para Estudantes da Educação Básica

Resumo:
Existe consenso entre os pesquisadores de que a compreens√£o leitora √© um fator importante para a aprendizagem escolar. Entretanto, dados recentes mostram que estudantes brasileiros alcan√ßam apenas resultados med√≠ocres nas avalia√ß√Ķes externas de desempenho em leitura. Estudos fundamentados na Psicologia Cognitiva, e na Teoria do Processamento da Informa√ß√£o consideram que a utiliza√ß√£o de Estrat√©gias de leitura √© um diferencial entre os leitores proficientes. O objetivo desse estudo, baseado nesse referencial te√≥rico, √© o de apresentar os resultados da an√°lise fatorial explorat√≥ria de uma Escala de Estrat√©gia de Leitura (EEL) para estudantes do final da Educa√ß√£o b√°sica. Participaram da pesquisa 395 alunos do 6¬ļ ano do Ensino Fundamental at√© o 3¬ļ ano do Ensino M√©dio, de duas escolas estaduais de S√£o Paulo. A EEL foi elaborada com 27 itens que descrevem estrat√©gias de leitura. A medida MSA de Kaiser indicou a adequa√ß√£o da amostra e o teste de esfericidade de Bartlett mostrou haver a correla√ß√£o entre os fatores. A rota√ß√£o obl√≠qua Promax, para extra√ß√£o dos componentes principais revelou uma estrutura de tr√™s fatores: o das estrat√©gias cognitivas que auxiliam o processamento da informa√ß√£o, o das estrat√©gias metacognitivas que monitoram a compreens√£o e o das estrat√©gias de regula√ß√£o social que indicam a percep√ß√£o das dificuldades de compreens√£o e a busca de ajuda para super√°-las. Houve correla√ß√£o positiva e significativa entre os fatores um e dois. O alfa de Cronbach mostrou alta consist√™ncia interna para o fator 1 e o total e aceit√°vel para os outros dois fatores. A EEL, com os 17 itens resultantes √©, portanto, um instrumento de f√°cil aplica√ß√£o v√°lido, preciso e confi√°vel dispon√≠vel a psic√≥logos e psicopedagogos envolvidos em atividades de diagn√≥stico e interven√ß√£o em dificuldades de aprendizagem. Estudos futuros dever√£o elaborar outros itens para refinar a escala e proceder √† an√°lise confirmat√≥ria com amostra de abrang√™ncia nacional.

Autoria:
Evely Boruchovitch   Universidade Estadual de Campinas - SP
Maria Aparecida Mezzalira Gomes   P√≥s-doutoranda FE UNICAMP - SP
 
 
 
 
 


Apresentador:
Evely Boruchovitch


Palavras-chave:
Avaliação, Estratégias, Leitura

Nome:
Kellyane Madureira Figueiredo

Titulo:
AVALIA√á√ÉO DAS PROPRIEDADES PSICOM√ČTRICAS DO INVENT√ĀRIO MULTIF√ĀSICO MINNESOTA DE PERSONALIDADE (MMPI) EM UNIVERSIT√ĀRIOS

Resumo:
Este estudo investigou as propriedades psicom√©tricas do Invent√°rio Multif√°sico Minnesota de Personalidade ¬Ė MMPI, instrumento psicol√≥gico de personalidade, originariamente americano, que no momento apresenta-se desfavor√°vel para uso no Brasil. Foi realizada uma pesquisa quantitativa, do tipo transversal. A amostra foi composta por 384 estudantes de Psicologia, de diferentes cidades de Minas Gerais, com idade m√≠nima de dezoito anos. Os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, responderam a uma Ficha de Dados Sociodemogr√°ficos e ao MMPI, em aplica√ß√Ķes coletivas, nas pr√≥prias universidades. Essa pesquisa foi aprovada pelo Comit√™ de √Čtica em Pesquisa da PUC Minas. Os dados coletados foram organizados em planilha e no aplicativo estat√≠stico SPSS, para que fossem processadas as an√°lises. Para a validade fatorial houve uma an√°lise explorat√≥ria inicial, em que foi calculado o KMO e o Teste de Esfericidade de Bartlet para as dez escalas cl√≠nicas do MMPI. A escala de Masculinidade/ Feminilidade n√£o se mostrou adequada √† fatoriza√ß√£o, sendo os dados inadequados √† redu√ß√£o em fatores. Para as demais escalas procedeu-se √† investiga√ß√£o de an√°lise fatorial, atrav√©s do m√©todo de Scree Plot, sendo que a √ļnica que obteve a presen√ßa de um √ļnico fator foi a de Psicastenia. As outras escalas (Hipocondria, Histeria, Depress√£o, Desvio Psicop√°tico, Paranoia, Esquizofrenia, Hipomania, Intovers√£o/Extrovers√£o) apresentaram mais de um fator. A an√°lise da precis√£o revelou que a maioria das escalas cl√≠nicas apresenta um coeficiente alfa de Cronbach de moderado a satisfat√≥rio. Entretanto, alguns itens, assim como apontado pela an√°lise fatorial, n√£o contribuem para a precis√£o da escala, podendo, inclusive, ser exclu√≠dos. Desse modo, a partir dos resultados obtidos neste estudo inicial das propriedades psicom√©tricas do MMPI, foi constatada a necessidade de propor importantes altera√ß√Ķes no instrumento, como tamb√©m de realizar novos estudos, a fim de responder de maneira adequada aos requisitos m√≠nimos indicados na Resolu√ß√£o n¬į 002/2003, do CFP.

Autoria:
Kellyane Madureira Figueiredo   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Minas Gerais
Dra. Liza Fensterseifer   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Minas Gerais
 
 
 
 
 


Apresentador:
Kellyane Madureira Figueiredo


Palavras-chave:
MMPI, Validação de teste psicológico, Propriedades psicométricas

Nome:
Lucas Felício Gil Braz

Titulo:
AVALIA√á√ÉO DAS SUBFUN√á√ēES VALORATIVAS DE AMOSTRA CARCER√ĀRIA PARAIBANA

Resumo:
Atitudes, cren√ßas e valores compreendem aspectos importantes para o estudo das condutas delitivas das pessoas. Os valores s√£o considerados um aspecto inerente ao ser humano e se expressam no pr√≥prio valor que se atribui a produtos, servi√ßos e outros entes. Alguns estudos indicam que os valores se organizam em sistemas e que a depender da situa√ß√£o s√£o ativados. A Teoria Funcionalista dos Valores Humanos defende um homem de natureza essencialmente ben√©vola onde seus valores s√£o organizados em seis Subfun√ß√Ķes Valorativas: interacional, suprapessoal, experimenta√ß√£o, normativa, exist√™ncia e realiza√ß√£o. Com o objetivo de avaliar as Subfun√ß√Ķes Valorativas de uma amostra de apenados paraibanos, composta por 53 sujeitos compreendidos entre homens e mulheres se aplicou o Question√°rio dos Valores B√°sicos (QVB). Para a an√°lise dos dados foi utilizado o softwarede an√°lise de dados estat√≠sticos StatisticalPackage for the Social Sciences (SPSS - vers√£o 18), calculando an√°lises descritivas (m√©dia, desvio-padr√£o, distribui√ß√£o de freq√ľ√™ncias e porcentagens). Os resultados indicam que as subfun√ß√Ķes Exist√™ncia e Normativa s√£o as de maior express√£o. Exist√™ncia, refere-se a garantia da pr√≥pria exist√™ncia org√Ęnica, como a estabilidade pessoal, sobreviv√™ncia e sa√ļde, ou seja a exist√™ncia do indiv√≠duo. Assim, valores de exist√™ncia s√£o importantes para pessoas, principalmente em ambientes de escassez econ√īmica, mas sem colocar em risco a harmonia social. Valores Normativos enfatizam a vida social, a estabilidade do grupo e o respeito para com os s√≠mbolos e padr√Ķes culturais que prevaleceram durante anos e a ordem √© apreciada mais do que tudo. Portanto, esse valor b√°sico est√° ligado √† obedi√™ncia, ordem social, religiosidade e tradi√ß√£o. Os valores supracitados s√£o contradit√≥rios com a situa√ß√£o em que os apenados se encontram, pois os mesmo se encontram encarcerados justamente por n√£o cumprirem normas sociais.

Autoria:
Lucas Fel√≠cio Gil Braz   Aluno de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim Gaud√™ncio   Professora Adjunta, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Layla Raissa Soares Ramalho Paulino   Aluna de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
EronyceRaika de Oliveira Carvalho   Psic√≥loga colaboradora, graduada pela Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Lucas Felício Gil Braz


Palavras-chave:
Valores B√°sicos, Avalia√ß√£o, Subfun√ß√Ķes Valorativas

Nome:
Priscilla Moreira Ohno

Titulo:
AVALIAÇÃO DE ATITUDES DISFUNCIONAIS (CRENÇAS) EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Resumo:
A hip√≥tese da vulnerabilidade cognitiva √† depress√£o sugere a exist√™ncia de estruturas cognitivas depressog√™nicas, que seriam ativadas por um evento estressor. Essas estruturas, chamadas cren√ßas, desenvolvem-se na inf√Ęncia. O objetivo deste estudo foi avaliar as cren√ßas e sua estabilidade, bem como o potencial de eventos estressores de alter√°-las. Participaram 224 crian√ßas e adolescentes de 10 a 16 anos. Ap√≥s o consentimento dos respons√°veis os participantes responderam √† Escala de Atitudes Disfuncionais para Crian√ßas e Adolescentes (EAD), que investiga atitudes disfuncionais, como cren√ßas. Os participantes responderam tamb√©m √† Escala de Eventos de Vida Estressores (EEVE) que investiga a presen√ßa e intensidade desses eventos. Este estudo foi longitudinal, com intervalo de 10 meses entre as duas etapas. Para avaliar a estabilidade das cren√ßas analisou-se a correla√ß√£o de Pearson entre os escores da EAD obtidos nas duas etapas. Encontrou-se uma correla√ß√£o moderada e significativa, indicando uma varia√ß√£o razo√°vel das cren√ßas. Esse resultado aponta uma viabilidade de mudan√ßa psicol√≥gica. Para verificar se a ocorr√™ncia de um evento estressor seria preditiva na manifesta√ß√£o das cren√ßas latentes, realizou-se uma an√°lise de regress√£o linear, com o m√©todo Enter. O escore da EAD obtido na segunda etapa do estudo foi tomado como vari√°vel dependente, enquanto o escore da EAD na primeira etapa e o escore da EEVE foram as vari√°veis independentes. O resultado indicou que tanto as cren√ßas quanto o evento estressor s√£o preditores significativos nesse modelo, tendo as cren√ßas um maior peso na vari√Ęncia explicada. A regress√£o mostra que as cren√ßas que j√° se encontravam estabelecidas antes da ocorr√™ncia de um evento estressor, tendem a se manter com o passar do tempo. Assim, a EAD pode ser utilizada como um instrumento de avalia√ß√£o e monitoramento da mudan√ßa nas cogni√ß√Ķes disfuncionais durante o curso da terapia em crian√ßas e adolescentes.

Autoria:
Priscilla Moreira Ohno   Laborat√≥rio de Processos Cognitivos (LabCog), Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia, Faculdade de
Aline Abreu e Andrade   Laborat√≥rio de Processos Cognitivos (LabCog), Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia, Faculdade de
Mariana Verdolin Guilherme Froeseler   Laborat√≥rio de Processos Cognitivos (LabCog), Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia, Faculdade de
Maycoln Le√īni Martins Teodoro   Laborat√≥rio de Processos Cognitivos (LabCog), Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia, Faculdade de
 
 
 


Apresentador:
Priscilla Moreira Ohno


Palavras-chave:
Atitudes disfuncionais, Terapia cognitiva, Crenças

Nome:
Laura Poll Gomes

Titulo:
AVALIAÇÃO DE COMPORTAMENTOS AGRESSIVOS EM CRIANÇAS ESCOLARES

Resumo:
Nos √ļltimos anos, o comportamento agressivo infantil tornou-se um tema estudado por diferentes campos do conhecimento. Na Psicologia, foram intensificadas as discuss√Ķes e as pesquisas nesta √°rea pela necessidade de entendimento e desenvolvimento de estrat√©gias para lidar com esse fen√īmeno. Este estudo investigou a incid√™ncia de comportamentos agressivos em crian√ßas de uma comunidade com altas taxas de viol√™ncia e risco social, caracterizando os comportamentos e as rea√ß√Ķes mais frequentes, conforme as escalas do Question√°rio de Comportamentos Agressivos e Reativos entre Pares (Q-CARP). Participaram 79 crian√ßas, com idades entre 8 a 11 anos, estudantes do ensino fundamental de duas escolas p√ļblicas de Cachoeirinha, cidade pertencente √† regi√£o metropolitana de Porto Alegre/RS. Foram utilizados o Q-CARP e a ficha sociodemogr√°fica. Os dados mostraram uma baixa frequ√™ncia de comportamentos agressivos nos participantes (n=55). Sobre √† rea√ß√£o a agress√£o de pares, foi encontrada uma incid√™ncia maior de comportamentos de busca de apoio e uma menor ocorr√™ncia de rea√ß√Ķes agressivas e rea√ß√Ķes internalizadas. Conforme a literatura, esperava-se encontrar n√≠veis significativos de agressividade em crian√ßas provenientes de localidades com vulnerabilidade social e alta viol√™ncia. Considerando que o instrumento √© de autorrelato, √© poss√≠vel que as crian√ßas n√£o tenham informado a frequ√™ncia real dos comportamentos, por julgarem estes comportamentos como socialmente inaceit√°veis e por receio que suas respostas fossem reveladas aos pais e/ou professores. Por se tratar de uma regi√£o com alta viol√™ncia, onde h√°, tamb√©m, alta preval√™ncia de viol√™ncia intrafamilar, a crian√ßa pode absorver e estabelecer rela√ß√Ķes sociais baseadas neste modelo de intera√ß√£o social com o qual convive. √Č de suma import√Ęncia o desenvolvimento de estudos e instrumentos de avalia√ß√£o para rastrear comportamentos agressivos, visando interven√ß√Ķes mais efetivas, seja para a preven√ß√£o ou tratamento. Sugere-se novos estudos para verificar as poss√≠veis associa√ß√Ķes entre comportamento agressivo e vari√°veis sociodemogr√°ficas.

Autoria:
Laura Poll Gomes   UFRGS
Mariana Bauermann   UFRGS
Daiane Silva de Souza   UFRGS
Juliane Callegaro Borsa   PUC-RJ
Denise Ruschel Bandeira   UFRGS
 
 


Apresentador:
Laura Poll Gomes


Palavras-chave:
comportamentos agressivos, crianças, avaliação

Nome:
Caroline Tozzi Reppold

Titulo:
Avalia√ß√£o de objetos de aprendizagem da √°rea da sa√ļde

Resumo:
No √Ęmbito da sa√ļde, a utiliza√ß√£o das tecnologias da informa√ß√£o e comunica√ß√£o como estrat√©gia de ensino para a promo√ß√£o de capacita√ß√£o profissional √© promissora. Nesse contexto, os objetos de aprendizagem, recursos digitais disponibilizados em diversos reposit√≥rios na Internet, mostram-se importantes ferramentas no aux√≠lio √† constru√ß√£o do conhecimento. O objetivo deste trabalho √© criar e validar um instrumento que permita sistematizar a avalia√ß√£o da qualidade dos objetos de aprendizagem desenvolvidos para √°rea da sa√ļde (OAsS), mais especificamente no √Ęmbito da UNA-SUS. O estudo est√° dividido em sete etapas: 1) estudo de referencial te√≥rico sobre processos de avalia√ß√£o e aprendizagem e sobre desenvolvimento e avalia√ß√£o de objetos de aprendizagem; 2) defini√ß√£o dos conceitos e crit√©rios referentes √† qualidade para OAsS; 3) elabora√ß√£o de um question√°rio; 4) Avalia√ß√£o do question√°rio por especialistas da √°rea; 5) readequa√ß√£o do construto e question√°rio; 6) sele√ß√£o de OAsS, criados no √Ęmbito da UNA-SUS para proceder a valida√ß√£o de conte√ļdo, abrangendo valida√ß√£o sem√Ęntica e de ju√≠zes; e 7) disponibiliza√ß√£o do question√°rio on line, seguido de coleta dos dados e valida√ß√£o estat√≠stica. A popula√ß√£o do estudo √© representada por uma amostra de conveni√™ncia, constitu√≠da por docentes, t√©cnicos/designers, tutores, coordenadores de curso e alunos, todos integrantes da UNA-SUS. Como resultado parcial, tem-se a defini√ß√£o do conceito de qualidade para OAsS, o qual √© apresentado sob a forma de um conjunto de tr√™s dimens√Ķes e subdimens√Ķes, a seguir elencados: 1) Conceitos Intr√≠nsecos aos OAsS (Interoperabilidade, Reusabilidade, Durabilidade, Disponibilidade); 2) Educacional (Qualidade de conte√ļdo; Adequa√ß√£o dos objetivos de aprendizagem; Realimenta√ß√£o e adapta√ß√£o; Motiva√ß√£o; 3) Apresenta√ß√£o (Acessibilidade, Usabilidade). O estudo encontra-se na quarta fase. Ao final do trabalho, espera-se contribuir para o desenvolvimento de indicadores de qualidade dos materiais dispon√≠veis no acervo colaborativo da UNA‐SUS e obter um modelo que auxilie, de fato, avalia√ß√£o da qualidade dos OAsS.

Autoria:
Carolina Sturm Trindade   UFCSPA
Cleidilene Ramos Magalh√£es   UFCSPA
Alessandra Dahmer   UFCSPA
Caroline Tozzi Reppold   UFCSPA
 
 
 


Apresentador:
Carolina Sturm Trindade


Palavras-chave:
psicometria, objetos de aprendizagem , sa√ļde

Nome:
Mariana Bauermann

Titulo:
Avaliação de Problemas de Comportamento Internalizantes e Externalizantes Através do Desenho da Figura Humana

Resumo:
O Desenho da Figura Humana (DFH) √© uma t√©cnica gr√°fica com ampla aceita√ß√£o em v√°rios pa√≠ses. No Brasil, especialmente, √© um teste psicol√≥gico muito utilizado pelos profissionais da Psicologia, em diferentes contextos. Al√©m de permitir a avalia√ß√£o do funcionamento cognitivo infantil, o DFH possibilita a detec√ß√£o de problemas de comportamento e dist√ļrbios psicol√≥gicos. Assim, esse estudo teve como objetivo a identifica√ß√£o de indicadores emocionais nos desenhos de 163 crian√ßas, com idades entre 6 e 12 anos. Os participantes foram classificados em grupos cl√≠nico e n√£o cl√≠nico, de acordo com a amostra normativa do Child Behavior Checklist (CBCL 6/18), o qual foi preenchido pelos pais e/ou cuidadores. Ressalta-se que o CBCL 6/18 visa a mensura√ß√£o dos comportamentos t√≠picos das crian√ßas com problemas emocionais, tanto do tipo externalizante quanto do tipo internalizante. O teste Matrizes Progressivas Coloridas de Raven foi utilizado para excluir os participantes com classifica√ß√£o deficiente. Os desenhos foram pontuados com base em uma lista de 113 indicadores emocionais encontrados na literatura. Para averiguar se havia diferen√ßa quanto √† frequ√™ncia de indicadores emocionais nos grupos, foram realizadas an√°lises descritivas e de compara√ß√£o, atrav√©s do teste de Qui-Quadrado. No grupo cl√≠nico referente √† escala de problemas internalizantes, as meninas apresentaram quatro indicadores emocionais com frequ√™ncia superior ao grupo n√£o cl√≠nico: p√°gina rotada, limite inferior da p√°gina, olhos fechados e bra√ßos curtos. Na escala de problemas externalizantes, apenas o indicador esquerda da p√°gina apresentou diferen√ßa significativa entre os grupos. Na amostra masculina, em rela√ß√£o √† escala de problemas internalizantes, os indicadores olhos vazios e bra√ßos longos apresentaram frequ√™ncia superior no grupo cl√≠nico. J√° na escala de problemas externalizantes, emergiram com maior frequencia no grupo cl√≠nico os indicadores figura nua e cabelo 3. A realiza√ß√£o deste estudo possibilitou a confirma√ß√£o do DFH como t√©cnica para identifica√ß√£o de crian√ßas com diferentes problemas de comportamento.

Autoria:
Mariana Bauermann   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Di√©sica K√∂nig   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Fernanda Mantese Paul   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Laianna Andreolla   Universidade Federal de Ci√™ncias da Sa√ļde de Porto Alegre
Laura Poll-Gomes   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Daiane Silva de Souza   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Denise Ruschel Bandeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Apresentador:
Mariana Bauermann


Palavras-chave:
técnicas gráficas, CBCL 6/18, DFH

Nome:
Daniela Navarini

Titulo:
Avaliação do Bem-Estar Subjetivo Infantil através do Desenho da Figura Humana

Resumo:
A técnica do Desenho da Figura Humana (DFH) é um dos instrumentos mais utilizados na prática e na pesquisa em Psicologia, principalmente com crianças. O DFH busca avaliar aspectos cognitivos e emocionais do desenvolvimento infantil. Dessa maneira, é possível que o desenho como forma de expressão, possa revelar também aspectos psicológicos saudáveis bem como indicadores de bem-estar subjetivo (BES). O BES é caracterizado como a avaliação que o indivíduo faz acerca de sua vida. Essa avaliação tem um componente cognitivo, que diz respeito à satisfação de vida e outro emocional, os afetos positivos e afetos negativos. O presente estudo tem como objetivo investigar possíveis indicadores de BES no DFH. A amostra foi composta por 100 crianças com idades entre 8 e 11 anos. Os instrumentos utilizados foram a Escala de Satisfação de Vida para crianças, as Escalas de Afetos Positivos e Negativos para crianças, e a Escala Global de Avaliação do Desenho da Figura Humana. Os instrumentos foram aplicados coletivamente, em sala de aula. Para o desenho, foi solicitado que as crianças desenhassem uma pessoa, em folha branca, tamanho A4, que foi entregue na posição vertical, sem tempo determinado para sua realização. A análise dos desenhos foi feita por três juízes. Os resultados preliminares apontaram diferenças entre desenhos de crianças que obtiveram altos escores nas escalas de Satisfação de Vida e Afetos Positivos e baixos escores na escala de Afetos Negativos e aqueles com altos escores nas três variáveis. Constatou-se que o primeiro grupo de desenhos apresentou melhores indicadores no que se refere à normalidade, simetria e qualidade artística do desenho.

Autoria:
Cl√°udia de Moraes Bandeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Vanisa Viapiana   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Daniela Navarini   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
F√°bio Spricigo Coser   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudia Giacomoni   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Simon Hutz   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 


Apresentador:


Palavras-chave:
Desenho da Figura Humana, bem-estar, crianças

Nome:
Martha Franco Diniz Hueb

Titulo:
Avaliação do Curso preparatório para adoção em Uberaba-MG: dados para reflexão

Resumo:
A Lei n¬ļ 12.010/09, traz um novo perfil ao instituto da ado√ß√£o. Dentre as altera√ß√Ķes apontadas destaca-se a exig√™ncia de prepara√ß√£o psicossocial e jur√≠dica dos postulantes √† ado√ß√£o. Para atender tal exig√™ncia, surgiu em 2010, em Uberaba, o Grupo Interinstitucional Pr√≥-Ado√ß√£o (GIPA), composto por representantes do Minist√©rio P√ļblico, Vara da Inf√Ęncia e Juventude, Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro(UFTM), Universidade de Uberaba(UNIUBE), e Grupo de Apoio √† Ado√ß√£o de Uberaba(GRAAU). O curso proposto pelo GIPA tem como objetivo contribuir para a reflex√£o e conscientiza√ß√£o dos postulantes √† ado√ß√£o acerca das implica√ß√Ķes psicol√≥gicas, sociais e legais que norteiam o processo de ado√ß√£o. O curso ocorre em oito encontros quinzenais, com dura√ß√£o de 2 horas, priorizando metodologias participativas, com utiliza√ß√£o de diferentes formas de express√£o, configurando um espa√ßo de acolhimento e compartilhamento de d√ļvidas, emo√ß√Ķes, expectativas e constru√ß√£o conjunta entre os participantes e coordenadores. Ao final de cada curso os participantes respondem individualmente um question√°rio composto por nove quest√Ķes a respeito das atividades desenvolvidas. Este trabalho tem a finalidade de apresentar os resultados quantitativos dessas avalia√ß√Ķes. De uma maneira geral, do total de 99 participantes, mais da metade classificou o curso como √≥timo e relatou que superou as expectativas. Quase a totalidade da amostra apontou a metodologia como interessante e o conte√ļdo como uma contribui√ß√£o para o enriquecimento dos conhecimentos j√° adquiridos. Sobre a condu√ß√£o dos encontros, mais da metade disse que foi democr√°tica. Embora a frequencia no curso seja obrigat√≥ria, os participantes demonstraram interesse e dedica√ß√£o durante os encontros, sendo identificadas mudan√ßas na disposi√ß√£o interna dos postulantes em participar das atividades no decorrer dos cursos Diante dos resultados obtidos pode-se afirmar que o principal objetivo do curso foi atingido, no sentido de estimular, incentivar, refletir e vivenciar as quest√Ķes voltadas para prepara√ß√£o psicossocial e jur√≠dica dos postulantes a ado√ß√£o.

Autoria:
Martha Franco Diniz Hueb   Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro
Ana Mafalda G. C. V. Az√īr   Universidade de Uberaba
Claudia Helena Juli√£o   Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro
Eliane Gon√ßalves Cordeiro   Universidade de Uberaba
Marina Az√īr Dib   Universidade de Uberaba
Marta Regina Farinelli   Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro
 


Apresentador:
Martha Franco Diniz Hueb


Palavras-chave:
Avaliaçao, Curso Preparatorio, adoçao

Nome:
Denise Mendonça de Melo

Titulo:
Avaliação do desempenho cognitivo de idosos por instrumento de rastreio e sua relação com escolaridade

Resumo:
O processo de envelhecimento pode conduzir √† diminui√ß√£o do desempenho cognitivo. Pesquisadores e cl√≠nicos despendem aten√ß√£o a essa condi√ß√£o devido √†s implica√ß√Ķes biopsicossociais na vida dos idosos. Fatores como o n√≠vel de escolaridade podem interferir na performance cognitiva na velhice. Este estudo objetivou avaliar o desempenho cognitivo de 389 idosos residentes na comunidade de Po√ßos de Caldas(MG) e sua rela√ß√£o com escolaridade por meio do instrumento de rastreio cognitivo, constando 30 itens, denominado Mine Exame do Estado Mental (MEEM), com adapta√ß√£o transcultural para o Brasil. A amostra √© probabil√≠stica por conglomerados, sendo a maior parte feminina com grupo et√°rio predominante entre 65 a 74 anos. Os crit√©rios de exclus√£o foram: diagn√≥stico confirmado de dem√™ncia e doen√ßa de Parkinson, estar acamado, acidente vascular encef√°lico, d√©ficits sensoriais e est√°gio terminal. Os resultados apontados pelo MEEM derivam do somat√≥rio dos itens respondidos corretamente e s√£o analisados segundo tabela, oferecendo escore de corte baseada no n√≠vel de escolaridade de analfabetos at√© p√≥s-gradua√ß√£o completa. As an√°lises de dados foram feitas atrav√©s do software estat√≠stico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) vers√£o 13.1. Dos idosos que apresentaram sugest√£o de d√©ficit cognitivo, as mulheres e aqueles que cursaram o ensino prim√°rio, completo ou n√£o, representaram a grande maioria, sendo que a partir desse grau de escolaridade, em propor√ß√£o ascendente at√© a p√≥s gradua√ß√£o incompleta, a sugest√£o de d√©ficit cognitivo diminuiu proporcionalmente. Apesar das evid√™ncias da influ√™ncia da escolaridade no desempenho cognitivo de idosos identificadas neste estudo, o Brasil ainda carece de informa√ß√Ķes epidemiol√≥gicas precisas sobre o status cognitivo dos idosos e seu grau de escolaridade. Os pa√≠ses em desenvolvimento enfrentam um desafio para a detec√ß√£o de disfun√ß√Ķes cognitivas ou mesmo de dem√™ncia relacionado a diferen√ßas de desempenho em fatores educacionais.

Autoria:
Denise Mendon√ßa de Melo   Universidade Estadual de Campinas / Universidade Federal de Juiz de Fora
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Denise Mendonça de Melo


Palavras-chave:
Avaliação Cognitiva, Envelhecimento, Escolaridade

Nome:
Valmir Nunes de Figueirêdo Filho

Titulo:
AVALIA√á√ÉO DO PERFIL EMOCIONAL E DE CARACTER√ćSTICAS DE PERSONALIDADE EM CRIAN√áAS PARAIBANAS

Resumo:
A personalidade √© um sistema composto de tend√™ncias e caracter√≠sticas, fisiol√≥gicas, psicol√≥gicas, sociais e culturais que se integram. Entende-se a personalidade como um grupo de tra√ßos que apresentam propriedades duradouras, a forma de comportar-se em diversas situa√ß√Ķes, atributos relativamente est√°veis no modo de pensar, sentir e agir com os indiv√≠duos. O tra√ßo extrovers√£o refere-se a pessoas impulsivas, otimistas e soci√°veis, o neuroticismo apresenta tend√™ncias √† ansiedade, depress√£o, baixa autoestima, nervosismo, enquanto altas pontua√ß√Ķes no tra√ßo psicoticismo indicam solid√£o, hostilidade e insensibilidade. Por fim, a sociabilidade informa sobre a tend√™ncia a comportar-se dentro de regras e conveni√™ncias sociais. Este estudo buscou avaliar os tra√ßos de personalidade infantil de crian√ßas paraibanas, atrav√©s da Escala de Tra√ßos de Personalidade para Crian√ßas ¬Ė ETPC. Para an√°lise dos dados foram realizadas an√°lises descritivas por meio do software PASW-18. A partir dos resultados encontrados, observou-se que: no que consta o tra√ßo psicoticismo, as crian√ßas estudadas s√£o sens√≠veis, possuindo uma preocupa√ß√£o com os demais; no que concerne ao tra√ßo extrovers√£o, os resultados indicam uma personalidade otimista, espont√Ęnea, aventureira, vivaz e animada, al√©m de indicar que as crian√ßas estudadas t√™m muitos amigos e gostam de conversar, contudo; no que diz respeito ao tra√ßo sociabilidade, os resultados indicam que as crian√ßas estudadas podem apresentar condutas antissociais, recomendando-se observa√ß√£o e avalia√ß√Ķes mais detalhadas. Observou-se ainda, que a m√©dia para as subescalas Neuroticismo e Sociabilidade mostraram-se dentro dos padr√Ķes esperados. Enquanto a m√©dia para a subescala Psicoticismo mostrou-se bem abaixo do esperado e para a subescala de Extrovers√£o acima do esperado. O estudo realizado serve de base para futuras pesquisas na √°rea da personalidade infantil e no que tange ao diagn√≥stico de patologias, o instrumento pode apenas fornecer indicadores de poss√≠veis problemas, sendo necess√°rio utilizar-se de outros recursos para avalia√ß√Ķes mais especializadas.

Autoria:
Valmir Nunes de Figueir√™do Filho   Graduando de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Val√©ria Amanda Jer√īnimo Pereira   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Mirelly Gomes de Ara√ļjo   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Valmir Nunes de Figueirêdo Filho


Palavras-chave:
Perfil emocional, Personalidade, Crianças

Nome:
Claudia Hofheinz Giacomoni

Titulo:
Avalia√ß√£o do Subteste de Escrita do Teste de Desempenho Escolar (TDE): contribui√ß√Ķes da TRI

Resumo:
O objetivo desta pesquisa √© analisar o subteste de Escrita do Teste de Desempenho Escolar ¬Ė TDE (Stein, 1994), por meio da Teoria de Resposta ao Item - TRI. Tal subteste √© composto por um ditado de 34 palavras, concebido para avaliar a habilidade de escrita (codifica√ß√£o e ortografia) de crian√ßas da 1¬™ a 6¬™ s√©rie do Ensino Fundamental. Ap√≥s a verifica√ß√£o de evid√™ncias de unidimensionalidade, realizou-se uma an√°lise de TRI (graded response model) para verificar os √≠ndices de discrimina√ß√£o e dificuldade dos itens, numa amostra composta por 1850 crian√ßas (45,5% do sexo feminino). Observou-se que os itens apresentam excelentes n√≠veis de discrimina√ß√£o, o que est√° diretamente associado √† quantidade de informa√ß√£o que eles produzem. Por√©m, constatou-se que a maioria dos itens √© de dificuldade m√©dia, faltando itens de baixa e alta dificuldade de codifica√ß√£o e ortografia. Al√©m disso, verificou-se que os itens n√£o est√£o em escala crescente de dificuldade, o que seria proposto pelo teste. H√° itens m√©dios j√° no in√≠cio do ditado, bem como itens f√°ceis no final deste. √Č o que ocorre, por exemplo, com as palavras ¬ďtoca¬Ē e ¬ďbica¬Ē, que representam a terceira e d√©cima terceira palavras do ditado, respectivamente. Estas duas s√£o consideradas mais dif√≠ceis do que a primeira palavra do ditado: ¬ďver¬Ē. A an√°lise da TRI evidencia a necessidade de revisar tal subteste, visto que a vers√£o atual do instrumento deixa lacunas no que se refere √† correta avalia√ß√£o da escrita.

Autoria:
M√°rcia Lima Athayde   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul e Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudia Hofheinz Giacomoni   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Cristian Zanon   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Lilian Stein   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
 
 
 


Apresentador:
Claudia Hofheinz Giacomoni


Palavras-chave:
escrita, teste desempenho escolar, teoria de resposta ao item

Nome:
Lucas Felício Gil Braz

Titulo:
AVALIA√á√ÉO DOS FATORES DE PERSONALIDADE EM POPULA√á√ÉO CARCER√ĀRIA PARAIBANA

Resumo:
O comportamento violento e a criminalidade t√™m aumentado de forma consider√°vel na sociedade, a partir dessa ocorr√™ncia, determinados estudos v√™m sendo realizados buscando uma melhor compreens√£o acerca das condutas antissociais. Alguns autores apontam que comportamentos associais podem ser explicados pelos fatores psicossociais, como por exemplo, a personalidade, tendo em vista que esse construto pode ser entendido como conjunto de caracter√≠sticas permanentes que s√£o relativamente est√°veis e previs√≠veis, mas que podem mudar de acordo com eventos situacionais diferentes. Nesse sentido o presente estudo buscou entender a manifesta√ß√£o de condutas associais a partir da avalia√ß√£o dos cinco grandes fatores de personalidade atrav√©s do Big Five Inventory vers√£o reduzida (BFI-20) numa amostra carcer√°ria da cidade de Jo√£o Pessoa, composta por 53 sujeitos compreendidos entre homens e mulheres. Para a an√°lise dos dados foi utilizado o software de an√°lise de dados estat√≠sticos Statistical Package for the Social Sciences (SPSS - vers√£o 18), calculando an√°lises descritivas (m√©dia, desvio-padr√£o e distribui√ß√£o de freq√ľ√™ncias). Os resultados indicaram que os referidos participantes obtiveram baixos escores no fator Conscienciosidade, nessa dimens√£o os sujeitos tendem a ser descuidados, e pouco-confi√°veis. No que diz respeito ao fator Amabilidade, os participantes obtiveram altos escores, indiv√≠duos com altas pontua√ß√Ķes nesse tra√ßo tendem a serem agrad√°veis, am√°veis, cooperativos e afetuosos. Os resultados trouxeram alguns questionamentos, principalmente pela controv√©rsia entre crime cometido e caracter√≠sticas dos fatores, como por exemplo, com o fator Amabilidade. Portanto, a partir desse estudo sugere-se outras pesquisas nessa tem√°tica, incluindo uma escala de Desejabilidade Social, pois esse construto reflete uma propens√£o por parte das pessoas a dar respostas consideradas como socialmente mais aceit√°veis e a negar associa√ß√£o pessoal com opini√Ķes ou comportamentos considerados socialmente desabonadores, evitando assim que a validade da pesquisa seja colocada em risco.

Autoria:
Lucas Fel√≠cio Gil Braz   Aluno de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim Gaud√™ncio   Professora Adjunta, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Eronyce Raika de Oliveira Carvalho   Colaboradora, graduada em Psicologia pela Universidade Federal da Para√≠ba
Karina Pollyne Nascimento Lima   Aluna de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Lucas Felício Gil Braz


Palavras-chave:
Personalidade, Avaliação, Condutas associais

Nome:
Cíntia Ribeiro Martins

Titulo:
Avaliação dos Níveis dos Sintomas de Ansiedade e Depressão em Pacientes Oncológicos

Resumo:
As principais comorbidades psiqui√°tricas que podem acometer a um indiv√≠duo ao descobrir que est√° com c√Ęncer s√£o os epis√≥dios depressivos e os transtornos de ansiedade. A quest√£o da ansiedade e depress√£o na oncologia tem sido um desafio aos pesquisadores, pois os sintomas relacionados s√£o diagnosticados com imprecis√£o, confundindo-se com os demais sintomas desencadeados pela pr√≥pria doen√ßa. Para muitas pessoas a possibilidade de adoecimento por c√Ęncer desperta sentimento de medo, ang√ļstia e ansiedade. Al√©m disso, os tratamentos podem tamb√©m acarretar sofrimento, quer pelas desconfigura√ß√Ķes poss√≠veis, quer pela altera√ß√£o de ordem funcional ou ainda pelo efeito de algumas quimioterapias ou radioterapias. Esse estudo teve como objetivo avaliar os n√≠veis dos sintomas da ansiedade e depress√£o nos pacientes oncol√≥gicos. Para tanto aplicou-se as Escalas Beck (BAI/BDI) em 20 pacientes assistidos por uma Associa√ß√£o de Apoio a Pessoas com C√Ęncer da cidade de Feira de Santana-BA. Durante a aplica√ß√£o pode-se perceber que os pacientes entrevistados apresentaram dificuldade para compreender as assertivas respondendo algumas quest√Ķes com imprecis√£o, quando n√£o se remetiam a sintomas da doen√ßa e/ou rea√ß√Ķes do tratamento, o que pode ser decorrente da baixa escolaridade dos mesmos, que em sua maioria possu√≠am ensino fundamental incompleto. Na amostra estudada, os pacientes oncol√≥gicos apresentaram √≠ndices de ansiedade leve e moderado. J√° com rela√ß√£o aos sintomas depressivos, escore leve e m√≠nimo. Vale salientar que todos os pacientes respondiam as quest√Ķes das escalas referindo-se aos sintomas decorrentes do adoecimento ou tratamento. Dessa forma refor√ßa-se a import√Ęncia de pesquisas sobre avalia√ß√Ķes psicol√≥gicas que possam contribuir para o diagn√≥stico, tratamento e qualidade de vida dos pacientes.

Autoria:
C√≠ntia Ribeiro Martins   Faculdade Nobre de Feira de Santana
Maith√™ Dumas de Almeida Fernandes   Faculdade Nobre de Feira de Santana
Ros√Ęngela dos Santos Nascimento   Faculdade Nobre de Feira de Santana
 
 
 
 


Apresentador:
Cíntia Ribeiro Martins


Palavras-chave:
Ansiedade, Depressão, Pacientes oncológicos

Nome:
Caroline Tozzi Reppold

Titulo:
Avaliação multidisciplinar de caso: Síndrome de Gilles de La Tourette

Resumo:
Um problema t√£o complexo como a S√≠ndrome de Tourette n√£o pode ter seu diagn√≥stico decorrente de apenas uma √ļnica modalidade terap√™utica. Ao contr√°rio, este transtorno requer considera√ß√£o e enfoque multidisciplinar que permita compreend√™-lo e abord√°-lo de modo integral. Este estudo demonstra a import√Ęncia do diagn√≥stico conjunto (Psicologia, Neuropsicologia, Neurologia e Fonoaudiologia) na avalia√ß√£o de caso com esta s√≠ndrome. Paciente do sexo masculino, 8 anos, cursando o 3¬ļ ano do ensino fundamental da rede p√ļblica, encaminhado pelo servi√ßo de orienta√ß√£o educacional da escola. A m√£e relatou desenvolvimento neuropsicomotor prejudicado, n√£o sendo o menino aut√īnomo nas atividades de vida di√°ria. Presen√ßa de agita√ß√£o, agressividade e desaten√ß√£o. Problemas na linguagem oral e na aquisi√ß√£o da linguagem escrita. A audi√ß√£o apresentava-se normal e problemas de vis√£o eram corrigidos. Na avalia√ß√£o intelectual, o menino apresentou desempenho lim√≠trofe para sua idade cronol√≥gica. Demonstrou escores reduzidos em aritm√©tica, c√≥digo, informa√ß√£o e d√≠gitos (perfil ACID, preditivo de desempenho prejudicado em leitura, ortografia e aritm√©tica) e d√©ficit na capacidade de organiza√ß√£o visoespacial. Apresentou tiques do tipo simples motores e vocais, altera√ß√Ķes de linguagem fazendo parte de uma altera√ß√£o global no desenvolvimento, incluindo desvios fonol√≥gicos, dificuldades na leitura, escrita e alfabetiza√ß√£o. Por meio do estudo deste caso objetiva-se enfatizar a import√Ęncia da avalia√ß√£o psicol√≥gica, associada √† avalia√ß√£o neurol√≥gica, fonoaudiol√≥gica e neuropsicol√≥gica formal para o estabelecimento do diagn√≥stico e da conduta terap√™utica mais adequada. Considerando-se ainda as atuais discuss√Ķes acerca da futura publica√ß√£o do DSM-V, que prop√Ķe mudan√ßas especialmente no campo da linguagem, sugere-se um diagn√≥stico mais espec√≠fico ao passo que os transtornos de linguagem e transtornos de leitura seriam entendidos em um modelo dimensional, sendo as dificuldades fonol√≥gicas consideradas fatores de risco.

Autoria:
Ana Cristina Pedron   UFCSPA
L√©ia Gon√ßalves Gurgel   UFCSPA
Caroline Tozzi Reppold   UFCSPA
 
 
 
 


Apresentador:
Ana Cristina Pedron


Palavras-chave:
neuropsicologia, Síndr. de Gilles de LaTourette, interdisciplinaridade

Nome:
Carmen Silvia de Souza Nogueira

Titulo:
Avaliação neuropsicológica e familiar: estudo de caso de uma criança com dificuldades escolares

Resumo:
A avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica √© um instrumento auxiliar ao diagn√≥stico em diversas altera√ß√Ķes neurol√≥gicas, problemas de desenvolvimento infantil, entre outros. Em crian√ßas com queixas escolares, possibilita reconhecer √°reas deficit√°rias para seu aprendizado, direcionando a interven√ß√£o. Neste trabalho apresentamos o estudo de caso de uma crian√ßa de seis anos de idade, matriculada no 1¬ļ ano do ensino fundamental de uma escola particular de S√£o Paulo. A queixa escolar relacionava-se √† desaten√ß√£o, dificuldade de aprendizagem e inseguran√ßa na realiza√ß√£o das tarefas. Foram utilizados 12 instrumentos, sendo nove aplicados √† crian√ßa e tr√™s aos pais, e uma entrevista familiar com o objetivo de apreender o contexto afetivo e social no qual a crian√ßa se desenvolve. As avalia√ß√Ķes cognitivas inclu√≠ram racioc√≠nio verbal, aten√ß√£o, consci√™ncia fonol√≥gica, mem√≥ria fonol√≥gica de curto prazo, escrita sob ditado, nomea√ß√£o de figuras, vocabul√°rio expressivo e conhecimento de letras. Em termos comportamentais foram avaliados reatividade emocional, ansiedade, retraimento, problemas com sono e comportamento agressivo. Os resultados apontaram desempenho muito rebaixado em mem√≥ria fonol√≥gica de curto-prazo (desempenho inferior a dois desvios-padr√£o abaixo da m√©dia), um pouco rebaixado em leitura e escrita (inferior a um desvio-padr√£o abaixo da m√©dia) e na m√©dia para os demais instrumentos, indicando dificuldade de memoriza√ß√£o de conte√ļdo auditivo lingu√≠stico, e as demais habilidades preservadas. Houve troca de letras na escrita e na fala. N√£o apresentou problemas comportamentais nas √°reas avaliadas. A din√Ęmica familiar revelou que os pais possuem pouca toler√Ęncia aos aspectos infantis e dificuldades em compreender as necessidades emocionais da crian√ßa. Foram indicados avalia√ß√£o audiom√©trica, interven√ß√£o facilitadora do desenvolvimento da mem√≥ria e apoio psicol√≥gico aos pais no trato com a crian√ßa.

Autoria:
Carmen Silvia de Souza Nogueira   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Seabra, Alessandra Gotuzo,   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Prado, Juliana   Universidade Presbiteriana Mackenzie
 
 
 
 


Apresentador:
Seabra, Alessandra Gotuzo,


Palavras-chave:
avalia√ß√£o cognitiva , comportamentos emocionais , din√Ęmica familiar

Nome:
JULIANA LINHARES CAVALCANTI DE ALENCAR

Titulo:
AVALIA√á√ÉO NEUROPSICOL√ďGICA PARA DIAGN√ďSTICO DIFERENCIAL: UM ESTUDO DE CASO.

Resumo:
O diagn√≥stico diferencial √© relevante para discernir aspectos do fen√īmeno a ser estudado, auxiliando na investiga√ß√£o de irregularidades e inconsist√™ncias do quadro de sintomas apresentado pelo sujeito, subsidiando o conhecimento com precis√£o cient√≠fica. No caso do psicodiagn√≥stico, este auxilia, a partir do quadro sintom√°tico e/ou dos resultados dos testes, desvendar diferen√ßas no funcionamento ps√≠quico do sujeito. O presente estudo de caso relata o processo diagn√≥stico de paciente com 19 anos, do sexo masculino. O mesmo vem encaminhado por psiquiatra solicitando um diagn√≥stico diferencial ¬Ė paciente bipolar ou com dificuldade intelectual. O paciente apresenta como queixa perda de v√°rias disciplinas na faculdade, afirmando que isto est√° afetando a sua vida como um todo. O paciente relata que al√©m das dificuldades de aprendizagem apresenta tamb√©m dificuldade de intera√ß√£o social, esta sendo algo que exige mais do mesmo. Para este plano de avalia√ß√£o foram realizadas entrevistas familiares e entrevistas com o paciente e foram utilizados os testes WAIS, WISCONSIN E FIGURAS COMPLEXAS DE REY. A partir dos resultados foi realizada a apura√ß√£o e interpreta√ß√£o, interligando seus resultados com as entrevistas. Seu resultado intelectual ficou com √≠ndice superior o que descartou a dificuldade intelectual, o mesmo apresentou rebaixamento na capacidade de abstra√ß√£o, bem como nas habilidades sociais o que possibilitou ajudar o psiquiatra no fechamento do diagn√≥stico no transtorno bipolar, facilitando a interven√ß√£o. Fica evidente que se trabalhar com diagn√≥stico diferencial exige do profissional conhecimento aprofundado em psicopatologia, nos instrumentos utilizados, al√©m de experi√™ncia e sensibilidade cl√≠nica. √Č poss√≠vel perceber que o trabalho interdisciplinar √© essencial para o estabelecimento da melhor terap√™utica, sendo, portanto, o maior beneficiado o pr√≥prio paciente.

Autoria:
JULIANA LINHARES CAVALCANTI DE ALENCAR   PREFEITURA MUNICIPAL DE BODOC√ď/PE. PREFEITURA MUNICIPAL DO CRATO/CE.
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
JULIANA LINHARES CAVALCANTI DE ALENCAR


Palavras-chave:
AVALIA√á√ÉO NEUROPSICOL√ďGICA, DIAGN√ďSTICO DIFERENCIAL , TESTES PSICOL√ďGICOS

Nome:
Bruna Vaz de Melo e Freitas

Titulo:
Avaliação Neuropsicológica relacionada à dificuldade de aprendizagem na Aldeia Juvenil

Resumo:
Introdu√ß√£o: A avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica √© um procedimento t√©cnico caracterizado pela triangula√ß√£o de instrumentos de investiga√ß√£o psicol√≥gica: observa√ß√£o natural√≠stica, entrevistas anamn√©sicas e testagem. Objetivo: Objetivou-se esclarecer acerca da demanda e da etiologia dos sintomas e queixas trazidos pelo cliente e evidenciar as contribui√ß√Ķes da Avalia√ß√£o, relatando casos cl√≠nicos atendidos no CEPAJ, durante o per√≠odo de 2012/2. Justificativa: O encaminhamento de crian√ßas aos servi√ßos de sa√ļde com queixas escolares relacionadas a dificuldade de aprendizagem e adapta√ß√£o s√£o o principal motivo de indica√ß√£o para a Avalia√ß√£o Neuropsicol√≥gica. Metodologia: Procedeu-se seis avalia√ß√Ķes neuropsicol√≥gicas, com crian√ßas de idades de seis a 14 anos, de ambos os sexos durante seis meses com sess√Ķes de 1h30min, em consult√≥rios da CEPAJ, uma vez por semana, utilizando-se t√©cnicas psicol√≥gicas como entrevista anamn√©sica com a m√£e, hora de jogo diagnostica com a crian√ßa, testes psicom√©tricos ¬Ė de n√≠vel intelectual, de personalidade, bem como refinamento da bateria para a investiga√ß√£o de habilidades acad√™micas especificas (aten√ß√£o, mem√≥ria, planejamento, praxia construtiva). Resultados: Os resultados indicaram que nos casos atendidos o principal motivo do encaminhamento para a avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica foi dificuldade de aten√ß√£o, dificuldades acad√™micas, de concentra√ß√£o, e quadro de ansiedade. Conclus√£o: Conclui-se que as crian√ßas apresentaram preju√≠zo de fun√ß√Ķes executivas caracterizado pela baixa motiva√ß√£o por atividades acad√™micas, dificuldade de orienta√ß√£o do comportamento em dire√ß√£o √† metas redundando em falha da realiza√ß√£o e do planejamento e preju√≠zos atencionais, fun√ß√Ķes estas atribu√≠das ao c√≥rtex pr√©-frontal. As crian√ßas apresentaram estrutura de personalidade organizada em torno de sintomas ansiosos e humor normal. A avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica contribuiu para o entendimento da complexidade de fatores implicados no processo de aprendizagem e adapta√ß√£o bem como para a sugest√£o de encaminhamentos para o processo de reabilita√ß√£o cognitiva, neuropediatria e apoio pedag√≥gi

Autoria:
Bruna Vaz de Melo e Freitas   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Thais Nascimento Oliveira   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Viviane Teles Ribeiro de Pina   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Sandra de F√°tima Barboza   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
 
 
 


Apresentador:
Thais Nascimento Oliveira


Palavras-chave:
Avalia√ß√£o Neuropsicologia, fun√ß√Ķes executivas, CEPAJ

Nome:
DENISE DUARTE SILVA BRITO

Titulo:
AVALIA√á√ÉO NEUROPSICOL√ďGICA: UMA REVIS√ÉO TE√ďRICA SOBRE O TESTE DE MEM√ďRIA VISUAL DE ROSTOS- MVR.

Resumo:
Nas √ļltimas d√©cadas t√™m crescido o interesse dos pesquisadores pelas √°reas de avalia√ß√£o psicol√≥gica e neuropsicol√≥gica. Com rela√ß√£o √† avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica, atualmente evidencia-se no Brasil a escassez de instrumentos adequados quanto √†s condi√ß√Ķes psicom√©tricas para avalia√ß√£o dos preju√≠zos das fun√ß√Ķes cognitivas causados por les√Ķes/disfun√ß√Ķes cerebrais, al√©m da aus√™ncia de dados normativos e de estudos com grupos cl√≠nicos, fazendo com que muitos psic√≥logos da √°rea utilizem baterias elaboradas por eles mesmos que abarcam diferentes testes ou tarefas, os quais n√£o foram submetidos a estudos psicom√©tricos de validade. Considerando a import√Ęncia de ambas as √°reas e a car√™ncia de instrumentos para avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica, o presente trabalho versa sobre a discuss√£o te√≥rica sintetizando estudos existentes sobre o Teste de Mem√≥ria Visual de Rostos- MVR, um instrumento que avalia aspectos da mem√≥ria visual. √Č um teste composto por duas partes com seis itens pict√≥ricos e 14 itens n√£o pict√≥ricos que tem como objetivo avaliar a capacidade da pessoa recordar rostos e informa√ß√Ķes associadas a eles (nomes, sobrenomes, profiss√£o, localiza√ß√£o, dentre outros) por meio da visualiza√ß√£o de imagens. O instrumento pode ser aplicado de forma individual ou coletiva, em pessoas com idades entre 18 e 80 anos, com no m√≠nimo ensino fundamental. √Č necess√°rio haver um intervalo de tempo entre a apresenta√ß√£o dos est√≠mulos e o exame de seus conte√ļdos, no qual se devem introduzir itens distrativos para que a aten√ß√£o fique centrada em outras tarefas, como a aplica√ß√£o de outros testes ou t√©cnicas. O presente trabalho faz um levantamento sobre estudos realizados com esse escopo, utilizando o manual do teste, artigos e livros voltados ao tema j√° que s√£o essenciais para a compreens√£o do exame neurocognitivo. Os estudos sobre o Teste de Mem√≥ria Visual de Rostos- MRV assinalam que o mesmo avaliou de forma eficiente as fun√ß√Ķes cognitivas a que se prop√Ķe, sendo a escolaridade e a idade, as caracter√≠sticas mais influentes na diferencia√ß√£o dos escores.

Autoria:
Denise Duarte Silva Brito   Instituto Federal de Educa√ß√£o, Ci√™ncia e Tecnologia de Pernambuco-IFPE
Joeme Duarte Silva   Complexo de Ensino Superior de Cachoeirinha- CESUCA
 
 
 
 
 


Apresentador:
Denise Duarte Silva Brito


Palavras-chave:
Neuropsicologia, Memória, MRV

Nome:
Letícia Carol Poggere

Titulo:
Avaliação psicológica de vítimas de violência infanto-juvenil: apresentação do APOIAR e análise descritiva dos usuários

Resumo:
A viol√™ncia contra crian√ßas e adolescentes √© um fen√īmeno de m√ļltiplas causas, com elevada preval√™ncia no Brasil. Rea√ß√Ķes emocionais e sequelas psicol√≥gicas podem emergir dessas situa√ß√Ķes de maus-tratos. Nesse sentido, o APOIAR √© um ambulat√≥rio especializado do n√ļcleo de sa√ļde mental da Secretaria de Sa√ļde do munic√≠pio de Caxias do Sul-RS que atende, por medida protetiva, casos de viol√™ncia contra crian√ßas e adolescentes. Foi realizada a avalia√ß√£o psicol√≥gica com o objetivo de averiguar a exist√™ncia de sintomas e sinais indicativos de sofrimento ps√≠quico em 214 crian√ßas e adolescentes v√≠timas de viol√™ncia sexual, f√≠sica, psicol√≥gica e/ou neglig√™ncia que ingressaram no servi√ßo em 2011. Esse procedimento avaliativo consistiu na realiza√ß√£o de entrevistas semi-estruturadas individuais com a v√≠tima e com seus cuidadores, observa√ß√£o de comportamentos, leitura de relat√≥rio de consulta m√©dica, contatos com demais institui√ß√Ķes frequentadas pela v√≠tima e administra√ß√£o de instrumentos psicol√≥gicos. O planejamento da avalia√ß√£o a ser realizada foi elaborado de forma individual, considerando a experi√™ncia te√≥rico-pr√°tica de cada profissional e a especificidade dos casos. Contudo, √© un√Ęnime entre os profissionais do servi√ßo que a falta de instrumentos psicol√≥gicos para a avalia√ß√£o de sintomas e sinais emocionais decorrentes de viol√™ncia em crian√ßas e adolescentes torna esse procedimento menos objetivo e mais fundamentado na pr√°tica cl√≠nica. Do total de crian√ßas e adolescentes avaliados, 42,7% demonstraram ind√≠cios de sofrimento emocional decorrente da viol√™ncia sofrida, permanecendo em acompanhamento psicol√≥gico. Os demais receberam alta do servi√ßo ap√≥s a finaliza√ß√£o da avalia√ß√£o psicol√≥gica por n√£o apresentarem, no momento, indicativos de sofrimento. A viol√™ncia que gerou sintomas indicativos de sofrimento foi, na maior parte dos casos, o abuso sexual e o abuso f√≠sico e quando cometida por familiares, especialmente as figuras parentais, em frequ√™ncia de cinco vezes ou mais e em sua maioria com v√≠timas do g√™nero feminino.

Autoria:
Let√≠cia Carol Poggere   Apoiar - Secretaria da Sa√ļde de Caxias do Sul/RS
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Letícia Carol Poggere


Palavras-chave:
violência, criança/adolescente, sofrimento emocional

Nome:
Valéria Silva Freire

Titulo:
Avaliação Psicológica e o Sistema Conselhos: uma análise histórica

Resumo:
O foco dessa produção acadêmica foi tecer uma análise por meio de pesquisa bibliográfica e literária acerca da trajetória histórica da Avaliação Psicológica e sua sustentabilidade junto ao Sistema Conselhos, enquanto dispositivo legislador das práticas psicológicas.
Nessa perspectiva, consideramos importante pesquisar e fazer um mapeamento bibliogr√°fico a respeito das a√ß√Ķes que o Sistema Sonselhos vem movendo, desde sua regulamenta√ß√£o at√© os dias atuais, no sentido de consolidar este exerc√≠cio.
Assim, foi elaborado um MAPEAMENTO AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA X SISTEMA CONSELHOS de 1930 at√© os dias atuias, apresentado por d√©cadas. Dispomos ent√£o de um mapeamento onde consta, por d√©cada, o in√≠cio hist√≥rico da Avalia√ß√£o Psicol√≥gica no Brasil e seu desenvolvimento aplicado, t√©cnico-cient√≠fico e pol√≠tico junto ao Sistema Conselhos, tra√ßando toda sua trajet√≥ria e todas medidas orientadoras e legisladoras do Sistema Conselhos, at√© os dias atuais.
Dentro e a partir da análise realizada nota-se que o uso ético, consciente e adequado , por parte dos profissionais de psicologia que adotam a Avaliação Psicológica no contexto em que atuam, é indispensavelmente fundamental. E que, o Sistema Conselhos torne-se cada vez mais plástico, com ductibilidade atuante frente às necessidade de desenvolvimento dos saberes e fazeres numa perpectiva sócio-histórica da nossa profissão na área de Avaliação Psicológica.

Autoria:
Bruna de Lima Miranda   Universidade Potiguar - UnP
Sheylla Pereira Nunes Lopes   Universidade Potiguar - UnP
Val√©ria Silva Freire   Universidade Potiguar - UnP
 
 
 
 


Apresentador:
Bruna de Lima Miranda


Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Análise histórica, Sistema Conselhos

Nome:
Aryanne Pereira de Freitas Vigiato

Titulo:
AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA E SEGURAN√áA P√öBLICA: INTERFACES ENTRE O PERFIL PROFISSIOGR√ĀFICO E AS DEMANDAS INSTITUTICIONAIS

Resumo:
O presente objetiva apresentar a an√°lise dos resultados obtidos a partir da execu√ß√£o do Plano de Trabalho ¬ďAn√°lise Profissiogr√°fica e Mapeamento de Compet√™ncias¬Ē, o qual visou a elabora√ß√£o do Perfil Profissiogr√°fico referente aos cargos da Seguran√ßa P√ļblica do Estado de Rond√īnia. A metodologia utilizada para o delineamento do referido perfil consistiu, inicialmente, na forma√ß√£o de Grupos Focais com representantes dos cargos de diversas unidades nos √Ęmbitos operacional e administrativo da corpora√ß√£o Policia Militar, Pol√≠cia Civil e Bombeiro Militar. A partir dos dados coletados nos grupos, foram elaborados question√°rios, os quais foram aplicados por uma equipe de Psic√≥logas no per√≠odo de mar√ßo √† maio de 2012 √† uma amostra aleat√≥ria simples de ocupantes dos cargos, o que fundamentou a interpreta√ß√£o e an√°lise dos dados bem como as elabora√ß√Ķes dos Perfis Profissiogr√°ficos. As an√°lises e a interpreta√ß√£o dos dados/escores da profissiografia foram realizadas considerando os seguintes aspectos investigados: a) Miss√£o; b) Caracter√≠sticas Necess√°rias e Restritivas; c) Atividades/Tarefas (import√Ęncia/freq√ľ√™ncia/dificuldade) e d) Compet√™ncias (import√Ęncia e dom√≠nio). De modo geral, os principais resultados denotaram a exist√™ncia de conson√Ęncias entre o previsto para as atribui√ß√Ķes do cargo e o desempenhado no cotidiano, com percentuais m√≠nimos de discord√Ęncia. No tocante √†s compet√™ncias, constatou-se que as demandas institucionais e sociaisatuam como princ√≠pios norteadores das pr√°ticas profissionais, ponderando as especificidades dos cargos e de cada corpora√ß√£o. Nesse sentido, pode-se afirmar que a an√°lise profissiogr√°fica e o mapeamento de compet√™ncias consistiram em processos de avalia√ß√£o psicol√≥gica ao proporcionarem a descri√ß√£o das aptid√Ķes f√≠sicas e psicol√≥gicas para o exerc√≠cio dos cargos de Seguran√ßa P√ļblica bem como o esclarecimento dos conhecimentos, das habilidades e das atitudes necess√°rios para uma atua√ß√£o profissional contextualizada e adequada √† realidade social.

Autoria:
Aryanne Pereira de Freitas Vigiato   Din√Ęmica Consultoria e Servi√ßos
Simone Ara√ļjo da Silva   Din√Ęmica Consultoria e Servi√ßos
Lidiane Ferreira Leite   Din√Ęmica Consultoria e Servi√ßos
Halanderson Raymisson Pereira da Silva   Din√Ęmica Consultoria e Servi√ßos
T√°cia Barreto   Din√Ęmica Consultoria e Servi√ßos
 
 


Apresentador:
Aryanne Pereira de Freitas Vigiato


Palavras-chave:
Avalia√ß√£o Psicol√≥gica, Seguran√ßa P√ļblica, Perfil Profissional

Nome:
ANDREA CARLA FERREIRA DE OLIVEIRA

Titulo:
Avaliação psicológica na (re)orientação profissional de alunos de graduação

Resumo:
A escolha do curso superior √© influenciada por diferentes fatores, tais como: fam√≠lia, amigos, status e mercado de trabalho. Alguns estudantes buscam orienta√ß√£o profissional para diminuir suas d√ļvidas quanto √† carreira a seguir, antes mesmo do ingresso na universidade. Par√Ęmetros semelhantes acompanham a reorienta√ß√£o profissional, possibilitando verificar se os anseios da carreira profissional anteriores √† escolha do curso condizem com a realidade encontrada na gradua√ß√£o. Com o objetivo de promover um espa√ßo de reflex√£o para alunos de gradua√ß√£o de uma universidade p√ļblica federal em d√ļvida quanto √† continuidade no curso superior escolhido, foi realizada uma avalia√ß√£o psicol√≥gica com 10 estudantes dos cursos de Ci√™ncia e Tecnologia e Agronomia. Os instrumentos utilizados foram: Invent√°rio de Avalia√ß√£o dos Interesses Profissionais; Question√°rios de Busca Auto-dirigida; Bateria Fatorial de Personalidade e entrevista individual. Observou-se que a maioria dos estudantes estavam na faixa et√°ria entre 18 e 19 anos; eram do curso de Ci√™ncia e Tecnologia e cursavam o 3¬ļ ou 4¬ļ per√≠odo. Verificou-se na Avalia√ß√£o dos interesses profissionais escores acima da m√©dia nos campos f√≠sico/matem√°tico e f√≠sico/qu√≠mico; j√° no invent√°rio Busca Auto-dirigida uma concentra√ß√£o de respostas do tipo investigativo e no tipo social e na Bateria fatorial de personalidade aus√™ncia de transtornos mentais. Ap√≥s a avalia√ß√£o psicol√≥gica e ao analisar o curso atual dos participantes, considerando as d√ļvidas apresentadas pelos mesmos, observou-se que dos 10 alunos avaliados tr√™s afirmaram ao t√©rmino do grupo o desejo de interromper o curso atual e redirecionarem sua carreira profissional. Todos os alunos ao final receberam feedback do processo e um parecer psicol√≥gico. Pode-se concluir a import√Ęncia do processo de orienta√ß√£o profissional realizada por psic√≥logos para os alunos de gradua√ß√£o, os quais ingressam na academia com muitas d√ļvidas quanto √† escolha da carreira profissional.

Autoria:
ANDREA CARLA FERREIRA DE OLIVEIRA   Universidade Federal Rural do Semi-√Ārido (UFERSA)
YALKIRIA GUADALUPE VACA DIAZ BEZERRA   Centro Universit√°rio UNIFACEX
 
 
 
 
 


Apresentador:
ANDREA CARLA FERREIRA DE OLIVEIRA


Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Reorientação profissional, alunos graduação

Nome:
Thaynara Leite de Andrade

Titulo:
AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA NA PROGRESS√ÉO DE REGIME: UMA REVIS√ÉO SISTEM√ĀTICA

Resumo:
A avalia√ß√£o psicol√≥gica de apenados para fins de concess√£o do benef√≠cio da progress√£o de regime prisional √© um dos componentes do exame criminol√≥gico. Todavia, grande √© a diverg√™ncia acerca da confiabilidade deste exame, o que provoca intensa discuss√£o doutrin√°ria. Diante disto, este estudo teve como objetivo analisar a produ√ß√£o cient√≠fica nacional sobre o tema, relativa ao per√≠odo dos anos de 2003 a 2013. Para tanto, foi realizado um levantamento bibliogr√°fico sistematizado de estudos indexados nas bases de dados LILACS, Google Acad√™mico, Peri√≥dicos CAPES e Scielo. Nesta busca, utilizaram-se os descritores ¬ďavalia√ß√£o psicol√≥gica¬Ē e ¬ďprogress√£o de regime¬Ē. Com isso, foram encontradas 45 publica√ß√Ķes, dentre as quais foram selecionadas oito por tratarem do tema em quest√£o. Os estudos encontrados se configuraram como discuss√Ķes acerca da utiliza√ß√£o ou n√£o do exame criminol√≥gico para fins de progress√£o de regime. Na maioria dos achados, os autores se posicionaram contr√°rios √† realiza√ß√£o do exame, apontando recorrentemente as seguintes cr√≠ticas: (1) a avalia√ß√£o psicol√≥gica em comento legitima a exclus√£o dos apenados e a repress√£o social, trazendo sofrimento; (2) n√£o se configura papel do psic√≥logo emitir laudo para auxiliar a decis√£o do juiz na concess√£o do benef√≠cio penal; (3) a Psicologia ou qualquer outra ci√™ncia n√£o possuem ferramentas capazes de aferir periculosidade e progn√≥stico de reincid√™ncia; (4) a lei n√£o mais exige a realiza√ß√£o do referido exame. Ainda, constatou-se que h√° car√™ncia de estudos sobre o tema, entretanto a produ√ß√£o vem aumentando nos √ļltimos tr√™s anos. Ademais, das publica√ß√Ķes analisadas, metade pertencia ao campo da Psicologia e nenhuma delas discorria sobre quais os m√©todos utilizados no processo de avalia√ß√£o. Portanto, percebe-se que ainda h√° muito a ser estudado, considerando a escassez de estudos e a evid√™ncia cient√≠fica dos resultados j√° que se critica bastante o exame criminol√≥gico, sem, contudo, especificar a metodologia e os instrumentos utilizados no procedimento.

Autoria:
Thaynara Leite de Andrade   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Jaqueline Gomes Cavalcanti   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Valmir Nunes de Figueiredo-Filho   Graduando de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Thaynara Leite de Andrade


Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Exame criminológico, Progressão de regime

Nome:
Raquel Alves

Titulo:
AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA NO CONTEXTO DA SUPERDOTA√á√ÉO / ALTAS HABILIDADES: REVIS√ÉO DE PESQUISAS

Resumo:
A tem√°tica da superdota√ß√£o, embora venha recebendo bastante destaque na literatura internacional, ainda vem sendo alvo de um pequeno n√ļmero de estudos brasileiros, indiferente √† import√Ęncia do fen√īmeno. Visando identificar o foco que vem sendo dado √†s pesquisas nacionais, a presente pesquisa constitui-se em um levantamento dos trabalhos apresentados nas cinco edi√ß√Ķes do congresso do Instituto Brasileiro de Avalia√ß√£o Psicol√≥gica (IBAP), realizadas no per√≠odo de 2003 √† 2011, buscando-se identificar aqueles que abordavam o tema das altas habilidades/superdota√ß√£o. Utilizando-se como descritores as palavras-chaves ¬ďsuperdota√ß√£o¬Ē, ¬ďaltas habilidades¬Ē e ¬ďtalentos¬Ē foram encontrados 14 trabalhos, expostos em forma de mesa redonda, p√īster e mini-curso. Os trabalhos foram analisados em rela√ß√£o ao ano do evento, amostra, institui√ß√£o, instrumento, tipo de trabalho e modalidade de trabalho. Verificou-se que, a maior parte dos trabalhos foram expostos no ano de 2011 e desenvolvidos na sua maioria por pesquisadores internacionais, da Universidade de Murcia (Espanha), e uma parcela menor provinda de estudos desenvolvidos por pesquisadores da PUC-Campinas e UFSCar. A amostra da maior parte dos estudos foi composta por estudantes e suas fam√≠lias, destacando-se a metodologia qualitativa. Um total de 14 instrumentos foram utilizados nas pesquisas com superdotados, sendo que, destes, somente cinco encontram-se publicados no pa√≠s, sendo voltados √† investiga√ß√£o da intelig√™ncia, desempenho escolar e aten√ß√£o. Os demais n√£o se encontram validados para uso, bem como tamb√©m destaca-se o emprego de escalas (para pais, professores e alunos), procedimentos de observa√ß√£o e entrevista. A partir dos resultados encontrados conclui-se acerca da lacuna existente para a avalia√ß√£o dessa popula√ß√£o espec√≠fica, tanto em termos de pesquisas quanto de instrumental para sua identifica√ß√£o.

Autoria:
Ana Fl√°via Miliani   PUC - Campinas
Isabel Cristina Camelo de Abreu   PUC - Campinas
Isabela Della Torre de Moraes   PUC - Campinas
Raquel Alves   PUC - Campinas
Tatiana de C√°ssia Nakano   PUC - Campinas
 
 


Apresentador:
Raquel Alves


Palavras-chave:
superdotação, altas habilidades, produção científica

Nome:
FRANCINE BOSSARDI

Titulo:
AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA NO PR√Č-OPERAT√ďRIO DE CIRURGIA BARI√ĀTRICA EM UM HOSPITAL GERAL DE PORTO ALEGRE

Resumo:
De acordo com a Portaria SUS n¬ļ 390 de 06 de julho de 2005 do Sistema √önico de Sa√ļde, est√° prevista a avalia√ß√£o e preparo psicol√≥gico para pacientes em fase pr√©-operat√≥ria de Cirurgia Bari√°trica. Tendo em vista as exig√™ncias desta portaria, o Programa de Cirurgia Bari√°trica do Hospital de Cl√≠nicas de Porto Alegre (HCPA) conta com a presen√ßa da psicologia em sua equipe multidisciplinar. Al√©m do acompanhamento psicol√≥gico no pr√© e no p√≥s-operat√≥rio, realiza-se o psicodiagn√≥stico para os candidatos ao tratamento cir√ļrgico. A avalia√ß√£o psicol√≥gica neste Programa √© composta, em m√©dia, de cinco sess√Ķes e tem in√≠cio com uma entrevista semiestruturada. Posteriormente s√£o aplicados testes e invent√°rios: Escala de Compuls√£o Alimentar Peri√≥dica (ECAP), Escalas Beck (BAI e BDI) e Teste de personalidade - Rorschach e no final uma entrevista devolutiva. Os objetivos da avalia√ß√£o psicol√≥gica neste contexto compreendem detectar transtornos ps√≠quicos, estabelecer hip√≥tese diagn√≥stica; compreender a psicodin√Ęmica do paciente (seus recursos eg√≥icos, afetivos e cognitivos); verificar como o cotidiano √© afetado pela obesidade (preju√≠zos e ganhos secund√°rios); identificar as expectativas em rela√ß√£o ao tratamento cir√ļrgico; conhecer a rede social e familiar de apoio dispon√≠vel ao paciente e avaliar capacidade de ades√£o ao tratamento. Destacamos que a avalia√ß√£o psicol√≥gica no pr√©-operat√≥rio de Cirurgia Bari√°trica, realizada desde novembro de 2008, neste hospital, tem possibilitado aos pacientes uma reflex√£o a partir da retomada da sua hist√≥ria, o que o leva a redimensionar suas expectativas quanto ao procedimento e, sobretudo implic√°-lo em um processo que exige capacidade de modifica√ß√£o e adapta√ß√£o ao novo estilo de vida, que √© singular.

Autoria:
Francine Bossardi   Hospital de Cl√≠nicas de Porto Alegre
Di√©sica K√∂nig   Hospital de Cl√≠nicas de Porto Alegre
Rosemary In√°cio Viana   Hospital de Cl√≠nicas de Porto Alegre
 
 
 
 


Apresentador:
Francine Bossardi


Palavras-chave:
cirurgia bariátrica, avaliação psicológica, psicologia hospitalar

Nome:
Luisa Wolff

Titulo:
Avaliação Psicológica: Análise do Teste Desenho do Animal

Resumo:
O presente trabalho baseia-se no estudo que foi realizado com o instrumento Desenho do Animal de Sidney Levy e Richard A. Levy. Segundo os autores, a mente humana tende funcionar mais confortavelmente com imagens concretas do que com abstra√ß√Ķes verbais. O uso desse teste baseia-se nos estudos psicanal√≠ticos de Freud e outros autores, que contam com a signific√Ęncia dada aos animais como s√≠mbolos, personifica√ß√Ķes projetadas de impulsos e sentimentos inconscientes. A partir dessa abordagem foi realizada a aplica√ß√£o do teste dentro do projeto de extens√£o Preven√ß√£o do Uso Abusivo de Drogas em alunos do Ensino Fundamental, em uma Escola Municipal do Rio de Janeiro. O teste foi aplicado de forma coletiva, em uma amostra de 500 adolescentes, entre 10 e 16 anos de idade. A partir deste estudo foram organizadas tabelas com os animais mais frequentemente desenhados, diferenciadas por faixa et√°ria e por g√™nero. Al√©m disso, foram obtidos os significados atribu√≠dos aos animais escolhidos com mais frequ√™ncia. Esta pesquisa ainda est√° em andamento, por√©m desde j√° podemos prever a relev√Ęncia desta t√©cnica gr√°fica para a atividade de avalia√ß√£o psicol√≥gica, j√° que a literatura psicanal√≠tica ressalta a import√Ęncia das figuras animais em fobias e sonhos. Atrav√©s deste trabalho a equipe busca contribuir para a valida√ß√£o do teste Desenho do Animal no cen√°rio de avalia√ß√£o psicol√≥gica brasileiro.

Autoria:
Elza Maria Rocha Pinto   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Luisa Wolff   Universidade Federal do Rio de Janeiro
Tha√≠ssa Reis   Universidade Federal do Rio de Janeiro
 
 
 
 


Apresentador:
Luisa Wolff


Palavras-chave:
desenho do animal, teste, avaliação

Nome:
Maiana Farias Oliveira Nunes

Titulo:
Avaliação psicológica: integração entre teoria, pesquisa e prática

Resumo:
Essa mesa tem como objetivo discutir as aproxima√ß√Ķes entre teoria, pesquisa e pr√°tica em avalia√ß√£o psicol√≥gica em dois contextos. A primeira apresenta√ß√£o ter√° como objetivo discutir pressupostos b√°sicos da avalia√ß√£o psicol√≥gica, seguida por duas apresenta√ß√Ķes que abordar√£o as integra√ß√Ķes entre teoria, pesquisa e pr√°tica da avalia√ß√£o, trazendo exemplos pr√°ticos de avalia√ß√Ķes realizadas no campo da Neuropsicologia e da Orienta√ß√£o Profissional.

Autoria:
 
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
0


Palavras-chave:
avaliação psicológic, neuropsicologia, orientação profissio

Nome:
Valmir Nunes de Figueirêdo Filho

Titulo:
AVALIAÇÃO RETROSPECTIVA DA ALIENAÇÃO E CONTROLE PARENTAL EM UMA AMOSTRA PARAIBANA

Resumo:
Os estilos parentais s√£o definidos como a forma que os pais agem diante de quest√Ķes como hierarquia e poder, atitudes que adotam ante aos problemas disciplinares e decis√Ķes assumidas. Filhos criados longe do afeto e controle dos pais apresentariam baixos √≠ndices de compet√™ncia social e cognitiva e alto √≠ndice de problemas de comportamento. Pais autorit√°rios contribuem para o desenvolvimento de baixa autoestima, medo, ansiedade e depress√£o nos filhos. Uma das hip√≥teses mais prov√°veis sobre o apoio familiar e a depress√£o, √© que relacionamentos pobres na inf√Ęncia e adolesc√™ncia contribuem de forma significativa para a obten√ß√£o de personalidades vulner√°veis, os quais auxiliam na propens√£o para a depress√£o e modelos insatisfat√≥rios de relacionamentos. Neste sentido, o estudo buscou caracterizar uma amostra popula√ß√£o da cidade de Jo√£o Pessoa quanto a quatro fatores, sendo aliena√ß√£o paterna e materna e, controle materna e paterna. Para isso, utilizou-se o question√°rio S√≥ciodemogr√°fico e a Escala de Lembran√ßas do Relacionamento Parental (RRP10). Participaram do estudo 484 sujeitos da cidade de Jo√£o Pessoa - PB com idades entre 16 e 65 anos e maioria do sexo feminino. Para a an√°lise dos dados foi utilizado o software PASW, vers√£o 18. Efetuou-se uma an√°lise descritiva indicando que os sujeitos apresentaram escores medianos em rela√ß√£o √† aliena√ß√£o e controle paterno, escores acima da m√©dia para o fator aliena√ß√£o materno indicando uma rela√ß√£o pobre em comunica√ß√£o, falta de reciprocidade e intimidade, bem como baixa pontua√ß√£o em rela√ß√£o ao fator controle materno demonstrando uma aus√™ncia do estilo superprotetor dos pais em rela√ß√£o aos filhos. De acordo com estudos pr√©vios estes resultados podem servir de explica√ß√£o para determinadas condutas e problemas dos filhos na vida adulta.

Autoria:
Valmir Nunes de Figueir√™do Filho   Graduando de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Jaqueline Gomes Cavalcanti   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
J√©ssica Queiroga de Oliveira   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Valmir Nunes de Figueirêdo Filho


Palavras-chave:
Alienação parental, Controle parental, Avaliação

Nome:
Nelson Hauck Filho

Titulo:
AVALIANDO COMPORTAMENTOS ANTISSOCIAIS EM CLASSES LATENTES DE UNIVERSIT√ĀRIOS: UM ESTUDO COM MIXTURE ITEM RESPONSE THEORY

Resumo:
Modelos de Item Response Theory (IRT) possibilitam obter informa√ß√£o sobre uma ou mais vari√°veis latentes cont√≠nuas a partir de um conjunto de indicadores como itens ou tarefas. Para a maioria dos modelos IRT, os par√Ęmetros da dificuldade e da discrimina√ß√£o dos itens apresentam um valor fixo para toda a popula√ß√£o de indiv√≠duos. No entanto, em determinadas circunst√Ęncias, a heterogeneidade populacional faz com que os indicadores funcionem de maneira diversa dentro de grupos discretos de indiv√≠duos. Nesse caso, pode ser √ļtil empregar os modelos conhecidos como Mixture IRT, que permitem avaliar as caracter√≠sticas psicom√©tricas dos indicadores dentro de classes latentes populacionais espec√≠ficas. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi ilustrar como o modelo Mixture Rating Scale pode refinar a avalia√ß√£o de comportamentos antissociais em estudantes universit√°rios, ao estimar os par√Ęmetros dos itens levando em considera√ß√£o poss√≠veis classes latentes de indiv√≠duos. Os participantes do estudo foram 204 estudantes de uma universidade federal do Rio Grande do Sul, que responderam a um instrumento de autorrelato avaliativo de comportamentos antissociais n√£o-criminosos. Os √≠ndices Bayesian Information Criterion (BIC) e Akaike Information Criterion (AIC) sugeriram a exist√™ncia de duas classes latentes na amostra. Uma interpreta√ß√£o dos resultados a partir da an√°lise dos par√Ęmetros da dificuldade dos itens revelou um grupo de indiv√≠duos mais propensos a endossar itens sobre comportamentos antissociais reativos, e outro grupo mais propenso a endossar itens sobre comportamentos antissociais proativos. O estudo mostra que o uso de um modelo de IRT que aborda o problema da heterogeneidade populacional pode contribuir para refinar a avalia√ß√£o de comportamentos antissociais em universit√°rios.

Autoria:
Nelson Hauck Filho   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia, UFRGS
Marco Ant√īnio Pereira Teixeira   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia, UFRGS
 
 
 
 
 


Apresentador:
Nelson Hauck Filho


Palavras-chave:
Teoria de Resposta ao Item, An√°lise de Classes Latentes, Comportamento Antissocial

Nome:
Andréa Duarte Pesca

Titulo:
Bases te√≥ricas e par√Ęmetros psicom√©tricos de instrumentos de medida de autoconfian√ßa no contexto esportivo

Resumo:
Autoconfian√ßa esportiva √© a cren√ßa do atleta de que pode executar com sucesso o comportamento desejado. √Č caracterizada por elevada expectativa de sucesso e pode influenciar o afeto, comportamento e cogni√ß√£o. Este trabalho sistematiza o estado da arte dos par√Ęmetros psicom√©tricos de instrumentos de medida de autoconfian√ßa em atletas. Os instrumentos referidos na literatura internacional avaliam tra√ßo, estado psicol√≥gico, n√≠veis gerais de autoconfian√ßa, influ√™ncia das dimens√Ķes de autoconfian√ßa e a rela√ß√£o autoconfian√ßa e ansiedade. Os primeiros instrumentos foram desenvolvidos com base no modelo conceitual de Vealey (1986) que define autoconfian√ßa com base em fundamentos da autoefic√°cia, compet√™ncia percebida e expectativa de desempenho. Os instrumentos de autoconfian√ßa estado e tra√ßo apresentam car√°ter unidimensional, com evid√™ncias de validade e precis√£o para as popula√ß√Ķes em que foram desenvolvidos. Instrumentos de medida constru√≠dos ou revisados avaliam o n√≠vel geral de autoconfian√ßa e apresentam medidas multidimensionais do construto, com base nas dimens√Ķes autoconfian√ßa f√≠sica, autoconfian√ßa cognitiva e autoconfian√ßa na resili√™ncia. Outro modelo utilizado √© baseado nas teorias da expectativa, efic√°cia e atribui√ß√£o e abrange as dimens√Ķes da compet√™ncia esportiva e disposi√ß√£o ao otimismo (expectativas positivas de futuro). A influ√™ncia das dimens√Ķes da autoconfian√ßa sobre o atleta tamb√©m pode ser investigada por meio de instrumento espec√≠fico, que apresenta evid√™ncias de precis√£o e validade para a popula√ß√£o no qual foi desenvolvido. Foram encontrados instrumentos de avalia√ß√£o da ansiedade compostos pelas subescalas ansiedade cognitiva, ansiedade som√°tica e autoconfian√ßa que apresentam evid√™ncias de precis√£o e validade para amostras internacionais. N√£o foram encontradas publica√ß√Ķes sobre desenvolvimento e investiga√ß√£o de evid√™ncias de validade e precis√£o de instrumentos para medir autoconfian√ßa em atletas brasileiros. Pesquisas futuras devem explorar a adapta√ß√£o ou constru√ß√£o de instrumentos de avalia√ß√£o de autoconfian√ßa em atletas que sejam v√°lidos e precisos.

Autoria:
Andr√©a Duarte Pesca   Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina - Cesusc
Gabriela Frischknecht   Universidade Federal de Santa Catarina
Prof. Dr. Roberto Moraes Cruz   Universidade Federal de Santa Catarina
 
 
 
 


Apresentador:
Andréa Duarte Pesca


Palavras-chave:
Autoconfiança, Psicometricos, Instrumentos de medidas

Nome:
Cinthya Rebecca Santos Melo

Titulo:
BEM ESTAR SUBJETIVO E SUA RELA√á√ÉO COM AS LEMBRAN√áAS E PERCEP√á√ēES PARENTAIS

Resumo:
Os estilos de socializa√ß√£o (responsividade e exig√™ncia) e cuidados parentais (aliena√ß√£o e controle) est√£o associados ao desenvolvimento biopsicossocial dos indiv√≠duos. Estudos demonstram que a percep√ß√£o dos filhos acerca dessas dimens√Ķes tem efeito nas medidas de bem estar-subjetivo (BES). Este, compreendido como um estado de satisfa√ß√£o pessoal e com o ambiente, √© um fen√īmeno multifacetado que engloba dimens√Ķes f√≠sicas, sociais e afetivas. O objetivo deste estudo foi verificar a rela√ß√£o entre o BES e as pr√°ticas de socializa√ß√£o e de cuidado parental conforme s√£o percebidos e lembrados pelos indiv√≠duos. Participaram desta pesquisa 411 estudantes do Ensino M√©dio da cidade de Jo√£o Pessoa (PB), sendo 60,3% de escolas p√ļblicas, 53% do sexo feminino, com m√©dia de idade de 17,11. Foram utilizadas as escalas de Afetos Positivos e Negativos, Vitalidade, Satisfa√ß√£o com a vida e o Question√°rio de Sa√ļde Geral (QSG), para avaliar o BES; Question√°rio de Percep√ß√£o dos Pais (QPP) e Escala de Lembran√ßas do Relacionamento Parental (RRP-10) para avaliar os estilos parentais; e question√°rio sociodemogr√°fico. Para an√°lise dos dados foi utilizado o teste de correla√ß√£o r de Pearson e estat√≠sticas descritivas. Os fatores ¬ďAliena√ß√£o Total¬Ē e ¬ďResponsividade Total¬Ē foram os que se correlacionaram mais significativamente com as escalas do BES. O fator ¬ďResponsividade Materna¬Ē correlacionou-se significativamente com o BES, excetuando-se os Afetos Negativos. O fator ¬ďResponsividade Paterna¬Ē correlacionou-se apenas com os afetos positivos, vitalidade e satisfa√ß√£o com a vida. O fator ¬ďControle Materno¬Ē correlacionou-se significativamente com a Satisfa√ß√£o e com o fator ¬ďDepress√£o¬Ē da QSG, mas n√£o foram encontradas correla√ß√Ķes entre o ¬ďControle Paterno¬Ē e as escalas de BES. Deste modo, conclui-se que as pr√°ticas de socializa√ß√£o e o cuidado da m√£e est√£o mais relacionados com o bem-estar subjetivo. Parece ser, tamb√©m, que as pr√°ticas de aliena√ß√£o s√£o as que mais contribuem para o aumento da ansiedade e depress√£o.

Autoria:
Cinthya Rebecca Santos Melo   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
J√©ssica Martins Pernambuco   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Joalisson de Almeida Gomes   Graduando de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
 
 


Apresentador:
Cinthya Rebecca Santos Melo


Palavras-chave:
Bem Estar Subjetivo, Estilos Parentais, Alienação Parental

Nome:
ANGELICA MARIA FERREIRA DE MELO CASTRO

Titulo:
Bem-estar, processos de identifica√ß√£o e rela√ß√Ķes familiares de adolescentes cumprindo medida socioeducativa

Resumo:
Conhecer e compreender os fatores de risco relacionados a situa√ß√Ķes de conflito com a lei na adolesc√™ncia torna-se imprescind√≠vel, √† medida que viabiliza a fomenta√ß√£o projetos de interven√ß√£o e preven√ß√£o que auxiliem na diminui√ß√£o de comportamentos de transgress√Ķes. Neste sentido, a presente investiga√ß√£o pretende compreender e analisar as rela√ß√Ķes familiares, os processos de identifica√ß√£o e o bem-estar subjetivo em crian√ßas e adolescentes em situa√ß√£o de conflito com a lei. Para tanto a casu√≠stica constituiu-se a partir de 2 grupos: trinta adolescentes em conflito com a lei em medida de interna√ß√£o; e trinta adolescentes sem conflito com a lei, com idades variando entre 12 a 17 anos e de ambos os sexos. Ressalte-se que n√£o foi objetivo promover uma distin√ß√£o das crian√ßas com estes perfis, mas sim, o de apreender informa√ß√Ķes que impulsionem a reflex√£o do comportamentos de infra√ß√Ķes a lei como um processo influenciado por m√ļltiplos fatores, dentre eles o familiar. Foram utilizados um question√°rio sociodemografico; familiograma; teste de identifica√ß√£o familiar, escala de afeto positivo e negativo; e a escala de satisfa√ß√£o de vida. No primeiro momento da coleta a pesquisadora se apresentou para os adolescentes institucionalizados e falou sobre a import√Ęncia do trabalho que estava desenvolvendo, com o intuito de estabelecer rapport entre os poss√≠veis participantes da pesquisa e a pesquisadora. Em segundo momento, a aplica√ß√£o ocorreu de forma individual, com dura√ß√£o m√©dia de 40 minutos. As an√°lises apontam para baixos n√≠veis de bem-estar subjetivo por partes dos adolescentes em conflito com a lei. O fen√īmeno de idealizar a fam√≠lia durante o processo do cumprimento da medida socioeducativa esteve fortemente presente nos dados relacionados √†s rela√ß√Ķes familiares e ao processo de identifica√ß√£o familiar. Um modelo explicativo foi formulado e explicou em n√≠veis significativos a vari√Ęncia do bem-estar subjetivo ao isolar como vari√°veis independentes a autocongru√™ncia e afetividade m√£e-filho.

Autoria:
Angelica Maria Ferreira de Melo Castro   Universidade Federal Rural de Pernambuco
Maycoln Le√īni Martins Teodoro   Universidade Federal de Minas Gerais
 
 
 
 
 


Apresentador:
Angelica Maria Ferreira de Melo Castro


Palavras-chave:
rela√ß√Ķes familiares, bem estar, adolescentes

Nome:
S√īnia Beatriz Motta Macedo

Titulo:
BURNOUT EM PROFESSORES DE UMA ESCOLA PARTICULAR DE ENSINO FUNDAMENTAL E M√ČDIO DO INTERIOR GOIANO.

Resumo:
A S√≠ndrome de Burnout, √© definida como uma das consequ√™ncias mais extremadas do estresse profissional, caracterizando esgotamento emocional, avalia√ß√£o negativa de si mesmo, depress√£o e apatia com rela√ß√£o a tudo e a quase todos. O objetivo deste artigo foi identificar se os professores da rede particular de ensino fundamental e m√©dio apresentam a s√≠ndrome de burnout, visto que os mesmos podem estar sujeitos a essa s√≠ndrome, conforme estressores encontrados no ambiente de trabalho. A pesquisa se justifica pela sua contribui√ß√£o concedida √† ci√™ncia, ampliando o n√ļmero de temas pesquisados e de fontes para novas pesquisas. Os participantes da pesquisa constitu√≠ram de 30 (trinta) professores de ambos os sexos, sendo todos funcion√°rios de uma escola particular de ensino fundamental e m√©dio do interior de Goi√°s, sendo a maioria dos professores do sexo feminino (77%) e 60% s√£o casados. Em rela√ß√£o √† idade, 40% t√™m entre 36 e 45 anos e quanto √† escolaridade 53% dos sujeitos tem P√≥s-Gradua√ß√£o. Os sujeitos em sua maioria j√° est√£o no cargo de professor entre 11 a 15 anos (27%). Como instrumento de coleta de dados foi aplicado um question√°rio s√≥cio-demogr√°fico e o invent√°rio Maslach de Burnout por meio de uma pesquisa quantitativa, para verificar a poss√≠vel ocorr√™ncia dessa s√≠ndrome nos professores respondentes e, portanto sujeitos dessa pesquisa. Os resultados obtidos mostraram que a maioria afetada pelo Burnout (9,8%) est√° na dimens√£o ¬ďDespersonaliza√ß√£o¬Ē, isto √©, est√£o racionalizando mais suas tarefas do que se guiam pelas emo√ß√Ķes, estando com aus√™ncia de sensibilidade e falta de afeto. Nota- se que os resultados apontam para necessidade de uma maior aten√ß√£o por parte de toda a sociedade, dos √≥rg√£os governamentais e de sa√ļde em rela√ß√£o √† situa√ß√£o de trabalho ao qual se encontram os docentes neste paradigma atual.

Autoria:
Am√©lia Aparecida Paiva Buso   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
√āngela Maria Ribeiro   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
Emilene Ara√ļjo Palhares   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
Normanir Alves Guerra de Paula   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
Ricardo Alves Da Paix√£o   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
S√īnia Beatriz Motta Macedo   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
 


Apresentador:
Ricardo Alves Da Paix√£o


Palavras-chave:
Síndrome de Burnout, Professores, Enino Fundamental e Médio

Nome:
Thaynara Leite de Andrade

Titulo:
CARACTER√ćSTICAS DE ANSIEDADE DA POPULA√á√ÉO GERAL DE UMA AMOSTRA PARAIBANA

Resumo:
O desenvolvimento das atividades cotidianas requer um suporte emocional intenso, o que acaba provocando uma diversidade de sentimentos, dentre eles a ansiedade. Esta é considerada um sentimento vago e desagradável de medo e apreensão, que pode ser visto como uma emoção cuja função é a de alertar o sujeito frente ao perigo, ativando uma tensão com a finalidade de estimular respostas e podendo vir a assumir uma função patológica quando ocorre com intensidade, duração e frequência exacerbadas. Neste sentido, o objetivo do presente estudo foi verificar os níveis de ansiedade em uma amostra da população geral da Paraíba. Para se alcançar o objetivo proposto foi utilizada a Escala de Ansiedade de Hamilton (HAM-A) a qual mede a ansiedade psíquica e somática, além de um questionário sociodemográfico em uma mostra de respondentes de ambos os sexos. Para análise dos dados foram realizadas análises descritivas por meio do Pacote de dados estatísticos PASW-18. Como resultados, o grupo avaliado apresentou nível geral de ansiedade com gravidade leve, entretanto, as mulheres pontuaram mais alto do que os homens ainda que ambos tenham se enquadrado no mesmo nível. Destaca-se ainda, que os participantes divorciados apresentaram índices mais altos do que os demais, indicando um nível de ansiedade com gravidade ligeira a moderada. Por fim, não houve diferenças significativas quanto ao exercício de atividade laboral pelos avaliados. Com isso, aponta-se a necessidade de aprofundar este estudo para verificação dos resultados em uma amostra maior e mais representativa da população, especialmente com sujeitos divorciados, tendo em vista que este grupo apresentou um nível mais intenso de ansiedade do que o restante da população estudada, ainda que a amostra de sujeito divorciados foi reduzida.

Autoria:
Thaynara Leite de Andrade   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Karmen Gouveia Correia de Oliveira   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Rosane Vieira Carneiro   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Thaynara Leite de Andrade


Palavras-chave:
Ansiedade, População geral, HAM-A

Nome:
Marucia Patta Bardagi

Titulo:
Caracterização das atividades de acolhimento ao aluno ingressante da UFSC: A lacuna da avaliação

Resumo:
O ingresso no Ensino Superior produz mudan√ßas pessoais, acad√™micas, sociais e institucionais na vida dos estudantes. Conseguir lidar com elas, processo denominado ¬ďadapta√ß√£o¬Ē ou ¬ďintegra√ß√£o ao Ensino Superior¬Ē, aumenta a probabilidade de sucesso acad√™mico e diminui o risco de evas√£o. A adapta√ß√£o n√£o depende apenas do pr√≥prio estudante, mas inclui tamb√©m oportunidades oferecidas pelas institui√ß√Ķes de ensino. A literatura aponta a import√Ęncia de iniciativas como as atividades de acolhimento aos alunos ingressantes e este trabalho, parte de um projeto avaliando aspectos favorecedores da perman√™ncia de ingressantes no ensino superior, realizou um levantamento das atividades de acolhimento oferecidas aos alunos pela UFSC. Foram entrevistados representantes do DCE (Diret√≥rio Central de Estudantes), PRAE (Pr√≥-Reitoria de Assuntos Estudantis), PREG (Pr√≥-Reitoria de Gradua√ß√£o) e centros acad√™micos dos cursos da institui√ß√£o e identificados os tipos e objetivos das atividades. Os resultados indicam duas dire√ß√Ķes principais: a) a maior parte das atividades de acolhimento est√° a cargo de cada curso, sem sistematiza√ß√£o ou monitoramento institucional, e os respons√°veis por estas atividades costumam ser os pr√≥prios alunos, atrav√©s dos centros acad√™micos; e b) as a√ß√Ķes institucionais s√£o prioritariamente de car√°ter informativo, para dissemina√ß√£o de conhecimentos sobre o funcionamento de √≥rg√£os, servi√ßos e procedimentos universit√°rios, ou de localiza√ß√£o geogr√°fica dos alunos no campus. Ainda, √© grande o n√ļmero de cursos que n√£o oferece ou desconhece atividades de acolhimento aos seus ingressantes. Um aspecto importante e ausente nos espa√ßos pesquisados √© a avalia√ß√£o destas atividades ¬Ė dados indicando se elas, quando existentes, efetivamente contribuem para a integra√ß√£o dos alunos e favorecem a perman√™ncia e satisfa√ß√£o dos mesmos nos primeiros momentos de trajet√≥ria universit√°ria. √Č fundamental mapear institucionalmente estas atividades, avaliar sua efic√°cia e disseminar institucionalmente as iniciativas que se mostrem particularmente uteis √† integra√ß√£o do aluno universit√°rio.

Autoria:
Marucia Patta Bardagi   Universidade Federal de Santa Catarina
Gabriel Gomes de Luca   Universidade Federal do Paran√°
Scheila Girelli   Unochapec√≥
 
 
 
 


Apresentador:
Marucia Patta Bardagi


Palavras-chave:
ensino superior, estudante , integração acadêmica

Nome:
Sérgio Eduardo Silva de Oliveira

Titulo:
Caracterização Empírica do Estilo Defensivo de Ordem Primitiva

Resumo:
Os mecanismos de defesa s√£o processos psicol√≥gicos autom√°ticos que s√£o ativados em situa√ß√Ķes de estresse para o al√≠vio da tens√£o. Existem diversos tipos de opera√ß√Ķes defensivas, os quais s√£o geralmente agrupados em dois grandes conjuntos, a saber, as opera√ß√Ķes defensivas de n√≠vel superiores e as primitivas. O primeiro conjunto √© caracterizado por processos defensivos que protegem o indiv√≠duo de um estado de tens√£o ps√≠quica permitindo que ele consiga se comportar de modo adequado mesmo diante do evento estressor. O segundo conjunto, por outro lado, protege o sujeito de conflitos psicol√≥gicos, contudo de modo pouco adaptativo, geralmente distorcendo a realidade e resultando em comportamentos inadequados. O objetivo deste estudo foi caracterizar empiricamente o estilo defensivo primitivo, identificando os mecanismos de defesa que explicam o estilo defensivo primitivo. Foram aplicados em 342 adultos a Escala de Defesas Primitivas do Invent√°rio de Organiza√ß√£o da Personalidade ¬Ė Brasil (IPO-Br) e o Question√°rio de Estilos Defensivos (DSQ-40). Uma an√°lise de regress√£o linear m√ļltipla (vari√°vel dependente: escore da Escala de Defesas Primitivas do IPO-Br; vari√°veis explicativas: 20 tipos de mecanismos de defesa do DSQ-40)indicou que o estilo defensivo primitivo √© explicado pela maior ocorr√™ncia dos mecanismos de defesa de cis√£o, proje√ß√£o, acting out, somatiza√ß√£o, agress√£o-passiva e isolamento. Entraram tamb√©m na equa√ß√£o o mecanismo de defesa pseudo-autru√≠smo, que √© um estilo defensivo de n√≠vel intermedi√°rio (neur√≥tico), e o mecanismo de defesa de supress√£o, que √© uma opera√ß√£o de ordem superior, sendo que essa √ļltima apresentou associa√ß√£o inversa. Os achados deste estudo confirmam empiricamente os postulados te√≥ricos que afirmam que os mecanismos defensivos de ordem primitiva s√£o centrados no processo de cis√£o e de distor√ß√£o da realidade.

Autoria:
S√©rgio Eduardo Silva de Oliveira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Universidade Federal de Ci√™ncias da Sa√ļde de Porto Alegre
Denise Ruschel Bandeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 
 


Apresentador:
Sérgio Eduardo Silva de Oliveira


Palavras-chave:
Estilo Defensivo Primitivo, Mecanismos de Defesa, Pesquisa Empírica

Nome:
Denise Balem Yates

Titulo:
Centro de Avalia√ß√£o Psicol√≥gica ¬Ė UFRGS: compara√ß√£o entre as queixas na triagem e o diagn√≥stico final

Resumo:
O Centro de Avalia√ß√£o Psicol√≥gica (CAP) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) √© uma cl√≠nica-escola especializada em avalia√ß√Ķes psicol√≥gicas para a comunidade em geral. Este trabalho tem como objetivo propor uma an√°lise comparativa entre as queixas apresentadas pelos pacientes durante a entrevista de triagem e o diagn√≥stico final. Foi realizado um estudo retrospectivo utilizando os registros de queixas e diagn√≥sticos finais dos 39 pacientes que foram atendidos pelo CAP no ano de 2012 e que conclu√≠ram o processo de avalia√ß√£o. Os dados foram classificados conforme as categorias utilizadas nos instrumentos de avalia√ß√£o do comportamento para crian√ßas (Child Behavior Checklist ¬Ė CBCL) e de adultos (Adult Behavior Checklist ¬Ė ABCL) e posteriormente foram comparados entre si. Essa compara√ß√£o auxiliou na verifica√ß√£o dos diagn√≥sticos: se eles s√£o caracterizados como um desdobramento da queixa original ou se na avalia√ß√£o s√£o observados sintomas de outra natureza que levam a achados n√£o apresentados na queixa. Do total de casos, 71,8% (n = 28) apresentou como principal queixa ¬ďProblemas de Aten√ß√£o¬Ē. Em rela√ß√£o aos diagn√≥sticos, destaca-se a categoria ¬ďOutros Diagn√≥sticos¬Ē, representando 28,2% (n = 11) da amostra. O segundo maior crit√©rio diagn√≥stico apresentado foi ¬ďProblemas de Aten√ß√£o¬Ē, referente a 25,6% (n = 10) da amostra. Ainda que 35,9% (n = 14) dos casos tenham apresentado equival√™ncia entre queixa e diagn√≥stico final, o n√ļmero de diagn√≥sticos n√£o relacionados √†s queixas √© maior: 43,5% (n = 17). Com base nesses dados, foi poss√≠vel identificar que houve desdobramentos significativos no diagn√≥stico das queixas relacionadas √† aten√ß√£o, sendo os principais ligados √†s categorias de ¬ďAnsiedade/depress√£o¬Ē, ¬ďAus√™ncia de quadro psicopatol√≥gico¬Ē e Retardo Mental Leve (em ¬ďOutros Diagn√≥sticos¬Ē). Dessa forma, fica evidente a import√Ęncia da triagem no processo de avalia√ß√£o e a import√Ęncia do diagn√≥stico diferencial para a realiza√ß√£o adequada da avalia√ß√£o psicol√≥gica.

Autoria:
Renata Gruner   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Denise Balem Yates   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 
 


Apresentador:
Denise Balem Yates


Palavras-chave:
entrevista de triagem, avaliação psicológica, clínica-escola

Nome:
Ana Maria Fernandez

Titulo:
Chilean assessment of the Dutch inventory of partner-behaviors that evoke jealousy

Resumo:
The present study reports an evaluation of a four factor questionnaire of jealousy-evoking partner behaviors that was created in Netherlands by Dijkstra, Barelds & Groothof (2010). Back translation of the 42 items and results of a pilot application of the inventory yielded high internal consistencies and test-retest stability of the instrument for a 60 day interval. Application of the questionnaire to a sample of 223 participants currently involved in a romantic relationship was coherent with the four factor solution found in the original Dutch version of the inventory representing suspicious (F1), provocative (F2), media attracted (F3), and intimate behaviors (F4). Intercorrelations of all the dimensions of jealousy evoking behaviors were negative and low in magnitude with participants unrestricted openness to sexuality (SOI), and age (except for F4). Provocative behaviors were inversely related to time in the relationship, and self-perceived jealousy was directly and moderately associated to all of the dimensions of jealousy-evoking behaviors. Confirming the impact of the media to evoke jealousy in our modern conditions, individuals self-perceived attractiveness was positively related to F3 (media attracted behaviors), and attachment anxiety was directly related to all the dimensions of jealousy evoking behaviors except for F3. The discussion extends the importance of actualizing jealousy criteria to include the Internet and modern media exposure as important sources of jealousy in romantic relationships.

Autoria:
Ana Maria Fernandez   Universidad de Santiago de Chile
Michele Dufey   Universidad Diego Portales
Paula Pavez   Universidad Autonoma
 
 
 
 


Apresentador:
Ana Maria Fernandez


Palavras-chave:
Jealousy Assessment, Psychometrics, Close relationships

Nome:
Patr√≠cia Silva L√ļcio

Titulo:
Comparação da TCT e da TRI na construção de um Protocolo de Compreensão Leitora

Resumo:
A psicometria √© a aplica√ß√£o da mensura√ß√£o aos fen√īmenos da psicologia. Dois conjuntos de teorias estat√≠sticas t√™m sido utilizados dentro deste campo de estudos: a Teoria Cl√°ssica (TCT) e a Teoria de Resposta ao Item (TRI). A TCT utiliza o escore total do sujeito nos testes para determinar os par√Ęmetros de dificuldade e discrimina√ß√£o dos itens. J√° a TRI avalia a habilidade do testando de acordo com a probabilidade de acerto nos itens individuais. Neste caso, os par√Ęmetros de dificuldade e de discrimina√ß√£o s√£o propriedades dos itens, independentes da habilidade dos testandos. A presente pesquisa objetiva comparar os resultados da an√°lise dos itens de um Protocolo de Compreens√£o leitora pela TCT e pela TRI. Participaram do estudo 206 crian√ßas de 7 a 11 anos de uma escola da rede particular de ensino de Rio Claro (SP). As crian√ßas leram sete textos e responderam a quest√Ķes relacionadas. A an√°lise cl√°ssica mostrou que, em geral, os textos apresentaram n√≠veis m√©dios a baixos de dificuldade (0,52 < p < 0,79), havendo uma redu√ß√£o da porcentagem de acerto √†s quest√Ķes com a progress√£o textual. Igualmente, a maioria dos itens (83%) apresentou dificuldade de muito baixa a m√©dia, com poucos itens dif√≠ceis ou muito dif√≠ceis. A maioria dos itens (53%) apresentou √≠ndices de discrimina√ß√£o adequada (D > 0,30). Os escores m√©dios dos textos finais apresentou distribui√ß√£o normal. A TRI mostrou que a maioria dos itens (55%) apresentou √≠ndices de discrimina√ß√£o de moderada a alta, sendo que os itens com discrimina√ß√£o inadequada (a < 0,34) constitu√≠am, em sua maioria, aos textos iniciais, menos complexos. A maioria dos itens adequados (72%) apresentou dificuldade baixa a moderada, sendo que nenhum item apresentou n√≠veis de dificuldade muito altos. O estudo apontou resultados semelhantes para ambas as t√©cnicas, e indicaram a necessidade de ajustes para aumentar a dificuldade dos itens.

Autoria:
Patr√≠cia Silva L√ļcio   Universidade Estadual de Londrina
Carolina Alves Ferreira de Carvalho   Universidade Federal de S√£o Paulo
Adriana de Souza Batista Kida   Universidade Federal de S√£o Paulo
Hugo Cogo-Moreira   Universidade Federal de S√£o Paulo
Clara Regina Brand√£o de √Āvila   Universidade Federal de S√£o Paulo
 
 


Apresentador:
Patr√≠cia Silva L√ļcio


Palavras-chave:
TRI, TCT, Compreens√£o leitora

Nome:
Julia Carolina Rafalski

Titulo:
Competências e Práticas de Psicólogos Peritos em concessão de Porte de Arma de Fogo

Resumo:
A Avalia√ß√£o Psicol√≥gica busca conhecer o funcionamento psicol√≥gico das pessoas de forma a compreender situa√ß√Ķes presentes e tamb√©m orientar a√ß√Ķes de progn√≥stico. Existente e aplicada em diferentes √°reas, insere-se no contexto de atua√ß√£o policial principalmente por meio da Avalia√ß√£o para o Porte de Arma de Fogo (PAF). Este trabalho tem como objetivo conhecer as compet√™ncias e pr√°ticas de psic√≥logos peritos em concess√£o de Porte de Arma de Fogo atuantes em um estado da regi√£o sudeste. Foram entrevistadas 14 profissionais psic√≥logos com idades entre 30 e 60 anos, atuantes no campo da avalia√ß√£o pericial para porte de arma. Utilizou-se um roteiro composto por 11 perguntas abertas focadas nas pr√°ticas de trabalho destes profissionais. As entrevistas foram gravadas e transcritas, sendo posteriormente analisadas por meio da an√°lise de conte√ļdo. Como resultados, todos os profissionais entrevistados relataram atuar em PAF como atividade secund√°ria, sendo que 12 iniciaram nesta atividade pela possibilidade de aumento de renda. O teste PMK (Editora Vetor) foi citado por 13 participantes como principal instrumento utilizado nas avalia√ß√Ķes de Porte de Arma de Fogo antes da concess√£o de parecer desfavor√°vel pelo SATEPSI, sendo substitu√≠do nestes procedimentos avaliativos pelo teste Palogr√°fico (Casa do Psic√≥logo) e Pfister (Casa do Psic√≥logo). Para 7 profissionais o t√≥pico mais importante a ser abordado nas entrevistas de processo avaliativo foi a necessidade/motiva√ß√£o para obten√ß√£o do porte de arma pelos candidatos. A agressividade foi citada por 12 participantes como a caracter√≠stica que propicia a constru√ß√£o do parecer inapto dos candidatos na avalia√ß√£o. Para os entrevistados, o descr√©dito por parte dos candidatos e a falta de profissionalismo dos colegas psic√≥logos atuantes em Avalia√ß√£o Psicol√≥gica s√£o os principais desafios encontrados na √°rea. Pesquisas adicionais s√£o necess√°rias para ampliar o mapeamento das pr√°ticas e compet√™ncias de psic√≥logos peritos.

Autoria:
Julia Carolina Rafalski   Universidade Federal do Esp√≠rito Santo
Alexsandro Luiz de Andrade   Universidade Federal do Esp√≠rito Santo
 
 
 
 
 


Apresentador:
Julia Carolina Rafalski


Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Porte de Arma de Fogo, Práticas Profissionais

Nome:
Giovanna Wanderley Petrucci Toscano

Titulo:
Comportamentos agressivos entre pares e variáveis sociodemográficas em crianças da cidade de Porto Alegre

Resumo:
Estudos relatam alta preval√™ncia de comportamentos agressivos entre crian√ßas. A origem e a manuten√ß√£o desses comportamentos est√£o relacionadas a diversas vari√°veis individuais e sociais, que podem ser compreendidas visando √† preven√ß√£o e/ou √† redu√ß√£o do problema. O presente estudo tem o objetivo de investigar a associa√ß√£o entre comportamentos agressivos entre pares e vari√°veis sociodemogr√°ficas (sexo, idade da crian√ßa, tipo de escola, escolaridade dos pais e renda familiar). Participaram deste estudo 212 crian√ßas (89 meninos), de 8 a 12 anos, estudantes do 3¬ļ ao 5¬ļ ano do ensino fundamental de escolas p√ļblicas e privadas de Porto Alegre (RS), al√©m de seus respectivos pais ou respons√°veis. Os instrumentos utilizados foram o Question√°rio de Comportamentos Agressivos e Reativos entre Pares (Q-CARP), respondido pelas crian√ßas, e um question√°rio sociodemogr√°fico preenchido pelos pais. O Q-CARP possui duas subescalas. Para este estudo, foi utilizada apenas uma delas, a ECA (Escala de Comportamentos Agressivos), que avalia a frequ√™ncia de comportamentos agressivos f√≠sicos e verbais em crian√ßas. Utilizaram-se testes T para comparar as m√©dias das crian√ßas na ECA em fun√ß√£o do sexo e do tipo de escola e an√°lises de correla√ß√£o de Pearson para analisar poss√≠veis associa√ß√Ķes entre os resultados da ECA e outras vari√°veis sociodemogr√°ficas (idade da crian√ßa, renda familiar e escolaridade dos pais). Os resultados dos testes T mostraram diferen√ßas significativas entre os participantes com rela√ß√£o ao sexo da crian√ßa e ao tipo de escola frequentada. Os resultados dos testes de correla√ß√£o de Pearson indicaram que houve associa√ß√£o significativa entre comportamentos agressivos das crian√ßas e vari√°veis ¬Ďidade da crian√ßa¬í, ¬Ďescolaridade do pai¬í e ¬Ďrenda familiar¬Ď. Conforme a literatura descreve, os resultados apontam para a associa√ß√£o entre os comportamentos agressivos e as vari√°veis sociodemogr√°ficas na amostra estudada, o que pode indicar a influ√™ncia de fatores contextuais na manifesta√ß√£o do problema.

Autoria:
Giovanna Wanderley Petrucci Toscano   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Juliane Callegaro Borsa   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio de Janeiro
Camilla Zachello   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Maria Souza Cardoso   Universidade Federal de Ci√™ncias da Sa√ļde de Porto Alegre
Silvia Helena Koller   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 


Apresentador:
Giovanna Wanderley Petrucci Toscano


Palavras-chave:
comportamento agressivo, inf√Ęncia, vari√°veis sociodemogr√°ficas

Nome:
Ana Cec√≠lia Ara√ļjo de Morais Coutinho

Titulo:
Comportamentos contraprodutivos no trabalho: um estudo de suas rela√ß√Ķes com a dimens√£o conscienciosidade

Resumo:
Durante d√©cadas, a personalidade foi criticada como preditor ineficaz de desempenho profissional. No entanto, pesquisadores na √°rea de sele√ß√£o de pessoas reconheceram e v√™m documentando a relev√Ęncia desse construto no contexto das organiza√ß√Ķes, sob o argumento que ele pode explicar e prever diferen√ßas individuais. Nesse sentido, in√ļmeros estudos t√™m elegido o modelo dos Cinco Grandes Fatores (CGF) na investiga√ß√£o da personalidade como antecedente de comportamentos contraprodutivos no trabalho (CCTs). Dentre as dimens√Ķes que constituem esse modelo, Conscienciosidade vem sendo apontada como o principal preditor desses comportamentos. Diante disso, o presente trabalho sumaria os resultados de estudos emp√≠ricos reportados na literatura nos √ļltimos 10 anos sobre a associa√ß√£o entre a dimens√£o Conscienciosidade e suas respectivas facetas, com diferentes tipos de CCTs. Em geral, as correla√ß√Ķes s√£o moderadas a fortes, com dire√ß√£o negativa. Isso significa dizer que quanto maior o relato de escrupulosidade, autodisciplina, cuidado, senso de dever, responsabilidade, menor a manifesta√ß√£o de CCTs.

Autoria:
Julie Micheline Amaral Silva   Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Jana√≠na de Castro √Āvila   Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
J√©ssica Menezes Rosa e Silva   Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Talita Gon√ßalves Caetano   Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Vanessa Guimar√£es da Silva   Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Ana Cec√≠lia Ara√ļjo de Morais Coutinho   Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Elizabeth do Nascimento   Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG


Apresentador:
Julie Micheline Amaral Silva


Palavras-chave:
CCTs, personalidade, Conscienciosidade

Nome:
Karen Cristina Alves Lamas

Titulo:
Comprometimento com a carreira: uma análise da produção científica internacional

Resumo:
Em 1985, Blau definiu o comprometimento com a carreira como uma atitude em rela√ß√£o √† profiss√£o/voca√ß√£o escolhida, que envolve identifica√ß√£o e inten√ß√£o de permanecer na profiss√£o, tamb√©m, operacionalizou o conceito ao criar uma escala para mensur√°-lo. Posteriormente, houve o desenvolvimento de outras medidas. Na literatura internacional apenas um estudo de revis√£o sistem√°tica da literatura incluiu o tema. No contexto brasileiro algumas revis√Ķes destacaram a falta de pesquisas sobre o construto. O objetivo deste estudo foi analisar a produ√ß√£o cient√≠fica internacional de uma d√©cada sobre comprometimento com a carreira. O levantamento foi realizado na base de dados PsycINFO, compreendendo o per√≠odo de 2002 a 2011. Para a recupera√ß√£o dos artigos, em abril de 2012, empregou-se o termo ¬Ďcareer commitment¬í em qualquer campo indexado, pois este n√£o se encontrava nos descritores. Foi necess√°rio excluir cinco publica√ß√Ķes, portanto, analisaram-se 78. Observou-se preval√™ncia do relato de pesquisa emp√≠rica (n=77, 98,7%), sendo que a maior parte dos estudos utilizou o m√©todo quantitativo (n=67, 85,9%) para a an√°lise dos dados. Em rela√ß√£o √†s amostras, 71,1% foi composta por profissionais e o restante por estudantes de ensino fundamental ou m√©dio, gradua√ß√£o, p√≥s-gradua√ß√£o, e ainda por estudantes e profissionais juntos. Quanto √†s medidas, predominou o uso de escalas (n=57, 73,0%), com destaque dos instrumentos constru√≠dos por Blau e por Carson e Bedeian. Ressalta-se que parte dos trabalhos (n=45, 58,4%) citou algum tipo de estudo de validade e/ou precis√£o das medidas. Conclui-se que o construto tem sido investigado em diferentes popula√ß√Ķes e h√° preocupa√ß√£o dos pesquisadores com a qualidade psicom√©trica das medidas. Contudo, poucos estudos tiveram como objetivo construir outros instrumentos ou analisar par√Ęmetros psicom√©tricos. N√£o obstante as limita√ß√Ķes, confirma-se a relev√Ęncia do comprometimento com a carreira para o desenvolvimento profissional dos indiv√≠duos e que seu estudo tende a gerar resultados de aplicabilidade em contextos organizacionais e acad√™micos.

Autoria:
Karen Cristina Alves Lamas   Universidade S√£o Francisco
Ana Paula Porto Noronha   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Karen Cristina Alves Lamas


Palavras-chave:
cientometria, avalia√ß√£o, profiss√Ķes

Nome:
Cinthya Rebecca Santos Melo

Titulo:
Condutas antissociais e delitivas e sua correlação com afetos positivos e negativos: um estudo exploratório

Resumo:
A viol√™ncia juvenil, fen√īmeno complexo e multifacetado, est√° associada a dois tipos de comportamentos socialmente desviantes: delitivos e antissociais. Ambos s√£o diferenciados em termos de gravidade dos atos praticados, sendo os primeiros mais graves, indicando a demanda de puni√ß√Ķes legais, enquanto os antissociais n√£o caracterizam comportamentos ilegais, por√©m v√£o contra as normas sociais. Tem se identificado que os comportamentos socialmente desviantes est√£o associados √† experi√™ncia de afetos negativos e a busca de novas sensa√ß√Ķes. Neste estudo objetivou-se conhecer em que medida os comportamentos socialmente desviantes est√£o relacionados √† viv√™ncia de emo√ß√Ķes positivas e negativas. Participaram desta pesquisa 411 estudantes do Ensino M√©dio da cidade de Jo√£o Pessoa (PB), sendo a maioria do sexo feminino (53%), com m√©dia de idade de 17,11 e com renda entre um a tr√™s sal√°rios m√≠nimos (33,6%). Os participantes responderam as escalas de Afetos Positivos e Negativos, Condutas Antissociais e Delitivas (CAD) e a perguntas sociodemogr√°ficas. Os dados foram analisados por meio de estat√≠sticas descritivas e pela an√°lise de correla√ß√£o r de Pearson. A an√°lise de correla√ß√£o mostrou que existe uma rela√ß√£o positiva e significativa entre Afetos Negativos (AN) e o CAD. Isso parece indicar que as condutas antissociais e delitivas s√£o mais comuns em pessoas que vivenciam mais comumente sentimentos como raiva, culpa e medo, ansiedade, depress√£o ou pessimismo. Foram encontradas correla√ß√Ķes negativas, por√©m n√£o significativas entre Afetos Positivos (AP) e Condutas Antissociais e Delitivas. Este dado sugere que, mesmo que exista uma rela√ß√£o entre estes construtos, outras vari√°veis parecem influenciar nos resultados. Os dados encontrados mostram que pessoas que experienciam altos n√≠veis de AP est√£o menos envolvidas em comportamentos delitivos e socialmente desviantes. Deste modo, indica-se que a estimula√ß√£o de estados de AP pode ser visto como um fator de prote√ß√£o ao desenvolvimento de tais condutas em adolescentes e jovens adultos.

Autoria:
Cinthya Rebecca Santos Melo   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Misael de Sousa Conserva Junior   Graduando de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Tamyres Tomaz Paiva   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
 
 


Apresentador:
Cinthya Rebecca Santos Melo


Palavras-chave:
Afetos Positivos, , Afetos Negativos, Condutas Antissociais

Nome:
Suelen Bordignon

Titulo:
Construção de itens para um instrumento de avaliação de memória e aprendizagem

Resumo:
A constru√ß√£o de instrumentos de avalia√ß√£o psicol√≥gica leva em considera√ß√£o procedimentos te√≥ricos, experimentais a anal√≠ticos. Este trabalho tem por objetivo apresentar os passos realizados no desenvolvimento de um teste de avalia√ß√£o de mem√≥ria e aprendizagem viso-verbal com uso de pistas sem√Ęnticas, focando em aspectos te√≥ricos e experimentais na constru√ß√£o dos itens. O instrumento tem como meta final, auxiliar na avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica da mem√≥ria de adultos e idosos atrav√©s da apresenta√ß√£o de 16 est√≠mulos pict√≥ricos em duas formas paralelas. O primeiro passo da constru√ß√£o dos itens foi um levantamento de dados que verificou normas de associa√ß√£o sem√Ęntica em 20 categorias. Participaram do estudo 236 pessoas entre 40 e 88 anos de idade das cinco regi√Ķes brasileiras. Dados de frequ√™ncia como conceitos comuns a todas as regi√Ķes brasileiras, tamanho de categoria, n√ļmero de respostas corretas, incorretas e em branco s√£o apresentados. A partir dessa an√°lise de frequ√™ncia e de um estudo adicional, foram selecionados 89 conceitos para serem representados graficamente. Ap√≥s a cria√ß√£o das imagens, foram apresentadas normas de concord√Ęncia de nomea√ß√£o e conceitual, familiaridade com o conceito e complexidade visual para os 89 est√≠mulos. Esses dados permitiram a sele√ß√£o preliminar de 32 est√≠mulos pict√≥ricos (16 com cada forma paralela do instrumento) cuja m√©dia de identifica√ß√£o correta dos est√≠mulos √© de 98%.

Autoria:
Suelen Bordignon   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Murilo Ricardo Zibetti   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Juliana de Lima M√ľller   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Clarissa Marceli Trentini   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 


Apresentador:
Suelen Bordignon


Palavras-chave:
avaliação psicológica, memória, aprendizagem

Nome:
Angélia Maeques dos Anjos

Titulo:
Construção de um instrumento para avaliação do traço de neuroticismo

Resumo:
Os cinco grandes fatores de personalidade se constituem numa das teorias mais empregadas atualmente em pesquisas no campo da psicologia e t√™m sido obtidos em diferentes culturas, ra√ßas, continentes e idiomas. Constitui-se, portanto, em um sistema bem estabelecido de cinco tra√ßos, por meio dos quais √© poss√≠vel fazer uma descri√ß√£o consistente da personalidade. O neuroticismo √© um desses tra√ßos, que est√° associado √† susceptibilidade a emo√ß√Ķes negativas, como a tristeza, a raiva e o medo. H√° tamb√©m no Brasil pesquisas realizadas neste campo, com bons resultados psicom√©tricos. No entanto, os instrumentos em portugu√™s brasileiro s√£o caros e/ou longos, o que dificulta seu uso. Por isso, o objetivo desta pesquisa foi desenvolver e avaliar as propriedades psicom√©tricas de uma escala para avalia√ß√£o de neuroticismo. Para isso, foram elaborados itens para representa√ß√£o de seis facetas do neuroticismo: Ansiedade, Agressividade/Hostilidade, Depress√£o, Constrangimento, Impulsividade e Vulnerabilidade ao Estresse. Assim, foi obtido um instrumento com 54 afirma√ß√Ķes, que foi respondido via internet, por meio de uma escala Likert de cinco pontos, que ia de ¬ďnada ou muito pouco caracter√≠stico¬Ē (1) at√© ¬ďmuito ou totalmente caracter√≠stico¬Ē (5). A pesquisa contou com a participa√ß√£o volunt√°ria, livre e esclarecida de 236 jovens adultos, predominantemente do sexo feminino. A an√°lise fatorial explorat√≥ria, com extra√ß√£o dos fatores por fatora√ß√£o dos eixos principais e rota√ß√£o obl√≠qua, revelou uma estrutura de quatro fatores com bons √≠ndices de consist√™ncia interna. Os fatores foram interpretados como associados √† vulnerabilidade, raiva/hostilidade, impulsividade e intoler√Ęncia √† frustra√ß√£o. Apesar dos fatores obtidos terem sido diferentes dos esperados, eles s√£o plenamente compat√≠veis com o conceito de neuroticismo, podendo ser recomendado para avalia√ß√£o desse construto em pesquisas.

Autoria:
Ang√©lia Maeques dos Anjos   Universidade Federal de Pernambuco
Jos√© Maur√≠cio Haas Bueno   Universidade Federal de Pernambuco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Angélia Maeques dos Anjos


Palavras-chave:
Cinco Grandes Fatores, Neuroticismo, Personalidade

Nome:
Arícia Estela Nunes de Andrade Oliveira

Titulo:
Construção e avaliação das propriedades psicométricas de um instrumento para avaliação do conhecimento emocional

Resumo:
A intelig√™ncia emocional envolve um conjunto de habilidades relacionadas com o processamento de informa√ß√Ķes emocionais, entre as quais se encontra o conhecimento emocional. Esta habilidade est√° relacionada ao conhecimento de eventos respons√°veis pela intensifica√ß√£o ou modera√ß√£o de um estado emocional, transi√ß√£o de um estado emocional para outro, ou ainda pelo reconhecimento de misturas de emo√ß√Ķes em uma mesma situa√ß√£o. Neste estudo, construiu-se um teste de conhecimento emocional e avaliou-se suas propriedades psicom√©tricas e rela√ß√Ķes com vari√°veis sociodemogr√°ficas. O instrumento foi aplicado em 567 participantes, majoritariamente jovens adultos do sexo feminino. Obteve-se um instrumento com consist√™ncia interna dentro dos requisitos m√≠nimos exigidos pelo Sistema de Avalia√ß√£o de Testes Psicol√≥gicos do Conselho Federal de Psicologia. A curtose foi levemente leptoc√ļrtica e a assimetria levemente negativa (ou √† esquerda). N√£o houve correla√ß√£o com idade, nem diferen√ßa entre sexos, mas observou-se aumento significativo do conhecimento emocional em fun√ß√£o de renda familiar, escolaridade e tipo de cidade, em favor dos mais abastados, escolarizados e moradores de cidades mais populosas, respectivamente. Os resultados foram compat√≠veis com dados obtidos em estudos anteriores e apontam na dire√ß√£o de uma medida v√°lida e confi√°vel.

Autoria:
Ar√≠cia Estela Nunes de Andrade Oliveira   Universidade Federal de Pernambuco
Jos√© Maur√≠cio Haas Bueno   Universidade Federal de Pernambuco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Arícia Estela Nunes de Andrade Oliveira


Palavras-chave:
Intelig√™ncia Emocional, Compreens√£o Emocional, Emo√ß√Ķes

Nome:
Mussa Abacar

Titulo:
Construção e avaliação das propriedades psicométricas de um Inventário de Habilidades Emocionais

Resumo:
A constru√ß√£o do Invent√°rio de Habilidades Emocionais teve como base a teoria da intelig√™ncia emocional (IE), definida como um conjunto de quatro habilidades relacionadas ao processamento de informa√ß√Ķes carregadas de afeto: a percep√ß√£o de emo√ß√Ķes, a utiliza√ß√£o das emo√ß√Ķes para facilita√ß√£o do pensamento, a compreens√£o emocional e a regula√ß√£o de emo√ß√Ķes. A falta de um instrumento de autorrelato baseado nesta concep√ß√£o te√≥rica motivou a realiza√ß√£o deste trabalho, que tem como objetivo a constru√ß√£o de um instrumento e a investiga√ß√£o de sua validade fatorial e da fidedignidade dos fatores encontrados. Esperava-se encontrar quatro fatores, compat√≠veis com as quatro habilidades relacionadas √† IE. O instrumento ficou composto por 76 afirma√ß√Ķes, para serem respondidas, via internet, por meio de uma escala Likert de cinco pontos, que indicava progressivamente o quanto a frase se aplicava ao caso do respondente. Participaram do estudo 258 sujeitos, que eram predominantemente: jovens adultos do sexo feminino, de n√≠vel universit√°rio, dos estados de Pernambuco e de S√£o Paulo. Uma an√°lise fatorial explorat√≥ria, com rota√ß√£o oblimin, revelou a exist√™ncia de quatro fatores: percep√ß√£o de emo√ß√Ķes (F1), regula√ß√£o de emo√ß√Ķes em si (F2), expressividade emocional (F3) e regula√ß√£o de emo√ß√Ķes em outras pessoas (F4). Todos os fatores apresentaram boa consist√™ncia interna (α). Entre os fatores obtidos, eram esperados os relacionados √† percep√ß√£o de emo√ß√Ķes (F1) e √† regula√ß√£o de emo√ß√Ķes (F2 e F4). O F3 era esperado, conforme teoria, dentro de percep√ß√£o de emo√ß√Ķes, o que n√£o ocorreu, sugerindo que pode haver alguma inconsist√™ncia te√≥rica. Um fator relacionado com o racioc√≠nio emocional, que era esperado, n√£o ocorreu. Esses itens migraram principalmente para o F1. Conclui-se que apesar de a estrutura obtida n√£o ser exatamente a esperada teoricamente, ela √© compat√≠vel com a teoria da intelig√™ncia emocional usada como base para este estudo e o instrumento pode ser recomendado para pesquisas.

Autoria:
Mussa Abacar   Universidade Federal de Pernambuco
Yves de Albuquerque Gomes   Universidade Federal de Pernambuco
Francisco Santos Pereira J√ļnior   Universidade Federal de Pernambuco
Ana Karla Silva Camargo   Universidade Federal de Pernambuco
Jos√© Maur√≠cio Haas Bueno   Universidade Federal de Pernambuco
 
 


Apresentador:
Mussa Abacar


Palavras-chave:
Inteligência Emocional, Habilidades Emocionais, Validade

Nome:
Angélia Maeques dos Anjos

Titulo:
Construção e avaliação das propriedades psicométricas de um Teste de Raciocínio Emocional

Resumo:
A intelig√™ncia emocional envolve um conjunto de habilidades relacionadas com o processamento de informa√ß√£o emocional, sendo que este estudo foca apenas na habilidade de utilizar as emo√ß√Ķes para facilitar o pensamento. Diante da aus√™ncia de um instrumento desenvolvido no Brasil para mensura√ß√£o da habilidade de usar a emo√ß√£o como facilitadora do pensamento em adultos, optou-se pela constru√ß√£o e avalia√ß√£o das propriedades psicom√©tricas pelo Modelo de Rasch de um instrumento para tal finalidade. A constru√ß√£o do instrumento foi baseada em analogias entre algumas emo√ß√Ķes e situa√ß√Ķes cotidianas ou objetos comuns no dia a dia das pessoas. Assim, obteve-se um instrumento com 17 itens, com cinco alternativas de resposta, sendo apenas uma considerada correta. Esse instrumento foi respondido por 236 pessoas, predominantemente jovens adultos do sexo feminino, que acessaram o instrumento via internet. Os √≠ndices de infit e outfit mostraram que os dados se ad√©quam ao modelo da Teoria de Resposta ao Item. As respostas estabelecidas pelos pesquisadores como as corretas foram as que apresentaram m√©dia de theta mais elevada entre as alternativas de cada item, confirmando que as alternativas escolhidas estavam associadas a um maior n√≠vel de habilidade no construto avaliado. O mapa de itens mostrou que a m√©dia de theta das pessoas foi ligeiramente superior a m√©dia de dificuldade dos itens e que quatro itens foram muito f√°ceis para a popula√ß√£o e um item muito dif√≠cil. No entanto, apesar desses bons resultados, o √≠ndice de fidedignidade foi de apenas 0,26. Apesar de alguns bons resultados psicom√©tricos quando ao ajuste dos dados ao modelo da TRI, adequa√ß√£o dos itens √†s pessoas, entre outros, a utiliza√ß√£o da escala fica comprometida em fun√ß√£o da fidedignidade, que mostrou n√£o haver consist√™ncia nas respostas das pessoas aos itens.

Autoria:
Ang√©lia Maeques dos Anjos   Universidade Federal de Pernambuco
Jos√© Maur√≠cio Haas Bueno   Universidade Federal de Pernambuco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Angélia Maeques dos Anjos


Palavras-chave:
Inteligência Emocional, Inteligência, Raciocínio Emocional

Nome:
LEOGILDO ALVES FREIRES

Titulo:
CONSTRU√á√ÉO E CAPACIDADE PREDITIVA DE UMA MEDIDA IMPL√ćCITA FRENTE AO POLIAMOR

Resumo:
O poliamor √© definido como a pr√°tica de ter mais de um relacionamento √≠ntimo, simult√Ęneo, com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos. Esta nova configura√ß√£o afetiva, pode ser definida como uma pr√°tica de amor de forma aberta, eticamente partilhada por v√°rias pessoas de forma consensual. Por√©m, esse novo tipo de relacionamento desafia os elementos do amor rom√Ęntico e monog√Ęmico que pauta a sociedade ocidental. Para analisar esse fen√īmeno, foi constru√≠do um Teste de Associa√ß√£o Impl√≠cita (TAI), que avaliou as atitudes frente a monogamia e o polimaor, utilizando como categorias de est√≠mulos palavras positivas (honesto, decente e desej√°vel) e negativas (ruim, reprov√°vel e desprazeroso), e como categorias-alvo monogamia (monogamia, casamento e exclusividade) e poliamor (poliamor, paix√Ķes e amores). Para executar o teste, foi utilizado o software FreeIAT, vers√£o em portugu√™s. Participaram da pesquisa 50 estudantes de uma universidade p√ļblica do Piau√≠ que al√©m do TAI responderam a Escala de Atitudes Frente ao Poliamor (EAFP). O TAI apresentou como bloco compat√≠vel (escores positivos) a associa√ß√£o entre as categorias palavras positivas e monogamia, e como bloco incompat√≠vel (escores negativos) a associa√ß√£o entre palavras positivas e poliamor. A an√°lise de Pearson identificou uma correla√ß√£o entre as medidas impl√≠citas e as de autorrelato, constatou-se uma associa√ß√£o negativa entre os sentimentos poliamoristas (fator da EAFP), o escore convencional e a lat√™ncia do bloco incompat√≠vel. No que se refere aos relacionamentos poliamoristas (fator da EAFP), verificou-se sua correla√ß√£o negativa com o tempo do bloco incompat√≠vel e o escore convencional, apontando que quanto maior as atitudes expl√≠citas favor√°veis ao poliamor, menor s√£o as atitudes impl√≠citas frente √† monogamia. N√£o foram encontradas rela√ß√Ķes significativas entre o Score D e as medidas expl√≠citas, o que pode indicar que as atitudes frente ao poliamor n√£o s√£o necessariamente opostas √†quelas frente √† monogamia

Autoria:
Leogildo Alves Freires   Universidade Federal da Para√≠ba
Luis Augusto de Carvalho Mendes   Universidade Federal da Para√≠ba
Valdiney Veloso Gouveia   Universidade Federal da Para√≠ba
Sandra Elisa de Assis Freire   Universidade Federal do Piau√≠
Rebecca Alves Aguiar Athayde   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Leogildo Alves Freires


Palavras-chave:
Poliamor, TAI, implícita

Nome:
Lorena Maria Laskoski

Titulo:
CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DA UMA ESCALA PARA AFERIR ORGULHO ENTRE ADOLESCENTES

Resumo:
Os sentimentos de alegria e prazer ao cumprir uma a√ß√£o e os consequentes pensamentos decorrentes da realiza√ß√£o de uma atividade em que se acredita ter tido sucesso s√£o comumente denominados de orgulho. Por√©m, pesquisas recentes identificaram um lado positivo e um lado negativo do orgulho. O presente estudo visou √† constru√ß√£o e valida√ß√£o de uma escala para mensurar orgulho em adolescentes. Participaram 580 estudantes de Ensino M√©dio de tr√™s Estados brasileiros, 55,6% do sexo feminino, m√©dia de idade de 16 anos. Os participantes responderam a um question√°rio com quest√Ķes sociodemogr√°ficas, a Escala de Autoestima de Rosenberg, e o conjunto de itens produzidos com o intuito de avaliar o orgulho. Uma An√°lise Fatorial evidenciou que os itens do orgulho se agruparam em dois fatores independentes. O Fator 1, denominado orgulho Aut√™ntico, agrupou itens com conte√ļdo referente ao reconhecimento de qualidades e feitos, al√©m de sentimentos positivos relacionados a conquistas. O Fator 2, nomeado orgulho Arrogante, agrupou itens associados a dificuldades em admitir e corrigir erros. Ambos os fatores apresentaram √≠ndices de precis√£o adequados. Adicionalmente, testaram-se correla√ß√Ķes entre os fatores de orgulho e a autoestima. Verificou-se correla√ß√£o positiva entre orgulho Aut√™ntico e autoestima; por outro lado, observou-se correla√ß√£o negativa do fator Arrogante e autoestima. Conclui-se que o instrumento apresentou adequadas evid√™ncias de validade e precis√£o para aferir o orgulho a partir de dois fatores na popula√ß√£o adolescente. Sugere-se a realiza√ß√£o de investiga√ß√Ķes sobre o construto, bem como adapta√ß√£o do instrumento, tamb√©m para a popula√ß√£o adulta.

Autoria:
Lorena Maria Laskoski   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Jean Carlos Natividade   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Daniela Navarini   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Simon Hutz   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 


Apresentador:
Daniela Navarini


Palavras-chave:
Orgulho, construção do teste, Adolescentes

Nome:
Mari Lucia Figueiredo

Titulo:
CONSTRU√á√ÉO E VALIDA√á√ÉO DE UM INSTRUMENTO DE CLIMA PARA CRIATIVIDADE NAS ORGANIZA√á√ēES EMPRESARIAIS

Resumo:
Investigar a percep√ß√£o de empregados em rela√ß√£o ao seu ambiente de trabalho tem sido uma preocupa√ß√£o das organiza√ß√Ķes, com a finalidade de adotar medidas de interven√ß√£o para melhor√°-lo. O acompanhamento e o monitoramento do clima permitem √† organiza√ß√£o tomar decis√Ķes para corre√ß√£o de problemas e fortalecimento de aspectos positivos existentes. Considerando isso, o presente estudo teve como objetivo principal construir e validar uma Escala de Clima para Criatividade em Organiza√ß√Ķes Empresariais (QCC). A referida escala foi constru√≠da inicialmente a partir do contato com seis ju√≠zes iniciais que definiram os indicadores de clima para a criatividade. Desse contato inicial foram definidos 140 itens e 14 vari√°veis, que foram apresentados para outros quatro ju√≠zes que verificaram a adequa√ß√£o dos itens aos fatores. Nesse segundo momento, 46 itens e uma vari√°vel foram exclu√≠dos ficando a escala com 94 itens e 13 vari√°veis apresentadas a seguir: Desafio e Motiva√ß√£o; Processo de Comunica√ß√£o; Toler√Ęncia √†s Diferen√ßas; Sal√°rios e Benef√≠cios; Suporte √† Inova√ß√£o; Correr Risco; Confian√ßa e Abertura; Aus√™ncia de Conflito; Ludismo e Humor; Tempo para Id√©ias; Discuss√Ķes e Debates; Liberdade para Criar e Alegria e Dinamismo. Esta vers√£o foi aplicada a uma amostra de 940 participantes sendo 500 do sexo masculino e 440 do sexo feminino com idades, compreendendo entre 18 a 64 anos (ambos os sexos). Quanto ao n√≠vel de escolaridade foi de segundo grau completo a p√≥s-gradua√ß√£o. Todos os participantes pertenciam aos departamentos administrativos, financeiros e de produ√ß√£o de empresas privadas situadas no interior do Estado de S√£o Paulo. A escala final ficou composta de 61 itens e sete fatores denominados: Dinamismo e Motiva√ß√£o; Humor e Coopera√ß√£o; Liberdade para Criar; Aus√™ncia de Conflitos; Suporte √† Inova√ß√£o, Abertura e Correr Risco; Toler√Ęncia e Comunica√ß√£o. A escala mostrou-se psicometricamente v√°lida e precisa nos 61 itens. Por meio da an√°lise dos √≠ndices de consist√™ncia interna, observou-se que cinco fatores podem ser considerados fortes e dois promissores.

Autoria:
Mari Lucia Figueiredo   Uni√£o Nacional das Institui√ß√Ķes Educacionais de S√£o Paulo - UNIESP Mirassol/S√£o Jos√© do Rio Preto
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Mari Lucia Figueiredo


Palavras-chave:
clima organizacional, criatividade, avaliação.

Nome:
Mino Correia Rios

Titulo:
Contratos Psicológicos de Trabalho: Validação de uma medida para o contexto brasileiro

Resumo:
Conceito presente na literatura desde a d√©cada de 60, o contrato psicol√≥gico de trabalho pode ser definido como as expectativas relacionadas aos termos das trocas estabelecidas entre empregado e empregador. Apesar de sua reconhecida import√Ęncia e forte tradi√ß√£o no cen√°rio internacional, os estudos no Brasil ainda est√£o em seu estado inicial, com limita√ß√Ķes, inclusive, em termos das ferramentas para sua mensura√ß√£o. O presente estudo teve como objetivo a adapta√ß√£o de uma escala de contratos psicol√≥gicos para o Brasil e verifica√ß√£o de sua estrutura fatorial. Participaram 351 trabalhadores provenientes de 8 organiza√ß√Ķes p√ļblicas e privadas da Bahia, sendo em sua maioria do sexo feminino e solteiros, sendo que a maioria tem at√© 3 anos na empresa e forma√ß√£o equivalente ao segundo grau ou superior. O instrumento √© composto de suas escalas, ambas respondidas pelo empregado, sendo uma referente √†s obriga√ß√Ķes do pr√≥prio empregado, e outra referente √†s obriga√ß√Ķes do empregador. As escalas foram traduzidas e submetidas √† t√©cnica de tradu√ß√£o-retradu√ß√£o. Feito isso, efetuou-se a valida√ß√£o de conte√ļdo e, posteriormente, a aplica√ß√£o na amostra citada. As respostas foram submetidas a uma an√°lise de Componentes Principais, com rota√ß√£o varimax. Considerando o crit√©rio do eigenvalue, a escala do empregado apresenta at√© 7 fatores e a do empregador at√© 8. Dada a expectativa em termos do modelo conceitual, optou-se por um modelo de quatro dimens√Ķes para ambas as escalas. Para a escala de obriga√ß√Ķes do empregador as dimens√Ķes obtidas foram: Valoriza√ß√£o Pessoal do Trabalhador(8 itens); Valoriza√ß√£o Profissional do Trabalhador(5 itens); Justi√ßa nas Intera√ß√Ķes(8 itens); e Justi√ßa Distributiva(4 itens), com bons √≠ndices de confiabilidade. A escala de obriga√ß√Ķes do empregado dividiu-se em: Investimento Pessoal(6 itens); Investimento Profissional(5 itens); Adaptabilidade(4 itens); e Obedi√™ncia(3 itens), com bons √≠ndices de confiabilidade. O instrumento apresentou par√Ęmetros psicom√©tricos razo√°veis , al√©m de ser uma medida com grande utilidade tanto em pesquisas, quanto em diagn√≥sticos e interve

Autoria:
Mino Correia Rios   UFBA/ UNIFACS
S√īnia Maria Guedes Gondim   UFBA
 
 
 
 
 


Apresentador:
Mino Correia Rios


Palavras-chave:
Contratos Psicológicos, Estrutura dos Contratos, Validação

Nome:
Cassandra Melo oliveira

Titulo:
Contribui√ß√Ķes do Desenho Universal √† Avalia√ß√£o Psicol√≥gica

Resumo:
O desenho universal consiste em projetar materiais, edifica√ß√Ķes, ambientes e produtos acess√≠veis para a maioria da popula√ß√£o independente de serem pessoas com defici√™ncias ou n√£o. Busca alcan√ßar a acessibilidade plena e, para tanto, est√° baseado em sete princ√≠pios, os quais s√£o a base te√≥rica para uma gama de aplica√ß√Ķes tanto na arquitetura e √°reas afins, onde surgiu, quanto em outras √°reas nas quais tem se difundido como a sa√ļde, a educa√ß√£o e a avalia√ß√£o. Este trabalho teve como objetivo geral tra√ßar contribui√ß√Ķes da aplica√ß√£o do desenho universal √† avalia√ß√£o psicol√≥gica. J√° os objetivos espec√≠ficos foram: apresentar o conceito de desenho universal e suas poss√≠veis aplica√ß√Ķes no √Ęmbito da avalia√ß√£o psicol√≥gica e relacionar os sete princ√≠pios do desenho universal ao processo de constru√ß√£o de testes psicol√≥gicos. Os resultados apontam que o desenho universal pode ser aplicado na constru√ß√£o de instrumentos psicol√≥gicos em todas suas etapas: a te√≥rica, a emp√≠rica e a anal√≠tica, sendo √ļtil na adapta√ß√£o de instrumentos a serem empregados por pessoas com defici√™ncias bem como no planejamento do setting terap√™utico e no desenvolvimento de instrumentos psicol√≥gicos mais acess√≠veis ao p√ļblico com e sem defici√™ncia. Contribui ainda na acessibilidade dos manuais de testes e demais materiais t√©cnicos para psic√≥logos com defici√™ncia. Especificamente no processo de testagem, ressalta-se que a aplica√ß√£o do desenho universal n√£o permite apenas que pessoas com defici√™ncia realizem os procedimentos de forma semelhante aos sem defici√™ncia, mas possibilita que sua flexibilidade e busca por acessibilidade potencialize a qualidade do material independentemente da varia√ß√£o corporal do indiv√≠duo. Conclui-se que o desenho universal tem muito a contribuir para elabora√ß√£o de materiais acess√≠veis para os profissionais psic√≥logos com defici√™ncia bem como para os testandos com defici√™ncia, e, de forma ampla, todo aquele que se beneficie de algum instrumental do psic√≥logo elaborado segundo este pressuposto.

Autoria:
Cassandra Melo Oliveira   Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Dr. Carlos Henrique Sancineto da Silva Nunes   Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
 
 
 
 
 


Apresentador:
Cassandra Melo Oliveira


Palavras-chave:
Desenho Universal, acessibilidade, avaliação

Nome:
Larissa Leite Barboza

Titulo:
CORRELA√á√ÉO ENTRE O N√ćVEL INTELECTUAL E DESEMPENHO NO WCST EM UNIVERSIT√ĀRIOS DA CIDADE DE MANAUS

Resumo:
A investiga√ß√£o sobre a intelig√™ncia perpassa uma s√©rie de autores que postularam diferentes formas de entender seu funcionamento. Uma das teorias amplamente aceitas acerca deste construto foi proposta por Charles Spearman, sendo esta embasada na exist√™ncia de um fator geral ou g, o qual seria necess√°rio para a execu√ß√£o de tarefas intelectuais e caracterizaria a base do comportamento inteligente. Estudos demonstram que o ¬ďg¬Ē de Spearman estaria relacionado com as fun√ß√Ķes executivas, as quais s√£o consideradas habilidades de organiza√ß√£o cognitiva necess√°rias para lidar com as situa√ß√Ķes mutantes da vida cotidiana de maneira apropriada e efetiva. Por abranger diversos fatores, as fun√ß√Ķes executivas apresentam uma dificuldade inerente a sua defini√ß√£o operacional e mensura√ß√£o, contudo, o Teste Wisconsin de Classifica√ß√£o de Cartas possui boas propriedades avaliativas das mesmas, visto que √© utilizado para avaliar a capacidade de modifica√ß√£o das estrat√©gias cognitivas mediante a altera√ß√£o das conting√™ncias ambientais. Com vistas a identificar a rela√ß√£o apresentada entre as fun√ß√Ķes executivas e a intelig√™ncia, verificou-se a exist√™ncia de correla√ß√Ķes entre o padr√£o de respostas no Teste Wisconsin de Classifica√ß√£o de Cartas com o n√≠vel intelectual apresentado no Teste das Matrizes Progressivas de Raven numa amostra de 272 universit√°rios da cidade de Manaus. A avalia√ß√£o dos resultados demonstrou que os escores atribu√≠dos √† aferi√ß√£o da intelig√™ncia possuem correla√ß√£o com 13 dos 16 indicadores avaliativos do WCST, com capacidade preditiva de 5 a 10% dos resultados apresentados no mesmo. Apesar de haver confirma√ß√£o do modelo explorat√≥rio proposto, pesquisas posteriores podem aprimorar o mesmo, de tal forma que as conting√™ncias entre os fatores intelig√™ncia e fun√ß√Ķes executivas sejam explicados de maneira mais abrangente.

Autoria:
Larissa Leite Barboza   Universidade Federal do Amazonas
Jos√© Humberto da Silva-Filho   Universidade Federal do Amazonas
 
 
 
 
 


Apresentador:
Larissa Leite Barboza


Palavras-chave:
WCST, Fun√ß√Ķes Executivas, N√≠vel Intelectual

Nome:
Lucila Moraes Cardoso

Titulo:
Correla√ß√£o entre o Teste das Pir√Ęmides Coloridas e o Invent√°rio de Habilidades Sociais para Adolescentes.

Resumo:
A import√Ęncia de buscar evid√™ncias de validade para os instrumentos de avalia√ß√£o psicol√≥gica tem sido referenciada por diversos autores. Dentre os tipos de evid√™ncias de validade h√° as evid√™ncias de validade convergente, que √© verificada por meio da correla√ß√£o entre instrumentos que avaliem tra√ßos de personalidade relacionados. Partindo do pressuposto que a dificuldade e a frequ√™ncia de comportamentos que indicam Habilidades Sociais perpassaria por quest√Ķes relacionadas a din√Ęmica emocional, buscou-se por evid√™ncias de validade convergente entre o Invent√°rio de Habilidades Sociais para adolescentes (IHS-A) e o Teste das Pir√Ęmides Coloridas de Pfister (TPC). O Invent√°rio de Habilidades Sociais para adolescentes investiga a frequ√™ncia que adolescentes tem comportamentos que sugerem habilidades sociais bem como a dificuldade para atuar com esses comportamentos e o Teste das Pir√Ęmides Coloridas de Pfister identifica aspectos da din√Ęmica emocional e o funcionamento cognitivo por meio do preenchimento de quadr√≠culos coloridos sobre esquemas de pir√Ęmides. Os dois instrumentos foram administrados em 105 estudantes do Ensino M√©dio, com idade entre 15 e 17 anos. Primeiramente, os estudantes responderam o IHS-A em sess√£o coletiva de aproximadamente 20 minutos e posteriormente o TPC em sess√£o individual tamb√©m com cerca de 20 minutos. Ap√≥s administra√ß√£o dos instrumentos, as respostas dos adolescentes foram ineridas numa planilha de dados e convertidas para um programa estat√≠stico. Para relacionar os dados foi feita a correla√ß√£o de Spearman entre os indicadores do TPC e as escalas do IHS-A. Foram obtidas 37 correla√ß√Ķes estatisticamente significativa entre os dois instrumentos. Todas as correla√ß√Ķes significativas tiveram magnitude fraca ou moderada, indicando que h√° uma associa√ß√£o entre a din√Ęmica emocional e as habilidades sociais ainda que n√£o sejam constructos diretamente relacionados. Deste modo, acredita-se que ambos os instrumentos podem ser usados de modo complementar para compreender a din√Ęmica ps√≠quica de adolescentes.

Autoria:
Lucila Moraes Cardoso   Centro Universit√°rio Nossa Senhora do Patroc√≠nio (CEUNSP)
Karen de Souza Kappaun Silva   Centro Universit√°rio Nossa Senhora do Patroc√≠nio (CEUNSP)
Luiz Carlos Gomes da Silva   Centro Universit√°rio Nossa Senhora do Patroc√≠nio (CEUNSP)
 
 
 
 


Apresentador:
Lucila Moraes Cardoso


Palavras-chave:
Evidências de Validade, Teste de Pfister, Habilidades Sociais

Nome:
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel

Titulo:
Correlação entre Resiliência e Personalidade em estudantes de psicologia

Resumo:
Embora a resili√™ncia, originalmente, seja um conceito pr√≥prio das ci√™ncias dos materiais, em psicologia tem sido relacionada com caracter√≠sticas como maleabilidade, flexibilidade e adaptabilidade frente a crises e adversidades em indiv√≠duos, grupos e organiza√ß√Ķes. Estudos mais atuais t√™m considerado a resili√™ncia como um conjunto de habilidades estrat√©gicas, cognitivas e comportamentais, que podem ser utilizadas em determinadas situa√ß√Ķes, n√£o se constituindo, portanto, como um tra√ßo de personalidade. Ainda que n√£o seja um tra√ßo, seria poss√≠vel verificar algum padr√£o de rela√ß√£o entre resili√™ncia e personalidade? O objetivo deste trabalho foi responder a essa quest√£o. Para tanto, participaram da pesquisa 40 estudantes de psicologia dos tr√™s √ļltimos semestres do particular do estado de S√£o Paulo, sendo 87,5% do sexo feminino com m√©dia de idade de 27 anos. Escala de Resili√™ncia de Wagnild e Young, que avalia o n√≠vel de resili√™ncia em um fator √ļnico, usando escala likert de 7 pontos (discordo totalmente-concordo totalmente) e a Bateria Fatorial de Personalidade (BFP) que avalia a personalidade segundo o modelo dos Cinco Grandes Fatores. Os resultados indicaram correla√ß√£o significativa apenas com o grande fator Realiza√ß√£o, de forma forte. Ao especificar o resultado por meio das facetas, observou-se que a correla√ß√£o foi especificamente com Compet√™ncia, com a qual a Escala de Resili√™ncia estabeleceu um √≠ndice de rela√ß√£o ainda mais forte. Os resultados, indo ao encontro da teoria, permitiram afirmar que, na amostra estudada, a resili√™ncia n√£o pode ser considerada um tra√ßo de personalidade, embora esteja muito relacionada com caracter√≠sticas como percep√ß√Ķes favor√°veis de si, cren√ßa de capacidade para a realiza√ß√£o de a√ß√Ķes dif√≠ceis e importantes. As limita√ß√Ķes do trabalho, especialmente no que tange ao tamanho e especificidade da amostra, ser√£o discutidas.

Autoria:
Gleise Rodrigues dos Santos   Universidade S√£o Francisco
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel


Palavras-chave:
avaliação psicológica, resiliência, Personalidade

Nome:
JULIANA CERENTINI PACICO

Titulo:
Correla√ß√Ķes entre tend√™ncia √† infidelidade e comprometimento com a rela√ß√£o

Resumo:
O objetivo deste trabalho foi examinar a relação entre propensão à infidelidade e comprometimento. O comprometimento com a relação (amorosa, de amizade ou de trabalho) pode ser explicado com base na teoria do Modelo de Investimento. Satisfação, tamanho do investimento e alternativas de qualidade são os fatores que predizem o quanto o sujeito é ou se tornará comprometido com a relação estabelecida. Quanto maiores forem a satisfação e o tamanho do investimento maior o comprometimento. Quanto mais o sujeito considerar alternativas de qualidade ao seu relacionamento, menos comprometido com sua relação ele será. Os instrumentos utilizados foram: escala do Modelo do Investimento (EMI) e Escala de Tendência à Infidelidade (EPI). A EMI mensura o quanto o sujeito está comprometido com sua relação amorosa e a EPI mede o quanto ele está propenso a exibir comportamentos infiéis. Os resultados indicaram que existe uma correlação negativa entre a tendência à infidelidade e o comprometimento. Mais especificamente, a propensão à infidelidade mostrou correlação negativa com satisfação no relacionamento e tempo de investimento na relação. Por outro lado, houve correlação positiva com alternativas de qualidade. Os resultados sugerem que os sujeitos com maior tendência a ter comportamentos infiéis são menos comprometidos com a relação que tem com seus parceiros.

Autoria:
Ana Paula Genesini   UFRGS
Ana Maria Frota Lisboa Pereira de Souza   UFRGS
Juliana Cerentini Pacico   UFRGS
 
 
 
 


Apresentador:


Palavras-chave:
, ,

Nome:
LEOGILDO ALVES FREIRES

Titulo:
CORRELATOS VALORATIVOS E AFETIVOS DO POLIAMOR

Resumo:
Este estudo objetivou conhecer os correlatos valorativos e afetivos do poliamor. Contou-se com 242 estudantes universit√°rios do Piau√≠, com idade m√©dia de 23 anos (dp = 5,28), sendo a maioria do sexo feminino (64,2%). Estes responderam a Escala de Atitudes Frente ao Poliamor (EAFP), a Escala Tetrangular do Amor (ETA), a Escala de Ci√ļme Rom√Ęntico (ECR), o Question√°rio dos Valores B√°sicos (QVB) e Quest√Ķes s√≥cio-demogr√°ficas. Foram realizadas an√°lises de correla√ß√£o (r de Pearson; teste bicaudal). Foi poss√≠vel verificar que os valores normativos se correlacionaram inversamente tanto com a dimens√£o Relacionamento Poliamorista (r = -0,27, p < 0,01), como com a dimens√£o Sentimento Poliamorista (r = -0,20, p < 0,01), enquanto a subfun√ß√£o experimenta√ß√£o apresentou correla√ß√£o direta e positiva, Relacionamento Poliamorista (r = 0,16, p < 0,05) e Sentimento Poliamorista (r = 0,17, p < 0,01). Em se tratando das dimens√Ķes do amor a Paix√£o Rom√Ęntica apresentou correla√ß√£o inversa com o fator Relacionamento Poliamorista (r = -0,20, p < 0,05). J√° os fatores do ci√ļme, percebeu-se que o fator n√£o amea√ßa se mostrou inversamente correlacionado com a subfun√ß√£o normativa (r = -0,17, p < 0,00), enquanto exclus√£o apresentou correla√ß√£o positiva com a subfun√ß√£o interativa (r = 0,17, p < 0,01). Em geral, conforme foi poss√≠vel apreender destes resultados, as pessoas que se pautam em valores de experimenta√ß√£o tendem a manifestar atitudes favor√°veis ao poliamor; j√° para as pessoas que endossam valores normativos, parece ser menos plaus√≠vel manifestar atitudes favor√°veis a esta forma de relacionamento. Considerou-se ainda que quanto mais √†s pessoas norteiam seus relacionamentos amorosos pelos princ√≠pios do amor rom√Ęntico, menos favor√°veis elas ser√£o ao poliamor; ao passo que para as pessoas que n√£o se sentem perturbadas com a presen√ßa de uma terceira pessoa na rela√ß√£o, mais elas ser√£o favor√°veis ao poliamor, e propensas a considerar natural e aceit√°vel tal situa√ß√£o.

Autoria:
Leogildo Alves Freires   Universidade Federal da Para√≠ba
Sandra Elisa de Assis Freire   Universidade Federal do Piau√≠
Mariana Nascimento Costa   Universidade Federal do Piau√≠
Roger Silva Souza   Universidade Federal do Piau√≠
Marcio de Lima Coutinho   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Leogildo Alves Freires


Palavras-chave:
Valores, poliamor, afeto

Nome:
Lilianne da Silva Pereira

Titulo:
Decomposi√ß√£o da experi√™ncia emocional do ci√ļme: um estudo fatorial

Resumo:
O ci√ļme rom√Ęntico √© uma emo√ß√£o complexa, desencadeada quando um relacionamento amoroso considerado importante √© visto sob amea√ßa pela interfer√™ncia de um/uma rival. Nessas circunst√Ęncias, as rea√ß√Ķes do parceiro rejeitado podem ser muito variadas, tanto em modo quanto em intensidade. Para tentar captar de forma mais detalhada a complexidade desse fen√īmeno emocional prop√īs-se este trabalho, cujo objetivo foi verificar a possibilidade de captar quatro dimens√Ķes da experi√™ncia emocional do ci√ļme: val√™ncia, arousal, pot√™ncia e surpresa. Para isso, submeteu-se uma amostra de 226 jovens adultos, predominantemente do sexo feminino, a um instrumento composto por 23 frases que descreviam situa√ß√Ķes evocadoras de ci√ļme: uma intera√ß√£o entre o/a parceiro/a e um/uma rival atraente. Para cada frase deviam marcar, numa escala Likert de cinco pontos, como se sentiriam diante da situa√ß√£o descrita em termos de: (a) val√™ncia (1 ¬Ė totalmente desagrad√°vel at√© 5 ¬Ė totalmente agrad√°vel); (b) arousal (1 ¬Ė nenhuma rea√ß√£o fisiol√≥gica at√© 5 ¬Ė muita rea√ß√£o fisiol√≥gica); (c) pot√™ncia (1 ¬Ė pouca energia, desmotiva√ß√£o, fuga at√© 5 ¬Ė muita energia, motiva√ß√£o, contato) e (d) surpresa (1 ¬Ė cena comum at√© 5 ¬Ė cena totalmente surpreendente). Uma an√°lise fatorial explorat√≥ria, por eixos principais e rota√ß√£o obl√≠qua, resultou em quatro fatores, correspondentes aos quatro componentes emocionais, com √≥timos √≠ndices de consist√™ncia interna. Com esta escala √© poss√≠vel captar a intensidade com que o ci√ļme √© experimentado entre os p√≥los agrad√°vel-desagrad√°vel; a intensidade das rea√ß√Ķes fisiol√≥gicas que desperta; a tend√™ncia das a√ß√Ķes do indiv√≠duo, se de aproxima√ß√£o ou afastamento do parceiro; e se a intera√ß√£o entre o/a parceiro/a e um rival √© interpretada como surpreendente ou n√£o. Al√©m disso, esse trabalho apresenta uma forma de avalia√ß√£o de emo√ß√Ķes complexas, ou do posicionamento emocional de algu√©m frente a uma determinada situa√ß√£o ou condi√ß√£o de vida, que poder√° ser empregada em constru√ß√£o de instrumentos no futuro.

Autoria:
Lilianne da Silva Pereira   Universidade Federal de Pernambuco
Jos√© Maur√≠cio Haas Bueno   Universidade Federal de Pernambuco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Lilianne da Silva Pereira


Palavras-chave:
ci√ļme, emo√ß√Ķes, validade

Nome:
Karmen Gouveia Correia de Oliveira

Titulo:
DEPEND√äNCIA EMOCIONAL: UM CONSTRUTO POUCO DEBATIDO NA AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA

Resumo:
A Depend√™ncia Emocional √© um padr√£o de necessidade de apoio e prote√ß√£o, em que o indiv√≠duo requer a constante presen√ßa e carinho de outrem. As pessoas dependentes emocionalmente criam sentimento de possessividade pela outra pessoa, pensamentos err√īneos a respeito de si mesmo, das pessoas que est√£o a sua volta e de conceitos como solid√£o, amizade e etc. Essas pessoas se caracterizam ainda por uma baixa autoestima, medo da solid√£o, idealiza√ß√£o do parceiro e a ele se submetem nas rela√ß√Ķes afetivas, perdendo sua identidade. O objetivo do presente estudo foi realizar uma revis√£o sistem√°tica acerca dos artigos publicados que abordem a depend√™ncia emocional. Para a realiza√ß√£o desta revis√£o foram utilizadas combina√ß√Ķes dos descritores: ¬ďAvalia√ß√£o psicol√≥gica¬Ē e ¬ďDepend√™ncia Emocional¬Ē. Para coleta dos dados foi realizada uma revis√£o sistem√°tica das publica√ß√Ķes no per√≠odo compreendido entre 2003 e 2013, indexada nas bases de dados: Lilacs, Scielo, Peri√≥dicos Capes e Pepsic. A partir dos dados encontrados percebeu-se que o pa√≠s que desponta nas publica√ß√Ķes em depend√™ncia emocional √© a Colombia, seguida pela Espanha, destaca-se ainda que o n√ļmero de publica√ß√Ķes por ano cresce lentamente, sendo o ano de 2012 o ano com maior n√ļmero de publica√ß√Ķes. Acerca do m√©todo utilizado percebeu-se que h√° uma prefer√™ncia pelo uso de instrumentos autoaplic√°veis, seguido pelas revis√Ķes bibliogr√°ficas, contudo aparecem estudos que se valeram de entrevistas semiestruturadas e observa√ß√Ķes sistem√°ticas do comportamento. Percebeu-se ainda igual interesse por sujeitos da popula√ß√£o universit√°ria e da popula√ß√£o geral, bem como que excetuando-se os estudos de revis√£o bibliogr√°fica, todos os estudos utilizaram sujeitos de ambos os sexos. Neste sentido, conclui-se a necessidade de explorar mais a tem√°tica em estudos cient√≠ficos, uma vez que o n√ļmero de publica√ß√Ķes encontrado foi escasso em especial na literatura nacional.

Autoria:
Karmen Gouveia Correia de Oliveira   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Joenilton Saturnino Caz√© da Silva   Graduando de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Mirelly Gomes de Ara√ļjo   Graduanda de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Karmen Gouveia Correia de Oliveira


Palavras-chave:
Dependência emocional, Revisão sistemática,

Nome:
Bruna Gomes M√īnego

Titulo:
Desempenho de Crianças na versão Abreviada do Teste Wisconsin de Classificação de Cartas (WCST-64)

Resumo:
O WCST-64 √© uma vers√£o abreviada do Teste Wisconsin de Classifica√ß√£o de Cartas (WCST-128) que ainda √© pouco utilizada no Brasil. Ambas as vers√Ķes s√£o bastante semelhantes quanto √† aplica√ß√£o e corre√ß√£o, mas o WCST-64 utiliza apenas 64 cartas-resposta. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o desempenho de crian√ßas no WCST-64. A amostra foi oriunda de um banco de dados j√° existente e foi composta por 38 crian√ßas de seis anos, 37 de oito anos e 43 de dez anos, totalizando 118 participantes. Foram utilizados os testes n√£o-param√©tricos Mann-Whitney e Kruskal Wallis para a compara√ß√£o entre os grupos quanto aos escores Total correto (TC), Total de erros (TE), Respostas perseverativas (RP), Erros perseverativos (EP), Erros n√£o-perseverativos (ENP), Respostas de n√≠vel conceitual (NC), N√ļmero de categorias completadas (CC), Ensaios para completar a primeira categoria (EPC) e Fracasso em manter o contexto (FMC). Os resultados indicaram que as crian√ßas de seis e oito anos tiveram desempenhos semelhantes em todas as pontua√ß√Ķes. J√° os participantes de dez anos obtiveram melhores resultados do que aqueles de seis anos exceto por ENP e FMC. Por fim, em rela√ß√£o aos de oito anos, as crian√ßas de dez foram significativamente melhores em CC, TC, TE e NC. Tais resultados permitem avaliar o desenvolvimento das Fun√ß√Ķes Executivas durante a inf√Ęncia mostrando que o perfil das crian√ßas com dez anos √© superior √†quelas de seis e oito anos e que, entre seis e oito anos, ocorrem poucas mudan√ßas. Tamb√©m pode-se observar que os escores ENP e FMC, que demandam maior n√≠vel de flexibilidade, controle inibit√≥rio e aten√ß√£o, n√£o apresentaram diferen√ßa significativa entre os grupos indicando que tais habilidades se desenvolvem mais tardiamente. Estudos futuros poderiam investigar as Fun√ß√Ķes Executivas em outras faixas et√°rias.

Autoria:
Bruna Gomes M√īnego   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Clarissa Marceli Trentini   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 
 


Apresentador:
Bruna Gomes M√īnego


Palavras-chave:
Fun√ß√Ķes Executivas, Crian√ßas, WCST-64

Nome:
Larissa Escher Chagas

Titulo:
Desempenho nas Pir√Ęmides Coloridas de Pfister em Crian√ßas: Dados Preliminares do Aspecto Formal

Resumo:
O objetivo geral deste estudo foi descrever o desempenho de crian√ßas nas categorias do aspecto formal no teste das Pir√Ęmides Coloridas de Pfister. Participaram do estudo 70 crian√ßas (33 M e 37 F), sendo 53 de escolas particulares e 17 de escolas p√ļblicas, com a idade entre 7 e 14 anos, e com n√≠vel m√≠nimo de intelig√™ncia m√©dio (percentil 50) no Teste Matrizes Progressivas Raven. Todos os participantes foram autorizados por seus respons√°veis a participarem da pesquisa, sendo submetidos ao Raven e posteriormente √†s Pir√Ęmides. A an√°lise dos dados foi realizada mediante estat√≠stica descritiva e estudos de correla√ß√£o para dados n√£o param√©tricos. Os alunos dos dois tipos de escola n√£o apresentaram diferen√ßas estat√≠sticas significativas em rela√ß√£o √† idade, aos anos de estudo e nem em rela√ß√£o ao desempenho no Raven. No que diz respeito √†s categorias do aspecto formal, observou-se que os alunos, de forma geral, possuem um grau de desenvolvimento emocional ou intelectual baixo (aspecto formal do tipo tapete nas pir√Ęmides). Considerando os participantes por tipo de escola e o aspecto formal das pir√Ęmides, n√£o houve diferen√ßas significativas. Por√©m, nota-se maior frequ√™ncia de pir√Ęmides com aspecto formal do tipo forma√ß√£o nos alunos de escola p√ļblica e maior frequ√™ncia de pir√Ęmides do tipo estrutura nos alunos de escolas particulares. Ou seja, h√° mais alunos com funcionamento cognitivo mais sofisticado nas escolas particulares do que nas p√ļblicas, mas essa frequ√™ncia aumentada n√£o foi suficiente para discriminar este grupo como tendo funcionamento cognitivo mais maduro ou complexo do que os seus pares das escolas p√ļblicas. Este estudo est√° sendo desenvolvido, sendo necess√°ria uma amostra maior de participantes, principalmente de escolas p√ļblicas, para que haja a complementa√ß√£o destes dados.

Autoria:
Larissa Escher Chagas   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Bruna Vaz de Melo e Freitas   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Tha√≠s Nascimento Oliveira   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Carolina Ramos Cardoso   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Edinamar Rezende Oliveira   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Ana Cristina Resende   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
D√©bora Diva Alarcon Pires   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s


Apresentador:
Larissa Escher Chagas


Palavras-chave:
Desempenho, Crian√ßas, Pir√Ęmides Coloridas de Pfister

Nome:
T√°bata Cardoso

Titulo:
Desempenho no Teste de Mem√≥ria Visual ¬Ė TM-Vi em diferentes n√≠veis de escolaridade.

Resumo:
A mem√≥ria √© um processo cognitivo que permite ao indiv√≠duo codificar, armazenar e recordar informa√ß√Ķes vindas do meio, sup√Ķe-se que tal habilidade pode ser influenciada pela escolaridade, uma vez que o desempenho cognitivo est√° inteiramente ligado a esse fator. O objetivo deste estudo foi verificar a exist√™ncia de diferen√ßas estatisticamente significantes nos escores de um teste de mem√≥ria em fun√ß√£o da escolaridade dos participantes da pesquisa. A amostra foi composta por 873 pessoas, com idades entre 18 e 64 anos, m√©dia de 26,89 anos e desvio padr√£o de 10,27. Destes, 534 (61,2%) eram do sexo masculino e o grupo que representou o sexo feminino foi composto por 339 (38,8%) participantes. Referente √† escolaridade, a maior parte tinha o ensino m√©dio (50,7%), enquanto o restante ficou distribu√≠do entre o ensino b√°sico (2,9%), fundamental (27,5%) e superior (18,9%). O instrumento utilizado foi o Teste de Mem√≥ria Visual (TM-Vi), aplicado coletivamente. Os escores brutos do teste foram comparados pela An√°lise de Vari√Ęncia (One Way ANOVA). Os resultados apontaram diferen√ßas significativas em fun√ß√£o da escolaridade, sendo que as m√©dias tendem a aumentar conforme o avan√ßo do n√≠vel de instru√ß√£o. Conclui-se que a escolariza√ß√£o pode ser um fator fundamental para o desenvolvimento do processo cognitivo da mem√≥ria.

Autoria:
T√°bata Cardoso   Vetor Editora
Cristiano Esteves   Vetor Editora
F√°bio Camilo da Silva   Vetor Editora
 
 
 
 


Apresentador:
T√°bata Cardoso


Palavras-chave:
Memória, Escolaridade, Avaliação Psicológica

Nome:
JULIANE MAGDA CASARIN

Titulo:
DESENHO DA FIGURA HUMANA DE HOMENS ACUSADOS DE ABUSO SEXUAL INTRAFAMILIAR: UMA AN√ĀLISE COMPARATIVA

Resumo:
Este estudo se prop√īs a conhecer caracter√≠sticas emocionais de agressores que cometeram viol√™ncia sexual e est√£o sob pena de reclus√£o em um Centro de Ressocializa√ß√£o. Participaram do estudo 11 homens, entre 22 e 59 anos de idade, em situa√ß√£o de reclus√£o pelos artigos 213 e 214 do C√≥digo Penal Brasileiro. A t√©cnica projetiva gr√°fica do desenho da Pessoa (HTP) foi utilizada como instrumento. Como resultados, a an√°lise do desenho da figura humana mostrou algumas caracter√≠sticas mais frequentes, como a dificuldade de contato com a realidade, ou recusa em enxerg√°-la, omiss√£o da pupila (70%), omiss√£o de detalhes essenciais (50%), que sugere conflitos com as partes omitidas, e aus√™ncia de margem (90%); dificuldade de controle dos impulsos, sendo a metade dos desenhos feitos no lado esquerdo da p√°gina (50%), que sugere indicativo de maior implusividade, em que busca a satisfa√ß√£o emocional direta.

Autoria:
JULIANE MAGDA CASARIN   UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
ROSANGELA KATIA SANCHES MAZZORANA RIBEIRO   UNIVERSIDADE FEDEAL DE MATO GROSSO
ELIZABETH HERTEL LENHARDT BOTELHO   UNIVAG CENTRO UNIVERSIT√ĀRIO
 
 
 
 


Apresentador:
JULIANE MAGDA CASARIN


Palavras-chave:
DESENHO DA PESSOA, PERSONALIDADE, ABUSADOR SEXUAL

Nome:
Fernanda Andrade de Freitas

Titulo:
Desenho da Figura Humana: evolução da frequência de itens por faixa etária

Resumo:
O desenho da figura humana √© uma t√©cnica familiar para crian√ßas inseridas em diferentes contextos o que demonstra a sua import√Ęncia na avalia√ß√£o psicol√≥gica. O Desenho da Figura Humana (DFH) √© uma t√©cnica gr√°fica, composto pelo desenho de uma figura feminina e outra masculina, a qual possibilita aferir o desenvolvimento cognitivo de crian√ßas de 5 a 12 anos de idade. Embora j√° esteja consolidada na realidade brasileira pelas pesquisas de Wechsler em 2003, novos estudos se fazem necess√°rios para atestar seus par√Ęmetros psicom√©tricos. Esse trabalho objetivou evidenciar a validade relativa a mudan√ßas desenvolvimentais. Participaram 198 estudantes da rede particular de ensino dos estados de S√£o Paulo e Minas Gerais, sendo a maioria do sexo feminino (n=101). A maior parte dos alunos (n=92) pertencia a faixa et√°ria de 9 a 10 anos de idade e a menor frequ√™ncia (n=22) dizia respeito a faixa et√°ria que variava de 11 a 12 anos de idade. A partir da An√°lise de Vari√Ęncia Univariada, encontrou-se como resultado estatisticamente significante, que o total de itens presente tanto na figura masculina, como na figura feminina e no total (soma de itens presentes nas figuras feminina e masculina) aumentava conforme a faixa et√°ria. Essa informa√ß√£o demonstra a evolu√ß√£o da presen√ßa de itens relativas √†s figuras humanas conforme avan√ßa a idade em que confirma a √≠ntima rela√ß√£o entre a produ√ß√£o gr√°fica e o desenvolvimento cognitivo e, que por sua vez, vai ao encontro do que espera-se para medidas que avaliam a intelig√™ncia. Influ√™ncias de g√™nero n√£o foram significativas por tipo de figura desenhada. Sugere-se que novos estudos sejam desenvolvidos com amostras ampliadas de diferente regi√Ķes a fim de acrescentar novos dados para confirmar a validade do desenho como medida de avalia√ß√£o intelectual DFH e possibilitar normas atualizadas para a sua avalia√ß√£o.

Autoria:
Fernanda Andrade de Freitas   Faculdade de Educa√ß√£o, Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP
Ingrid Piccollo Comparini   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
Rita Maria Grilo Gon√ßalves   FEPI - Centro Universit√°rio de Itajub√° - Minas Gerais
Solange Muglia Wechsler   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
 
 
 


Apresentador:
Fernanda Andrade de Freitas


Palavras-chave:
desenho, crianças, inteligência

Nome:
Caroline de Oliveira Cardoso

Titulo:
Desenvolvimento de uma vers√£o brasileira da Tarefa do Hotel: um instrumento de avalia√ß√£o ecol√≥gica das fun√ß√Ķes executiva

Resumo:
A busca por validade ecol√≥gica dos instrumentos neuropsicol√≥gicos vem recebendo uma aten√ß√£o especial nos √ļltimos anos, especialmente daqueles que avaliam fun√ß√Ķes executivas. H√° na literatura algumas ferramentas de exame do funcionamento executivo que foram desenvolvidos para predizerem o comportamento do indiv√≠duo no seu dia-a-dia, como a Tarefa do Hotel. Trata-se de uma ferramenta que vem se mostrando sens√≠vel em diversas popula√ß√Ķes cl√≠nicas e que simula uma situa√ß√£o de vida real que exige m√ļltiplos recursos executivos, como planejamento, organiza√ß√£o, flexibilidade e automonitoramento. O objetivo deste estudo √© apresentar o processo de adapta√ß√£o da Tarefa do Hotel para uma vers√£o brasileira, buscando-se adequa√ß√Ķes quanto √†s caracter√≠sticas sociais, culturais, lingu√≠sticas e cognitivas deste pa√≠s. A amostra constituiu-se de 27 indiv√≠duos (tr√™s tradutores, seis ju√≠zes especialistas, sete adultos saud√°veis, 10 pacientes p√≥s-traumatismo cranioencef√°lico e um expert gerente de hotel). Cinco etapas foram conduzidas, replicadas ao longo do processo: (1) tradu√ß√£o, (2) desenvolvimento de novos est√≠mulos e brainstorming entre os autores, (3) an√°lise de ju√≠zes especialistas em neuropsicologia, (4) estudos pilotos e (5) julgamento de expert em administra√ß√£o e hotelaria. A vers√£o adaptada mostrou-se adequada e v√°lida para avaliar componentes executivos, sendo necess√°rios estudos futuros em busca de evid√™ncias de fidedignidade, validades de construto e de crit√©rio, de sensibilidade e especificidade, considerando-se as particularidades de uma ferramenta ecol√≥gica. Muitas popula√ß√Ķes cl√≠nicas neurol√≥gicas e/ou psiqui√°tricas poder√£o se beneficiar do exame com a Tarefa do Hotel, por esta auxiliar no diagn√≥stico de s√≠ndrome disexecutiva, devendo-se refletir sobre algumas limita√ß√Ķes da sua aplica√ß√£o para pessoas com baixa escolaridade.

Autoria:
Caroline de Oliveira Cardoso   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Nicolle Zimmermann   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Camila Borges Paran√°   Universidade Federal do Paran√°
Gigiane Gindri   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Ana Paula Almeida de Pereira   Universidade Federal do Paran√°
Rochele Paz Fonseca   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
 


Apresentador:
Caroline de Oliveira Cardoso


Palavras-chave:
fun√ß√Ķes executivas, validade ecol√≥gica, adapta√ß√£o

Nome:
Val√©ria Amanda Jer√īnimo Pereira

Titulo:
DIFEREN√áA DOS PADR√ēES DE PERSONALIDADE EM RELA√á√ÉO AO G√äNERO EM UMA AMOSTRA PARAIBANA

Resumo:
A personalidade √© um conjunto de caracter√≠sticas duradoras que podem sofrer modifica√ß√Ķes em diferentes situa√ß√Ķes. Este construto explica os modelos de emo√ß√Ķes, pensamentos e as condutas dos indiv√≠duos. O desenvolvimento das dimens√Ķes da personalidade pode ser influenciado pela diferen√ßa de g√™nero, a cultura e a hereditariedade, permitindo assim, atrav√©s da rela√ß√£o com o meio a individualidade no comportamento do ser. Quanto √† diferen√ßa de sexo em rela√ß√£o aos fatores de personalidade, estudos comprovam que as mulheres apresentam maiores n√≠veis de Neuroticismo, Extrovers√£o e Amabilidade em rela√ß√£o aos homens. Diante do exposto, este estudo buscou verificar se existe diferen√ßa de g√™nero quanto aos padr√Ķes de personalidade avaliados pelo Invent√°rio dos Cinco Grandes Fatores de Personalidade (IGFP-5) em uma amostra paraibana, composta por 65 homens e 65 mulheres, com m√©dia de idade de 33 anos. Para a an√°lise dos dados foi utilizado o software SPSS, vers√£o 18. Foi realizada uma s√©rie de testes t de student, que demonstraram haver diferen√ßa entre os homens e mulheres apenas no fator neuroticismo, onde as pontua√ß√Ķes destas √ļltimas mostraram-se mais elevadas que as dos primeiros. Os resultados indicaram que as mulheres apresentam caracter√≠sticas de Instabilidade Emocional, apresentando-se geralmente como nervosas, muito sens√≠veis e preocupadas.

Autoria:
Val√©ria Amanda Jer√īnimo Pereira   Aluna de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim Gaud√™ncio   Professora Adjunta, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Joenilton Saturnino Caz√© da Silva   Aluno de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Danielle Gomes Fernandes   Aluna de Gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Val√©ria Amanda Jer√īnimo Pereira


Palavras-chave:
Personalidade, Diferença de Gênero, Avaliação

Nome:
Marcos Antonio Batista

Titulo:
Diferença nos traços de personalidade em crianças que possuem ou não cachorro

Resumo:
Na literatura psicol√≥gica √© comum encontrar afirma√ß√Ķes sobre a influ√™ncia que um animal, em especial, o cachorro, tem no funcionamento psicol√≥gico, de pessoas adoentadas. No entanto, pouco se sabe sobre tal efeito no desenvolvimento de crian√ßas. Buscou-se assim, com esta pesquisa, identificar se ter ou n√£o ter um cachorro influenciaria na medida dos tra√ßos de personalidade em crian√ßas. Participaram da pesquisa, 300 alunos de ambos os sexos do ensino fundamental de duas Escolas p√ļblicas no Sul de Minas, com idades que variaram de 6 a 10 anos, com idade m√©dia de 7,84. Destes, 143 eram do sexo masculino e 157 do sexo feminino. Para a coleta de dados foram aplicados um question√°rio s√≥ciodemogr√°fico nos pais ou respons√°veis pelos participantes e nas crian√ßas propriamente ditas, a Escala de Tra√ßos de Personalidade para Crian√ßas ¬Ė ETPC. 186 participantes alegaram possuir um cachorro, enquanto 114 disseram n√£o possuir. Os dados foram submetidos ao t teste tanto para verificar a exist√™ncia de diferen√ßas nos grupos contrastantes em ter ou n√£o animais como tamb√©m entre sexos. Os resultados apontaram n√£o haver diferen√ßas na manifesta√ß√£o dos tra√ßos de personalidade por crian√ßas que tem ou n√£o um cachorro. Por outro lado, os resultados mostraram diferen√ßas na medida do tra√ßo sociabilidade e na ETPC em geral, revelando que as meninas tendem a pontuar mais em sociabilidade que os meninos, bem como na escala como um todo, com exce√ß√£o do psicoticismo em que os meninos obtiveram maior pontua√ß√£o, mas sem signific√Ęncia estat√≠stica. Assim, podemos dizer que para esta amostra, ter um animal n√£o influencia nos tra√ßos de personalidade, mas que as meninas mostraram-se mais sens√≠veis ao teste.

Autoria:
Marcos Antonio Batista   Universidade do Vale de Sapuca√≠ - Univ√°s
Clara Luseane Ferreira   Universidade do Vale de Sapuca√≠ - Univ√°s
Maria Stela de Souza Pereira   Universidade do Vale de Sapuca√≠ - Univ√°s
 
 
 
 


Apresentador:
Marcos Antonio Batista


Palavras-chave:
Avaliação psicológica, diferença entre sexo, escolares

Nome:
Paula de Souza Kuendig Brites

Titulo:
DO ZELO A REJEIÇÃO: A DEVASTAÇÃO DO OLHAR MATERNO EM UM CASO DE PSICOSE INFANTIL

Resumo:
O presente resumo trata da descri√ß√£o de um caso de Psicose em um garoto de 12 anos, atendido no N√ļcleo de Psicologia do Centro Universit√°rio da Grande Dourados. O paciente foi encaminhado para psicodiagn√≥stico por apresentar dificuldade em estabelecer relacionamentos sociais e atraso no desenvolvimento, principalmente na linguagem. Al√©m disso, o paciente j√° havia recebido diagn√≥sticos de Defici√™ncia Mental, S√≠ndrome de Asperger e Autismo, mas sua m√£e n√£o se conformava com tais diagn√≥sticos. Foram realizados nove encontros nos quais foram ouvidos os pais e o paciente. Como recursos avaliativos foram utilizados a Entrevista L√ļdica, HTP, Teste das Matrizes Progressivas Coloridas (RAVEN), Escala de Stress Infantil e Teste de Apercep√ß√£o Tem√°tica. Nesse sentido, o psicodiagn√≥stico realizado, sugere a presen√ßa de tra√ßos psic√≥tico/esquizofr√™nicos, caracterizados por distor√ß√Ķes fundamentais e caracter√≠sticas do pensamento e da percep√ß√£o e por afeto inadequado ou embotado. A consci√™ncia clara e a capacidade intelectual est√£o usualmente mantidas, embora certos d√©ficits cognitivos surgissem no curso do tempo. O paciente demonstrava uma indisponibilidade para entrar em contato com seus conte√ļdos internos, talvez pela necessidade de manter-se √≠ntegro, j√° que n√£o consegue perceber a possibilidade de estabelecer um bom relacionamento com o meio. Sua percep√ß√£o √© frequentemente perturbada. O pensamento se torna vago, el√≠ptico e obscuro e sua express√£o em palavras, algumas vezes incompreens√≠vel. Considerar o afeto inadequado e embotado pode nos levar a entender que sejam essas as dificuldades que, por vezes, interferem no desempenho escolar do paciente, j√° que o mesmo demonstrou ter sua capacidade intelectual mantida (definitivamente acima da m√©dia para sua idade).

Autoria:
Juliana Fernandes Basilio   Centro Universit√°rio da Grande Dourados (Dourados-Mato Grosso do Sul)
Paula de Souza Kuendig Brites   Centro Universit√°rio da Grande Dourados (Dourados-Mato Grosso do Sul)
Luciana Regina Prado Garcia Mariano   Centro Universit√°rio da Grande Dourados (Dourados-Mato Grosso do Sul)
 
 
 
 


Apresentador:
Juliana Fernandes Basilio


Palavras-chave:
Psicodiagnóstico, Psicose, Infantil

Nome:
Daniela Navarini

Titulo:
Elaboração e Evidências de Validade de um Instrumento para Aferir Culpa entre Adolescentes

Resumo:
A culpa tem sido caracterizada como uma emo√ß√£o autoconsciente ou moral. As emo√ß√Ķes morais est√£o relacionadas a uma capacidade de autoavalia√ß√£o e de avalia√ß√£o das normas consideras adequadas dentro de uma sociedade. Essas emo√ß√Ķes est√£o no cerne das motiva√ß√Ķes e regula√ß√Ķes de comportamentos sociais. A culpa est√° vinculada a um comportamento espec√≠fico realizado e avaliado de maneira negativa. Os sentimentos de arrependimento e remorso acompanham essa emo√ß√£o e podem motivar aqueles que a sentem √† repara√ß√£o do ato desencadeador da culpa. No Brasil n√£o foi encontrado instrumento que avaliasse culpa em adolescentes, assim, o objetivo deste estudo foi construir e buscar evid√™ncias de validade de uma escala para avaliar culpa para esse grupo. Para a elabora√ß√£o dos itens do instrumento partiu-se da literatura e de um levantamento pr√©vio com a popula√ß√£o alvo. A seguir, realizou-se um estudo de valida√ß√£o do instrumento. Os participantes foram 580 estudantes com idades entre 13 e 18 anos, sendo 55,6% do sexo feminino, todos cursando o Ensino M√©dio nos estados brasileiros do Paran√°, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Uma an√°lise fatorial (rota√ß√£o Oblimin) demonstrou que a melhor solu√ß√£o era a extra√ß√£o de dois fatores. O primeiro fator, denominado Reconhecimento do Erro, foi formado por itens que dizem respeito ao sentimento de mal-estar e ao entendimento de se ter cometido uma a√ß√£o ruim. J√° o fator 2, denominado de Arrependimento, foi composto por itens que avaliavam a percep√ß√£o de sentimentos de arrependimento ap√≥s ter realizado um comportamento indesej√°vel. Ambos os fatores apresentaram adequados √≠ndices de consist√™ncia interna. Por fim, foram realizadas correla√ß√Ķes entre os fatores da culpa e afetos negativos e constataram-se correla√ß√Ķes positivas entre os construtos. As evid√™ncias encontradas sugerem adequa√ß√£o do instrumento para aferir culpa a partir de dois fatores.

Autoria:
Lorena Maria Laskoski   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Jean Carlos Natividade   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Daniela Navarini   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Simon Hutz   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 


Apresentador:
Daniela Navarini


Palavras-chave:
culpa, construção do teste, adolescentes

Nome:
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel

Titulo:
Empregabilidade e Vivências acadêmicas: estudo de correlação

Resumo:
O t√©rmino do curso de gradua√ß√£o demanda dos universit√°rios habilidades relacionadas √† busca e efetiva√ß√£o de oportunidades no mercado de trabalho que, junto a habilidades pessoais como a autoconfian√ßa, podem ser entendidas como empregabilidade. Tais habilidades podem ser desenvolvidas ao longo do curso de gradua√ß√£o e, segundo alguns estudos, estariam relacionas ao aproveitamento de oportunidades e experi√™ncias levadas a cabo durante o curso. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi correlacionar a Escala de Empregabilidade com o Question√°rio de Viv√™ncias Acad√™micas reduzido (QVA-r) em estudantes universit√°rios de final dos cursos de psicologia e administra√ß√£o. A amostra foi constitu√≠da por 60 estudantes universit√°rios do √ļltimo ano de uma universidade particular do interior paulista, divididos igualmente entre os cursos e com maioria de mulheres. A idade m√©dia foi de 26,7 anos, sendo que 61,7% dos participantes exerciam atividades remuneradas no momento da pesquisa. Os instrumentos utilizados foram a Escala de Empregabilidade, que avalia os fatores Efi√°cia de busca, Enfrentamento de dificuldades, Otimismo e Responsabilidade e Decis√£o; e o Question√°rio de Viv√™ncias Acad√™micas reduzido (QVA-r), que avalia os fatores Carreira, Pessoal, Interpessoal, Estudo e Institucional. Os resultados mostraram que, na amostra estudada, n√£o houve diferen√ßa entre os cursos em nenhum instrumento. Foram verificadas correla√ß√Ķes significativas e positivas entre os instrumentos, especialmente dos fatores Otimismo e Responsabilidade e Decis√£o com os fatores do QVA-r, com magnitudes entre fraca e forte. Tamb√©m observou-se uma correla√ß√£o negativa e moderada entre o fator Enfrentamento de Dificuldade da Escala de Empregabilidade com fator Interpessoal do QVA-r. Os resultados ser√£o discutidos a partir da teoria sobre os temas e novos estudos ser√£o sugeridos.

Autoria:
BRENDA TA√ćS A. O. DE L√ďCIO E SILVA   Universidade S√£o Francisco
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel


Palavras-chave:
Empregabildiade, Vivências acadêmicas, avaliação psicológica

Nome:
Paulo Vinícius Carvalho Silva

Titulo:
Entrevista inicial no esporte: identificação de demandas dos atletas, esclarecimentos e fortalecimento de vínculo

Resumo:
No contexto esportivo, a entrevista inicial √© uma ferramenta importante para o planejamento do trabalho que ser√° realizado junto aos atletas. A partir dela, demandas s√£o identificadas, esclarecimentos acerca do trabalho s√£o transmitidos e o v√≠nculo estabelecido entre o psic√≥logo e o atleta √© fortalecido. Com base nisso, optou-se por realizar esse tipo de entrevista com os jovens selecionados para o Programa Rumo ao P√≥dio Ol√≠mpico (PRPO), voltado ao desenvolvimento de atletas de alto rendimento do atletismo. Deste modo, este estudo teve como objetivo caracterizar esses atletas a partir dos resultados da entrevista inicial. O instrumento apresentava quest√Ķes relacionadas √† experi√™ncia com a pr√°tica esportiva, fam√≠lia e suporte social, estado de sa√ļde, mudan√ßas recentes, autoconceito e expectativa com o trabalho. Os resultados revelaram que a maioria dos atletas j√° tinha experi√™ncia com a pr√°tica esportiva, seja no pr√≥prio atletismo ou em outras modalidades. Os atletas relatam que atualmente, ap√≥s cerca de cinco meses de treinamento, o atletismo passou a ter grande import√Ęncia na vida deles, passando a ocupar lugar de destaque na rotina dos jovens e de suas fam√≠lias. V√°rios atletas relatam melhoras no relacionamento deles com suas respectivas fam√≠lias ap√≥s eles terem sido selecionados para integrar a equipe do PRPO. Os jovens t√™m recebido mais aten√ß√£o e reconhecimento. Sobre a rotina de treinamento, a import√Ęncia da comunica√ß√£o frequente e clara dos atletas com a equipe de profissionais foi ressaltada durante a entrevista. A iniciativa e proatividade dos atletas tamb√©m foram incentivadas. Em rela√ß√£o ao trabalho da psicologia, esclarecimentos foram passados aos atletas. A alian√ßa entre o atleta e o profissional foi destacada, bem como a import√Ęncia de haver comprometimento dos jovens em rela√ß√£o √†s atividades propostas. Feedback acerca das atividades realizadas tamb√©m foi obtido junto aos atletas, contribuindo para poss√≠veis ajustes no trabalho.

Autoria:
Paulo Vin√≠cius Carvalho Silva   Psic√≥logo do Programa Rumo ao P√≥dio Ol√≠mpico / Instituto Joaquim Cruz
Katia Rubio   Professora Associada da Escola de Educa√ß√£o F√≠sica e Esporte da Universidade de S√£o Paulo ¬Ė USP
 
 
 
 
 


Apresentador:
Paulo Vinícius Carvalho Silva


Palavras-chave:
Entrevista inicial, Identificação de demandas, Esclarecimentos

Nome:
Ana Karla Silva Soares

Titulo:
ESCALA CALIF√ďRNIA DE VITIMIZA√á√ÉO DO BULLYING: EVID√äNCIAS DE VALIDADE E PRECIS√ÉO

Resumo:
Nas √ļltimas d√©cadas, o bullying vem sendo discutido de forma mais intensa devido ao aumento da viol√™ncia praticada no ambiente escolar. Sendo definido como um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motiva√ß√£o evidente dentro de uma rela√ß√£o desigual de poder, adotada por um ou mais alunos contra outro com o intuito de intimid√°-lo, causando dor, ang√ļstia, sofrimento e deixando-os com sensa√ß√£o de vulnerabilidade, vergonha ou baixa autoestima. N√£o obstante, apesar do aumento no n√ļmero de pesquisas relacionadas √† tem√°tica, n√£o s√£o identificados instrumentos na literatura direcionados a avaliar o bullying em crian√ßas e adolescentes no contexto brasileiro. Assim, este estudo teve por objetivo adaptar a Escala Calif√≥rnia de Vitimiza√ß√£o do Bullying ¬Ė ECVB, reunindo evid√™ncias validade e precis√£o. Participaram 623 estudantes, com idade m√©dia de 13,1 anos (dp = 1,88; variando de 9 a 16 anos), a maioria de escolas p√ļblicas (68,5%), cat√≥lica (59,4%) e do sexo feminino (52,9%). Estes responderam a Escala Calif√≥rnia de Vitimiza√ß√£o do Bullying ¬Ė ECVB formada por 7 itens, respondidos de acordo com uma escala de 5 pontos (variando de 0 nunca a 4 v√°rias vezes durante a semana) e a perguntas demogr√°ficas. Os resultados apoiaram a adequa√ß√£o psicom√©trica da medida, que apresentou um componente (rota√ß√£o varimax, explicando 42,2% da vari√Ęncia total) e consist√™ncia interna (Alfa de Cronbach) de 0,75, considerada satisfat√≥ria. Diante dos resultados, conclui-se que esta medida pode ser empregada adequadamente em pesquisas no contexto para o qual foi adaptada.

Autoria:
Ana Karla Silva Soares   Universidade Federal da Para√≠ba
Rildesia Silva Veloso Gouveia   Centro Universit√°rio de Jo√£o Pessoa
Emerson Di√≥genes de Medeiros   Universidade Federal do Piau√≠
Katia Correa Vione   Universidade Federal da Para√≠ba
Thiago Medeiros Cavalcanti   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Ana Karla Silva Soares


Palavras-chave:
bullying, vitimização, validação

Nome:
Laura de Carvalho

Titulo:
ESCALA DE ATENÇÃO SELETIVA VISUAL: VALIDAÇÃO EM AMOSTRAS DO ESTADO DO MATO GROSSO

Resumo:
A aten√ß√£o √© a fun√ß√£o cognitiva por meio da qual processamos ativamente uma quantidade enorme de informa√ß√Ķes, disponibilizadas por meio de nossos sentidos, mem√≥rias e de outros processos cognitivos. Ela tem sido relacionada, em v√°rios estudos, a transtornos psicol√≥gicos como depress√£o e ansiedade, a psicopatologia como a Doen√ßa de Alzheimer, ao desempenho acad√™mico, ao Transtorno de D√©ficit de Aten√ß√£o e Hiperatividade (TDAH), bem como a outros processos cognitivos como a mem√≥ria e a intelig√™ncia. Pode classificar-se, pela sua operacionaliza√ß√£o, em aten√ß√£o dividida, sustentada, alternada e seletiva. Esta √ļltima envolve a compet√™ncia de selecionar um est√≠mulo dentre v√°rios e permite eleger fontes espec√≠ficas de informa√ß√£o para checar previs√Ķes geradas a partir da mem√≥ria sobre regularidades passadas do ambiente. Neste sentido, foi desenvolvida a Escala de Aten√ß√£o Seletiva Visual (EASE), que est√° sendo submetida a processos de valida√ß√£o no Brasil. Este estudo teve por objetivo buscar evid√™ncias de validade para a escala EASE em amostras do estado do Mato Grosso, correlacionando-a com outros testes que avaliam a aten√ß√£o e a mem√≥ria, a depress√£o e a ansiedade. Participaram do estudo 271 sujeitos, de ambos os sexos e idades entre 18 e 54 anos, sendo 64,6% mulheres, residentes no munic√≠pio de Rondon√≥polis. Al√©m da escala EASE foram aplicados os testes de Aten√ß√£o Dividida (AD) e Sustentada (AS), o Teste Pict√≥rico de Mem√≥ria (TEPIC-M) e as Escalas Beck de Depress√£o (Beck Depression Inventory ¬Ė BDI) e de Ansiedade (Beck Anxiety Inventory ¬Ė BAI), no per√≠odo de agosto de 2010 a junho de 2011. Os resultados evidenciaram validade convergente/discriminante para a EASE por meio da correla√ß√£o com o AD e TEPIC-M e √†s mudan√ßas desenvolvimentais, em rela√ß√£o √† idade. N√£o foram encontradas diferen√ßas significativas quando comparamos os resultados da EASE, com os fatores de ansiedade e depress√£o.







Autoria:
Laura de Carvalho   Departamento de Psicologia ¬Ė ICHS ¬Ė UFMT/ROO Email: lauracarvalho@ufmt.br
Thaynan Thalita Teixeira de Souza   Graduanda de Psicologia Departamento de Psicologia ¬Ė ICHS ¬Ė UFMT/ROO.
 
 
 
 
 


Apresentador:
Laura de Carvalho


Palavras-chave:
Atenção, Avaliação, validade

Nome:
Deliane Macedo Farias de Sousa

Titulo:
ESCALA DE ATITUDES FRENTE AO CONTEXTO ESCOLAR: EVIDÊNCIAS DE VALIDADE E PRECISÃO

Resumo:
A escola √© uma importante fonte de apoio social, especialmente, quando promove o bom relacionamento com amigos, professores ou pessoas que assumam papel de refer√™ncia segura. Estudos emp√≠ricos demonstram que as rela√ß√Ķes interpessoais na escola prim√°ria podem ser um forte preditor do ajustamento escolar e do desempenho acad√™mico. Contudo, n√£o s√£o identificados instrumentos na literatura que avaliem conjuntamente as atitudes dos estudantes em rela√ß√£o √† escola, seus professores e colegas de classe. Deste modo, o objetivo do presente estudo foi elaborar e validar para o contexto brasileiro uma medida de Atitudes frente ao contexto escolar. Para tal, contou-se com a participa√ß√£o de 481 estudantes do ensino fundamental, distribu√≠dos igualmente quanto ao sexo, a maioria de escolas privadas (54,8%), e com idades variando entre 11 e 17 anos (m = 12,9, dp = 1,69). Por meio do programa estat√≠stico Alceste, analisou-se os dados de cinco quest√Ķes abertas e elaborou-se 52 itens para compor a Escala de Atitudes frente ao Contexto Escolar (EACE). Em virtude de reunir evid√™ncias de validade e precis√£o da EACE, realizou-se um segundo estudo com uma amostra de 200 estudantes da segunda fase do Ensino Fundamental, em sua maioria provenientes de escolas p√ļblicas (51%) e com m√©dia de idade de 12,6 (dp = 1,50). Os estudantes responderam a EACE, composta pelos 52 itens, respondidos em uma escala que variou de 1 (Discordo Totalmente) a 5 (Concordo Totalmente). O instrumento apresentou coeficientes de adequabilidade satisfat√≥rios para realiza√ß√£o da an√°lise fatorial. Por meio da An√°lise Fatorial Explorat√≥ria e avalia√ß√£o do crit√©rio de Horn obteve-se uma solu√ß√£o trifatorial. Por n√£o apresentarem satura√ß√Ķes m√≠nimas, trinta itens foram exclu√≠dos. Ademais, os valores do Alfa de Cronbach, correla√ß√Ķes inter-item e item-total foram satisfat√≥rios. Diante dos resultados, conclui-se que esta medida pode ser empregada adequadamente em pesquisas no contexto brasileiro.

Autoria:
Deliane Macedo Farias de Sousa   Universidade Federal da Para√≠ba
Patr√≠cia Nunes da Fons√™ca   Universidade Federal da Para√≠ba
Rild√©sia Silva Veloso Gouveia   Centre Universit√°rio de Jo√£o Pessoa
Rebecca Alves Aguiar Athayde   Universidade Federal da Para√≠ba
Larisse Helena Gomes Mac√™do Barbosa   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Deliane Macedo Farias de Sousa


Palavras-chave:
ATITUDES, CONTEXTO ESCOLAR, VALIDADE FATORIAL

Nome:
Thiago Medeiros Cavalcanti

Titulo:
Escala de atitudes frente ao facebook: evidências de validade e precisão

Resumo:
Tendo em vista o impacto das redes sociais na comunica√ß√£o dos brasileiros, bem como sua forte influ√™ncia no comportamento das pessoas, o presente trabalho objetivou validar para o contexto brasileiro a Escala de Atitudes Frente ao Facebook, justificando-se pela aus√™ncia de trabalhos que avaliem as atitudes dos brasileiros frente a esta rede social. Para tanto, o estudo em quest√£o contou com a participa√ß√£o de 230 indiv√≠duos, com idades entre 14 e 49 anos (m = 25,9; dp = 5,62), sendo a maioria do sexo feminino (57,8%), estes responderam a um question√°rio online contendo quest√Ķes de cunho s√≥cio-demogr√°fico, bem como a Escala de Atitudes Frente ao Facebook, constitu√≠da de seis itens e com escala de resposta do tipo Likert de cinco pontos, com os seguintes extremos: 1 = discordo totalmente a 5 = concordo totalmente. Inicialmente realizou-se uma an√°lise fatorial explorat√≥ria, onde o KMO (0,84) e o Teste de Esfericidade de Bartlett (χ¬≤(15) = 896,338; p<0,001) indicam o ajuste dos dados ao tratamento multivariado da an√°lise fatorial. Utilizando-se os m√©todos de Kaiser, Cattell e Horn, a an√°lise fatorial identificou uma solu√ß√£o de um √ļnico fator com valor pr√≥prio de 3,97 e explicando 59,7% da vari√Ęncia total dos dados, este constitu√≠do por seis itens com cargas fatoriais variando de 0,62 a 0,85; ademais, a escala apresentou-se fidedigna, com um Alpha de Cronbach de 0,89. Neste sentido, foram encontradas evid√™ncias de validade e precis√£o do instrumento, confiando-se, portanto, que tal possa ser √ļtil quando empregado em pesquisas relacionadas a redes sociais.

Autoria:
Thiago Medeiros Cavalcanti   Universidade Federal da Para√≠ba
Dayse Ayres do Nascimento Freires   Instituto Federal de Educa√ß√£o Ci√™ncia e Tecnologia da Para√≠ba
K√°tia Correa Vione   Universidade Federal da Para√≠ba
Rafaella de Carvalho Rodrigues Ara√ļjo   Universidade Federal da Para√≠ba
Romulo Lustosa Pimenteira de Melo   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Thiago Medeiros Cavalcanti


Palavras-chave:
Atitudes, Facebook, Validação

Nome:
Renan Pereira Monteiro

Titulo:
Escala de atitudes frente ao poliamor: Par√Ęmetros psicom√©tricos

Resumo:
O poliamor tem despertado pol√™mica, sobretudo em raz√£o de seus adeptos considerarem ser poss√≠vel amar e ser amado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, com o consentimento e conhecimento dos envolvidos. No Brasil, especificamente no campo da Psicologia, nenhuma medida foi encontrada para mensurar tal construto, o que demanda a elabora√ß√£o de instrumentos com boas qualidades m√©tricas que possam avaliar tal fen√īmeno. Logo, este estudo objetivou elaborar a Escala de Atitudes Frente ao Poliamor (EAFP), conhecendo evid√™ncias de sua validade e precis√£o. Participaram 261 estudantes universit√°rios da cidade de Jo√£o Pessoa-PB, com idade m√©dia de 30,1 anos, em maioria do sexo feminino (57,5 %) e solteira (51,7%). Estes responderam a Escala de Atitudes Frente ao Poliamor, composta por 34 itens respondidos em uma escala de cinco pontos, variando de 1 (Discordo totalmente) a 5 (Concordo totalmente), preencheram ainda um question√°rio demogr√°fico. Inicialmente, comprovou-se que todos os itens apresentaram poder discriminativo satisfat√≥rio. Posteriormente, realizou-se uma an√°lise fatorial explorat√≥ria, onde os valores do KMO e do Teste de Esfericidade de Bartlett apoiaram a realiza√ß√£o desta an√°lise. Optou-se pelo m√©todo de extra√ß√£o dos Componentes Principais, sem fixar n√ļmero de fatores a serem extra√≠dos, adotando rota√ß√£o varimax. O crit√©rio de Cattel indicou uma solu√ß√£o bi fatorial, explicando 38,4% da vari√Ęncia total. O primeiro componente foi definido como ¬ďRelacionamento Poliamorista¬Ē, composto de seis itens, apresentando valor pr√≥prio de 6,11 e explicando 29,1% da vari√Ęncia total, com satura√ß√Ķes que variam de 0,73 a 0,58. O segundo componente foi denominado ¬ďSentimento Poliamorista¬Ē composto de seis itens com valor pr√≥prio de 1,96 e explicando 9,3% da vari√Ęncia, com cargas fatoriais variando de 0,78 a 0,44. Ainda calculou-se o √≠ndice de consist√™ncia interna da escala, apresentando valor satisfat√≥rio. Portanto, tais resultados re√ļnem evid√™ncias de validade e fidedignidade da EAFP, possibilitando o emprego desta medida para fins de pesquisa.

Autoria:
Renan Pereira Monteiro   Universidade Federal da Para√≠ba
Sandra Elisa de Assis Freire   Universidade Federal do Piau√≠
M√°rcio de Lima Coutinho   Centro Universit√°rio de Jo√£o Pessoa
Lu√≠s Augusto de Carvalho Mendes   Universidade Federal da Para√≠ba
Layrtthon Carlos de Oliveira Santos   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Renan Pereira Monteiro


Palavras-chave:
Poliamor, validação, medida

Nome:
Layrtthon Carlos de Oliveira Santos

Titulo:
Escala de Atitudes Frente ao Ruído para Adultos: Evidências de Validade e Precisão

Resumo:
Na sociedade contempor√Ęnea as pessoas vivem rotineiramente cercadas por diversos ru√≠dos, sejam estes oriundos das ruas, como do tr√Ęnsito e das constru√ß√Ķes, de ambientes de trabalho e lazer, ou at√© mesmo dos pr√≥prios vizinhos. Diversas pesquisas t√™m apontado os efeitos no organismo humano causados pela exposi√ß√£o intensa aessesru√≠dos, desde um estresse leve at√© a perda substancial da audi√ß√£o.Conceitualmente, o ru√≠do resulta da interpreta√ß√£o de um som enquanto indesej√°vel, tendo, portanto, um car√°ter subjetivo. No √Ęmbito da psicologia, a tem√°tica tem sido abordada a partir do conceito de atitudes, inclusive neste trabalho, possibilitando tanto fins descritivos quanto preventivos. Neste sentido, o objetivo do presente estudo foi adaptar para a popula√ß√£o adulta, no contexto brasileiro, a YouthAttitudetoNoiseScale (YANS), partindo de uma vers√£o j√° existente para crian√ßas, e reunindo evid√™ncias de sua validade fatorial e consist√™ncia interna. Para tanto, contou-se com um amostra de 218 estudantes universit√°rios da cidade de Jo√£o Pessoa (PB), estes responderam a um question√°rio sociodemogr√°fico, contendo quest√Ķes como sexo e idade, bem como a vers√£o alternativa da YANS, elaborada para adultos, composta por 19 itens respondidos em uma escala de 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo totalmente). Realizou-se uma an√°lise dos componentes principais para esta medida, utilizando os crit√©rios de Kaiser,Cattell e Horn, a partir dos quais foram encontrados quatro fatores, concordando com a medida original, sendo eles denominadoscultura da juventude, ru√≠dos di√°rios, concentra√ß√£o e influ√™ncia. Cada componente apresentou alfas de Cronbach satisfat√≥rios de acordo com a literatura, bem como o alfa total da medida.Deste modo, confia-se que tais achados indicam a adequa√ß√£o psicom√©trica da medida nomeada de Escala de Atitudes Frente ao Ru√≠do para Adultos (EAFR-A), possibilitando que esta possa ser utilizada em estudos futuros.

Autoria:
Layrtthon Carlos de Oliveira Santos   Universidade Federal da Para√≠ba (UFPB)
Viviany Silva Pessoa   Universidade Federal da Para√≠ba (UFPB)
Jos√© Farias de S. Filho   Centro Universit√°rio de Jo√£o Pessoa (Unip√™)
Carlos Eduardo Pimentel   Universidade Federal da Para√≠ba (UFPB)
Thiago Medeiros Cavalcanti   Universidade Federal da Para√≠ba (UFPB)
 
 


Apresentador:
Layrtthon Carlos de Oliveira Santos


Palavras-chave:
atitudes, ruído, validação

Nome:
Ana Karla Silva Soares

Titulo:
Escala de Atitudes positivas frente a potenciais alvos de bullying (EAFPAB): evidências de adequação psicométrica

Resumo:
O bullying pode ser definido como um subtipo do comportamento agressivo, em que um indiv√≠duo ou um grupo, repetidamente, ataca, humilha, e/ou exclui uma pessoa relativamente incapaz, sendo um fen√īmeno social que transcende o g√™nero, idade e cultura. Assim, o bullying √© uma disputa baseada no desequil√≠brio de poder e na repeti√ß√£o destes comportamentos ao longo do tempo. Dada √† relev√Ęncia deste construto e import√Ęncia de contar com uma medida parcimoniosa e psicometricamente adequada, o presente trabalho teve por objetivo construir uma medida para avaliar as atitudes positivas frente a potenciais alvos de bullying, reunindo evid√™ncias validade e precis√£o. Para tanto, contou-se com a participa√ß√£o de 623 estudantes, com idade m√©dia de 13,1 anos (dp = 1,88; variando de 9 a 16 anos), a maioria cat√≥lica (59,4%) e do sexo feminino (52,9%) e 384 pais/respons√°veis, com idade m√©dia de 40,5 anos (DP = 8,46; amplitude de 18 a 70 anos), a maioria do sexo feminino (78,8%) e que se declarou cat√≥lica (64,8%). Estes responderam a Escala de Atitudes Positivas Frente a Potenciais Alvos de Bullying (EAFPAB), formada por 25 itens, respondidos em uma escala de 6 pontos, variando de 1 (discordo totalmente) a 6 (concordo totalmente) bem como quest√Ķes demogr√°ficas. Os resultados da an√°lise do poder discriminativo comprovaram que todos os itens discriminam estatisticamente. Com a finalidade de se averiguar a fatorabilidade da matriz de correla√ß√£o entre os itens deste instrumento, procedeu-se √† comprova√ß√£o do √≠ndice KMO e ao Teste de Esfericidade de Bartlett que indicaram o ajuste dos dados ao tratamento multivariado da an√°lise fatorial. Ent√£o foi realizada a an√°lise dos Componentes Principais onde se comprovou a estrutura unifatotial da EAFPAB que explicou 31% da vari√Ęncia total, com cargas fatoriais acima do esperado e √≠ndice de consist√™ncia interna (Alfa de Cronbach) acima do indicado pela literatura. Assim, conclui-se que esta medida pode ser empregada adequadamente em estudos futuros no contexto brasileiro.

Autoria:
Ana Karla Silva Soares   Universidade Federal da Para√≠ba
Patr√≠cia Nunes da Fonseca   Universidade Federal da Para√≠ba
Emerson Di√≥genes de Medeiros   Universidade Federal do Piau√≠
Renan Pereira Monteiro   Universidade Federal da Para√≠ba
Larisse Helena Gomes Mac√™do Barbosa   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Ana Karla Silva Soares


Palavras-chave:
bullying, validação, escala

Nome:
Lucia Helena Jorge Alves

Titulo:
ESCALA DE AUTOCONCEITO E INVENT√ĀRIO DE PERCEP√á√ÉO E SUPORTE FAMILIAR : UM ESTUDO CORRELACIONAL

Resumo:
A presente pesquisa teve como objetivo adaptar e estudar psicometricamente a vers√£o portuguesa de 2001 da escala espanhola de Autoconceito Forma A - AFA (Musitu, Garcia e Guti√©rrez, 1991) e correlacion√°-la com o Invent√°rio de Percep√ß√£o de Suporte Familiar - IPSF (Baptista, 2008). A escala de Autoconceito foi adaptada e aplicada coletivamente em 420 alunos, entre 12 e 16 anos, do 6¬ļ ao 9 ¬ļ ano da rede p√ļblica do Rio de Janeiro. Os resultados apontam que a m√©dia, mediana, m√≠nimo, m√°ximo e o desvio padr√£o da amostra, por escala, s√£o similares aos da adapta√ß√£o portuguesa. No que tange √†s intercorrela√ß√Ķes entre as escalas estas s√£o moderadas, entretanto, a correla√ß√£o de cada uma delas com o total √© elevada indicando a exist√™ncia de um construto global subjacente. Quanto aos itens a maioria se correlaciona acima de 0.20 com o total. No que se refere √† precis√£o o Alpha de Cronbach encontrado √© mais elevado do que em Portugal. Com a finalidade de realizar o estudo correlacional foi utilizado Invent√°rio de Percep√ß√£o de Suporte Familiar - IPSF (Baptista, 2008) que visa avaliar o quanto as pessoas percebem as rela√ß√Ķes familiares em termos de afetividade, autonomia e adapta√ß√£o entre os membro. Este foi aplicado em 100 estudantes, tamb√©m de forma coletiva e uma semana ap√≥s o primeiro instrumento. As correla√ß√Ķes entre as dimens√Ķes da AFA e do IPSF foram positivas e significativas indicando que quanto mais elevado o autoconceito maior o suporte familiar. Os estudos com a escala de Autoconceito Forma A - AFA mostraram-se satisfat√≥rias o que viabiliza a possibilidade de amplia√ß√£o da pesquisa em busca de mais evid√™ncias de validade baseadas nas rela√ß√Ķes do autoconceito com outras vari√°veis e da valida√ß√£o do instrumento para o Brasil.



Autoria:
Lucia Helena Jorge Alves   Universidade Veiga de Almeida e Secretaria Municipal de Educa√ß√£o - Rio de Janeiro - Brasil
Francisco Donizetti Mendes Takahashi   Universidade Veiga de Almeida e Universidade Est√°cio de S√° - Rio de Janeiro - Brasil
Leila Borges de Araujo   Centro Universit√°rio da Cidade - Rio de Janeiro - Brasil
 
 
 
 


Apresentador:
Lucia Helena Jorge Alves


Palavras-chave:
autoconceito, suporte familiar, correlação

Nome:
Fernanda Andrade de Freitas

Titulo:
Escala de Autoeficácia para a Formação Superior: Evidência de validade convergente com a Autorregulação da aprendizagem

Resumo:
A autoefic√°cia para a forma√ß√£o superior significa a percep√ß√£o que o estudante tem sobre a sua capacidade em organizar e executar a√ß√Ķes requeridas para produzirem certas realiza√ß√Ķes, em suas viv√™ncias acad√™micas. A autorregula√ß√£o da aprendizagem pressup√Ķe a capacidade que o estudante tem em planejar, executar e avaliar comportamentos, pensamentos, sentimentos de modo intencional tendo em vista as suas metas acad√™micas e as condi√ß√Ķes ambientais. Partindo destes pressupostos, espera-se que quanto maior a percep√ß√£o para planejar, executar e avaliar aspectos pessoais e contextuais a partir de suas metas, maior ser√° a percep√ß√£o do estudante em sua capacidade para realizar tarefas pertinentes ao ensino superior. Participaram 192 alunos provenientes de uma universidade p√ļblica, com idade m√©dia de 22 anos de idade. A Escala de Autoefic√°cia para a Forma√ß√£o Superior - AEFS apresenta 34 itens distribu√≠dos em cinco dimens√Ķes; escala likert. O Invent√°rio de Processos de Autorregula√ß√£o da Aprendizagem possui nove itens distribu√≠dos em uma √ļnica dimens√£o; escala likert. A partir da correla√ß√£o de Spearman obteve correla√ß√Ķes significativas e positivas entre os resultados de ambas as escalas o que significa que a hip√≥tese foi confirmada, a saber, o aluno que se percebe capaz de executar e organizar as atividades associadas ao ensino superior tende a ser aquele aluno que planeja, executa e avalia a sua aprendizagem. Ou seja, o aluno que apresenta alta confian√ßa em sua capacidade na forma√ß√£o superior tende a mobilizar comportamentos autorregulat√≥rios e motivacionais em dire√ß√£o ao ato de aprender. A an√°lise de correla√ß√£o ratifica a reciprocidade que h√° entre os dois constructos. Todavia, essa an√°lise n√£o esgota outras possibilidades de investiga√ß√£o e sugere a rela√ß√£o entre esses dois construtos tendo em vista o perfil de alunos por curso de gradua√ß√£o e o momento de forma√ß√£o.

Autoria:
Fernanda Andrade de Freitas   Faculdade de Educa√ß√£o, Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP
Soely Aparecida Jorge Polydoro   Faculdade de Educa√ß√£o, Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP
Adriane Soares Pelissoni   Servi√ßo de Apoio ao Estudante da Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP
V√Ęnia Rodrigues Lima Ramos   Faculdade de Educa√ß√£o, Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP
Mariana Coralina do Carmo   Faculdade de Educa√ß√£o, Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP
Eduarla Resende Videira Em√≠lio   Faculdade de Educa√ß√£o, Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP
 


Apresentador:
Fernanda Andrade de Freitas


Palavras-chave:
evidência , validade, formação superior

Nome:
Ana Carolina Teixeira Santos

Titulo:
Escala de Bem-Estar Subjetivo (EBES): evidências de validade fatorial e precisão

Resumo:
A literatura sobre bem-estar subjetivo experimentou significativo crescimento nas √ļltimas duas d√©cadas. Entretanto, no Brasil existe uma escassez de estudos que apresentem instrumentos v√°lidos para avalia√ß√£o deste construto, sendo a Escala de Bem-estar Subjetivo (EBES) uma das poucas medidas adaptadas para o contexto nacional. Devido a esta car√™ncia e ao fato da utiliza√ß√£o da EBES se encontrar a um n√≠vel incipiente na literatura, o objetivo deste trabalho foi apresentar ind√≠cios de validade e precis√£o desta escala numa amostra de estudantes universit√°rios, avaliando sua validade fatorial e precis√£o pelo alfa de Cronbach. Nossa amostra contou com 206 estudantes de todos os per√≠odos do curso de Psicologia de uma universidade privada do interior do estado de Minas Gerais. A aplica√ß√£o da EBES foi realizada coletivamente em outubro de 2012, juntamente com um question√°rio sociodemogr√°fico. Por meio da an√°lise fatorial (extra√ß√£o dos eixos principais ¬Ė PAF e rota√ß√£o oblimin), nossos resultados apoiam a adequa√ß√£o psicom√©trica dessa medida, corroborando com a estrutura fatorial encontrada no estudo original da EBES e apresentando √≠ndices de consist√™ncia interna (alfa de Cronbach) satisfat√≥rios. Conclui-se que a EBES √© uma medida composta pelos tr√™s fatores do BES propostos na literatura: afeto positivo, afeto negativo e satisfa√ß√£o com a vida e apresenta evid√™ncia de validade fatorial e precis√£o para aplica√ß√£o em estudantes universit√°rios.

Autoria:
Ana Carolina Teixeira Santos   Faculdade de Psicologia e de Ci√™ncias da Educa√ß√£o da Universidade de Coimbra
Margarida Pedroso de Lima   Faculdade de Psicologia e de Ci√™ncias da Educa√ß√£o da Universidade de Coimbra
Maria Arlete Santos   Faculdade Presidente Ant√īnio Carlos - UNIPAC Vale do A√ßo
 
 
 
 


Apresentador:
Ana Carolina Teixeira Santos


Palavras-chave:
Escola de Bem-estar Subjetivo, EBES, Bem-estar subjetivo

Nome:
Leandro da Silva Almeida

Titulo:
Escala de Competências Cognitivas para Crianças (ECCOs 4/10): Contributos na compreensão da aprendizagem infantil

Resumo:
A escassez de provas psicol√≥gicas destinadas √† avalia√ß√£o e √† interven√ß√£o psicoeducacional de crian√ßas de idades pr√©-escolar e escolar tem sido uma preocupa√ß√£o dos psic√≥logos portugueses, nomeadamente na compreens√£o do funcionamento da crian√ßa (na dete√ß√£o precoce de dificuldades e potencialidades) e das suas intera√ß√Ķes com o meio envolvente, com o fim de se intervir adequada e atempadamente. A Escala de Compet√™ncias Cognitivas para Crian√ßas dos 4 aos 10 anos ¬Ė ECCOs_4/10 (Brito & Almeida, 2009) √© uma bateria de avalia√ß√£o cognitiva, criada para a popula√ß√£o portuguesa, enquadrada nas provas comp√≥sitas de avalia√ß√£o da intelig√™ncia, abordando uma diversidade de fun√ß√Ķes cognitivas que se combinam em √≠ndices globais de aptid√£o intelectual. A atual escala √© composta por 11 provas, que avaliam seis processos cognitivos: perce√ß√£o, mem√≥ria a curto-prazo, compreens√£o, racioc√≠nio, resolu√ß√£o de problemas e pensamento divergente. Contrariamente √† vis√£o atual, ao longo da primeira metade do s√©culo XX o (in)sucesso escolar era frequentemente explicado pela intelig√™ncia, conceito este considerado est√°vel. Presentemente, e embora a investiga√ß√£o na √°rea aponte para uma correla√ß√£o positiva entre as habilidades cognitivas dos alunos e o seu desempenho acad√©mico, n√£o √© poss√≠vel estabelecer uma rela√ß√£o linear e causal entre estas duas vari√°veis, dado que outras t√™m um peso consider√°vel. Este trabalho objetiva expor estudos realizados com a ECCOs4/10 onde √© vis√≠vel o impacto de diversas vari√°veis na aprendizagem das crian√ßas com repercuss√Ķes ao n√≠vel do seu desenvolvimento cognitivo e do seu (in)sucesso escolar.

Autoria:
Lurdes Brito   Universidade do Minho, Portugal & Grande Col√©gio Universal do Porto, Portugal
Ana Azevedo Martins   Universidade do Minho, Portugal & Grande Col√©gio Universal do Porto, Portugal
Ana Filipa Alves   Universidade do Minho, Portugal & Grande Col√©gio Universal do Porto, Portugal
Ana Salgado   Universidade do Minho, Portugal & Grande Col√©gio Universal do Porto, Portugal
Susana Carqueja   Universidade do Minho, Portugal & Grande Col√©gio Universal do Porto, Portugal
Leandro da Silva Almeida   Universidade do Minho, Portugal & Grande Col√©gio Universal do Porto, Portugal
 


Apresentador:


Palavras-chave:
Cognição, Aprendizagem, Avaliação psicológica

Nome:
Orlanda Maria da Silva Rodrigues da Cruz

Titulo:
Escala de Comportamentos Disciplinares Parentais (ECDP)

Resumo:
Ao longo do processo de socializa√ß√£o s√£o frequentes os epis√≥dios de confronto entre os desejos e interesses da crian√ßa e as normas e limites impostos pelo adulto. Os comportamentos disciplinares parentais correspondem √†s ac√ß√Ķes dos pais em resposta aos comportamentos de transgress√£o dos filhos. Apesar de disciplina e puni√ß√£o serem frequentemente confundidas, os pais utilizam uma grande variedade de comportamentos disciplinares, alguns de carater positivo. Com excep√ß√£o do castigo f√≠sico, ainda n√£o est√° claro o impato que estes diferentes comportamentos disciplinares podem ter no desenvolvimento e ajustamento psicol√≥gico das crian√ßas, bem como as condi√ß√Ķes em que esse impato se verifica. Para tal, √© fundamental dispor de instrumentos capazes de avaliar e diferenciar as estrat√©gias disciplinares parentais. A Escala de Comportamentos Disciplinares Parentais (ECDP) tem como objectivo avaliar as estrat√©gias disciplinares dos pais, quer as coercitivas, quer as n√£o coercitivas. √Č composta por 16 itens em os adultos devem avaliar numa escala de cinco pontos (1: nunca; 5: sempre) a frequ√™ncia com que utilizam aquelas estrat√©gias quando os filhos ¬ďse portam mal¬Ē. Os participantes no estudo de adapta√ß√£o da ECDP foram 48 m√£es e 14 pais de 38 raparigas e 24 rapazes, com idades compreendidas entre os 83 e os 119 meses que frequentavam os 2¬ļ, 3¬ļ e 4¬ļ anos de escolaridade em escolas p√ļblicas portuguesas. Num primeiro momento, foi realizada uma an√°lise de componentes principais, tendo sido extra√≠das cinco componentes que explicaram 63.28% da vari√Ęncia. A an√°lise do scree plot e do conte√ļdo dos itens que saturavam aquelas componentes levou-nos a optar, num segundo momento, pela rota√ß√£o de apenas quatro componentes (56.37% de vari√Ęncia explicada). A an√°lise das estrat√©gias disciplinares que constam dos itens que as saturam permitiu identific√°-las como ¬ďCastigo f√≠sico e n√£o f√≠sico¬Ē, ¬ďCastigo verbal¬Ē, ¬ďComportamentos indutivos¬Ē e ¬ďComportamentos de ignorar¬Ē.

Autoria:
Orlanda Maria da Silva Rodrigues da Cruz   Faculdade de Psicologia e de Ci√™ncias da Educa√ß√£o da Universidade do Porto
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Orlanda Maria da Silva Rodrigues da Cruz


Palavras-chave:
Disciplina parental, Punição, Indução

Nome:
Viviany Silva Pessoa

Titulo:
Escala de Conexão Ambiental: Um estudo de validação e adaptação para o contexto brasileiro

Resumo:
As diferen√ßas individuais para a identifica√ß√£o e posicionamento frente ao ambiente, seja ele natural ou constru√≠do, t√™m implica√ß√Ķes nas atitudes e comportamentos pr√≥-ambientais e, consequentemente, na qualidade de vida. Com base nisso, cresce na Psicologia a motiva√ß√£o para o entendimento e explica√ß√£o dos aspectos estruturantes da rela√ß√£o entre a pessoa e o ambiente. Neste sentido, destaca-se, entre os elementos que interferem em tal rela√ß√£o, o n√≠vel de contato, ou seja, o qu√£o conectado a pessoa se sente √† natureza. Tendo como base a vertente afetiva, comprovadamente t√£o necess√°ria quanto os construtos cognitivos, historicamente considerados na an√°lise dos comportamentos pr√≥-ambientais; a presente pesquisa teve como objetivo validar e adaptar para o contexto brasileiro a Connectedness to Nature Scale (CNS). Para tanto, foram organizados dois estudos. No Estudo 1 participaram 220 estudantes universit√°rios com idade m√©dia de 23 anos. Estes responderam a CNS composta por 14 itens, al√©m de informa√ß√Ķes demogr√°ficas. A an√°lise emp√≠rica dos itens e a an√°lise dos componentes principais apresentaram uma estrutura unifatorial com uma boa consist√™ncia interna, sugerindo apenas a elimina√ß√£o do item 14. No Estudo 2 participaram 204 pessoas com idade m√©dia de 33 anos, contrabalanceadas entre n√£o pagantes e pagantes de energia el√©trica, responderam a vers√£o adaptada da CNS al√©m das informa√ß√Ķes demogr√°ficas. Todos responderam a vers√£o adaptada da CNS al√©m das informa√ß√Ķes demogr√°ficas. Os √≠ndices de bondade de ajuste admitiram um melhor apoio para a estrutura unidimensional da medida, composta por 13 itens e mantendo a boa consist√™ncia interna da medida. A partir dos resultados, √© verificado que a CNS √© adequada para investiga√ß√£o sobre o grau de aproxima√ß√£o da pessoa com o ambiente natural. Constata-se, portanto, a pertin√™ncia destes achados para futuros estudo interessados na rela√ß√£o pessoa ambiente, assim como para a promo√ß√£o de instrumentos psicom√©tricos dispon√≠veis para o contexto brasileiro.

Autoria:
Viviany Silva Pessoa   Universidade Federal da Para√≠ba
Jos√© Farias de Souza Filho   Universidade Federal da Para√≠ba
Carlos Eduardo Pimentel   Universidade Federal da Para√≠ba
K√°tia Correa Vione   Universidade Federal da Para√≠ba
Rafaella de Carvalho Rodrigues Ara√ļjo   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Viviany Silva Pessoa


Palavras-chave:
Conexão ambiental, relação pessoa-ambiente, medida

Nome:
Evandro Morais Peixoto

Titulo:
ESCALA DE CRENÇAS IRRACIONAIS (ECI): EVIDÊNCIAS DE VALIDADADE PARA ATLETAS

Resumo:
Muito tem se discutido a respeito do equil√≠brio emocional exigido de um atleta diante suas atividades profissionais. Contudo, pouco tem se explorado as cren√ßas que o indiv√≠duo desenvolve sobre si mesmo, e sobre o ambiente ao seu redor, para fazer frente a tais exig√™ncias, em especial as cren√ßas irracionais, definidas como maneiras il√≥gicas de interpreta√ß√£o da realidade, resultantes de processos de pensamentos disfuncionais. Contar com instrumentos de avalia√ß√£o, que tenham demonstrado evid√™ncias de validade desse construto, junto a essa popula√ß√£o, tem relev√Ęncia pr√°tica. Objetivo: analisar evid√™ncias de validade interna (estrutura fatorial e consist√™ncias interna) e externa (validade discriminante) da Escala de Cren√ßas Irracionais (ECI) em popula√ß√£o de atletas. Como medida de crit√©rio externo foi utilizada a Escala Diagn√≥stica Adaptativa Operacionalizada para Atletas (EDAO-AR-A), uma medida da adequa√ß√£o das respostas do indiv√≠duo √†s situa√ß√Ķes-problema que emergem do cotidiano esportivo. A EDAO-AR-A √© composta por duas subescalas para avalia√ß√£o dos setores da personalidade: afetivo-relacional/A-R e produtividade/Pr. Amostra: 205 atletas, 51,7% homens, categorias juvenil (26,3%) e adulta (73,7%). A an√°lise de componentes principais apontou um √ļnico fator da (ECI), com consist√™ncia interna satisfat√≥ria. Em rela√ß√£o √† validade discriminante foram estimadas correla√ß√Ķes de Pearson entre os escores totais da ECI e a EDAO-AR-A, bem como para cada uma das subescalas (A-R e Pr). Os resultados obtidos indicaram correla√ß√Ķes negativas moderadas, significativas, entre os escores totais de ambas as escalas, assim como entre a ECI e subescala A-R,e correla√ß√Ķes baixas, significativas, entre o escore total da ECI e a subescala Pr. Os resultados apontam a ECI como um instrumento promissor a ser utilizado entre os psic√≥logos do esporte, em especial aqueles interessados em conhecerem em que medida as cren√ßas irracionais estariam interferindo no funcionamento geral do atleta e afetando a qualidade de sua adapta√ß√£o.

Autoria:
Evandro Morais Peixoto   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas ¬Ė PUC-Campinas
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Elisa Medici Piz√£o Yoshida   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas ¬Ė PUC-Campinas
 
 
 
 


Apresentador:
Evandro Morais Peixoto


Palavras-chave:
avaliação psicológica, psicologia do esporte, validade do teste

Nome:
MARCO ANT√ĒNIO PEREIRA TEIXEIRA

Titulo:
Escala de Envolvimento Parental na Decisão Vocacional: construção e evidências iniciais de validade

Resumo:
A escolha de uma profiss√£o na adolesc√™ncia √© influenciada por diversos fatores, entre eles a fam√≠lia. Este estudo apresenta a constru√ß√£o da Escala de Envolvimento Parental na Decis√£o Vocacional (EEPDV) e evid√™ncias de validade preliminares obtidas com o instrumento. A escala avalia tr√™s dimens√Ķes do envolvimento parental no processo de escolha profissional dos filhos, de acordo com a percep√ß√£o dos pr√≥prios filhos: Percep√ß√£o de apoio ao processo de tomada de decis√£o vocacional; Percep√ß√£o de apoio ao processo de explora√ß√£o vocacional; e Intrusividade no processo de tomada de decis√£o vocacional. Al√©m disso, o instrumento avalia a Percep√ß√£o de satisfa√ß√£o dos pais com o trabalho, que √© entendida como uma potencial influ√™ncia familiar indireta nos processos de decis√£o vocacional. O objetivo desta pesquisa foi verificar se a estrutura de quatro dimens√Ķes prevista na constru√ß√£o do instrumento emergiria empiricamente atrav√©s de procedimentos de an√°lise de componentes principais (ACP). Participaram do estudo 239 jovens (56,5% homens), estudantes do ensino m√©dio, com m√©dia de idade de 16,2 anos. A vers√£o inicial da EEPDV, usada nesta pesquisa, conta com 18 itens que s√£o respondidos em uma escala Likert de 5 pontos, referentes a pai e m√£e separadamente. Para as an√°lises foram considerados os escores combinados relacionados a pai e m√£e. Foi realizada uma ACP retendo-se quatro componentes e usando rota√ß√£o obl√≠qua, conforme a expectativa. O √≠ndice KMO obtido foi satisfat√≥rio (0,80) e o teste de Bartlett significativo. De um modo geral, as cargas componenciais mostraram-se de acordo com as expectativas (cargas maiores do que 0,30 apenas no componente esperado), sendo que apenas dois itens n√£o carregaram conforme previsto. Estes resultados fornecem alguma evid√™ncia de validade para o instrumento, mas tamb√©m indicam a necessidade de modificar alguns itens a fim de aprimorar a escala.

Autoria:
Marco Ant√īnio Pereira Teixeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Anelise Schaurich dos Santos   Universidade Federal de Santa Maria
Ana Cristina Garcia Dias   Universidade Federal de Santa Maria
 
 
 
 


Apresentador:
Marco Ant√īnio Pereira Teixeira


Palavras-chave:
escolha profissional, decisão vocacional, família

Nome:
Evely Boruchovitch

Titulo:
Escala de Estratégias Autoprejudiciais para Alunos Universitários: Validade de Construto e Propriedades Psicométricas

Resumo:
As estrat√©gias autoprejudiciais s√£o o conjunto de a√ß√Ķes ou declara√ß√Ķes verbais que potencialmente prejudicam a realiza√ß√£o de uma atividade. Dentre as estrat√©gias mais utilizadas pelos alunos universit√°rios est√£o: a procrastina√ß√£o do estudo e da prepara√ß√£o de trabalhos, a falta de leitura dos textos te√≥ricos e a baixa concentra√ß√£o em sala de aula. Pesquisas revelam que uma porcentagem expressiva dos estudantes engaja-se nesse tipo de comportamento por motivos como, sentimento de incapacidade em cumprir com a tarefa acad√™mica, falta de motiva√ß√£o frente ao conte√ļdo ou mesmo desconhecimento de pr√°ticas que os auxiliem a estudar melhor. Tendo em vista a import√Ęncia de se compreender o emprego das estrat√©gias autoprejudiciais no contexto educacional, o presente trabalho tem como objetivo descrever a an√°lise fatorial e as propriedades psicom√©tricas de uma escala constru√≠da com o intuito de mensurar a frequ√™ncia do uso dessas estrat√©gias por universit√°rios. O instrumento original foi composto por 24 itens, cujas op√ß√Ķes de respostas se distribuem entre 1 (N√£o tem nada a ver comigo) a 4 (Me descreve realmente bem). Quanto maior a pontua√ß√£o, mais frequente √© o uso dessas estrat√©gias pelos alunos no contexto acad√™mico. A escala foi aplicada em 284 estudantes universit√°rios de duas cidades brasileiras. Os resultados preliminares revelaram que, dos 24 itens originais, 19 funcionaram bem. Ademais, obteve-se uma estrutura bi- fatorial e √≠ndices de consist√™ncia interna, aferidos pelo alfa de Cronbach, que variaram de 0.75 a 0.86. Destaca-se a necessidade de realiza√ß√£o de estudos maiores e mais representativos com a nova vers√£o da escala, bem como daqueles orientados √† busca de outras evid√™ncias de validade.

Autoria:
Evely Boruchovitch   Universidade Estadual de Campinas
Danielle Ribeiro Ganda   Universidade Estadual de Campinas
 
 
 
 
 


Apresentador:
Evely Boruchovitch


Palavras-chave:
comportamentos prejudiciais , construção de medidas, avaliação psicoeducacional

Nome:
GLAUCIA MITSUKO ATAKA DA ROCHA

Titulo:
Escala de Experi√™ncias em Relacionamentos Pr√≥ximos ¬Ė Estruturas Relacionais (ECR-RS)

Resumo:
Nas √ļltimas d√©cadas, principalmente, houve incremento dos estudos sobre o apego em adultos e, especialmente sobre as implica√ß√Ķes dos estilos de apego de pacientes nos processos de psicoterapia. A fim de possibilitar a avalia√ß√£o em pesquisa e a aplica√ß√£o cl√≠nica do racioc√≠nio envolvido, foram desenvolvidos alguns instrumentos de avalia√ß√£o dos estilos de Apego em adultos. No entanto, n√£o h√° estudos de adapta√ß√£o cultural e evid√™ncias de validade destes instrumentos no cen√°rio nacional. Este trabalho teve como objetivo traduzir e adaptar para a cultura brasileira a ECR-RS. A Experiences in Close Relationships-RS (ECR-RS), √© uma escala de autorrelato que avalia estilos de v√≠nculo em adultos, fundamentada na Teoria do Apego e em desenvolvimentos posteriores no estudo do Apego em adultos. Avalia o Estilo de Apego da pessoa em diferentes rela√ß√Ķes, com o pai ou quem o represente; com a m√£e ou quem a represente; com amigos e o com o parceiro rom√Ęntico. √Č composta por 36 itens, sendo 9 itens para cada tipo de relacionamento. Quatro pontos se destacam na ECR-RS: 1) avalia nos relacionamentos aspectos b√°sicos de seu funcionamento como comprometimento, investimento e satisfa√ß√£o; 2) leva em considera√ß√£o o contexto em que os mesmos se d√£o, permitindo que se compreenda melhor as consequ√™ncias dos relacionamentos; 3) as sub-escalas da ECR-RS mostraram-se t√£o confi√°veis quanto escalas mais longas; 4) os padr√Ķes de associa√ß√£o s√£o menos relacionados com estruturas da personalidade, como acontece nos modelos anteriores. O processo de adapta√ß√£o contou com cinco est√°gios sendo eles: 1- Tradu√ß√£o do Instrumento; 2- Revis√£o da Vers√£o Traduzida; 3- Back-Translation (Retro-tradu√ß√£o); 4- Comit√™ de Especialistas; 5- Elabora√ß√£o da vers√£o Preliminar e Pr√©-teste. No √ļltimo est√°gio a escala foi aplicada em cinco estudantes universit√°rios e verificada a compreens√£o de cada item. Como resultado deste processo obteve-se uma vers√£o adaptada para o portugu√™s, que est√° em processo de valida√ß√£o.

Autoria:
Glaucia Mitsuko Ataka da Rocha   Universidade Presbiteriana Mackenzie - Laborat√≥rio de Estudos em Psicologia Cl√≠nica e da Sa√ļde
M√°rio Victor Senhorini   Universidade Presbiteriana Mackenzie - Laborat√≥rio de Estudos em Psicologia Cl√≠nica e da Sa√ļde
 
 
 
 
 


Apresentador:
Glaucia Mitsuko Ataka da Rocha


Palavras-chave:
Bowlby, vínculos, avaliação clínica

Nome:
Marina Gabriela Neves do Nascimento Silva

Titulo:
ESCALA DE LEMBRAN√áAS PARENTAIS E QUESTION√ĀRIO DE PERCEP√á√ÉO DOS PAIS: EVID√äNCIAS DE VALIDADE COVERGENTE

Resumo:
A descri√ß√£o das rela√ß√Ķes entre pais e filhos pode ser variada: cuidados parentais, pr√°ticas educativas, estilos parentais, como tamb√©m valores e cren√ßas parentais. As lembran√ßas parentais indicam de que forma o cuidado dos pais para com os filhos reflete nos seus comportamentos e atitudes ao longo da vida. J√° os estilos parentais s√£o o conjunto de comportamentos do pai e da m√£e no processo de socializa√ß√£o dos filhos. Diante disto, este estudo objetivou verificar evid√™ncias de validade convergente entre a Escala de Lembran√ßas Parentais (RRP-10) e o Question√°rio de Percep√ß√£o dos Pais (QPP). Participaram desta pesquisa 411 estudantes do Ensino M√©dio de escolas p√ļblicas e privadas da cidade de Jo√£o Pessoa (PB). Destes, a maioria do sexo feminino (53,6%), sendo (54,9%) da terceira s√©rie, com idade m√©dia de 17 anos. Os participantes responderam √† RRP-10 (aliena√ß√£o e controle), QPP (responsividade e exig√™ncia) e question√°rio sociodemogr√°fico. Na an√°lise dos dados utilizou-se o software SPSS, vers√£o 18. Utilizou-se correla√ß√£o r de Pearson entre os fatores das duas escalas, subdividas em itens relacionados ao pai e a m√£e. Foram observadas correla√ß√Ķes positivas entre os fatores de controle da RRP-10 e os fatores de exig√™ncia do QPP. Tamb√©m foram verificadas correla√ß√Ķes negativas entre os fatores de aliena√ß√£o da RRP-10 e os fatores de responsividade do QPP. Tais resultados corroboram a hip√≥tese de evid√™ncia de validade convergente entre as duas escalas. Ressalta-se que tanto as lembran√ßas que os jovens t√™m do cuidado de seus pais quanto os estilos dessa percep√ß√£o se associam e est√£o presentes em variadas quest√Ķes na vida desses adolescentes. Estudos como este s√£o relevantes e podem auxiliar na melhor utiliza√ß√£o dos instrumentos. Tais instrumentos podem ser aplicados em estudos futuros na tentativa de predizer comportamentos destes jovens a partir de seus estilos e lembran√ßas parentais.

Autoria:
Marina Gabriela Neves do Nascimento Silva   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
J√©ssica Martins Pernambuco   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Juliana Maria Vieira Ten√≥rio   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
 
 


Apresentador:
Marina Gabriela Neves do Nascimento Silva


Palavras-chave:
validade convergente, lembranças parentais, percepção dos pais

Nome:
Ana Carolina Zuanazzi Fernandes

Titulo:
ESCALA DE MOTIVA√á√ÉO E ESTRAT√ČGIAS PARA APRENDER: ESTUDO DAS S√ČRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Resumo:
A motiva√ß√£o para aprender diz respeito a for√ßa motriz do aluno que o leva a otimizar seu aprendizado. Trata-se de um construto que tem despertado interesse de diversos estudiosos da √°rea psicoeducacional, haja vista que o seu oposto seria o comportamento desmotivado para o aprendizado, sendo este prejudicial ao processo de aprender. J√° as estrat√©gias de aprendizagem tangem procedimentos empregados pelos alunos que visam a aquisi√ß√£o do conhecimento de forma eficaz. Trata-se de um construto importante no meio escolar, pois por meio das estrat√©gias o aluno pode-se tornar capaz de monitorar e autorregular o pr√≥prio aprendizado. Assim sendo, esta pesquisa investigou as propriedades psicom√©tricas de uma escala de motiva√ß√£o e estrat√©gias para aprender de alunos do ensino fundamental, visando a constru√ß√£o de recursos v√°lidos para o diagn√≥stico. Participaram 380 alunos do 1¬į ao 4¬į anos do ensino fundamental de escolas p√ļblicas e privadas do estado do Paran√°. Uma escala de condi√ß√Ķes de estudo composta por 29 itens foi aplicada coletivamente. A an√°lise fatorial explorat√≥ria indicou a exist√™ncia de uma estrutura de quatro fatores na escala. O alpha de Cronbach da escala toda e das quatro subescalas, apontaram que o instrumento apresenta √≠ndices aceit√°veis de consist√™ncia interna embora apresente a necessidade de aprofundamento, constru√ß√£o de novos itens ou reformula√ß√£o daqueles j√° existentes.

Autoria:
Dra. Katya Luciane de Oliveira   Universidade Estadual de Londrina
Dr. Fabiano Koich Miguel   Universidade Estadual de Londrina
Ana Carolina Zuanazzi Fernandes   Universidade Estadual de Londrina
Gracielly Terziotti de Oliveira   Universidade Estadual de Londrina
Andressa dos Santos   Universidade Estadual de Londrina
T√Ęnia Santos Bernardes   Universidade Estadual de Londrina
Marianne Carolina Cortez Branquinho   Universidade Estadual de Londrina


Apresentador:
Ana Carolina Zuanazzi Fernandes


Palavras-chave:
Aprendizagem, Escolares, Psicoeducação

Nome:
Germano Gabriel Lima Esteves

Titulo:
Escala de Percepção de Ameaça Ambiental: Validade Fatorial e Consistência Interna

Resumo:
Entende-se por percep√ß√£o de amea√ßa ambiental o julgamento que as pessoas fazem sobre caracter√≠sticas e o grau de severidade de uma amea√ßa ambiental, por exemplo: escassez de √°gua; dep√≥sitos de lixo qu√≠micos; polui√ß√£o das √°guas; polui√ß√£o do ar. Depreende-se, que aqueles que percebem em maior grau as amea√ßas ambientais s√£o mais propensos a apresentar comportamentos pr√≥-ambientais, como: conserva√ß√£o da √°gua, energia e reciclagem de lixo seco. Objetivou-se com este estudo, adaptar e elaborar uma vers√£o reduzida para o contexto brasileiro da Escala de Percep√ß√£o de Amea√ßa Ambiental. Contou-se com uma amostra (n√£o-probabil√≠stica, isto √©, de conveni√™ncia) de 207 participantes, por meio de survey eletr√īnico de v√°rios Estados do Brasil e do Distrito Federal (AL, BA, PB, MG, AM, CE, RN, PI), com idades variando de 15 at√© 68 anos e de ambos os sexos. Os resultado indicam uma solu√ß√£o unifatorial e consist√™ncia interna satisfat√≥ria. Conclui-se que a adapta√ß√£o da Escala de Percep√ß√£o de Amea√ßa Ambiental, em sua vers√£o reduzida, apresenta par√Ęmetros psicom√©tricos extremamente satisfat√≥rios, sendo um instrumento que pode ser aplicado em estudos futuros que visem conhecer os antecedentes e consequentes de aspectos relacionados √† ado√ß√£o de condutas ambientais adaptadas, no tocante √† conserva√ß√£o de √°gua, energia e reciclagem de lixo, bem como, pode auxiliar na avalia√ß√£o da efic√°cia de programas educativos e de incentivo a comportamentos pr√≥-ambientais.

Autoria:
Germano Gabriel Lima Esteves   Universidade Federal de Alagoas
Bruna Nogueira Romariz Barros   Universidade Federal de Alagoas
Emiliane Tayaara Pontes da Silva   Universidade Federal de Alagoas
Analinne Maia   Universidade Federal de Alagoas
Jorge Artur Pe√ßanha de Miranda Coelho   Universidade Federal de Alagoas
 
 


Apresentador:
Germano Gabriel Lima Esteves


Palavras-chave:
Validade Fatorial, Consistência Interna, Ameaça Ambiental

Nome:
REGINA GIOCONDA DE ANDRADE

Titulo:
Escala de Prefer√™ncias por Objetos Ocupacionais: correla√ß√Ķes com o Self-Directed Search Career Explorer

Resumo:
Uma escolha profissional ajustada favorece a satisfa√ß√£o no trabalho o que pode propiciar uma maior qualidade nos servi√ßos prestados pelos profissionais aos v√°rios seguimentos da sociedade. A Orienta√ß√£o Profissional enquanto modalidade de atendimento da Psicologia auxilia o indiv√≠duo em processo de escolha de uma carreira, sendo necess√°rios estudos referentes √† constru√ß√£o e verifica√ß√£o das caracter√≠sticas psicom√©tricas de instrumentos para levantamento de interesses profissionais. O presente projeto objetivou explorar as rela√ß√Ķes entre a EPOOc ¬Ė Escala de Prefer√™ncias por Objetos Ocupacionais e o SDS ¬Ė Question√°rio de Busca Autodirigida. Participaram da pesquisa 496 adolescentes estudantes de ensino m√©dio de escolas p√ļblicas com idade m√©dia de 17 anos. Foram procedidas duas an√°lises, compara√ß√£o de m√©dia entre sexos e correla√ß√£o entre as dimens√Ķes dos instrumentos. Em rela√ß√£o √† primeira an√°lise, foram encontradas diferen√ßas de m√©dias nos fatores da EPOOc sendo que as mulheres obtiveram maiores m√©dias no Fator Ci√™ncias Biol√≥gicas e da Sa√ļde (CBS). Os homens por sua vez, apresentaram m√©dias mais expressivas no fator Ci√™ncias Exatas e Agr√°rias (EXA). J√° nas tipologias do SDS foram encontradas m√©dias mais altas no tipo Social para o sexo feminino, e nos tipos Realista e Empreendedor para os homens. Na segunda an√°lise, as correla√ß√Ķes entre as dimens√Ķes dos instrumentos mostraram-se significativas, especialmente observam-se correla√ß√Ķes entre o fator Artes e Comunica√ß√£o (ARTCOM) e a tipologia Art√≠stico, entre o fator CBS e o tipo Investigativo, entre o fator Entretenimento (ENT) e o tipo Social. J√° o fator EXA correlacionou-se com a tipologia Realista e o fator Ci√™ncias Humanas e Burocr√°ticas (HUM) com as tipologias Social, Empreendedor e Convencional. Analisados em conjunto, tais resultados indicam comunalidade entre os construtos. Espera-se que esse novo instrumento possa facilitar o delineamento de um perfil de interesses indicando uma prov√°vel inclina√ß√£o para uma ocupa√ß√£o a partir das prefer√™ncias por objetos profissionais.

Autoria:
Regina Gioconda de Andrade   Psic√≥loga, Doutora em Psicologia pela Universidade S√£o Francisco, Docente e Coordenadora do Curso de
Cam√©lia Santina Murgo   Psic√≥loga, Doutora em Psicologia Ci√™ncia e Profiss√£o pela Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campin
 
 
 
 
 


Apresentador:
Regina Gioconda de Andrade


Palavras-chave:
Orientação Profissional , Interesses profissionais, Avaliação Psicológica

Nome:
ROBERTA RAMAZOTTI FERRAZ DE CAMPOS

Titulo:
Escala de Prefer√™ncias por Objetos Ocupacionais: rela√ß√Ķes com a Escala de Aconselhamento Profissional (EAP)

Resumo:
A relev√Ęncia do construto interesses profissionais para a √°rea da Avalia√ß√£o Psicol√≥gica aplicada √† Orienta√ß√£o Profissional pode ser evidenciada pelo crescente desenvolvimento de pesquisas que investigam instrumentos para verifica√ß√£o de interesses, algumas visando o estudo das caracter√≠sticas psicom√©tricas, outras a rela√ß√£o entre diferentes instrumentos/ construtos, ou ainda os que objetivam relacionar interesses com vari√°veis espec√≠ficas da popula√ß√£o pesquisada, como, por exemplo, n√≠vel escolar e sexo. No contexto brasileiro, especificamente em rela√ß√£o aos instrumentos de interesses, a quantidade de testes psicol√≥gicos nos padr√Ķes cient√≠ficos considerados adequados √© escassa, estando na lista do SATEPSI (Sistema de Avalia√ß√£o de Testes Psicol√≥gicos) do Conselho Federal de Psicologia (CFP) apenas tr√™s instrumentos, a saber: a EAP ¬Ė Escala de Aconselhamento Profissional; o AIP ¬Ė Avalia√ß√£o de Interesses Profissionais e o SDS ¬Ė Question√°rio de Busca Auto-Dirigida O objetivo deste estudo foi verificar as rela√ß√Ķes entre os instrumentos Escala de Prefer√™ncias por Objetos Ocupacionais (EPOOc) e Escala de Aconselhamento Profissional (EAP) com amostra composta por 553 participantes dos cursos de Enfermagem, Agronomia, Administra√ß√£o, Direito, Psicologia, Fonoaudiologia, Medicina, Geografia, F√≠sica, Ci√™ncia da Computa√ß√£o, Matem√°tica, Sistemas de Informa√ß√£o, Hist√≥ria, Publicidade e Qu√≠mica, de uma universidade particular do interior do estado de S√£o Paulo. Do total, 60,4% s√£o do sexo feminino, e as idades variaram entre 19 a 52 anos, sendo que 74% dos indiv√≠duos tinham entre 20 e 26 anos. Os resultados indicaram, no geral, que as atividades desenvolvidas nos cursos est√£o associadas coerentemente com a prefer√™ncia pela utiliza√ß√£o de objetos nas profiss√Ķes relacionadas. Algumas dimens√Ķes da EAP apresentaram correla√ß√Ķes moderadas com os fatores da EPOOc, e a an√°lise de regress√£o linear permitiu observar que as prefer√™ncias por objetos s√£o preditas pelos cursos. Sugere-se novos estudos com amostras diversificadas e a utiliza√ß√£o de outros instrumentos pesquisas futuras.

Autoria:
Roberta Ramazotti Ferraz de Campos   Universidade S√£o Francisco, Itatiba /SP - Brasil
Regina Gioconda de Andrade   Universidade do Oeste Paulista, Presidente Prudente /SP - Brasil
Ana Paula Porto Noronha   Universidade S√£o Francisco, Itatiba /SP - Brasil
 
 
 
 


Apresentador:
Roberta Ramazotti Ferraz de Campos


Palavras-chave:
Ambiente ocupacional, Testes psicológicos, Orientação profissio

Nome:
Evandro Morais Peixoto

Titulo:
ESCALA DIAGN√ďSTICA ADAPTATIVA PARA ATLETAS (EDAO-AR-A): DESENVOLVIMENTO E VALIDADE

Resumo:
Desde a entrada efetiva dos profissionais da psicologia nas equipes esportivas, estes se depararam com as demandas de avalia√ß√£o dos sujeitos envolvidos neste contexto, em especial os atletas. Com isto, a necessidade de contarem com instrumentos de avalia√ß√£o psicol√≥gica v√°lidos e fidedignos, capazes de auxili√°-los nessa tarefa, tem se mostrado cada vez mais imperativa. Apresenta-se aqui o resultado de pesquisa que teve como objetivo o desenvolvimento de uma vers√£o da Escala Diagn√≥stica Adaptativa Operacionalizada de Autorrelato para avalia√ß√£o de Atletas (EDAO-AR-A), bem como a verifica√ß√£o de algumas de suas evid√™ncias de validade. A pesquisa se desenvolveu em duas etapas. a) te√≥rica: desenvolvimento de vers√£o da EDAO-AR para avalia√ß√£o de atletas, an√°lise de conte√ļdo por ju√≠zes (especialistas) e an√°lise sem√Ęntica dos itens por atletas de diferentes modalidades; b) emp√≠rica: verifica√ß√£o da dimensionalidade da escala por meio de an√°lise fatorial explorat√≥ria e estimativa da consist√™ncia interna dos itens distribu√≠dos por fator e para a escala total, avaliada por coeficientes alfa de Cronbach. A amostra foi composta por 219 atletas das seguintes modalidades: Atletismo, Basquete, Futsal, Nata√ß√£o, Rugby e V√īlei, inscritos em suas respectivas institui√ß√Ķes federativas sob a categoria juvenil e adulta. Considerando que a adapta√ß√£o dos sujeitos √© verificada a partir da adequa√ß√£o apresentada nos setores Afetivo Relacional (A-R) e Produtividade (Pr), os itens foram constru√≠dos e avaliados de forma separada, tomando cada conjunto de itens como um instrumento diferente. A escala final ficou constitu√≠da por 42 itens divididos em 19 para avalia√ß√£o do setor A-R e 22 para avalia√ß√£o da Pr. Os resultados demonstram que tanto a escala A-R quanto a Pr avaliam a qualidade da adapta√ß√£o de acordo com tr√™s dimens√Ķes: Autocontrole , Rela√ß√Ķes Interpessoal e Enfrentamento, com √≠ndices de consist√™ncia interna variando entre aceit√°vel e bom. Sugere-se a revis√£o dos itens da subescala A-R a fim de alcan√ßar maiores √≠ndices para ela.

Autoria:
Evandro Morais Peixoto   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas ¬Ė PUC-Campinas
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Elisa Medici Piz√£o Yoshida   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas ¬Ė PUC-Campinas
 
 
 
 


Apresentador:
Evandro Morais Peixoto


Palavras-chave:
adaptação, psicologia do esporte, autorrelato

Nome:
Marcus Levi Lopes Barbosa

Titulo:
Escala Percepção de Satisfação das Necessidades Psicológicas Básicas para Atletas: Estudo da Validade de Construto

Resumo:
Recentes estudos em Psicologia do Esporte t√™m indicado que as formas mais autodeterminadas de regula√ß√£o do comportamento motivado s√£o aquelas relacionadas com as consequ√™ncias mais positivas (felicidade, etc.). E o construto ¬ďPercep√ß√£o de Satisfa√ß√£o das Necessidades Psicol√≥gicas B√°sicas¬Ē (PSNPB) √© um dos mais importantes preditores da autodetermina√ß√£o no esporte. Devido √† import√Ęncia deste construto na din√Ęmica de funcionamento do atleta, viu-se a necessidade de desenvolver um instrumento simples, mas capaz de avaliar a for√ßa de cada uma das tr√™s dimens√Ķes te√≥ricas latentes desse construto: Percep√ß√£o de Autonomia (PA), de Compet√™ncia (PC) e de Relacionamento (PR). Considerando este conjunto de aspectos, foi elaborado o Invent√°rio Balbinotti-Barbosa de Percep√ß√£o de Satisfa√ß√£o das Necessidades Psicol√≥gicas B√°sicas para Atletas (IBBPSNPBA-15) e aplicado a uma amostra de 432 estudantes-atletas do ensino fundamental e m√©dio, de ambos os sexos e com idades de 11 a 19 anos. Elaborou-se 3 quest√Ķes centrais para essa pesquisa: (1) quantos s√£o os fatores latentes a essa medida? (2) Os dados dispon√≠veis se adequam a estrutura te√≥rica? (3) Os fatores explorados apresentam uma consist√™ncia interna satisfat√≥ria? Para sistematicamente respond√™-las, foram efetuadas, inicialmente, an√°lises fatoriais explorat√≥rias e seus resultados indicaram que os tr√™s fatores encontrados (PA, PC, PR) s√£o puros, mas um item saturou em um fator n√£o esperado. Em seguida, os resultados das an√°lises confirmat√≥rias indicaram que os dados se adequam relativamente bem ao modelo tridimensional testado. Por fim, √≠ndices Alpha indicam satisfat√≥ria precis√£o das dimens√Ķes dessa medida. As discuss√Ķes e conclus√Ķes apontam para as vantagens do uso desse instrumento no contexto da Psicologia do Esporte, e levanta alguns riscos associados a n√£o adequada avalia√ß√£o desse importante construto.

Autoria:
Marcus Levi Lopes Barbosa   Universidade Feevale, Novo Hamburgo, RS, Brasil
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Daniela Wiethaeuper   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
 
 
 
 


Apresentador:


Palavras-chave:
Psicologia do Esporte, Psicometria, Percepção

Nome:
Carina Maria Pereira

Titulo:
ESTABILIDADE TEMPORAL DO WISC-IV COM O M√ČTODO DE TESTE-RETESTE.

Resumo:
Com o objetivo de estimar a precis√£o temporal do WISC-IV, 41 participantes foram submetidos √† aplica√ß√Ķes de teste e reteste do instrumento. A amostra foi composta por crian√ßas e adolescentes do estado de S√£o Paulo, com idades entre 7 anos e 15 anos e 2 meses, estudantes de escolas p√ļblicas e particulares. Os √≠ndices de correla√ß√£o encontrados entre os escores obtidos nas duas administra√ß√Ķes foram considerados satisfat√≥rios e indicativos de estabilidade temporal do instrumento. Os coeficientes obtidos contribuem como mais uma estimativa de precis√£o para o instrumento, al√©m das j√° apresentadas em seu manual t√©cnico. As especificidades do estudo s√£o discutidas juntamente com os resultados.

Autoria:
Carina Maria Pereira   Casa do Psic√≥logo - Uma Empresa Pearson
Gisele Aparecida da Silva Alves   Casa do Psic√≥logo - Uma Empresa Pearson
Regina Lu√≠sa de Freitas Marino   Casa do Psic√≥logo - Uma Empresa Pearson
√ćsis De Vitta Grangeiro Rodrigues   Casa do Psic√≥logo - Uma Empresa Pearson
 
 
 


Apresentador:
Carina Maria Pereira


Palavras-chave:
WISC-IV, INTELIGENCIA, VALIDADE

Nome:
Karina Pollyne Nascimento Lima

Titulo:
ESTADO E TRAÇO DE RAIVA EM UMA AMOSTRA DA CIDADE DE JOÃO PESSOA

Resumo:
Raiva seria o estado emocional que abrange sentimentos que variam desde aborrecimento leve at√© f√ļria e c√≥lera intensas, acompanhado por estimula√ß√£o do sistema nervoso aut√īnomo. Sendo tamb√©m um sentimento que varia em intensidade e flutua com o passar do tempo, em fun√ß√£o do que √© percebido como injusti√ßa ou frustra√ß√£o. Diante desta realidade, esse estudo buscou investigar o tra√ßo e estado de raiva de adolescentes e adultos de nosso contexto sociocultural. Especificamente, a viv√™ncia da impulsividade agressiva foi examinada atrav√©s de seu componente de express√£o da raiva, como tra√ßo de personalidade e como estado emocional. Pessoas com altos escores em tra√ßo de raiva tendem a perceber uma maior variedade de situa√ß√Ķes como irritantes ou provocadoras de raiva, em rela√ß√£o as que possuem √≠ndices mais baixos, e estariam propensas a eleva√ß√Ķes no estado de raiva ao reagirem a estas situa√ß√Ķes. Participaram desse estudo 416 sujeito da cidade de Jo√£o Pessoa - PB, com idades compreendidas entre e 16 e 74 anos de idade, sendo maioria do sexo feminino. Para tal, foram usados um question√°rio sociodemogr√°fico e o Invent√°rio de Express√£o de Raiva como Estado e Tra√ßo (STAXI-II). Com os dados, efetuou-se uma an√°lise descritiva atrav√©s do software estat√≠stico PASW-18, indicando que os sujeitos apresentam elevado Estado de raiva, ou seja, informam sobre intensos sentimentos de raiva. J√° com rela√ß√£o ao Tra√ßo de raiva, podem ser considerados dentro da faixa normal. Observa-se tamb√©m que o Estado √© mais elevado em rela√ß√£o ao Tra√ßo de raiva, mostrando que os sentimentos de raiva provavelmente s√£o determinados de forma situacional. Com isso, v√™-se a import√Ęncia de mais estudos voltados a investiga√ß√£o sistem√°tica sobre as formas de viv√™ncia e express√£o da raiva que podem subsidiar a identifica√ß√£o de vari√°veis e fatores relacionados aos comportamentos impulsivos e agressivos, como alternativa imprescind√≠vel na preven√ß√£o da viol√™ncia.

Autoria:
Karina Pollyne Nascimento Lima   Aluna de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba, Jo√£o Pessoa, PB
Carmen Amorim Gaud√™ncio   Professora Adjunta, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba, Jo√£o Pessoa, PB
J√©ssica Queiroga de Oliveira   Aluna de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba, Jo√£o Pessoa, PB
Mirelly Gomes de Ara√ļjo   Aluna de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba, Jo√£o Pessoa, PB
Josemberg Moura de Andrade   Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Para√≠ba, Jo√£o Pessoa, PB
 
 


Apresentador:
Karina Pollyne Nascimento Lima


Palavras-chave:
Avaliação, Estado e Traço de Raiva, STAXI

Nome:
Carla Fernanda Ferreira-Rodrigues

Titulo:
ESTILOS DE PERSONALIDADE DE ESTUDANTES DE ENGENHARIA CIVIL COM ALTO E BAIXO RENDIMENTO ACADÊMICO

Resumo:
Este estudo teve como objetivo avaliar os estilos de personalidade de estudantes de um curso de engenharia civil com alto e baixo rendimento acad√™mico. Participaram dessa pesquisa 40 estudantes da Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco, com idade m√©dia de 23 anos (DP=3,65), sendo a m√≠nima 18 e m√°xima de 35 anos. Foi utilizado o Invent√°rio Millon de Estilos de Personalidade (MIPS), que √© composto por 180 itens respondidos atrav√©s de uma escala dicot√īmica de respostas (verdadeiro/falso) e que avalia 24 estilos de Personalidade. Foi elaborado e aplicado, tamb√©m, um question√°rio para melhor caracteriza√ß√£o da amostra e com informa√ß√Ķes sobre a vida acad√™mica dos estudantes. Em todos os momentos da pesquisa foram seguidos os procedimentos √©ticos envolvendo seres humanos segundo as normas da Portaria 196/96 do Minist√©rio da Sa√ļde. Foram selecionados, a partir de uma planilha fornecida pela universidade, alunos do curso de engenharia civil com as cinco maiores e as cinco menores notas m√©dias de cada semestre. Posteriormente, os pesquisadores entravam nas salas de aulas e entregavam aos alunos selecionados os instrumentos da pesquisa. Os alunos n√£o selecionados responderam instrumentos de outra pesquisa. Foram realizadas estat√≠sticas descritivas e de tend√™ncia central para fornecer informa√ß√Ķes sobre a amostra. Em seguida, como a amostra n√£o possu√≠a uma distribui√ß√£o normal, foi realizado o teste n√£o-param√©trico de Mann-Withney. Os dados foram analisados no SPSS, na sua vers√£o 18.0. Foi verificada uma diferen√ßa estatisticamente significativa entre os grupos apenas no estilo de personalidade intui√ß√£o, sendo o grupo com as maiores notas o que pontuou mais (significativamente). Desse modo, pessoas que se destacam no estilo intui√ß√£o tendem a desfrutar de experi√™ncias e fontes mais especulativas de conhecimento. S√£o estudantes que usam mais a infer√™ncia e a abstra√ß√£o, podendo tal caracter√≠stica os ajudar na resolu√ß√£o de c√°lculos e proporcionar, consequentemente, melhores notas nas provas.

Autoria:
Carla Fernanda Ferreira-Rodrigues   Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Jo√£o Carlos Alchieri   Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Ilka Juliana Ferreira-Rodrigues   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Anisiano Pereira Alves Filho   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Rebecca Ferraz de Mendon√ßa   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
 
 


Apresentador:
Carla Fernanda Ferreira-Rodrigues


Palavras-chave:
universitários, avaliação da personalidade, desempenho acadêmico

Nome:
THATIANA HELENA DE LIMA

Titulo:
ESTILOS E ESTRAT√ČGIAS DE APRENDIZAGEM EM ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL

Resumo:
Alguns estudos apontam a relev√Ęncia das diferen√ßas individuais em situa√ß√Ķes de aprendizado, seja na forma como cada um prefere aprender como na utiliza√ß√£o de determinadas estrat√©gias para este fim. Diante disso, este estudo teve por objetivos explorar e verificar a rela√ß√£o existente entre estilos e estrat√©gias de aprendizagem e em acr√©scimo, verificar poss√≠veis diferen√ßas em raz√£o das vari√°veis sexo, ano escolar e tipo de escola. Participaram da pesquisa 352 crian√ßas, de ambos os sexos e com idades variando entre 7 e 12 anos, matriculadas no terceiro ao quinto ano do ensino fundamental de uma escola particular e uma escola p√ļblica do estado de S√£o Paulo. Os instrumentos utilizados foram a Escada de Estilos de Aprendizagem e a Escala de Avalia√ß√£o de Estrat√©gias de Aprendizagem. Todos os procedimentos √©ticos foram seguidos e a aplica√ß√£o ocorreu em sala de aula. Os resultados indicaram correla√ß√Ķes entre as duas escalas e diferen√ßas estatisticamente significativas para o sexo, indicando que as meninas obtiveram pontua√ß√£o maior na dimens√£o estrat√©gia cognitiva que os meninos. Os alunos do quarto ano obtiveram m√©dias significativamente mais altas nas dimens√Ķes da Escala de Estilos de Aprendizagem (condi√ß√Ķes da atividade e condi√ß√Ķes pessoais) e na Escala de Estrat√©gias de Aprendizagem (aus√™ncia de estrat√©gias disfuncionais e estrat√©gias cognitivas), enquanto que os estudantes do quinto ano na dimens√£o estrat√©gias metacognitivas. Foram ainda encontradas m√©dias superiores com diferen√ßas estatisticamente significativas em praticamente todas as dimens√Ķes das duas escalas para a escola particular. Com base nos resultados conclui-se que as diferen√ßas individuais s√£o importantes para a compreens√£o dos estilos de aprendizagem e no uso das estrat√©gias de aprendizagem. Sugere-se, no entanto, que outras pesquisas sejam realizadas com o tema a fim de buscar resultados que possam corroborar os encontrados neste trabalho.

Autoria:
Thatiana Helena de Lima   Universidade S√£o Francisco
Jocemara Ferreira Mognon   Universidade S√£o Francisco
Ac√°cia Aparecida Angeli dos Santos   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 


Apresentador:
Thatiana Helena de Lima


Palavras-chave:
estratégias de aprendizagem, estilos de aprendizagem, avaliação psicoeducacional

Nome:
Silvana Alba Scortegagna

Titulo:
ESTIMULO COGNITIVO E IDOSOS: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO COM O USO DE TABLET

Resumo:
O desempenho cognitivo saud√°vel em idosos est√° diretamente relacionado √† sua sa√ļde e qualidade de vida. Atualmente, os est√≠mulos cognitivos podem ser dados por meio do desenvolvimento de novas tecnologias cuja aplica√ß√£o pode ser eficaz na preven√ß√£o da diminui√ß√£o ou perda das fun√ß√Ķes cognitivas, principalmente para adultos e idosos. Diante do exposto, o objetivo deste estudo √© avaliar as rea√ß√Ķes de idosos frente ao uso de um jogo de mem√≥ria em um tablet¬Ļ. O estudo teve delineamento descritivo, sendo a amostra constitu√≠da de 26 idosos, na maioria mulheres, com idades entre 64 e 85 anos, provenientes de um grupo de terceira idade. As avalia√ß√Ķes foram realizadas por meio de observa√ß√Ķes. Para tanto, os idosos foram divididos em pequenos grupos e, tiveram contato individual com o dispositivo operado atrav√©s de uma tela sens√≠vel ao toque, durante um encontro de aproximadamente uma hora, nas depend√™ncias da institui√ß√£o onde desenvolvem atividades em grupo. A an√°lise dos dados foi realizada de forma descritiva. Na avalia√ß√£o da aplica√ß√£o da ferramenta foi poss√≠vel perceber que a maioria dos participantes demonstrou interesse e curiosidade no manuseio do tablet, observou-se, ainda, uma maior intera√ß√£o entre os membros do grupo, √† medida que os indiv√≠duos indicavam satisfa√ß√£o diante da conclus√£o do desafio (jogo da mem√≥ria). Os idosos mantiveram-se motivados durante o encontro e manifestaram interesse em realizar atividades futuras, semelhantes √† proposta. Concluiu-se que as tecnologias e, especificamente o uso do tablet, constitui um recurso interessante como est√≠mulo cognitivo e, tamb√©m, pode ser um ve√≠culo para incrementar a socializa√ß√£o entre os idosos. Certamente, o desenvolvimento de novas pesquisas ser√£o necess√°rias para avaliar a melhora da capacidade cognitiva, e de outras habilidades, por meio da utiliza√ß√£o desta ferramenta.

Autoria:
Muriane Zimmer   Universidade de Passo Fundo
Daiana Biduski   Universidade de Passo Fundo
Silvana Alba Scortegagna   Universidade de Passo Fundo
Ana Carolina B. De Marchi   Universidade de Passo Fundo
Eliane L. Colussi   Universidade de Passo Fundo
 
 


Apresentador:
Silvana Alba Scortegagna


Palavras-chave:
desenvolvimento cognitivo, intervenção, tecnologias

Nome:
√Ālvaro Jos√© Lel√©

Titulo:
ESTRESSE NO TRABALHO: O CASO DOS VENDEDORES DO COM√ČRCIO VAREJISTA

Resumo:
O trabalho √© uma tem√°tica que mobiliza reflex√Ķes aos seres humanos desde longos tempos. Seus significados e sentidos v√™m sendo alterado devidos as grandes transforma√ß√Ķes socioecon√īmicas mundiais. Os primeiros estudos sobre sa√ļde/doen√ßa no trabalho tinham como foco o setor industrial como causador de estresse, nos dias atuais o estresse √© enfatizado nos mais diversos √Ęmbitos e setores. O estudo sobre o estresse no trabalho √© de extrema import√Ęncia uma vez que o ambiente de trabalho √© um potencial lugar para o desenvolvimento do estresse. O objetivo deste estudo foi avaliar o n√≠vel de estresse no trabalho dos vendedores do com√©rcio varejista. O com√©rcio varejista destina-se exclusivamente √† comercializa√ß√£o de produtos para consumidores finais e √© uma atividade que envolve intera√ß√£o entre pessoas (de um lado os consumidores e de outro os funcion√°rios), uma equipe satisfeita, interessada, bem treinada e motivada √© o patrim√īnio mais valioso da empresa varejista. Participaram 31 vendedores do com√©rcio varejista de uma cidade do interior de Minas Gerais, com idade entre 18 e 63 anos sendo 80% mulheres. A avalia√ß√£o do estresse foi realizada atrav√©s do Invent√°rio de Sintomas de Stress para Adultos Lipp (ISSL) e o Question√°rio de Sa√ļde Geral de Goldberg (QSG). Os resultados encontrados foram: 32,3% de participantes com sintomas de estresse em fases distintas (fase de alerta, fase de resist√™ncia e fase de quase exaust√£o). A sintomatologia apresentada foi, predominantemente, psicol√≥gica. Foi observada uma correla√ß√£o positiva entre as vari√°veis Presen√ßa de Dist√ļrbios (QSG) e Stress (ISSL), evidenciando que quando o estresse aumenta, h√° chances do indiv√≠duo desenvolver algum dist√ļrbio.

Autoria:
√Ālvaro Jos√© Lel√©   Universidade Federal de Minas Gerais / Centro Universit√°rio de Lavras
Paola Torres Parraga de Abreu   Centro Universit√°rio de Lavras
Alessandro Vinicius de Paula   Universidade Tecnol√≥gica Federal do Paran√° / Universidade Federal de Lavras
 
 
 
 


Apresentador:
√Ālvaro Jos√© Lel√©


Palavras-chave:
Estresse, Trabalho, Comércio varejista

Nome:
Carolina Cardoso de Souza

Titulo:
ESTUDO COMPARATIVO DE SINTOMAS DEPRESSIVOS EM CRIANÇAS INSTITUCIONALIZADAS E NÃO INSTITUCIONALIZADAS

Resumo:
A crian√ßa sob situa√ß√£o de acolhimento institucional fica exposta a cuidados inst√°veis e impessoais, o que constitui um fator facilitador para a propaga√ß√£o de doen√ßas infecto contagiosas, d√©ficits cognitivos, estados depressivos e outros dist√ļrbios do desenvolvimento. Em se tratando de depress√£o em crian√ßa, os sintomas manifestam-se de maneira encoberta ou sob forma de outros transtornos ou sintomas, al√©m de variarem de acordo com o processo de matura√ß√£o das diferentes fases do desenvolvimento. O presente estudo consiste em um estudo comparativo de sintomas depressivos em crian√ßas institucionalizadas e n√£o institucionalizadas. Participaram 46 crian√ßas, entre oito e onze anos, do sexo masculino e feminino, sendo 23 acolhidas em institui√ß√Ķes de Goi√Ęnia (Grupo de estudo - GE), e 23 de escolas municipais que pareavam com as crian√ßas do grupo de estudo no que diz respeito ao sexo, faixa et√°ria, e n√≠vel socioecon√īmico (Grupo controle - GC). Foram utilizados para a coleta de dados os prontu√°rios do GE, question√°rio s√≥cio-demogr√°fico para o GC, Matrizes Progressivas Coloridas de Raven e o Children¬ís Depression Inventory ¬Ė CDI. Os dados foram analisados mediante estat√≠stica descritiva e o teste t de Student. O GE apresentou maior m√©dia de pontua√ß√£o de sintomas depressivos do que o GC. As meninas que moram em abrigos tiveram escores mais altos do que as meninas que moram com a fam√≠lia. Somente o GE obteve resultados indicativos de diagn√≥sticos de depress√£o. Entende-se que a depress√£o infantil manifesta-se em crian√ßas que est√£o sob situa√ß√£o de acolhimento institucional, evidenciando a necessidade de que as pessoas envolvidas diretamente com essas crian√ßas estejam em alerta para a poss√≠vel exist√™ncia de sintomas desse transtorno. Evidencia-se ainda a necessidade de mais estudos relacionados √† depress√£o infantil e √† avalia√ß√£o dos sintomas depressivos em crian√ßas.

Autoria:
Carolina Cardoso de Souza   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Lorena de Melo Mendon√ßa Oliveira   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Ana Cristina Resende   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
 
 
 
 


Apresentador:
Carolina Cardoso de Souza


Palavras-chave:
depressão infantil, avaliação psicológica, crianças institucionalizadas

Nome:
Anna Carolina Pinto Machado

Titulo:
ESTUDO COMPARATIVO DO DESEMPENHO COGNITIVO DE PESSOAS COM DOENÇA DE PARKINSON, FAMILIARES E GRUPO CONTROLE

Resumo:
A Doen√ßa de Parkinson (DP) √© a segunda doen√ßa degenerativa mais comum em idosos e cerca de 30% das pessoas com DP apresentam altera√ß√£o na mem√≥ria operacional e de curto prazo, deteriora√ß√£o da organiza√ß√£o v√≠suo-espacial e de habilidades v√≠suo-construtivas. Este estudo teve como objetivo verificar se existe diferen√ßa significativa entre os desempenhos cognitivos de um grupo de pessoas com DP, familiares de DP e pessoas saud√°veis. Pretendemos observar ainda se as altera√ß√Ķes encontradas em DP tamb√©m s√£o vistas nas avalia√ß√Ķes dos seus familiares, buscando verificar a exist√™ncia de padr√Ķes de acometimento funcional frontal presentes nos familiares de DP sem diagnostico da doen√ßa. Foram estudados 12 sujeitos , de ambos os sexos, com n√≠veis de instru√ß√£o variando do fundamental incompleto ao superior, distribu√≠dos em 3 grupos: grupo 1: pessoas com DP; grupo 2: familiares de DP e, grupo 3: sujeitos saud√°veis. Constituiu-se 3 grupos, pareados de acordo com sexo, e n√≠vel de instru√ß√£o. Foram aplicados Mini Mental, Teste do Rel√≥gio, teste Wisconsin, Teste Rivermead e os subtestes Cubos, Vocabul√°rio e D√≠gitos da WAIS III. Os resultados demonstraram um comprometimento significativamente maior do grupo 1 e 2 frente ao grupo 3 quanto as habilidades de organiza√ß√£o perceptual e visual, a conceitualiza√ß√£o abstrata, a visualiza√ß√£o espacial, a intelig√™ncia fluida e a velocidade de processamento mental, medidas pelo subteste Cubos da WAIS. Foi observado ainda diferen√ßa significativa entre o desempenho do grupo 1 frente aos grupos 2 e 3 quanto a memoria de trabalho, demonstrando maior comprometimento da memoria de trabalho no grupo 1. √Č poss√≠vel que o tamanho da amostra tenha comprometido a analise das diferen√ßas significativas nas demais fun√ß√Ķes, mas foi poss√≠vel observar que pessoas com DP apresentam desempenho inferior em algumas habilidades da fun√ß√£o executiva, assim como seus familiares.

Autoria:
CRISTINA MARIA DUARTE WIGG   Professora do IP/UFRJ; Coordenadora do NEPEN e Setor de Neuropsicologia do INDC/UFRJ
ALBERTO FILGUEIRAS   Bioestat√≠stico, Psicologia Quantitativa Psicometria -LAND / NNCE - PUC/RJ
ALINE BARRETO CANDIA   Aluna do Curso de Gradu√ß√£o em Psicologia do IP/UFRJ; Estagi√°ria do NEPEN/UFRJ
ANNE LOPES BITTENCOURT   Aluna do Curso de Gradu√ß√£o em Psicologia do IP/UFRJ; Estagi√°ria do NEPEN/UFRJ
ANNA CAROLINA PINTO MACHADO   Aluna do Curso de Gradu√ß√£o em Psicologia do IP/UFRJ; Estagi√°ria do NEPEN/UFRJ
MARIANA NIGRO   Aluna do Curso de Gradu√ß√£o em Psicologia do IP/UFRJ; Estagi√°ria do NEPEN/UFRJ
MARCUS PINHO   Psicologo e colaborador do NEPEN/UFRJ


Apresentador:
MARIANA NIGRO


Palavras-chave:
Doença de Parkinson , avaliação neuropsicologica, deficit cognitivo

Nome:
Paula Ferreira Ranalli

Titulo:
ESTUDO DA DEMANDA DE PSICODIAGN√ďSTICO EM UM SERVICO DE SA√öDE MENTAL DA CRIAN√áA E DO ADOLESCENTE

Resumo:
Psicodiagn√≥stico refere-se a um processo que procura melhor compreens√£o de diversos aspectos do funcionamento do indiv√≠duo utilizando recursos dispon√≠veis ao psic√≥logo. Dentre os procedimentos utilizados, destacam-se os testes psicol√≥gicos, que permitem avaliar de maneira sistem√°tica e padronizada, o funcionamento cognitivo, afetivo, social, motor. O presente estudo visou identificar a demanda por avalia√ß√£o psicol√≥gica no Servi√ßo de Sa√ļde Mental da Crian√ßa e Adolescente do Hospital das Cl√≠nicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, no ano de 2011, e principais dificuldades encontradas neste processo. Trata-se de um estudo descritivo, de delineamento retrospectivo, baseado na an√°lise documental. Para caracteriza√ß√£o da clientela considerou-se vari√°veis g√™nero, idade, escolaridade, origem do encaminhamento, queixa principal, conduta de triagem psicol√≥gica do referido servi√ßo. Das 282 crian√ßas e adolescentes agendados para o atendimento, 31,2% n√£o compareceram. Dos pacientes atendidos (n=194) 55,7% eram meninos, 38,1% estavam na faixa et√°ria de 6-10 anos, 37,6% cursavam o Ensino Fundamental I. Quanto ao encaminhamento, 42,3% oriundos do servi√ßo de neuropediatria do pr√≥prio hospital e 28,4% da pediatria, sendo a principal queixa comportamentos externalizantes (32,9%), seguida de dificuldade de aprendizagem (26,8%). Ap√≥s triagem, 45,4% das crian√ßas foram encaminhadas para Psicodiagn√≥stico, 39,7% para Psicoterapia. Observa-se que crian√ßas encaminhadas ao psicodiagn√≥stico foram, em geral, aquelas com queixa de dificuldade de aprendizagem e atraso de desenvolvimento, em idade escolar, possivelmente, pela possibilidade do uso de testes padronizados e de qualidades psicom√©tricas reconhecidas. No contexto brasileiro h√° predom√≠nio de instrumentos psicom√©tricos em detrimento de testes projetivos, favorecendo a sistematiza√ß√£o do psicodiagn√≥stico nas queixas cognitivas e um d√©ficit de instrumentos validados que contemplem as quest√Ķes emocionais, apontando necessidade de constru√ß√£o de instrumentos com rigor t√©cnico e qualidade para adequada avalia√ß√£o psicol√≥gica.

Autoria:
Cristiane Lara Mendes Chilloff   Hospital das Cl√≠nicas- Faculdade de Medicina de Botucatu
Paula Ferreira Ranalli   Hospital das Cl√≠nicas- Faculdade de Medicina de Botucatu
Fl√°via Helena Pereira Padovani   Faculdade de Medicina de Botucatu
Gisele Aparecida Godoy Merlin   Hospital das Cl√≠nicas- Faculdade de Medicina de Botucatu
Maria Izabel Santos Bernardes Aguiar   Hospital das Cl√≠nicas- Faculdade de Medicina de Botucatu
 
 


Apresentador:
Paula Ferreira Ranalli


Palavras-chave:
Psicodiagn√≥stico, Avalia√ß√£o psicol√≥gica, Sa√ļde Mental

Nome:
Simone Fragoso Courel

Titulo:
Estudo de associação entre sintomas de TDAH e medidas neuropsicológicas em crianças em idade escolar.

Resumo:
O TDAH costuma estar associado a v√°rias disfun√ß√Ķes cognitivas. O presente estudo transversal buscou associa√ß√Ķes entre medidas neuropsicol√≥gicas de aten√ß√£o, controle inibit√≥rio, mem√≥ria de curto prazo e operacional e sintomas de desaten√ß√£o e hiperatividade /impulsividade identificados pela SNAP-IV, atrav√©s de pais e professores de estudantes de escolas p√ļblicas de Porto Alegre com idades entre 8 e 12 anos. Na amostra foram inclu√≠das todas as crian√ßas cujos pais responderam a escala SNAP-IV, que tiveram a escala tamb√©m respondida pelos professores e realizaram a bateria completa de testes neuropsicol√≥gicos e de avalia√ß√£o do potencial cognitivo. Foram exclu√≠das as que apresentaram escores inferiores a 25% no Teste de Matrizes Progressivas Coloridas de Raven, totalizando dados de 106 sujeitos. Foram analisados os resultados do CPT II e tarefas de span de d√≠gitos ordem direta e inversa do WISC III. Encontrou-se correla√ß√Ķes significativas entre medidas de aten√ß√£o e controle inibit√≥rio, atrav√©s do CPT II, e crit√©rios de desaten√ß√£o e hiperatividade da escala SNAP- IV, tanto em escore total quanto em subtipos. Houve pequena diferen√ßa de itens correlacionados entre pais e professores, sendo os primeiros mais abrangentes nos aspectos de desaten√ß√£o e hiperatividade e os segundos mais focados em sintomas de hiperatividade e medidas indiretas de aten√ß√£o sustentada. Identificou-se correla√ß√£o significativa entre medida de mem√≥ria de curto prazo e hiperatividade, por tarefa de span de d√≠gitos ordem direta, mas n√£o em medida espec√≠fica de mem√≥ria operacional. Sugere-se mais estudos com enfoque dimensional do transtorno utilizando medidas neuropsicol√≥gicas que propiciem an√°lise mais funcional de mem√≥ria operacional e identifica√ß√£o de sintomas atrav√©s de escalas que abarquem tamb√©m pontos positivos do comportamento.

Autoria:
Simone Fragoso Courel   UFRGS
Christian Kieling   UFRGS- HCPA-PRODAH
 
 
 
 
 


Apresentador:
Simone Fragoso Courel


Palavras-chave:
TDAH , SNAP IV, Atenção e memória

Nome:
Gabriela Lamarca Luxo Martins

Titulo:
Estudo de caso de um adolescente com Síndrome de Down: avaliação para orientação profissional

Resumo:
A escolha profissional √© um processo que envolve interesses, aspira√ß√Ķes, medos, exig√™ncias sociais e do mercado de trabalho. A dificuldade de escolher a √°rea de atua√ß√£o pode ser potencializada quando o adolescente tem algum diagn√≥stico de transtorno mental. O objetivo deste estudo foi adaptar um instrumento de orienta√ß√£o profissional e aplic√°-lo em um adolescente com S√≠ndrome de Down (SD) em idade para inser√ß√£o no mercado. O sujeito foi um adolescente, sexo masculino, 18 anos, 3¬ļ ano do Ensino M√©dio de uma escola particular de SP, com SD. Foram utilizados os testes: Matrizes Progressivas Coloridas de Raven, Desenho de Profissionais com Est√≥rias (DP-E), uma t√©cnica projetiva com foco na escolha profissional; e o Teste de Escolha Profissional para Popula√ß√Ķes Especiais (TEPPE), adaptado com base nas dimens√Ķes da Escala de Aconselhamento Profissional (EAP). Os dom√≠nios da EAP foram adaptados no formato de pranchas, com imagens para uma melhor compreens√£o do indiv√≠duo com defici√™ncia intelectual. Foram elaboradas 28 pranchas retratando atua√ß√Ķes profissionais. O sujeito tinha duas op√ß√Ķes de respostas, ¬ďsim¬Ē, caso a atua√ß√£o lhe agradasse, ou ¬ďn√£o¬Ē, caso n√£o agradasse. A avalia√ß√£o se deu na escola, em tr√™s sess√Ķes de uma hora e meia cada uma. A avalia√ß√£o revelou que o sujeito √© intelectualmente deficiente. O DP-E n√£o se mostrou eficaz; em fun√ß√£o da defici√™ncia intelectual o sujeito apresentou dificuldade para projetar os seus anseios. Os resultados do TEPPE demonstraram que foi poss√≠vel detectar a √°rea de atua√ß√£o que mais agradou o participante; as respostas predominantes foram nas √°reas de entretenimento e artes e comunica√ß√£o. As habilidades e dificuldades do sujeito devem ser consideradas por meio de m√©todos de avalia√ß√£o adaptados ao contexto do indiv√≠duo. Estudos futuros dever√£o aprofundar o conhecimento na √°rea de orienta√ß√£o profissional de pessoas em situa√ß√£o de inclus√£o e investigar a adequa√ß√£o e evid√™ncias de validade do TEPPE.

Autoria:
Gabriela Lamarca Luxo Martins   Mestranda do programa em Dist√ļrbios do Desenvolvimento, Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Nat√°lia Martins Dias   Mestre, Doutora e P√≥s-doutoranda em Dist√ļrbios do Desenvolvimento. Univers. Presbiteriana Mackenzie.
Lucas de Francisco Carvalho   Docente do Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o Stricto Sensu em Psicologia da Universidade S√£o Francisco.
 
 
 
 


Apresentador:
Gabriela Lamarca Luxo Martins


Palavras-chave:
Escolha profissional, Síndrome de Down, Inclusão

Nome:
Roberta Lousada Salvatori

Titulo:
Estudo de evidência de validade com base na estrutura interna do Teste de Apercepção Familiar (FAT)

Resumo:
O Teste de Apercep√ß√£o Familiar ¬Ė FAT √© um instrumento projetivo aperceptivo tem√°tico, originalmente americano e destinado para sujeitos entre 06 e 15 anos de idade. O referido instrumento se presta a avaliar estrutura e din√Ęmica familiar, sob a perspectiva de um de seus membros, com base na Teoria Sist√™mica. √Č constitu√≠do por 21 l√Ęminas-est√≠mulo, em que se deve contar uma hist√≥ria para cada uma. Para que possa ser utilizado no pa√≠s, o FAT passa por estudo de adapta√ß√£o brasileira. Neste sentido, a proposta do presente trabalho √© apresentar o estudo de evid√™ncia de validade com base na estrutura interna do FAT. Para tal, o estudo contou com uma amostra total de 451 crian√ßas e adolescentes, divididas em amostra n√£o cl√≠nica e cl√≠nica psiqui√°trica (n=329 e n=122, respectivamente). Os participantes foram localizados em Porto Alegre/RS e Belo Horizonte/MG. Para identificar a evid√™ncia de validade com base na estrutura interna das vari√°veis do Sistema de Categoriza√ß√£o de Respostas do FAT, foi utilizada a an√°lise fatorial explorat√≥ria, por componentes principais e rota√ß√£o varimax. Desta forma, obtiveram-se cinco fatores: Fator 1 ¬ďAspectos geradores de disfuncionalidade familiar e fatores emocionais¬Ē, Fator 2 ¬ďAspectos favorecedores de funcionalidade familiar¬Ē, Fator 3 ¬ďResolu√ß√£o positiva de conflitos¬Ē, Fator 4 ¬ďConsequ√™ncia do emaranhamento de pap√©is e fun√ß√Ķes¬Ē e Fator 5 ¬ďFen√īmenos especiais de cunho evitativo¬Ē. Estes achados apresentam coer√™ncia te√≥rica e descrevem aspectos relacionados ao funcionamento e √† estrutura familiar dos participantes do estudo. Com base nos achados, foi poss√≠vel identificar que o FAT apresenta qualidades psicom√©tricas adequadas no que diz respeito √† validade de estrutura interna. Al√©m disso, o FAT j√° passou por estudos de evid√™ncia de fidedignidade, validade de conte√ļdo e de crit√©rio e estudo de respostas populares, cumprindo, assim, com os requisitos m√≠nimos exigidos pelo CFP.

Autoria:
Roberta Lousada Salvatori   PUCRS
Bruna Nery Pormann   PUCRS
Francine Bossardi   PUCRS
Graziella Comelli da Silveira   PUCRS
Gabryellen Fraga Des Essarts   PUCRS
Felipe Bello Dias   PUCRS
Blanca Susana Guevara Werlang   PUCRS


Apresentador:
Roberta Lousada Salvatori


Palavras-chave:
Teste de Apercepção Familiar, Estudo de Validade, Análise Fatorial

Nome:
GABRIEL OLIMPIO NASCIMENTO DE ALMEIDA

Titulo:
Estudo de evidência de validade do teste SON-R 6-40

Resumo:
O estudo da intelig√™ncia tem um importante papel na hist√≥ria da psicologia. Desde seu surgimento, os te√≥ricos do campo se distinguiram por realizar experimentos e descobertas que mudaram a compreens√£o do conceito. Dessa forma, tornou-se importante encontrar formas de avaliar o construto intelig√™ncia. Com isso surgiram os testes psicol√≥gicos, entre eles, os testes SON. Com o passar dos anos o teste SON apresentou uma variedade de vers√Ķes. Atualmente, existem duas vers√Ķes do teste SON em uso: o SON-R 2¬Ĺ-7, para crian√ßas entre 2¬Ĺ e 7 anos (com normas atualizadas para o Brasil); e o SON-R 6-40 para pessoas entre 6 e 40 anos de idade. Os testes SON s√£o testes gerais de intelig√™ncia, que podem ser administrados sem o uso da linguagem falada ou escrita. Portanto, esses testes s√£o especialmente adequados √†s pessoas com dificuldades na √°rea de comunica√ß√£o verbal e com dificuldades de aprendizagem. Um estudo apropriado de valida√ß√£o √© importante para certificar uma interpreta√ß√£o correta dos resultados de um teste.O presente resumo trabalho tem por objetivo expor dados preliminares sobre a validade convergente do teste SON-R 6-40. A bateria √© formada por quatro subtestes distintos, a saber, Analogias, Mosaicos, Categorias e Padr√Ķes. Os subtestes Analogias e Categorias s√£o constitu√≠dos por tr√™s s√©ries com 12 itens cada e, comp√Ķem a Escala de Racioc√≠nio do SON-R 6-40. J√° os subtestes Mosaicos e Padr√Ķes, s√£o constitu√≠dos de duas s√©ries com 13 itens cada uma, e formam a Escala de Execu√ß√£o do teste. Para an√°lise de converg√™ncia, utilizou-se o teste SON-R 2¬Ĺ-7. Foram estimados os coeficientes de validade e fidedignidade da escala. Os coeficientes de validade da escala apresentaram resultados moderados para os escores de ambas as escalas. Quanto aos coeficientes de fidedignidade, foi utilizado o √≠ndice de lambda 2 de Guttman, e foram encontrados √≠ndices considerados bons para a amostra coletada. Os coeficientes de validade encontrados variaram entre fracos e moderados.

Autoria:
Gabriel Olimpio Nascimento de Almeida   Universidade Bras√≠lia
Jacob Arie Laros   Universidade de Bras√≠lia
M√°rcia Berr√™do de Toledo Lobato   Universidade de Bras√≠lia
Renata Manuelly Feitosa de Lima   Universidade de Bras√≠lia
Mary Filgueiras Huren   Universidade de Bras√≠lia
Arthur Henrique D`Almeida Vitor   Universidade de Bras√≠lia
Talita de Ara√ļjo Alves   Universidade Cat√≥lica de Bras√≠lia


Apresentador:
Gabriel Olimpio Nascimento de Almeida


Palavras-chave:
SON-R 6-40, Validade, Fidedignidade

Nome:
Juliana Oliveira Gomes

Titulo:
Estudo de Fidedignidade para a Escala de Raz√Ķes para Viver (VER-48)

Resumo:
O presente trabalho teve como objetivo realizar um estudo sobre a fidedignidade da Escala de Raz√Ķes para Viver (ERV), vers√£o brasileira do instrumento Reasons for Living Scale (RFL), o qual mensura, de forma indireta, a idea√ß√£o suicida. Compuseram a amostra 494 estudantes universit√°rios de cidades do interior de Minas Gerais e S√£o Paulo, com m√©dia de idade igual a 23,96 anos (DP = 8,67), a maioria mulheres. Os participantes responderam √† vers√£o completa do instrumento, com 48 itens aos quais deve ser respondido o quanto as situa√ß√Ķes apresentadas s√£o importantes motivos para que os mesmos n√£o apresentem comportamento autodestrutivo. Foram verificados os coeficientes de consist√™ncia interna alfa de Cronbach para todos os itens do instrumento, bem como para cada metade, par e impar, e os √≠ndices resultantes foram considerados altos e satisfat√≥rios. A fidedignidade tamb√©m foi analisada por meio da correla√ß√£o entre as duas metades do instrumento, sendo encontradas magnitudes altas e significativas. As correla√ß√Ķes item-total encontradas apresentaram magnitudes de baixas a moderadas, todas significativas. √Ä guisa de conclus√£o, pode-se dizer que foram encontradas boas evid√™ncias de fidedignidade para o instrumento traduzido. Estudos posteriores s√£o indicados para a mensura√ß√£o de outras evid√™ncias, inclusive de validade para a vers√£o brasileira do teste.

Autoria:
Juliana Oliveira Gomes   Faculdade de Minas (FAMINAS) - Muria√©, MG
Makilim Nunes Baptista   Universidade S√£o Francisco (USF) - Itatiba, SP
 
 
 
 
 


Apresentador:
Juliana Oliveira Gomes


Palavras-chave:
Precisão do teste, Ideação Suicida, Avaliação Psicológica

Nome:
Jacqueline de Lima

Titulo:
Estudo de validação do 16PF correlacionado ao desempenho de policiais militares

Resumo:
O estudo sobre a personalidade de policiais consiste numa tem√°tica contempor√Ęnea que requer a amplia√ß√£o de investiga√ß√Ķes com foco espec√≠fico na valida√ß√£o de instrumentos apropriados ao contexto policial. O 16PF (Sixteen Personality Factor Questionnaire) √© um invent√°rio de personalidade que avalia tra√ßos importantes e compat√≠veis com a maioria das caracter√≠sticas exigidas no processo seletivo para essa √°rea profissional. Este estudo buscou evid√™ncias de validade para o 16PF, 5¬™ edi√ß√£o, observando par√Ęmetros de desempenho para a predi√ß√£o de caracter√≠sticas de personalidade consideradas desej√°veis e indesej√°veis para atua√ß√£o satisfat√≥ria na pol√≠cia militar. Estabeleceu-se a hip√≥tese de que os fatores do 16PF relativos √† (A) expansividade, (B) intelig√™ncia, (C) estabilidade emocional, (H) desenvoltura, (Q3) disciplina e Fator Global V - autocontrole - se correlacionariam positivamente com as vari√°veis de bom desempenho, e os fatores (E) afirma√ß√£o, (O) apreens√£o e o Fator Global V -ansiedade - apresentariam correla√ß√£o negativa. Participaram 100 policiais militares de duas cidades paulistas, sendo 82% do sexo masculino, com faixa et√°ria entre 20 e 47 anos. Para comparar os resultados do 16PF, utilizou-se o M√©todo de Rorschach (Sistema Compreensivo) e a Escala de Indicadores de Avalia√ß√£o de Desempenho de Policiais. Os resultados relacionados ao 16PF e Avalia√ß√£o de Desempenho confirmaram duas vari√°veis: (1) Fator V - Autocontrole e, (2) Fator C - Estabilidade Emocional. Evid√™ncias de validade concorrente para o 16PF por meio do m√©todo de Rorschach apresentaram correla√ß√£o entre as vari√°veis (NF) N√£o Frequ√™ncia do 16PF com as vari√°veis do Rorschach (F) forma pura e (Na) conte√ļdo Natureza e entre a vari√°vel (AQ) Aquiesc√™ncia do 16PF e (Na) Rorschach. Mais investiga√ß√Ķes acerca desta tem√°tica s√£o bem vindas e propiciam de discuss√Ķes sobre a import√Ęncia do 16PF.

Autoria:
Jacqueline de Lima   Universidade S√£o Francisco
Ricardo Primi   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Jacqueline de Lima


Palavras-chave:
Personalidade, 16 PF, Policiais

Nome:
Larissa Leite Barboza

Titulo:
ESTUDO DESCRITIVO SOBRE INTELIG√äNCIA VERBAL EM UNIVERSIT√ĀRIOS DA CIDADE DE MANAUS

Resumo:
A investiga√ß√£o sobre a intelig√™ncia perpassa uma s√©rie de autores que postularam diferentes formas de entender seu funcionamento. Atualmente, o modelo psicom√©trico utilizado como base de pesquisas e constru√ß√£o de instrumentos √© o Cattell-Horn-Carroll, caracterizado por 70 habilidades espec√≠ficas que se agrupam em 10 fatores amplos. No Brasil, existem falhas no que concerne √† avalia√ß√£o psicol√≥gica, visto que poucas investiga√ß√Ķes s√£o realizadas na √°rea. De forma a suprir essa lacuna, o Laborat√≥rio de Avalia√ß√Ķes e Medidas Psicol√≥gicas desenvolveu estudos de adapta√ß√£o, valida√ß√£o e normatiza√ß√£o da bateria Woodcock-Johnson III a fim de desenvolver a Bateria de Habilidades Cognitivas de Adultos. Os testes verbais desta bateria sofrem grande influ√™ncia de aspectos culturais, tornando-se priorit√°ria a realiza√ß√£o de verifica√ß√Ķes acerca dos mesmos. Para isso, desenvolveu-se um trabalho em parceria com o Laborat√≥rio de Avalia√ß√£o Psicol√≥gica do Amazonas, o qual realizou uma pesquisa descritiva e anal√≠tica dos testes de intelig√™ncia verbal. A avalia√ß√£o dos resultados atrav√©s de procedimentos estat√≠sticos propiciou a averigua√ß√£o de tend√™ncia de distribui√ß√£o normal, consist√™ncia interna entre itens e correla√ß√£o de razo√°vel a boa entre subtestes. A investiga√ß√£o acerca do √≠ndice de facilidade dos itens demonstrou converg√™ncia com os estudos de constru√ß√£o e adapta√ß√£o dos testes verbais em outras regi√Ķes do Brasil.

Autoria:
Larissa Leite Barboza   Faculdade Martha Falc√£o
Jos√© Humberto da Silva-Filho   Universidade Federal do Amazonas
Solange Muglia Wechsler   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
 
 
 
 


Apresentador:
Larissa Leite Barboza


Palavras-chave:
Inteligência verbal, CHC, Adaptação

Nome:
Anna Carolina Pinto Machado

Titulo:
ESTUDO DO DESEMPENHO COGNITIVO NO WISC, VARIAVEIS SOCIODEMOGRAFICAS E CLINICAS NA DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

Resumo:
Queixas de dificuldade de aprendizagem (DA) s√£o frequentes nos ambulat√≥rios de neuropsicologia, tornando cada vez mais necess√°rio o estudo das causas e fatores envolvidos. O objetivo do estudo foi avaliar o desempenho cognitivo de 51 crian√ßas e adolescentes com DA, identificando predomin√Ęncia de vari√°veis sociodemogr√°ficas, clinicas e cognitivas. Os sujeitos estudados apresentaram faixa et√°ria de 6 a 16 anos, ambos os sexos, e cursavam regularmente escolas privadas ou p√ļblicas do Rio de Janeiro. Foi aplicada uma entrevista estruturada e a Escala de Intelig√™ncia Wechsler para Crian√ßas - 3¬™ Edi√ß√£o (WISCIII). Todos os respons√°veis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Estabelecemos como crit√©rio de divis√£o dos grupos crian√ßas que apresentavam QI total dentro do percentil 25 (QI ≤ 90) e crian√ßas acima desse percentil (QI > 90). Foram estabelecidas as quantidades de ocorr√™ncia (N) para cada fen√īmeno em fun√ß√£o do grupo e a frequ√™ncia (%) dessa ocorr√™ncia. Conduzimos o teste de hip√≥tese qui-quadrado para verificar se a frequ√™ncia das vari√°veis dependentes coletadas nas entrevistas apresentavam maior preval√™ncia em um dos grupos. As vari√°veis ¬ďuso de medicamento¬Ē, ¬ďdificuldade de matem√°tica¬Ē e ¬ďaltera√ß√Ķes de comportamento¬Ē n√£o apresentaram diferen√ßa significativa, indicando que essas vari√°veis possuem a mesma propor√ß√£o em ambos os grupos e aparentemente n√£o se associam com a intelig√™ncia global. As vari√°veis ¬ďco-morbidades¬Ē e ¬ďdist√ļrbios do sono¬Ē apresentaram maior concentra√ß√£o na amostra de QI ≤ 90, sugerindo que as queixas de DA podem ser influenciadas por outra sintomatologia, gerando comprometimentos na intelig√™ncia global. Escores baixos nas vari√°veis ¬ďdificuldade em linguagem¬Ē, ¬ďdificuldade de aprendizagem global¬Ē, ¬ďdificuldade de aten√ß√£o¬Ē, ¬ďaltera√ß√Ķes de comportamento e d√©ficit de aten√ß√£o¬Ē, e ¬ďmem√≥ria¬Ē apresentaram maior concentra√ß√£o no grupo com QI ≤ 90, sugerindo que grupos com menores √≠ndices de intelig√™ncia global apresentam maior comprometimento nessas vari√°veis, o que corrobora com a suspeita de dificuldade de aprendizagem.

Autoria:
CRISTINA MARIA DUARTE WIGG   Professora do IP/UFRJ; Coordenadora do NEPEN e Setor de Neuropsicologia do INDC/UFRJ
ALBERTO FILGUEIRAS   Bioestat√≠stico, Psicologia Quantitativa Psicometria -LAND / NNCE - PUC/RJ
ALINE BARRETO CANDIA   Aluna do Curso de Gradu√ß√£o em Psicologia do IP/UFRJ; Estagi√°ria do NEPEN/UFRJ
ANNE LOPES BITTENCOURT   Aluna do Curso de Gradu√ß√£o em Psicologia do IP/UFRJ; Estagi√°ria do NEPEN/UFRJ
ANNA CAROLINA PINTO MACHADO   Aluna do Curso de Gradu√ß√£o em Psicologia do IP/UFRJ; Estagi√°ria do NEPEN/UFRJ
MARIANA NIGRO   Aluna do Curso de Gradu√ß√£o em Psicologia do IP/UFRJ; Estagi√°ria do NEPEN/UFRJ
THAMIRES NASCIMENTO   Aluna do Curso de Gradu√ß√£o em Psicologia do IP/UFRJ; colaboradora do NEPEN/UFRJ


Apresentador:
ANNA CAROLINA PINTO MACHADO


Palavras-chave:
dificuldade de aprendizagem, avaliação neuropsicologica, deficit cognitivo

Nome:
Juliana Oliveira Gomes

Titulo:
Estudo Fatorial Confirmatório da Center for Epidemiologic Studies - Depression (CES-D)

Resumo:
A escala de depress√£o CES-D √© um instrumento de rastreamento da sintomatologia depressiva, composta por 20 itens os quais enfatizam os aspectos afetivos e de humor da depress√£o. Para o contexto brasileiro, diferentes estudos averiguaram suas qualidades psicom√©tricas e estrutura fatorial. Originalmente ele √© comporto por com quatro fatores, quais sejam, Depress√£o, Problemas Interpessoais, Afetos Positivos e Aspectos Som√°ticos, entretanto podem ser observadas diversas pesquisas utilizando-o como unifatorial. O presente estudo teve como objetivo a realiza√ß√£o de um estudo fatorial explorat√≥rio para o instrumento, com base em um banco de dados composto por 494 participantes, estudantes universit√°rios, com m√©dia de idade igual a 23,96 anos (DP = 8,67), a maioria do sexo feminino (75,5%). Foram testados dois modelos, o unidimensional e o modelo original. Os principais √≠ndices utilizados para a compara√ß√£o de ajuste entre eles foram a raz√£o entre o Chi-quadrado e o grau de liberdade, o √≠ndice de bondade de ajuste (GFI) e as ra√≠zes da m√©dia dos quadrados dos erros de aproxima√ß√£o (RMSEA), sendo que todos os resultados apontaram o modelo de quatro fatores como o mais adequado, com maior consist√™ncia. Assim, a partir da presente pesquisa, pode-se corroborar resultados encontrados por outros autores em rela√ß√£o ao mesmo instrumento. Contudo, cabe ressaltar que estudos futuros s√£o necess√°rios a fim de as limita√ß√Ķes da presente pesquisa possam ser suprimidas.

Autoria:
Juliana Oliveira Gomes   Faculdade de Minas (FAMINAS) - Muria√©, MG
Makilim Nunes Baptista   Universidade S√£o Francisco (USF) - Itatiba, SP
 
 
 
 
 


Apresentador:
Juliana Oliveira Gomes


Palavras-chave:
Depress√£o, Psicometria, An√°lise multivariada

Nome:
Ivan Sant¬īAna Rabelo

Titulo:
Estudos de análise fatorial com a Escala de Educação e Valores Olímpicos (EEVO)

Resumo:
Tratar das quest√Ķes vinculadas aos valores ol√≠mpicos √© sobretudo levantar a discuss√£o a respeito dos valores contidos no √Ęmbito esportivo, na pr√°tica de qualquer atividade f√≠sica, pois representam os valores de nossa sociedade, dada a import√Ęncia do esporte na hist√≥ria e forma√ß√£o da humanidade. Os mega eventos esportivos e a visibilidade dada aos atletas t√™m despertado olhares de diferentes inst√Ęncias pol√≠ticas, comerciais, educativas, entre outras, mas que exigem estudos e pesquisas para que possam trazer benef√≠cio e nortear comportamentos dos atletas, das pessoas e da sociedade. Em meio a estas necessidades de atua√ß√£o, esta pesquisa objetivou colaborar para a constru√ß√£o de uma escala de educa√ß√£o e valores ol√≠mpicos. A escala composta por 70 itens foi configurada no formato Likert de cinco pontos, e procura avaliar a percep√ß√£o que o indiv√≠duo demonstra a respeito da pr√°tica esportiva, cooperando consequentemente para a educa√ß√£o e melhor viv√™ncia no ambiente esportivo, com base nos escritos te√≥ricos a respeito do tema educa√ß√£o e valores ol√≠mpicos por Rubio (2009). Participaram 542 sujeitos de ambos os sexos, educadores e alunos, durante o programa Rumo ao P√≥dio Ol√≠mpico, realizado em parceria com a Secretaria de Educa√ß√£o do munic√≠pio de S√£o Paulo. Os resultados da an√°lise fatorial por meio do m√©todo dos componentes principais e rota√ß√£o varimax, evidenciaram uma organiza√ß√£o de tr√™s fatores, quais sejam, fator 1 Autocontrole (respeito a si, respeito ao advers√°rio, √©tica esportiva), fator 2 Excel√™ncia (import√Ęncia do treino, superar dificuldades, disposi√ß√£o) e fator 3 trabalho em equipe (planejamento, integra√ß√£o, equipe esportiva), dos quais entre 70 itens apenas nove apresentaram cargas fatoriais abaixo de 0,30 n√£o se relacionando assim com nenhum fator. Os coeficientes de precis√£o a partir deste agrupamento mostraram-se muito bons. Ressalta-se, sobretudo, que s√£o estudos iniciais e tais achados indicam a necessidade de mais pesquisas com a escala para avalia√ß√£o do construto.

Autoria:
Ivan Sant¬īAna Rabelo   P√≥s-gradua√ß√£o Stricto Sensu da Escola de Educa√ß√£o F√≠sica e Esporte da Universidade de S√£o Paulo
Katia Rubio   P√≥s-gradua√ß√£o Stricto Sensu da Escola de Educa√ß√£o F√≠sica e Esporte da Universidade de S√£o Paulo
Rodolfo A. M. Ambiel   Programa de P√≥s-gradua√ß√£o Stricto Sensu em Psicologia da Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 


Apresentador:
Ivan Sant¬īAna Rabelo


Palavras-chave:
Psicologia do esporte, valores olímpicos, análise fatorial

Nome:
Fabiano Koich Miguel

Titulo:
Estudos de validade do Teste Informatizado para Percep√ß√£o de Emo√ß√Ķes Prim√°rias

Resumo:
Os estudos cient√≠ficos na √°rea de intelig√™ncia emocional t√™m se desenvolvido predominantemente com base em instrumentos de avalia√ß√£o desse construto. Alguns instrumentos s√£o baseados no autorrelato, enquanto outros s√£o baseados em desempenho. O presente trabalho pretende apresentar os estudos de validade realizados com o Teste Informatizado para Percep√ß√£o de Emo√ß√Ķes Prim√°rias (PEP). O PEP trata-se um teste psicol√≥gico por meio de desempenho, realizado online, onde o participante assiste 35 v√≠deos de pessoas expressando emo√ß√Ķes e deve assinalar quais as emo√ß√Ķes presentes, dentro de um rol de oito (alegria, amor, medo, surpresa, tristeza, nojo, raiva e curiosidade), e se s√£o aut√™nticas ou falseadas. Dessa maneira, o teste tem o prop√≥sito de investigar a primeira √°rea da intelig√™ncia emocional, que √© a capacidade de perceber emo√ß√Ķes. Os estudos foram feitos com 924 pessoas. A an√°lise da estrutura fatorial apontou para uma maior adequa√ß√£o da solu√ß√£o de tr√™s fatores: emo√ß√Ķes positivas, negativas e apreciativas. O estudo da precis√£o local da pontua√ß√£o Rasch indicou √≠ndices superiores a 0,70 numa extensa faixa de habilidade, e tamb√©m a precis√£o por teste-reteste com seis meses de intervalou indicou precis√£o acima de 0,70. Na rela√ß√£o com outros instrumentos, o PEP demonstrou correla√ß√Ķes altas com outra medida de percep√ß√£o emocional (Eyes Test), correla√ß√Ķes moderadas com outros testes de intelig√™ncia (Bateria de Provas de Racioc√≠nio), correla√ß√Ķes baixas ou nulas com um invent√°rio de personalidade (Invent√°rio Dimensional Cl√≠nico da Personalidade), e correla√ß√Ķes moderadas com vari√°veis afetivas (T√©cnica das Manchas de Titna de Rorschach), confirmando a expectativa te√≥rica. Os resultados apontam para um instrumento adequado para avalia√ß√£o da capacidade de perceber emo√ß√Ķes.

Autoria:
Fabiano Koich Miguel   Universidade Estadual de Londrina
Marcia Caroline Portela Amaro   Universidade Estadual de Londrina
Raissa Barquete Caramanico   Universidade Estadual de Londrina
B√°rbara Dias Miras   Universidade Estadual de Londrina
Clara Maki Inaba   Universidade Estadual de Londrina
Daniela de Oliveira Ribeiro   Universidade Estadual de Londrina
Henrique Abe Ogaki   Universidade Estadual de Londrina


Apresentador:
Fabiano Koich Miguel


Palavras-chave:
inteligência emocional, percepção emocional, avaliação informatizada

Nome:
Kellyane Madureira Figueiredo

Titulo:
ESTUDOS DO/COM O INVENT√ĀRIO MULTIF√ĀSICO MINNESOTA DE PERSONALIDADE (MMPI) NA PRODU√á√ÉO CIENT√ćFICA BRASILEIRA ¬Ė BVS-PSI

Resumo:
O presente estudo objetivou apresentar as produ√ß√Ķes cient√≠ficas brasileiras relacionadas ao Invent√°rio Multif√°sico Minnesota de Personalidade (MMPI). Para an√°lise desta produ√ß√£o foi utilizada a base de dados eletr√īnicos Biblioteca Virtual da Sa√ļde - Psicologia (BVS-Psi). Essa escolha se deu pelo fato de esta base ser avaliada como uma das mais completas para a visualiza√ß√£o da produ√ß√£o nacional. Utilizando uma √ļnica palavra-chave ¬Ė MMPI ¬Ė foram encontradas 31 produ√ß√Ķes, sendo a primeira em 1978 e a √ļltima em 2006, que foram analisadas considerando os seguintes quesitos: tipo e conte√ļdo da produ√ß√£o e em quais peri√≥dicos ocorreram as publica√ß√Ķes. Observou-se que as d√©cadas de 1980 e 1990 concentraram o maior n√ļmero de produ√ß√Ķes (22). Foram identificadas tr√™s tipos de produ√ß√Ķes: resumos, disserta√ß√Ķes de mestrado e artigos, sendo 68% resumos. As seis disserta√ß√Ķes s√£o provenientes de programas de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia, da PUCRS e USP. Os artigos e os resumos encontrados est√£o veiculados em 16 diferentes revistas, tanto de Psicologia quanto de Medicina. Para a an√°lise do conte√ļdo das produ√ß√Ķes brasileiras foram consideradas duas categorias: 1) Estudos em que o MMPI foi utilizado para a avalia√ß√£o geral ou de um tra√ßo de personalidade (81%); 2) Estudos sobre a validade do instrumento (19%). √Č poss√≠vel pensar que este resultado reflete o fato de que tende a se investir mais em estudos que fazem uso dos instrumentos, do que propriamente em estudos que visem √† sua qualifica√ß√£o. Constatou-se, atrav√©s deste breve panorama da produ√ß√£o cient√≠fica brasileira envolvendo o MMPI, que este instrumento apresenta estudos significativos que apontam para sua import√Ęncia. Contudo, reflete uma inexist√™ncia de estudos atuais sobre suas propriedades psicom√©tricas e, considerando que o manual brasileiro foi elaborado na d√©cada de 1970, existe a necessidade de novas pesquisas referentes aos seus aspectos psicom√©tricos, respeitando as exig√™ncias do CFP para os testes psicol√≥gicos utilizados no Brasil.

Autoria:
Kellyane Madureira Figueiredo   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Minas Gerais
Dra. Liza Fensterseifer   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Minas Gerais
 
 
 
 
 


Apresentador:
Kellyane Madureira Figueiredo


Palavras-chave:
Avaliação psicológica, MMPI, Produção científica brasileira

Nome:
Ricardo de Almeida Castillo

Titulo:
Estudos fatoriais e de consistência interna da Escala Balbinotti de Autoestima de Estudantes

Resumo:
Para muito autores, a autoestima √© um termo utilisado em psicologia para refletir a avalia√ß√£o global que uma pessoa tem dela mesma. As Orienta√ß√Ķes √† Hesita√ß√£o (OH) e √† Confian√ßa (OC) s√£o dimens√Ķes essenciais da autoestima. Na adolesc√™ncia, principalmente em idade escolar, os jovens s√£o levados a planejar as representa√ß√Ķes que eles t√™m deles mesmos em rela√ß√£o √†s suas prefer√™ncias, projetos e escolhas. A avalia√ß√£o da autoestima tem um papel particularmente importante nesses processos. O presente estudo visa estabelecer importantes propriedades m√©tricas de uma nova escala de autoestima no contexto escoloar, diga-se, a Escala Balbinotti de Autoestima de Estudantes (EBAEE). A EBAEE avalia, precisamente, essas duas dimens√Ķes te√≥ricas (OH e OC) da autoestima. Com ajuda de uma amostra de 366 estudantes, de ambos os sexos e com idades que variam de 11 a 20 anos do ensino fundamental e m√©dio, foi poss√≠vel obter resultados psicometricamente satisfat√≥rios: (1) a an√°lise fatorial explorat√≥ria indicou um modelo bidimensional puro; (2) a an√°lise fatorial confirmat√≥ria indicou que os dados se ajustam adequada e satisfatoriamente ao modelo bidimensional testado; (3) as correla√ß√Ķes inter-item, item-dimens√£o e item-escala total apoiam uma solu√ß√£o a dois fatores; e, (4) os coeficientes alpha obtidos por dimens√£o demonstram satisfatoriamente a homogeneidade da medida conforme o contexto te√≥rico abordado. Finalmente, a inclus√£o de uma nova dimens√£o (Orienta√ß√£o ao Respeito Pr√≥prio) √© discutida, abrindo-se uma possibilidade te√≥rica de uma vers√£o tridimensional da EBAEE. Novas pesquisas s√£o necess√°rias para que se possam explorar na pr√°tica, a inclus√£o dessa nova dimens√£o nesse instrumento, em vers√Ķes futuras.

Autoria:
Ricardo de Almeida Castillo   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Daniela Wiethaeuper   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Leila de Almeida Castillo Iabel   Instituto Federal de Educa√ß√£o, Ci√™ncia e Tecnologia Rio Grande do Sul, Sert√£o, Brasil
 
 
 


Apresentador:
Ricardo de Almeida Castillo


Palavras-chave:
Psicologia Educacional, Psicometria, Autoestima

Nome:
LAILA BARBOSA DE SANTANA

Titulo:
Estudos Psicométricos do Teste de Compreensão Emocional pautados na Teoria de Resposta ao Item (TRI)

Resumo:
A intelig√™ncia emocional envolve quatro habilidades que se relacionam entre si: a percep√ß√£o de emo√ß√Ķes, a utiliza√ß√£o da emo√ß√£o para facilitar o pensamento, a compreens√£o emocional e a regula√ß√£o de emo√ß√Ķes. O presente trabalho ter√° como recorte de estudo a habilidade de compreender as emo√ß√Ķes, que consiste na capacidade do indiv√≠duo de identificar diferen√ßas e nuances entre emo√ß√Ķes, misturas de emo√ß√Ķes e a rela√ß√£o entre uma emo√ß√£o e um evento que tipicamente a desencadeia. Dessa maneira o objetivo principal do trabalho foi construir um instrumento para avalia√ß√£o da Compreens√£o Emocional e avaliar suas propriedades psicom√©tricas. Para contemplar tal objetivo participaram da pesquisa 567 adultos, de ambos os sexos. O instrumento em sua vers√£o final ficou com 30 itens distribu√≠dos em dois blocos, a saber: bloco ¬ďA¬Ē, com 18 itens que investigam o conhecimento de transi√ß√Ķes emocionais, e bloco ¬ďB¬Ē, com 12 itens que avaliam o conhecimento de misturas de emo√ß√Ķes. Os participantes acessaram o teste via internet. Os dados, analisados com base no modelo Rasch, demostraram uma boa consist√™ncia interna, como tamb√©m um bom ajustamento dos √≠ndices de infit e outfit. Ademais, observou-se um desequil√≠brio entre o √≠ndice de dificuldade dos itens e o Theta dos respondentes. Os itens mostraram-se muito f√°ceis para os participantes, inclusive com a m√©dia dos itens abaixo do menor theta apresentado entre os participantes. Tais resultados, embora nem sempre bons, est√£o em acordo com o encontrado na literatura, dada a dificuldade de elabora√ß√£o de itens dif√≠ceis para avalia√ß√£o da intelig√™ncia emocional. Assim, com as propriedades psicom√©tricas obtidas, o instrumento pode ser recomendado para utiliza√ß√£o em pesquisas.

Autoria:
Laila Barbosa de Santana   Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
P√Ęmela Rocha Bagano Guimar√£es   Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Jos√© Maur√≠cio Haas Bueno   Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
 
 
 
 


Apresentador:
Laila Barbosa de Santana


Palavras-chave:
Inteligência, Inteligência Emocional, Conhecimento emocional

Nome:
JACIANA MARLOVA GONÇALVES ARAUJO

Titulo:
Evidência de validade de critério do BFI-10: uma escala de personalidade para pesquisas

Resumo:
A teoria Big Five tem servido de base para grande parte do trabalho de avalia√ß√£o da personalidade realizado recentemente. O Big Five Inventory ¬Ė 10 (BFI-10) √© uma escala, composta por 10 itens, que avalia cinco dimens√Ķes da personalidade, com dois itens para cada fator elaborada a partir da teoria Big Five. A adapta√ß√£o desse instrumento para o Brasil foi realizada pela autora principal deste trabalho em sua disserta√ß√£o de mestrado. O objetivo do presente estudo foi avaliar a validade do instrumento utilizando como crit√©rio o diagn√≥stico cl√≠nico de Fobia Social. O instrumento foi aplicado a uma amostra de 1158 de jovens residentes na zona urbana da cidade de Pelotas/RS. Tendo 5,8% (n=67) deles o diagn√≥stico de Fobia Social, identificado com o uso do instrumento de entrevista diagn√≥stica MINI 5.0. As caracter√≠sticas do grupo cl√≠nico foram comparadas √†s dos demais participantes que n√£o tiveram esse diagn√≥stico. Foram identificadas diferen√ßas significativas entre as m√©dias dos grupos, em todos os fatores. Evidenciando que o grupo cl√≠nico em quest√£o teve pontua√ß√Ķes mais elevadas somente no fator Neuroticismo. Nos demais fatores: Extrovers√£o, Amabilidade, Conscienciosidade e Abertura a experi√™ncias os indiv√≠duos com Fobia social tiveram resultados mais baixos que os demais. Os resultados v√£o ao encontro do que seria esperado para indiv√≠duos com tal patologia, ou seja, maior inibi√ß√£o; falta de coopera√ß√£o social; grande preocupa√ß√£o; dificuldades de organiza√ß√£o e em participar de atividades criativas. Dessa forma, pode-se verificar que o BFI-10 foi capaz de discriminar as caracter√≠sticas de um grupo cl√≠nico, possibilitando diferenci√°-lo dos demais indiv√≠duos. Concluiu-se que a forma do BFI-10 adaptada ao Brasil poder√° ser utilizada quando o tempo dispon√≠vel for muito limitado como em situa√ß√Ķes de pesquisa, e seus resultados devem ser interpretados com precau√ß√£o, por se tratar de uma escala breve.

Autoria:
Jaciana Marlova Gon√ßalves Araujo   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Vera Lucia Marques de Figueiredo   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Luciano Dias de Mattos Souza   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Karen Jansen   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Jeronimo Costa Branco   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Ricardo Azevedo Silva   Universidade Cat√≥lica de Pelotas
 


Apresentador:
Jaciana Marlova Gonçalves Araujo


Palavras-chave:
Personalidade, Big Five, Validade

Nome:
Felipe Valentini

Titulo:
Evidências da validade convergente e precisão do Teste de Raciocínio Abstrato e Espacial

Resumo:
O estudo da intelig√™ncia √© um dos empreendimentos mais bem sucedidos da psicologia moderna. Para ampliar a compreens√£o te√≥rica da intelig√™ncia, bem como subsidiar a pr√°tica psicol√≥gica √© necess√°ria a constru√ß√£o de instrumentos adequados √† popula√ß√£o brasileira. Este estudo insere-se nesse contexto e busca, especificamente, avaliar as evid√™ncias da validade convergente e discriminante e da precis√£o do Teste de Racioc√≠nio Abstrato e Espacial (TRAE). Os 149 estudantes do ensino m√©dio, que participaram desta pesquisa, responderam ao TRAE e √† Bateria de Provas de Racioc√≠nio (BPR-5). Esse √ļltimo instrumento √© utilizado para avalia√ß√£o dos racioc√≠nios verbal, num√©rico, abstrato e espacial. Os escores da escala geral do TRAE apresentaram coeficiente de consist√™ncia interna adequado, embora os escores dos subtestes de Racioc√≠nio Abstrato e de Racioc√≠nio Espacial sejam menos precisos. Os escores gerais do TRAE e da BPR-5 apresentaram correla√ß√£o forte. Ademais, os dados foram analisados por meio da modelagem multitra√ßo-multim√©todo, no contexto da modelagem por equa√ß√Ķes estruturais. O modelo no qual os fatores latentes e os fatores dos m√©todos s√£o estimados livremente apresentou-se ajustado aos dados. Testou-se um modelo alternativo no qual os fatores latentes s√£o retirados, e os resultados indicam ajuste mais pobre se comparado ao anterior. Por fim, o modelo cuja correla√ß√£o entre os fatores latentes foi fixada em um tamb√©m apresentou bom ajuste. Esses resultados indicam que a estima√ß√£o dos fatores latentes de racioc√≠nio abstrato e espacial √© importante para a adequa√ß√£o do modelo. Tais resultados oferecem suporte √† validade convergente do TRAE. No entanto, o modelo de correla√ß√£o perfeita entre racioc√≠nio abstrato e espacial tamb√©m √© plaus√≠vel, o que indica restri√ß√Ķes quanto √† validade discriminante. De maneira geral, os resultados respaldam a precis√£o e a validade convergente do TRAE, principalmente para a escala geral. Todavia, sugere-se que os escores dos subtestes sejam interpretados com cautela.

Autoria:
Felipe Valentini   Universidade Federal do Paran√° e Universidade de Bras√≠lia
Jacob Arie Laros   Universidade de Bras√≠lia
Renata Manuelly Feitosa de Lima   Universidade de Bras√≠lia
Ronnielison Loiola de Jesus Tavares   Centro Universit√°rio IESB, Bras√≠lia
Wladimir Rodrigues da Fonseca   Centro Universit√°rio IESB, Bras√≠lia
Laizza Silva Morais   Centro Universit√°rio IESB, Bras√≠lia
 


Apresentador:
Felipe Valentini


Palavras-chave:
validade convergente, multitraço-multimétodo, inteligência

Nome:
Daiane Silva de Souza

Titulo:
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DE CONSTRUTO DA ESCALA DE POSITIVIDADE (EP) PARA O CONTEXTO BRASILEIRO

Resumo:
O presente estudo teve como objetivo validar para o contexto brasileiro a Escala de Positividade (EP). A EP √© um instrumento breve, inserido no √Ęmbito da Psicologia Positiva, composto por oito itens, os quais avaliam a vis√£o positiva que o individuo tem sobre si, sua vida e seu futuro, bem como seu n√≠vel de confian√ßa em rela√ß√£o √†s outras pessoas. As respostas s√£o avaliadas a partir de uma escala tipo Likert de cinco pontos, variando de 1 (discordo plenamente) a 5 (concordo plenamente). Participaram da pesquisa 730 indiv√≠duos de ambos os sexos (65% mulheres), com idades entre 17 a 70 anos, de 21 estados brasileiros. A coleta de dados foi realizada virtualmente, atrav√©s do SurveyMonkey, uma plataforma em formato de website para pesquisas online. Com a primeira metade da amostra (n1 = 365), foi realizada uma an√°lise fatorial explorat√≥ria, apresentando uma solu√ß√£o unifatorial, correspondendo a 52% da vari√Ęncia explicada do construto. Do mesmo modo, a an√°lise fatorial confirmat√≥ria, realizada com a segunda parte da amostra (n2 = 365), corroborou a estrutura unifatorial do modelo explorat√≥rio, com adequados √≠ndices de ajuste. An√°lises de validade convergente (correla√ß√Ķes de Pearson) com instrumentos de satisfa√ß√£o com a vida, sa√ļde mental, felicidade subjetiva e sentido de vida, ampliaram a validade de construto da EP. A idade, o n√≠vel educacional e a renda apresentaram fraca correla√ß√£o positiva com os √≠ndices de positividade. Diferen√ßas entre estado civil e ter ou n√£o emprego foram encontradas, mas com baixo tamanho de efeito. Os resultados parciais indicam satisfat√≥rias evid√™ncias de validade de construto da EP para o contexto brasileiro, e demonstram que os n√≠veis de positividade s√£o relativamente independentes das vari√°veis sociodemogr√°ficas avaliadas. Novos estudos ser√£o conduzidos a fim de obter novas evid√™ncias de validade da EP, em diferentes contextos geogr√°ficos e em grupos com diferentes caracter√≠sticas sociodemogr√°ficas.

Autoria:
Juliane Callegaro Borsa   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio de Janeiro
Daiane Silva de Souza   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Bruno Figueiredo Dam√°sio   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
S√≠lvia Helena Koller   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 


Apresentador:
Daiane Silva de Souza


Palavras-chave:
Psicologia Positiva, Positividade, Validação

Nome:
Dandara Barbosa Palhano

Titulo:
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DE CONSTRUTO DE NOVA VERSÃO DA ESCALA MULTI-FATORIAL DE INDIVIDUALISMO E COLETIVISMO

Resumo:
As culturas mundiais s√£o esquematicamente divididas entre individualistas e coletivistas. A primeira expressa pessoas como seres aut√īnomos, estando acima dos grupos com desejos de √™xito, crescimento pessoal e valoriza√ß√£o da pr√≥pria intimidade. J√° indiv√≠duos t√≠picos de sociedades coletivistas, mostram-se como parte insepar√°vel do grupo de perten√ßa e possuem fortes rela√ß√Ķes com seus membros e interesses em comum, al√©m de contemplarem uma tend√™ncia a coopera√ß√£o e o cumprimento de normas sociais a favor dos demais. O objetivo deste estudo foi contribuir para o melhoramento da estrutura multifatorial da Escala de Individualismo e Coletivismo (EMIC), que possui os seguintes fatores: Individualismo Vertical, Individualismo Horizontal, Protoindividualismo, Individualismo Expressivo, Coletivismo Vertical e Coletivismo Horizontal. Foram adicionados novos itens nas dimens√Ķes Protoindividualismo, que sugere um individualismo como uma forma de sobreviver e Individualismo Expressivo, cujas cargas fatoriais apresentaram-se baixas no estudo original. Participaram da pesquisa 334 sujeitos das cinco regi√Ķes brasileiras: a maioria do nordeste (72,9%), seguido do Centro-oeste (11,7%) e Sudeste (6,5%). A maioria dos respondentes era do sexo feminino (62,9%); com idades que variaram entre 18 e 60 anos; possuindo ensino superior incompleto (58,7%) e renda familiar entre 1 e 3 sal√°rios m√≠nimos (30,5%). Foi evidenciada a estrutura multi-fatorial da EMIC, atrav√©s de uma an√°lise dos componentes principais com rota√ß√£o varimax. Os √≠ndices de KMO e do teste de esfericidades de Bartlett indicaram a adequa√ß√£o da t√©cnica. Atrav√©s das an√°lises foram confirmados os seis fatores descritos anteriormente. Todos os itens obtiveram carga fatorial satisfat√≥ria, contudo n√£o se distribu√≠ram conforme a teoria sugerindo novos agrupamentos de fatores. Os alfas de cronbach das subescalas variaram de baixos a moderados. Dada a import√Ęncia do tema estudado, enfatiza-se a necessidade de novos estudos para a inser√ß√£o de novos itens a fim de se obter melhores √≠ndices psicom√©tricos do instrumento em quest√£o.

Autoria:
Dandara Barbosa Palhano   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Valdiney Veloso Gouveia   Professor Titular, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Kaline da Silva Lima   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Dandara Barbosa Palhano


Palavras-chave:
Individualismo, Coletivismo, An√°lise Fatorial

Nome:
Taís Evangelho Zavareze

Titulo:
Evidências de Validade de Construto de uma Escala de Clima de Segurança no Trabalho

Resumo:
O objetivo deste trabalho √© verificar as evid√™ncias de validade de construto de uma Escala de Clima de Seguran√ßa no Trabalho. O Clima de Seguran√ßa refere-se √† percep√ß√£o compartilhada dos trabalhadores sobre a seguran√ßa do seu ambiente de trabalho, e fornece o contexto di√°rio em que as tarefas s√£o executadas. Estas percep√ß√Ķes compartilhadas resultam de v√°rios fatores, incluindo a tomada de decis√£o da gest√£o, as normas de seguran√ßa da organiza√ß√£o, expectativas, pr√°ticas de seguran√ßa, pol√≠ticas e procedimentos que, em conjunto, servem para comunicar o comprometimento com a seguran√ßa no trabalho. A Escala de Clima de Seguran√ßa no Trabalho (CLIMA-ST) foi composta por 5 fatores (comprometimento da empresa, comprometimento dos colegas, comprometimento pessoal, recursos e estrat√©gias de seguran√ßa) e 46 itens em que os participantes avaliam a concord√Ęncia com cada assertiva numa escala Likert de 5 pontos, variando de "discordo totalmente" a ¬ďconcordo totalmente". Os itens da escala constru√≠da foram submetidos a uma An√°lise Fatorial, para verificar a validade de construto. A an√°lise fatorial foi do tipo explorat√≥ria feita em duas etapas: 1) an√°lise dos componentes principais; 2) an√°lise das cargas fatoriais. A primeira etapa visou identificar quantas dimens√Ķes foram respons√°veis pela varia√ß√£o nos itens avaliados na escala de clima de seguran√ßa constru√≠da (inclui: n√ļmero de fatores, autovalores e % de vari√Ęncia explicada). A segunda etapa visou identificar quais itens pertenceriam a quais fatores verificados na primeira etapa, sendo que isso foi analisado por meio das cargas fatoriais dos itens nos fatores. Os resultados da an√°lise fatorial revelaram que a melhor estrutura deveria englobar 36 dos 46 itens iniciais. Considera-se que a medida de clima de seguran√ßa apresentou-se em acordo com a teoria sobre o tema e demonstrou indicadores psicom√©tricos adequados que sustentam sua validade de construto.


Autoria:
Ta√≠s Evangelho Zavareze   Universidade Federal de Santa Catarina
Roberto Moraes Cruz   Universidade Federal de Santa Catarina
 
 
 
 
 


Apresentador:
Taís Evangelho Zavareze


Palavras-chave:
Validade de Construto, Clima de Segurança no Trabalho, Escala

Nome:
KALINE DA SILVA LIMA

Titulo:
EVID√äNCIAS DE VALIDADE DE CONSTRUTO E CONFIABILIDADE DA ESCALA DE AUTOEFIC√ĀCIA NO USO DE PRESERVATIVOS

Resumo:
A vulnerabilidade dos brasileiros aos riscos do HIV/AIDS constitui uma quest√£o relevante de sa√ļde p√ļblica, devido aos comportamentos de risco que exp√Ķem os indiv√≠duos √†s doen√ßas sexualmente transmiss√≠veis. Na busca de gerar contribui√ß√Ķes a respeito da tem√°tica, este estudo objetivou adaptar para o contexto brasileiro a Escala de Autoefic√°cia no uso de preservativos (EAUP), que na sua vers√£o original possui quatro fatores: Habilidade, Assertividade, Prazer e drogas e DSTs. Para isso utilizou-se evid√™ncias de validade fatorial, poder discriminativo dos itens e an√°lise da fidedignidade. A amostra foi composta por 334 participantes das regi√Ķes Nordeste (72,9%), Sudeste (6,5%), Centro-oeste (11,7%), Norte (4,8%) e sul (4,8%); a maioria mulheres (62,9%), com idades entre 15 e 60 anos (M = 24,9). Entre os participantes, 69,8% declararam-se solteiros e 27,6% asumiram estar em relacionamento de casal, 32,9% afirmaram usar preservativo sempre, 27,8% frequentemente, 20,7% √†s vezes e 13,8% raramente. A priori realizou-se a tradu√ß√£o, tomando como refer√™ncia a vers√£o em ingl√™s do instrumento, seguido da valida√ß√£o sem√Ęntica. Os sujeitos responderam a EAUP, composta por 14 itens e um question√°rio sociodemogr√°fico. Posteriormente, efetuou-se uma An√°lise dos Componentes Principais com rota√ß√£o Varimax. O KMO e o teste de esfericidade de Bartlett indicaram a viabilidade da t√©cnica. Foram extra√≠dos quatro fatores com valores pr√≥prios que explicaram a maior parte da vari√Ęncia total. As cargas fatoriais dos itens superiores a 0,30 corroboraram com a teoria. Em rela√ß√£o √† fidedignidade, observou-se um alfa de Cronbach considerado alto para o fator geral e os coeficientes dos fatores de primeira ordem variaram de moderado a forte. Os resultados indicam que o instrumento √© v√°lido e preciso, todavia √© necess√°ria a aplica√ß√£o do mesmo em uma amostra mais representativa com a finalidade de estabelecer normas de interpreta√ß√£o em estudos futuros.

Autoria:
Kaline da Silva Lima   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Lays Andrade de S√°   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
J√©ssica Martins Pernambuco   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
 
 


Apresentador:
Kaline da Silva Lima


Palavras-chave:
Autoefic√°cia, Uso de preservativos, Validade

Nome:
Walquiria de Jesus Ribeiro

Titulo:
EVID√äNCIAS DE VALIDADE DE CRIT√ČRIO DE UMA BATERIA PARA AVALIA√á√ÉO DAS ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTA√á√ÉO

Resumo:
No campo da avalia√ß√£o psicol√≥gica, a identifica√ß√£o de alunos com altas habilidades/superdota√ß√£o tem se tornado, atualmente, um desafio haja vista a multidimensionalidade do fen√īmeno, bem como a aus√™ncia de instrumentos psicom√©tricos validados e normatizados no Brasil para uso nesse contexto. Este estudo teve como objetivo buscar evid√™ncias de validade de crit√©rio de uma Bateria para Avalia√ß√£o das Altas Habilidades. A amostra total foi composta por 569 alunos, do 2¬ļ ano do ensino fundamental ao 3¬ļ ano do ensino m√©dio, de ambos os sexos, dos quais 470, com idade m√©dia de 11,13 anos, compuseram o grupo controle (alunos de salas de ensino regular) e 99, com idade m√©dia de 12,68 anos, constitu√≠ram o grupo crit√©rio (alunos de Sala de Recurso de Programa de Atendimento ao Aluno com Altas Habilidades/DF). O instrumento utilizado foi composto por seis subtestes, sendo quatro de intelig√™ncia (racioc√≠nio verbal, abstrato, num√©rico e l√≥gico), um de criatividade figural e outro de criatividade verbal. A ANOVA mostrou efeito significativo da vari√°vel grupo nos subtestes de intelig√™ncia, apontando maior desempenho obtido pelo grupo crit√©rio e, particularmente, pelos alunos com habilidades acad√™micas quando comparado a alunos com talentos art√≠sticos. No subteste de criatividade figural, diferen√ßas significativas entre os grupos s√≥ foram notadas em um dos fatores criativos avaliados - a Elabora√ß√£o, identificando melhor desempenho alcan√ßado pelos alunos do grupo crit√©rio com altas habilidades na √°rea de talentos art√≠sticos. No subteste de criatividade verbal, a ANOVA demonstrou diferen√ßas significativas apenas na avalia√ß√£o de uma das caracter√≠sticas da produ√ß√£o metaf√≥rica - a Qualidade, com destaque para os alunos com altas habilidades, sem distin√ß√£o de √°rea de habilidades espec√≠fica. Os resultados apontaram evid√™ncias de validade de crit√©rio para identifica√ß√£o de alunos com altas habilidades/superdota√ß√£o a partir dos subtestes de intelig√™ncia, e, parcialmente, atrav√©s de algumas medidas de criatividade figural e verbal.

Autoria:
WALQUIRIA DE JESUS RIBEIRO   Mestranda na PONTIF√ćCIA UNIVERSIDADE CAT√ďLICA DE CAMPINAS
TATIANA DE CASSIA NAKANO   Docente na PONTIF√ćCIA UNIVERSIDADE CAT√ďLICA DE CAMPINAS
RICARDO PRIMI   Docente na UNIVERSIDADE S√ÉO FRANCISCO
ANGELA M. R. VIRGOLIM   Docente na UNIVERSIDADE DE BRAS√ćLIA
 
 
 


Apresentador:
WALQUIRIA DE JESUS RIBEIRO


Palavras-chave:
superdotados, avaliação psicológica, testes psicológicos

Nome:
Lorena Maria Laskoski

Titulo:
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DE UMA ESCALA PARA MEDIR VERGONHA ENTRE ADOLESCENTES

Resumo:
A vergonha faz parte do grupo de emo√ß√Ķes denominadas de autoconsciente, ou seja, √© uma emo√ß√£o representada na consci√™ncia. As emo√ß√Ķes autoconscientes envolvem processos cognitivos complexos, tais como: representa√ß√£o no self; compreens√£o de padr√Ķes sociais, regras e objetivos. Mais especificamente, o construto vergonha diz respeito ao sentimento de constrangimento diante de situa√ß√Ķes em que haja a possibilidade de julgamento por parte de terceiros, al√©m de uma sensa√ß√£o de impedimento em se expressar em fun√ß√£o do medo de ser julgado por outros. Observou-se uma lacuna de instrumentos delineados para aferir vergonha entre adolescentes, principalmente para o contexto brasileiro. Tendo isso em vista, o objetivo deste estudo foi construir e validar uma escala para avaliar vergonha na popula√ß√£o adolescente. Elaborou-se um conjunto de itens concernentes √† vergonha a partir da literatura sobre o construto e de um levantamento pr√©vio com a popula√ß√£o alvo. Para a valida√ß√£o do instrumento, participaram 580 estudantes com idades entre 13 a 18 anos, sendo 55,6% do sexo feminino, todos cursando o Ensino M√©dio nos Estados brasileiros do Paran√°, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Os resultados da an√°lise fatorial indicaram a adequa√ß√£o da extra√ß√£o de um √ļnico fator. A consist√™ncia interna foi adequada. Tamb√©m se testaram correla√ß√Ķes de vergonha com satisfa√ß√£o de vida e os resultados revelaram correla√ß√Ķes negativas entre os construtos. A partir do conjunto de evid√™ncias encontrado considera-se o instrumento adequado para aferir vergonha na popula√ß√£o adolescente.

Autoria:
Lorena Maria Laskoski   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Jean Carlos Natividade   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Daniela Navarini   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Simon Hutz   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 


Apresentador:
Daniela Navarini


Palavras-chave:
Vergonha, construção do teste, Adolescentes

Nome:
Caroline de Oliveira Cardoso

Titulo:
Evidências de validade do Teste de Cancelamento dos Sinos: lesão de hemisfério direito e heminegligência

Resumo:
O Teste de Cancelamento dos Sinos (TS) √© uma das tarefas cl√°ssicas na avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica da aten√ß√£o por meio de um paradigma de cancelamento. H√° evid√™ncias para a validade cl√≠nica desta tarefa na forma de dados sobre sua sensibilidade na identifica√ß√£o de preju√≠zos atencionais e caracteriza√ß√£o de s√≠ndrome de hemineglig√™ncia ap√≥s les√Ķes cerebrais unilaterais. No entanto, n√£o parece haver evid√™ncias de validade com rela√ß√£o a crit√©rios externos com grupos com e sem hemineglig√™ncia em pacientes com les√£o de hemisf√©rio direito(LHD), o quadro mais associado a esta s√≠ndrome. O estudo teve como objetivo examinar evid√™ncias de validade com refer√™ncia a este crit√©rio externo. Participaram do estudo n=31 adultos com LHD e n=31 controles, emparelhados por idade, escolaridade e frequ√™ncia de h√°bitos de leitura e escrita. Participantes foram examinados com a vers√£o adaptada ao Portugu√™s Brasileiro do TS(original sem distratores relacionados). Foram realizadas duas an√°lises: (1)compara√ß√£o de m√©dias de omiss√Ķes, erros e tempo pr√© e p√≥s-pista entre grupos com e sem LHD; (2)compara√ß√£o do desempenho no TS entre adultos com LHD com e sem hemineglig√™ncia. Observaram-se diferen√ßas entre grupos em rela√ß√£o ao tempo e √† acur√°cia. Houve diferen√ßas quanto ao crit√©rio de hemineglig√™ncia nas omiss√Ķes √† esquerda e no total de omiss√Ķes. Quanto √†s vari√°veis qualitativas do TS, os grupos com LHD e controles diferenciaram-se na distribui√ß√£o da coluna em que o primeiro sino foi cancelado, mas n√£o se diferenciaram quanto √† freq√ľ√™ncia de uso de estrat√©gias organizadas ou desorganizadas. O mesmo efeito repetiu-se na compara√ß√£o entre pacientes com e sem hemineglig√™ncia quanto ao primeiro sino cancelado e estrat√©gias utilizadas. H√° evid√™ncias de validade com base na vari√°vel externa cl√≠nica LHD e LHD acompanhada de hemineglig√™ncia. Outros estudos utilizando a ocorr√™ncia do pr√≥prio d√©ficit cognitivo como crit√©rio externo precisam ser conduzidos em busca de evid√™ncias de validade do TS para contribuir para o diagn√≥stico de disfun√ß√£o executiva pela an√°lise de estrat√©gias e de velocidade processual.

Autoria:
Cristina Iz√°bal Wong   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Charles Cotrena   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Laura Damiani Branco   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Caroline de Oliveira Cardoso   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Rochele Paz Fonseca   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
 
 


Apresentador:
Caroline de Oliveira Cardoso


Palavras-chave:
validade, Teste de Cancelamento dosSinos, lesão de hemisfério direito

Nome:
Thicianne Malheiros da Costa

Titulo:
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE E PRECISÃO DA ESCALA DE ATITUDES SEXUAIS

Resumo:
RESUMO: H√° algum tempo que est√£o na pauta midi√°tica discuss√Ķes envolvendo comportamentos sexuais e a atual forma de os indiv√≠duos se relacionarem. O tema √© chamativo e trata de quest√Ķes relevantes ao conv√≠vio em sociedade. A Escala de Atitudes Sexuais (EAS) tem como prop√≥sito avaliar tais quest√Ķes, representando, em contexto brasileiro, um dos poucos instrumentos nessa dire√ß√£o. Deste modo, o presente estudo teve como principal objetivo conhecer evid√™ncias de validade e precis√£o da EAR para o contexto cearense. Contou-se com uma amostra de 281 sujeitos com idade m√©dia de 24,1 anos, variando entre 18 e 59 anos, sendo a maioria do sexo feminino (51,6%), solteira (44,6%) e heterossexual (86,7%). Todos responderam a EAS e a perguntas sociobiodemogr√°ficas. Os participantes que foram solicitados a participar do estudo concordaram em faz√™-lo, cientes da confidencialidade de seus dados. Para a an√°lise dos dados, realizaram-se uma an√°lise de componentes principais, que indicou a exist√™ncia de dois fatores. Estes fatores apresentaram alfas aceit√°veis e explicaram porcentagem satisfat√≥ria da vari√Ęncia total. Para o conjunto de itens, o alfa foi igualmente satisfat√≥rio. Com base nestes resultados, √© poss√≠vel concluir que a EAS apresenta par√Ęmetros psicom√©tricos adequados, configurando-se como uma medida confi√°vel para avalia√ß√£o de atitudes sexuais. Tais resultados asseguram a adequabilidade da EAS e sugerem ainda estudos futuros que avaliem sua estrutura fatorial por meio de An√°lises Confirmat√≥rias, comparando modelos unifatorial, bifatorial e ainda como quatro fatores, como proposto por outros autores.

Autoria:
Thicianne Malheiros da Costa   Universidade Federal do Cear√°
Emanuela Maria Possidonio de Sousa   Universidade Federal do Cear√°
Guilherme Sobreira Lopes   Universidade Federal do Cear√°
Sarah Stella Bomfim de Souza   Universidade Federal do Cear√°
Leonardo Carneiro Holanda   Universidade Federal do Cear√°
 
 


Apresentador:
Thicianne Malheiros da Costa


Palavras-chave:
Atitudes Sexuais, Validação, Medida

Nome:
Eva Dias Cristino

Titulo:
EVID√äNCIAS DE VALIDADE E PRECIS√ÉO DA ESCALA MULTIATITUDINAL DE TEND√äNCIA AO SUIC√ćDIO (EMATS)

Resumo:
RESUMO: O comportamento suicida exerce impacto nos servi√ßos de sa√ļde. A Escala Multiatitudinal de Tend√™ncia ao Suic√≠dio (EMATS), originalmente desenvolvida por Orbach, baseia-se na premissa de que o comportamento suicida evolui em torno de um conflito b√°sico entre atitudes frente √† vida e √† morte. Neste sentido, a adapta√ß√£o e a valida√ß√£o do instrumento para o contexto em que s√£o utilizados apresentam-se como condi√ß√Ķes fundamentais para seu uso. Nesse sentido, o presente estudo teve como principal objetivo conhecer evid√™ncias de validade e precis√£o do EMATS no contexto cearense. Especificamente, pretendeu-se avaliar a estrutura fatorial e consist√™ncia interna do EMATS. Participaram deste estudo 257 pessoas da cidade de Fortaleza - Cear√°, com idade m√©dia de 22,9 anos, variando entre 18 e 56 anos, sendo a maioria cat√≥lica (50,6%), do sexo feminino (62,6%), solteira (91,8%) e com ensino superior incompleto (75,7%). Esta amostra foi de conveni√™ncia (n√£o probabil√≠stica), considerando-se as pessoas que, ao serem convidadas, concordaram em participar do estudo. Os participantes responderam o EMATS e perguntas sociobiodemogr√°ficas. Para a an√°lise dos dados, realizaram-se uma an√°lise de eixos principais com rota√ß√£o oblimin e o c√°lculo do alfa de Cronbach. Os resultados apoiaram a adequa√ß√£o psicom√©trica dessa medida, que apresentou quatro componentes, a saber: repuls√£o pela vida, repuls√£o pela morte, atra√ß√£o pela morte e atra√ß√£o pela vida. Estes componentes explicaram porcentagem satisfat√≥ria da vari√Ęncia total, com valores de alfa de Cronbach tamb√©m aceit√°veis. Tais resultados asseguram a proposta da EMATS em medir a idea√ß√£o suicida, demonstrando sua aplicabilidade na triagem e na preven√ß√£o do suic√≠dio.

Autoria:
Eva Dias Cristino   Universidade Federal do Cear√°
Walberto Silva dos Santos   Universidade Federal do Cear√°
Alex Sandro de Moura Grangeiro   Universidade Federal do Cear√°
Darlene Pinho Fernandes   Universidade Federal do Cear√°
Leonardo Carneiro Holanda   Universidade Federal do Cear√°
 
 


Apresentador:
Eva Dias Cristino


Palavras-chave:
Tendência ao suicídio, Validação, Medida

Nome:
Fernando José Silveira

Titulo:
Evidências de validade para a Escala de Eficácia Familiar: relação com suporte social e depressão em adolescentes.

Resumo:
O presente trabalho teve como objetivo buscar evid√™ncias de validade baseada na rela√ß√£o com vari√°veis externas para a Escala de Efic√°cia Familiar (EEF. Participaram desta pesquisa 198 indiv√≠duos, sendo 42% do sexo masculino, com idades entre 14 e 18 anos, estudantes de uma escola p√ļblica em uma cidade do interior de Minas Gerais (Brasil). Para a realiza√ß√£o do estudo, foram correlacionadas a EPSUS (Escala de Percep√ß√£o e Suporte Social), a EEF (Escala de Efic√°cia Familiar) e a EBADEP-IJ (Escala Baptista de Depress√£o Vers√£o Infanto-Juvenil). De acordo com os resultados obtidos, observou-se correla√ß√£o significativa, positiva e moderada entre a EPSUS e a EEF, indicando que o suporte dos amigos est√° associado √† no√ß√£o de efic√°cia na fam√≠lia. Ao lado disso, foi evidenciada correla√ß√£o negativa e significativa entre a EBADEP-IJ e a EPSUS, sugerindo que quanto maior a percep√ß√£o e suporte social, menor os sintomas condizentes com a depress√£o. Encontrou-se tamb√©m uma correla√ß√£o negativa e significativa entre a EBADEP-IJ e a EEF evidenciando que quanto maior os sintomas depressivos, menor no√ß√£o de efic√°cia da fam√≠lia. Desse modo, os dados analisados evidenciaram que a EEF demonstra correla√ß√£o significativa com escalas que avaliam construtos relacionados pela literatura. Assim, ressalta-se este instrumento como promissor para a avalia√ß√£o psicol√≥gica e espera-se a realiza√ß√£o de novos estudos, contribuindo para o desenvolvimento de novos trabalhos.

Autoria:
Makilim Nunes Baptista   Universidade S√£o Francisco
Fernanda Silveira   Universidade S√£o Francisco
Fernando Jos√© Silveira   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 


Apresentador:
Fernando José Silveira


Palavras-chave:
Eficácia Familiar, Suporte Social, Depressão na Adolescência

Nome:
Jean Carlos Natividade

Titulo:
Evidências de Validade para o Brasil do Inventário de Orientação Sociossexual Revisado (SOI-R-Brasil)

Resumo:
A orienta√ß√£o sociossexual diz respeito √†s diferen√ßas individuais na permissividade √† pr√°tica sexual em relacionamentos sem compromisso. At√© pouco tempo atr√°s, o construto era tratado como unidimensional; tal que n√≠veis baixos indicavam uma orienta√ß√£o sociossexual restrita (menor tend√™ncia √† promiscuidade sexual), enquanto n√≠veis altos uma orienta√ß√£o irrestrita. Nessa perspectiva o instrumento mais utilizado para acessar o fen√īmeno era o Sociosexual Orientation Inventory (SOI). Recentemente, o construto foi revisado, bem como o SOI, e encontraram-se evid√™ncias sustentando a adequa√ß√£o de tr√™s dimens√Ķes de sociossexualidade: atitudes, desejo e comportamentos. Esses achados levaram ao desenvolvimento de uma vers√£o revisada do SOI. Os objetivos deste estudo foram adaptar e buscar evid√™ncias de validade do Sociosexual Orientation Inventory Revised (SOI-R) para o Brasil. Para tanto, ap√≥s os procedimentos de tradu√ß√£o, aplicou-se o instrumento em 1887 pessoas de todas as regi√Ķes do Brasil, 61% mulheres, m√©dia de idade de 26,5 anos, escolaridade vari√°vel de ensino m√©dio a ensino de p√≥s-gradua√ß√£o. Os resultados da an√°lise fatorial confirmat√≥ria, especificando-se o modelo de tr√™s fatores, conforme o SOI-R original, revelaram √≠ndices adequados de ajuste. O modelo de tr√™s fatores tamb√©m obteve os melhores √≠ndices de ajuste quando comparado a outros modelos testados de um e dois fatores. A consist√™ncia interna das dimens√Ķes do SOI-R-Brasil foi satisfat√≥ria. Em acordo com a teoria do construto, o instrumento revelou que os homens apresentaram menores n√≠veis de restri√ß√£o sexual nas tr√™s dimens√Ķes avaliadas. O instrumento foi tamb√©m capaz de discriminar aqueles que estavam em um relacionamento amoroso compromissado daqueles em um relacionamento sem compromisso, esses √ļltimos com menores n√≠veis de restri√ß√£o sexual. Os resultados, tomados em conjunto, apontam para adequadas evid√™ncias de validade e precis√£o, o que sustenta a utiliza√ß√£o do instrumento no Brasil.

Autoria:
Jean Carlos Natividade   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Heitor Barcellos Ferreira Fernandes   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Simon Hutz   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 


Apresentador:
Jean Carlos Natividade


Palavras-chave:
desenvolvimento psicossexual, avaliação psicológica, testes psicológicos

Nome:
√ćsis De Vitta Grangeiro Rodrigues

Titulo:
Evidências de Validade para o WISC-IV Baseadas na Relação com os Testes de Raven

Resumo:
Os testes Matrizes Progressivas Coloridas de Raven - Escala Especial e Matrizes Progressivas de Raven - Escala Geral foram aplicados em 200 crian√ßas e adolescentes entre 6 e 16 anos de idade, sendo que metade dessa amostra de participantes foi submetida √† Escala Especial e a outra metade √† Escala Geral, dependendo da idade. Tais testes foram utilizados como crit√©rio com o objetivo de buscar evid√™ncias de validade baseadas na rela√ß√£o com vari√°veis externas, sendo construtos relacionados, para o √≠ndice de Velocidade de Processamento (IVP) da Escala de Intelig√™ncia Wechsler para Crian√ßas ¬Ė 4¬™ Edi√ß√£o (WISC-IV). As an√°lises de correla√ß√£o de Pearson mostraram que os testes de Raven se correlacionam forte e positivamente com os subtestes do IVP do WISC-IV, demonstrando que quanto maiores as pontua√ß√Ķes dos participantes nesses testes, maiores tamb√©m as pontua√ß√Ķes nos subtestes do WISC-IV. Esse dado corrobora os achados da literatura, conferindo evid√™ncia de validade convergente para o WISC-IV.

Autoria:
√ćsis De Vitta Grangeiro Rodrigues   Casa do Psic√≥logo - Uma Empresa Pearson
Gisele Aparecida da Silva Alves   Casa do Psic√≥logo - Uma Empresa Pearson
 
 
 
 
 


Apresentador:
√ćsis De Vitta Grangeiro Rodrigues


Palavras-chave:
WISC-IV, Raven, Evidências de Validade

Nome:
Tatiana Abr√£o Jana

Titulo:
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE PREDITIVA DO TESTE NÃO VERBAL DE INTELIGÊNCIA LEITER-R

Resumo:
A avalia√ß√£o de intelig√™ncia √© de suma import√Ęncia devido a sua rela√ß√£o com diversas vari√°veis, tais como sucesso acad√™mico e profissional. A qualidade de um instrumento √© atestada a partir de alguns par√Ęmetros. Entre eles podemos verificar as evid√™ncias de validade baseada em crit√©rio que podem ser verificadas quando o instrumento utilizado prediz um crit√©rio externo, como por exemplo, o quanto um teste de intelig√™ncia pode predizer o desempenho acad√™mico em tarefas de leitura e aritm√©tica. Este estudo teve por objetivo investigar evidencias de validade preditiva do teste de intelig√™ncia n√£o-verbal Leiter-R em tarefas de desempenho acad√™mico, como leitura e aritm√©tica. Foram avaliadas 77 crian√ßas entre 7 e 8 anos de idade, pertencentes ao 2, 3 e 4 ano, sendo 54,5% do sexo masculino e 48,1% pertencentes a escola p√ļblica. Os instrumentos utilizados foram a Bateria de Visualiza√ß√£o e Racioc√≠nio da Leiter International Performance Scale Revised (Leiter-R), que fornece uma medida de intelig√™ncia n√£o-verbal, do Teste de Compet√™ncia de Leitura de Palavras e Pseudopalavras (TCLPP) e a Prova de Aritm√©tica (PA). Os resultados obtidos a partir da an√°lise de correla√ß√£o apontaram para rela√ß√Ķes positivas, significativas, e de magnitude moderada entre os instrumentos. As an√°lises de regress√£o linear mostraram predi√ß√£o da Leiter-R tanto para o desempenho em aritm√©tica como para o desempenho de leitura. Nesse sentido verifica-se evid√™ncias de validade preditiva da Leiter-R em rela√ß√£o a habilidades de leitura e aritm√©tica.

Autoria:
Tatiana Abr√£o Jana   Universidade Presbiteriana Mackenzie, S√£o Paulo, SP, Brasil
Tatiana Pontrelli Mecca   Universidade Presbiteriana Mackenzie, S√£o Paulo, SP, Brasil
Elizeu Coutinho de Macedo   Universidade Presbiteriana Mackenzie, S√£o Paulo, SP, Brasil
 
 
 
 


Apresentador:
Tatiana Abr√£o Jana


Palavras-chave:
Inteligência, Validade, Habilidades Acadêmic

Nome:
Alexsandro Luiz de Andrade

Titulo:
Evidências Iniciais de Validade da Escala de Carreira Proteana

Resumo:
O presente estudo teve por objetivo adaptar para amostra brasileiros de universit√°rios via procedimentos de validade de face e de conte√ļdo a Escala de Atitudes de Carreira Proteana. A escala original foi desenvolvida por Briscoe, Hall e DeMuth (2006) com um total de 14 itens que avaliavam duas dimens√Ķes da teoria: ¬ďSefl-directed¬Ē e ¬ďValues-driven¬Ē ou em portugu√™s autogerenciamento de carreira e direcionamento da carreira por valores, respectivamente. No Brasil, uma vers√£o equivalente ao instrumento foi validada utilizando uma amostra de 292 profissionais j√° formados e atuantes no mercado formal. Na presente pesquisa houve um processo de adapta√ß√£o de alguns itens e manuten√ß√£o de outros da vers√£o brasileira inicial. Itens adicionais foram modificados e um instrumento com um total de 31 itens foi submetido a julgamento de especialistas para execu√ß√£o de procedimentos validade de face e conte√ļdo. Os resultados a partir do julgamento de 5 Ju√≠zes, mostrou que do total dos itens avaliados, 20 apresentaram 100% de concord√Ęncia entre os Ju√≠zes, 7 obtiveram 80% e 4 foram exclu√≠dos por apresentar um √≠ndice de concord√Ęncia igual ou menor que 60%. Por outro lado, outros itens foram sugeridos, o que manteve o tamanho inicial da escala. A partir dos resultados considera-se o instrumento pronto para etapas seguintes de ¬ďteste piloto da medida¬Ē e estudo emp√≠rico propriamente dito com futuros procedimentos de an√°lise fatorial explorat√≥ria e confirmat√≥ria

Autoria:
Alexsandro Luiz de Andrade   UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESP√ćRITO SANTO
Ludmila Ferreira Liberato dos Santos   UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESP√ćRITO SANTO
Valeschka Martins Guerra   UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESP√ćRITO SANTO
 
 
 
 


Apresentador:
Alexsandro Luiz de Andrade


Palavras-chave:
Carreira Proteana, Validação de instrumento, Projeto de carreira

Nome:
Maria Aline Rodrigues de Moura

Titulo:
EVID√äNCIAS PSICOM√ČTRICAS DA ESCALA DE AGRESSIVIDADE EM COMPETI√á√ēES NA REGI√ÉO DO VALE DO S√ÉO FRANCISCO - PE

Resumo:
As pr√°ticas esportivas s√£o atividades que envolvem diversos fen√īmenos no decorrer das competi√ß√Ķes, destacando-se dentre eles a agressividade. Partindo desse princ√≠pio, o objetivo do presente trabalho foi avaliar as propriedades psicom√©tricas da Escala de Agressividade em Competi√ß√Ķes (EAGRESCOMP) na regi√£o do Vale do S√£o Francisco-PE. A amostra foi composta por 203 atletas, de ambos os sexos, com idade m√≠nima de 14 anos. O teste de Esfericidade de Barllet e o Kaiser-Meyer-Olkin confirmaram o uso da an√°lise fatorial como adequado para an√°lise dos dados. Partindo desse princ√≠pio, foi realizada a an√°lise fatorial, levando em considera√ß√£o os tr√™s fatores encontrados no estudo original. Os resultados obtidos indicaram uma distribui√ß√£o distinta do n√ļmero de itens em cada um dos fatores, quando comparados aos achados do primeiro estudo. Destaca-se que o Alfa de Conbrach das tr√™s dimens√Ķes indicou uma boa consist√™ncia interna da medida. Ao se observar as propriedades psicom√©tricas da EAGRESCOMP com o aux√≠lio da Teoria de Resposta ao Item, utilizando o modelo de Rasch, constatou-se que os √≠ndices de infit e outfit apresentaram um bom ajustamento, o que propiciou a continuidade das an√°lises. Logo, com o intuito de verificar a rela√ß√£o entre as categorias de respostas do instrumento e o theta dos participantes, verificou-se que todos os n√≠veis foram √ļteis na discrimina√ß√£o dos √≠ndices de agressividade dos atletas. Observando-se o mapa de itens, notou-se que a m√©dia da popula√ß√£o ficou abaixo da m√©dia dos itens. Esse fato sugere que a EAGRESCOMP possui itens que descrevem comportamentos agressivos mais intensos do que os evidenciados pelos atletas estudados. Destaca-se ainda que, a maioria dos itens que ficaram acima da m√©dia pertence aos fatores ligados a comportamentos agressivos mais intensos. Diante do exposto, conclui-se que a EAGRESCOMP apresenta boas propriedades psicom√©tricas para a mensura√ß√£o do construto em quest√£o na regi√£o do Vale do S√£o Francisco.

Autoria:
Maria Aline Rodrigues de Moura   Universidade Federal de Pernambuco
Marina Pereira Gon√ßalves   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Leonardo Rodrigues Sampaio   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Edna Nat√°lia Batista Gon√ßalves   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
Let√≠cia Coelho de Oliveira   Universidade Federal do Vale do S√£o Francisco
 
 


Apresentador:
Maria Aline Rodrigues de Moura


Palavras-chave:
escala, agressividade, competi√ß√Ķes

Nome:
FABIANA PINTO DE ALMEIDA BIZARRIA

Titulo:
EXAME PIAGETIANO

Resumo:
Este trabalho descreve a aplica√ß√£o de um Exame Cl√≠nico Piagetino de Conserva√ß√£o de Quantidade Descont√≠nua. Essa pr√°tica tem como objetivo buscar a compreens√£o da evolu√ß√£o do conhecimento e das estruturas cognitivas que d√£o suporte a a√ß√£o do indiv√≠duo, podendo ser complementar a avalia√ß√£o psicol√≥gica. O exame foi realizado com uma crian√ßa de 5 anos, sexo masculino. Foram utilizadas 14 moedas de 10 centavos. Seis foram dispostas em uma fila pelo examinador, e oito moedas foram entregues ao sujeito. A examinadora construiu uma fila com 6 e entregou √† crian√ßa 8 moedas. Solicitou que a crian√ßa separasse a mesma quantidade de moedas de modo que duas filas ficassem com a mesma quantidade de dinheiro. O sujeito construiu a igualdade de quantidade entre as filas de moedas, observando a organiza√ß√£o espacial e a equival√™ncia num√©rica dos elementos. Inferiu-se que a crian√ßa sentiu a necessidade da verifica√ß√£o percept√≠vel, ou seja, estabeleceu uma correspond√™ncia biun√≠voca, mas que a igualdade s√≥ foi comprovada ap√≥s a contagem das moedas. Nesse momento, inferiu-se que a crian√ßa se encontrava no segundo est√°gio de conserva√ß√£o de quantidades, j√° que ele se baseou pela percep√ß√£o. Dessa forma, observou-se que as opera√ß√Ķes em desenvolvimento no sujeito ainda est√£o vinculadas √† situa√ß√Ķes pr√°ticas, concretas, como estabelecer a correspond√™ncia biun√≠voca e contar apontando as moedas, comportamento observado no est√°gio operat√≥rio concreto. E quanto ao est√°gio de conserva√ß√£o, infere-se que a crian√ßa se encontra numa passagem do est√°gio II para o est√°gio III, j√° que se baseia, tamb√©m, na percep√ß√£o para a constru√ß√£o das filas. Esse teste atende ao estudo das caracter√≠sticas de cada etapa do desenvolvimento por meio de um duplo aspecto: motor ou intelectual, e afetivo, com duas dimens√Ķes, individual e social. A passagem para cada est√°gio √©, ent√£o, marcada pelo aparecimento de novas estruturas no sentido de uma equilibra√ß√£o sempre mais complexa.

Autoria:
FABIANA PINTO DE ALMEIDA BIZARRIA   Universidade de Fortaleza
Carmen Silvia Nunes de Miranda   Universidade Federal do Cear√°
 
 
 
 
 


Apresentador:
FABIANA PINTO DE ALMEIDA BIZARRIA


Palavras-chave:
PIAGET, Conservação de Quantidade, Equilibração

Nome:
Rosa de Jesus Ferreira Novo

Titulo:
Faking Good no MMPI-2: uma exploração dos resultados a partir da associação com medidas fisiológicas

Resumo:
No √Ęmbito da credibilidade de resposta aos invent√°rios de personalidade e de psicopatologia, designadamente ao MMPI-2, a literatura tem incidido no faking good e na possibilidade de as escalas de validade serem sens√≠veis a este tipo de distor√ß√£o de resposta. Os estudos realizados t√™m considerado o comportamento dos sujeitos em situa√ß√£o simuladas e n√£o em situa√ß√£o avaliativa real. O presente estudo visou a caracteriza√ß√£o do faking good face ao MMPI-2 no √Ęmbito de processos reais de avalia√ß√£o onde os indiv√≠duos estar√£o particularmente motivados a dar uma imagem positiva de si pr√≥prios. Para o efeito, procedeu-se ao estudo cruzado de medidas fisiol√≥gicas (EDA ¬Ė actividade electrod√©rmica) e de indicadores diversos de resposta ao invent√°rio (e.g., resultados nas escalas cl√≠nicas e de validade e tempo de resposta) de participantes envolvidos em processos de avalia√ß√£o cl√≠nico/forense (n = 12) ou de investiga√ß√£o (n = 12). A an√°lise explorat√≥ria sugeriu a ocorr√™ncia de faking good em ambos os contextos, sendo poss√≠vel, contudo, distinguir em cada um deles uma predomin√Ęncia diferente de dois estilos de faking good: estilo ¬Ďcl√°ssico¬í, com caracter√≠sticas similares √†s descritas na literatura para este tipo de vi√©s de resposta e que se caracteriza por uma associa√ß√£o diferenciada entre os resultados de EDA e os do MMPI-2 (associa√ß√£o positiva entre EDA e escalas de validade do MMPI-2 e associa√ß√£o negativa entre EDA e escalas cl√≠nicas do MMPI-2); e um estilo ¬Ďn√£o cl√°ssico¬í que vai ao encontro da conceptualiza√ß√£o e diferencia√ß√£o de Paulhus e colaboradores relativamente a self-deception e impression management. As implica√ß√Ķes e limita√ß√Ķes do estudo, bem como direc√ß√Ķes de investiga√ß√£o futuras s√£o discutidas.

Autoria:
Raquel Mesquita   Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (FP-UL)
Margarida Siles Machado   Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (FP-UL)
Rosa de Jesus Ferreira Novo   Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (FP-UL)
 
 
 
 


Apresentador:
Rosa de Jesus Ferreira Novo


Palavras-chave:
Faking Good;, MMPI-2, Medidas Fisiológicas

Nome:
Denise Balem Yates

Titulo:
Follow-up dos casos atendidos no CAP-UFRGS 2010/2011

Resumo:
Introdu√ß√£o: O Centro de Avalia√ß√£o Psicol√≥gica (CAP) da UFRGS √© uma cl√≠nica-escola que realiza exclusivamente avalia√ß√Ķes, sem oferecer psicoterapia. Portanto, n√£o √© poss√≠vel observar a evolu√ß√£o dos casos ap√≥s a devolu√ß√£o. Objetivo: Verificar se uma amostra dos pacientes do CAP seguiu as indica√ß√Ķes terap√™uticas sugeridas na devolu√ß√£o. M√©todo: Estudo retrospectivo. Participantes: Buscou-se contatar os 29 pacientes do CAP atendidos entre Agosto de 2010 e Julho de 2011. Instrumento: Question√°rio feito por telefone acerca da avalia√ß√£o e dos encaminhamentos realizados (desist√™ncias, busca e satisfa√ß√£o com o tratamento, etc.). Procedimentos de coleta de dados: Contato telef√īnico e aplica√ß√£o de question√°rio sobre medidas tomadas ap√≥s a avalia√ß√£o. An√°lise de dados: An√°lise descritiva (observa√ß√£o das frequ√™ncias de respostas). Resultados: Foi feito contato com 66% dos participantes, sendo 10% dos contatados desist√™ncias (o paciente passou por triagem, por√©m n√£o iniciou a avalia√ß√£o). Destas, 33% foram por problemas pessoais e 67% por desinteresse na avalia√ß√£o. Dos que n√£o procuraram as indica√ß√Ķes, 22,2% n√£o concordaram com elas e 22,2% buscaram, mas n√£o conseguiram atendimento. Os casos que abandonaram o tratamento declararam desinteresse. Dentre os que iniciaram o tratamento indicado, 73% consideraram-se satisfeitos. Conclus√£o: A falta de interesse dos pacientes pela avalia√ß√£o foi a principal causa das desist√™ncias, sendo importante rever o processo de triagem para orientar quem procura o servi√ßo sobre o funcionamento e o que esperar do processo, bem como verificar seu engajamento. Dentre os que n√£o procuraram as indica√ß√Ķes, metade aproximadamente n√£o concordou com elas ou n√£o conseguiu encontr√°-las. Explicar os encaminhamentos ou rev√™-los na devolu√ß√£o pode influenciar na busca do tratamento, assim como verificar para onde encaminhar, pois muitos pacientes possuem baixa renda e dependem de atendimentos gratuitos ou de baixo custo. Dos pacientes que procuraram as indica√ß√Ķes, a maioria se disse satisfeito com o tratamento, indicando uma adequada formula√ß√£o dos encaminhamentos.

Autoria:
Mateus Benites   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Denise Balem Yates   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 
 


Apresentador:
Denise Balem Yates


Palavras-chave:
Follow-up, devolução, encaminhamento

Nome:
Mayra Silva de Souza

Titulo:
Funcionamento Diferencial do Item (DIF) por grupos de sexo da Escala Baptista de Depress√£o (EBADEP)

Resumo:
S√£o in√ļmeros os sintomas encontrados na literatura referentes √† depress√£o, mas a manifesta√ß√£o varia de pessoa para pessoa, e ainda de acordo com a cultura, faixa et√°ria e sexo. Muitos autores ressaltam diferen√ßas entre os sexos, argumentando que nem sempre essas particularidades s√£o respeitadas e levadas em conta, inclusive pelos manuais diagn√≥sticos, que n√£o fazem grandes distin√ß√Ķes em termos de aparecimento de determinados sintomas espec√≠ficos a grupos caracter√≠sticos. O objetivo desse estudo foi avaliar poss√≠veis vieses nos itens da EBADEP em grupos de mulheres e homens. Foram participantes 771 pessoas (691 universit√°rios, 40 depressivos e 40 n√£o-depressivos), 70,25% do sexo feminino, com idades de 17 a 69 anos (M=26, DP=8,60), que responderam a EBADEP (primeira vers√£o). Os dados foram submetidos √† an√°lise de DIF. Dos 75 itens, 23 apresentaram DIF, sendo 14 favorecendo homens (traduzindo sintomas de sono, desempenho nas tarefas, desesperan√ßa, falta de apoio, mudan√ßa de comportamento, falta de aceita√ß√£o das coisas que faz, isolamento e auto-agress√£o) e 9 favorecendo mulheres (traduzindo sintomas de irrita√ß√£o, choro, cansa√ßo, diminui√ß√£o do desejo sexual, aumento de peso e sentimento de culpa). Dos itens mais facilmente endossados por homens nesse estudo, os referentes ao sono, mudan√ßas de comportamento, prefer√™ncia pela solid√£o, problemas de sa√ļde n√£o identificados e auto-agress√£o foram corroborados pela literatura como sintomas t√≠picos masculinos. Ao passo que itens mais facilmente endossados por mulheres correspondentes ao choro, sintomas de cansa√ßo, diminui√ß√£o do desejo sexual, aumento de peso e sentimentos de culpa foram considerados sintomas mais comumente encontrados em mulheres. Ressalta-se que o vi√©s estat√≠stico pode estar associado ao sentido social valorativo, o que se aplica no caso da avalia√ß√£o em grupos de sexo, pois homens e mulheres s√£o vistos de diferentes formas num contexto s√≥cio-cultural.

Autoria:
Mayra Silva de Souza   Universidade Federal Fluminense (UFF)
Makilim Nunes Baptista   Universidade S√£o Francisco (USF)
 
 
 
 
 


Apresentador:
Mayra Silva de Souza


Palavras-chave:
depress√£o, EBADEP, DIF

Nome:
NATALIA MARTINS DIAS

Titulo:
Fun√ß√Ķes executivas e desempenho acad√™mico em crian√ßas

Resumo:
As fun√ß√Ķes executivas possibilitam a regula√ß√£o do comportamento e da atividade mental humana. Este construto inclui habilidades como aten√ß√£o, controle inibit√≥rio, mem√≥ria de trabalho, flexibilidade e planejamento e tem sido relacionado ao comportamento adaptativo e √† aprendizagem, havendo evid√™ncias de seu papel nas compet√™ncias aritm√©tica e de leitura. O presente estudo buscou investigar a rela√ß√£o entre as habilidades executivas, mensuradas por meio de testes de desempenho e uma escala funcional, e o desempenho acad√™mico de crian√ßas ainda no in√≠cio da escolariza√ß√£o formal. Participaram 95 crian√ßas, com idade m√©dia de 6,02 anos, estudantes do 1¬ļ ano do Ensino Fundamental de uma escola p√ļblica da grande SP. As crian√ßas foram avaliadas individualmente no Teste de Stroop Sem√Ęntico (TSS), que mensura a habilidade de controle inibit√≥rio, e no Teste de Aten√ß√£o por Cancelamento (TAC), que avalia os aspectos de seletividade e altern√Ęncia atencional. Al√©m, pais e professores responderam ao Invent√°rio de Funcionamento Executivo Infantil (IFEI), que oferece uma medida funcional das habilidades executivas da crian√ßa. As notas escolares foram obtidas ao t√©rmino do ano letivo. Foi conduzida uma an√°lise de correla√ß√£o de Pearson. Correla√ß√Ķes negativas e significativas, de baixas a moderadas, foram encontradas entre a medida de desempenho escolar e a pontua√ß√£o total e nas subescalas de mem√≥ria de trabalho e planejamento da IFEI. Cabe lembrar que na IFEI o escore em cada parte refere-se ao n√≠vel de dificuldade naquele dom√≠nio. O desempenho escolar tamb√©m relacionou-se significativamente, de forma negativa, com n√ļmero de erros no TAC e, de forma positiva, com escore no TSS. Os resultados corroboram a rela√ß√£o entre fun√ß√Ķes executivas e desempenho acad√™mico em crian√ßas, mostrando que, mesmo em estudantes no in√≠cio do ensino fundamental essa rela√ß√£o j√° √© evidente. Al√©m, estes achados refor√ßam evid√™ncias de validade dos instrumentos utilizados por rela√ß√£o com outras vari√°veis.

Autoria:
Natalia Martins Dias   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Ana Paula Prust Pereira   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Alessandra Gotuzo Seabra   Universidade Presbiteriana Mackenzie
 
 
 
 


Apresentador:
Natalia Martins Dias


Palavras-chave:
autorregulação, desempenho acadêmico, neuropsicologia infantil

Nome:
Débora Prado da Silva

Titulo:
Fun√ß√Ķes executivas e mem√≥ria de pacientes com esclerose m√ļltipla: compara√ß√£o com grupo controle n√£o-cl√≠nico

Resumo:
A Esclerose M√ļltipla (EM) √© uma doen√ßa cr√īnica e progressiva que atinge principalmente adultos jovens, compromete o Sistema Nervoso Central, causando perdas f√≠sicas e psicol√≥gicas. Muitos indiv√≠duos que tem o diagn√≥stico apresentam problemas neuropsicol√≥gicos, principalmente d√©ficits de mem√≥ria. Contudo, existem poucos estudos sobre os d√©ficits dos portadores de esclerose m√ļltipla com instrumentos validados para esta popula√ß√£o e h√° um n√ļmero ainda mais reduzido de estudos que verifiquem a presen√ßa de d√©ficits cognitivos, pareando os pacientes com esclerose m√ļltipla com sujeitos controle. O presente estudo visa suprir essa lacuna e avaliar o desempenho cognitivo de portadores de EM comparados a um grupo controle pareado. Os participantes foram 43 sujeitos, divididos em dois grupos: 24 pacientes com EM acompanhados no Ambulat√≥rio de Esclerose M√ļltipla do Hospital de Cl√≠nicas da Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro (Grupo Cl√≠nico) e 19 sujeitos controle (Grupo controle), pareados quanto as vari√°veis: sexo, idade, escolaridade e regi√£o de resid√™ncia. As fun√ß√Ķes cognitivas foram avaliadas por meio da Bateria de Mem√≥ria de Trabalho (BAMT-UFMG), Medida Funcional Composta para a Esclerose M√ļltipla (MSFC) e provas cl√≠nicas de mem√≥ria e fun√ß√Ķes executivas (Question√°rio de Queixa de Mem√≥ria - QQM; Lista de Palavras ¬Ė Recorda√ß√£o Imediata e Recorda√ß√£o Tardia; Testes Pr√°ticos de Fun√ß√£o Frontal e Teste do Rel√≥gio). Os dados foram analisados por meio de an√°lises descritivas e de provas n√£o param√©tricas correlacionais e de diferen√ßas entre grupos. Os resultados mostraram d√©ficits cognitivos no grupo cl√≠nico. Indicaram tamb√©m d√©ficits de mem√≥ria no grupo controle. O trabalho mostra a necessidade de avaliar aspectos cognitivos de pacientes com EM e que a popula√ß√£o geral pode n√£o estar percebendo dificuldades cognitivas existentes em seu cotidiano.

Autoria:
D√©bora Prado da Silva   Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro
Sabrina Martins Barroso   Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro
 
 
 
 
 


Apresentador:
Débora Prado da Silva


Palavras-chave:
Esclerose M√ļltipla, Aspectos Cognitivos, Avalia√ß√£o Neuropsicol√≥gica

Nome:
Alina Gomide Vasconcelos

Titulo:
G-36 e provas de conhecimento: são preditores do desempenho acadêmico?

Resumo:
O estudo teve como objetivo investigar a validade preditiva da nota na prova de admiss√£o e do escore no G-36 em rela√ß√£o ao desempenho no treinamento. A amostra foi composta por 83 participantes contratados para uma organiza√ß√£o p√ļblica, com m√©dia de idade de 22,91 anos (dp=2,99), sendo 81,9% do sexo masculino e 98,8% com n√≠vel m√©dio de escolaridade. Todos foram submetidos a uma prova de conhecimento gerais e ao G-36 no momento da admiss√£o na organiza√ß√£o e, posteriormente, a um programa de treinamento composto por disciplinas te√≥ricas e pr√°ticas. Dentre os resultados, n√£o houve correla√ß√£o significativa entre a nota na prova de conhecimentos gerais aplicada na admiss√£o dos candidatos e as notas nas disciplinas no treinamento. Associa√ß√Ķes significativas foram obtidas entre o escore do G-36 e as disciplinas te√≥ricas e pr√°ticas respectivamente. Novas pesquisas dever√£o ser conduzidas para esclarecer os resultados do estudo e a contribui√ß√£o das provas de conhecimentos amplamente utilizadas na sele√ß√£o de pessoas em concursos p√ļblicos.

Autoria:
Alina Gomide Vasconcelos   Univesidade Federal de Minas Gerais
Elizabeth do Nascimento   Univesidade Federal de Minas Gerais
J√°der dos Reis Sampaio   Univesidade Federal de Minas Gerais
 
 
 
 


Apresentador:
Alina Gomide Vasconcelos


Palavras-chave:
validade , habilidade cognitiva, seleção de pessoas

Nome:
Regina Luísa de Freitas Marino

Titulo:
G√äNERO: UMA VARI√ĀVEL DISCRIMINATIVA DE DESEMPENHO NOS √ćNDICES DO WISC-IV?

Resumo:
O estudo teve por objetivo verificar a rela√ß√£o entre g√™nero e desempenho nas cinco medidas do WISC-IV, a saber, √ćndice de Compreens√£o Verbal, √ćndice de Organiza√ß√£o Perceptual, √ćndice de Mem√≥ria Operacional, √ćndice de Velocidade de Processamento e QI Total. Para a an√°lise de dados, foi utilizada a amostra normativa da adapta√ß√£o brasileira do instrumento, composta por 1863 crian√ßas e adolescentes, estudantes de escolas p√ļblicas e particulares e com idades entre 6 anos e 16 anos e 11 meses. Os sujeitos s√£o provenientes dos estados de S√£o Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paran√°, Santa Catarina, Para√≠ba, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Essa amostra foi dividida em dois grupos de acordo com o g√™nero. Ao realizar uma compara√ß√£o entre m√©dias de desempenho, por meio do teste t, foi encontrado que os grupos se diferenciaram significativamente com rela√ß√£o ao g√™nero. Os resultados indicaram que nos √≠ndices ICV, IMO e IVP os participantes do sexo feminino demonstraram melhores desempenhos quando comparados aos do sexo masculino. Tais resultados ser√£o apresentados e discutidos √† luz da literatura.

Autoria:
Regina Lu√≠sa de Freitas Marino   Casa do Psic√≥logo - Uma empresa Pearson
Isis De Vitta Grangeiro Rodrigues   Casa do Psic√≥logo - Uma empresa Pearson
Carina Maria Pereira   Casa do Psic√≥logo - Uma empresa Pearson
Gisele Aparecida da Silva Alves   Casa do Psic√≥logo - Uma empresa Pearson
 
 
 


Apresentador:
Regina Luísa de Freitas Marino


Palavras-chave:
Gênero, WISC-IV, Desempenho

Nome:
ELZA MARIA GONÇALVES LOBOSQUE

Titulo:
GRUPO DE TRABALHO EM AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA CRP04/SUBSEDE SUDESTE/JF/MG

Resumo:
O grupo foi criado no inicio de julho de 2012, tendo como objetivo reunir profissionais psic√≥logos que atuam ou tem interesse em atuar/ estudar sobre √°rea de avalia√ß√£o psicol√≥gica. A proposta inicial foi reunir profissionais para desenvolverem pesquisas nesta √°rea e tamb√©m incentiv√°-los a apresentarem suas produ√ß√Ķes em Congressos, compartilhando suas experi√™ncias, pois a integra√ß√£o dos campos te√≥rico e pr√°tico promovem benef√≠cios n√£o s√≥ para os profissionais envolvidos, mas tamb√©m para melhoria dos processos nas Institui√ß√Ķes. O objetivo do grupo √© discutir aspectos relacionados √† √°rea e desenvolver pesquisas, junto a profissionais e pesquisadores de diferentes Institui√ß√Ķes, no campo da avalia√ß√£o psicol√≥gica e suas principais quest√Ķes. Neste sentido, o mesmo viabiliza estudos, gera oficinas de cria√ß√£o de artigos cient√≠ficos, cataloga textos referentes √† tem√°tica proposta, estimula a inicia√ß√£o cient√≠fica e a produ√ß√£o acad√™mica por meio de pesquisas e de participa√ß√Ķes em diversos encontros, contribuindo eficazmente com a produ√ß√£o te√≥rica, discuss√£o pr√°tica e divulga√ß√£o da Avalia√ß√£o Psicol√≥gica. Os encontros s√£o mensais duram 4 horas e os participantes discutem assuntos ou trabalham nas oficinas direcionadas as pesquisas. Alguns temas abordados no grupo s√£o: Como √© realizada a avalia√ß√£o psicol√≥gica em processos seletivos; Quais s√£o os maiores desafios da avalia√ß√£o; As interlocu√ß√Ķes do processo de avalia√ß√£o com os tr√Ęmites legais do Concurso P√ļblico; O processo de acompanhamento no curso de forma√ß√£o; Sugest√Ķes de melhorias nos processos de sele√ß√£o; An√°lise Profissiogr√°fica; Mapeamento de Compet√™ncias, avalia√ß√£o psicol√≥gica em v√°rios contextos, entre outros.
Desde a sua criação, o grupo segue em constante crescimento.

Autoria:
ELZA MARIA GON√áALVES LOBOSQUE   COORDENADORA DO GT AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA CRP 04 SUBSEDE SUDESTE / JF/ MG
FERNANDA BOREL CORDEIRO   MEMBRO GT AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA
ITIENE SOARES PEREIRA   MEMBRO GT AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA
KELLY FABIANE DE FREITAS MIRANDA   MEMBRO GT AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA
RITA MARIA AUXILIADORA MENDES   CONSELHEIRA RESPONS√ĀVEL PELO GT AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA
ELIZABETH DE LACERDA BARBOSA   CONSELHEIRA RESPONS√ĀVEL PELO GT AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA
 


Apresentador:
ELZA MARIA GONÇALVES LOBOSQUE


Palavras-chave:
AVALIAÇAO, PSICOLOGICA , G T

Nome:
JUCELAINE BIER DI DOMENICO GRAZZIOTIN

Titulo:
Habilidades Sociais e Envelhecimento Humano: Diferenças entre Adolescentes e Adultos

Resumo:
O desenvolvimento de habilidades sociais tem inicio no nascimento e se torna progressivamente mais elaborado. Na adolesc√™ncia s√£o exigidas habilidades diante dos grupos de amigos, professores; na vida adulta s√£o requeridas capacidades de lideran√ßa, contato com grupos variados, no trabalho, com o c√īnjuge e na fam√≠lia, al√©m de demandas pr√≥prias da independ√™ncia. Assim pode-se dizer que de acordo como o envelhecimento, a idade e os g√™neros, as habilidades sociais podem diferir e s√£o necess√°rias para o enfrentamento eficiente de cada fase da vida. Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi comparar os fatores que circunscrevem as habilidades sociais como a idade e o g√™nero. Participaram do estudo seis indiv√≠duos, entre 18 e 43 anos, tr√™s homens e tr√™s mulheres, com ensino m√©dio completo, funcion√°rios de uma empresa, no interior do estado do Rio Grande do Sul. Como instrumento, utilizou-se o Invent√°rio de Habilidade Social-IHS-Del Prette, com 38 itens, que avalia os fatores: F1) autoafirma√ß√£o e enfrentamento com risco; F2) autoafirma√ß√£o na express√£o de afeto positivo; F3) conversa√ß√£o e desenvoltura social; F4) autoexposi√ß√£o a desconhecidos e situa√ß√Ķes novas; F5) auto-controle da agressividade em situa√ß√Ķes aversivas. Ap√≥s a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, os participantes responderam ao instrumento individualmente em 30 minutos, na empresa. Em rela√ß√£o √† idade, os adolescentes revelaram melhor desempenho na autoexposi√ß√£o a desconhecidos e situa√ß√Ķes novas. J√° as pessoas adultas demostraram melhor capacidade de expressar afetos e autocontrole da agressividade. Quanto ao g√™nero, as mulheres apresentaram melhor repert√≥rio na comunica√ß√£o e os homens na auto-afirma√ß√£o e enfrentamento, independentemente da idade. Mesmo diante de pessoas com boas habilidades sociais, as vari√°veis de idade e g√™nero apontam diferen√ßas a serem consideradas. Finalmente, por se tratar de um estudo preliminar torna-se necess√°rio a amplia√ß√£o de novas pesquisas, e com amostras mais representativas.

Autoria:
Jucelaine Bier Di Domenico Grazziotin   Universidade de Passo Fundo/RS
Silvana Alba Scortegagna   Universidade de Passo Fundo/RS
 
 
 
 
 


Apresentador:
Jucelaine Bier Di Domenico Grazziotin


Palavras-chave:
avaliação psicológica, habilidades sociais , envelhecimento humano

Nome:
Patrícia Botelho da Silva

Titulo:
HABILIDADES VISUO-CONSTRUTIVAS NA DISLEXIA DO DESENVOLVIMENTO

Resumo:
A Dislexia do desenvolvimento √© um transtorno espec√≠fico de leitura caracterizado por d√©ficits em habilidades de consci√™ncia fonol√≥gica, soletra√ß√£o, reconhecimentos de palavras, fun√ß√Ķes motoras entre outras. Estudos mostram que crian√ßas com dislexia do desenvolvimento apresentam dificuldades de organiza√ß√£o visuo-espacial. Desta forma, testes que avaliam habilidades visuo-espaciais t√™m sido empregados em protocolos de avalia√ß√£o de crian√ßas e adolescentes com dislexia do desenvolvimento. O objetivo do estudo foi analisar o desempenho de crian√ßas e adolescentes com dislexia do desenvolvimento na Figura Complexa de Rey e verificar correla√ß√Ķes com as provas de execu√ß√£o da WISC-III. Foram avaliadas 35 crian√ßas e adolescentes com dislexia do desenvolvimento por meio do teste Figura Complexa de Rey e da WISC-III. Teste t para amostras pareadas indicam que a pontua√ß√£o obtida para Precis√£o na Figura Complexa de Rey foi significativamente menor do que para a Localiza√ß√£o, ainda que as duas medidas tenham apresentada correla√ß√Ķes altas e significativas. ANOVA multivariada foi conduzida com a finalidade de compara o desempenho nas provas de execu√ß√£o da WISC-III, sendo observado que a pontua√ß√£o em C√≥digos foi significativamente menor que nas provas de Arranjo de Figuras, Completar Figuras e Cubos. Al√©m disso, foram observadas correla√ß√Ķes positivas e significativas entre a pontua√ß√£o em Cubos com os crit√©rios de Precis√£o e Localiza√ß√£o da Figura Complexa de Rey. Tais resultados apontam para uma maior dificuldade em tarefas que envolvam velocidade de processamento, bem como organiza√ß√£o visuo-espacial.

Autoria:
Patr√≠cia Botelho da Silva   Universidade Presbiteriana Mackenzie
J√ļlia Sim√Ķes de Almeida   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Darlene Godoy de Oliveira   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Daniela Aguilera Moura Antonio   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Priscila Reis Leal   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Camila Cruz Rodrigues   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Elizeu Coutinho de Macedo   Universidade Presbiteriana Mackenzie


Apresentador:
Patrícia Botelho da Silva


Palavras-chave:
Dislexia, avaliação, visuo-construção

Nome:
Ana Idalina de Paiva Silva

Titulo:
HTP e Rorschach em paciente com encefalopatia n√£o progressiva: considera√ß√Ķes do uso em estudo de caso

Resumo:
H√° controv√©rsias te√≥ricas quanto a possibilidade de uso de t√©cnicas projetivas gr√°ficas para pacientes com dificuldades visoconstrutivas. Pessoas com encefalopatia cr√īnica n√£o progressiva podem apresentar dificuldades motoras e visoconstrutivas, a depender da localiza√ß√£o de sua les√£o cerebral. Para discutir a possibilidade do uso de teste projetivo gr√°fico para avalia√ß√£o de personalidade em pacientes com dificuldades visconstrutivas, foi realizada uma avalia√ß√£o de personalidade em paciente diagnosticada com encefalopatia cr√īnica n√£o progressiva de 9 anos de idade, sexo feminino, com o uso da Prova de Rorschach e HTP (Teste da casa-√°rvore-pessoa). J√° havia sido observada dificuldade visoconstrutiva em Teste de Figuras Complexas de Rey na paciente. Ambas as t√©cnicas se mostraram v√°lidas para diagn√≥stico de personalidade, com resultados similares e concordantes. Vale ressaltar, no entanto, a import√Ęncia do inqu√©rito complementar do HTP como procedimento de fundamental relev√Ęncia para a interpreta√ß√£o da t√©cnica em pacientes com dificuldades visoconstrutivas.

Autoria:
Ana Idalina de Paiva Silva   Universidade Federal de Goi√°s
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Ana Idalina de Paiva Silva


Palavras-chave:
Técnica projetiva gráfica, Visoconstrução, HTP

Nome:
ADRIANA MUNHOZ CARNEIRO

Titulo:
Identificação de sintomas depressivos infanto-juvenis: análise de sexo e faixa etária

Resumo:
A depress√£o √© um transtorno de humor de alta preval√™ncia e incid√™ncia, que afeta as diferentes faixas et√°rias e classes sociais. Nas crian√ßas, suas investiga√ß√Ķes ainda se mostram recentes, e s√£o de suma import√Ęncia para poder se trabalhar com programas de promo√ß√£o a sa√ļde. Nesse sentido, o presente trabalho visou, por meio da utiliza√ß√£o da Escala Baptista de Depress√£o infanto juvenil -EBADEP IJ e do Children Depression Inventory -CDI, identificar quais eram os sintomas depressivos que mais se diferenciariam considerando o sexo e faixa et√°ria. Participaram do estudo 241 alunos de escolas p√ļblicas do interior do Estado de S√£o Paulo, com idade m√©dia de 14 anos (DP= 2,39), divididos em dois grupos, menores de 12 anos (n= 92; 38,2%) e acima de 13 anos (n= 149; DP= 61,8%). Dentre alguns dos resultados, observou-se que, dos 50 itens da EBADEP IJ apenas sete indicaram diferen√ßas de m√©dia entre os sexos. Destes, os que favoreceram aos meninos diziam respeito a falta de interesse por atividades escolares e a dificuldade de prestar aten√ß√£o na aula, ao passo que para as meninas foi a percep√ß√£o de se sentir estranha, querer ficar longe dos familiares, chorar e sentir-se in√ļtil. No CDI nenhum dos itens apresentou diferen√ßa de m√©dia estatisticamente significante em rela√ß√£o ao sexo. Referente as faixas et√°rias, observou-se que, em ambos os sexos, os grupos com maior idade tiveram maiores m√©dias de pontua√ß√£o. Por meio desses resultados, pode-se verificar que as meninas apresentaram maiores pontua√ß√Ķes em itens que refletem a padr√Ķes de pensamento mais reflexivos e internalizantes, ao passo que os meninos, padr√Ķes mais externos. Ainda, como a literatura aponta, a puberdade se mostrou como associada ao aumento de sintomas depressivos na amostra, corroborando com as hip√≥teses da literatura que a indicam como um dos eventos que se relaciona ao aumento de sintomas depressivos, tendo em vista as mudan√ßas sociais, f√≠sicas e hormonais.

Autoria:
Gabriela da Silva Cremasco   Universidade S√£o Francisco
Adriana Munhoz Carneiro   Universidade S√£o Francisco; Instituto de Psiquiatria HCFMUSP
Makilim Nunes Baptista   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 


Apresentador:
Adriana Munhoz Carneiro


Palavras-chave:
infantil, depressão, testagem psicológica

Nome:
FRANCINE BOSSARDI

Titulo:
IDENTIFICAÇÃO E CATEGORIZAÇÃO DE RESPOSTAS POPULARES AO TESTE DOS CONTOS DE FADAS (TCF)

Resumo:
O Teste dos Contos de Fadas (TCF) √© um teste projetivo tem√°tico que tem o objetivo de avaliar aspectos din√Ęmicos da personalidade de crian√ßas entre 06 e 12 anos. O TCF √© composto por sete s√©ries com tr√™s cart√Ķes cada, onde s√£o retratados personagens conhecidos dos tradicionais contos de fadas. Este estudo objetivou identificar as respostas populares nas verbaliza√ß√Ķes das 670 crian√ßas de 06 a 12 anos que integraram a amostra. Resposta popular √© uma medida de concord√Ęncia social, representando a opini√£o que determinado sujeito compartilha com seu grupo de refer√™ncia. Para que uma pessoa possa ser considerada ajustada no conv√≠vio social, 25% de suas respostas devem ser populares. Para a defini√ß√£o deste tipo de resposta, a maioria dos autores utiliza a raz√£o de 1/3, o que equivale a uma resposta em cada tr√™s, correspondendo a 33,3% dos sujeitos verbalizando o mesmo conte√ļdo para a mesma quest√£o. As respostas populares podem ser interpretadas como um term√īmetro para o ajustamento e a capacidade da pessoa de se adaptar e de resolver seus problemas e tarefas, ou como a forma com que ela se organiza no contexto geral. Foi poss√≠vel estruturar uma amostra de 670 crian√ßas de Porto Alegre, S√£o Paulo e Goi√Ęnia. Para definir as respostas populares dadas pelo grupo amostral da popula√ß√£o geral (n=670) ao TCF, foram registradas as respostas de todas as crian√ßas e foram calculadas frequ√™ncias e porcentagens, chegando-se √† resposta popular ou as respostas mais comuns para todas as perguntas de cada conjunto de cart√Ķes. Estes resultados, que ser√£o apresentados em quadros, estar√£o relacionados √†s s√©ries de cart√Ķes de cada personagem frente a pergunta ¬ďo que pensa e sente cada personagem?¬Ē. Seguindo o posicionamento de v√°rios autores foi considerada resposta popular aquela que, com conte√ļdo id√™ntico, fosse dada uma vez a cada quatro sujeitos (25%).

Autoria:
Francine Bossardi   bolsista de inicia√ß√£o cient√≠fica PQ/CNPq - PUCRS
Bruna Nery Pormann   bolsista de inicia√ß√£o cient√≠fica FAPERGS - PUCRS
Felipe Bello Dias   auxiliar de pesquisa - PUCRS
Graziella Comelli da Silveira   Bolsista de Apoio T√©cnico √† pesquisa do CNPq- PUCRS
Gabryellen Fraga Des Essarts   bolsista de inicia√ß√£o cient√≠fica PIBIC/CNPq - PUCRS
Katherine Flach   mestranda em psicologia cl√≠nica CAPES - PUCRS
Blanca Susana Guevara Werlang   orientadora - PUCRS


Apresentador:
Francine Bossardi


Palavras-chave:
Teste dos Contos de Fadas, Respostas Populares, Avaliação Psicológica

Nome:
Daniela Wiethaeuper

Titulo:
Impacto da Alexitimia na Maturidade Vocacional

Resumo:
Diversos autores definem Alexitimia como um construto de personalidade caracterizado por : uma dificuldade de identificar sentimentos e de distingu√≠-los das sensa√ß√Ķes corporais e emo√ß√Ķes; uma incapacidade de descrever sentimentos a outros; e, um estilo cognitivo concreto e baseado unicamente na realidade externa - tamb√©m entendido como pensamento operat√≥rio concreto. Este construto tem recebido consider√°vel aten√ß√£o na literatura psicol√≥gica e tem sido positivamente correlacionado √† escores mais baixos de intelig√™ncia verbal e n√£o verbal, e √≠ndices mais baixos de intelig√™ncia emocional. Poucas pesquisas tem sido realizadas na tentativa de associar o construto da alexitimia com medidas de maturidade vocacional. Esta √ļltima √© definida como a capacidade dos indiv√≠duos para realizar as tarefas afetivas e cognitivas, pr√≥prias √† etapa do desenvolvimento de carreira √†s quais pertence. A presente pesquisa tem por objetivo verificar o impacto dos √≠ndices de alexitimia (medida pela Escala Toronto de Alexitimia - ETA-20) sobre os n√≠veis de maturidade vocacional (medida pelo Question√°rio de Educa√ß√£o √† Carreira ¬Ė QEC). A amostra foi constitu√≠da de 592 estudantes brasileiros universit√°rios, idades variando de 16 √† 51 anos, de ambos os sexos (224 homens et 368 mulheres). An√°lises de regress√£o m√ļltipla foram realizadas para avaliar o impacto de cada uma das tr√™s dimens√Ķes da alexitimia acima descritas, e medidas pelo ETA-20, sobre cada uma das quatro dimens√Ķes da maturidade vocational medidas pela QEC (auto-conhecimento, fonte de infroma√ß√£o, planejamento de carreira, fatores decisionais, e conhecimento ocupacional). Resultados: utilizando o metodo de Bonferroni para controlar o erro tipo I, pode-se observar que o coeficiente de determina√ß√£o indicou que 13% da vari√Ęncia dos fatores decisionais do QEC foi explicada pela dificuldade de identificar sentimentos (ETA-20). Isto significa que os indiv√≠duos com dificuldade de identificar sentimentos apresentam maiores dificuldades na decis√£o de carreira.

Autoria:
Daniela Wiethaeuper   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res
 
 
 
 
 


Apresentador:
Marcos Alencar Abaide Balbinotti


Palavras-chave:
Alexitimia, Maturidade Vocacional, Estudantes universit√°rios

Nome:
Andressa Melina Becker da Silva

Titulo:
Influência da imagem corporal na autoestima de adolescentes.

Resumo:
A adolesc√™ncia √© caracterizada por um per√≠odo de grandes conflitos ps√≠quicos, que incluem a aceita√ß√£o das mudan√ßas corporais. Muitas vezes, os adolescentes t√™m uma imagem corporal distorcida ou insatisfa√ß√£o com seu corpo, o que pode comprometer a autoestima. Este estudo verificou a influ√™ncia da imagem corporal na autoestima de adolescentes. Participaram 238 adolescentes (148 mulheres), com idade m√©dia de 15,4 anos (DP = 0,81), alunos de escolas particulares da cidade de Curitiba-PR. A imagem corporal foi mensurada pelo teste Sillouette Matching Task (SMT), que cont√©m 12 silhuetas, femininas e masculinas, nas quais o indiv√≠duo assinala ¬ďSA¬Ē para a imagem que ele percebe ser a atual e SI para a que acredita ser a ideal (desej√°vel). Aplicou-se tamb√©m o Question√°rio de Autoestima, composto por 25 quest√Ķes dicot√īmicas, para assinalar ¬ďverdadeiro¬Ē ou ¬ďfalso¬Ē, segundo a pessoa se autopercebe quanto √†s suas capacidades, pessoais, profissionais e sociais. Escores abaixo de 50% s√£o considerados como se tendo uma autoestima baixa; entre 51-75%, autoestima normal; e acima de 76%, autoestima alta. A aplica√ß√£o dos testes Kolmogorov-Smirnov e Levene mostrou homogeneidade nos dados, mas n√£o normalidade; portanto, foi utilizado um teste n√£o param√©trico (Kruskall-Wallis), al√©m de estat√≠stica descritiva. Em rela√ß√£o √† imagem corporal, a silhueta percebida como atual teve maior m√©dia (M = 4,15; DP = 2,19) contra a silhueta ideal (M = 3,61; DP = 1,58). Dos 238 participantes, 81,5% estavam insatisfeitos com sua imagem corporal, e destes, 70,1% acreditavam precisar emagrecer. A maioria (172) apresentou autoestima normal, contra 43 com autoestima baixa e 23 com autoestima alta. N√£o houve diferen√ßas significativas entre as duas vari√°veis (Kruskall-Wallis). Os dados confirmam que os adolescentes sentem-se insatisfeitos com a imagem corporal, j√° que mais da metade deseja modific√°-la; mas, esta percep√ß√£o de imagem corporal n√£o interfere na autoestima desses adolescentes.

Autoria:
Andressa Melina Becker da Silva   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
S√īnia Regina Fiorim Enumo   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
 
 
 
 
 


Apresentador:
Andressa Melina Becker da Silva


Palavras-chave:
Adolescentes, Autoestima, Imagem Corporal

Nome:
María Laura Lupano Perugini

Titulo:
Influencia de la ansiedad intercultural y sensibilidad cultural en actitudes favorables hacia líderes diversos

Resumo:
En los √ļltimos a√Īos, y debido a los cambios que han surgido a nivel mundial en las din√°micas organizacionales, los investigadores dan cada vez mayor importancia al impacto de las variables culturales sobre las organizaciones. Algunos autores sugieren que para actuar de forma efectiva, las personas deben estar interesadas en contactarse con personas de grupos culturales diversos y deben ser sensibles a las diferencias culturales de modo que est√©n concientes de las diferencias entre la propia cultura y la ajena (Fowers & Davidov, 2006; Hammer, Bennett & Wiseman, 2003). En virtud de lo antedicho, se realiz√≥ un modelo de ecuaciones estructurales con el fin de determinar si la ansiedad intergrupal y la sensibilidad cultural ejercen influencia en el nivel de actitudes favorables hacia l√≠deres con caracter√≠sticas culturales diversas. Participaron 481 sujetos, 47.2% varones y 52,6% mujeres. En su mayor parte (96,3%) residentes de Buenos Aires. Se emplearon como instrumentos la Escala de sensibilidad cultural (ESEC- Castro Solano, 2009), la escala de Ansiedad intergrupal (ANX-INTER, Adaptaci√≥n Castro Solano, 2010), y vi√Īetas dise√Īadas ad hoc para evaluar el nivel de actitudes favorables hacia l√≠deres con caracter√≠sticas culturales diversas (g√©nero, raza, orientaci√≥n sexual y religi√≥n). Los resultados mostraron un efecto directo de la ansiedad intercultural sobre la sensibilidad y de √©sta sobre el nivel de actitudes favorables hacia l√≠deres con caracter√≠sticas culturales diversas. No se demostr√≥ influencia directa de la ansiedad sobre el nivel de actitudes.

Autoria:
Mar√≠a Laura Lupano Perugini   CONICET-Universidad de Palermo
Alejandro Castro Solano   CONICET-Universidad de Palermo
 
 
 
 
 


Apresentador:
María Laura Lupano Perugini


Palavras-chave:
ansiedad , sensibilidad , líderes

Nome:
Irani Iracema de Lima Argimon

Titulo:
INFLUÊNCIA DO ESTADO CIVIL SOBRE A COGNIÇÃO E PRESENÇA DE SINTOMAS DEPRESSIVOS EM IDOSOS

Resumo:
Diversas formas de relacionamento social e familiar ao longo da vida t√™m demonstrado impacto na manuten√ß√£o do desempenho cognitivo no envelhecimento. Por√©m s√£o poucos os estudos que investigam a rela√ß√£o entre o estado civil e o funcionamento cognitivo de idosos. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi investigar a influ√™ncia do estado civil no desempenho cognitivo e na express√£o de sintomas depressivos em idosos saud√°veis. Participaram 442 idosos de ambos os sexos, com idades entre 60 a 104 anos. A composi√ß√£o dos grupos, conforme estado civil, foi de 76 participantes solteiros, 159 casados, 121 vi√ļvos e 73 separados. Os idosos responderam ao question√°rio de caracteriza√ß√£o sociodemogr√°fica, √† Escala de Depress√£o Geri√°trica de 15 pontos, ao Mini Exame do Estado Mental, e √†s tarefas de aten√ß√£o do The Montreal Cognitive Assessment, lista de palavras do Consortium to Establish a registry for Alzheimer¬ís Disease, linguagem (nomea√ß√£o) do Teste de Boston abreviado, √† mem√≥ria l√≥gica (evoca√ß√£o imediata e tardia) da Escala Wechsler de Mem√≥ria e √† tarefa de flu√™ncia verbal sem√Ęntica (animais). A compara√ß√£o entre os grupos nas vari√°veis sociodemogr√°ficas, desempenho cognitivo e sintomas depressivos foi realizada a partir da an√°lise de vari√Ęncia One-Way ANOVA, com post-hoc Bonferroni. Na compara√ß√£o entre vari√°veis categ√≥ricas utilizou-se o Qui-quadrado. Resultados foram considerados significativos quando p≤0,05. O pacote estat√≠stico utilizado foi o SPSS 15.
Os idosos separados, em compara√ß√£o com os demais, s√£o mais jovens e mais escolarizados. Al√©m disso, apresentaram melhores resultados na avalia√ß√£o cognitiva geral, nas tarefas de mem√≥ria verbal epis√≥dico-sem√Ęntica de evoca√ß√£o imediata e tardia, nomea√ß√£o verbal e flu√™ncia verbal. N√£o houve diferen√ßa significativa entre os grupos em rela√ß√£o ao n√ļmero de sintomas depressivos. Os idosos separados apresentaram melhor desempenho cognitivo, o que pode ocorrer devido √† maior escolaridade, menor idade e a uma maior motiva√ß√£o de manter-se bem cognitivamente, o que influencia em sua independ√™ncia e autonomia.

Autoria:
Irani Iracema de Lima Argimon   PUCRS, Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia
Camila Rosa de Oliveira   PUCRS, Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Gerontologia Biom√©dica
Cristiane Silva Esteves   PUCRS, Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Gerontologia Biom√©dica
Lu√≠sa Steiger Pires de Oliveira   PUCRS, Faculdade de Psicologia
Tatiana Quarti Irigaray   PUCRS, Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia
 
 


Apresentador:
Irani Iracema de Lima Argimon


Palavras-chave:
Cognição, Idosos, Estado civil

Nome:
Patrícia Martins de Freitas

Titulo:
Instrumento de Avaliação da Inteligência para crianças com Autismo: estudo de elaboração

Resumo:
A avalia√ß√£o cognitiva de crian√ßas com autismo tem sido frequentemente realizada por medidas padronizadas para a popula√ß√£o normal, sem considerar as especificidades do quadro, dificultando uma avalia√ß√£o mais precisa. A elabora√ß√£o e valida√ß√£o de instrumentos destinados √† avalia√ß√£o cognitiva em crian√ßas com autismo contribuir√° com a investiga√ß√£o das principais quest√Ķes associadas ao funcionamento cognitivo dessas crian√ßas. Para participar desse estudo ser√£o foram 30 crian√ßas com idade entre 6 a 11 anos, com os seguintes diagn√≥sticos: 15 autismo e 15 com defici√™ncia mental. Essas crian√ßas s√£o usu√°rias do Centro de Aten√ß√£o Psicossocial de Vit√≥ria da Conquista-BA. O foco do presente estudo foi a elabora√ß√£o instrumentos de avalia√ß√£o, que sejam adequados para medir a intelig√™ncia de crian√ßas com autismo. Os instrumentos foram elaborados a partir das dimens√Ķes do segundo estrato do modelo CHC da intelig√™ncia. Para isso foram desenvolvidas as seguintes tarefas: 1) Velocidade de Processamento por pareamento de est√≠mulos; 2) Velocidade de Processamento de completar sequencia; 3) Associa√ß√£o Sem√Ęntica Pictorial; 4) Processamento visuo-espacial; 5) Tarefa de Rede Sem√Ęntica; 6) Mem√≥ria de Curto Prazo; 7) Flexibilidade Cognitiva; 8) Labirinto executivo. Os resultados encontrados mostram validade aparente a partir do julgamento dos ju√≠zes para a maioria das tarefas. Os resultados do piloto tamb√©m favorecem o uso dessas tarefas para avalia√ß√£o cognitiva de crian√ßas com autismo.

Autoria:
Patr√≠cia Martins de Freitas   Universidade Federal da Bahia
Ana Patricia Souza da Costa   Universidade Federal da Bahia
Adriel Muniz Oliveira   Universidade Federal da Bahia
Cassiano Aguiar de Melo   Universidade Federal da Bahia
Luiz Renato da Silva Ramos   Universidade Federal da Bahia
Maiana Pereira dos Santos   Universidade Federal da Bahia
Milena Pereira Pond√©   Escola Bahiana de Medicina e Sa√ļde Publica


Apresentador:
Patrícia Martins de Freitas


Palavras-chave:
Instrumentos, Inteligência, Autismo

Nome:
DENISE DUARTE SILVA BRITO

Titulo:
INSTRUMENTO DE AVALIA√á√ÉO NEUROPSICOL√ďGICA BREVE: UMA REVIS√ÉO TE√ďRICA SOBRE O TESTE NEUPSILIN.

Resumo:
A Neuropsicologia busca compreender a rela√ß√£o entre o c√©rebro e o comportamento, cuja avalia√ß√£o requer instrumentos v√°lidos, precisos e com dados normativos de grupos cl√≠nicos e n√£o-cl√≠nicos. Contudo, h√° uma escassez de instrumentos neuropsicol√≥gicos normatizados para a popula√ß√£o brasileira. Considerando a import√Ęncia e a car√™ncia de instrumentos para avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica, o presente trabalho versa sobre a discuss√£o te√≥rica sintetizando estudos existentes sobre o Neupsilin, que √© um teste cl√≠nico novo, classificado como um instrumento de avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica abreviado porque possui um tempo reduzido de aplica√ß√£o (entre 30 e 40 minutos) e que visa fornecer um perfil neurospsicol√≥gico breve atrav√©s da avalia√ß√£o de √°reas de compet√™ncia e d√©ficits nas fun√ß√Ķes cognitivas. Ele inclui tarefas para acessar v√°rias fun√ß√Ķes cognitivas, √© composto por 32 subtestes que se prop√Ķem a descrever e avaliar o perfil neuropsicol√≥gico durante todo o ciclo vital, atrav√©s dos processos cognitivos como: orienta√ß√£o temporo-espacial, aten√ß√£o concentrada auditiva, percep√ß√£o visual, componentes de linguagem oral e escrita, os cinco sistemas de mem√≥ria, habilidades aritm√©ticas, compreens√£o oral e escrita, leitura, escrita copiada, espont√Ęnea e ditada, praxias e por fim dois subprocessos das fun√ß√Ķes e que pode assessorar nos procedimentos preventivos, diagn√≥stico, progn√≥stico e terap√™utico na rotina neuropsicol√≥gica cl√≠nica e de pesquisa. Al√©m disso, o instrumento pode fornecer ind√≠cios de uso de estrat√©gias cognitivas e tem como vantagem permitir a diferencia√ß√£o de sequelas de les√Ķes nos hemisf√©rios cerebrais direito e esquerdo, principalmente aquelas relacionadas ao processamento comunicativo. O presente trabalho faz um levantamento sobre estudos realizados com esse intuito, utilizando o manual do teste, artigos e livros que versam sobre o tema j√° que s√£o essenciais para a compreens√£o do exame neurocognitivo. Os estudos sobre o Neupsilin apontam que o mesmo avaliou de forma eficiente as fun√ß√Ķes cognitivas a que se prop√Ķe.

Autoria:
Denise Duarte Silva Brito   Instituto Federal de Educa√ß√£o, Ci√™ncia e Tecnologia de Pernambuco-IFPE
Joeme Duarte Silva   Complexo de Ensino Superior de Cachoeirinha- CESUCA
 
 
 
 
 


Apresentador:
Denise Duarte Silva Brito


Palavras-chave:
Neuropsicologia, Fun√ß√Ķes Cognitivas , Neupsilin

Nome:
Otília Aída Monteiro Loth

Titulo:
Instrumentos de Avaliação de Personalidade: Uma Revisão na Literatura Nacional

Resumo:
Este estudo objetivou analisar a produ√ß√£o cient√≠fica, mediante revis√£o bibliogr√°fica sistem√°tica, sobre os instrumentos utilizados para avalia√ß√£o de personalidade no Brasil. Foram realizadas buscas em duas bases de dados nacionais: (a) Biblioteca Virtual de Sa√ļde na √°rea espec√≠fica de Psicologia (BVS-PSI); (b) Biblioteca Digital de Teses e Disserta√ß√Ķes (BDTD). Pesquisou-se ainda em bancos de teses e disserta√ß√Ķes de nove universidades que oferecem linhas de pesquisa na √°rea de avalia√ß√£o psicol√≥gica nos cursos de p√≥s-gradua√ß√£o stricto sensu. Foram analisados 159 estudos, sendo 69 artigos, 35 teses e 55 disserta√ß√Ķes, considerando os √ļltimos dez anos. Procederam-se an√°lises sobre os principais objetivos dos estudos; os tipos de instrumentos utilizados; o ano de publica√ß√£o; a amostra, em rela√ß√£o a quantidade, idade e g√™nero; em quais revistas os artigos foram publicados ou em quais Universidades os estudos foram realizados. Os achados permitiram tra√ßar um perfil sobre a produ√ß√£o na √°rea, verificando os avan√ßos e perspectivas, o que contribui para realiza√ß√Ķes de pesquisas futuras.

Autoria:
Ot√≠lia A√≠da Monteiro Loth   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Ana Cristina Resende   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
 
 
 
 
 


Apresentador:
Otília Aída Monteiro Loth


Palavras-chave:
Testes Psicológicos, Avaliação Psicológica, Revisão Sistemática

Nome:
GLAUCIA MITSUKO ATAKA DA ROCHA

Titulo:
Instrumentos de avaliação dos Estilos de Apego em Adultos

Resumo:
Desde o in√≠cio de sua formula√ß√£o, a Teoria do Apego distinguiu-se das demais teorias derivadas da tradi√ß√£o psicanal√≠tica por aceitar a contribui√ß√£o de outros aportes te√≥ricos, e pela busca de evid√™ncias emp√≠ricas. Por estas raz√Ķes, o trabalho de John Bowlby pode ser considerado integrativo, pois ao transitar por outros campos te√≥ricos e emp√≠ricos, pode ser incorporado a propostas cl√≠nicas n√£o exclusivamente psicanal√≠ticas. A amplia√ß√£o do olhar de Bowlby proporcionou o desenvolvido de pesquisas e de propostas de interven√ß√£o com diferentes bases te√≥ricas. Atualmente h√° um corpo consistente de pesquisas que se inserem do campo psicanal√≠tico ao das neuroci√™ncias e buscam evid√™ncias emp√≠ricas sobre o Apego nas diferentes fases do desenvolvimento humano. Especificamente para a avalia√ß√£o de adultos, diversos instrumentos de foram desenvolvidos para aplica√ß√£o cl√≠nica e em pesquisa, em um movimento no qual as evid√™ncias emp√≠ricas encontradas possibilitam a revis√£o da defini√ß√£o dos constructos avaliados. Como resultado, diferentes classifica√ß√Ķes dos estilos podem ser encontradas na literatura e classificadas mais amplamente como categ√≥ricas ou cont√≠nuas. O objetivo deste trabalho foi levantar os instrumentos aplicados na avalia√ß√£o dos Estilos de Apego em adultos e publicados durante o per√≠odo de 2008-2012. Os instrumentos encontrados podem ser classificados em tr√™s grandes grupos: 1) procedimentos cl√≠nicos, qualitativos, baseados em entrevista; 2) instrumentos de autorrelato; 3) instrumento projetivo. No primeiro grupo destaca-se o Adult Attachment Interview (AAI); no segundo grupo destacam-se a Experiences in Close Relationships (ECR) que avalia o Apego com o par rom√Ęntico e que foi desenvolvida a partir do estudo sobre escalas j√° desenvolvidas para avaliar estilos de Apego em adultos e a ECR-RS que avalia o Apego com as figuras paterna, materna, com amigo e parceiro rom√Ęntico; no √ļltimo grupo destaca-se o Adult Attachment Projective Picture (AAP), t√©cnica projetiva, a mais recente entre as demais. Estudos brasileiros s√£o necess√°rios.

Autoria:
Glaucia Mitsuko Ataka da Rocha   Universidade Presbiteriana Mackenzie - Laborat√≥rio de Estudos em Psicologia Cl√≠nica e da Sa√ļde
Denise Santana   Universidade Presbiteriana Mackenzie - Laborat√≥rio de Estudos em Psicologia Cl√≠nica e da Sa√ļde
Felipe Lopes   Universidade Presbiteriana Mackenzie - Laborat√≥rio de Estudos em Psicologia Cl√≠nica e da Sa√ļde
Nat√°lia Galantini   Universidade Presbiteriana Mackenzie - Laborat√≥rio de Estudos em Psicologia Cl√≠nica e da Sa√ļde
Renato Martins de Freitas   Universidade Presbiteriana Mackenzie - Laborat√≥rio de Estudos em Psicologia Cl√≠nica e da Sa√ļde
Patr√≠cia Botelho da Silva   Universidade Presbiteriana Mackenzie - Laborat√≥rio de Estudos em Psicologia Cl√≠nica e da Sa√ļde
Amanda Hauck   Universidade Presbiteriana Mackenzie - Laborat√≥rio de Estudos em Psicologia Cl√≠nica e da Sa√ļde


Apresentador:
Patrícia Botelho da Silva


Palavras-chave:
avalição clínica, vínculo afetivo, relacionamentos

Nome:
Veridiana Colerato Ferrari

Titulo:
INTERESSES AO CONCLUIR O ENSINO M√ČDIO SEGUNDO O QUESTION√ĀRIO DE BUSCA AUTO-DIRIGIDA (SDS)

Resumo:
A conclus√£o do Ensino M√©dio(EM) no Brasil tende a ser acompanhada por desafios da busca da carreira profissional para grande parcela de adolescentes. Para auxiliar nesse processo de tomada de decis√£o, o autoconhecimento e a investiga√ß√£o sobre interesses tem se mostrado relevantes, sobretudo a partir de instrumentos de avalia√ß√£o psicol√≥gica, dentre os quais figura o Question√°rio de Busca Auto-Dirigida SDS, identificando os seis tipos psicol√≥gicos de Holland: realista(R), investigativo(I), art√≠stico(A), social(S), empreendedor(E) e convencional(C). Este trabalho objetivou caracterizar o perfil de interesses de estudantes do √ļltimo ano do EM, examinando-se especificidades em fun√ß√£o do sexo. Foram avaliados 606 estudantes do terceiro ano (EM) de escolas p√ļblicas do interior do Estado de S√£o Paulo, entre 16 a 19 anos de idade, de ambos os sexos, volunt√°rios e devidamente autorizados, divididos em dois grupos: Grupo 1(G1), examinado em 2007 (n=497, sendo 202 masculinos e 295 femininos); Grupo 2(G2), avaliado em 2012 (n=109, sendo 53 masculinos e 56 femininos), procurando-se observar alguma altera√ß√£o no perfil geral de interesses dos estudantes com o passar dos anos e das r√°pidas e intensas mudan√ßas socioculturais vigentes. O SDS foi aplicado coletivamente, respeitando-se diretrizes do manual brasileiro. Por meio da estat√≠stica descritiva e compara√ß√£o de m√©dias das escolhas em fun√ß√£o do sexo, os resultados apontaram predomin√Ęncia de tipos psicol√≥gicos semelhantes nos dois grupos. No subgrupo feminino predominaram os seguintes resultados m√©dios de escolha: tipo Social (G1=27,78; G2=24,41), Empreendedor (G1=22,21; G2=21,42) e Art√≠stico (G1=20,98; G2=20,89). No subgrupo masculino (tanto G1 quanto G2) as escolhas concentraram-se nos tipos Empreendedor (G1=28,45; G2=26,01), Realista (G1=22,50; G2=21,90) e Social (G1=21,97; G2=21,54), demonstrando que o perfil de interesses vocacionais dos estudantes de ensino m√©dio manteve-se est√°vel durante o intervalo avaliado, bem como as diferen√ßas avaliadas entre os sexos mantiveram-se constantes.

Autoria:
Veridiana Colerato Ferrari   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia - FFCLRP - Universidade de S√£o Paulo
Erika Tiemi Kato Okino   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia - FFCLRP - Universidade de S√£o Paulo
Sonia Regina Pasian   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia - FFCLRP - Universidade de S√£o Paulo
 
 
 
 


Apresentador:
Veridiana Colerato Ferrari


Palavras-chave:
Avaliação psicológica, adolescentes, SDS

Nome:
Laura Poll Gomes

Titulo:
INVENT√ĀRIO DE DEPRESS√ÉO INFANTIL (CDI): AN√ĀLISE DA PRODU√á√ÉO CIENT√ćFICA BRASILEIRA

Resumo:
Apesar do consenso entre profissionais da sa√ļde quanto ao reconhecimento da depress√£o infantil, permanecem dificuldades neste diagn√≥stico. A depress√£o tem sido considerada um dos transtornos emocionais mais prevalentes entre crian√ßas e adolescentes, o que justifica contar com instrumentos v√°lidos e precisos para mensur√°-la. E assim, a literatura aponta o Invent√°rio de Depress√£o Infantil (CDI) como o instrumento mais utilizado para medir este construto, principalmente, no contexto da pesquisa cient√≠fica. O presente trabalho revisa os artigos publicados sobre o CDI em peri√≥dicos brasileiros, no per√≠odo de 2000 a 2010, os quais est√£o dispon√≠veis na Biblioteca Virtual de Psicologia (BVS-PSI). Os artigos selecionados foram sistematizados, a partir de seis categorias de an√°lise, sendo estas: ano de publica√ß√£o, caracter√≠sticas dos participantes, tamanho da amostra, objetivos dos estudos, caracter√≠sticas do contexto dos participantes, caracter√≠sticas psicom√©tricas do instrumento e rela√ß√£o entre o CDI e de outras medidas utilizadas. Uma parte dos artigos, versava sobre a depress√£o e vari√°veis associadas, utilizando-se deste invent√°rio para a avaliar crian√ßas e adolescentes, o restante dos artigos abordavam os estudos sobre as propriedades psicom√©tricas do CDI, os quais foram realizados em diferentes regi√Ķes do Brasil. Verificou-se que a maior parte das pesquisas foi conduzida, a partir de 2005, em contextos escolares, com crian√ßas e adolescentes de ambos os sexos, e visavam estudar a associa√ß√£o de sintomas depressivos com vari√°veis psicossociais. Os estudos de valida√ß√£o apresentaram boa consist√™ncia interna, contudo, foram observadas diferen√ßas nestas evid√™ncias de validade, n√ļmero de fatores e de agrupamento de itens. Foi constatado um crescimento no n√ļmero de publica√ß√Ķes cient√≠ficas sobre o CDI, este dado corrobora outros estudos que relatam um aumento da produ√ß√£o cient√≠fica referente a √ļltima d√©cada. Observa-se a necessidade de novos estudos para constru√ß√£o, adapta√ß√£o e valida√ß√£o de instrumentos para a popula√ß√£o infantil e adolescente.

Autoria:
Laura Poll Gomes   UFRGS
√Črica Baron   UFRGS
Ana Celina Garcia Albornoz   UFRGS
Juliane Callegaro Borsa   PUC-RJ
 
 
 


Apresentador:
Laura Poll Gomes


Palavras-chave:
revis√£o, depress√£o infantil, cdi

Nome:
Marcus Levi Lopes Barbosa

Titulo:
Inventário de Suporte às Necessidades Psicológicas Básicas para Atletas: Desenvolvimento e Evidências da Validade

Resumo:
V√°rios autores entendem por ¬ďSuporte √† Satisfa√ß√£o das Necessidades Psicol√≥gicas B√°sicas¬Ē (SSNPB) a intensidade do apoio que certas pessoas recebem de outras que as primeiras t√™m como modelo. No contexto esportivo, autores afirmam que atletas que regulam seus comportamentos (esfor√ßo, concentra√ß√£o, etc.), a partir das pr√≥prias percep√ß√Ķes, sentir-se-iam ainda mais satisfeitos se obtivessem o suporte adequado das pessoas que os inspiram (treinador, outros atletas, etc.). Segundo a literatura especializada, trata-se de um contruto tridimensional (Suporte a Autonomia, √† Compet√™ncia, ao Relacionamento) e acredita-se que, sem o devido suporte, o comportamento resultante (desilus√£o, embara√ßo, etc.) tenderia a ser mais frequente. Considerando esses aspectos te√≥ricos, foi elaborado para o contexto esportivo o ¬ďInvent√°rio Balbinotti-Barbosa de Suporte √†s Necessidades Psicol√≥gicas B√°sicas para Atletas¬Ē (IBBSNPBA-15) e aplicado a uma amostra de 432 estudantes-atletas do ensino fundamental e m√©dio, com idades de 11 a 19 anos, de ambos os sexos. Elaborou-se 3 quest√Ķes centrais para essa pesquisa: (1) quantos s√£o os fatores latentes a essa medida? (2) Os dados dispon√≠veis se adequam a estrutura te√≥rica? (3) Os fatores explorados apresentam uma consist√™ncia interna satisfat√≥ria? Para respond√™-las, foram efetuadas an√°lises fatoriais explorat√≥rias e seus resultados indicaram problemas de dupla satura√ß√£o e sobreposi√ß√Ķes de alguns itens em outro fator n√£o teorizado inicialmente. Em seguida, os resultados das an√°lises confirmat√≥rias indicaram que os dados se adequam melhor a um modelo bidimensional. Por fim, √≠ndices Alpha podem ser melhorados com a exclus√£o/transforma√ß√£o de um item. As discuss√Ķes e conclus√Ķes demonstram que o IBBSNPBA-15 pode ser melhorado em vers√Ķes posteriores, mas trata-se de um instrumento importante para o contexto da psicologia do esporte.

Autoria:
Marcus Levi Lopes Barbosa   Universidade Feevale, Novo Hamburgo, RS, Brasil
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Daniela Wiethaeuper   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
 
 
 
 


Apresentador:
Prof. Dr. Marcos A. A. Balbinotti


Palavras-chave:
Psicologia do Esporte, Psicometria, Suporte

Nome:
Marcelo Antonio Perez

Titulo:
Inventário para avaliar transtornos de la conductas alimentares . Evidências empíricas de validade.

Resumo:
Apresentamos as caracter√≠sticas e evid√™ncias emp√≠ricas de validade de um invent√°rio para a detec√ß√£o e avalia√ß√£o de Trastornos da conducta alimentar. O instrumento foi aplicado em uma amostra cl√≠nica de pacientes em tratamento de dist√ļrbios alimentares, comparando os resultados com os obtidos em indiv√≠duos da popula√ß√£o em geral. A t√©cnica consiste em 153 itens com quatro op√ß√Ķes de resposta, distribu√≠dos por sete escalas espec√≠ficas, 9 adicionais e 3 indicadores de validade. As evid√™ncias do estudo popula√ß√£o cl√≠nica indicam que o instrumento apresenta boas propriedades psicom√©tricas para a avalia√ß√£o e diagn√≥stico de pacientes com transtornos alimentares, distinguindo corretamente entre pacientes e popula√ß√£o em geral.

Autoria:
Marcelo Antonio Perez   Universidad Abierta Interamericana
Jimena Garcia Olivan,   Universidad Abierta Interamericana
Becerra, Luciana   Universidad Abierta Interamericana
 
 
 
 


Apresentador:
Marcelo Antonio Perez


Palavras-chave:
inventario, validade empirica, transtornos de la alimentacion

Nome:
Carolina Sofal Delgado

Titulo:
Investiga√ß√£o da estrutura interna do Multifactor Leadership Questionnaire (MLQ ¬Ė 5X Form)

Resumo:
Dentre as teorias contempor√Ęneas sobre lideran√ßa, a denominada lideran√ßa transformacional tem sido considerada uma das mais efetivas para lidar com o cen√°rio de enormes exig√™ncias com as quais se defrontam as organiza√ß√Ķes. Nesse cen√°rio, espera-se que o l√≠der consiga que seus seguidores atinjam alto grau de desempenho e comprometimento com a organiza√ß√£o. Um dos instrumentos existentes para avaliar esse estilo de lideran√ßa √© o Multifactor Leadership Questionnaire (MLQ 5x form short), desenvolvido e validado por Bass e Avolio . O principal objetivo do estudo foi apurar a validade da vers√£o adaptada para o contexto brasileiro do MLQ 5X form short. As duas modalidades desse question√°rio, l√≠der e liderado, foram analisadas. Participaram do estudo 201 l√≠deres e 488 liderados de 19 empresas da regi√£o metropolitana de Belo Horizonte/MG. A amostra de l√≠deres ficou assim caracterizada: homens, com o mais alto n√≠vel educacional, concentrados na ind√ļstria de transforma√ß√£o. A amostra de liderados apresentou perfil semelhante ao dos l√≠deres, diferenciando apenas quanto ao n√≠vel predominante de escolaridade que foi o ensino m√©dio. A consist√™ncia interna foi medida por meio do alfa de Cronbach e os coeficientes foram altos tanto para o question√°rio dos l√≠deres quanto para o dos liderados. A investiga√ß√£o da estrutura interna, enquanto uma evid√™ncia da validade do instrumento foi realizada por meio de an√°lises fatoriais explorat√≥rias. Os resultados levaram √† conclus√£o de que em ambas as modalidades da vers√£o breve do MLQ 5X, a estrutura interna proposta pelos autores do question√°rio n√£o se manteve. Os resultados encontrados s√£o comparados com os reportados na literatura. A principal recomenda√ß√£o √© que estudos sobre a validade interna do instrumento sejam replicados para se verificar a estabilidade dos achados aqui reportados.

Autoria:
Carolina Sofal Delgado   Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
Elizabeth do Nascimento   Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
 
 
 
 
 


Apresentador:
Carolina Sofal Delgado


Palavras-chave:
Estilos de Liderança, Liderança transformacional, Validade

Nome:
Priscila Zaia

Titulo:
INVESTIGA√á√ÉO DA INFLUENCIA DAS VARI√ĀVEIS SEXO E S√ČRIE EM MEDIDAS DE INTELIG√äNCIA E CRIATIVIDADE

Resumo:
O presente estudo teve por objetivo o desenvolvimento de estudos de busca por evid√™ncias de validade de uma bateria para avalia√ß√£o da superdota√ß√£o, em desenvolvimento. Para isso, 131 estudantes da regi√£o sudeste do pa√≠s, estudantes de 4o (n=68) e 5o ano (n=63) do Ensino Fundamental, escola p√ļblica, responderam √† bateria, sendo 64 do sexo feminino e 67 do masculino, com idades entre 8 e 12 anos (m√©dia = 9,38; DP= 0,77). A bateria comp√Ķe-se de subtestes que avaliam os construtos intelig√™ncia (por meio de provas de racioc√≠nio: verbal, num√©rico, l√≥gico e abstrato) e criatividade (por meio de atividade figurativa e verbal). Uma segunda parte consiste em uma escala a ser respondida pelos professores do examinando em quest√£o, visando a identifica√ß√£o de comportamentos relacionados √† √°reas que comp√Ķem o fen√īmeno. A influ√™ncia das vari√°veis sexo e s√©rie foi investigada, a partir da estimativa da estat√≠stica descritiva para cada uma das medidas, por meio das m√©dias e desvios padr√£o. Tr√™s diferentes modelos de corre√ß√£o da atividade de criatividade figural foram analisados (tradicional, consistindo na pontua√ß√£o de 11 caracter√≠sticas criativas; snapshot, por meio de uma pontua√ß√£o geral para cada resposta, dentro de uma escala entre 1 e 5; pontuac√£o global, consistindo em uma √ļnica nota para a atividade em geral, em uma escala de 1 a 5). Posteriormente a an√°lise da vari√Ęncia foi utilizada, sendo que seus resultados apontaram positivamente para a influ√™ncia da vari√°vel sexo em algumas medidas do subteste de criatividade figurativa (elabora√ß√£o, est√≠mulo 4 e na pontua√ß√£o global), assim como da vari√°vel s√©rie nas medidas de originalidade, est√≠mulo 4, est√≠mulo 8 e escore global no mesmo subteste. Destaca-se o fato de que somente algumas medidas do subteste de criatividade figural mostraram-se influenciadas pelas vari√°veis investigadas, situa√ß√£o que n√£o ocorreu em nenhum subteste de racioc√≠nio e nem no subteste de criatividade verbal.

Autoria:
Tatiana de C√°ssia Nakano   PUC-Campinas
Priscila Zaia   PUC-Campinas
 
 
 
 
 


Apresentador:
Priscila Zaia


Palavras-chave:
Validade, Superdotação, Subtestes

Nome:
CAROLINA ROSA CAMPOS

Titulo:
INVESTIGAÇÃO DE ADEQUAÇÃO DE INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE CRIANÇAS DEFICIENTES VISUAIS

Resumo:
Considerando a import√Ęncia de estudos com popula√ß√Ķes espec√≠ficas, essa pesquisa teve como objetivo comparar o desempenho cognitivo de crian√ßas com defici√™ncia visual com o desempenho de crian√ßas videntes atrav√©s de tr√™s subtestes (verbal, mem√≥ria e l√≥gico-espacial) para avalia√ß√£o da intelig√™ncia, baseado no modelo de Cattel-Horn-Carroll (CHC) a fim de testar a adequa√ß√£o do instrumento para a popula√ß√£o espec√≠fica. Para isso, os subtestes foram aplicados em 14 crian√ßas deficientes visuais, na faixa et√°ria de 7 a 12 anos (M= 10,28 anos; DP=1,58), sendo seis do sexo feminino e oito do sexo masculino, sendo dessas, dez classificadas com baixa vis√£o, oito com defici√™ncia cong√™nita e duas com doen√ßa adquirida, quatro crian√ßas classificadas com cegueira total, sendo duas com defici√™ncia adquirida e duas com defici√™ncia cong√™nita e em 17 crian√ßas videntes (M= 9,94 anos; DP=1,43; todas do sexo feminino) em rela√ß√£o √†s dificuldades encontradas, n√ļmero de acertos e tempo de execu√ß√£o dos subtestes. Os resultados apontaram melhor desempenho dos videntes em rela√ß√£o √†s crian√ßas com defici√™ncia visual, bem como, em rela√ß√£o ao tipo de cegueira, crian√ßas com defici√™ncia cong√™nita apresentaram melhores resultados quando comparados com aquelas que apresentam defici√™ncia adquirida. Em rela√ß√£o ao grau de defici√™ncia, crian√ßas com baixa vis√£o tiveram melhor desempenho que as crian√ßas com cegueira. Ainda foi poss√≠vel notar a influ√™ncia das vari√°veis idade e escolaridade no subteste Verbal e da vari√°vel sexo no subteste de Mem√≥ria. Conclui-se que o estudo trouxe dados relevantes quanto √† import√Ęncia de um instrumento espec√≠fico e que, estudos com amostras maiores poder√£o investigar as propriedades psicom√©tricas dos subtestes.

Autoria:
CAROLINA ROSA CAMPOS   PUC-CAMPINAS
TATIANA DE C√ĀSSIA NAKANO   PUC-CAMPINAS
 
 
 
 
 


Apresentador:
CAROLINA ROSA CAMPOS


Palavras-chave:
deficiência visual, criança, cognição

Nome:
Sérgio Eduardo Silva de Oliveira

Titulo:
Investigação Empírica dos Sintomas da Síndrome de Difusão da Identidade

Resumo:
A S√≠ndrome da Difus√£o da Identidade (SDI) √© uma dimens√£o psicopatol√≥gica do funcionamento da personalidade conforme proposto na Teoria da Organiza√ß√£o da Personalidade. Ela se caracteriza por uma experi√™ncia subjetiva de vazio cr√īnico, autopercep√ß√Ķes contradit√≥rias e pela predomin√Ęncia de viv√™ncias afetivas negativas. Na SDI s√£o observados tamb√©m o uso de opera√ß√Ķes defensivas do ego mais primitivas, comportamentos agressivos e conceito do ¬ďoutro¬Ē pobre e n√£o integrado. O objetivo deste estudo foi, portanto, verificar de forma emp√≠rica as rela√ß√Ķes entre a SDI e suas caracter√≠sticas sintomatol√≥gicas. Os instrumentos utilizados foram: Escala de Difus√£o da Identidade do Invent√°rio de Organiza√ß√£o da Personalidade-Brasil (IPO-Br), Invent√°rio Beck de Ansiedade (BAI), Invent√°rio Beck de Depress√£o (BDI), Escala de Afetos Positivos e Afetos Negativos (PANAS), Invent√°rio de Express√£o de Raiva como Estado e Tra√ßo (STAXI), Question√°rio de Estilo Defensivo (DSQ-40) e Escala Fatorial de Autoconceito (EFA). Participaram do estudo 1.200 adultos residentes nos Estados do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Os resultados mostraram que a SDI se associou positivamente, em grau moderado, com sintomas ansiosos e depressivos, com o uso de opera√ß√Ķes defensivas primitivas, com a viv√™ncia de afetos negativos, com caracter√≠sticas de temperamento raivoso e de express√£o de raiva. Observou-se uma rela√ß√£o negativa moderada entre a SDI e medidas de autoconceito referente √† atitude social, ao autocontrole e √† seguran√ßa pessoal. Esses resultados corroboram os postulados te√≥ricos quanto √† caracteriza√ß√£o fenomenol√≥gica da SDI.

Autoria:
S√©rgio Eduardo Silva de Oliveira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Universidade Federal de Ci√™ncias da Sa√ļde de Porto Alegre
Denise Ruschel Bandeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 
 


Apresentador:
Sérgio Eduardo Silva de Oliveira


Palavras-chave:
Difus√£o da Identide, Psicopatologia, Sintomas

Nome:
J√ļlia Sim√Ķes de Almeida

Titulo:
Lateralidade e Habilidade de Discriminação Direita e Esquerda na Dislexia do Desenvolvimento

Resumo:
A Dislexia do Desenvolvimento √© um transtorno espec√≠fico da aprendizagem caracterizado por dificuldades na leitura correta e fluente de palavras, na escrita e nas habilidades de decodifica√ß√£o. Nesses casos, o desempenho inferior na leitura e na escrita n√£o condiz com as habilidades esperadas para a idade cronol√≥gica, escolaridade e n√≠vel cognitivo/intelectual do sujeito. Com isso, a avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica faz-se imprescind√≠vel para compreender os mecanismos cognitivos e comorbidades associadas ao quadro como altera√ß√Ķes motoras e discriminativas, estabelecer um diagn√≥stico preciso e diferenciado, e formular um programa de interven√ß√£o eficiente. O objetivo do estudo foi comparar o desempenho de crian√ßas disl√©xicas com crian√ßas do grupo controle em provas de lateralidade e discrimina√ß√£o direita e esquerda. Para isso foram avaliadas 49 crian√ßas com idade m√©dia de 11,1 anos, sendo 17 do grupo dislexia, diagnosticadas de acordo com crit√©rios do DSM-IV, e 32 crian√ßas que compuseram o grupo controle sem queixas de dificuldades de aprendizagem. Os resultados mostram que n√£o h√° diferen√ßas em rela√ß√£o √† domin√Ęncia de lateralidade, mas sim na habilidade de discrimina√ß√£o direita e esquerda. Desta forma, disl√©xicos apresentam maiores dificuldades de discrimina√ß√£o direita e esquerda em si mesmo e na outra pessoa. De fato, a crian√ßa que n√£o diferencia esquerda e direita, muitas vezes, √© incapaz de seguir a dire√ß√£o gr√°fica do texto, isto √©, a leitura come√ßando pela esquerda. Essas diferen√ßas podem ser relacionadas com habilidades perceptivo-motoras, rela√ß√Ķes de orienta√ß√£o espacial face aos objetos, imagens e s√≠mbolos, e organiza√ß√£o espacial. Essas dificuldades podem interferir tanto no tra√ßado como na combina√ß√£o de letras e n√ļmeros e, assim, caracterizar a Dislexia do desenvolvimento.

Autoria:
J√ļlia Sim√Ķes de Almeida   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Patr√≠cia Botelho da Silva   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Darlene Godoy de Oliveira   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Camila Cruz Rodrigues   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Elizeu Coutinho de Macedo   Universidade Presbiteriana Mackenzie
 
 


Apresentador:
J√ļlia Sim√Ķes de Almeida


Palavras-chave:
Dislexia, Lateralidade, Discriminação

Nome:
Clarissa Marceli Trentini

Titulo:
LEVANTAMENTO DE T√ČCNICAS DE AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA EM EQUOTERAPIA

Resumo:
V√°rias modalidades de tratamento mediadas por animais como a Equoterapia t√™m surgido. Esse m√©todo interdisciplinar utiliza o cavalo como facilitador dos processos de ensino-aprendizagem, reabilita√ß√£o e socializa√ß√£o para pessoas deficientes e √© realizado utilizando fundamentos da equita√ß√£o em perspectiva biopsicossocial. Estudos sobre a efic√°cia terap√™utica de m√©todos como a Equoterapia s√£o importantes para profissionais, pacientes e institui√ß√Ķes que promovem e financiam tal tratamento. Portanto, faz-se necess√°rio investigar nas pesquisas realizadas nessa √°rea como a avalia√ß√£o psicol√≥gica se insere. O objetivo foi verificar quais s√£o as t√©cnicas empregadas para avaliar construtos psicol√≥gicos em Equoterapia. Para tanto, foi realizado um levantamento nas bases: Academic Search Premier (EBSCO), Cambridge Journals Online, JSTOR Arts e Sciences, Oxford Journals (Oxford University Press), Project Muse, SpringerLink (MetaPress), Wiley Online Library, Scielo, BVSPsi, CAPES - Portal de Peri√≥dicos, PubMed, Science Direct, Health Advance e Elsevier Health. Os descritores therapeutic horse back riding, equinetherapy, therapeutic riding, riding for disabled, Equine assisted learning, Equine assisted therapy, Equine facilitated mental health, Equine assisted psychotherapy, equinoter√°pia, Equoterapia e terapia assistida por animais foram usados em estudos emp√≠ricos em ingl√™s, portugu√™s, espanhol e franc√™s nos √ļltimos 20 anos. Dez estudos que enfocavam os efeitos psicol√≥gicos da Equoterapia foram analisados. As pesquisas brasileiras n√£o apresentaram instrumentos com evid√™ncias de validade ou estudos psicom√©tricos. Os estudos internacionais apontam cuidado com as medidas psicol√≥gicas e utilizam escalas validadas e normatizadas para a amostra. Constatam-se escassas evid√™ncias emp√≠ricas em estudos na √°rea da psicologia em Equoterapia, pouco uso de instrumentos de medidas psicol√≥gicas ou cognitivas com normas e evid√™ncias de validade e n√ļmero reduzido de participantes. Por ser uma √°rea interdisciplinar os instrumentos de avalia√ß√£o em Equoterapia abrangem diversas √°reas.

Autoria:
Renata de Souza Zamo   UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Tamires dos Santos Rios   UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Clarissa Marceli Trentini   UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
 
 
 
 


Apresentador:
Clarissa Marceli Trentini


Palavras-chave:
Equoterapia, Avaliação psicológica, Instrumentos de medida

Nome:
Erica Hokama

Titulo:
L√≠deres e suas Representa√ß√Ķes Sociais: Sob a luz do Desenho Est√≥ria Tem√°tico

Resumo:
O mundo globalizado traz com ele v√°rias mudan√ßas de pap√©is e perfis dentro das organiza√ß√Ķes, e neste contexto o papel do l√≠der tamb√©m sofreu grandes altera√ß√Ķes. Atualmente o l√≠der tem o desafio de estimular o comprometimento dos funcion√°rios com a empresa, aumentar a produtividade, desenvolver equipes extremamente eficientes e eficazes, exigindo que o l√≠der tenha um grau de resili√™ncia e autoefic√°cia para, desta forma, garantir a adapta√ß√£o positiva diante das adversidades e mudan√ßas do mundo corporativo e ainda avaliar-se mais positivamente em rela√ß√£o a sua atividade laboral e perceber-se mais eficaz em suas fun√ß√Ķes. OBJETIVO: O presente trabalho teve como objetivo estudar as representa√ß√Ķes sociais do papel de L√≠der para alunos de um curso de Tecnologia em Gest√£o de uma Institui√ß√£o de Ensino Privada. M√ČTODO: Participaram do estudo 05 alunos do Curso de Tecnologia em Gest√£o de uma Faculdade Particular da cidade de S√£o Paulo ¬Ė Brasil. Foi empregado como procedimento o Desenho Est√≥ria com Tema, derivado do Procedimento de Desenhos Est√≥rias de Walter Trinca, embasados nos trabalhos de Aiello-Vaisberg e Tardivo. Optou-se pela consigna ¬ďDesenhe um L√≠der¬Ē, sendo que, ap√≥s a elabora√ß√£o do desenho, solicitou-se que escrevessem a hist√≥ria do desenho no verso da folha e em seguida pediu-se que dessem um nome para o desenho. Utilizou-se como base, a teoria das Representa√ß√Ķes Sociais de Moscovici. RESULTADOS: Os resultados mostram que os participantes desta pesquisa entendem o l√≠der como uma entidade de poder que est√° em um n√≠vel privilegiado e tem como obriga√ß√£o ser o exemplo, observar, valorizar e premiar seus funcion√°rios. CONCLUS√ÉO: A partir dos desenhos e hist√≥rias apresentados concluiu-se que os participantes ainda tem impregnado o estere√≥tipo do l√≠der centrado no poder, fazendo com que esta pesquisa seja relevante, a fim de gerar uma reflex√£o nas organiza√ß√Ķes sobre seus paradigmas em rela√ß√£o √†s lideran√ßas.

Autoria:
Erica Hokama   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Elainy da Silva Camilo Loiola   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Danuta Medeiros   Faculdade de Sa√ļde P√ļblica da Universidade de S√£o Paulo / Centro Universit√°rio FIEO
 
 
 
 


Apresentador:
Erica Hokama


Palavras-chave:
Representação Social, Desenho Temático, Liderança

Nome:
Carlos Henrique Sancineto Silva Nunes

Titulo:
Matrizes Progressivas Avançadas de Raven: estudos psicométricos brasileiros

Resumo:
As Matrizes Progressivas Avan√ßadas de Raven foram desenvolvidas para avaliar os dois componentes de g identificados por Spearman como habilidade edutiva e habilidade reprodutiva. O objetivo do presente trabalho √© apresentar algumas pesquisas desenvolvidas com o Raven no Brasil. Os estudos mencionados nesse resumo referem-se ao Caderno II do instrumento. Usou-se uma base de dados oriunda de coletas feitas por diversos colaboradores, composta por 1.930 pessoas, na maioria mulheres (64,4%), predominantemente com idade entre 18 e 24 anos. A verifica√ß√£o da unidimensionalidade do Raven Avan√ßado foi feita utilizando-se de tr√™s procedimentos do modelo de Rasch, tendo-se encontrado suporte para a hip√≥tese de unidimensionalidade do Raven. A precis√£o, calculada por Kuder-Richardson, foi de 0,88. As propriedades psicom√©tricas do Raven tamb√©m foram estimadas pelo modelo de Rasch, observando-se que a dificuldade dos itens variou de -2,39 at√© +3,19, sendo considerada bastante ampla. A an√°lise do ajuste dos itens sugeriu que a maioria dos itens apresentou √≠ndices considerados adequados, e que apenas o item 36 teve um outfit ligeiramente acima do valor recomendado, mas ainda considerado insuficiente de degradar a qualidade da medida. Por sua vez, a an√°lise do mapa de itens permitiu observar que os itens distribu√≠ram-se adequadamente ao longo dos diferentes n√≠veis de habilidade dos sujeitos, indicando a adequa√ß√£o do instrumento para avalia√ß√£o dessa popula√ß√£o. Foi feita a an√°lise de DIF por sexo, forma de aplica√ß√£o (l√°pis e papel versus computadorizada) e por Estado de realiza√ß√£o da coleta, verificando-se que a maioria dos itens n√£o apresentou vi√©s nas vari√°veis analisadas. Outros estudos de validade s√£o relatados no manual brasileiro, por√©m j√° foram apresentados em outros trabalhos, n√£o sendo inclu√≠dos no presente p√īster. O conjunto de estudos de psicom√©tricos do Raven sugere que trata-se de um instrumento adequado para uso do psic√≥logo, com a popula√ß√£o adulta.

Autoria:
Carlos Henrique Sancineto Silva Nunes   Universidade Federal de Santa Catarina
Maiana Farias Oliveira Nunes   Faculdade Avantis
 
 
 
 
 


Apresentador:
Maiana Farias Oliveira Nunes


Palavras-chave:
Avaliação da Inteligência, Fator G, Psicometria

Nome:
Caroline Tozzi Reppold

Titulo:
MATURIDADE VISOMOTORA E FUN√á√ēES EXECUTIVAS DE CRIAN√áAS EM IDADE ESCOLAR

Resumo:

Resumo: A Neuroci√™ncia Cognitiva √© o campo de estudo que vincula o c√©rebro e outros aspectos do sistema nervoso ao processamento cognitivo e, por fim, ao comportamento. A rela√ß√£o de dois importantes construtos dessa √°rea foi abordada nesta pesquisa: a maturidade visomotora (MV) e as fun√ß√Ķes executivas (FEs). A MV √© uma complexa fun√ß√£o integrativa que compreende tanto a percep√ß√£o, como a express√£o motora desta percep√ß√£o. J√° as FEs consistem em um conjunto de habilidades cognitivas que, de forma articulada, permitem ao indiv√≠duo a auto-organiza√ß√£o e a adequa√ß√£o de seu comportamento. O objetivo da pesquisa foi investigar a rela√ß√£o entre maturidade visomotora, intelig√™ncia e fun√ß√Ķes executivas em crian√ßas em idade escolar. Foram inclu√≠das no estudo 85 crian√ßas, de 7 a 10 anos. Os dados foram coletados em escolas p√ļblicas de Porto Alegre. Os instrumentos validados utilizados na avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica foram: Teste Gest√°ltico Visomotor de Bender ¬Ė Sistema de Pontua√ß√£o Gradual (B-SPG), Teste Wisconsin de Classifica√ß√£o de Cartas (WCST), Matrizes Progressivas Coloridas de Raven e Figuras Complexas de Rey. As an√°lises estat√≠sticas indicaram que quanto maior o estado maturacional das FEs, menor ser√£o as distor√ß√Ķes das figuras do B-SPG. Os resultados foram discutidos com o intuito de buscar evid√™ncias de rela√ß√£o entre os instrumentos da bateria neuropsicol√≥gica sob a perspectiva da Neuropsicologia Cognitiva, da Psicologia do Desenvolvimento e da Fisioterapia do Desenvolvimento infantil.

Autoria:
ANA LUISA SILVA DE OLIVEIRA   Fisioterapeuta; Mestranda do Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Ci√™ncias da Reabilita√ß√£o (UFCSPA)
ANA CRISTINA PEDRON   Psic√≥loga; Especialista em Neuropsicologia (UFRGS); Mestre em Ci√™ncias da Sa√ļde (UFCSPA);
JANICE LUIZA LUKRAFKA TARTARI   Fisioterapeuta; Professora adjunto da UFCSPA; Doutora em Ci√™ncias M√©dicas (UFRGS);
CAROLINE TOZZI REPPOLD   Professora adjunto da UFCSPA; Doutora em Psicologia com est√°gio de p√≥s-doutorado (UFRGS e USF)
 
 
 


Apresentador:
ANA LUISA SILVA DE OLIVEIRA


Palavras-chave:
maturidade visomotora, fun√ß√Ķes executivas, neuropsicologia

Nome:
ROBERTA RAMAZOTTI FERRAZ DE CAMPOS

Titulo:
Medidas de Afetos em Domínios Específicos

Resumo:
A neglig√™ncia ao estudo dos aspectos positivos e virtuosos dos seres humanos pela ci√™ncia psicol√≥gica deu-se em raz√£o do privil√©gio ao estudo dos aspectos ¬ďanormais¬Ē. A este respeito, destaca-se que a maioria das pessoas n√£o experimentam desordens mentais, ao mesmo tempo em que a aus√™ncia de doen√ßa n√£o constitui, por si s√≥, felicidade ou bem¬Ėestar. Mais recentemente, a Psicologia Positiva, a fim de responder ao questionamento ¬ďO que h√° de certo com as pessoas?¬Ē, visa estudar as qualidades humanas, bem como a promo√ß√£o de seu funcionamento positivo. Os afetos s√£o estudados pela referida abordagem e aludem ao resultado da intensidade e frequ√™ncia das emo√ß√Ķes vivenciadas, sendo divididos em positivos e negativos. O afeto positivo √© compreendido por emo√ß√Ķes como orgulho, felicidade e entusiasmo, enquanto que o negativo pode ser representado por emo√ß√Ķes desagrad√°veis e aversivas, incluindo tristeza e medo. Com o objetivo de mensurar os afetos em dom√≠nios espec√≠ficos, a saber, ¬ĎEu¬í, ¬ĎFam√≠lia¬í, ¬ĎAmigos¬í e ¬ĎTrabalho / Finan√ßas¬í, o presente estudo utilizou uma vers√£o modificada da Escala de Afetos Zanon, de modo que foi realizada uma adapta√ß√£o em sua instru√ß√£o para verificar poss√≠veis diferen√ßas nas medidas dos afetos. Participaram da pesquisa 142 pessoas, com idades ente 15 e 87 anos, sendo 63,3% do sexo feminino. Com rela√ß√£o √† escolaridade, 63,6% dos participantes possu√≠am Ensino M√©dio Incompleto e 89,3% ocupavam um trabalho formal. Isso se deu pelo motivo de que 71,9% dos indiv√≠duos eram jovens de uma institui√ß√£o profissionalizante, ou seja, estavam cursando o Ensino M√©dio e trabalhando, ao mesmo tempo. Dentre os principais resultados, foram identificadas diferen√ßas significativas entre os sexos para afetos negativos e afetos positivos e, com rela√ß√£o √† idade, houve signific√Ęncia estat√≠stica para os afetos negativos em rela√ß√£o ao trabalho. A ANOVA mostrou diferen√ßas significativas para os afetos negativos, tamb√©m em rela√ß√£o ao trabalho.

Autoria:
Roberta Ramazotti Ferraz de Campos   Universidade S√£o Francisco, Itatiba /SP - Brasil
Ana Paula Porto Noronha   Universidade S√£o Francisco, Itatiba /SP - Brasil
Claudia Cob√™ro   Faculdade de Extrema, Extrema /MG - Brasil
Mariana Varandas de Camargo Barros   Universidade S√£o Francisco, Itatiba /SP - Brasil
Maria Isabel de Campos   Universidade S√£o Francisco, Itatiba / SP - Brasil
 
 


Apresentador:
Roberta Ramazotti Ferraz de Campos


Palavras-chave:
Psicologia positiva, Bem-estar subjetivo, Avaliação psicológic

Nome:
Thicianne Malheiros da Costa

Titulo:
MEDINDO AMOR: AN√ĀLISE FATORIAL CONFIRMAT√ďRIA DA ESCALA TETRANGULAR DO AMOR (ETA)

Resumo:
RESUMO: A Escala Tetrangular do Amor (ETA) foi inicialmente desenvolvida por Yela para mensurar as dimens√Ķes do amor. N√£o h√° consenso acerca da dimensionalidade da ETA na literatura, e publica√ß√Ķes nessa dire√ß√£o t√™m indicado estruturas compostas por tr√™s ou quatro fatores. Desse modo, o objetivo deste estudo √© testar a adequa√ß√£o dos dois modelos, comparando-os e escolhendo aquele que melhor se ajusta aos dados, bem como avaliar os √≠ndices de consist√™ncia interna dos fatores do modelo mais ajustado. Participaram deste estudo 281 pessoas da popula√ß√£o geral da cidade de Fortaleza (CE), que, ao serem convidadas, concordaram em participar do estudo (amostra n√£o probabil√≠stica). Os participantes apresentaram idade m√©dia de 24,1 anos, variando entre 18 e 59 anos, sendo a maioria do sexo feminino (51,6%), heterossexual (36,1%), solteira (44,5%) e com ensino superior incompleto (71,5%). O question√°rio foi composto pela ETA e por perguntas sociobiodemogr√°ficas. Para alcan√ßar os objetivos propostos, utilizaram-se an√°lise fatorial confirmat√≥ria e o c√°lculo do Alfa de Cronbach. Considerando os m√ļltiplos indicadores de qualidade de ajuste (χ¬≤/gl, CFI, AGFI e RMSEA), percebe-se que o modelo de quatro fatores reuniu provas de melhor adequa√ß√£o, sendo composto pelos fatores compromisso, intimidade, paix√£o er√≥tica e paix√£o rom√Ęntica. N√£o obstante, os quatro fatores dessa medida apresentaram alfas de Cronbach satisfat√≥rios. Tais resultados apontam para a adequa√ß√£o psicom√©trica do modelo tetrafatorial da Escala Tetrangular do Amor.

Autoria:
Thicianne Malheiros da Costa   Universidade Federal do Cear√°
Walberto Silva dos Santos   Universidade Federal do Cear√°
Sarah Stella Bomfim de Souza   Universidade Federal do Cear√°
Dami√£o Soares de Almeida Segundo   Universidade Federal do Cear√°
Ang√©lica Maria Gadelha Guimar√£es Pompeu   Universidade Federal do Cear√°
 
 


Apresentador:
Thicianne Malheiros da Costa


Palavras-chave:
Amor, Medida, Validação

Nome:
Alex Sandro de Moura Grangeiro

Titulo:
MEDINDO AUTOESTIMA: EVIDÊNCIAS DE VALIDADE E PRECISÃO DA ESCALA DE AUTOESTIMA DE ROSEMBERG (EAR)

Resumo:
A autoestima √© definida como um conjunto de sentimentos e pensamentos do indiv√≠duo sobre seu pr√≥prio valor, compet√™ncia e adequa√ß√£o, refletindo uma atitude positiva ou negativa em rela√ß√£o a si mesmo. Neste sentido, diversos estudos t√™m investigado a rela√ß√£o da autoestima com outros construtos psicol√≥gicos, utilizando este construto para o desenvolvimento de modelos explicativos. Para tanto, a mensura√ß√£o desse construto tem sido realizada por meio da Escala de Autoestima de Rosemberg (EAR). No Brasil, h√° diverg√™ncias em rela√ß√£o √† sua estrutura fatorial, apesar de seus √≠ndices de consist√™ncia interna apresentarem-se satisfat√≥rios. Deste modo, o presente estudo teve como principal objetivo conhecer evid√™ncias de validade e precis√£o da EAR para o contexto cearense. Participaram deste estudo 232 usu√°rios de redes sociais com idade m√©dia de 25 anos, variando entre 18 e 56 anos, sendo a maioria cat√≥lica (38,8%), do sexo masculino (51,0%), solteira (48,7%) e com ensino superior incompleto (60,8%). Todos responderam, dentre outras medidas, a EAR e perguntas sociobiodemogr√°ficas. Os participantes que foram solicitados a participar do estudo concordaram em faz√™-lo, cientes da confidencialidade de seus dados. Uma an√°lise de componentes principais sem fixar o n√ļmero de fatores e com rota√ß√£o oblimin indicou a exist√™ncia de dois fatores, a saber: vis√£o positiva de si mesmo e vis√£o autodepreciativa. Estes fatores apresentaram alfas aceit√°veis e explicaram porcentagem satisfat√≥ria da vari√Ęncia total. Com base nestes resultados, √© poss√≠vel concluir que EAR apresenta par√Ęmetros psicom√©tricos adequados, configurando-se como uma medida confi√°vel para avalia√ß√£o da autoestima. Neste sentido, uma medida de autoestima com par√Ęmetros psicom√©tricos satisfat√≥rios poder√° contribuir para o desenvolvimento de modelos explicativos que envolvam autoestima, podendo servir de base para estudos futuros na √°rea da Psicologia Social.

Autoria:
Walberto Silva dos Santos   Universidade Federal do Cear√°
Alex Sandro de Moura Grangeiro   Universidade Federal do Cear√°
Emanuela Maria Possidonio de Sousa   Universidade Federal do Cear√°
Mariana Gon√ßalves Farias   Universidade Federal do Cear√°
Dami√£o Soares de Almeida Segundo   Universidade Federal do Cear√°
 
 


Apresentador:
Alex Sandro de Moura Grangeiro


Palavras-chave:
Autoestima, Instrumento, Validação

Nome:
T√°bata Cardoso

Titulo:
Memória visual de candidatos à Carteira Nacional de Habilitação comparada a uma amostra geral.

Resumo:
H√° uma crescente preocupa√ß√£o na forma como s√£o realizados os processos de avalia√ß√£o psicol√≥gica de candidatos √† Carteira Nacional de Habilita√ß√£o (CNH), uma vez que nem todos os instrumentos s√£o desenvolvidos especificamente para esse fim e nem sempre apresentam estudos com essa popula√ß√£o. A mem√≥ria √© uma das caracter√≠sticas que √© avaliada no contexto do tr√Ęnsito por ter um papel importante na atividade de dirigir. O objetivo deste estudo foi verificar a exist√™ncia de diferen√ßas estatisticamente significantes entre os escores do Teste de Mem√≥ria Visual (TM-Vi) ao comparar um grupo de candidatos √† CNH com um grupo geral. O grupo de candidatos √† CNH foi formado por 661 pessoas, com idades entre 18 e 64 anos (M= 27,51; DP= 10,61). Destes, 208 (31,5%) eram do sexo feminino e 453 (68,5%) do masculino. Em rela√ß√£o a escolaridade, esta variou entre o ensino b√°sico e superior. O grupo da popula√ß√£o geral foi formado por 212 estudantes, com idades entre 18 e 62 anos (M= 24,98; DP= 8,88). Destes, 131 (61,8%) eram do sexo feminino e 81 (38,2%) masculino. No que diz respeito a escolaridade, os estudantes tinham desde o ensino fundamental at√© o superior Os testes foram aplicados coletivamente nos dois grupos. Para verificar a exist√™ncia de diferen√ßas estatisticamente significantes nos resultados foram comparadas as m√©dias dos participantes em fun√ß√£o do sexo, escolaridade e grupo a que pertenciam. Para as an√°lises foi utilizado o Modelo Linear Geral (General Linear Model - GLM) controlando-se o efeito da idade uma vez que estudos anteriores dispon√≠veis na literatura cient√≠fica comprovaram a influ√™ncia desta sobre a mem√≥ria. Os resultados mostraram que uma vez controlado o efeito da vari√°vel idade, somente a escolaridade gerou interfer√™ncias nos resultados do teste e que o fato dos participantes serem ou n√£o candidatos √† CNH n√£o diferenciou os escores brutos obtidos.

Autoria:
T√°bata Cardoso   Vetor Editora
Cristiano Esteves   Vetor Editora
F√°bio Camilo da Silva   Vetor Editora
 
 
 
 


Apresentador:
T√°bata Cardoso


Palavras-chave:
Memória, CNH, teste

Nome:
Tharso de Souza Meyer

Titulo:
M√ČTODOS PARA A ADAPTA√á√ÉO DE UMA FORMA REDUZIDA DO TESTE WISC-IV PARA LIBRAS

Resumo:
Todo instrumento de avalia√ß√£o deve ser revisado e adaptado quando utilizado numa popula√ß√£o diferente daquela para a qual foi padronizado. Segundo o Conselho Federal de Psicologia, a adapta√ß√£o dos testes psicol√≥gicos para indiv√≠duos com defici√™ncia configuram-se como atividades complexas que requerem a utiliza√ß√£o de v√°rias modifica√ß√Ķes e recursos adicionais. Neste sentido, este trabalho apresenta a etapa de An√°lise Te√≥rica dos Itens do processo de adapta√ß√£o de uma Forma Reduzida (FR) do teste WISC-IV para surdos ¬Ė usu√°rios da L√≠ngua Brasileira de Sinais (Libras). Buscando uma avalia√ß√£o mais r√°pida, por√©m representativa do modelo quadrifatorial do instrumento, optou-se por eleger uma FR de oito subtestes: Cubos, Racioc√≠nio Matricial, Vocabul√°rio, Semelhan√ßas, D√≠gitos, Sequ√™ncia, C√≥digo e Procurar S√≠mbolos. As instru√ß√Ķes e os itens foram traduzidos para Libras e a vers√£o inicial foi apresentada a sete peritos na cultura surda para realiza√ß√£o da tradu√ß√£o reversa. Com alguns ajustes provenientes desta etapa, foi realizada uma nova vers√£o do instrumento. Posteriormente, esta vers√£o foi testada, individualmente, de forma dialogada, em oito alunos surdos da cidade de Pelotas/RS, com objetivo de avaliar o entendimento das instru√ß√Ķes e dos itens verbais do teste, assim como os aspectos de operacionaliza√ß√£o. Considerando as sugest√Ķes e as dificuldades observadas com a popula√ß√£o-alvo, a forma experimental do teste resultou em inclus√£o e exclus√£o de itens, inser√ß√£o de ilustra√ß√Ķes e itens de exemplos e, ainda, algumas modifica√ß√Ķes no processo de aplica√ß√£o dos subtestes, refor√ßando a premissa de que h√° necessidade de rever os instrumentos dispon√≠veis, adequando-os para grupos especiais. Os subtestes que apresentaram maior necessidade de altera√ß√Ķes foram Vocabul√°rio e Semelhan√ßas, por serem verbais e devido √†s diferen√ßas de estrutura, tanto do pensamento, como da l√≠ngua entre ouvintes e surdos. Conclui-se que com as devidas adapta√ß√Ķes, que atendam as peculiaridades da cultura em estudo, a FR parece promissora para avalia√ß√£o cognitiva de surdos.

Autoria:
Tharso de Souza Meyer   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Sa√ļde e Comportamento - Universidade Cat√≥lica de Pelotas
Vera L. Marques de Figueiredo   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Sa√ļde e Comportamento - Universidade Cat√≥lica de Pelotas
 
 
 
 
 


Apresentador:
Tharso de Souza Meyer


Palavras-chave:
WISC-IV, Surdos, Adaptação, ,

Nome:
Luciana Becerra

Titulo:
MMPI-2RF em veteranos e ex-soldado da Guerra das Malvinas

Resumo:
O trabalho √© parte das atividades no √Ęmbito do projeto de pesquisa PIDDEF 26 "Estudo da rela√ß√£o entre os efeitos do estresse p√≥s-traum√°tico, tipo de personalidade, mecanismos de defesa predominantes e outras vari√°veis psicol√≥gicas na popula√ß√£o de veteranos e ex-soldado da Guerra das Malvinas ", financiado pelo Minist√©rio da Defesa Nacional Argentina.
Apresentamos o perfil médio do MMPI-2RF obtido em uma amostra de veteranos e ex-soldado da Guerra das Malvinas consultores do Centro de Estresse Pós-traumático "Malvinas Argentinas". Foram processadas pelo software MMPI-2 respostas fornecidas pelos sujeitos de admissão ao Centro, e novamente calculada a pontuação para a nova versão da técnica. O perfil médio foi construído para o grupo usando a mediana de cada escala como um valor de referência. São discutidos as vantagens de utilizar esta nova versão, suas diferenças com o MMPI-2 e os indicadores existentes para diferenciar indivíduos com e sem Estresse Pós-traumático.

Autoria:
Luciana Becerra   Ministerio de Defensa. PIDDEF 26. / CISOHDEF
Azzollini, Susana   Ministerio de Defensa. PIDDEF 26. / CISOHDEF
Paly, Gisela   Ministerio de Defensa. PIDDEF 26. / CISOHDEF
Lolich, Maria   Ministerio de Defensa. PIDDEF 26. / CISOHDEF
Nistal, Mara   Ministerio de Defensa. PIDDEF 26. / CISOHDEF
 
 


Apresentador:
Luciana Becerra


Palavras-chave:
MMPI-2RF, Guerra das Malvinas,

Nome:
Marcelo Antonio Perez

Titulo:
MMPI-2RF. TABELAS E ADAPTAÇÃO DE BUENOS AIRES

Resumo:
Apresentamos os resultados dos estudos de confiabilidade, adaptação e validade do MMPI-2RF feitas da Argentina adaptação do MMPI-2, que foi feita pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Buenos Aires.
Com base nas propostas-chave da versão original da nova técnica, a pontuação foram recalculados escalas do MMPI-2RF em um banco de dados de população clínica geral e que anteriormente tinha sido administrado o MMPI-2 em espanhol. Foram analisadas as propriedades de confiabilidade e validade da nova versão, a construção de uma escala por sexo e idade. Os resultados indicam que o MMPI-2 RF para Buenos Aires apresenta boas propriedades psicométricas para avaliar as características clínicas da personalidade.

Autoria:
Marcelo Antonio Perez   Universidad de Buenos Aires
Luciana Becerra   Universidad de Buenos Aires
 
 
 
 
 


Apresentador:
Marcelo Antonio Perez


Palavras-chave:
MMPI2RF, adaptação , Buenos Aires

Nome:
Maria de Fatima Silva Oliveira

Titulo:
Motivação para Empreender. Uma escala baseada em aspectos do individuo e do contexto

Resumo:
Neste estudo foi desenvolvido uma escala para medir alguns dos principais aspectos motivacionais que podem levar a um individuo a empreender, considerando tanto vari√°veis do individuo como do contexto. Os aspectos do individuo inclu√≠dos na escala foram: necessidade de criar, necessidade de inovar, necessidade de logro e necessidade de autonomia. Os aspectos do contexto inclu√≠dos foram: incentivos do Governo, situa√ß√£o laboral, influencia de terceiros, compromisso com a fam√≠lia e oportunidade de investimento. A escala, composta de 20 itens, aplicada a uma amostra de 343 indiv√≠duos, de entre eles empreendedores, n√£o empreendedores e indiv√≠duos intencionados e n√£o intencionados a empreender obteve um elevado √≠ndice de fiabilidade. Os resultados da an√°lise fatorial empregada para a valida√ß√£o da escala indicou um excelente n√≠vel de adequa√ß√£o dos dados a este tipo de t√©cnica. O crit√©rio de extra√ß√£o por componentes principais considerando autovalores iguales a um (1) e a porcentagem da vari√Ęncia total acumulada indicou a extra√ß√£o de 4 fatores, dos quais dois representam dimens√Ķes do individuo e dois do contexto. Os fatores do individuo, ¬ďnecessidade de inovar, criar e logro pessoal¬Ē e ¬ďnecessidade de autonomia, prestigio social e seguran√ßa¬Ē, representam muito bem os aspectos motivacionais de personalidade e comportamental, com excelentes n√≠veis de fiabilidade. O fator situacional ¬ďaproveitar incentivos, investimento e necessidade laboral¬Ē tamb√©m obteve um √≥timo n√≠vel de fiabilidade. Apenas o √ļltimo fator composto por una √ļnica vari√°vel que mediu a necessidade de empreender em fun√ß√£o de uma situa√ß√£o extrema, ou seja, por n√£o existir outra alternativa de trabalho, n√£o se recomenda utilizar. Os resultados validam o uso da escala em futuros trabalhos emp√≠ricos interessados no tema.

Autoria:
Maria de Fatima Silva Oliveira   Instituto Federal de Educa√ß√£o, Ci√™ncia e Tecnologia da Paraiba
Juan Carlos Garcia Iglesias   Iglesias Escola de Espanhol
 
 
 
 
 


Apresentador:
Maria de Fatima Silva Oliveira


Palavras-chave:
Escala de Motivação, Empreendedor, Empreendedorismo

Nome:
Caroline Tozzi Reppold

Titulo:
Neuropsicologia e Fonoaudiologia: avaliação interdisciplinar em linguagem oral

Resumo:
A interdisciplinaridade favorece a flexibilidade do conhecimento e um olhar mais abrangente sobre o paciente, sendo um ato de troca entre as diversas √°reas do conhecimento. Nesse sentido, o objetivo do presente √© ressaltar a import√Ęncia da atua√ß√£o conjunta entre a Psicologia e a Fonoaudiologia na avalia√ß√£o de pacientes com altera√ß√Ķes de linguagem. A avalia√ß√£o deste caso cl√≠nico foi realizada em conjunto entre uma Neuropsicologa e uma Fonoaudi√≥loga. O paciente era do sexo masculino, 10 anos, encaminhado ao psic√≥logo e ao fonoaudi√≥logo pelo servi√ßo de orienta√ß√£o educacional da escola. A m√£e relatou desenvolvimento neuropsicomotor adequado, presen√ßa de agita√ß√£o e desaten√ß√£o. A audi√ß√£o apresentava-se normal. A crian√ßa estava repetindo a terceira s√©rie. A queixa principal era de dificuldades na linguagem oral e aprendizagem. Na Escala de Intelig√™ncia de Wechsler para Crian√ßas a crian√ßa ficou classificada como dentro da m√©dia na Escala Verbal e na Escala de Execu√ß√£o. Apresentou boa organiza√ß√£o temporal, capacidade de estabelecer rela√ß√Ķes l√≥gicas, boa capacidade de s√≠ntese de conhecimentos, adequado n√≠vel lexical e mem√≥ria sem√Ęntica, capacidade de argumenta√ß√£o e de flexibilidade mental, conhecimento de mundo e capacidade de resolu√ß√£o de problemas. Seu desempenho em processamento verbal auditivo foi dentro da m√©dia para sua idade e escolaridade. Verificou-se a presen√ßa de processos fonol√≥gicos importantes que prejudicam a produ√ß√£o adequada da fala. A avalia√ß√£o da consci√™ncia fonol√≥gica apontou pontua√ß√£o de acordo com a hip√≥tese sil√°bico-alfab√©tica de escrita. A hip√≥tese diagn√≥stica sugere o preenchimento de crit√©rios para Transtorno Fonol√≥gico (DSM-IV-TR), caracterizado por fracasso ao usar os sons da fala esperados para o est√°gio do desenvolvimento, interferindo no desempenho escolar e na comunica√ß√£o social. A conduta foi o encaminhamento para acompanhamento fonoaudiol√≥gico, demonstrando a import√Ęncia da avalia√ß√£o conjunta entre os profissionais, a fim de viabilizar os acompanhamentos necess√°rios para cada caso.

Autoria:
L√©ia Gon√ßalves Gurgel   UFCSPA
Ana Cristina Pedron   UFCSPA
Caroline Tozzi Reppold   UFCSPA
 
 
 
 


Apresentador:
Ana Cristina Pedron


Palavras-chave:
neuropsicologia, linguagem, transtorno fonológico

Nome:
Patr√≠cia Silva L√ļcio

Titulo:
Normas para a categoriza√ß√£o sem√Ęntica entre crian√ßas do 2¬ļ ao 5¬ļ ano do Ensino Fundamental

Resumo:
A categoriza√ß√£o sem√Ęntica √© o processo pelo qual as entidades do mundo s√£o agrupadas de acordo com crit√©rios de similaridade. Trata-se de uma fun√ß√£o cognitiva essencial para a forma√ß√£o de conceitos na mem√≥ria. Sua avalia√ß√£o envolve o uso de tarefas de processamento cognitivo, cuja constru√ß√£o necessita da cria√ß√£o de bancos de dados contendo itens referentes a diversas categorias sem√Ęnticas produzidas de forma oral ou escrita. Este trabalho descreve um levantamento de uma variedade de campos sem√Ęnticos escritos por crian√ßas do 2o ao 5o ano do Ensino Fundamental e apresenta normas para as categorias avaliadas. Participaram do estudo 628 alunos de seis escolas (duas de cada rede de ensino) da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, e suas respectivas professoras (N = 48). Cada crian√ßa recebeu um bloco contendo 13 nomes de categorias (p. ex., FRUTAS), uma em cada folha, antecedidas por duas categorias de exemplos. As categorias foram adaptadas de um estudo anterior e avaliadas pelas professoras como sendo de conhecimento das crian√ßas. Os participantes foram instru√≠dos a escrever o mais r√°pido que conseguissem, em um prazo determinado, os exemplares que conheciam de cada categoria fornecida. A tarefa foi aplicada de forma coletiva pelas professoras, como parte do conte√ļdo normalmente trabalhado em sala de aula. As respostas leg√≠veis foram corrigidas e somente as corretas foram consideradas nos resultados. De uma maneira geral, as crian√ßas cometeram poucos erros, confirmando a avalia√ß√£o das professoras. Os itens mais conhecidos (maior frequ√™ncia de respostas) e os mais t√≠picos (citados em primeiro lugar) praticamente n√£o se diferiram em fun√ß√£o da s√©rie e do tipo de escola, mas as crian√ßas das escolas particulares apresentaram um vocabul√°rio significativamente maior do que dos seus pares (ANOVA). As normas aqui apresentadas servir√£o como base para medidas de controle de uma variedade de tarefas para avalia√ß√£o do campo sem√Ęntico.

Autoria:
Patr√≠cia Silva L√ļcio   Universidade Estadual de Londrina
S√©rgio Luiz dos Santos   UNIPAC/Ipatinga
√āngela Maria Vieira Pinheiro   Universidade Federal de Minas Gerais
 
 
 
 


Apresentador:
Patr√≠cia Silva L√ļcio


Palavras-chave:
categoriza√ß√£o, sem√Ęntica, mem√≥ria

Nome:
Sébastien Gélinas

Titulo:
Novas evidências de validade da Escala de Autoestima de Rosemberg

Resumo:
A escala de autoestima de Rosemberg √© um instrumento de natureza unidimensional, composto por 10 itens, e √© amplamente utilizada a quase 50 anos. A literatura psicom√©trica recomenda que a cada 5 anos se verifique as propriedades psicom√©tricas dos instrumentos psicol√≥gicos, para que se possa assegurar a qualidade da medida desses instrumentos. √Č dentro dessa √≥tica que esse estudo foi conduzido. Para tanto, uma amostra de 83 estudantes universit√°rios, de ambos os sexos e com idades entre 19 a 50 anos, responderam √† Escala de Autoestima de Rosemberg. Os resultados das correla√ß√Ķes inter-itens sugerem a presen√ßa de um √ļnico contruto unidimensional. Os resultados das correla√ß√Ķes item-total e os resultados dos √≠ndices Alpha de Cronbach para itens retirados reiteram que o modelo testado √© unidimensional, por natureza. Finalmente, uma an√°lise de componentes principais, que explica quase dois ter√ßos da vari√Ęncia do contruto avaliado assim como a qualidade das representa√ß√Ķes (comunalidades), reconfirma a unidimensionalidade do modelo em 10 itens. No que concerne a fidelidade da medida, os resultados indicam uma consist√™ncia interna (Alpha de Cronbach) muito satisfat√≥ria. A principal conclus√£o desse estudo √© que o instrumento em quest√£o satisfaz os crit√©rios psicom√©tricos comumente explorados e, portanto, pode-se continuar utilizando o referido instrumento. Algumas interpreta√ß√Ķes e implica√ß√Ķes para utiliza√ß√£o cl√≠nica desse instrumento s√£o apresentadas e discutidas. Outras popula√ß√Ķes, assim como outras propriedades m√©tricas dever√£o ser exploradas em novos estudos.

Autoria:
S√©bastien G√©linas   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
 
 
 
 
 


Apresentador:
Marcos Alencar Abaide Balbinotti


Palavras-chave:
Psicometria, Autoestima, Validação

Nome:
Marcos Alencar Abaide Balbinotti

Titulo:
Novo teste de atenção concentrada para atletas: índices de dificuldade, validade divergente e normas

Resumo:
A atenção no esporte tem sido estudada por diversos autores de três áreas distintas, mas complementares: processamento de informação, psicologia social, e psicofisiologia. Cada área de pesquisa enfatiza um aspecto característico do processo de atenção. Pesquisas em processamento de informação têm estabelecido duas formas conexas de processamento: processamento de controle, o qual requer mais esforço, e é mais lento e pesado; processamento automático, o qual requer menos esforço, é mais rápido e eficiente. Psicólogos sociais têm se concentrado mais nas diferenças individuais
e nas influ√™ncias do ambiente sobre os processos da aten√ß√£o. Psicofisiologistas do esporte t√™m examinado os mecanismos subjacentes do processo da aten√ß√£o, atrav√©s do monitoramento de atividades corticais e indicadores aut√īnomos do organismo (por exemplo, atividades card√≠acas); ambos
indicadores têm sido utilizados, com sucesso, para avaliar estilos característicos de atenção em atletas. Entretanto, o custo associado a esses procedimentos avaliativos são enormes e não necessariamente disponíveis aos psicólogos do esporte de clubes esportivos da comunidades em geral. Considerando os
aspectos teóricos e de natureza financeira, foi elaborado o Teste Balbinotti-Barbosa de Rapidez e Exatidão de Percepção para Atletas (TB2REPA-425), inspirado no mesmo modelo daqueles de atenção concentrada. Os 537 estudantes-atletas, de ambos os sexos e com idades variando de 12 a 35 anos, que
o responderam tentaram marcar o mais rápido possível, e sem errar, todas as imagens que são exatamente iguais aos estímulos propostos. Destaca-se que as imagens são características de contextos
esportivos, denotando-se, segundo a classificação de 4 juizes-avaliadores, uma superior validade de face, quando comparado com outros instrumentos de mesma origem. Por tratar-se de um estudo inédito, descreve-se, nessa etapa, os índices de dificuldade dos itens, validade divergente (com resultados satisfatórios), bem como um estudo minucioso de normas por sexo e por faixa-etária. Novos
estudos de validade de contruto e de critério estão em desenvolvimento.

Autoria:
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Daniela Wietheuper   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Marcus Levi Lopes Barbosa   Universidade Feevale, Novo Hamburgo, RS, Brasil
Evandro Morais Peixoto   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas, Campinas, SP, Brasil
Elisa Medici Piz√£o Yoshida   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas, Campinas, SP, Brasil
 
 


Apresentador:


Palavras-chave:
Psicologia do Esporte, Psicometria, Atenção

Nome:
Marcos Alencar Abaide Balbinotti

Titulo:
Novo teste de inteligência não verbal para atletas: índices de dificuldade e normas

Resumo:
Autores entendem intelig√™ncia como uma capacidade geral de adquirir e aplicar conhecimentos. Um comportamento √© considerado inteligente, quando pessoas s√£o capazes de lidar com antigas e novas exig√™ncias do ambiente. Portanto, intelig√™ncia indica comportamento adapt√°vel baseado na capacidade de resolver problemas, e essa efic√°cia comportamental √© dirigida por processos cognitivos e operacionais. Outros autores afirmam que o comportamento inteligente depende da riqueza e variedade de percep√ß√Ķes processadas em um determinado momento ¬Ė capacidade do c√©rebro em codificar (arquivar e representar) e acessar (recuperar) informa√ß√Ķes relevantes √† tarefa a ser realizada. Como as tarefas variam no que diz respeito √†s suas caracter√≠sticas √ļnicas, presume-se que a natureza e a integra√ß√£o do componente perceptivo-cognitivo necess√°rio para a realiza√ß√£o de cada tarefa tamb√©m sejam √ļnicas. Ainda, tarefas similares podem ser realizadas em diferentes contextos e situa√ß√Ķes; o comportamento inteligente depende da capacidade intelectual do sujeito, da natureza da tarefa e da situa√ß√£o em que a tarefa e a pessoa interagem. Assim, compet√™ncia no esporte representa a pr√≥pria intelig√™ncia pois envolve codificar sinais ambientais relevantes, process√°-los e responder apropriadamente. Com base nesse suporte te√≥rico foi elaborado o Teste Balbinotti-Barbosa de Intelig√™ncia N√£o Verbal para Atletas (TBBINVA-36), um teste de natureza fatorial fortemente inspirado em outros de mesmo estilo, como o Teste Raven e o G-36. A principal caracter√≠stica do TBBINVA-36 √© o conte√ļdo dos est√≠mulos (ou itens). Eles representam imagens pr√≥prias e pertinentes ao contexto esportivo, demonstrando, segundo a classifica√ß√£o de 4 juizes-avaliadores, uma superior validade de face quando comparados com outros instrumentos de mesma origem. Por tratar-se de um estudo in√©dito, demonstra-se, nessa etapa, os √≠ndices de dificuldade de cada um dos 36 itens do TBBINVA-36, bem como um estudo minucioso de normas por sexo e por idade dos 537 estudantes-atletas investigados. Novos estudos de validade de contruto e de crit√©rio est√£o em desenvolvimento.

Autoria:
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Daniela Wietheuper   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Marcus Levi Lopes Barbosa   Universidade Feevale, Novo Hamburgo, RS, Brasil
Evandro Morais Peixoto   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas, Campinas, SP, Brasil
Elisa Medici Piz√£o Yoshida   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas, Campinas, SP, Brasil
 
 


Apresentador:
Marcos Alencar Abaide Balbinotti


Palavras-chave:
Psicologia do Esporte, Psicometria, Inteligência Geral

Nome:
Jader Ramos J√ļnior

Titulo:
O cotidiano dos profissionais da sa√ļde: um estudo a partir do procedimento do Desenho Tem√°tico com Est√≥rias

Resumo:
Os profissionais da sa√ļde convivem com a necessidade de atender a elevadas e complexas demandas, sobrecarregando suas fun√ß√Ķes e desencadeando dificuldades tanto no que se refere ao contato com as equipes quanto com a organiza√ß√£o do trabalho. Assim, este estudo teve como objetivo conhecer a percep√ß√£o dos profissionais da sa√ļde diante de seu cotidiano de trabalho. Participaram do estudo 32 profissionais da √°rea da sa√ļde: fonoaudi√≥logos, m√©dicos, psic√≥logos, enfermeiros e assistentes sociais. Foram submetidos √† aplica√ß√£o do procedimento do Desenho Tem√°tico com Est√≥rias. O material foi analisado qualitativamente, sendo elaborada uma s√≠ntese conclusiva para cada caso e, posteriormente, uma sistematiza√ß√£o dos dados obtidos. Os resultados indicaram a presen√ßa de sentimentos de impot√™ncia e fragilidade. Igualmente verificou-se dificuldades no processo de comunica√ß√£o os setores e entre os pr√≥prios profissionais. As dificuldades enfrentadas mostram-se como desafios que desencadeiam mecanismos de idealiza√ß√£o, possivelmente como forma de projetarem uma pr√°tica verdadeiramente integrada e intersetorial.

Autoria:
Jader Ramos J√ļnior   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Hilda Rosa Capel√£o Avoglia   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Felipe Marangoni Pontes   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Beatriz Borges Brambilla   Universidade Metodista de S√£o Paulo
 
 
 


Apresentador:
Jader Ramos J√ļnior


Palavras-chave:
profissionais da sa√ļde, desenho tem√°tico, servi√ßo p√ļblico

Nome:
Fabiola Cristina Biasi

Titulo:
O desempenho no teste de Pfister de adultos e crianças, considerando-se o gênero

Resumo:
Na busca para estabelecer par√Ęmetros psicom√©tricos para o Teste das Pir√Ęmides Coloridas de Pfister (TPC), especulou-se sobre a influ√™ncia cultural na escolha das cores. Dentre os dilemas, discute-se sobre o enraizamento cultural de que rosa seria cor de menina e azul seria cor de meninos. Objetivou-se, portanto, verificar se h√° diferen√ßa no uso das diversas tonalidades de azul e de vermelho do TPC em fun√ß√£o do g√™nero e faixa et√°ria. Participaram do estudo 528 crian√ßas, sendo 219 do g√™nero masculino e 309 do g√™nero feminino e 206 adultos, sendo 117 do g√™nero masculino e 89 do g√™nero feminino. Por meio do teste t de Student foram feitas as compara√ß√Ķes entre adultos e crian√ßas de acordo com o g√™nero. Na compara√ß√£o entre os adultos, as mulheres apresentaram m√©dias maiores nos tons Az2 e Vm1, enquanto que os homens tiveram aumento de Az4 e Vm4. Na compara√ß√£o entre as crian√ßas por sexo, verificou-se Az1 e Vm1 aumentado em meninas e Az4 e Vm2 aumentado em meninos. Posteriormente, foi feita a an√°lise t de student entre homens e meninos, verificando Vm1 aumentado no grupo dos meninos. Na compara√ß√£o entre mulheres e meninas, as mulheres tiveram resultados aumentados nas cores Az2 e Az3 e as meninas tiveram um resultado mais elevado em Az4 e Vm4. Segundo os resultados obtidos podemos perceber que os grupos apresentaram diferen√ßa na frequ√™ncia do uso de cada uma das tonalidades. √Č interessante notar que mulheres e meninas usaram tonalidades mais claras do TPC tanto para o vermelho quanto para o azul. Nas compara√ß√Ķes por g√™nero tanto de crian√ßas como de adultos, o g√™nero feminino apresentou maior frequ√™ncia de Vm1, que assemelha-se a cor rosa, e o g√™nero masculino maior frequ√™ncia do Az4. Esses resultados apontam para a necessidade de se considerar influencias culturais nos resultados.

Autoria:
Fabiola Cristina Biasi   Docente do curso de Psicologia da Universidade S√£o Francisco (USF)
Anna Elisa de Villemor-Amaral   Docente do Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o Stricto Sensu em Psicologia da Universidade S√£o Francisco (USF)
P√Ęmela Malio Pardini Pavan   Aluna de Mestrado pelo Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o Stricto Sensu em Psicologia da USF
Raquel Rossi Tavella   Docente do curso de Psicologia do Centro Universit√°rio Nossa Senhora do Patroc√≠nio (CEUNSP)
Lucila Moraes Cardoso   Docente do curso de Psicologia do Centro Universit√°rio Nossa Senhora do Patroc√≠nio (CEUNSP).
 
 


Apresentador:
Fabiola Cristina Biasi


Palavras-chave:
avaliação psicológica, Teste de Pfister, gênero

Nome:
F√°tima Aparecida Emm Faleiros Sousa

Titulo:
O DESENHO DA DOR EM CRIAN√áAS E ADOLESCENTES COM C√āNCER

Resumo:
No Brasil, o c√Ęncer atinge anualmente cerca de 10 mil crian√ßas com at√© 18 anos, sendo a dor uma dos sinais mais temidos pelos doentes no processo cl√≠nico. A literatura aponta interesse no problema da dor oncopedi√°trica e na sua avalia√ß√£o, entretanto, o tema ainda √© pouco explorado quando comparado √†s produ√ß√Ķes cient√≠ficas em adultos. Diante disso, este estudo se prop√īs a compreender como crian√ßas e adolescentes com c√Ęncer expressam a dor. O estudo descritivo fenomenol√≥gico foi realizado e aprovado pelo Comit√™ de √Čtica em Pesquisa no Hospital das Cl√≠nicas do interior de S√£o Paulo. Participaram 30 crian√ßas e adolescentes entre 5 e 18 anos de idade, de ambos os sexos, em fases diferentes de tratamento oncol√≥gico com condi√ß√Ķes f√≠sicas e cognitivas para executar as tarefas da pesquisa. Utilizou-se para investiga√ß√£o, os indicadores s√≥cio-demogr√°ficos e a t√©cnica de desenhos gr√°ficos. A m√©dia de idade encontrada foi de 11 anos, sendo 66,6% feminino, 96,6% com ensino fundamental incompleto e, 70% da religi√£o cat√≥lica. Na utiliza√ß√£o da t√©cnica gr√°fica de desenho, quatro categorias tem√°ticas foram encontradas e associadas √† dor: a morte; a fam√≠lia; a hospitaliza√ß√£o e os sentimentos de solid√£o e de tristeza. O estudo demonstrou que a t√©cnica gr√°fica √© pr√°tica, de f√°cil aplica√ß√£o e facilita a express√£o de dor de crian√ßas e adolescentes com c√Ęncer. √Č importante ressaltar que, por meio dos desenhos foi poss√≠vel perceber os componentes f√≠sicos, sociais e afetivos relacionados √† dor, bem como, entender que o uso deste instrumento se faz necess√°rio para a realiza√ß√£o de um melhor manejo √°lgico na √°rea oncopedi√°trica.

Autoria:
HILZE BENIGNO DE OLIVEIRA MOURA-SIQUEIRA   UNIVERSIDADE DE S√ÉO PAULO - ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIR√ÉO PRETO
RODRIGO RAMON FALCONI GOMES   UNIVERSIDADE PAULISTA
D√ČBORA FERNANDA AMARAL PEDROSA   UNIVERSIDADE DE S√ÉO PAULO - ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIR√ÉO PRETO
M√ĀRCIA DE OLIVEIRA SAKAMOTO GARBI   UNIVERSIDADE DE S√ÉO PAULO - ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIR√ÉO PRETO
SIMONE SALTARELI   UNIVERSIDADE DE S√ÉO PAULO - ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIR√ÉO PRETO
TALITA DE C√ĀSSIA RAMINELLI DA SILVA   UNIVERSIDADE DE S√ÉO PAULO - ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIR√ÉO PRETO
F√ĀTIMA APARECIDA EMM FALEIROS SOUSA   UNIVERSIDADE DE S√ÉO PAULO - ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIR√ÉO PRETO


Apresentador:
RODRIGO RAMON FALCONI GOMES


Palavras-chave:
AVALIA√á√ÉO, DOR ONCOPEDI√ĀTRICA, DESENHO INFANTIL

Nome:
Jader Ramos J√ļnior

Titulo:
O Desenho da Figura Humana e a representação da imagem corporal em crianças

Resumo:
A imagem corporal, enquanto representa√ß√£o mental do pr√≥prio corpo √© constitu√≠da pelo modo como o corpo se apresenta ao indiv√≠duo e, ao mesmo tempo, como esse indiv√≠duo experimenta psicologicamente esse corpo. Assim, sofre influ√™ncia de fatores patol√≥gicos, entre estes, destacamos a depress√£o infantil. Assim, o objetivo deste estudo foi identificar e analisar a imagem corporal de crian√ßas com sintomatologia depressiva. Participaram do estudo 5 crian√ßas, com idades entre 7 e 9 anos, previamente diagnosticadas com a presen√ßa de sintomas de depress√£o, a partir dos resultados obtidos no Children¬ís Depression Inventary (CDI). Posteriormente, foram submetidas a aplica√ß√£o individual do Desenho da Figura Humana. Os resultados obtidos indicaram aus√™ncia de ambi√ß√£o e falta de confian√ßa em si mesmo. A an√°lise do material apontou ainda fraqueza eg√≥ica e dificuldades nos contatos sociais. Estas dificuldades parecem ser enfrentadas por meio do uso de mecanismos de fixa√ß√£o no passado e regress√£o. Foi poss√≠vel concluir que a representa√ß√£o corporal dessas crian√ßas nas produ√ß√Ķes gr√°ficas aponta caracter√≠sticas como sentimentos de rejei√ß√£o, desamparo e isolamento, que por sua vez, s√£o indicadores diagn√≥sticos para casos de crian√ßas depressivas.

Autoria:
Jader Ramos J√ļnior   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Hilda Rosa Capel√£o Avoglia   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Felipe Marangoni Pontes   Universidade Metodista de S√£o Paulo
 
 
 
 


Apresentador:
Jader Ramos J√ļnior


Palavras-chave:
depress√£o infantil, imagem corporal, sintomatologia depressiva

Nome:
Neide de Brito Cunha

Titulo:
O IDEB e a compreensão de leitura das crianças

Resumo:
Considerando-se que a avalia√ß√£o educacional sist√™mica tornou-se uma tarefa do Estado, no caso o IDEB, e que a compreens√£o de leitura √© instrumental para a vida acad√™mica dos estudantes, os objetivos estabelecidos nesta pesquisa descritivo-correlacional foram: averiguar a compreens√£o de leitura de crian√ßas por meio de testes de Cloze e comparar as m√©dias obtidas nos testes com as do IDEB das escolas pesquisadas. Participaram 617 alunos do 3¬ļ ao 5¬ļ ano do ensino fundamental, de tr√™s escolas p√ļblicas de tr√™s cidades do interior do Estado de S√£o Paulo. Os resultados revelaram congru√™ncia das medidas de avalia√ß√£o, com √≠ndices estatisticamente significativos para as tr√™s escolas. Assim, ficou evidenciado que a compreens√£o de leitura acompanhou a m√©dia do IDEB. Por√©m, os estudantes ficaram abaixo da m√©dia nos testes de Cloze, indo na dire√ß√£o dos resultados insatisfat√≥rios obtidos pelos estudantes brasileiros em medidas como as do SAEB e do PISA.

Autoria:
Neide de Brito Cunha   Universidade S√£o Francisco
Thatiana Helena de Lima   Universidade S√£o Francisco
Ac√°cia Aparecida Angeli dos Santos   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 


Apresentador:
Neide de Brito Cunha


Palavras-chave:
avaliação educacional, ensino fundamental, Cloze

Nome:
RICARDO RENTES RODRIGUES PEREIRA

Titulo:
O Ludodiagnóstico como Intervenção Terapêutica no Contexto Psicossocial - Um estudo de caso

Resumo:
O presente trabalho teve como objetivo apresentar a fun√ß√£o terap√™utica contida na t√©cnica de avalia√ß√£o psicologia o Ludodian√≥stico. O m√©todo utilizado foi uma abordagem qualitativa e o estudo de caso. O sujeito da pesquisa foi uma crian√ßa, do sexo feminino, 5 anos, v√≠tima de viol√™ncia f√≠sica e abuso sexual, outrora acolhida em fun√ß√£o da viol√™ncia vivida em uma institui√ß√£o de medida de prote√ß√£o, um abrigo, em uma cidade da grande S√£o Paulo ¬Ė Brasil. Foi empregado como t√©cnica de avalia√ß√£o o Ludodiagn√≥stico e os procedimentos de levantamento de dados da hist√≥ria pregressa da crian√ßa e dados processuais. Para a ilustra√ß√£o do caso e articula√ß√£o te√≥rica foi utilizado o relato das sess√Ķes que duraram, em raz√£o da especificidade do caso, 2 meses com a m√©dia de 3 atendimentos por semana dentro do pr√≥prio abrigo. Os resultados alcan√ßados denotam um cen√°rio composto por um brincar revelador e o brinquedo como forte elemento e ferramenta terap√™utica. Foi constatado que durante a realiza√ß√£o do Ludodiagn√≥stico, al√©m revelar as rela√ß√Ķes transfer√™ncias da crian√ßa frente √† viol√™ncia vivida, a estrutura√ß√£o eg√≥ica e conte√ļdos inconscientes significativos, constatou-se tamb√©m que tal processo ofertou a possibilidade de ressignifica√ß√£o da cena traum√°tica, o fortalecimento eg√≥ico e a possibilidade novos encontros afetivos. Ao final do processo chegou-se a conclus√£o de que o Ludodiagnostico √© muito mais do que uma t√©cnica de avalia√ß√£o psicol√≥gica, do que uma t√©cnica diagn√≥stica, pelo contrario, revelou-se, dentro de suas limita√ß√Ķes e particularidades, a oferta terap√™utica, uma possibilidade de reestrutura√ß√£o afetiva e de um novo ser e fazer no mundo, al√©m da oferta um ambiente acolhedor e facilitador, capaz de tolerar a manifesta√ß√£o simb√≥lica da viol√™ncia f√≠sica bem como em rela√ß√£o ao abuso sexual. Percebeu-se que e a partir da oferta de tal procedimento diagnostico, foi poss√≠vel a concretiza√ß√£o de um ambiente protetivo, apaziguador e estruturante.

Autoria:
Ricardo Rentes Rodrigues Pereira   Rentes Consulting e Faculdade de Sa√ļde P√ļblica - USP
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Ricardo Rentes Rodrigues Pereira


Palavras-chave:
Ludodiagnóstico, Terapêutico, Brinquedo

Nome:
DANUTA MEDEIROS

Titulo:
O OLHAR DA PEDAGOGIA HOSPITALAR SOBRE A MORTE: UM ESTUDO A PARTIR DO DESENHO TEM√ĀTICO

Resumo:
INTRODU√á√ÉO. A Pedagogia Hospitalar h√° anos vem construindo sua identidade, a dif√≠cil inser√ß√£o do ambiente escolar dentro do ambiente hospitalar. A Classe Hospitalar teve in√≠cio em 1935 na Fran√ßa, seguida pela Alemanha e Estados Unidos. No Brasil, o reconhecimento legal foi em outubro de 1995, no estatuto da Crian√ßa e do Adolescente Hospitalizado, com o ¬ďDireito de desfrutar de alguma forma de recrea√ß√£o, programas de educa√ß√£o para a sa√ļde, acompanhamento do curr√≠culo escolar durante sua perman√™ncia hospitalar¬Ē. Muitas vezes o educando atendido pelo Pedagogo Hospitalar encontra-se em processo de adoecimento grave e/ou morte iminente. OBJETIVO. Investigar a representa√ß√£o da morte para estudantes do curso de p√≥s-gradua√ß√£o em Pedagogia Hospitalar. M√ČTODO. Participaram do estudo 4 alunos do Curso de Especializa√ß√£o em Pedagogia Hospitalar de uma Universidade Particular de S√£o Paulo/SP ¬Ė Brasil. Foi empregado como o procedimento o Desenho Tem√°tico, derivado do Procedimento de Desenhos Est√≥rias de Walter Trinca, com base nos trabalhos de Aiello-Vaisberg e Tardivo. O tema do desenho aplicado foi: a morte, solicitando aos participantes que escrevessem uma hist√≥ria no verso da folha posteriormente. Utilizou-se como base te√≥rica a teoria das Representa√ß√Ķes Sociais de Moscovici. RESULTADOS. Apenas uma participante representou a morte como tranquilidade, descanso, alegria e felicidade, as demais trouxeram em suas proje√ß√Ķes gr√°ficas e suas hist√≥rias representa√ß√Ķes de dor, sofrimento e tristeza. CONCLUS√ēES. Dessa forma, a partir dos desenhos e hist√≥rias apresentados podemos concluir que o profissional de pedagogia, que trabalha no hospital e/ou pr√≥ximo √† situa√ß√£o de ¬ďmorte¬Ē, necessita de preparo adequado e maiores conhecimentos sobre a morte e o processo de morrer, a fim de executar seu trabalho com qualidade e preservar sua sa√ļde mental e sua qualidade de vida.

Autoria:
Danuta Medeiros   Faculdade de Sa√ļde P√ļblica da Universidade de S√£o Paulo
Erica Hokama   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Elainy da Silva Camilo Loiola   Universidade Metodista de S√£o Paulo
 
 
 
 


Apresentador:
Danuta Medeiros


Palavras-chave:
Par Educativo, Desenho Tem√°tico, Representa√ß√Ķes Sociais

Nome:
Iara de Moura Engracia Giraldi

Titulo:
O Procedimento de Desenhos-Estórias como auxiliar da alta hospitalar psiquiátrica

Resumo:
Em algumas patologias em que h√° marcadamente instabilidade nos relacionamentos interpessoais, a crise pode desempenhar v√°rias fun√ß√Ķes, como aliviar o excedente de tens√£o interna, impedir maior conflito e frustra√ß√£o, ressaltar a presen√ßa do paciente, ainda que de forma ineficaz. √Č tamb√©m um momento importante para a investiga√ß√£o dos estressores desencadeantes dos sintomas, para que reca√≠das possam ser evitadas ou atenuadas. Neste sentido, o momento de alta tamb√©m pode ser percebido como um uma nova dificuldade, e, tal estresse pode ocasionar rea√ß√Ķes que agravam o quadro inicial. √Č necess√°rio auxiliar tais pacientes com uma interven√ß√£o breve e que esteja direcionada a reverter uma desorganiza√ß√£o do funcionamento ps√≠quico, estimulando os mecanismos que facilitam a readapta√ß√£o social. O objetivo deste trabalho √© ilustrar tal processo com um caso cl√≠nico em que foi utilizado o procedimento de Desenhos-Est√≥rias para a elabora√ß√£o da alta hospitalar. A paciente ap√≥s 3 meses de interna√ß√£o e melhora do quadro depressivo passou a ter conflitos com outros pacientes e n√£o seguir orienta√ß√Ķes m√©dicas. Tais comportamentos iniciaram ap√≥s ser combinada a alta definitiva e esta ser remarcada por 2 vezes. Neste momento foi ent√£o realizada uma sess√£o utilizando o procedimento Desenhos-Est√≥rias. A paciente aceitou prontamente a tarefa, indicando ainda comportamento emocional bem adaptado. Por√©m o tra√ßado indicava ansiedade, inseguran√ßa, assim como o conte√ļdo de suas hist√≥rias com conflitos , impulsos destrutivos e uso de mecanismos defensivos primitivos, condizentes com o quadro psiqui√°trico e a situa√ß√£o vista como conflituosa. Foi realizada uma sess√£o devolutiva enfatizando a utiliza√ß√£o pouco eficaz de seus recursos. A paciente referiu que a atividade proposta promoveu maior consci√™ncia de suas dificuldades pessoais bem como a necessidade da alta hospitalar para a continuidade de seu tratamento. O caso ilustra a import√Ęncia das t√©cnicas gr√°ficas como um facilitador do aparecimento de material pessoal significativo.

Autoria:
Iara de Moura Engracia Giraldi   Hospital das Cl√≠nicas da Faculdade de Medicina
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Iara de Moura Engracia Giraldi


Palavras-chave:
Procedimento Desenhos-Estórias, internação hospitalar, psiquiatria

Nome:
Ana Carla Crispim

Titulo:
O processo de avaliação psicológica em uma amostra de lutadores de MMA

Resumo:
A psicologia do esporte se caracteriza como o estudo dos indiv√≠duos em situa√ß√Ķes de esporte e de atividade f√≠sica. O presente trabalho foi realizado em um Centro de Treinamento de Artes Marciais tendo como objetivos: a) descrever aspectos s√≥ciodemograficos, hist√≥rico na pr√°tica do esporte e aspectos psicol√≥gicos envolvidos em treinos e competi√ß√Ķes; b) identificar atrav√©s de instrumentos padronizados o n√≠vel de ansiedade e confian√ßa, tra√ßo e estado dos atletas. Para a avalia√ß√£o de ansiedade tra√ßo e estado foram utilizados, de forma parcial, o SCAT e o CSAI-2. Para avalia√ß√£o de confian√ßa tra√ßo e estado, foram utilizados, de forma parcial, o Invent√°rio de Confian√ßa-tra√ßo e Invent√°rio de Confian√ßa Estado. As demais informa√ß√Ķes foram obtidas atrav√©s de entrevistas individuais. A amostra era composta por 6 atletas, e a idade variou entre 18 e 36 anos. Todos praticavam artes marciais h√° no m√≠nimo 5 anos, o sentimento pr√© luta prevalente foi a ansiedade. Sobre a ansiedade tra√ßo, os resultados se enquadraram na m√©dia, enquanto os resultados da confian√ßa tra√ßo evidenciaram-se altos. O CSAI-2 e o Invent√°rio de Confian√ßa Estado, s√≥ puderam ser aplicados em dois atletas. A confian√ßa estado se destacou como alta em ambos atletas, enquanto a ansiedade estado se caracterizou como m√©dia em um atleta, e alta em outro. Identificou-se que, o atleta com maior n√ļmero de lutas em seu cartel e com maior tempo de luta, obteve a menor pontua√ß√£o em ansiedade tra√ßo e estado, e a maior pontua√ß√£o em confian√ßa tra√ßo e estado. Os demais atletas, com menos de 10 anos no esporte, e menor cartel de lutas, obtiveram altas pontua√ß√Ķes nos n√≠veis de confian√ßa tra√ßo e estado, sendo levantado como poss√≠vel motivo para esse resultado, o suporte dado pelo treinador e a filosofia utilizada pela academia.

Autoria:
Ana Carla Crispim   Universidade Federal de Santa Catarina
Cristiano Lima dos Santos   Universidade do Vale do do Itaja√≠
Pedro Antonio Geraldi   Universidade do Vale do Itaja√≠
 
 
 
 


Apresentador:
Ana Carla Crispim


Palavras-chave:
psicologia, esporte, avaliação

Nome:
Leanira Kesseli Carrasco

Titulo:
O PSICODIAGN√ďSTICO CL√ćNICO

Resumo:
Ter conhecimento sobre como executar um Psicodiagn√≥stico √© indispens√°vel ao profissional da Psicologia, isso porque conforme a Lei Federal n¬ļ 4.119, de 27 de agosto de 1962, a pr√°tica de diagn√≥stico psicol√≥gico e a realiza√ß√£o de um Psicodiagn√≥stico √© uma atribui√ß√£o exclusiva do profissional da Psicologia. Dessa forma, esse trabalho tem por objetivo descrever como e para qu√™ √© realizado o Processo de Psicodiagn√≥stico na cl√≠nica-escola do Servi√ßo de Atendimento e Pesquisa em Psicologia (SAPP) da Faculdade de Psicologia da Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul (FAPSI-PUCRS). Inserida no sexto semestre do curr√≠culo, a Pr√°tica em Avalia√ß√£o Psicol√≥gica tem por meta relacionar os aspectos te√≥ricos e pr√°ticos que envolvem esse processo. Para ilustrar os passos do Psicodiagn√≥stico ser√£o apresentados tr√™s casos atendidos na cl√≠nica-escola por alunos dessa Pr√°tica Interdisciplinar e supervisionados por professores supervisores. O primeiro, trata-se de uma crian√ßa de 7 anos encaminhada por seu pediatra por apresentar constipa√ß√£o intestinal desde o seu nascimento, atrasos em seu desenvolvimento e agita√ß√£o na escola; o segundo, √© de um adolescente de 15 anos, encaminhado por seu neurologista para confirma√ß√£o de diagn√≥stico de TDAH, e o terceiro, se refere √† uma senhora de 44 anos, que procurou a cl√≠nica-escola espontaneamente com a queixa de ¬ďcrises de aus√™ncia¬Ē (sic). Atrav√©s da pr√°tica em psicodiagn√≥stico pode-se perceber, na maioria dos casos, uma importante mudan√ßa de postura do aluno ao vivenciar essa experi√™ncia que, muitas vezes, √© a primeira com um paciente. No que diz respeito aos testes, o aluno passa a dimensionar melhor seu uso, sua import√Ęncia e, tamb√©m, interpretando-os de forma mais din√Ęmica e completa. Durante a pr√°tica prima-se por oferecer ao paciente atendido um v√≠nculo de confian√ßa para que o aluno possa levantar hip√≥teses diagn√≥sticas atrav√©s da compreens√£o do caso, facilitando assim, o encaminhamento pertinente, sempre que necess√°rio.

Autoria:
Leanira Kesseli Carrasco   PUCRS
Samantha S√°   PUCRS
 
 
 
 
 


Apresentador:
Leanira Kesseli Carrasco


Palavras-chave:
psicodiagnóstico; , avaliação psicológica, supervisão

Nome:
VANESSA MANFREDINI

Titulo:
O TESTE ZULLIGER NO PROCESSO DE ORIENTA√á√ÉO PROFISSIONAL: O DIFERENCIAL DA T√ČCNICA PROJETIVA

Resumo:
A escolha profissional encontra-se vinculada a elementos que envolvem uma dimens√£o individual e social. O processo de escolha profissional assume import√Ęncia na vida das pessoas, pois uma escolha adequada √© almejada por todos e pode acarretar benef√≠cios significativos para os envolvidos. Esse processo geralmente √© influenciado por familiares, pessoas significativas, forma√ß√£o educacional, contexto social e mercado de trabalho. Al√©m disso, existem fatores conscientes e inconscientes que estar√£o presentes na tomada de decis√£o. A partir dessa abordagem, encontram-se as t√©cnicas projetivas que a partir de est√≠mulos pouco estruturados, auxiliam no surgimento de elementos do funcionamento interno do indiv√≠duo. Este trabalho objetivou identificar o papel do teste Zulliger para o entendimento do funcionamento psicodin√Ęmico do orientando no processo de OP, a fim de auxiliar, portanto, na obten√ß√£o de caracter√≠sticas de personalidade dos sujeitos. Para o presente estudo foi utilizada a ficha de dados sociodemogr√°ficos e o teste Zulliger. Trata-se de um estudo quantitativo e transversal, com amostra de 100 jovens, com idades entre 15 e 26 anos, que buscaram o Servi√ßo de Orienta√ß√£o Profissional e Carreira do SAPP- Servi√ßo de Acompanhamento e Pesquisa em Psicologia, da Faculdade de Psicologia da PUCRS e, que consentiram em participar da pesquisa. Os dados foram analisados atrav√©s do SPSS, utilizando a estat√≠stica descritiva, an√°lises de associa√ß√Ķes e correla√ß√Ķes entre vari√°veis. Concluiu-se atrav√©s do estudo a import√Ęncia da t√©cnica projetiva na obten√ß√£o de informa√ß√Ķes fundamentais no processo de OP. Verificou-se que as caracter√≠sticas condizem com a fase em que os jovens se encontram, sendo observado o apre√ßo por movimentos e mudan√ßas constantes, um estilo vivencial introversivo na tomada de decis√£o, sendo identificado por uma demora maior ao agir por analisar todos os detalhes que envolvem uma decis√£o, a presen√ßa de poucos recursos para dirigir e organizar condutas. O estudo tamb√©m apontou adequado processamento da estimula√ß√£o afetiva e na express√£o de sentimentos.

Autoria:
Vanessa Manfredini   PUCRS
Ana Maria Pereira   PUCRS
Irani Iracema de Lima Argimon   PUCRS
 
 
 
 


Apresentador:
Vanessa Manfredini


Palavras-chave:
Teste Zulliger, Personalidade, Escolha Profissional

Nome:
Ionara Dantas Estevam

Titulo:
O USO DA ESCALA DE BECK - BDI EM APENADOS

Resumo:
A depress√£o na contemporaneidade vem sendo caracterizada como o mal do s√©culo, no entanto, n√£o √© um advento da sociedade moderna, √© um comportamento t√≠pico do homem, em praticamente todas as √©pocas da hist√≥ria. Estudar a depress√£o envolve fatores tanto do √Ęmbito social quanto da constitui√ß√£o ps√≠quica do sujeito. Ao associar a tem√°tica depress√£o ao sistema prisional, √© fundamental reportar-se as condi√ß√Ķes de vida nas pris√Ķes brasileiras, que est√£o entre as piores mundialmente e tal realidade vem sendo fator principal na produ√ß√£o de sofrimento e viol√™ncia. Este estudo objetivou analisar a presen√ßa de sintomatologia depressiva em apenados no sistema prisional, bem como tra√ßar o perfil s√≥cio demogr√°fico destes, investigar se h√° incid√™ncia de sintomatologia depressiva, e comparar os n√≠veis de incid√™ncia de sintomatologia depressiva em apenados com doen√ßa psiqui√°trica diagnosticada e em apenados sem este diagn√≥stico. Foi realizado no Complexo Penitenci√°rio Dr. Jo√£o Chaves, no setor masculino e no Hospital de Custodia, na cidade de Natal-RN, com 36 apenados. Utilizou-se como instrumentos um estudo documental e a Escala de Beck- BDI, os dados foram analisados atrav√©s do SPSS. Os resultados apontaram, quanto ao perfil dos participantes a idade acima dos 30 anos; escolaridade no n√≠vel fundamental, o delito mais cometido foi o roubo, o tempo de institucionaliza√ß√£o de 1(um) ano e a patologia mais presente entre os presos custodiados foi transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de m√ļltiplas drogas e ao uso de outras subst√Ęncias psicoativas. Quanto a sintomatologia depressiva prevaleceu o n√≠vel moderado nos dois ambientes e o n√≠vel grave foi mais incidente entre os apenados sem diagn√≥stico psiqui√°trico. Esse dado se torna relevante, uma vez que esses apenados, at√© o presente estudo, n√£o tiveram nenhum acompanhamento m√©dico ou psicol√≥gico que possibilitem uma interven√ß√£o adequada nos seus sintomas.

Autoria:
IONARA DANTAS ESTEVAM   UNIVERSIDADE POTIGUAR - RN
SARA GABRIELLE VICENTE DA SILVA   UNIVERSIDADE POTIGUAR - RN
BARBARA FERNANDES DOS SANTOS   UNIVERSIDADE POTIGUAR - RN
 
 
 
 


Apresentador:
IONARA DANTAS ESTEVAM


Palavras-chave:
ESCALA BECK, DEPRESSÃO, APENADOS

Nome:
Ionara Dantas Estevam

Titulo:
O USO DA ESCALA DE VULNERABILIDADE AO ESTRESSE NO TRABALHO (EVENT) NO CONTEXTO DE TRABALHO DO POLICIAL MILITAR

Resumo:
O trabalho √© essencial na vida do homem, sendo um dos fatores mais importantes do indiv√≠duo uma vez que √© um instrumento pelo qual o homem molda seu ambiente e a ele mesmo. No entanto, tamb√©m passou a ser o grande gerador de ind√≠cios estressantes no cotidiano do trabalhador, ao fazer com que ele enfrente situa√ß√Ķes adversas no ambiente de trabalho, como ac√ļmulo de fun√ß√Ķes, press√£o no trabalho, relacionamento inadequado entre pares e supervisores, entre outros. Uma das profiss√Ķes que lida com fatores estressantes √© a pol√≠cia militar, uma vez que os policiais convivem diariamente com o perigo e a agress√£o, tendo que lidar com situa√ß√Ķes bastante tensas e conflituosas. Este estudo objetivou analisar a vulnerabilidade ao estresse no trabalho do policial militar. Foi realizado atrav√©s de uma pesquisa de campo quantitativa do tipo descritiva-explorat√≥ria, a amostra se deu de forma n√£o probabil√≠stica acidental, com 65 policiais militares de sexo masculino, lotados em batalh√Ķes da Pol√≠cia Militar pertencentes √† regi√£o metropolitana da cidade de Natal/RN. Utilizou-se como instrumentos um Question√°rio Sociodemogr√°fico e a Escala de Vulnerabilidade ao Estresse no Trabalho (EVENT). Os resultados demonstram que os policiais militares se encontram em um n√≠vel de alta vulnerabilidade ao estresse, principalmente em rela√ß√£o ao clima organizacional, √† estrutura e rotina de trabalho. Dessa forma, pode-se verificar a necessidade de uma reestrutura√ß√£o no modo de funcionamento organizacional do trabalho da pol√≠cia militar, na medida em que √© uma profiss√£o de alta exig√™ncia, portanto, condi√ß√Ķes apropriadas devem ser fornecidas para haver a realiza√ß√£o de um trabalho efetivo e reconhecido. Espera-se contribuir para estimular uma investiga√ß√£o neste campo, bem como incentivar uma an√°lise da pr√°tica na tentativa de melhorar a qualidade de vida do policial militar.


Autoria:
IONARA DANTAS ESTEVAM   UNIVERSIDADE POTIGUAR - RN
VANESSA CRISTINA EUFR√ĀSIO DE AZEVEDO   UNIVERSIDADE POTIGUAR - RN
ROSEMARY JER√ĒNIMO DA COSTA   UNIVERSIDADE POTIGUAR - RN
 
 
 
 


Apresentador:
IONARA DANTAS ESTEVAM


Palavras-chave:
EVENT, VULNERABILIDADE, POLICIA MILIATAR

Nome:
Rosemary Parras Menegatti

Titulo:
Orientação Profissional em Clínica Escola

Resumo:

Esta √© uma pesquisa qualitativa realizada a partir de um Projeto de Extens√£o em Orienta√ß√£o Profissional Cl√≠nica, na cl√≠nica escola de uma institui√ß√£o de ensino superior na cidade de Maring√° - PR, com a participa√ß√£o de alunos do quarto e quinto anos do curso de Psicologia. A orienta√ß√£o profissional cl√≠nica ainda √© vista como elitista e, portanto muitas pessoas n√£o submetem por falta de recursos financeiros. Sabe-se que a orienta√ß√£o profissional √© um processo e, sendo assim n√£o deve ser realizada em apenas uma sess√£o. Mas deve-se proporcionar aos interessados uma reflex√£o sobre essa escolha que far√° parte da vida, por muitos anos. A vida profissional tem in√≠cio para cada indiv√≠duo em momentos diferentes, posto que a hist√≥ria de vida, a condi√ß√£o socioecon√īmica seja determinante para esta escolha. Nesta pr√°tica de orienta√ß√£o profissional nos deparamos com diversas situa√ß√Ķes que interferem nesta escolha, como as duas citadas acima. Isto nos leva a compreender o fato do alto n√ļmero de evas√£o no primeiro ano dos cursos universit√°rios, pois as pessoas em geral escolhem sua profiss√£o apenas pelo mercado de trabalho, ou por influ√™ncia de familiares, fatores esses que inevitavelmente interferem no decorrer do curso. Essas influ√™ncias foram evidenciadas no projeto, pois v√°rias pessoas que cursavam alguma gradua√ß√£o buscaram o projeto a fim de certificar-se de sua escolha. A escolha de uma profiss√£o deve levar em considera√ß√£o a personalidade, habilidades e interesses, seja de um adolescente ou adulto que busca esse servi√ßo em psicologia. Os principais sujeitos deste trabalho foram do sexo feminino e, as profiss√Ķes transitaram pelas tr√™s grandes √°reas, como, ci√™ncias humanas e sociais aplicadas, ci√™ncias da sa√ļde e ci√™ncias exatas e agr√°rias. O trabalho possibilitou auxiliar esses sujeitos para que pudessem fazer uma escolha consciente, ou ainda, esclarecer a outros sobre o curso em andamento.

Autoria:
Rosemary Parras Menegatti   Centro Universit√°rio de Maring√°
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Rosemary Parras Menegatti


Palavras-chave:
orientação , escolha, profissional

Nome:
Larissa Escher Chagas

Titulo:
Orientação Vocacional/Profissional em um Grupo de Adolescentes: relato de experiência

Resumo:
A adolesc√™ncia √© uma fase onde o indiv√≠duo se desprende da inf√Ęncia e inicia a entrada no mundo adulto. √Č nesse contexto que os adolescentes t√™m que escolher uma profiss√£o. A Orienta√ß√£o Vocacional/Profissional (OVP) apresenta-se como uma possibilidade de aux√≠lio ao adolescente para conhecer melhor a si mesmo e o mundo profissional. O objetivo deste trabalho √© relatar a experi√™ncia de duas estagi√°rias de Psicologia na condu√ß√£o de um grupo de OVP com adolescentes. Participaram deste trabalho sete adolescentes, sendo dois homens e cinco mulheres, com idades entre 15 e 16 anos. Os instrumentos utilizados foram: din√Ęmicas de grupo, Jogo de Crit√©rios para Escolha Profissional, BPR-5, AIP e o M√©todo de Rorschach (SC). Os atendimentos ocorreram em seis sess√Ķes que aconteceram em outubro e novembro de 2012. Na primeira sess√£o realizou-se o contrato e trabalhou-se o autoconhecimento. Na segunda, os adolescentes foram submetidos ao teste psicol√≥gico AIP e por meio de um jogo foram conscientizados da import√Ęncia de conhecerem seus crit√©rios para escolha profissional. Na terceira e quarta, foram submetidos ao teste psicol√≥gico BPR-5 e puderam conhecer sobre profiss√Ķes. A quinta sess√£o foi individual e destinada √† aplica√ß√£o do M√©todo de Rorschach. As devolu√ß√Ķes tamb√©m foram individuais. Uma das clientes foi orientada a buscar apoio terap√™utico para resolver quest√Ķes emocionais que estavam prejudicando sua escolha profissional. Na sess√£o de fechamento, os participantes compartilharam que estavam mais conscientes de suas habilidades, interesses e caracter√≠sticas pessoais, estando, portanto, mais propensos a realizar uma escolha profissional bem sucedida. Os adolescentes fizeram sugest√Ķes de como deixar as discuss√Ķes sobre as profiss√Ķes mais atrativas. Frente aos resultados, observaram-se aspectos a serem melhorados, como a inser√ß√£o de atividades com recursos tecnol√≥gicos mais atrativos para o adolescente. O estudo demonstrou a import√Ęncia da OVP no processo de escolha profissional permitindo reflex√£o pessoal e profissional ao orientando.

Autoria:
Larissa Escher Chagas   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Priscila Medeiros Margarida Borges   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Ma√≠sa Roberta Pereira Ramos Lopes   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Ana Cristina Resende   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
 
 
 


Apresentador:
Larissa Escher Chagas


Palavras-chave:
Orientação vocacional, adolescentes,

Nome:
Luiz Renato Rodrigues Carreiro

Titulo:
ORIENTA√á√ÉO VOLUNT√ĀRIA E AUTOM√ĀTICA DA ATEN√á√ÉO EM UM GRUPO DE CRIAN√áAS COM QUEIXA DE DESATEN√á√ÉO E HIPERATIVIDADE.

Resumo:
A aten√ß√£o pode ser compreendida como uma fun√ß√£o cognitiva associada √† sele√ß√£o de informa√ß√Ķes que ter√£o prioridade de processamento pelo sistema nervoso. Essa sele√ß√£o pode ocorrer mediante controle volunt√°rio (quando se orienta previamente para uma posi√ß√£o prov√°vel de aparecimento de um alvo) ou autom√°tico (quando um est√≠mulo inesperado ocorre abruptamente no ambiente). O modelo do Transtorno do D√©ficit de Aten√ß√£o e Hiperatividade (TDAH) tem sido utilizado para compreender o desenvolvimento cognitivo e as disfun√ß√Ķes associadas √† aten√ß√£o. Este estudo busca caracterizar do ponto de vista neuropsicol√≥gico crian√ßas com queixa de TDAH utilizando testes computadorizados de orienta√ß√£o volunt√°ria e autom√°tica da aten√ß√£o. Participaram 18 crian√ßas com 9 anos (9 caracterizadas com queixas de TDAH e 9 sem) de acordo com o invent√°rio comportamental respondido por pais (CBCL/6-18) e por professores (TRF/6-18). No experimento de orienta√ß√£o volunt√°ria, aparecia um ponto de fixa√ß√£o (PF) na tela do computador, juntamente com dois quadrados de 0,8¬ļ distantes 5,5¬ļ do PF. Depois, surgia uma seta indicando a direita ou esquerda e ap√≥s 300 ou 800 ms o alvo (quadrado de 0,4¬ļ), ao qual o participante deveria pressionar uma tecla. O alvo poderia aparecer no local indicado (70%) ou no local oposto (30%). No experimento de orienta√ß√£o autom√°tica n√£o havia pista, entretanto um dos quadrados brilhava e ap√≥s 100 ou 800 ms aparecia o alvo com a mesma probabilidade entre os lados. Foram feitas medianas dos Tempos de Rea√ß√£o (TR) para cada condi√ß√£o e usadas ANOVAS com medidas repetidas. Os resultados demonstram efeito do grupo na orienta√ß√£o volunt√°ria (Com sinais de TDAH x Sem sinais; F(1, 14)=4,1963, p=0,0597) indicando que o segundo tem TR menores (450,5 ¬Ī40 X 575,2 ¬Ī46). A condi√ß√£o v√°lida apresenta TR menores bem como o intervalo de 800. No experimento de orienta√ß√£o autom√°tica observou-se um efeito do ¬ďIntervalo¬Ē (p<0,001) e intera√ß√£o ¬ďCondi√ß√£o e Intervalo¬Ē (p=0,004). Houve indica√ß√£o de processos de facilita√ß√£o a 100 (com TR menores) e inibi√ß√£o a 800 (com TR maiores) da condi√ß√£o ipsolateral.

Autoria:
Luiz Renato Rodrigues Carreiro   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Mirella Martins de Castro Mariani   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Vera Rocha Reis Lellis   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Adriana de F√°tima Ribeiro   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Carla Nunes Cantiere   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Maria Cristina Triguero Veloz Teixeira   Universidade Presbiteriana Mackenzie
 


Apresentador:
Luiz Renato Rodrigues Carreiro


Palavras-chave:
Atenção, TDAH, Testes computadorizados

Nome:
Andressa Melina Becker da Silva

Titulo:
Padr√Ķes alimentares em bailarinos e atletas de voleibol.

Resumo:
A adolesc√™ncia, marcada por ser um per√≠odo turbulento, predisp√Ķe o indiv√≠duo a determinados transtornos psicol√≥gicos, como os de comportamento alimentar. Algumas situa√ß√Ķes influenciam ainda mais h√°bitos que colocam risco √† sa√ļde, como, por exemplo, as m√≠dias sociais e algumas profiss√Ķes, como atletas, bailarinos e modelos. O objetivo deste estudo foi comparar os padr√Ķes alimentares entre bailarinos e atletas de voleibol, na adolesc√™ncia. Participaram 83 adolescentes do sexo feminino (56 bailarinas e 27 atletas de voleibol), com idade m√©dia de 16,5 anos (DP = 5,87), que competem em n√≠vel nacional. Estas participantes responderam o Eating Attitudes Test [EAT-26], traduzido para o portugu√™s. Este instrumento cont√©m tr√™s fatores (escalas): Fator Dieta, Fator Bulimia e Controle Oral, com resultados separados para cada fator e um escore geral. Valores ≥ 20 pontos s√£o considerados como EAT-26 Positivo, que representa Padr√£o Alimentar Anormal. Al√©m de aplicar a estat√≠stica descritiva, comparou-se as duas amostras pelo teste U Mann-Whytney. As atletas de voleibol tiveram m√©dias maiores (M = 19,74; DP = 11,47) do que as bailarinas (M = 15,37; DP = 8,14). O teste U Mann-Whytney revelou que n√£o existiam diferen√ßas significativas entre as duas amostras. As bailarinas apresentaram maiories resultados para Fator Dieta e Fator Bulimia; e as atletas de voleibol tiveram escores mais baixos para o Controle Oral. Esses resultados indicam que, pela m√©dia, ambas as popula√ß√Ķes apresentam Padr√£o Alimentar Normal; por√©m, ao analisar os altos valores de desvio-padr√£o, nota-se que estas popula√ß√Ķes est√£o em risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares, com algumas participantes j√° apresentando esses problemas. Assim, os resultados indicam uma necessidade iminente de acompanhamento psicol√≥gico dessas profissionais, pois, al√©m, de terem uma atividade que imp√Ķe um corpo rigorosamente esbelto, elas se encontram em uma faixa et√°ria de risco para problemas psicol√≥gicos.

Autoria:
Andressa Melina Becker da Silva   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
S√īnia Regina Fiorim Enumo   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Campinas
 
 
 
 
 


Apresentador:
Andressa Melina Becker da Silva


Palavras-chave:
Atletas, Bailarinos, Transtorno Alimentar

Nome:
Sébastien Gélinas

Titulo:
Para melhor compreensão da variável Coping Emocional: Relação entre a Autoestima e o Estresse Psicológico

Resumo:
Como as pessoas enfrentam situa√ß√Ķes estressantes (coping) tem um papel importante no contexto do bem-estar psicol√≥gico. O coping √© claramente observ√°vel quando os indiv√≠duos s√£o confrontados √† esse tipo de situa√ß√£o. O coping emocional visa, precisamente, reduzir o estresse psicol√≥gico que as pessoas enfrentam. O presente estudo tem por objetivo verificar se os √≠ndices de estresse psicol√≥gico e de autoestima podem predizer o n√≠vel de coping emocional que uma pessoa apresentar√° quando confrontada √† situa√ß√Ķes estressantes. Sendo assim, a dimens√£o ¬ďCoping Emocional¬Ē do Invent√°rio de Coping para Situa√ß√Ķes Estressantes (ICSE), a Escala de Autoestima de Rosemberg (EAR) e a Medida de Estresse Psicol√≥gico (MEP) foram aplicados a 83 estudantes universit√°rios, de ambos os sexos e com idades variando de 19 a 50 anos. Uma an√°lise de regress√£o multipla foi efetuada a fim de avaliar qual o n√≠vel de precis√£o que as vari√°veis Estresse Psicol√≥gico e Autoestima podem predir o n√≠vel de Coping Emocional para Situa√ß√Ķes Estressantes. Os resultados indicam que a associa√ß√£o linear das medidas de estresse psicol√≥gico e de autoestima √© significativamente associada ao Coping Emocional. O coeficiente de correla√ß√£o multipla obtido indica que cerca da metade da vari√Ęncia do √≠ndice da vari√°vel Coping Emocional pode ser explicada pela associa√ß√£o linear dessas duas medidas. As correla√ß√Ķes bivariadas e parciais entre cada um dos dois preditores e a vari√°vel dependente s√£o fortes e estatisticametne significativas. Esses resultados indicam que a Estresse Psicol√≥gico e a Autoestima s√£o excelentes preditores da vari√°vel Coping Emocional em Situa√ß√£o Estressantes. As implica√ß√Ķes para a pr√°tica psicol√≥gica e para a pesquisa s√£o discutidas.

Autoria:
S√©bastien G√©linas   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
 
 
 
 
 


Apresentador:
Marcos Alencar Abaide Balbinotti


Palavras-chave:
Coping Emocional, Autoestima, Estresse Psicológico

Nome:
Viviany Silva Pessoa

Titulo:
PAR√āMETROS PSICOM√ČTRICOS DA ESCALA DE AUTOAVALIA√á√ÉO DE DESEMPENHO ACAD√äMICO

Resumo:
No contexto escolar, a avalia√ß√£o de desempenho identifica e quantifica as realiza√ß√Ķes do estudante durante o per√≠odo letivo. Tradicionalmente, tanto na literatura nacional quanto internacional, a forma mais comum de operacionaliza√ß√£o do desempenho acad√™mico √© aferi-lo a partir das notas m√©dias obtidas pelos estudantes. Contudo, pesquisas recentes t√™m ampliado a mensura√ß√£o desta vari√°vel, considerando outros aspectos, tais como h√°bitos de estudo, comportamento em sala de aula. Nesse sentido, o objetivo da presente pesquisa foi elaborar e validar uma medida de autoavalia√ß√£o de desempenho acad√™mico. Inicialmente, realizou-se o Estudo I com a finalidade de construir um conjunto de itens sobre o construto em quest√£o. Contou-se com a participa√ß√£o de 481 estudantes da segunda fase do ensino fundamental de escolas p√ļblicas e privadas, divididos quanto ao sexo e s√©rie e com idade m√©dia de 12 anos. Partindo das respostas obtidas por meio de question√°rios com perguntas abertas e analisadas por meio do Alceste, foram elaborados 40 itens que compuseram a Escala de Autoavalia√ß√£o de Desempenho Acad√™mico (EADA). Esta vers√£o foi tida em conta no Estudo II, que objetivou conhecer sua estrutura fatorial e consist√™ncia interna. Contando com a participa√ß√£o de 200 estudantes com as mesmas caracter√≠sticas da amostra do Estudo I, o conjunto de itens foi submetido √† an√°lise fatorial, resultando em uma estrutura bifatorial que explica conjuntamente parte consider√°vel da vari√Ęncia. Os dois fatores extra√≠dos foram denominados de Satisfa√ß√£o e Insatisfa√ß√£o em rela√ß√£o ao Desempenho Acad√™mico e ambos obtiveram √≠ndices de consist√™ncia interna aceit√°veis. Confia-se ter alcan√ßado par√Ęmetros psicom√©tricos adequados que justifiquem sua utiliza√ß√£o para estudos futuros. Ter acesso ao desempenho acad√™mico fornece informa√ß√Ķes importantes para professores, gestores, pesquisadores e governantes acerca da educa√ß√£o, subsidiando a elabora√ß√£o e implementa√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas para a √°rea educacional.

Autoria:
Viviany Silva Pessoa   Universidade Federal da Para√≠ba
Deliane Macedo Farias de Sousa   Universidade Federal da Para√≠ba
Rild√©sia Silva Veloso Gouveia   Centro Universit√°rio de Jo√£o Pessoa
Dayse Ayres do Nascimento Freires   Instituto Federal de Educa√ß√£o, Ci√™ncia e Tecnologia da Para√≠ba
Ana Isabel Ara√ļjo Silva de Brito Gomes   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Viviany Silva Pessoa


Palavras-chave:
Desempenho acadêmico, avaliação, escala

Nome:
Joana Brasileiro Barroso

Titulo:
Particularidades do Teste de Pir√Ęmides Coloridas de Pfister de adolescentes em fun√ß√£o da idade.

Resumo:
Instrumentos de avalia√ß√£o psicol√≥gica subsidiam compreens√£o de etapas do desenvolvimento humano, incluindo adolesc√™ncia, marcada por grandes mudan√ßas ps√≠quicas. Dentre os testes psicol√≥gicos dispon√≠veis, o Teste das Pir√Ęmides Coloridas de Pfister (TPC) focaliza avalia√ß√£o de caracter√≠sticas afetivas e cognitivas, justificando investimentos para seu aprimoramento no Brasil. Com esse objetivo e para descrever caracter√≠sticas t√≠picas do desenvolvimento afetivo-social de adolescentes, foram avaliados 180 estudantes de 12 a 14 anos de idade, de escolas p√ļblicas e particulares do interior do Estado de S√£o Paulo, de ambos os sexos, com intuito de examinar especificidades de cada ano de idade no TPC. Foram inclu√≠dos na amostra volunt√°rios com indicadores de desenvolvimento t√≠pico, com adequado potencial cognitivo e formalmente autorizados ao estudo. O TPC foi aplicado individualmente, conforme seu respectivo manual, avaliando-se cores, s√≠ndromes crom√°ticas, f√≥rmula crom√°tica e aspectos formais. Os resultados foram inicialmente organizados em termos descritivos e posteriormente verificou-se influ√™ncia da idade nas vari√°veis do TPC, recorrendo-se a espec√≠ficas an√°lises estat√≠sticas inferenciais (p≤0,05). Os dados evidenciaram marcadores psicol√≥gicos espec√≠ficos do TPC nessa faixa et√°ria, ocorrendo uma √ļnica diferen√ßa estatisticamente significativa em fun√ß√£o da idade (na vari√°vel aspecto formal das pir√Ęmides). Os adolescentes, de forma geral, constru√≠ram predominantemente tapetes no TPC, no entanto o subgrupo de 12 anos produziu tapetes de forma estatisticamente mais frequente do que adolescentes de 13 e 14 anos, enquanto ¬ďforma√ß√Ķes¬Ē ocorreram com significativa maior frequ√™ncia nos adolescentes de 13 e 14 anos. Esse resultado pode ser revelador da sensibilidade do TPC para identificar mudan√ßas no desenvolvimento cognitivo dos estudantes associadas √† idade (matura√ß√£o cognitiva), visto que o tipo de forma√ß√£o das pir√Ęmides tem se mostrado diretamente relacionado com o funcionamento l√≥gico (CAPES e FAPESP).

Autoria:
Joana Brasileiro Barroso   Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Psicologia - FFCLRP - USP
Sonia Regina Pasian   Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Psicologia - FFCLRP - USP
 
 
 
 
 


Apresentador:
Joana Brasileiro Barroso


Palavras-chave:
Adolescência, Método Projetivo, Técnica de Pfister.

Nome:
Maria Helena Figueiredo

Titulo:
Percepção de acadêmicos da Psicologia sobre as disciplinas de Avaliação Psicológica

Resumo:
Nos √ļltimos anos o ensino da avalia√ß√£o psicologia sofreu mudan√ßas marcadas pelo avan√ßo hist√≥ricos dessa tem√°tica e pelas propostas curriculares. O curso de Psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso teve inicio no ano de 2008, na proposta curricular no que se refere √† avalia√ß√£o psicol√≥gica apresenta tr√™s disciplinas obrigat√≥rias, a saber: T√©cnicas em Exame Psicol√≥gico I e II e Avalia√ß√£o Psicol√≥gica em Diferentes Contextos. Essas disciplinas s√£o apresentadas aos alunos no terceiro, quarto e sexto semestre respectivamente e, tem como objetivo proporcionarem o aprendizado de teorias e t√©cnicas psicol√≥gicas, tendo todas elas uma carga hor√°ria te√≥rica e pratica-did√°tica. Por ser um curso recente em que os alunos t√™m um primeiro contato de car√°ter mais pratico-did√°tico, o presente trabalho investigou a percep√ß√£o dos estudantes a respeito do aprendizado da avalia√ß√£o psicol√≥gica nessas disciplinas. Participaram da pesquisa 32 alunos do curso de Psicologia que cursaram as tr√™s disciplinas da avalia√ß√£o psicol√≥gica. Os alunos responderam a um question√°rio com quest√Ķes abertas e fechadas que foram analisadas atrav√©s de levantamento de frequ√™ncia e de categorias. A participa√ß√£o na pesquisa foi condicionada a assinatura do termo de consentimento. Com base nos resultados observou-se que a maioria dos alunos consideram que os objetivos das disciplinas foram alcan√ßados, identificando como aspectos mais significativos ao processo de aprendizagem a pr√°tica, a teoria e o acesso aos instrumentos. Todos os entrevistados afirmam perceber rela√ß√£o entre a pr√°tica da disciplina e a futura pr√°tica profissional. Para tanto justificam essa rela√ß√£o a partir da rigorosidade do processo de aprendizagem que envolve o contato com os instrumentos, referencial te√≥rico, metodol√≥gico e √©tico. Mais da metade dos estudantes avaliaram que as disciplinas n√£o devem sofrer altera√ß√Ķes quanto aos aspectos te√≥rico e metodol√≥gicos e atua√ß√£o docente. De modo geral, observa-se que a avalia√ß√£o psicol√≥gica √© um tema de interesse no curso de Psicologia.

Autoria:
Maria Helena Figueiredo   Universidade Federal de Mato Grosso
Erick D`Elia   Universidade Federal de Mato Grosso
Tatiane Lebre Dias   Universidade Federal de Mato Grosso
Rosangela K√°tia Sanches Mazzorana Ribeiro   Universidade Federal de Mato Grosso
 
 
 


Apresentador:
Maria Helena Figueiredo


Palavras-chave:
Percepção, Alunos , Avaliação Psicológica

Nome:
JULIANA DE BARROS GUIMARAES

Titulo:
PERCEP√á√ÉO DE PORTADORES DE DEFICI√äNCIAS SOBRE AVALIA√á√ÉO PSICOL√ďGICA PARA HABILITA√á√ÉO DE CONDUTORES EM PERNAMBUCO

Resumo:
Pesquisa realizada no Detran/PE onde foram observados 549 candidatos, e neste primeiro momento selecionados 45 usu√°rios para uma analise qualitativa e quantitativa.Este trabalho teve como objetivo analisar a percep√ß√£o de pessoas portadoras de defici√™ncias sobre si, o tr√Ęnsito e os servi√ßos no processo de obten√ß√£o da Carteira Nacional de Habilita√ß√£o, que inclui o servi√ßo de avalia√ß√£o psicol√≥gica. As pesquisas nacionais apontam para a melhoria do acesso de pessoas com defici√™ncias aos diversos espa√ßos sociais como mercado de trabalho, escola, sa√ļde, inclusive ao contexto do tr√Ęnsito. Tal desenvolvimento da acessibilidade parece articulado com as legisla√ß√Ķes vigentes, pol√≠ticas p√ļblicas e os investimentos governamentais voltados para o reconhecimento dos direitos e inclus√£o social das pessoas portadoras de defici√™ncias. Nesta primeira etapa do trabalho, a metodologia aplicada foi a utiliza√ß√£o de question√°rio sobre autopercep√ß√£o, motiva√ß√£o e o processo de habilita√ß√£o com 45 usu√°rios do servi√ßo de avalia√ß√£o psicol√≥gica que apresentavam defici√™ncias f√≠sicas, e a an√°lise do servi√ßo pelos profissionais, contemplando uma abordagem quantitativa e qualitativa. Os dados foram analisados com o software Alceste que permitiu a categoriza√ß√£o e interpreta√ß√£o das respostas.Os resultados t√™m indicado como principal motiva√ß√£o para aquisi√ß√£o da habilita√ß√£o as necessidades de autonomia na mobilidade urbana e as exig√™ncias do mercado de trabalho, al√©m de um modo de lidar com as defici√™ncias relacionando-as √† supera√ß√£o de dificuldades e busca da igualdade de direitos. Os sujeitos apontaram a import√Ęncia de modifica√ß√Ķes no processo de avalia√ß√£o psicol√≥gica relacionadas aos testes e outros instrumentos. Este trabalho pretende contribuir para o aprimoramento dos estudos desenvolvidos na √°rea de avalia√ß√£o psicol√≥gica no que se refere √† melhoria na aplicabilidade de testes e instrumentos psicol√≥gicos direcionados √†s pessoas portadoras de defici√™ncias, promovendo o compromisso √©tico da psicologia com a qualidade de seus servi√ßos e a inclus√£o social.

Autoria:
JULIANA DE BARROS GUIMARAES   DETRAN/PE
Ioneide Almeida de Menezes   DETRAN/PE
Joao Bosco Lima Junior   DETRAN/PE
Juliana Oliveira de Souza   DETRAN/PE
Roseane Tachlitsky   DETRAN/PE
Sheila Patricia Muniz Azevedo   DETRAN/PE
√āngela Lima   DETRAN/PE


Apresentador:
JULIANA DE BARROS GUIMARAES


Palavras-chave:
Avaliação Psicológica , Deficiência , Transito

Nome:
Mari Lucia Figueiredo

Titulo:
PERCEPÇÃO DO CLIMA PARA CRIATIVIDADE ORGANIZACIONAL ENTRE HOMENS E MULHERES

Resumo:
O incremento do interesse pela adequa√ß√£o compreens√£o do construto clima est√° acompanhado da necessidade de desenvolvimento de instrumentos de avalia√ß√£o adequados que, sendo psicometricamente est√°veis, permitem ao pesquisador coletar dados confi√°veis sobre o fen√īmeno do seu interesse. Portanto, este estudo teve como objetivo comparar a percep√ß√£o do clima criativo organizacional entre homens e mulheres. Neste sentido, foi elaborada uma ¬ďEscala de Clima para Criatividade¬Ē que continha 61 itens e 7 √°reas: Dinamismo e Motiva√ß√£o; Toler√Ęncia e Comunica√ß√£o; Suporte √† Inova√ß√£o; Abertura e Correr Risco; Aus√™ncia de Conflito, Humor e Coopera√ß√£o; Liberdade para Criar. Essa escala foi aplicada a uma amostra de 940 participantes sendo 500 do sexo masculino e 440 do sexo feminino com idades, compreendendo entre 18 a 64 anos, que trabalhavam em empresas privadas no interior do Estado de S√£o Paulo. Os resultados apontaram para diferen√ßas significativas para os fatores: Liberdade para Criar, Abertura e Correr Risco, Suporte a Inova√ß√£o, e Dinamismo e Motiva√ß√£o. Foi observado que os homens apresentam-se como sendo mais din√Ęmicos motivados e recebendo maior suporte por suas id√©ias inovadoras do que as mulheres. Os resultados obtidos apontam para os diferentes aspectos do ambiente de trabalho que tem influ√™ncia no desenvolvimento da criatividade e sugerem v√°rias dire√ß√Ķes para futuras pesquisas. Conclui-se que o g√™nero pode afetar a percep√ß√£o do clima organizacional.

Autoria:
Mari Lucia Figueiredo   Uni√£o Nacional das Institui√ß√Ķes Educacionais de S√£o Paulo - UNIESP Mirassol/S√£o Jos√© do Rio Preto
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Mari Lucia Figueiredo


Palavras-chave:
percepção, clima criativo, gênero

Nome:
PATRICIA DE CASSIA CARVALHO

Titulo:
Perfis de fragilidade e função cognitiva em idosos: dados do estudo FIBRA em Poços de Caldas/MG

Resumo:
Os avan√ßos tecnol√≥gicos, a redu√ß√£o das taxas de fecundidade e mortalidade e a melhoria das condi√ß√Ķes de saneamento e de sa√ļde permitem observar, em escala mundial, o envelhecimento da popula√ß√£o. Por√©m para um envelhecimento ativo e saud√°vel √© preciso preservar a funcionalidade f√≠sica e cognitiva do idoso, uma vez que o comprometimento destes aspectos ocasionam consequ√™ncias negativas no √Ęmbito das
rela√ß√Ķes sociais, da afetividade, da personalidade e da qualidade de vida e bem-estar. Embora pouco se saiba sobre a rela√ß√£o entre a fragilidade f√≠sica e o decl√≠nio cognitivo, acredita-se que ambos estejam associados, sendo necess√°rio o desenvolvimento de pesquisas para melhor esclarecer a intera√ß√£o entre a s√≠ndrome da fragilidade e suas implica√ß√Ķes sobre as fun√ß√Ķes cognitivas de idosos. Por isso, prop√īs-se este estudo transversal, a partir dos dados da pesquisa FIBRA/Po√ßos de Caldas, utilizando-se os resultados das vari√°veis: dados s√≥cio-demogr√°ficos; status cognitivo e medidas de fragilidade. Em rela√ß√£o a s√≠ndrome da fragilidade, observou-se a preval√™ncia de idosos pr√©-fr√°geis, em sua maioria mulheres, com faixa et√°ria entre 65 a 69 anos. Quanto aos aspectos cognitivos, apesar da maioria dos idosos terem sido aprovados no Mini Exame do Estado Mental (MEEM), houve um percentual significativo de reprova√ß√£o dentre o grupo de pr√©-fr√°geis. A an√°lise dos dom√≠nios do MEEM mostrou que o grupo de n√£o-fr√°geis alcan√ßou os maiores escores nos sete dom√≠nios do teste de rastreio, e que o grupo dos fr√°geis tiveram a menor pontua√ß√£o no dom√≠nio linguagem enquanto o grupo dos pr√©-fr√°geis obtiveram a menor pontua√ß√£o no dom√≠nio c√°lculo. A partir dos resultados encontrados, destaca-se que novos estudos devam ser realizados sobre a amostra Rede FIBRA/Po√ßos de Caldas, visando estabelecer novas correla√ß√Ķes entre os perfis de da fragilidade e os dom√≠nios do MEEM, bem como sua rela√ß√£o com vari√°veis s√≥cio-demogr√°ficas, condi√ß√Ķes de sa√ļde e aspectos psicol√≥gicos.

Autoria:
PATRICIA DE CASSIA CARVALHO   PUC-MG; UFMG
MARIA ELIANE CATUNDA DE SIQUEIRA   PUC-MG
ANDRE LUIS MASIERO   PUC-MG
ANITA LIBERALESSO NERI   UNICAMP
 
 
 


Apresentador:
PATRICIA DE CASSIA CARVALHO


Palavras-chave:
envelhecimento, sindrome da fragilidade, fun√ß√Ķes cognitivas

Nome:
Shirllane Karla da Silva Nunes

Titulo:
PER√ćCIA PSICOL√ďGICA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

Resumo:
A Per√≠cia Oficial em Sa√ļde, segundo o Subsistema Integrado de Aten√ß√£o √† Sa√ļde do Servidor (SIASS), atenta-se a alguns elementos relacionados ao trabalho, tais como: (in)capacidade laborativa, defici√™ncia e acidente de servi√ßo, podendo ser necess√°ria a presen√ßa de uma equipe multiprofissional que possibilite uma melhor formula√ß√£o da avalia√ß√£o pericial. Nesse sentido, a psicologia pode contribuir com fun√ß√Ķes espec√≠ficas, tais como: elaborar laudos e pareceres na √°rea; efetuar exame psicol√≥gico com instrumentos padronizados; realizar orienta√ß√£o psicol√≥gica aos servidores; orientar e dar suporte psicol√≥gico ao servidor em seu retorno ao trabalho;etc. O presente estudo apresenta o trabalho realizado na UFRN no tocante √† per√≠cia psicol√≥gica de servidores p√ļblicos federais no RN. Foram analisados 15 casos de avalia√ß√£o psicol√≥gica para per√≠cia em sa√ļde, de pessoas entre 06 e 80 anos, de ambos os sexos. Observaram-se, nesses casos, que os principais motivos de encaminhamento estiveram relacionados √† avalia√ß√£o do bem-estar psicol√≥gico (no tocante ao afastamento, relacionamentos e acidentes de trabalho) e avalia√ß√£o para remo√ß√£o, troca de turno e caracter√≠sticas cognitivas. A escolha dos instrumentos utilizados durante a per√≠cia ocorreu baseada no motivo da avalia√ß√£o, podendo ser: testes psicol√≥gicos, t√©cnicas de observa√ß√£o e entrevistas. Os resultados encontrados permitiram delinear demandas psicol√≥gicas dos servidores e observar que o trabalho do psic√≥logo na per√≠cia possui a√ß√Ķes de avalia√ß√£o mais pontuais e explicitadoras de sinais e sintomas do que realmente de elabora√ß√£o de um quadro amplo das altera√ß√Ķes psicol√≥gicas. Conclui-se que √© poss√≠vel caracterizar as atividades dos psic√≥logos no campo da per√≠cia em sa√ļde como integradas entre os membros da equipe de peritos e auxiliares, focando sua atividade no fornecimento de informa√ß√Ķes complementares e n√£o na conclusividade da avalia√ß√£o psicol√≥gica propriamente dita. Destarte, a per√≠cia psicol√≥gica junto ao SIASS pode ser vista como um desafio metodol√≥gico e t√©cnico para a psicologia e uma nova oportunidade de seu exerc√≠cio.

Autoria:
Shirllane Karla da Silva Nunes   Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Jo√£o Carlos Alchieri   Universidade Federal do Rio Grande do Norte
 
 
 
 
 


Apresentador:
Shirllane Karla da Silva Nunes


Palavras-chave:
Per√≠cia psicol√≥gica, SIASS, Servidores p√ļblicos

Nome:
Karmen Gouveia Correia de Oliveira

Titulo:
Presença de Ansiedade, Depressão e Condutas de Alienação e controle parental em uma amostra clínica

Resumo:
Estilos parentais disfuncionais s√£o associados frequentemente com uma sa√ļde f√≠sica e mental deficiente. A Escala de Lembran√ßas do Relacionamento Parental [RRP10] avalia de forma retrospectiva a Aliena√ß√£o (comunica√ß√£o disfuncional e falta de intimidade) e o Controle (superprote√ß√£o) parental. O presente estudo analisou a presen√ßa de sintomas cl√≠nicos de ansiedade e depress√£o mediante as Escalas Beck [BAI e BDI] em pacientes que informavam sobre lembran√ßas de controle e aliena√ß√£o parental na inf√Ęncia, aplicando pontos de corte [alto e baixo] para realizar as compara√ß√Ķes. Os pacientes estavam internados em um hospital da cidade de Jo√£o Pessoa, sendo a maioria constitu√≠da por mulheres cardiopatas, com uma media de idade de quarenta e seis anos. Os resultados indicam que os pacientes independentemente de suas pontua√ß√Ķes serem altas ou baixas em aliena√ß√£o e controle, apresentam destacada sintomatologia emocional de ansiedade e depress√£o. Ainda que, se observa que, aqueles pacientes cujas pontua√ß√Ķes s√£o mais elevadas em ambos os construtos [Aliena√ß√£o e Controle] apresentam mais sintomas emocionais que os pacientes com pontua√ß√Ķes mais baixas, contudo as diferen√ßas de medias n√£o chegam a ser significativas. A mesma tend√™ncia ocorre quando se avalia a presen√ßa de sintomatologia cl√≠nica separadamente por escala RRP10 Paterna e Materna. Portanto, em rela√ß√£o √†s lembran√ßas paternas e maternas analisadas, os resultados indicam que os pacientes com pontua√ß√Ķes altas ou baixas em aliena√ß√£o e controle informam sobre a presen√ßa de uma sintomatologia cl√≠nica, tanto depressiva como de ansiedade. Observa-se uma tend√™ncia de maior sintomatologia cl√≠nica dos pacientes cujas lembran√ßas paternas se relacionam com comportamentos alienantes. J√° em rela√ß√£o √† an√°lise dos resultados maternos, se observa que pacientes com alta aliena√ß√£o e alto controle materno apresentam sintomatologia cl√≠nica de ansiedade e depress√£o equivalentes. √Č interessante continuar os estudos com amostras mais representativas e analisar as diferen√ßas da resposta emocional dos pacientes em situa√ß√£o de ingresso hospitalar.

Autoria:
Karmen Gouveia Correia de Oliveira   Graduanda de Psicologia. Universidade Federal da Para√≠ba
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Para√≠ba
Danielle Gomes Fernandes   Volunt√°ria no Programa de Inicia√ß√£o Cientifica (PIVIC), Universidade Federal da Para√≠ba
Thaynara Leite de Andrade   Graduanda de Psicologia. Universidade Federal da Para√≠ba
Josemberg Moura de Andrade   Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Karmen Gouveia Correia de Oliveira


Palavras-chave:
Perfil Emocional, Pacientes ingressados, Lembranças Parentais

Nome:
andressa pereira lopes

Titulo:
PREVAL√äNCIA DE ANSIEDADE EM ESTUDANTES UNIVERSIT√ĀRIOS

Resumo:
O presente estudo se insere em um projeto mais amplo, em curso, voltado para verificar a relação entre ansiedade e personalidade em estudantes universitários da cidade de Maceió-Alagoas. Neste primeiro momento, através do estudo piloto, o objetivo foi verificar a prevalência de ansiedade em estudantes universitários. Os participantes responderam um questionário sócio-demográfico e o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI). Foram avaliados 33 estudantes por meio de amostra por conveniência, sendo 18,18% do sexo masculino e 81,81% do sexo feminino. A idade média foi de 23,1 anos. Verificou-se que 15,15% da amostra apresentou ansiedade mínima, 27,7% ansiedade leve, 33,3% ansiedade moderada e 24,2% ansiedade grave. Tendo em vista que este projeto ainda não foi finalizado, os resultados do estudo piloto apontam o nível de ansiedade moderado como sendo o mais frequente. Apesar de a maior frequência ter sido o nível moderado, destaca-se que o uso do instrumento não implica um diagnóstico de transtorno de ansiedade, mas a presença ou ausência de indicadores ou sintomas.

Autoria:
Andressa Pereira Lopes   Universidade Cat√≥tica de Pernambuco
Jorge Alves dos Santos Junior   Faculdade Integrada Tiradentes
Diego Victor Belo Lima   Faculdade Integrada Tiradentes
 
 
 
 


Apresentador:
Jorge Alves dos Santos Junior


Palavras-chave:
Ansiedade, BAI, Estudante universit√°rio

Nome:
Adriana Martins Saur

Titulo:
Problemas comportamentais em uma coorte de crianças nascidas pequenas para a idade gestacional

Resumo:
O desempenho comportamental das crian√ßas tem sido considerado um importante indicador de sa√ļde mental e um preditor de desenvolvimento futuro, especialmente em situa√ß√Ķes de exposi√ß√£o a condi√ß√Ķes de risco, como a de nascimento pr√©-termo e baixo peso. A sobreviv√™ncia de crian√ßas nascidas pequenas para a idade gestacional tem aumentado consideravelmente nas √ļltimas d√©cadas, principalmente devido aos avan√ßos na assist√™ncia neonatal e m√©dica. No entanto, estudos sobre os desfechos desenvolvimentais desse grupo s√£o escassos e ainda mostram resultados divergentes, caracterizando uma lacuna da literatura, especialmente no Brasil. Neste contetxo, objetivou-se : a) caracterizar e comparar os indicadores comportamentais apresentados por crian√ßas nascidas pequenas para a idade gestacional (PIG) e adequadas para a idade gestacional (AIG), b) verificar as poss√≠veis associa√ß√Ķes dos problemas comportamentais com vari√°veis biol√≥gicas e s√≥cio demogr√°ficas. Foram investigadas 677 crian√ßas, de ambos os sexos, pertencentes a uma coorte de nascimento do ano de 1994, na cidade de Ribeir√£o Preto (SP). As avalia√ß√Ķes foram realizadas quando as crian√ßas tinham 10/11 anos de idade, nos anos de 2004/2005, por meio do Question√°rio de Dificuldades e Capacidades, utilizando-se a vers√£o respondida pelos pais. Os resultados indicaram que as crian√ßas nascidas PIG apresentaram maior frequ√™ncia de problemas comportamentais gerais e de sintomas emocionais, em compara√ß√£o ao grupo de crian√ßas nascidas AIG, demonstrando o impacto da condi√ß√£o adversa de nascimento para o desenvolvimento infantojuvenil. As vari√°veis associadas a problemas comportamentais, com base num modelo de regress√£o log√≠stica ajustado, foram o sexo masculino, baixa escolaridade materna, desvantagem socioecon√īmica e fam√≠lias mais numerosas. Conclui-se pela necessidade de se considerar os fatores socioecon√īmicos, culturais e biol√≥gicos quando do estudo de desfechos comportamentais, uma vez que no presente estudo verificou-se a associa√ß√£o dessas vari√°veis com o desempenho comportamental das crian√ßas na idade escolar.

Autoria:
Adriana Martins Saur   Centro Universit√°rio Bar√£o de Mau√°
Sonia Regina Loureiro   Faculdade de Medicina de Ribeir√£o Preto da Universidade de S√£o Paulo
 
 
 
 
 


Apresentador:
Adriana Martins Saur


Palavras-chave:
Comportamento, Idade Gestacional, Estudos de coortes

Nome:
Marcos Antonio Batista

Titulo:
Problemas de aprendizagem e traços de personalidade: intervenção com auriculoacupuntura

Resumo:
Tratou-se de um estudo quantitativo, que teve como objetivo minimizar ou dirimir os problemas de aprendizagem em crian√ßas do ensino fundamental por meio do uso da Auriculoacupuntura. Participaram da pesquisa, 36 alunos de ambos os sexos do ensino fundamental de duas Escolas no Sul de Minas, especializadas no cuidado √† crian√ßas com necessidades especiais. As idades variaram de 6 a 10 anos, com idade m√©dia de 8,83. Ap√≥s a avalia√ß√£o das crian√ßas com problemas de aprendizagem por meio de tr√™s instrumentos psicol√≥gicos, Bender: Sistema de Pontua√ß√£o Gradual - B-SPG; Escala de Tra√ßos de Personalidade para Crian√ßas ¬Ė ETPC, Raven Especial - Teste N√£o Verbal para Crian√ßas, foram separadas em dois grupos, a saber, grupo 1- problemas de aprendizagem de fundo afetivo/emocional e grupo 2 - problemas de aprendizagem de origem cognitivo/neurol√≥gico. As crian√ßas foram submetidas a dez sess√Ķes de auriculoacupuntura, sendo duas sess√Ķes semanais, em pontos auriculares espec√≠ficos para cada grupo, em seguida, foram reavaliadas pelos mesmos testes. Os resultados n√£o apontaram diferen√ßas com rela√ß√£o as caracter√≠sticas neurol√≥gicas e cognitivas. Por outro lado, as medidas de Psicoticismo e Extrovers√£o revelaram altera√ß√Ķes significativas. 19,44% crian√ßas ap√≥s a interven√ß√£o com auriculoacupuntura diminu√≠ram suas pontua√ß√Ķes, saindo do percentil 75 para o percentil 25 e na Extrovers√£o, 11,11% migraram do percentil 50 para o 75. Dever-se-√£o continuar pesquisas com crian√ßas com dificuldades de aprendizagem com vistas ao entendimento do porque o estado de humor das crian√ßas melhoraram, mas a percep√ß√£o visomotora n√£o mostrou evolu√ß√£o.

Autoria:
Marcos Antonio Batista   Universidade do Vale de Sapuca√≠ - Univ√°s
Carina de Paula Pinto   Universidade do Vale de Sapuca√≠ - Univ√°s
Kezia Pereira Faria   Universidade do Vale de Sapuca√≠ - Univ√°s
Tatiane Aline Fernandes dos Reis   Universidade do Vale de Sapuca√≠ - Univ√°s
 
 
 


Apresentador:
Marcos Antonio Batista


Palavras-chave:
Avaliação psicológica, medicina chinesa, humor

Nome:
Gabrielle Cordeiro Rocha de Assis

Titulo:
Processamento Auditivo, Mem√≥ria Auditiva e Leitura: An√°lise sistem√°tica da produ√ß√£o brasileira da √ļltima d√©cada

Resumo:
Para adquirir a leitura se faz necess√°rio uma s√©rie de processos cognitivos intervenientes, bem como habilidades precursoras desta compet√™ncia. Essa tem√°tica tem despertado in√ļmeras investiga√ß√Ķes, as quais procuram compreender os processos subjacentes ao aprendizado da leitura. Dentre as habilidades inerentes a essa aquisi√ß√£o, destaca-se o processamento auditivo, habilidade fundamental para o desenvolvimento da linguagem, da leitura e da escrita. Nestaperspectiva, a an√°lise sistem√°tica reuniu resultados de pesquisas nacionais selecionadas em bases de dados, a saber: Scielo e Lilacs, e teve como objetivo analisar a produ√ß√£o cient√≠fica publicada no per√≠odo de 2000 a 2011, referente √†s pesquisas sobre processamento/discrimina√ß√£o/mem√≥ria auditiva e leitura. Foram utilizados como descritores: processamento auditivo AND leitura; discrimina√ß√£o auditiva AND leitura; mem√≥ria auditiva AND leitura. Os trabalhos foram categorizados conforme os seguintes crit√©rios: objetivo do estudo, ano de publica√ß√£o, tipo de estudo e idioma. Dessa forma, dos 385 trabalhos identificados, 24 atenderam aos crit√©rios de inclus√£o. An√°lises descritivas foram efetuadas para analisar os resultados obtidos. Os estudos analisados se concentraram na regi√£o sudeste, notou-se um aumento da produ√ß√£o cient√≠fica a partir de 2009 e um crescimento das pesquisas n√£o experimentais. Al√©m disso, observou-se a predomin√Ęncia do grupo amostral ensino fundamental. Outro ponto que merece destaque nos resultados dos estudos √© contribui√ß√£o dos programas de remedia√ß√£o, acarretando em melhorias para o desempenho escolar dos estudantes, bem como a supera√ß√£o de suas dificuldades. Verificou-se ainda que a maior parte dos trabalhos abordaram poss√≠veis associa√ß√Ķes entre as habilidades do processamento auditivo e a leitura.Diante do exposto, salienta-se que a an√°lise sistem√°tica poder√° auxiliar os profissionais de sa√ļde e educa√ß√£o na compreens√£o e constru√ß√£o das pr√°ticas preventivas e interventivas relacionadas √† leitura e as habilidades cognitivas, suscitando reflex√Ķes que possam ajudar a explicitar pontos acerca da tem√°tica.

Autoria:
Gabrielle Cordeiro Rocha de Assis   Universidade Federal da Para√≠ba
Estephane Enadir Lucena Duarte Pereira   Universidade Federal da Para√≠ba
Carla Alexandra S. Moita Minervino   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 
 
 


Apresentador:
Gabrielle Cordeiro Rocha de Assis


Palavras-chave:
processamento auditivo, leitura, habilidades cognitivas

Nome:
Felipe Basso Silva

Titulo:
Processos Hist√≥ricos de Avalia√ß√£o do Transtorno de Personalidade Antissocial: contribui√ß√Ķes da Teoria CGF

Resumo:
O presente trabalho tem por objetivo analisar historicamente os processos de avalia√ß√£o do Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA) e sua denomina√ß√£o anterior, a psicopatia. Visando alcan√ßar o objetivo proposto, realizou-se um levantamento bibliogr√°fico para identificar a utiliza√ß√£o de instrumentos de medida tanto de diagn√≥stico de TPA quanto de fatores componentes desse transtorno em momentos hist√≥ricos anteriores sob a nomenclatura de psicopatia. Se atualmente uma das principais abordagens utilizadas na para compreens√£o da personalidade √© a Teoria dos Cinco Grandes Fatores, derivadas do m√©todo de an√°lise fatorial de Cattel e a teoria dos tra√ßos de Allport, destaca-se que, na d√©cada de 1950, Cleckley apresenta dezesseis crit√©rios para a identifica√ß√£o da Psicopatia. Esses crit√©rios foram utilizados por Hare para o desenvolvimento da famosa escala Hare, hoje conhecida como PCL-R. J√° em 1987, Jessness cria um invent√°rio multi-dimensional com o intuito de ser aplicado a pessoas envolvidas em situa√ß√£o de delinqu√™ncia, atrav√©s de escalas de desadapta√ß√£o social, autismo, aliena√ß√£o, agressividade manifesta, ansiedade social, recalcamento, entre outras. J√° com a teoria dos tra√ßos, definem-se as principais caracter√≠sticas que comp√Ķem os padr√Ķes de personalidades atrav√©s de uma interrela√ß√£o √ļnica (APA, 2010). Esses tra√ßos, embora complexos e amplos, podem ser medidos e, portanto, projetados em uma formata√ß√£o mensur√°vel. Contudo, esses instrumentos, majoritariamente criados em centros de pesquisa de pa√≠ses como Estados Unidos, Reino Unido e Canad√°, respondem √† necessidade manifesta de criar condi√ß√Ķes mais objetivas para uma miss√£o que tem se mostrado complexa e carregada de dificuldades √©ticas e pol√≠ticas para os agentes que nela participam. Mas, conclui-se que instrumentos psicom√©tricos que partem de um modelo dimensional da compreens√£o do fen√īmeno TPA trazem uma abordagem mais ampla, podendo apresentar car√°ter preditivo e um progn√≥stico mais detalhado da patologia.

Autoria:
Felipe Basso Silva   Universidade Federal de Santa Catarina
Priscilla Mathes   Universidade Federal de Santa Catarina
 
 
 
 
 


Apresentador:
Felipe Basso Silva


Palavras-chave:
Cinco Grandes Fatores, TPA, Instrumento de Medida

Nome:
Léia Vilerá da Silva Seixas

Titulo:
PRODU√á√ÉO CIENT√ćFICA SOBRE AVALIA√á√ÉO EM LARGA ESCALA NO ENSINO BRASILEIRO

Resumo:
No Brasil a avalia√ß√£o em larga escala ocorre em todos os n√≠veis de ensino visando verificar habilidades cognitivas espec√≠ficas e compet√™ncias consideradas essenciais para cada fase da educa√ß√£o. Desse modo, pode contribuir com informa√ß√Ķes para que as institui√ß√Ķes de ensino encontrem caminhos para a solu√ß√£o de problemas educacionais, ajudando de forma positiva a melhoria da aprendizagem dos estudantes. O objetivo do presente estudo foi analisar a produ√ß√£o cient√≠fica das avalia√ß√Ķes em larga escala ocorridas por meio do Saeb, Enem e Enade. Para o desenvolvimento do trabalho foi realizado levantamento bibliogr√°fico de publica√ß√Ķes nacionais nas Bases de dados eletr√īnicas Scielo, Google Acad√™mico, Redalyc e Peri√≥dicos Capes, segundo os descritores avalia√ß√£o em larga escala, avalia√ß√£o de desempenho, ensino fundamental, ensino b√°sico, ensino m√©dio, ensino superior, educa√ß√£o superior, Saeb, Prova Brasil, Provinha Brasil, Enem, Exame Nacional de Ensino Superior, Enade, Sinaes. Os crit√©rios de inclus√£o das publica√ß√Ķes foram abrang√™ncia nacional, idioma portugu√™s, publica√ß√Ķes classificadas como artigo cient√≠fico, disserta√ß√£o de mestrado, tese de doutorado, trabalho completo publicado em anais de congresso, trabalho de conclus√£o de curso ou monografia. Os dados foram tratados quantitativamente por meio de m√©todos estat√≠sticos de acordo com as vari√°veis tipo de publica√ß√£o, local de publica√ß√£o, ano de publica√ß√£o, t√≠tulo da publica√ß√£o, tipo de pesquisa, m√©todo de an√°lise de dados, instrumentos de avalia√ß√£o, ano da realiza√ß√£o da avalia√ß√£o, objeto de pesquisa, autoria, origem da base de dados de publica√ß√£o. Observou-se que nos tr√™s n√≠veis de ensino h√° a predomin√Ęncia de publica√ß√Ķes na regi√£o Sudeste, bem como a concentra√ß√£o no ano de 2011. O tipo de publica√ß√£o mostrou-se em maior n√ļmero no formato de artigo cient√≠fico e o tipo de pesquisa mais frequente foi o emp√≠rico.

Autoria:
Claudette Maria Medeiros Vendramini   Universidade S√£o Francisco (USF - Itatiba/SP)
L√©ia Viler√° da Silva Seixas   Universidade S√£o Francisco (USF - Itatiba/SP)
Larissa Povia   Universidade S√£o Francisco (USF - Itatiba/SP)
Mariana Pinhatari Souza Campos   Universidade S√£o Francisco (USF - Itatiba/SP)
 
 
 


Apresentador:
Léia Vilerá da Silva Seixas


Palavras-chave:
Saeb, Enem, Enade

Nome:
LISANDRA BORGES LIMA

Titulo:
Progressão dos escores de compreensão de leitura por anos escolares: comparação via TRI

Resumo:
A habilidade da leitura √© primordial para o sucesso tanto na vida escolar como na profissional. Ler n√£o √© simplesmente decodificar um texto, mas sim contextualizar e dar significado, ou seja, compreender o que est√° sendo lido. Pesquisas cient√≠ficas apontam a necessidade e a import√Ęncia de avaliar a compreens√£o da leitura, o que certamente implica no refinamento de instrumentos de medida desse contruto. Nessa perspectiva, o objetivo deste estudo foi de avaliar a progress√£o dos escores dos itens de dois textos, os quais foram estruturados segundo a t√©cnica de cloze, ¬ďA princesa e o fantasma¬Ē e ¬ďUma vingan√ßa infeliz¬Ē. A amostra foi composta de 524 estudantes do 2¬ļ e 5¬ļ anos do ensino fundamental de uma escola da rede p√ļblica do interior do estado de S√£o Paulo, dos 6 aos 13 anos de idade. A dimensionalidade foi avaliada por meio da t√©cnica de an√°lise paralela, e uma estrutura unidimensional foi sugerida para ambos os textos e o escore total. Em seguida, a estrutura foi explorada por meio da full information factor analysis e comparada com outras poss√≠veis solu√ß√Ķes. Os √≠ndices de ajuste apontaram que a melhor solu√ß√£o seria a unidimensional. Os par√Ęmetros dos itens foram estimados via teoria de resposta ao item, pelo modelo de Rasch. Eles ent√£o foram fixados e o escore dos estudantes para cada ano escolar pesquisado foi gerado. Foi realizada a an√°lise da distribui√ß√£o das notas dos estudantes, que mostrou que as mesmas aumentam com o decorrer dos anos. A disposi√ß√£o das distribui√ß√Ķes permitiu observar a progress√£o do conjunto de alunos, especialmente daqueles pertencentes ao estrato inferior de pontua√ß√£o, mesmo quando a m√©dia de pontos entre os anos n√£o se diferenciava. Concluiu-se que os dois textos avaliados s√£o ferramentas adequadas para medir a habilidade de compreens√£o de leitura em estudantes do primeiro ciclo do ensino fundamental.

Autoria:
Lisandra Borges Lima   Universidade S√£o Francisco
Alexandre Luiz de Oliveira Serpa   Universidade S√£o Francisco
Ac√°cia Aparecida Angeli dos Santos   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 


Apresentador:
Lisandra Borges Lima


Palavras-chave:
Cloze, full information, factor analysis

Nome:
Florença Lucia Coelho Justino

Titulo:
Proposta de técnica para a avaliação do pensamento contrafactual em adultos

Resumo:
O pensamento contrafactual (PC) √© um tipo de pensamento imaginativo, que aparece espontaneamente e pode ser definido como representa√ß√Ķes mentais de vers√Ķes alternativas para o passado, ou seja, pensamentos sobre como as coisas poderiam ter acontecido diferente da realidade. Alguns aspectos da realidade, segundo a literatura, s√£o mais frequentemente modificados pelo PC do que outros, a saber: a√ß√£o/ina√ß√£o, obriga√ß√£o, raz√£o, tempo e eventos n√£o usuais. Este trabalho teve como objetivo elaborar um material destinado a acessar o pensamento contrafactual de adultos; capacitar ju√≠zes para a avalia√ß√£o do material;
e analisar a concord√Ęncia entre ju√≠zes para as alterativas propostas para modifica√ß√£o de cada aspecto da realidade de acordo com os aspectos modific√°veis descritos na literatura. O material elaborado foi constitu√≠do por cinco est√≥rias adaptadas de jornais e revistas, seguidas de quatro alternativas de modifica√ß√£o. Dado o desconhecimento de especialistas no tema no contexto brasileiro foi realizada uma capacita√ß√£o com cinco ju√≠zes que objetivou instrument√°-los para avaliar o material. Ap√≥s a capacita√ß√£o o material foi avaliado individualmente pelos ju√≠zes e a concord√Ęncia entre ju√≠zes foi pareada com a proposta inicial das pesquisadoras. Em rela√ß√£o aos aspectos da realidade, das 20 alternativas propostas inicialmente, apenas sete atingiram o n√≠vel de concord√Ęncia satisfat√≥rio (80%) ap√≥s a primeira avalia√ß√£o. Foram necess√°rias tr√™s avalia√ß√Ķes at√© que todas as alternativas atingissem o n√≠vel de concord√Ęncia satisfat√≥rio. Os ju√≠zes tamb√©m indicaram que todas as alternativas fossem reescritas no pret√©rito imperfeito e sugeriram que uma est√≥ria fosse retirada do material por n√£o ser representativa do contexto brasileiro. Considerando a elevada concord√Ęncia entre os ju√≠zes ao final das tr√™s avalia√ß√Ķes, julgou-se que o material elaborado encontra-se adequado para avaliar o pensamento contrafactual em adultos.

Autoria:
Floren√ßa Lucia Coelho Justino   Laborat√≥rio de Desenvolvimento Humano e Cogni√ß√£o, Universidade Federal de S√£o Carlos
Juliana Sarantopoulos Faccioli   Laborat√≥rio de Desenvolvimento Humano e Cogni√ß√£o, Universidade Federal de S√£o Carlos
Patr√≠cia Waltz Schelini   Laborat√≥rio de Desenvolvimento Humano e Cogni√ß√£o, Universidade Federal de S√£o Carlos
 
 
 
 


Apresentador:
Florença Lucia Coelho Justino


Palavras-chave:
imaginação, contrafatos, avaliação

Nome:
Clarissa Marceli Trentini

Titulo:
Propriedades psicométricas da escala SNAP-IV para a avaliação de sintomas de desatenção e hiperatividade/impulsividade

Resumo:
A escala SNAP-IV √© utilizada para avalia√ß√£o de sintomas de desaten√ß√£o e hiperatividade/impulsividade. √Č formada por 18 itens que correspondem ao crit√©rio A do diagn√≥stico de Transtorno de D√©ficit de Aten√ß√£o e Hiperatividade (TDAH), de acordo com o DSM-IV-TR. Pode ser preenchida por pais e/ou professores e cada item √© qualificado de acordo com uma escala likert de 4 pontos, considerando a intensidade do sintoma. A SNAP-IV √© um importante instrumento para a pesquisa e a pr√°tica cl√≠nica e j√° apresenta uma adapta√ß√£o para o Portugu√™s Brasileiro. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi investigar evid√™ncias de validade e fidedignidade da vers√£o adaptada da escala SNAP-IV. Os dados analisados s√£o provenientes de um servi√ßo de refer√™ncia em avalia√ß√£o e atendimento do TDAH em crian√ßas e adolescentes. A an√°lise de fidedignidade foi realizada com base em 404 escalas preenchidas por pais de crian√ßas e adolescentes encaminhados pela rede de sa√ļde p√ļblica. O Alpha de Cronbach indica adequada consist√™ncia interna do instrumento, considerando-se tanto a escala total quanto as sub-escalas de desaten√ß√£o e hiperatividade/impulsividade. Tamb√©m foi realizada uma an√°lise discriminante atrav√©s da Curva ROC, utilizando-se o diagn√≥stico cl√≠nico de TDAH como padr√£o-ouro. Foram analisados dados de 397 pacientes com o diagn√≥stico de TDAH e 32 participantes sem o diagn√≥stico. A √°rea sob a curva indica que a SNAP-IV √© uma escala adequada para identifica√ß√£o do status diagn√≥stico. No entanto, sugere-se a utiliza√ß√£o de m√©todos complementares e obten√ß√£o de informa√ß√Ķes atrav√©s de diferentes fontes para a realiza√ß√£o do diagn√≥stico de TDAH. Diante disso, tais resultados indicam que a SNAP-IV apresenta adequada consist√™ncia interna e validade discriminante para o TDAH em uma amostra predominantemente cl√≠nica, configurando-se em um importante instrumento de rastreio na pr√°tica cl√≠nica e na pesquisa.

Autoria:
Fl√°via Wagner   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Eduardo Maciel Saraiva   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Diogo Ximenes Rocio   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Luis Augusto Rohde   Departamento de Psiquiatria da Inf√Ęncia e Adolesc√™ncia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (
Clarissa Marceli Trentini   Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
 
 


Apresentador:
Clarissa Marceli Trentini


Palavras-chave:
TDAH, SNAP-IV, propriedades psicométricas

Nome:
Manuela Ramos Caldas Lins

Titulo:
Propriedades psicométricas de uma escala de Estratégias de Aprendizagem para Universitários

Resumo:
As estrat√©gias de aprendizagem, m√©todos que os estudantes utilizam para adquirir conhecimento, relacionam-se diretamente com o desempenho escolar satisfat√≥rio. Por essa raz√£o, pesquisadores v√™m trabalhando no sentido de analisar quais s√£o as estrat√©gias de aprendizagem mais frequentemente utilizadas pelos estudantes nos v√°rios n√≠veis de educa√ß√£o, atrav√©s de instrumentos v√°lidos e confi√°veis. Diante disso, visando contribuir com o conhecimento acumulado na √°rea, o presente estudo teve por objetivo identificar evid√™ncias de validade de uma escala de estrat√©gias de aprendizagem para universit√°rios. Participaram da pesquisa 341 estudantes, 59,8% do sexo feminino e 40,2% do masculino, com idades variando entre 16 e 25 anos, matriculados em uma universidade p√ļblica brasileira. Os estudantes frequentavam cursos nas √°reas das Ci√™ncias Exatas, Humanas e Sa√ļde e estavam matriculados nas v√°rias etapas dos respectivos cursos. Os dados foram obtidos mediante a aplica√ß√£o individual de uma escala de estrat√©gias de aprendizagem, composta por 36 itens, com quatro possibilidades de resposta (sempre, √†s vezes, raramente e nunca). Uma an√°lise dos componentes principais e da an√°lise paralela indicou a exist√™ncia de quatro a seis fatores. Testou-se essas tr√™s solu√ß√Ķes, via componentes principais, com rota√ß√£o varimax, e identificou-se que a solu√ß√£o com quatro fatores era a mais adequada, tanto em termos estat√≠sticos como te√≥ricos. Os fatores extra√≠dos nessa solu√ß√£o apresentaram cargas fatoriais entre 0,30 e 0,75, revelando-se v√°lidos. Alguns fatores, contudo, apresentaram √≠ndices de precis√£o abaixo de 0,70, revelando-se pouco consistentes internamente. Em virtude dos resultados ora apresentados, sugere-se que o instrumento seja modificado e submetido √† nova valida√ß√£o.

Autoria:
Manuela Ramos Caldas Lins   Universidade de Bras√≠lia
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Manuela Ramos Caldas Lins


Palavras-chave:
estratégias de aprendizagem, ensino superior, educação

Nome:
Ana Carolina Zuanazzi Fernandes

Titulo:
PROPRIEDADES PSICOM√ČTRICAS DE UMA ESCALA DE MOTIVA√á√ÉO E ESTRAT√ČGIAS PARA APRENDER

Resumo:
No ambiente escolar cada vez mais se viabiliza a necessidade de estudos que visem a melhora do desempenho seja de alunos ou de professores. Entre os estudos recentes nessa √°rea pode se citar os de motiva√ß√£o e os de estilos de aprendizagem. Ambos tem impacto direto nas pr√°ticas escolares como um todo. As pesquisas em torno especialmente da tem√°tica da motiva√ß√£o favoreceram o surgimento e incremento consider√°vel de v√°rias teorias, mas o que se deve vislumbrar √© que os efeitos imediatos de alunos motivados se caracteriza como algo desejado e percept√≠vel ao olhar do professor. Por sua vez, os estudos de estrat√©gias para aprender, dizem respeito √† maneira pela qual os alunos estudam e como o fazem para se apropriarem daquilo que √© fornecido pelo professor em sala de aula. Nesse sentido, o objetivo desta pesquisa foi avaliar as propriedades psicom√©tricas de uma escala de motiva√ß√£o e estrat√©gias para aprender de alunos do ensino fundamental, considerando a necessidade de instrumentos que agregem esses dois construtos em um mesmo instrumento. Foram sujeitos do estudo 351 alunos do 5¬į ao 8¬į anos do ensino fundamental de escolas p√ļblicas e privadas do estado do Paran√°, da regi√£o norte. Foi empregada uma escala de condi√ß√Ķes de estudo composta por 29 itens que foi aplicada coletivamente. Os resultados evidenciaram que a an√°lise fatorial explorat√≥ria indicou a exist√™ncia de uma estrutura de quatro fatores na escala. O alpha de Cronbach da escala toda e das quatro subescalas, apontaram que o instrumento apresenta √≠ndices aceit√°veis de consist√™ncia interna embora apresente a necessidade de aprofundamento, constru√ß√£o de novos itens ou reformula√ß√£o daqueles j√° existentes.

Autoria:
Dra. Katya Luciane de Oliveira   Universidade Estadual de Londrina
Dr. Fabiano Koich Miguel   Universidade Estadual de Londrina
Ana Carolina Zuanazzi Fernandes   Universidade Estadual de Londrina
Gracielly Terziotti de Oliveira   Universidade Estadual de Londrina
Andressa dos Santos   Universidade Estadual de Londrina
Ana Paula Couto Vilela de Andrade   Universidade Estadual de Londrina
Bruna Larissa de Assis   Universidade Estadual de Londrina


Apresentador:
Ana Carolina Zuanazzi Fernandes


Palavras-chave:
Psicometria, Aprendizagem, Escolares

Nome:
Lucas Cordeiro Freitas

Titulo:
Propriedades psicométricas do Sistema de Avaliação de Habilidades Sociais (SSRS-BR): Revisão da literatura.

Resumo:
O Sistema de Avalia√ß√£o de Habilidades Sociais (SSRS) √© um dos instrumentos mais abrangentes para se avaliar habilidades sociais, problemas de comportamento e compet√™ncia acad√™mica de crian√ßas em idade escolar, por meio de diferentes informantes. O SSRS encontra-se traduzido e validado em v√°rios pa√≠ses, para diversos idiomas, e vem sendo utilizado para avaliar o repert√≥rio social de crian√ßas com desenvolvimento t√≠pico, necessidades educacionais especiais ou outras caracter√≠sticas cl√≠nicas. Este trabalho de revis√£o apresenta um corpo de evid√™ncias de validade e confiabilidade da vers√£o brasileira do instrumento (SSRS-BR) para suas tr√™s formas: professores, pais e estudantes. A revis√£o da literatura apontou a exist√™ncia de, pelo menos, 24 artigos em revistas cient√≠ficas, 11 teses de mestrado e 10 teses de doutorado, realizadas utilizando-se as escalas SSRS-BR no Brasil. Esse conjunto de estudos consiste de pesquisas psicom√©tricas, correlacionais e de efic√°cia de interven√ß√Ķes realizadas com crian√ßas que apresentavam uma grande variedade de caracter√≠sticas de desenvolvimento: autismo, problemas de comportamento, defici√™ncia auditiva, defici√™ncia intelectual, defici√™ncia visual, dificuldades de aprendizagem, d√©ficit de aten√ß√£o e hiperatividade, crian√ßas contaminadas por chumbo, dentre outras. As diferentes escalas do SSRS-BR t√™m demonstrado boas evid√™ncias em termos de validade de construto, validade de crit√©rio por grupos contrastantes, consist√™ncia interna, estabilidade temporal e rela√ß√Ķes com outras vari√°veis. Esses resultados fornecem suporte para a utiliza√ß√£o das escalas em processos de avalia√ß√£o e de interven√ß√£o em habilidades sociais nos mais variados contextos de desenvolvimento da inf√Ęncia, incluindo escola, fam√≠lia e servi√ßos de sa√ļde. Atualmente novos esfor√ßos t√™m sido realizados para criar padr√Ķes normativos para amostras brasileiras e produzir um manual nacional de apura√ß√£o e interpreta√ß√£o para as escalas do SSRS-BR.

Autoria:
Lucas Cordeiro Freitas   Universidade Federal de S√£o Carlos
Zilda Aparecida Pereira Del Prette   Universidade Federal de S√£o Carlos
 
 
 
 
 


Apresentador:
Lucas Cordeiro Freitas


Palavras-chave:
Habilidades sociais , problemas de comportamento, competência acadêmica

Nome:
Emmy Uehara Pires

Titulo:
PROPRIEDADES PSICOM√ČTRICAS PRELIMINARES DE UM TESTE COMPUTADORIZADO PARA AVALIAR HABILIDADES EXECUTIVAS: JOGO DAS CARTAS

Resumo:
O Jogo das Cartas M√°gicas (JCM) √© um instrumento computadorizado baseado na tarefa Dimensional Change Card Sort (DCCS) e foi elaborado para avaliar as fun√ß√Ķes executivas em crian√ßas de 3 a 6 anos de idade. O JCM possui um layout circense l√ļdico composto por tr√™s fases: fase 1 - cor (12 itens), fase 2 - forma (12 itens) e fase 3 - cor e forma (24 itens). Participaram desse estudo 100 crian√ßas com desenvolvimento t√≠pico entre 3 a 6 anos moradores da cidade do Rio de Janeiro. Al√©m do JCM, as crian√ßas realizaram tarefas cl√°ssicas para a avalia√ß√£o das fun√ß√Ķes executivas e um instrumento para verificar o desenvolvimento cognitivo das mesmas. A validade convergente foi avaliada atrav√©s da Correla√ß√£o de Pearson e a consist√™ncia interna atrav√©s do Alfa de Cronbach. Ap√≥s uma an√°lise fatorial explorat√≥ria e uma rota√ß√£o varimax foram utilizados e foram identificados tr√™s fatores. Evid√™ncias preliminares de validade convergente foram obtidas na tarefa de flu√™ncia verbal sem√Ęntica - animal e fruta, tarefa de Stroop dia-noite, Span de d√≠gitos direto e inverso. Esses resultados apresentados demonstram uma correla√ß√£o moderada com os paradigmas cl√°ssicos utilizados. A consist√™ncia interna pode ser observada atrav√©s do resultados do escore total do JCM , escore total da fase 1, escore total da fase 2 e escore total da fase 3. Apesar de preliminares, estes resultados demostram uma boa confiabilidade interna do JCM, podendo ser √ļtil no futuro como uma ferramenta computadorizada de pesquisa e cl√≠nica na √°rea da neuropsicologia para avalia√ß√£o de fun√ß√Ķes executivas em crian√ßas. Estudos futuros com popula√ß√Ķes cl√≠nicas s√£o necess√°rios para investigar sua especificidade e sensibilidade, bem como sua utiliza√ß√£o como um instrumento de rastreio e/ou interven√ß√£o precoce de disfun√ß√Ķes executivas.

Autoria:
Emmy Uehara Pires   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio de Janeiro
Helenice Charchat-Fichman   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio de Janeiro
Jesus Landeira-Fernandez   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio de Janeiro
 
 
 
 


Apresentador:
Emmy Uehara Pires


Palavras-chave:
Fun√ß√Ķes Executivas, Tecnologia, Crian√ßas

Nome:
Maiana Farias Oliveira Nunes

Titulo:
Psicodiagnóstico infanto-juvenil: estudos de caso

Resumo:
Esse trabalho foi realizado no Est√°gio Espec√≠fico I, no N√ļcleo de Pr√°ticas em Psicologia de uma faculdade particular em Santa Catarina. O objetivo desse p√īster √© relatar a experi√™ncia de processos psicodiagn√≥sticos realizados com tr√™s clientes encaminhados pelo PAI (Posto de Atendimento Infantil). Os processos de avalia√ß√£o ocorreram semanalmente, durante cerca de dois meses, com aproximadamente 1 hora cada sess√£o. Os psicodiagn√≥sticos tiveram como finalidade averiguar a necessidade dos clientes terem acompanhamento psicoter√°pico, levantando as dificuldades e potenciais dos mesmos. Os clientes possu√≠am nove, 13 e 15 anos, todos do sexo masculino. Inicialmente foi realizado um encontro com os pais dos clientes, para levantar informa√ß√Ķes a respeito do hist√≥rico de vida. Tamb√©m usou-se um relat√≥rio de acompanhamento escolar, fornecido pelo PAI. Foram realizados encontros individuais com cada cliente, com uso de entrevistas e testes psicol√≥gicos, de acordo com a demanda de cada um, abordando a avalia√ß√£o da personalidade com o HTP (House Tree Person) e Bateria Fatorial de Personalidade e a avalia√ß√£o das fun√ß√Ķes neuropsicol√≥gicas com o Neupsilin. V√°rias informa√ß√Ķes obtidas nos testes psicol√≥gicos foram coerentes com os dados das entrevistas, do hist√≥rico de vida e com os comportamentos manifestados durante as sess√Ķes. Por fim, foi realizada uma devolutiva aos pais dos clientes, lhes informando os resultados do processo e sugerindo encaminhamentos para psicoterapia. Esse trabalho relatar√° as etapas do processo psicodiagn√≥stico e discutir√° as vantagens e limita√ß√Ķes dos m√©todos utilizados, as possibilidades com a compara√ß√£o das diversas informa√ß√Ķes, incluindo discuss√£o das converg√™ncias e diverg√™ncias entre instrumentos psicom√©tricos e projetivos. Tamb√©m ser√° discutido como o processo psicodiagn√≥stico pode funcionar como interven√ß√£o psicol√≥gica, no sentido de estimular a reflex√£o e auto-an√°lise, o que foi observado nos casos que ser√£o descritos.

Autoria:
Maiana Farias Oliveira Nunes   Faculdade Avantis
Fabiana Barbosa   Faculdade Avantis
 
 
 
 
 


Apresentador:
Maiana Farias Oliveira Nunes


Palavras-chave:
Psicodiagnóstico, Formação Psicologia,

Nome:
Fernanda Grendene

Titulo:
Qualidade de vida dos filhos cuidadores de pais idosos - Resultados Preliminares

Resumo:
O envelhecimento populacional brasileiro vem ocorrendo, acentuadamente, desde 1960 e continua crescendo anualmente. Cerca de 40% dos idosos necessitam de algum tipo de ajuda para realizar pelo menos uma tarefa cotidiana, necessitando de um cuidador, que na maioria das vezes √© um familiar. Sabe-se que a tarefa de cuidar de um familiar idoso pode gerar uma diversidade de sentimentos como frustra√ß√£o, culpa, cansa√ßo, estresse, amor e solidariedade. O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados preliminares da pesquisa ¬ďQualidade de vida de filhos (as) cuidadores de seus pais idosos do interior do RS. O objetivo da pesquisa √© investigar a qualidade de vida dos filhos cuidadores de pais idosos da regi√£o, assim como apresentar o perfil sociodemogr√°fico desses cuidadores. Participaram da pesquisa at√© o momento 20 cuidadores.Os instrumentos utilizados s√£o um question√°rio sociodemogr√°fico e o question√°rio de qualidade de vida WHOQOL-100 brev. Com rela√ß√£o as caracter√≠sticas sociodemogr√°ficas os resultados preliminares apontam que o perfil do cuidador tem um g√™nero definido, sendo que a sua maioria √© do sexo feminino. A idade m√©dia dos cuidadores √© 46,3 anos, sendo que 73,7% deles s√£o casados, 68,5% dos cuidadores dedicam-se em tempo integral ao cuidado do idoso e 47,3% n√£o trabalham fora. Sobre a percep√ß√£o da qualidade de vida investigada pelo WHOQOL-100 brev. os resultados at√© o momento revelam uma qualidade de vida regular em todos os quatro dom√≠nios avaliados: f√≠sico, psicol√≥gico, rela√ß√Ķes sociais e meio ambiente. Conclu√≠-se com esse resultado que a tarefa de cuidar do familiar idoso √© bastante complexa e que a qualidade de vida regular, com algumas defici√™ncias, √© decorrente das exig√™ncias que a tarefa de cuidar do idoso familiar apresenta.

Autoria:
Fernanda Grendene   Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Miss√Ķes-Campus Erechim
Patr√≠cia Samuel do Nascimento   Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Miss√Ķes-Campus Erechim
 
 
 
 
 


Apresentador:
Fernanda Grendene


Palavras-chave:
qualidade de vida, idoso, cuidador

Nome:
RICARDO ALVES DA PAIXAO

Titulo:
Qualidade de vida no trabalho e adoecimento psíquico em agentes penitenciários: interface entre prazer e sofrimento no trabalho

Resumo:
A categoria dos trabalhadores que lidam com a vida nas pris√Ķes, especialmente os agentes de seguran√ßa penitenci√°ria, est√£o constantemente expostos a ambientes conflituosos e de alta exig√™ncia de trabalho, o que os torna propensos ao sofrimento e adoecimento ps√≠quico. Nessa perspectiva, esse estudo buscou verificar as percep√ß√Ķes de prazer e sofrimento no trabalho e a qualidade de vida dos agentes penitenci√°rios de uma unidade penitenci√°ria localizada no interior do estado de Goi√°s. A amostra compreendeu 15 agentes prisionais com idade m√©dia de 33 anos, sendo 87% do sexo masculino. Como instrumentos foram utilizados um question√°rio s√≥cio-demogr√°fico, um question√°rio aberto contendo nove (9) quest√Ķes, al√©m de duas escalas, a saber: a Escala de Indicadores de Prazer e Sofrimento, constru√≠da por Mendes (1999) e revalidada √† posteriori por Pereira (2003), bem como o Invent√°rio de Qualidade de Vida no Trabalho, instrumento esse elaborado por Lipp (1994). Os dados foram analisados segundo uma abordagem quanti e qualitativa. Os resultados indicam que h√° uma coexist√™ncia de sentimentos relacionados ao prazer e ao sofrimento no trabalho, sendo que as viv√™ncias de tais, por sua vez, influenciam de forma direta na qualidade de vida no trabalho dos agentes. Foi poss√≠vel perceber que 40% da amostragem descreveram viv√™ncias fortes de desgaste, sendo que se verificou um baixo n√≠vel do indicador de liberdade. Em contrapartida, os colaboradores demonstram vivenciar o prazer ao apresentarem v√≠nculos como a satisfa√ß√£o, prazer e reconhecimento pelo trabalho, assim como um baixo n√≠vel de inseguran√ßa no trabalho. Portanto, essa categoria profissional trata-se de uma classe suscet√≠vel ao adoecimento ps√≠quico e, inclusive, f√≠sico diante dos preju√≠zos na sa√ļde por eles identificados. Diante disso, foi evidenciada a fomenta√ß√£o de novos estudos nessa √°rea, uma vez que se verificou uma escassa literatura que contemple o estudo de prazer-sofrimento no trabalho de agentes prisionais.

Autoria:
MARIA CLARA SIQUEIRA CAMPOS   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, Goi√°s,
S√ĒNIA BEATRIZ MOTTA MACEDO   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, Goi√°s,
RICARDO ALVES DA PAIXAO   Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara-GO
 
 
 
 


Apresentador:
S√ĒNIA BEATRIZ MOTTA MACEDO


Palavras-chave:
Prazer-Sofrimento, Qualidade de Vida no Trabalho, Agentes Penitenci√°rios.

Nome:
Orlanda Maria da Silva Rodrigues da Cruz

Titulo:
Question√°rio de Estilos Educativos Parentais - Revisto (QEEP-R)

Resumo:
Apesar de a adolesc√™ncia ser marcada por um esfor√ßo crescente de autonomiza√ß√£o do adolescente, os pais mant√™m o seu estatuto de figura significativa e continuam a exercer um papel determinante no desenvolvimento e ajustamento psicol√≥gico dos seus filhos. √Č assim fundamental dispor de instrumentos que captem as diversas dimens√Ķes da atua√ß√£o parental na adolesc√™ncia.
O QEEP-R √© a vers√£o revista de um question√°rio j√° validado para a popula√ß√£o portuguesa (Cruz, Raposo, Ducharne, Almeida, Teixeira & Fernandes, 2011; Ducharne, Cruz, Marinho & Grande, 2006) que pretende avaliar as percep√ß√Ķes dos adolescentes face √†s dimens√Ķes educativas parentais. O QEEP-R √© composto por 33 itens (mais 14 itens que a vers√£o anterior) e est√° organizado de forma a ser respondido em rela√ß√£o aos pais e √†s m√£es. A escala de resposta varia entre 1 (nunca ou quase nunca) e 4 (sempre ou quase sempre).
Participaram neste estudo 100 adolescentes do sexo masculino e 73 adolescentes do sexo feminino com idades compreendidas entre os 16 e os 19 anos (M=16.75; DP=.44), que frequentavam os 10¬ļ e 11¬ļ anos do ensino secund√°rio em duas escolas p√ļblicas do norte de Portugal.
Os 33 itens do QEEP-R foram submetidos a uma an√°lise de componentes principais separadamente para as vers√Ķes relativas aos pais e √†s m√£es, tendo sido extra√≠das seis componentes. A an√°lise do scree plot, bem como a atribui√ß√£o de um significado a cada componente, levou a optar pela rota√ß√£o apenas de tr√™s componentes (57,19% de vari√Ęncia explicada). A an√°lise do conte√ļdo dos itens que saturaram em cada componente permitiu identific√°-las como Monitoriza√ß√£o, Promo√ß√£o da Autonomia e Afeto Positivo.
Os resultados revelam que existe uma associa√ß√£o entre estas dimens√Ķes educativas parentais e as habilidades sociais dos adolescentes, nomeadamente a coopera√ß√£o, a assertividade, a empatia e o autocontrolo.

Autoria:
Orlanda Maria da Silva Rodrigues da Cruz   Faculdade de Psicologia e de Ci√™ncias da Educa√ß√£o da Universidade do Porto
Maria Barbosa-Ducharne   Faculdade de Psicologia e de Ci√™ncias da Educa√ß√£o da Universidade do Porto
Carla Caldeira   Faculdade de Psicologia e de Ci√™ncias da Educa√ß√£o da Universidade do Porto
 
 
 
 


Apresentador:
Orlanda Maria da Silva Rodrigues da Cruz


Palavras-chave:
Estilos educativos parentais, Adolescência, Habilidades sociais

Nome:
Daiane Silva de Souza

Titulo:
Questionário de Fontes de Sentido e Sentido de Vida (SoMe-BR): Evidências de validade da versão brasileira

Resumo:
O presente estudo tem por objetivo apresentar os procedimentos de adapta√ß√£o e valida√ß√£o , bem como as propriedades psicom√©tricas do Question√°rio de Fontes de Sentido e Sentido de Vida (SoMe-BR; em ingl√™s, Sources of Meaning and Meaning in Life Questionnaire, SoMe). O SoMe √© um instrumento de 151 itens, que avalia 26 fontes de sentido, agrupadas em cinco dimens√Ķes de segunda ordem, bem como avalia os n√≠veis de sentido de vida (meaningfulness) e de crise de sentido (crisis of meaning). Participaram deste estudo 3,034 sujeitos (63,9% mulheres), com idades entre 18 e 91 anos, de 22 estados brasileiros. An√°lises de confiabilidade (Alfa de Cronbach), an√°lises paralelas (AP), modelagem de equa√ß√Ķes estruturais explorat√≥ria (Exploratory Structural Equation Modeling, ESEM), bem como an√°lises fatoriais confirmat√≥rias (AFCs) foram utilizadas para avaliar a estrutura e a confiabilidade do SoMe-BR. As 26 fontes de sentido apresentaram aceit√°veis √≠ndices de confiabilidade. As AP e bem como o procedimento de ESEM corroboraram, a adequa√ß√£o da estrutura de cinco dimens√Ķes para as 26 fontes de sentido como a mais representativa dos dados, embora pequenas diferen√ßas com a estrutura original foram encontradas. AFCs tamb√©m apresentaram adequados √≠ndices de ajuste para as escalas sentido de vida e crise de sentido. O SoMe-BR apresentou adequados √≠ndices de validade convergente com a escala de satisfa√ß√£o com a vida, a escala de felicidade subjetiva e a escala de autoefic√°cia geral). A dimens√£o autotranscend√™ncia apresentou-se como o preditor mais significativo tanto de sentido de vida (rela√ß√£o positiva), bem como de crise de sentido (rela√ß√£o negativa). Os resultados corroboram fortemente dados da literatura internacional, sugerindo que o question√°rio SoMe-BR √© uma medida confi√°vel para avaliar diferentes conte√ļdos do construto sentido de vida no contexto brasileiro.

Autoria:
Bruno Figueiredo Dam√°sio   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Daiane Silva de Souza   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
S√≠lvia Helena Koller   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 


Apresentador:
Daiane Silva de Souza


Palavras-chave:
fontes de sentido, sentido de vida, modelagem equa√ß√Ķes estruturais

Nome:
JONAS OLIVEIRA MENEZES JUNIOR

Titulo:
QUEST√ēES SOCIODEMOGR√ĀFICAS E SUAS IMPLICA√á√ēES NA AUTOEFIC√ĀCIA NO USO DE PRESERVATIVOS

Resumo:
No Brasil, intr√≠nseco ao processo de trabalho dos √≥rg√£os p√ļblicos de sa√ļde, nas a√ß√Ķes que implicam a preven√ß√£o √†s Doen√ßas Sexualmente Transmiss√≠veis (DST¬ís), observa-se um direcionamento para o uso de preservativos. A efetividade e seguran√ßa do preservativo dependem de sua correta e permanente utiliza√ß√£o nas rela√ß√Ķes sexuais, bem como o seguir das indica√ß√Ķes de conserva√ß√£o, pr√≥prias deste insumo. Objetivou-se nesse estudo correlacionar a autoefic√°cia no uso de preservativo com aspectos sociodemogr√°ficos. Para isso, participaram deste estudo 334 sujeitos de 22 estados do Brasil: 72,9% da regi√£o Nordeste, 6,5% Sudeste, 11,7% Centro-oeste, 4,8% Norte e 4,8% sul. A maioria do sexo feminino (62,9%), com idades que variaram entre 15 e 60 anos. No que concerne ao uso de preservativos com parceiros, 6,6% afirmou a usabilidade ainda se tratando de parceiro fixo e 27,5% n√£o utiliza, uma vez que se relaciona com √ļnico parceiro. Uma pequena porcentagem declarou n√£o usar preservativos por fatores diversos como, por exemplo, n√£o ter um parceiro, n√£o gostar etc. Os sujeitos responderam a Escala de Autoefic√°cia no Uso do Preservativo (EAUP) que possui 14 itens e √© composta por quatro fatores: Habilidades, Assertividade, Prazer e Drogas, e DST¬īs; estes analisam a percep√ß√£o sobre a autoefic√°cia no uso de preservativos. Os sujeitos tamb√©m responderam a quest√Ķes sociodemogr√°ficas. Foi utilizado o Software SPSS, vers√£o 18 para as an√°lises descritivas, testes de compara√ß√£o de m√©dias e correla√ß√Ķes r de Pearson. Observou-se que n√£o foram encontradas diferen√ßas significativas nos quatros fatores da (EAUP) em rela√ß√£o ao sexo dos participantes. Em rela√ß√£o √†s vari√°veis idade, renda familiar e escolaridade, verificou-se apenas uma correla√ß√£o negativa e significativa, embora fraca, entre a idade dos respondentes e o fator Prazer e Drogas. O aprofundamento de tais rela√ß√Ķes poder√° favorecer o desenvolvimento de programas de interven√ß√£o que reduzam os riscos de contra√ß√£o de HIV/AIDS.

Autoria:
Jonas Oliveira Menezes Junior   Graduando de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Tamyres Tomaz Paiva   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Val√©ria Nicolau de Sousa   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
 
 


Apresentador:
Jonas Oliveira Menezes Junior


Palavras-chave:
Autoeficácia, Preservativo, Sócio-Demográfica.

Nome:
Marlene Alves da Silva

Titulo:
R-1 - Forma B Teste Não Verbal de Inteligência: Evidências de validade

Resumo:
A intelig√™ncia √© um tema pol√™mico e pouco consensual entre os psic√≥logos. Para Spearman, √© vista como a capacidade de apreender rela√ß√Ķes. O autor criou uma teoria conhecida como bifatorial para explic√°-la por meio de um fator geral (g) subjacente a todos o tipo de atividade mental e respons√°vel pela maior parte da vari√Ęncia encontrada nos testes. Ao mesmo tempo, em cada atividade existiria um fator espec√≠fico (s) e n√£o generaliz√°vel √†s diferentes tarefas. Nessa perspectiva mais cl√°ssica, definida pela abordagem psicom√©trica, foram desenvolvidos v√°rios instrumentos de medida de intelig√™ncia, dentre eles, o R-1 Forma B Teste N√£o Verbal de Intelig√™ncia. Esta pesquisa objetivou buscar evid√™ncias de validade para R-1 ¬Ė Forma B Teste N√£o Verbal de Intelig√™ncia. Para tanto, utilizou-se a pontua√ß√£o total desse instrumento relacionando-a com o escore total do AC ¬Ė Teste de Aten√ß√£o Concentrada de Cambraia. Construto definido como a capacidade de selecionar e manter o foco em apenas um est√≠mulo, dentre tantos existentes no ambiente, por um determinado per√≠odo de tempo enquanto os outros s√£o ignorados. A amostra constituiu-se, a partir de um banco de dados, de 678 pessoas candidatos √† obten√ß√£o, renova√ß√£o ou adi√ß√£o de categoria da Carteira Nacional de Habilita√ß√£o que buscaram uma cl√≠nica credenciada ao DETRAN, em Goi√Ęnia. Sendo 434 homens e 244 mulheres, com idade variando entre 18 e 50 anos. Com escolaridade desde o ensino fundamental ao superior completo. Os resultados apontaram pela prova de correla√ß√£o de Pearson, magnitude baixa e positiva. Essa tend√™ncia permite afirmar que apesar de indicar uma fraca associa√ß√£o entre intelig√™ncia e aten√ß√£o, os instrumentos medem construtos diferentes. Assim, √© poss√≠vel assegurar que o objetivo foi atendido fomentando uma evid√™ncia de validade para o Teste de intelig√™ncia, entretanto, sugere-se que novas investiga√ß√Ķes sejam realizadas com amostras maiores e em diferentes contextos.

Autoria:
Marlene Alves da Silva   Universidade do Minho - Braga - Portugal
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Marlene Alves da Silva


Palavras-chave:
Inteligência, Evidência de validade, Atenção

Nome:
Ana Idalina de Paiva Silva

Titulo:
Reflex√Ķes sobre a avalia√ß√£o da personalidade em avalia√ß√Ķes neuropsicol√≥gicas: um estudo de caso

Resumo:
A avalia√ß√£o de aspectos de personalidade, emocionais e comportamentais s√£o de extrema import√Ęncia durante a realiza√ß√£o de uma avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica. Esta investiga√ß√£o pode identificar se h√° interfer√™ncia negativa de aspectos emocionais no desempenho cognitivo ou se as queixas neurol√≥gicas n√£o s√£o apenas consequ√™ncia de caracter√≠sticas psicol√≥gicas. Comprometimentos cerebrais podem causar altera√ß√Ķes de personalidade, seja direta (relacionada a les√£o) ou indiretamente (como consequ√™ncia de preju√≠zos cognitivos ou adapta√ß√£o a dificuldades cognitivas). Dessa forma, conhecendo a origem das dificuldades do paciente, sejam cognitivas ou ps√≠quicas, √© poss√≠vel indicar a terap√™utica mais adequada, seja ela farmacol√≥gica, reabilita√ß√£o neuropsicol√≥gica ou psicoterapia. Com o objetivo de demonstrar as contribui√ß√Ķes da avalia√ß√£o de personalidade foi realizada uma avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica em uma paciente do sexo feminino, 15 anos, encaminhada para diagn√≥stico diferencial de Transtorno de D√©ficit de Aten√ß√£o e Hiperatividade (TDAH). Foram realizados os seguintes testes: WISC-III, Figuras Complexas de Rey, Teste Wisconsin de Classifica√ß√£o de Cartas (WCST), Invent√°rio de Habilidades Sociais para Adolescentes (IHS-A) e a Prova de Rorschach (sistema compreensivo). A paciente apresentou desempenho intelectual global m√©dio, desenvolvimento adequado das fun√ß√Ķes mentais superiores relacionadas aos sistemas de visopercep√ß√£o, visoconstru√ß√£o e linguagem. A aten√ß√£o e mem√≥ria foram classificadas na faixa m√©dio-inferior, o que n√£o seria esperado para um quadro de TDAH. J√° o WCST mostrou grande dificuldade de flexibilidade mental, achados semelhantes encontrados no Rorschach. O teste projetivo sugere uma personalidade autocentrada, que pode utilizar nega√ß√£o de suas dificuldades e atua√ß√Ķes, al√©m de uma tend√™ncia a se fixar em detalhes da situa√ß√£o e integra√ß√£o de modo pouco realista, desenvolvendo opera√ß√Ķes cognitivas il√≥gicas. Estas caracter√≠sticas, aliadas a intelectualiza√ß√£o usada como estrat√©gia defensiva, s√£o refletidas em seu comportamento com decis√Ķes pouco pr√°ticas, n√£o eficientes

Autoria:
Ana Idalina de Paiva Silva   Universidade Federal de Goi√°s
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Ana Idalina de Paiva Silva


Palavras-chave:
Psicodiagnóstico, Personalidade, Rorschach

Nome:
KALINE DA SILVA LIMA

Titulo:
RELA√á√ÉO ENTRE AUTOEFIC√ĀCIA NO USO DE PRESERVATIVOS E A SATISFA√á√ÉO NO RELACIONAMENTO DE CASAL

Resumo:
Autoefic√°cia refere-se √† cren√ßa ou expectativa de que √© poss√≠vel, por meio do esfor√ßo pessoal, realizar com sucesso uma determinada tarefa e alcan√ßar um resultado desejado. Considerando que a satisfa√ß√£o que um indiv√≠duo possui acerca de um relacionamento est√° ligada a uma avalia√ß√£o individual da positividade, este estudo teve por objetivo relacionar autoefic√°cia no uso de preservativos com a satisfa√ß√£o em relacionamentos. A amostra contou com 334 participantes das regi√Ķes: Nordeste (72,9%), Sudeste (6,5%), Centro-oeste (11,7%), Norte (4,8%) e Sul (4,8%); predominante feminina (62,9%), com idades entre 18 e 60 anos. Entre os participantes, 69,8% eram solteiros e 27,6% estavam em relacionamento de casal, 32,9% afirmou usar preservativo sempre; 27,8% frequentemente; 20,7% √†s vezes e 13,8% raramente. A maioria (56,6%) afirmou usar prote√ß√£o mesmo com parceiro fixo e 27,5% n√£o usam porque t√™m parceiro fixo. Os instrumentos ultizados foram a Escala de Autoefic√°cia no Uso de Preservativos, Escala de Satisfa√ß√£o Marital e question√°rio sociodemogr√°fico. As correla√ß√Ķes n√£o apresentaram rela√ß√Ķes de fortes magnitudes entre os fatores da Autoefic√°cia no uso de preservativos (Habilidade, Assertividade, Prazer e drogas e DSTs) e os fatores da Satisfa√ß√£o Marital: Atra√ß√£o f√≠sica e sexualidade (SAFS) e Afinidades de interesses e comportamentos (SAIC). Correla√ß√Ķes positivas e significativas, embora fracas, foram verificadas entre FAFS e DSTs; entre SAFS e o fator Habilidade; assim como tamb√©m entre SAFS e o fator Assertividade. Indica-se que a Autoefic√°cia em rela√ß√£o √†s DSTs tem rela√ß√£o com a SAFS. Questiona-se se pessoas que tendem a achar seus parceiros atrativos fisicamente e sexualmente confiam mais na autoprote√ß√£o √†s poss√≠veis doen√ßas. O presente estudo tem car√°ter explorat√≥rio e possui relev√Ęncia para o desenvolvimento de programas de interven√ß√£o que reduzam os riscos de contra√ß√£o de HIV/AIDS. Torna-se necess√°rio o aprofundamento de futuras pesquisas a respeito da tem√°tica e que respondam a tais indaga√ß√Ķes.

Autoria:
Kaline da Silva Lima   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Josemberg Moura de Andrade   Professor Adjunto do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Amanda Pereira Fraz√£o   Graduanda de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Jonas Oliveira Menezes Junior   Graduando de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
Carmen Amorim-Gaud√™ncio   Professora Adjunta do Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba.
 
 


Apresentador:
Kaline da Silva Lima


Palavras-chave:
Autoeficácia, Uso de preservativos, Satisfação marital

Nome:
Silvia Godoy de Sousa

Titulo:
RELA√á√ÉO ENTRE FUN√á√ēES EXECUTIVAS E N√ÉO EXECUTIVAS COM A INTELIG√äNCIA

Resumo:
As fun√ß√Ķes executivas referem-se, de forma geral, √† capacidade do sujeito de engajar-se em comportamentos orientados a objetivos, ou seja, √† realiza√ß√£o de a√ß√Ķes volunt√°rias, independentes, aut√īnomas, auto-organizadas e orientadas para metas espec√≠ficas. Habilidades relacionadas √†s fun√ß√Ķes executivas sobrep√Ķem-se ao conceito psicol√≥gico de comportamento inteligente, por√©m alguns estudos t√™m revelado inconsist√™ncias na rela√ß√£o entre tais fun√ß√Ķes e intelig√™ncia. O presente estudo investigou a rela√ß√£o das fun√ß√Ķes executivas e n√£o-executivas com a intelig√™ncia. Participaram 120 adolescentes de 15 e 16 anos, sendo 68,3% do sexo feminino e 31,7% do sexo masculino. O material utilizado para a coleta de dados se constituiu das Matrizes Progressivas de Raven ¬Ė Escala Geral, da Escala de Intelig√™ncia Wechsler para Crian√ßas (WISC-III), do Teste de Stroop Computadorizado, do Teste de Flu√™ncia Verbal, do Teste de Trilhas B, do Teste de Vocabul√°rio por Imagens Peabody, do Teste de Repeti√ß√£o de Palavras e Pseudopalavras e do Teste Figuras Complexas de Rey. An√°lises de Correla√ß√£o de Pearson evidenciaram correla√ß√Ķes significativas entre os testes de intelig√™ncia, fun√ß√Ķes executivas e fun√ß√Ķes n√£o-executivas. O Teste Matrizes Progressivas de Raven apresentou correla√ß√£o significativa com o Teste de Flu√™ncia Verbal FAS, com o Teste de Trilhas B, com o Teste de Vocabul√°rio por Imagens Peabody e com o Teste Figuras Complexas de Rey. Os subtestes Informa√ß√£o, Semelhan√ßas e Cubos do WISC-III correlacionaram-se positiva e significativamente com o Teste de Stroop Computadorizado, com o Teste de Flu√™ncia Verbal FAS e com o Teste de Trilhas B. O subteste Vocabul√°rio apresentou correla√ß√£o significativa somente com o Teste de Flu√™ncia Verbal FAS e o subteste Arranjo de Figuras com o Teste de Flu√™ncia Verbal FAS e com o Teste de Trilhas B. Tais resultados corroboram a literatura no que tange √† multidimensionalidade das fun√ß√Ķes executivas e √† necessidade de diferenciar tal construto em rela√ß√£o √† intelig√™ncia.

Autoria:
Silvia Godoy de Sousa   Faculdades Integradas Einstein de Limeira
Rodolfo Hip√≥lito   Instituto de Terapia por Conting√™ncias de Refor√ßamento
Nat√°lia Martins Dias   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Alessandra Gotuzo Seabra   Universidade Presbiteriana Mackenzie
 
 
 


Apresentador:
Silvia Godoy de Sousa


Palavras-chave:
Fun√ß√Ķes executivas, Fun√ß√Ķes n√£o-executivas, Intelig√™ncia

Nome:
Sabrina Martins Barroso

Titulo:
RELA√á√ÉO ENTRE PERSONALIDADE E INTELIG√äNCIA EM ESTUDANTES UNIVERSIT√ĀRIOS

Resumo:
Estudos investigam a rela√ß√£o entre personalidade e intelig√™ncia, mas apresentam resultados contradit√≥rios. O presente trabalho investigou a associa√ß√£o entre intelig√™ncia e personalidade em uma amostra de estudantes universit√°rios de uma cidade do interior de Minas Gerais. Participaram 86 estudantes da Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro (UFTM), localizada na cidade de Uberaba (MG), que responderam ao teste n√£o-verbal de intelig√™ncia G-36 e as Escalas Comrey de Personalidade (CPS). Os dados foram analisados descritivamente e a rela√ß√£o entre os construtos foi verificada por meio de correla√ß√£o de Spearman, considerando n√≠vel de signific√Ęncia de 5%. A amostra tinha predomin√Ęncia de mulheres e idade m√©dia de 20,64 anos. N√£o houve correla√ß√£o significante entre nenhuma das escalas da CPS e o desempenho no teste de intelig√™ncia. A √ļnica correla√ß√£o significante ocorreu entre a escala de Atividade x Falta de Energia e cometer mais erros do tipo ¬ďA¬Ē, indicativos que o testando continuou pensando em termos de identidade, n√£o conseguindo alterar sua forma de pensar para responder as quest√Ķes do teste G-36. As pessoas com mais energia para atividades f√≠sicas foram as que cometeram mais erros por continuar pensando por identidade. Conclui-se que n√£o houve rela√ß√£o entre a personalidade e a intelig√™ncia da amostra investigada.

Autoria:
Sabrina Martins Barroso   Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro
D√©bora Prado da Silva   Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro
 
 
 
 
 


Apresentador:
Sabrina Martins Barroso


Palavras-chave:
Inteligência, Personalidade, Estudantes

Nome:
Nathalia Piacentini

Titulo:
Relação entre resiliência e os Cinco Grandes Fatores de Personalidade

Resumo:
A presente pesquisa tem por objetivo, verificar se existem rela√ß√Ķes entre resili√™ncia e a Teoria dos Cinco Fatores de Personalidade (CGF). A Psicologia Positiva se preocupa em compreender os aspectos saud√°veis do ser humano, desta forma a resili√™ncia √© um componente desses estudos. Est√° voltada para o estudo da adapta√ß√£o positiva, supera√ß√£o e transforma√ß√£o, que acontecem durante e ap√≥s uma situa√ß√£o adversa. J√° a CGF foi elaborada no inicio do s√©culo XX por McDougall e visa identificar padr√Ķes de personalidade atrav√©s de construtos definidos, √† saber: Extrovers√£o, Socializa√ß√£o, Neuroticismo, Abertura e Realiza√ß√£o. Assim foram pesquisados 96 universit√°rios dos cursos de Servi√ßo Social e Psicologia de duas universidades do sul do pa√≠s, sendo desses 86 mulheres. Foram aplicadas a Escala Resili√™ncia (ER) e a Bateria Fatorial de Personalidade (BFP). Em seguida os dados foram tabulados e analisados atrav√©s do software estat√≠stico STATA, para determinar correla√ß√Ķes entre as vari√°veis, diferen√ßas de m√©dia e n√≠veis de signific√Ęncia, consist√™ncia interna. Os resultados obtidos apontam que n√£o h√° diferen√ßa significativa entre as m√©dias de escore total da ER e as vari√°veis sociodemograficas (sexo, idade, curso, estado civil). A precis√£o geral medida atrav√©s do Alpha de Cronbach da ER apresentou valores considerados baixos, tendo seu resultado reduzido quando analisada na diferen√ßa entre os tr√™s fatores que comp√Ķe a ER. Foram encontradas correla√ß√Ķes fracas entre os fatores da ER e os fatores de socializa√ß√£o e neuroticismo. Os demais fatores da BFP n√£o apresentaram correla√ß√£o alguma com o construto. Os dados obtidos atrav√©s da ER apresentam caracter√≠sticas que v√£o de encontro √†s pesquisas na √°rea, que apontam uma diferen√ßa significativa entre os n√≠veis de resili√™ncia conforme idade e sexo, da mesma forma as correla√ß√Ķes realizadas entre BFP e ER, apontam dados contr√°rios √†s teorias de resili√™ncia, sendo necess√°rios mais estudos no Brasil para confirma√ß√£o destes resultados.

Autoria:
Nathalia Piacentini   Universidade Federal de Santa Catarina
Carlos Henrique Sancineto da Silva Nunes   Universidade Federal de Santa Catarina
Marina de Cuffa   Universidade Federal de Santa Catarina
Felipe Silva Mathes Basso   Universidade Federal de Santa Catarina
 
 
 


Apresentador:
Nathalia Piacentini


Palavras-chave:
Resiliência, Cinco Grandes Fatores,

Nome:
Ana Paula Prust Pereira

Titulo:
RELA√á√ÉO ENTRE TESTES DE FUN√á√ēES EXECUTIVAS E INDICADORES DE DESATEN√á√ÉO E HIPERATIVIDADE EM CRIAN√áAS PR√Č-ESCOLARES.

Resumo:
RELA√á√ÉO ENTRE TESTES DE FUN√á√ēES EXECUTIVAS E INDICADORES DE DESATEN√á√ÉO E HIPERATIVIDADE EM CRIAN√áAS PR√Č-ESCOLARES.
Fun√ß√Ķes executivas (FE) referem-se √†s habilidades necess√°rias para planejar, iniciar, realizar e monitorar comportamentos intencionais, s√£o habilidades do funcionamento cognitivo fundamentais √† aprendizagem e ao comportamento autorregulado. Incluem inibi√ß√£o, mem√≥ria de trabalho, flexibilidade cognitiva, aten√ß√£o seletiva, planejamento e organiza√ß√£o. As FE podem estar comprometidas em alguns dist√ļrbios do desenvolvimento, como o Transtorno de D√©ficit de Aten√ß√£o e Hiperatividade. Perante esse panorama e pautando-se na crescente √™nfase da literatura sobre a import√Ęncia da avalia√ß√£o precoce, esta pesquisa investigou as rela√ß√Ķes entre desempenho em testes de fun√ß√Ķes executivas e indicadores de desaten√ß√£o e hiperatividade em crian√ßas pr√©-escolares de amostra n√£o-cl√≠nica. Participaram 85 crian√ßas de uma escola municipal de Educa√ß√£o Infantil da Grande SP, com idades entre quatro e seis anos, avaliadas no Teste de Trilhas para pr√©-escolares (TT-PE) e no Teste de Aten√ß√£o por Cancelamento (TAC). Pais e professores responderam √† SNAP-IV. As crian√ßas com maiores √≠ndices de desaten√ß√£o e hiperatividade, conforme relato dos pais, tenderam a apresentar piores desempenhos no TAC e aquelas com maiores √≠ndices de desaten√ß√£o e hiperatividade, conforme relato dos professores, tenderam a apresentar piores desempenhos em diversas medidas do TAC e TT-PE. As rela√ß√Ķes entre desempenho nos testes e indicadores desaten√ß√£o e hiperatividade tenderam a ser mais consistentes quando consideradas as respostas dos professores do que as dos pais. O estudo evidenciou que as rela√ß√Ķes entre desempenho em testes de FE e indicadores de desaten√ß√£o e hiperatividade podem ser observadas desde idades precoces, em amostras n√£o-cl√≠nicas, contribuindo para a discuss√£o sobre avalia√ß√£o e identifica√ß√£o precoce.

Autoria:
Ana Paula Prust Pereira   Doutoranda em Dist√ļrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Nat√°lia Martins Dias   Bolsista de P√≥s-Doutorado FAPESP
Alessandra Gotuzo Seabra   Bolsista de produtividade CNPq
 
 
 
 


Apresentador:
Ana Paula Prust Pereira


Palavras-chave:
prevenção, TDAH, avaliação neuropsicológica

Nome:
Daniela Aguilera Moura Antonio

Titulo:
RELA√á√ÉO ENTRE VOCABUL√ĀRIO RECEPTIVO E INTELIG√äNCIA FLUIDA AOS 2 E 3 ANOS DE IDADE: ESTUDO PILOTO

Resumo:
Vocabul√°rio receptivo √© a capacidade de compreender o que ouve. Compet√™ncias lingu√≠sticas est√£o associadas ao desenvolvimento do racioc√≠nio, pois requerem processos cognitivos direcionados √† organiza√ß√£o da informa√ß√£o e estabelecimento de rela√ß√Ķes. O objetivo deste estudo foi verificar a rela√ß√£o entre vocabul√°rio receptivo e intelig√™ncia fluida em crian√ßas de 2 e 3 anos de idade. Foram avaliadas 27 crian√ßas de 2 anos (N=12) e 3 anos de idade (N=15), pertencentes a creches p√ļblicas da cidade de S√£o Paulo, sendo 15 meninos e 12 meninas.Os instrumentos utilizados foram o Teste de Vocabul√°rio por Imagens Peabody (TVIP) em sua vers√£o tradicional para avaliar o vocabul√°rio receptivo e o teste n√£o verbal de intelig√™ncia Leiter-R. An√°lise de correla√ß√£o de Pearson mostrou correla√ß√Ķes positivas, estatisticamente significativas e de magnitude moderada entre o total dos escores no TVIP e na Leiter-R. An√°lises por subtestes da Leiter-R, indicaram correla√ß√Ķes significativas e de magnitude moderada do TVIP com todos os subtestes da Leiter-R. Assim, vocabul√°rio receptivo se correlacionou com os subtestes: Classifica√ß√£o, Figura-Fundo, Formas Completas, Padr√Ķes Repetidos e Pareamento. N√£o foi observada correla√ß√£o com o subteste Sequ√™ncias. Tais resultados sugerem que, em crian√ßas de 2 e 3 anos de idade, a capacidade de compreens√£o de vocabul√°rio, se correlaciona com habilidades de discrimina√ß√£o, explora√ß√£o e s√≠ntese visual, bem como habilidades de racioc√≠nio, indutivo, habilidade de abstra√ß√£o e categoriza√ß√£o.

Autoria:
Daniela Aguilera Moura Antonio   Programa de P√≥s Gradua√ß√£o em Dist√ļrbios do Desenvolvimento - Universidade Presbiteriana Mackenzie
Tatiana Pontrelli Mecca   Programa de P√≥s Gradua√ß√£o em Dist√ļrbios do Desenvolvimento - Universidade Presbiteriana Mackenzie
Vanessa Madaschi   Programa de P√≥s Gradua√ß√£o em Dist√ļrbios do Desenvolvimento - Universidade Presbiteriana Mackenzie
Elizeu Coutinho de Macedo   Programa de P√≥s Gradua√ß√£o em Dist√ļrbios do Desenvolvimento - Universidade Presbiteriana Mackenzie
 
 
 


Apresentador:
Daniela Aguilera Moura Antonio


Palavras-chave:
ensino infantil, vocabulário receptivo, inteligência fluida

Nome:
Karina Pollyne Nascimento Lima

Titulo:
RELACIONAMENTO EMOCIONAL ENTRE PAIS E FILHOS EM UMA AMOSTRA GERAL DO ESTADO DA PARA√ćBA

Resumo:
As caracter√≠sticas e a qualidade do relacionamento entre pais e filhos s√£o apontadas como fatores associados √† presen√ßa de transtornos emocionais na inf√Ęncia e adolesc√™ncia. Assim sendo, considera-se que as caracter√≠sticas do v√≠nculo estabelecido com as figuras parentais na primeira inf√Ęncia organizam-se como padr√Ķes interativos que se reproduzem ao longo do desenvolvimento em diversos aspectos relacionais do indiv√≠duo. O presente estudo tem como objetivo avaliar a qualidade do relacionamento estabelecido entre pais e filhos durante a inf√Ęncia e adolesc√™ncia, em uma amostra geral de adultos e adultos jovens do estado da Para√≠ba. Participaram 484 respondentes, sendo a maioria do sexo feminino, com idades compreendidas entre 16 e 65 anos. Para tal, foi utilizado um question√°rio sociodemogr√°fico e o Parental Bonding Instrument (PBI) medindo dois fatores: Afeto/Cuidado e Controle/Prote√ß√£o, constituindo-se um instrumento auto-aplic√°vel do tipo Likert (0 a 3), com 25 perguntas em rela√ß√£o ao pai e √† m√£e, em que o sujeito responde o qu√£o parecido aquele comportamento √© com o comportamento dos pais at√© os seus 16 anos. Os dados foram analisados atrav√©s do software PASW-18 e realizaram-se an√°lises descritivas. Os resultados apontam que tanto os pais quanto as m√£es obtiveram baixos escores para o aspecto afetivo, apresentando pouca percep√ß√£o de carinho e proximidade. Quanto ao aspecto protetor, ambos os pais obtiveram altos escores, inferindo uma percep√ß√£o de prote√ß√£o e vigil√Ęncia excessiva. Diante disso, caracter√≠sticas de alto controle e pouco cuidado parental podem estar associados a casos de manifesta√ß√Ķes depressivas, abusos de drogas, transtornos alimentares e delinqu√™ncia. Neste sentido, v√™-se a import√Ęncia de investiga√ß√Ķes nessa √°rea a fim de prevenir e melhorar a sa√ļde mental, possibilitando assim o desenvolvimento de estrat√©gias de sa√ļde p√ļblica, como a educa√ß√£o dos pais para serem cientes do valor de um bom envolvimento emocional na fam√≠lia.

Autoria:
Karina Pollyne Nascimento Lima   Aluna de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba, Jo√£o Pessoa, PB
Carmen Amorim Gaud√™ncio   Professora Adjunta, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba, Jo√£o Pessoa, PB
Rosane Vieira Carneiro   Aluna de gradua√ß√£o, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Para√≠ba, Jo√£o Pessoa, PB
Eronyce Rayka de Oliveira Carvalho   Psic√≥loga, Jo√£o Pessoa, PB
Josemberg Moura de Andrade   Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Para√≠ba, Jo√£o Pessoa, PB
 
 


Apresentador:
Karina Pollyne Nascimento Lima


Palavras-chave:
Vínculo Parental, Superproteção, Afeto

Nome:
Juliane Pariz Teixeira

Titulo:
Rela√ß√Ķes entre g√™nero, agressividade e assertividade

Resumo:
A assertividade pode ser definida como o ato de defender-se em situa√ß√£o de injusti√ßa e tamb√©m como a busca pelo restabelecimento do direito da pessoa ou de seu grupo. A agressividade, por sua vez, pode caracteriza-se por a√ß√Ķes que ferem os direitos do outro, machucando-o fisicamente ou humilhando-o. O objetivo deste trabalho foi verificar empiricamente a rela√ß√£o entre o comportamento assertivo e a express√£o e controle de raiva em uma amostra de adultos da popula√ß√£o geral e suas diferen√ßas por sexo. Participaram do estudo 260 pessoas que preencheram o Invent√°rio de Express√£o de Raiva como Estado e Tra√ßo e a Escala de Assertividade de Rathus. Os resultados mostraram que as mulheres mostraram-se menos assertivas e que n√£o houve diferen√ßas entre os sexos nas medidas de raiva. A assertividade apresentou uma baixa rela√ß√£o inversa com a raiva como tra√ßo, temperamento raivoso, raiva direcionada para dentro e para fora e com a express√£o de raiva. N√£o se observou uma rela√ß√£o positiva e significativa, como esperado, entre a assertividade e o controle de raiva. Uma an√°lise de regress√£o linear m√ļltipla indicou que o comportamento assertivo teve uma explica√ß√£o de sua vari√Ęncia bem reduzida, mas de forma significativa, pela menor ocorr√™ncia de raiva direcionada para dentro e pelo temperamento raivoso. Uma an√°lise de conglomerados foi realizada para forma√ß√£o de dois grupos caracterizados pela frequ√™ncia de comportamentos assertivos (Assertivos e N√£o Assertivos). Por meio do teste t compararam-se as m√©dias das escalas do STAXI entre os grupos e os resultados confirmaram os anteriores acrescentando a vari√°vel controle de raiva. Observou-se que o grupo assertivo apresentou escores mais altos nessa escala. Os resultados deste estudo confirmam os postulados te√≥ricos, mas de forma fr√°gil. Limita√ß√Ķes da amostra e dos instrumentos utilizados podem ter interferido.

Autoria:
Juliane Pariz Teixeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
S√©rgio Eduardo Silva de Oliveira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Universidade Federal de Ci√™ncias da Sa√ļde de Porto Alegre
 
 
 
 
 


Apresentador:
Juliane Pariz Teixeira


Palavras-chave:
Agressividade, Assertividade, Gênero

Nome:
Milena Shimada

Titulo:
Rela√ß√Ķes entre interesses e personalidade: uma revis√£o sistem√°tica

Resumo:
As t√©cnicas de avalia√ß√£o psicol√≥gica nas interven√ß√Ķes de carreira focalizam, entre outros fatores, a compreens√£o dos interesses profissionais e das caracter√≠sticas de personalidade, a fim de promover o autoconhecimento dos indiv√≠duos, facilitando suas decis√Ķes vocacionais e a constru√ß√£o de seus projetos de vida. Teorias na √°rea da Orienta√ß√£o Profissional inferem que os interesses consistem em uma express√£o da personalidade, sendo compreendidos como mediadores da rela√ß√£o entre o indiv√≠duo e seu ambiente. Nesse sentido, este estudo objetivou verificar, a partir de uma revis√£o sistem√°tica da literatura cient√≠fica publicada no per√≠odo de 2003 a 2013, quais pr√°ticas e instrumentos s√£o utilizados nas investiga√ß√Ķes sobre as poss√≠veis rela√ß√Ķes entre os construtos interesses e personalidade. Realizou-se o levantamento a partir das bases de dados: Web of Science, PsycINFO, LILACS, Psicodoc e Scielo, al√©m da biblioteca virtual Pepsic, utilizando-se os descritores: interests, personality e vocational guidance. Aplicando-se os crit√©rios de inclus√£o e exclus√£o, foram selecionados nove artigos (quatro estudos nacionais e cinco estrangeiros), verificando-se que as pesquisas sobre o tema ainda s√£o escassas. Observou-se que a popula√ß√£o-alvo dos estudos nacionais foram adolescentes e jovens. As estrat√©gias de avalia√ß√£o de interesses variaram; enquanto a personalidade foi avaliada por modelos fatoriais. Os resultados evidenciaram correla√ß√Ķes entre os construtos, ainda que n√£o elevadas. No contexto internacional, destacaram-se tamb√©m estudos com jovens, utilizando metodologias de avalia√ß√£o diversificadas; ainda, observou-se a preocupa√ß√£o em desenvolver modelos de avalia√ß√£o integrados, que permitam a compreens√£o de interesses, personalidade e outras vari√°veis de forma associada. Quanto ao per√≠odo das publica√ß√Ķes, verificou-se que as pesquisas levantadas concentram-se nos √ļltimos cinco anos, o que aponta a atualidade do tema; por fim, discute-se a relev√Ęncia de mais pesquisas nessa linha investigativa no contexto brasileiro, com vistas ao aperfei√ßoamento das pr√°ticas interventivas.

Autoria:
Milena Shimada   Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Psicologia, Universidade de S√£o Paulo
Lucy Leal Melo-Silva   Programa de P√≥s-gradua√ß√£o em Psicologia, Universidade de S√£o Paulo
 
 
 
 
 


Apresentador:
Milena Shimada


Palavras-chave:
interesses profissionais, personalidade, Orientação Profissional

Nome:
Andréia Isabel Giacomozzi

Titulo:
Relato de dois casos de abuso sexual materno sob avaliação psicológica e estudo social forense

Resumo:
O abuso sexual existe em nossa civiliza√ß√£o desde muito tempo, visto que o assunto √© encontrado em v√°rias passagens da B√≠blia e em livros cl√°ssicos da antiguidade. Ao longo das √ļltimas d√©cadas, o tema tem chamado aten√ß√£o da m√≠dia e dos meios acad√™micos, gerando pesquisas e trabalhos na √°rea, especialmente no final do s√©culo XX e in√≠cio do s√©culo XXI, depois que a OMS declarou que a viol√™ncia sexual, do ponto de vista epidemiol√≥gico, j√° podia ser considerada uma quest√£o de sa√ļde p√ļblica. A justificativa deste trabalho vem da lacuna de bibliografias brasileiras sobre abuso sexual cometido por mulheres, sobretudo pelas m√£es. A dificuldade de estudar esse tipo de caso pode ocorrer em raz√£o de raramente serem notificados oficialmente e encaminhados √† esfera judici√°ria. Al√©m disso, as representa√ß√Ķes acerca da maternidade est√£o fortemente atreladas ao mito da m√£e amorosa e protetiva. Essa concep√ß√£o traz em seu bojo um r√≠gido padr√£o que acredita que o amor materno √© um sentimento inato √† mulher, que enquanto gera o filho tamb√©m desenvolve automaticamente sentimento de amor pelo beb√™, e que por isso, s√£o as pessoas mais indicadas para cuidar deles. Este trabalho teve por objetivo analisar dois casos de abuso sexual contra crian√ßa, uma de 3 e outra de 6 anos de idade, perpetrado pelas respectivas genitoras, os quais foram periciados por equipe psicossocial do F√≥rum de uma Comarca no sul do Brasil. Em ambos os casos as m√£es possu√≠am hist√≥rico familiar de abuso sexual incestuoso, moravam sozinhas com as respectivas filhas e a revela√ß√£o propriamente do abuso pelas meninas s√≥ aconteceu ap√≥s a revers√£o da guarda. Os pais apresentavam comportamento de passividade frente √†s ex-esposas e ainda estavam sexualmente ligados a elas. No tocante √† viol√™ncia sexual, tinham dificuldade em acreditar que tivesse sido perpetrada pelas mesmas. Observou-se ainda a dificuldade dos servi√ßos especializados (delegacias) em acolher e registrar a den√ļncia.

Autoria:
Andr√©ia Isabel Giacomozzi   Gradua√ß√£o, Mestrado e Doutorado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, Psic√≥loga
Marcela Nicoletti   Gradua√ß√£o em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina
Maria Fernanda Cabral   Gradua√ß√£o em Servi√ßo Social pela Universidade Federal de Santa Catarina ¬Ė Especializa√ß√£o em Resid√™nc
 
 
 
 


Apresentador:
Andréia Isabel Giacomozzi


Palavras-chave:
Abuso sexual, Perícia Psicológica Forense, Psicologia Jurídica

Nome:
Bruna Vaz de Melo e Freitas

Titulo:
RELATO DE EXPERI√äNCIA DE AVALIA√á√ÉO NEUROPSICOL√ďGICA NO CENTRO DE ESTUDO, PESQUISA E EXTENS√ÉO ALDEIA JUVENIL ¬Ė CEPAJ:

Resumo:
Introdu√ß√£o: A Avalia√ß√£o Neuropsicol√≥gica (AN) √© um procedimento utilizado quando h√° suposi√ß√£o de altera√ß√Ķes org√Ęnico-cerebrais. Objetivo: Relatar a experi√™ncia de realiza√ß√£o de AN no contexto do CEPAJ. Justificativa: Altera√ß√Ķes cognitivas e dificuldades no contexto escolar s√£o queixas comuns na popula√ß√£o infantil constituindo o principal motivo de indica√ß√£o para a AN. Metodologia: Participou deste estudo uma crian√ßa de sete anos, cursando o 2¬™ ano do Ensino Fundamental de uma escola p√ļblica de Goi√Ęnia. Procedeu-se a sess√Ķes semanais de dura√ß√£o de1h30min, utilizando-se t√©cnicas psicol√≥gicas como entrevista anamn√©sica, hora de jogo diagn√≥stica, testes psicom√©tricos de n√≠vel intelectual, de personalidade e de habilidades. Resultados: Os resultados indicaram que a crian√ßa apresenta intelig√™ncia normal, com um melhor desempenho verbal do que pr√°xico, bom racioc√≠nio aritm√©tico em provas orais; percep√ß√£o, viso-constru√ß√£o, mem√≥ria epis√≥dica, sem√Ęntica e procedural adequadas. Vocabul√°rio ativo e passivo compat√≠vel com a faixa et√°ria e o meio em que vive e destreza motora adequada. Apresentou preju√≠zo de fun√ß√Ķes executivas caracterizado por dificuldades atencionais, baixa motiva√ß√£o por atividades acad√™micas, dificuldade de orienta√ß√£o do comportamento em dire√ß√£o a metas. Estrutura de personalidade organizada em torno de sintomas ansiosos e humor normal. Conclus√£o: Conclui-se pelo preju√≠zo de fun√ß√Ķes executivas (falhas na aten√ß√£o e no planejamento, impulsividade), fun√ß√Ķes estas atribu√≠das ao c√≥rtex pr√©-frontal. Discutiu-se acerca da conflu√™ncia de fatores relacionados ao ambiente familiar e fatores org√Ęnicos (hist√≥rico de doen√ßa psiqui√°trica na fam√≠lia e altera√ß√Ķes de sa√ļde materna no per√≠odo gestacional) dificultando o desenvolvimento psicol√≥gico, acad√™mico e social harmonioso da crian√ßa. A AN contribuiu para o entendimento da complexidade destes fatores bem como para o encaminhamento do caso.

Autoria:
Bruna Vaz de Melo e Freitas   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Viviane Teles Ribeiro de Pina   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Sandra de F√°tima Barboza Ferreira   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
 
 
 
 


Apresentador:
Bruna Vaz de Melo e Freitas


Palavras-chave:
Avalia√ß√£o Neuropsicol√≥gica , fun√ß√Ķes executivas, CEPAJ

Nome:
Bruno Ademar Paisana Gonçalves

Titulo:
Religiosidade, pr√°tica religiosa e sintomas depressivos.

Resumo:
Muitos estudos tendem a mostrar que a religiosidade pode ter um efeito positivo na sa√ļde f√≠sica e mental. Um dos instrumentos mais utilizados para avaliar a orienta√ß√£o religiosa √© a ¬ĎAge Universal¬í I/E (Gorsuch & McPherson, 1989), baseada na Religious Orientation Scale de Allport e Ross (1967) que distingue religiosidade intr√≠nseca e extr√≠nseca. Alguns estudos encontram uma rela√ß√£o negativa entre orienta√ß√£o religiosa intr√≠nseca e sintomatologia depressivos e uma rela√ß√£o positiva entre esta sintomatologia e a orienta√ß√£o religiosa extr√≠nseca. Esta comunica√ß√£o apresenta os resultados obtidos com uma amostra de conveni√™ncia de mulheres portuguesas entre 30 e 65 anos (N=215). Foram utilizadas as vers√Ķes portuguesas da Center for Epidemiologic Studies Depression Scala (CES-D) e da ¬ĎAge Universal¬í I/E-Revised, e um question√°rio sobre Pr√°tica Religiosa. A an√°lise das respostas a este question√°rio sugeriu que era poss√≠vel construir um √≠ndice global de pr√°tica religiosa. A an√°lise fatorial da ¬ĎAge Universal¬í I/E-Revised deu um resultado semelhante ao obtido por Linares (2012) e muito diferente do obtido com o instrumento original, tornando problem√°tica a utiliza√ß√£o das subescalas Intr√≠nseca e Extr√≠nseca. N√£o se encontraram correla√ß√Ķes significativas com os resultados da CES-D. No entanto as mulheres que se declararam ¬ďcat√≥licas praticantes¬Ē tiveram, em m√©dia, uma pontua√ß√£o mais baixa na CES-D. Foram obtidos resultados no mesmo sentido quando se considerou o √≠ndice global de pr√°tica religiosa. Estes resultados sugerem que a pr√°tica religiosa efetiva, mais do que a orienta√ß√£o religiosa subjetiva pode ter um efeito protetor relativamente √† ocorr√™ncia de perturba√ß√Ķes depressivas nas mulheres portuguesas entre 30 e 65 anos.

Autoria:
Bruno Ademar Paisana Gon√ßalves   Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, Portugal
Teresa Fagulha   Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, Portugal
 
 
 
 
 


Apresentador:
Bruno Ademar Paisana Gonçalves


Palavras-chave:
religiosidade, depress√£o, mulheres

Nome:
Gabriela Lamarca Luxo Martins

Titulo:
Representação do relacionamento das figuras parentais presentes no ludodiagnóstico: um estudo com testes projetivos

Resumo:
A rela√ß√£o familiar tem uma import√Ęncia fundamental no desenvolvimento do psiquismo infantil, portando deve estar presente na an√°lise do diagn√≥stico psicol√≥gico infantil. O objetivo deste estudo foi comparar a t√©cnica ludodiagn√≥stica e os testes projetivos no que diz respeito √† an√°lise das figuras parentais. Foi investigado se as rela√ß√Ķes familiares expressas pela crian√ßa estavam presentes no jogo l√ļdico, bem como nos instrumentos utilizados no processo psicodiagn√≥stico de crian√ßas atendidas na cl√≠nica-escola. Foram consultados 15 relat√≥rios finais dos prontu√°rios de Psicodiagn√≥stico Infantil da Cl√≠nica Psicol√≥gica da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de crian√ßas de 6 a 12 anos, que articulavam entrevista de anamnese, sess√£o ludodiagn√≥stica, pelo menos um teste projetivo e conclus√£o diagn√≥stica. Realizou-se um estudo comparativo entre os resultados das an√°lises das sess√Ķes ludodiagn√≥sticas e os relatos das entrevistas de anamnese do paciente, referente √†s figuras parentais contidas no discurso. Ap√≥s isso, foi realizada uma compara√ß√£o com os resultados dos testes projetivos que tamb√©m mencionaram nas an√°lises, as figuras parentais, e com a conclus√£o diagn√≥stica psicol√≥gica de cada caso atendido. A consulta aos prontu√°rios revelou que a entrevista de anamnese necessita de uma estrutura√ß√£o na apresenta√ß√£o dos relat√≥rios. Em rela√ß√£o ao procedimento do ludodiagn√≥stico n√£o foi poss√≠vel verificar a rela√ß√£o familiar expressa pela crian√ßa na medida em que este foi utilizado como um rapport e n√£o como instrumento diagn√≥stico. Sobre os testes projetivos presentes nas consultas realizadas, HTP e Teste das F√°bulas, ambos apresentaram resultados semelhantes, por√©m contrariaram as informa√ß√Ķes relatadas pelos pais. A conclus√£o diagn√≥stica do psicodiagn√≥stico foi baseada somente nos resultados dos testes projetivos. Os resultados demonstraram que as figuras parentais e as representa√ß√Ķes da fam√≠lia como um todo s√£o partes essenciais e fundamentais no desenvolvimento da crian√ßa, logo, sugere-se que devam estar estruturadas em todos os instrumentos do diagn√≥stico psicol√≥gico.

Autoria:
Gabriela Lamarca Luxo Martins   Mestranda do programa em Dist√ļrbios do Desenvolvimento, Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Rosa Maria Lopes Affonso   Docente do Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o Lato Sensu em Psicopedagogia da Univ. Presbiteriana Mackenzie.
 
 
 
 
 


Apresentador:
Gabriela Lamarca Luxo Martins


Palavras-chave:
Ludoterapia, Testes psicol√≥gicos, Rela√ß√Ķes pai-filho

Nome:
Patrícia Jesus de Oliveira

Titulo:
Representa√ß√Ķes Sociais dos Estudantes de Psicologia de uma Faculdade de Feira de Santana-BA sobre Avalia√ß√£o Psicol√≥gica

Resumo:
A avalia√ß√£o psicol√≥gica √© uma √°rea b√°sica na forma√ß√£o em Psicologia. Esta pr√°tica possibilita que as a√ß√Ķes de interven√ß√£o ocorram de forma mais fidedigna e eficaz. Neste sentido, buscou-se avaliar as representa√ß√Ķes sociais de estudantes de um curso de Psicologia acerca da avalia√ß√£o psicol√≥gica. Refere-se a um estudo descritivo e explorat√≥rio utilizando uma amostragem n√£o-probabil√≠stica. Participaram 159 estudantes do 2¬ļ ao 9¬ļ semestre do curso de psicologia de uma faculdade particular de Feira de Santana-BA. A maioria foi do sexo feminino com idades variando de 17 a 55 anos. Utilizou-se a t√©cnica da associa√ß√£o de palavras, na qual a palavra-est√≠mulo foi ¬ďAvalia√ß√£o Psicol√≥gica¬Ē. A aplica√ß√£o ocorreu de forma coletiva em sala de aula. Os dados biodemogr√°ficos foram analisados atrav√©s do SPSS na vers√£o 20.0, sendo realizadas an√°lises descritivas (freq√ľ√™ncia, porcentagem, m√©dia e desvio padr√£o), j√° para as palavras evocadas utilizou-se o EVOC-2003. Os resultados indicaram que as representa√ß√Ķes sociais destes estudantes referem-se ainda a uma distor√ß√£o da √°rea da Avalia√ß√£o Psicol√≥gica. Esta √°rea foi compreendida como an√°lise ou estudo do comportamento atrav√©s de t√©cnicas (observa√ß√£o e entrevistas) e instrumentos (testes psicol√≥gicos). Contudo, o voc√°bulo ¬ďteste¬Ē predominou enquanto palavra mais frequente na evoca√ß√£o. Neste sentido, por mais que os estudantes percebam a presen√ßa de outras t√©cnicas e m√©todos no campo da avalia√ß√£o psicol√≥gica, os testes psicol√≥gicos s√£o considerados como instrumentos de maior import√Ęncia. √Č imprescind√≠vel conhecer as representa√ß√Ķes sociais destes estudantes sobre este campo a fim de obter subs√≠dios mais concretos para possibilitar a efetividade da forma√ß√£o profissional em Psicologia.

Autoria:
Patr√≠cia Jesus de Oliveira   Graduanda do s√©timo semestre de Psicologia
C√≠ntia Ribeiro Martins   Mestre em Psicologia Social
Gabrielle Batista Peixoto   Graduada em Psicologia
 
 
 
 


Apresentador:
Patrícia Jesus de Oliveira


Palavras-chave:
avalia√ß√£o psicol√≥gica, representa√ß√Ķes sociais, forma√ß√£o em Psicologia

Nome:
Rejane Lucia Veiga Oliveira Johann

Titulo:
RESPOSTAS MAIS FREQUENTES DADAS AO TESTE DE RORSCHACH NO ESTADO DE SERGIPE ¬Ė RESULTADOS PRELIMINARES

Resumo:
O Psicodiagn√≥stico de Rorschach √© um dos instrumentos de avalia√ß√£o psicol√≥gica mais utilizados em todos os continentes. Considerando-se que o Brasil √© um pa√≠s de dimens√Ķes continentais com influ√™ncia de ra√ßas e pa√≠ses diferentes, de Estado para Estado, tamb√©m s√£o diferentes as caracter√≠sticas de personalidade da popula√ß√£o brasileira de acordo com a regi√£o estudada. Esta pesquisa busca avaliar as Respostas mais frequentes, dadas ao Teste de Rorschach em um grupo de Sergipanos. A amostra preliminar foi constitu√≠da por trinta sujeitos com idade entre 15 e 44 anos, sendo que a grande maioria com escolaridade de n√≠vel Superior incompleto. Foi utilizado o Sistema Compreensivo na avalia√ß√£o dos protocolos. Ap√≥s realizada a an√°lise de frequ√™ncia, ficou evidenciada a alta incid√™ncia de respostas de localiza√ß√£o Detalhe Incomum tipo Dd99. Acredita-se que isso possa se dever a diferen√ßa cultural, uma vez as pesquisas brasileiras de normatiza√ß√£o publicadas foram realizadas na regi√£o sudeste do pa√≠s.

Autoria:
Rejane Lucia Veiga Oliveira Johann   Universidade Federal de Sergipe, UFS
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Rejane Lucia Veiga Oliveira Johann


Palavras-chave:
Rorschach, localiza√ß√Ķes, Sergipe

Nome:
Claudson Rodrigues de Oliveira

Titulo:
RESPOSTAS POPULARES NOS PROTOCOLOS DE RORSCHACH DE UM GRUPO DE SERGIPANOS

Resumo:
Esta pesquisa buscou avaliar a frequ√™ncia de Respostas Populares, dadas ao Teste de Rorschach em grupo de Sergipanos. A amostra foi constitu√≠da por trinta sujeitos com idade entre 15 e 44 anos, sendo que a grande maioria tem escolaridade de n√≠vel Superior incompleto. As Respostas Populares correspondem ao tipo de resposta mais frequente dada ao Teste de Rorschach, coincidindo sua localiza√ß√£o e conte√ļdo. Estas respostas podem indicar o n√≠vel de convencionalidade e/ou individualidade do sujeito, ou seja, a forma como as pessoas se relacionam umas com as outras, como estas se posicionam diante das normas sociais. Foi utilizado o Sistema Compreensivo na avalia√ß√£o dos protocolos. Ap√≥s realizada a an√°lise de frequ√™ncia, ficou evidenciada a baixa incid√™ncia de Respostas Populares por indiv√≠duo avaliado. Acredita-se que isto se deva a grande incid√™ncia de respostas de Detalhe Incomum. Este estudo faz parte do programa PIBIC, estando ainda em andamento.

Autoria:
Claudson Rodrigues de Oliveira   Universidade Federal de Sergipe
Rejane Lucia Veiga Oliveira Johann   Universidade Federal de Sergipe
 
 
 
 
 


Apresentador:
Claudson Rodrigues de Oliveira


Palavras-chave:
Rorschach, Respostas Populares, Sergipanos

Nome:
Mariana Bauermann

Titulo:
Revisão da Estrutura Fatorial da Escala de Traços de Personalidade para Crianças (ETPC)

Resumo:
Uma das quest√Ķes mais antigas da Psicologia da Personalidade √© a extens√£o em que o temperamento e a personalidade infantil podem ser comparados aos de um adulto. Segundo o modelo de Eysenck, escores obtidos em testes permitem quantificar tra√ßos de personalidade, ainda na inf√Ęncia. Com base nos pressupostos te√≥ricos do autor, foi criada a Escala de Tra√ßos de Personalidade para Crian√ßas (ETPC). O instrumento √© composto de 30 itens dicot√īmicos e avalia as dimens√Ķes extrovers√£o, neuroticismo, psicoticismo e sociabilidade. Atrav√©s de um estudo com 300 crian√ßas de 5 a 10 anos, constatou-se que alguns dos itens eram pontuados no sentido inverso do esperado. Um exemplo √© o item 26 ¬ďVoc√™ gosta de espirrar √°gua nos outros¬Ē, do fator Extrovers√£o, que apresentava pontua√ß√£o baixa, em compara√ß√£o aos outros itens do mesmo fator. Diversos itens desse e de outros fatores tamb√©m apresentaram o mesmo problema, provocando √≠ndices de fidedignidade muito baixos. Por esse motivo, buscou-se avaliar a estrutura fatorial do instrumento com uma amostra maior composta de 532 crian√ßas. Por meio de an√°lises fatoriais explorat√≥rias, com m√©todo de extra√ß√£o maximum likelihood e rota√ß√£o Varimax, foram identificadas estruturas de tr√™s, quatro e cinco fatores. A estrutura de quatro fatores foi a que apresentou o melhor ajuste, tendo sido a mais adequada para o instrumento. Dentre os 30 itens que comp√Ķem a ETPC, apenas tr√™s apresentaram cargas fatoriais cruzadas superiores a 0,32, sendo adotado o crit√©rio te√≥rico para a reten√ß√£o dos mesmos em seus respectivos fatores. O fator Extrovers√£o passou de nove para seis itens, enquanto o fator Neuroticismo n√£o obteve altera√ß√Ķes. O fator Psicoticismo permaneceu com nove itens, por√©m dois deles foram substitu√≠dos. O fator Sociabilidade foi o mais modificado, tendo recebido itens que originalmente faziam parte das escalas Psicoticismo e Extrovers√£o.

Autoria:
Mariana Bauermann   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Cl√°udia de Moraes Bandeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Wagner de Lara Machado   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Cl√°udia Giacomoni   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Denise Ruschel Bandeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 


Apresentador:
Mariana Bauermann


Palavras-chave:
tra√ßos de personalidade, psicometria, inf√Ęncia

Nome:
André Luíz de Carvalho Braule Pinto

Titulo:
REVIS√ÉO DA LITERATURA ACERCA DOS INSTRUMENTOS DE MEDIDA PARA RECONHECIMENTO DE EMO√á√ēES EM EXPRESS√ēES FACIAIS

Resumo:
O reconhecimento das emo√ß√Ķes √© tema de profundo interesse no √Ęmbito acad√™mico, sendo bastante recorrentes estudos da biologia, antropologia, psicologia e neuroci√™ncias. Apesar dos avan√ßos das ci√™ncias estarem ligados aos avan√ßos dos m√©todos de mensura√ß√£o, √© observado que n√£o existe um padr√£o ouro quanto √† forma de avaliar aspectos relacionados √†s emo√ß√Ķes. O presente trabalho teve por objetivo fazer uma revis√£o sistem√°tica da literatura acerca dos m√©todos de mensura√ß√£o do reconhecimento de emo√ß√Ķes em express√Ķes faciais. Para tanto, realizou-se uma busca bibliogr√°fica em tr√™s bases internacionais PubMed, Web of Science e PsycINFO, usando como descritores os unitermos Facial Expression, Emotional Recognition e Test. Foram identificados 385 publica√ß√Ķes entre os anos de 1980 a 2012. Os resultados demonstram um aumento significativo no n√ļmero de publica√ß√Ķes na √ļltima d√©cada, com percentual de 87,8% (338) do n√ļmero total de trabalhos publicados entre os anos de 2002 a 2012. Os instrumentos de medida mais utilizados para avalia√ß√£o foram Picture of Facial Affect (POFA), Benton Facial Recognition Test, Reading the Mind in the Eyes Test, e Penn Emotional Recognition Test. A literatura demonstra a necessidade de cria√ß√£o de medidas psicom√©tricas para avalia√ß√£o dos fen√īmenos relacionados √†s diferen√ßas individuas na capacidade de perceber e reconhecer emo√ß√Ķes.

Autoria:
Andr√© Lu√≠z de Carvalho Braule Pinto   Universidade Federal do Amazonas - UFAM
Jos√© Humberto da Silva Filho   Universidade Federal do Amazonas - UFAM
Ma√≠ra Stivaleti Colombarolli   Universidade Federal do Amazonas - UFAM
 
 
 
 


Apresentador:
André Luíz de Carvalho Braule Pinto


Palavras-chave:
Express√Ķes Faciais , Reconhecimento de Emo√ß√Ķes , Instrumentos de medida

Nome:
Cristiana Rezende Gonçalves Caneda

Titulo:
REVIS√ÉO DE INSTRUMENTOS PADRONIZADOS PARA AVALIA√á√ÉO NEUROPSICOL√ďGICA DA LINGUAGEM P√ďS-LES√ÉO DE HEMISF√ČRIO DIREITO EM ADU

Resumo:
Pretende-se aqui apresentar uma revis√£o de instrumentos padronizados utilizados na avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica da linguagem p√≥s-les√£o de hemisf√©rio direito (HD) em adultos. A escolha pelo HD, decorre do importante papel em diferentes fun√ß√Ķes cognitivas como percep√ß√£o, aten√ß√£o, habilidades visuoespaciais, esquema corporal e emocionais, especialmente aquelas transmitidas pela m√≠mica facial e express√£o vocal. O estudo da linguagem marcou o inicio da Neuropsicologia em 1861 atrav√©s dos relatos de afasia expressiva de Paul Broca. Diferentemente da linguagem p√≥s-les√£o do hemisf√©rio esquerdo (HE), considerado dominante para a linguagem, e que possui muitos estudos relativos aos aspectos estruturais em virtude das afasias, o HD foi menos explorado na √°rea da neuropsicologia. Pessoas com les√£o de HD possuem dificuldades em narrar as principais informa√ß√Ķes de um texto, compreender uma hist√≥ria, manter o t√≥pico de um discurso e as regras desse com base na percep√ß√£o da inten√ß√£o do interlocutor, abstrair informa√ß√Ķes subentendidas em senten√ßas, compreender e produzir senten√ßas com diferentes entona√ß√Ķes lingu√≠sticas (interrogativa, afirmativa, imperativa) e emocionais (tristeza, alegria, raiva, surpresa). Esta revis√£o consultou obras de Neuropsicologia que contemplavam √† avalia√ß√£o neuropsicol√≥gica da linguagem ap√≥s les√Ķes cerebrais e faziam referencia a instrumentos que avaliam habilidades lingu√≠sticas e funcionais. Os instrumentos encontrados para avalia√ß√£o lingu√≠stica foram MIRBI(1989), Pragmatic Protocol(1990), Protocole MEC(1990), RHLB(1994), RIPA-2(1996) eRICE-R(1996); para avalia√ß√£o funcional da linguagem foram encontrados FCP(1969), CADL-2(1980), CETI(1989), FIM(1993) e ASHA FACS(1995) e Scenario Test(2010). Os resultados mostram instrumentos explorados internacionalmente. Mediante an√°lise das obras consultadas verificou-se n√ļmero reduzido de instrumentos de avalia√ß√£o do HD e da linguagem funcional no Brasil(FIM, ASHA-FACS, Protocole MEC).Al√©m da constata√ß√£o de estudos basicamente na √°rea de medicina. Considera-se alarmante o desinteresse da psicologia no desenvolvimento

Autoria:
Cristiana Rezende Gon√ßalves Caneda   Universidade Luterana do Brasil
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Cristiana Rezende Gonçalves Caneda


Palavras-chave:
Linguagem, Hemisfério Direito, Avaliação Neuropsicológica

Nome:
luana cecilia vidal dos santos

Titulo:
Revisão de Pesquisas Brasileiras na Avaliação Psicológica Forense

Resumo:
A psicologia jur√≠dica √© uma √°rea complexa que delimita a atua√ß√£o de psic√≥logos no judici√°rio. Os dilemas existentes neste contexto eliciam a necessidade de realizar um levantamento dos artigos cient√≠ficos que est√£o sendo publicados no Brasil com o objetivo de contextualizar o uso da avalia√ß√£o psicol√≥gica no √Ęmbito jur√≠dico. Ap√≥s realizar um levantamento bibliogr√°fico na Biblioteca Virtual de Sa√ļde de Psicologia (BVS-Psi), foram encontrados nove artigos que relacionam avalia√ß√£o psicol√≥gica e psicologia jur√≠dica no per√≠odo entre 2004 e 2012. Verificou-se que destes, seis estudos concentravam-se no Rio Grande do Sul, majoritariamente na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, denotando assim um p√≥lo de produ√ß√£o cient√≠fica neste assunto. O maior √≠ndice de publica√ß√£o ocorreu nos anos de 2008, 2010 e 2011 atingindo a marca de duas publica√ß√Ķes anuais. O corpo de pesquisadores mostra-se qualificado na medida em que seis dos artigos tinham como primeiro autor pessoas com doutorado e dois eram mestres. Quanto ao objetivo desses estudos, verificou-se que cinco focaram no levantamento de t√©cnicas e instrumentos utilizados nas pr√°ticas de avalia√ß√£o psicol√≥gica no contexto jur√≠dico. Dentre as t√©cnicas utilizadas, a entrevista estruturada se destacou ainda que se note diversidade na escolha das estrat√©gias adotadas. A maioria dos estudos adotou a an√°lise qualitativa e a minoria a estat√≠stica descritiva, denotando certa prefer√™ncia pela utiliza√ß√£o do m√©todo qualitativo. Esta revis√£o das publica√ß√Ķes revelou escassez de estudos cient√≠ficos e a aus√™ncia de instrumentos espec√≠ficos validados √† pr√°tica forense brasileira. Atualmente a necessidade de um conhecimento t√©cnico especializado na √°rea √© not√≥ria, sendo preciso fomentar constantes questionamentos sobre a pr√°xis e uso dos instrumentos psicol√≥gicos nesta √°rea.

Autoria:
luana cecilia vidal dos santos   Psic√≥loga pela Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de Goi√°s
Suze Sabino da Silva   Mestre em Psicologia pela Universidade de Bras√≠lia
Lucila Moraes Cardoso   Doutora em Psicologia pela Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 


Apresentador:
luana cecilia vidal dos santos


Palavras-chave:
Avaliação Psicológica , Psicologia Forense,

Nome:
Emília dos Santos Magnan

Titulo:
Revis√£o dos manuais de instrumentos que avaliam aspectos de personalidade e ajustamento emocional

Resumo:
A Avalia√ß√£o Psicol√≥gica j√° √© valorizada pelo profissional psic√≥logo e pela sociedade em geral, uma vez que os instrumentos est√£o amplamente difundidos em diferentes setores ¬Ė empresas, escolas, cl√≠nicas, hospitais, √Ęmbito judicial, etc. Os avan√ßos necess√°rios para que cada vez mais essas t√©cnicas tenham relev√Ęncia na pr√°tica profissional podem dar-se tanto pela cria√ß√£o de novos instrumentos quanto pela qualifica√ß√£o do material produzido. Dessa forma, v√°rias iniciativas s√£o essenciais para o desenvolvimento da √°rea. Analisar os testes existentes, al√©m de oferecer um panorama sobre o que est√° dispon√≠vel para uso, tamb√©m cumpre a fun√ß√£o de embasar futuros trabalhos porque aponta aspectos importantes a serem considerados. Nesse estudo, prop√Ķe-se a revis√£o dos manuais dos instrumentos que avaliam aspectos emocionais e de adapta√ß√£o para adultos no que se refere √† adequa√ß√£o dos procedimentos de validade para determinar o construto avaliado e a popula√ß√£o alvo do instrumento. Os instrumentos considerados foram aqueles aprovados para uso de acordo com o SATEPSI ¬Ė Sistema de Avalia√ß√£o Psicol√≥gica do CFP. Dos cinq√ľenta e cinco instrumentos selecionados, vinte e dois apresentavam todas as informa√ß√Ķes relativas ao autor, construto psicol√≥gico avaliado, idade da amostra de normatiza√ß√£o e indica√ß√£o de uso do teste quanto √† idade do sujeito. O estudo conclui que os testes destinados √† avalia√ß√£o de ajustamento emocional s√£o os mais numerosos em raz√£o da relev√Ęncia cl√≠nica de sua utiliza√ß√£o. Observa-se em muitos manuais uma disparidade entre a idade da amostra de normatiza√ß√£o e a idade indicada para uso do instrumento ou a representatividade das amostras estudadas. O panorama obtido por meio dessa pesquisa permite refletir a respeito das estrat√©gias necess√°rias para aprimoramento dos manuais dos testes psicol√≥gicos.

Autoria:
Em√≠lia dos Santos Magnan   UFCSPA
Marina Damion   UFCSPA
Adriana Jung Serafini   UFCSPA
Caroline Tozzi Reppold   UFCSPA
 
 
 


Apresentador:
Emília dos Santos Magnan


Palavras-chave:
testes psicológicos, normatização, validade

Nome:
Ricardo de Almeida Castillo

Titulo:
Sentimento de inveja no contexto esportivo: tradução e adaptação de uma nova escala de avaliação

Resumo:
Autores afirmam que √© natural revelar ao mundo sentimentos ou emo√ß√Ķes, como raiva, medo, alegria e outros. A inveja por√©m nunca √© revelada. Ao se admitir tal sentimento, ele √© automaticamente anulado, transformando-se em competi√ß√£o aberta ou desist√™ncia resignada. A Teoria S√≥cio-Evolucion√°ria (TSE) explica a inveja e seus efeitos sobre o comportamento humano. J√° a Psicologia da Inveja (PI) a associa a tr√™s condi√ß√Ķes de compara√ß√Ķes sociais: (1) quando a pessoa invejada est√° pr√≥xima da pessoa invejosa; (2) quando as compara√ß√Ķes s√£o feitas dentro de um contexto importante para a pessoa invejosa; e, (3) quando as compara√ß√Ķes s√£o desfavor√°veis √† pessoa invejosa. Baseando-se nessas teorias, foi traduzido e adaptado ao contexto do esporte escolar o ¬ďInvent√°rio de Compara√ß√Ķes Sociais para Atletas¬Ē (ICSA-12) (tratam-se de 12 itens respondidos conforme uma escala de tipo Likert em 5 pontos) e aplicado a uma amostra de 95 estudantes-atletas do ensino fundamental e m√©dio, com idades de 12 a 19 anos, de ambos os sexos, praticantes regulares de, ao menos, um esporte. Foram elaboradas 3 quest√Ķes centrais para essa pesquisa: (1) quantos s√£o os fatores latentes a essa medida? (2) Os dados dispon√≠veis se adequam a estrutura dos fatores explorados? (3) Os fatores explorados apresentam uma consist√™ncia interna satisfat√≥ria? Para sistematicamente respond√™-las, foram efetuadas, inicialmente, an√°lises fatoriais explorat√≥rias e seus resultados indicaram que os dois fatores encontrados (Popularidade e Talento) s√£o puros. Em seguida, os resultados das an√°lises confirmat√≥rias indicaram que os dados se adequam ao modelo bidimensional testado. Por fim, √≠ndices Alpha e os coeficientes Spearman-Brown para metades pareadas indicam satisfat√≥ria precis√£o dessa medida. As discuss√Ķes e conclus√Ķes demonstram que a TSE e a PI fornecem insights para se compreender teoricamente a inveja e o ICSA-12 revela-se um instrumento v√°lido e fidedigno para se avaliar duas das dimens√Ķes intrinsecas √† esse sentimento.

Autoria:
Ricardo de Almeida Castillo   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Marcos Alencar Abaide Balbinotti   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Daniela Wiethaeuper   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
Emmanuel Habimana   Universit√© du Qu√©bec √† Trois-Rivi√®res, Qu√©bec, Canad√°
L√©o Karam Tietboehl   Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil
 
 


Apresentador:
Ricardo de Almeida Castillo


Palavras-chave:
Psicologia do Esporte, Psicometria, Inveja

Nome:
Fernanda Grendene

Titulo:
SENTIMENTOS DE IDOSOS QUE RESIDEM COM SEUS FILHOS CASADOS EM RELAÇÃO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR

Resumo:
O envelhecimento √© um fen√īmeno comum a todos os seres vivos. Com o passar dos anos ocorre um decl√≠nio gradual das aptid√Ķes f√≠sicas e cognitivas o que faz com que alguns idosos necessitem de cuidados especiais. Geralmente quem exerce esse papel √© a fam√≠lia e pode-se considerar que, no per√≠odo de envelhecimento o idoso necessita mais do que todas as outras etapas da vida, de uma rela√ß√£o direta e duradoura com a fam√≠lia. √Č com ela, que o idoso vai esperar seguran√ßa e apoio necess√°rio para continuar vivendo.O presente estudo tem como objetivo investigar os sentimentos de idosos que residem com seus filhos casados com rela√ß√£o √† conviv√™ncia familiar. A pesquisa √© de m√©todo qualitativo explorat√≥ria, realizado por meio de entrevistas semi - estruturadas com pessoas idosas entre 63 e 79 anos, que residem a mais de um ano com seus filhos casados. Ap√≥s a coleta de dados as entrevistas foram transcritas e submetidos `a An√°lise de Conte√ļdo de Bardin (1977). Os resultados indicaram que a maior parte dos idosos da presente amostra est√£o residindo com os filhos por necessitarem de cuidados, mas que convivem com os mesmos por vontade pr√≥pria. Al√©m disso observou-se que s√£o pessoas ativas em rela√ß√£o √†s atividades dom√©sticas e a participa√ß√£o em grupos sociais; possuem autonomia para decidir atitudes referente √† vida pessoal e aos seus afazeres e sentem-se satisfeitos dividindo o espa√ßo f√≠sico com seus filhos, bem como de estarem sob os cuidados dos mesmos (as).

Autoria:
Fernanda Grendene   Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Miss√Ķe
Fabiane Tres   Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Miss√Ķes
 
 
 
 
 


Apresentador:
Fernanda Grendene


Palavras-chave:
idosos, sentimentos, família

Nome:
Emanuel Duarte de Almeida Cordeiro

Titulo:
Sexismo: validação de instrumento e análise dos níveis em função dos dados sociodemográficos

Resumo:
A vis√£o de mulher historicamente constru√≠da como exclusivamente ¬ďdona de casa¬Ē ainda √© socialmente difundida apesar da sua luta por transforma√ß√£o, desde os anos 70, com o Movimento Feminista. Dessa forma, esse modo de ver a mulher mostra-se como base para o comportamento sexista t√£o frequente e aceito na atualidade, mesmo sendo contr√°rio √† Constitui√ß√£o, que determina igualdade entre homens e mulheres em direitos e obriga√ß√Ķes (artigo 5¬ļ, par√°grafo I). Al√©m da elabora√ß√£o de um instrumento para medir o sexismo em sua forma atual, o presente trabalho pretende verificar a incid√™ncia desse tipo de preconceito em fun√ß√£o de alguns indicadores sociodemogr√°ficos. Participaram do estudo 124 sujeitos de diferentes estados (AL, BA, PB, MG, DF, AM, CE, RN), sendo 56 homens e 68 mulheres, com idades entre 15 e 50 anos. Os sujeitos responderam a um question√°rio na rede social Facebook, em uma escala tipo Likert, com 10 proposi√ß√Ķes referentes a cren√ßas estereotipadas sobre os g√™neros (EX.: ¬ďMulher √© o sexo fr√°gil¬Ē; ¬ď√Č fun√ß√£o da mulher administrar o lar¬Ē; ¬ďExistem profiss√Ķes exclusivamente dos homens¬Ē). Os resultados s√£o divididos em duas fases: (1) valida√ß√£o da escala atrav√©s da an√°lise do KMO, do Teste de Esfericidade de Bartlett e da Consist√™ncia interna (alfa de Cronbach) e (2) an√°lise das rela√ß√Ķes entre as vari√°veis por meio do teste t de student. Pode-se constatar que o instrumento √© uma medida v√°lida para quantificar os n√≠veis de sexismo e que os dados sociodemogr√°ficos apresentaram alguma rela√ß√£o com os n√≠veis de sexismo: os participantes mais jovens e de menor n√≠vel de escolaridade apresentaram maiores √≠ndices sexismo.

Autoria:
Sheyla Christine Santos Fernandes   Universidade Federal de Alagoas
Emanuel Duarte de Almeida Cordeiro   Universidade Federal de Alagoas
Germano Gabriel Lima Esteves   Universidade Federal de Alagoas
Francyelly Oliveira Pereira dos Santos   Universidade Federal de Alagoas
 
 
 


Apresentador:
Emanuel Duarte de Almeida Cordeiro


Palavras-chave:
Validação, Consistência interna , Sexismo

Nome:
Irani Iracema de Lima Argimon

Titulo:
SINTOMAS DEPRESSIVOS EM UMA AMOSTRA DE ADOLESCENTES ATRAV√ČS DO INVENT√ĀRIO DE DEPRESS√ÉO DE BECK-II (BDI-II)

Resumo:
O Transtorno Depressivo Maior é uma psicopatologia frequentemente encontrada em adolescentes. Para avaliar os sintomas desta doença, o Inventário de Depressão de Beck (BDI-II) é muito utilizado. Este instrumento é uma escala sintomática, na qual a soma dos escores mede a intensidade da depressão, que, conforme normas americanas, pode ser classificada como mínima, leve, moderada ou grave. O objetivo deste estudo foi avaliar a presença de sintomas depressivos em adolescentes, com idades de 13 a 19 anos. Trata-se de um estudo quantitativo e transversal. A amostra foi realizada com adolescentes de 13 a 19 anos selecionados aleatoriamente em escolas, universidades, hospitais e clínicas de tratamento. O instrumento utilizado foi o BDI-II, juntamente com um questionário de dados socio-demográficos. Foram utilizados procedimentos estatísticos descritivos para caracterizar a amostra e o teste t de student para amostras independentes para verificar a relação entre as variáveis. Este trabalho faz parte do estudo de adaptação transcultural do BDI-II para o Brasil. Do total dos 687 participantes, 53,4% eram do sexo feminino. No que se refere à escolaridade, 22,4% dos participantes tinham o ensino fundamental; 48,3% o ensino médio e 29,3% o ensino superior incompleto. Quanto à presença de sintomas depressivos, 75% teve pontuação correspondente à ausência de sintomatologia; 10,8%, presença de sintomatologia leve; 10,6% apresentou sintomas moderados e 3,6% teve pontuação para sintomatologia grave. Mulheres apresentaram médias significativamente maiores na escala através do teste t de Student. Quanto à intensidade dos sintomas depressivos, não houve diferença significativa no que se refere às variáveis escolaridade e idade. Foi possível constatar a alta prevalência de sintomas depressivos moderados e graves na população estudada. Também fica evidente a maior presença de sintomas depressivos entre os participantes do sexo feminino.

Autoria:
Irani Iracema de Lima Argimon   Psicologia da Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Lauren Bulc√£o Terroso   Psicologia da Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Marianne Farina   Psicologia da Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Lidiane Rodrigues   Psicologia da Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Arianne de S√° Barbosa   Psicologia da Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
Marina Zanotto   Psicologia da Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio Grande do Sul
 


Apresentador:
Irani Iracema de Lima Argimon


Palavras-chave:
BDI-II, adolescentes, sintomas depressivos

Nome:
ADRIANA MUNHOZ CARNEIRO

Titulo:
Sintomas depressivos infanto-juvenis: uma an√°lise sobre sexo e faixa et√°ria

Resumo:
A depress√£o √© um transtorno de humor de alta preval√™ncia e incid√™ncia, que afeta as diferentes faixas et√°rias e classes sociais. Nas crian√ßas, suas investiga√ß√Ķes se mostram recentes, e s√£o importantes para programas de promo√ß√£o a sa√ļde. Nesse sentido, o presente trabalho visou, por meio da utiliza√ß√£o da Escala Baptista de Depress√£o Infanto Juvenil -EBADEP IJ e do Children Depression Inventory- CDI, identificar os sintomas depressivos que mais se destacariam considerando o sexo e faixa et√°ria. Participaram do estudo 241 alunos de escolas p√ļblicas do interior do Estado de S√£o Paulo, com idade m√©dia de 14 anos (DP= 2,39), divididos em dois grupos, menores de 12 anos (n= 92; 38,2%) e acima de 13 anos (n= 149; DP= 61,8%). Dentre alguns dos resultados, observou-se que, dos 50 itens da EBADEP IJ apenas sete indicaram diferen√ßas de m√©dia entre os sexos. Destes, os que favoreceram aos meninos diziam respeito a falta de interesse por atividades escolares e a dificuldade de prestar aten√ß√£o na aula, ao passo que para as meninas foi a percep√ß√£o de se sentir estranha, querer ficar longe dos familiares, chorar e sentir-se in√ļtil. No CDI nenhum dos itens apresentou diferen√ßa de m√©dia estatisticamente significante em rela√ß√£o ao sexo. Referente as faixas et√°rias, observou-se que, em ambos os sexos, os grupos com maior idade tiveram maiores m√©dias de pontua√ß√£o. Por meio desses resultados, pode-se verificar que as meninas apresentaram maiores pontua√ß√Ķes em itens que refletem a padr√Ķes de pensamento mais reflexivos e internalizantes, ao passo que os meninos, padr√Ķes mais externos. Tal como na literatura, a puberdade se mostrou associada ao aumento de sintomas depressivos na amostra, corroborando com as hip√≥teses da literatura que a indicam como um dos eventos que se relaciona ao aumento de sintomas depressivos, considerando as mudan√ßas sociais, f√≠sicas e hormonais.

Autoria:
Gabriela da Silva Cremasco   Universidade S√£o Francisco- Itatiba/ SP
Adriana Munhoz Carneiro   Universidade S√£o Francisco- Itatiba/ SP
Makilim Nunes Baptista   Universidade Federal de S√£o Paulo
 
 
 
 


Apresentador:


Palavras-chave:
infantil, família, testagem psicológica

Nome:
Hilda Rosa Capel√£o Avoglia

Titulo:
Sintomatologia depressiva e desempenho escolar: um estudo a partir do Invent√°rio de Depress√£o Infantil

Resumo:
A depress√£o se constitui em uma enfermidade das mais preocupantes na √°rea da sa√ļde, especialmente no que se refere a sua incid√™ncia cada vez mais precoce, com implica√ß√Ķes no processo de desenvolvimento e preju√≠zos para o desempenho escolar. O objetivo deste estudo foi relacionar a sintomatologia depressiva e o desempenho escolar em crian√ßas. A amostra contou com a participa√ß√£o de 142 crian√ßas, de ambos os g√™neros, com idades entre 6 e 12 anos, de escola p√ļblica de S√£o Bernardo do Campo/SP. Tais crian√ßas foram submetidas √† aplica√ß√£o coletiva do Children Depression Inventory (CDI), sendo tamb√©m examinadas suas fichas de avalia√ß√£o do desempenho escolar. O material foi coletado na pr√≥pria escola. Para an√°lise dos dados, os resultados foram sistematizados quantitativamente em termos de frequ√™ncia absoluta, frequ√™ncia relativa e correla√ß√£o. Os resultados indicaram escores positivos em 19 crian√ßas, sendo predominante nos meninos entre 6 e 9 anos. No que se refere √† correla√ß√£o entre desempenho escolar e sintomas depressivos, foi verificado que, quanto menor rendimento escolar, maior a presen√ßa de sintomas depressivos. Embora neste caso a correla√ß√£o seja significante, a an√°lise nos permitiu apontar a necessidade de estudos com popula√ß√Ķes maiores, a fim de assegurarmos de forma mais precisa a rela√ß√£o entre essas duas vari√°veis, uma vez que o desempenho da crian√ßa na escola apresenta-se como um dos sintomas que caracteriza a presen√ßa da depress√£o na crian√ßa. Considerou-se como imprescind√≠vel a proposi√ß√£o de a√ß√Ķes preventivas e interventivas, de natureza interdisciplinar, envolvendo sa√ļde e educa√ß√£o.

Autoria:
Hilda Rosa Capel√£o Avoglia   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Jader Ramos J√ļniro   Universidade Metodista de S√£o Paulo
Felipe Marangoni Pontes   Universidade Metodista de S√£o Paulo
 
 
 
 


Apresentador:
Hilda Rosa Capel√£o Avoglia


Palavras-chave:
Depress√£o infantil, CDI, desempenho escolar

Nome:
Alexandra M. Ara√ļjo

Titulo:
Spanish first year college students’ pre-entry characteristics and academic achievement: The mediator effect of precolle

Resumo:
Adjusting to college is a major transition in emerging adulthood. However, not all students are successful in this transition. In Spain, the rate of students’ attrition from college is of 30%, which justifies the need to study academic failure and success. Students’ pre-entry characteristics are among the most consistently reported variables influencing the quality of students’ adjustment and academic achievement. This study examines how students’ family background characteristics (parents’ educational level, employment status and income level), precollege achievement, and adjustment to university are related to academic achievement in a sample of 300 first-year students (198 women and 102 men; ages between 17 and 20 years) of University of Santiago de Compostela, Spain. Adjustment to college was assessed with the Spanish adaptation of Student Adaptation College Questionnaire (SACQ). Hierarchical regression analysis showed that parental education level, precollege achievement, and academic and personal adjustment predict about 54% of students’ average academic achievement. Precollege achievement had a partial mediating effect of the relation between parents’ educational level and achievement. Implications for research and psychoeducational interventions are discussed.

This work was funded by the Spanish Department of Science and Innovation (PSI2011-24535).

Autoria:
Mar√≠a Fernanda P√°ramo   University of Santiago de Compostela, SPAIN
Alexandra M. Ara√ļjo   University of Minho, PORTUGAL
Carolina Tinajero   University of Santiago de Compostela, SPAIN
Mar√≠a Soledad Rodr√≠guez   University of Santiago de Compostela, SPAIN
 
 
 


Apresentador:
Alexandra M. Ara√ļjo


Palavras-chave:
, ,

Nome:
Micheli Aparecida Gomes dos Santos

Titulo:
STRESS E ASSERTIVIDADE EM MULHERES COM S√ćNDROME METAB√ďLICA

Resumo:
A s√≠ndrome metab√≥lica caracteriza-se pela associa√ß√£o, num mesmo indiv√≠duo, de dislipidemia, diabetes mellitus do tipo 2 ou intoler√Ęncia √† glicose, hipertens√£o arterial e excesso de peso ou obesidade. O stress √© uma rea√ß√£o do organismo frente a uma situa√ß√£o que exija deste uma adapta√ß√£o. Esse processo pode ser dividido em quatro fases: alerta, resist√™ncia, quase-exaust√£o, e exaust√£o. A assertividade √© a habilidade do indiv√≠duo de expressar opini√Ķes e afetos, defender direitos pessoais sem ofender a outros. A aus√™ncia de assertividade influencia no processo de stress, sendo que este pode levar ao desenvolvimento ou agravamento de outras complica√ß√Ķes de sa√ļde. O presente estudo teve como objetivo verificar a incid√™ncia de assertividade e as fases de stress em uma amostra de 47 mulheres com idade entre 45 e 75 anos. A coleta de dados foi realizada no Laborat√≥rio de Estudos Psicofisiol√≥gicos do Stress (PUC-Campinas). Foram utilizados o Invent√°rio de Sintomas de Stress para adultos de Lipp (ISSL) e a Escala de Assertividade de Rathus. Os sujeitos foram classificados em dois grupos: assertivos, que incluiu as categorias pouco assertivo, mediamente assertivo e altamente assertivo; e inassetivos, englobando as categorias altamente inassertivo, muito inassertivo e inassertivo. Os dados obtidos mostraram que 96% da amostra apresentava stress, sendo que 60% estavam na fase de resist√™ncia, 27% na fase de quase-exaust√£o, seguidos por 11% que encontravam-se na fase de exaust√£o e 2% na fase de alerta. Os sintomas psicol√≥gicos foram os mais acentuados pelos sujeitos em rela√ß√£o aos sintomas f√≠sicos (73% e 20%, respectivamente), e 7% apresentaram predomin√Ęncia de sintomas f√≠sicos e psicol√≥gicos. No que se refere √† assertividade, 72% dos participantes foram classificados no grupo de inassertivo, e 28% no grupo assertivo. Os resultados sugerem um alto n√≠vel de stress e inassertividade entre as mulheres avaliadas.

Autoria:
Micheli Aparecida Gomes dos Santos   Laborat√≥rio de Estudos Psicofisiol√≥gicos de Controle do Stress - PUC Campinas
Luiz Ricardo Vieira Gonzaga   Laborat√≥rio de Estudos Psicofisiol√≥gicos de Controle do Stress - PUC Campinas
Marilda Emmanuel Novaes Lipp   Laborat√≥rio de Estudos Psicofisiol√≥gicos de Controle do Stress
 
 
 
 


Apresentador:
Micheli Aparecida Gomes dos Santos


Palavras-chave:
stress, assertividade, síndrome metabólica

Nome:
Juliane Pariz Teixeira

Titulo:
Subdiagnóstico da Depressão: Relação entre Afeto Percebido e Sintomatologia Depressiva na Comunidade Geral

Resumo:
A depress√£o √© uma patologia muitas vezes n√£o diagnosticada pelo fato de o indiv√≠duo julgar que os sintomas manifestados s√£o condi√ß√Ķes normais da vida e que desaparecer√£o com o tempo. Desse modo, n√£o h√° uma procura pelos servi√ßos de sa√ļde mental e as pessoas permanecem sentindo os desconfortos produzidos pelos sintomas do transtorno. O objetivo deste trabalho foi investigar em uma amostra da comunidade geral a autopercep√ß√£o acerca do tipo de afeto vivido e a presen√ßa significativa de sintomatologia depressiva. Foi aplicada em 245 adultos uma ficha de dados sociodemogr√°ficos, a Escala de Afetos Positivos e Afetos Negativos (PANAS) e o Invent√°rio Beck de Depress√£o (BDI). Participaram das an√°lises 193 participantes que relataram nunca ter recebido qualquer diagn√≥stico psiqui√°trico/psicol√≥gico. Os resultados indicaram que 22% da amostra apresentaram algum n√≠vel de sintomatologia depressiva e que 13% relataram experimentar ultimamente mais afetos negativos do que positivos. Uma ANOVA comparou a m√©dia dos escores das escalas da PANAS com os grupos formados pelos n√≠veis de sintomatologia depressiva do BDI ¬Ė grupo de Aus√™ncia de Sintomas (AS), de Sintomas Leve (SL) e de Sintomas Moderados (SM) ¬Ė e o resultado indicou que h√° diferen√ßas significativas entre os grupos. Observou-se que os grupos SL e SM n√£o diferiram significativamente entre si na percep√ß√£o de afetos positivos, mas que o grupo de AS teve m√©dias maiores que os demais grupos. Referente √† percep√ß√£o dos afetos negativos, os tr√™s grupos apresentaram m√©dias significativamente diferentes entre si, sendo que os grupos com sintomatologia depressiva mais severa reportaram maior viv√™ncia de afetos negativos. O presente estudo sinaliza a necessidade de pol√≠ticas p√ļblicas de promo√ß√£o da sa√ļde mental na comunidade geral, visto que o desconforto e sofrimento provindos de transtornos mentais n√£o diagnosticados podem ser evitados com o tratamento adequado.

Autoria:
Juliane Pariz Teixeira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
S√©rgio Eduardo Silva de Oliveira   Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Universidade Federal de Ci√™ncias da Sa√ļde de Porto Alegre
 
 
 
 
 


Apresentador:
Juliane Pariz Teixeira


Palavras-chave:
Afetos Negativos, Depressão, Diagnóstico

Nome:
Emmy Uehara Pires

Titulo:
TAREFA DE FLU√äNCIA VERBAL SEM√āNTICA DE ANIMAIS EM CRIAN√áAS: AN√ĀLISES QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS

Resumo:
A tarefa de flu√™ncia verbal sem√Ęntica √© uma forma de se avaliar a linguagem, a mem√≥ria e as fun√ß√Ķes executivas, em especial flexibilidade e categoriza√ß√£o. Nesta tarefa, o sujeito deve evocar o maior n√ļmero poss√≠vel de palavras dentro de uma categoria dada no tempo de 60 segundos. Essa tarefa √© muito utilizada em diversos protocolos neuropsicol√≥gicos, pois exige menos das fun√ß√Ķes executivas, sendo mais influenciada pelo l√©xico. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da idade em uma tarefa de Flu√™ncia Verbal Sem√Ęntica, bem como investigar como se desenvolve a mem√≥ria sem√Ęntica e seus processos de categoriza√ß√£o. Participaram desse estudo 197 crian√ßas com desenvolvimento t√≠pico entre 3 a 9 anos moradores da cidade do Rio de Janeiro. Como esperado, houve uma melhora nos escores de acertos ao longo das idades. Encontraram-se diferen√ßas significativas entre as idades. Em rela√ß√£o √†s frequ√™ncias, foi realizado um agrupamento de idades. No primeiro grupo, com crian√ßas de 3, 4 e 5 anos, os animais que mais foram citados: 1¬ļ le√£o, 2¬ļ elefante, 3¬ļ girafa, 4¬ļ cachorro e 5¬ļ jacar√©. J√° no segundo grupo, com crian√ßas de 6, 7, 8 e 9 anos, foram o 1¬ļ le√£o, 2¬ļ cachorro, 3¬ļ gato, 4¬ļ elefante e 5¬ļ girafa. Os resultados est√£o de acordo com a literatura de que a mem√≥ria sem√Ęntica armazena conhecimentos a partir dos significados das palavras, relacionando-os, acompanhando a escolariza√ß√£o. Al√©m disso, √© poss√≠vel perceber o predom√≠nio de animais selvagens ao inv√©s de animais dom√©sticos, o que pode estar relacionado a representa√ß√£o mental que a crian√ßa tem de um animal ou com os conte√ļdos did√°ticos de seus livros escolares. Vale salientar que esse estudo apresentou dados preliminares de uma pesquisa que se encontra em andamento. Pretende-se fazer an√°lise de cluster e switches a fim de aprofundar o estudo sobre desenvolvimento.

Autoria:
Emmy Uehara Pires   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio de Janeiro
Luciana Brooking   Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Helenice Charchat-Fichman   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio de Janeiro
Jesus Landeira-Fernandez   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio de Janeiro
 
 
 


Apresentador:
Emmy Uehara Pires


Palavras-chave:
Mem√≥ria Sem√Ęntica, L√©xico, Categoriza√ß√£o

Nome:
D√Ęmocles Leonardo Albquerque Paiva

Titulo:
TAT e Adolescência: um caso de passagem ao ato

Resumo:
Estudos colocam a pertin√™ncia do Teste de Apercep√ß√£o Tem√°tica (TAT) na avalia√ß√£o da Adolesc√™ncia com Passagem ao Ato. Sua contribui√ß√£o para a compreens√£o da adolesc√™ncia se deve √† mobiliza√ß√£o da fantasia pr√≥pria da situa√ß√£o projetiva do TAT. Seu material constitui-se de pranchas-gravuras com humanos sozinhos (3RH), acompanhados (9MF); com diferen√ßas et√°rias (6MF), de g√™nero (4); com situa√ß√Ķes de conflito (13HF) e de apaziguamento (10). Tais caracter√≠sticas do material mobilizam fantasmas ed√≠picos, reeditados na adolesc√™ncia. A partir dessa situa√ß√£o projetiva, o sujeito deve narrar uma hist√≥ria intelig√≠vel (Hist√≥ria-TAT), evidenciando uma forma√ß√£o de compromisso entre os conflitos intraps√≠quicos - mobilizados pelo material manifesto das pranchas - e a dimens√£o sociocultural - representada pela instru√ß√£o e aplicadores do TAT. Entretanto, a an√°lise estrutural e de conte√ļdo das Hist√≥rias-TAT de alguns adolescentes, mostram que essa forma√ß√£o de compromisso assume outro destino, dando testemunho do fen√īmeno da passagem ao ato. O presente trabalho apresenta a an√°lise aos moldes da Escola Francesa de um protocolo de TAT de um adolescente de 16 anos, com passagem ao ato. Nessa, identificamos mecanismos de evita√ß√£o do Conflito (S√©rie C) por inibi√ß√£o (CI) e procedimentos antidepressivos (CM); de rigidez (S√©rie A) no modo de funcionamento com investimento na realidade interna (A2), contudo com controles de tipo obsessivo (A3), principalmente pelo recurso √† d√ļvida ¬Ė precau√ß√Ķes verbais, hesita√ß√£o entre diferentes interpreta√ß√Ķes e repeti√ß√£o de ideias (A3-1); de labilidade (S√©rie B), por dramatiza√ß√£o (B2), atrav√©s do uso de exclama√ß√Ķes (B2-1). Tal an√°lise evidencia mecanismos de inibi√ß√£o em detrimento do fen√īmeno da passagem ao ato, normalmente referida √† S√©rie E. Contudo, em tr√™s pranchas, o conte√ļdo das Hist√≥rias-TAT faz refer√™ncia √† toxicomania (3RH); suspeita de roubo (5); e homic√≠dio (8RH). Por fim, compreende-se que o processo de passagem ao ato est√° assegurado pelos mecanismos de inibi√ß√£o.

Autoria:
D√Ęmocles Leonardo Albquerque Paiva   Universidade Cat√≥lica de Bras√≠lia
Roberto Menezes de Oliveira   Universidade Cat√≥lica de Bras√≠lia
 
 
 
 
 


Apresentador:
D√Ęmocles Leonardo Albquerque Paiva


Palavras-chave:
TAT, adolescência, escola francesa

Nome:
WLADIMIR RODRIGUES DA FONSECA

Titulo:
Técnicas Utilizadas em Processos Seletivos

Resumo:
Dentre os desafios na busca por selecionar um candidato adequado a um cargo, em um processo seletivo, identifica-se a escolha de uma t√©cnica que se adeque √† necessidade da avalia√ß√£o e, ainda, o conhecimento e forma√ß√£o adequados dos profissionais envolvidos. Os dois √ļltimos t√™m sido foco de grandes questionamentos na literatura, que aponta para a necessidade de um maior investimento na forma√ß√£o de psic√≥logos na √°rea de avalia√ß√£o psicol√≥gica. Neste contexto, o presente estudo objetiva apresentar um perfil de dom√≠nio de t√©cnicas de sele√ß√£o, e de seu uso e conhecimentos na √°rea. Aplicou-se um instrumento de pesquisa, em formato online, com 68 quest√Ķes sobre oito diferentes t√©cnicas de sele√ß√£o, entre: Testes Psicol√≥gicos ¬Ė Psicom√©tricos e Projetivos; An√°lise de curr√≠culo; Din√Ęmica de grupo; Entrevistas: coletiva, individual e por compet√™ncias e Simula√ß√£o do trabalho. Sobre cada uma destas t√©cnicas, os respondentes identificaram seu conhecimento, onde aprenderam a utiliz√°-la, em qual √°rea da psicologia a aplicam, credibilidade por parte dos candidatos, se geram ansiedade nestes e uma avalia√ß√£o sobre a utiliza√ß√£o da t√©cnica em processos seletivos. Ao final do instrumento apresentou-se uma lista de 35 testes psicol√≥gicos aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia para identificar se tinham conhecimento t√©cnico para uso. O instrumento foi aplicado em 107 psic√≥logos e alunos de gradua√ß√£o em psicologia, de diferentes Estados da Federa√ß√£o, a maioria com superior completo. Os dados indicaram que t√©cnicas b√°sicas como entrevista individual s√£o desconhecidas por alguns profissionais e que parte das t√©cnicas identificadas foram aprendidas na gradua√ß√£o, com exce√ß√£o da entrevista por compet√™ncia. Os testes de maior e menor uso, respectivamente foram o HTP e o BBT. Espera-se, com este estudo, contribuir com o conhecimento do perfil na √°rea, como forma de identificar car√™ncia de investimentos na forma√ß√£o de alunos e profissionais que atuam no contexto de avalia√ß√£o em sele√ß√£o.

Autoria:
Cristiane Faiad   Universo(Universidade Salgado de Oliveira)
Wladimir Rodrigues da Fonseca   Centro Universit√°rio IESB
 
 
 
 
 


Apresentador:
Wladimir Rodrigues da Fonseca


Palavras-chave:
Avaliação, Seleção, Testes Psicológicos

Nome:
Lucila Moraes Cardoso

Titulo:
Teste das Pir√Ęmides Coloridas de Pfister em adolescentes

Resumo:
A adolesc√™ncia caracteriza-se por diversas mudan√ßas f√≠sicas e sociais e pela exig√™ncia de adapta√ß√£o a uma nova realidade social, sendo fundamental que existam instrumentos psicol√≥gicos que possibilitem conhecer as demandas emocionais comuns a essa fase. Por isso, objetivou-se verificar a sensibilidade do Teste das Pir√Ęmides Coloridas de Pfister (TPC) para analisar a din√Ęmica emocional de adolescentes. O TPC foi administrado individualmente em 105 estudantes do Ensino M√©dio, de ambos os g√™neros, de escolas p√ļblicas e privadas no interior de S√£o Paulo. Foram comparadas a frequ√™ncia das cores e s√≠ndromes crom√°ticas, utilizando-se o teste t de student para compara√ß√£o entre g√™neros e os tipos de escola e a Anova para compara√ß√£o entre o per√≠odo escolar. Observou-se que as meninas utilizaram mais a cor azul, vermelho e violeta e os meninos, mais a cor preta. Na compara√ß√£o por tipo de escola, verificou-se que a cor laranja foi mais utilizada pelos estudantes de escola privada e as cores preto e branco pelos de escola p√ļblica. Na compara√ß√£o entre as s√©ries, os estudantes de primeiro e terceiro ano apresentaram maior incid√™ncia das cores por dupla Vd↓ com Vm↑, La↓ com Vi↓, Vm↑com Pr↑ e Pr↑ com Am↑ do que os do segundo ano. Esse conjunto de dados, sugere que as meninas parecem mesclar as condutas de controle e impulsividade gerando estados mais ansiosos, enquanto que os meninos atuariam mais com defesas contra os impulsos. Os estudantes da escola privada apresentaram tend√™ncia a maior interesse em produzir do que os da escola p√ļblica, que indicaram maior controle de impulsos e instabilidade emocional. Verificou-se que os alunos do segundo ano apresentaram menor √≠ndice de irritabilidade e impulsividade, desinteresse na produtividade, sentimento de insatisfa√ß√£o e imaturidade do que os alunos dos outros anos. Esses dados indicam que o TPC pode diferenciar caracter√≠sticas emocionais entre grupos de adolescentes.

Autoria:
Lucila Moraes Cardoso   Centro Universit√°rio Nossa Senhora do Patroc√≠nio (CEUNSP)
Elizete Waurof Santos   Centro Universit√°rio Nossa Senhora do Patroc√≠nio (CEUNSP)
Mariana Calonego   Centro Universit√°rio Nossa Senhora do Patroc√≠nio (CEUNSP)
Margarida Christofoletti   Centro Universit√°rio Nossa Senhora do Patroc√≠nio (CEUNSP)
 
 
 


Apresentador:
Lucila Moraes Cardoso


Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Teste de Pfister, Adolescência

Nome:
P√āMELA ROCHA BAGANO GUIMAR√ÉES

Titulo:
Teste de Habilidade emocional: Análises psicométrica com a Teoria de Resposta ao Item

Resumo:
O teste de habilidades emocionais foi constru√≠do com base na teoria da Intelig√™ncia Emocional. Em um estudo anterior identificou-se uma estrutura fatorial de quatro fatores compat√≠veis com o modelo te√≥rico: percep√ß√£o de emo√ß√Ķes, regula√ß√£o de emo√ß√Ķes em si, expressividade emocional e regula√ß√£o de emo√ß√Ķes em outras pessoas. Al√©m disso, tamb√©m foi constatada a ocorr√™ncia de um fator de segunda ordem, relacionado √†s habilidades emocionais de uma forma geral. Diante disso objetivou-se com esse estudo construir um instrumento para mensura√ß√£o de habilidades emocionais e avaliar suas propriedades psicom√©tricas utilizando-se da Teoria de Resposta ao Item, considerando que no Brasil existem poucos instrumentos com essa finalidade. A pesquisa contou com 258 adultos, que responderam 76 itens via internet. Para an√°lise com a TRI cada fator foi avaliado separadamente. De forma geral o instrumento apresentou bons √≠ndices de consist√™ncia interna. Considerando o ajustamento ao Modelo de Rasch os fatores 2 e 3 n√£o apresentaram problemas em seus infit e outfit, os demais fatores (1, 4 e geral) apresentam desajuste em poucos itens, os quais ao serem eliminados possibilitaram uma boa calibra√ß√£o do instrumento. Os mapas de itens apontaram que o instrumento apresenta itens f√°ceis, mostrando a necessidade de constru√ß√£o de novos itens para avalia√ß√£o das habilidades mais elevadas do construto, e que h√° v√°rios itens que avaliam o mesmo n√≠vel de habilidade, que podem ser eliminados. Observou-se tamb√©m que os cinco pontos da escala Likert apresentaram paralelismo com as habilidades dos sujeitos em todos os fatores. Tais resultados apontam que o Teste de Habilidade emocional apresenta adequadas propriedades psicom√©tricas para mensura√ß√£o do construto em quest√£o, mas pode ser melhorado com a inclus√£o de itens para avalia√ß√£o de habilidades mais elevadas e com a elimina√ß√£o do excedente de itens com √≠ndices de dificuldade muito semelhantes.

Autoria:
P√Ęmela Rocha Bagano Guimar√£es   Universidade Federal de Pernambuco
Laila Barbosa de Santana   Universidade Federal de Pernambuco
Jos√© Maur√≠cio Haas Bueno   Universidade Federal de Pernambuco
 
 
 
 


Apresentador:
P√Ęmela Rocha Bagano Guimar√£es


Palavras-chave:
Inteligência, Inteligência Emocional, Habilidades emocionais

Nome:
Luana Luca

Titulo:
Teste Gestáltico Visomotor de Bender - Sistema de Pontuação Gradual e sua relação com inteligência

Resumo:
O objetivo do presente estudo foi buscar rela√ß√£o do Teste Gest√°ltico Visomotor de Bender (B-SPG) com um instrumento que visa avaliar a intelig√™ncia (Desenho da Figura Humana - Escala Sisto). Participaram 231 crian√ßas de 5 a 11 anos (M=8,25; DP=1,50), de ambos os sexos, regularmente matriculados na rede p√ļblica (57,1%) e particular (42,9%) de ensino, do 1¬ļ ao 5¬ļ ano do ensino fundamental de uma cidade do estado da Para√≠ba. Os resultados encontrados apontaram correla√ß√£o negativa de magnitude moderada entre o B-SPG e o DFH- Escala Sisto. Esse dado demonstra uma poss√≠vel rela√ß√£o entre os construtos avaliados, a saber, maturidade perceptomotora e intelig√™ncia, indicando que os construtos avaliados em cada instrumento est√£o relacionados, apontando que certos elementos s√£o comuns e podem ser avaliados por ambos os instrumentos.

Autoria:
Luana Luca   Universidade S√£o Francisco
Ana Paula Porto Noronha   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Luana Luca


Palavras-chave:
avaliação psicológica, maturidade perceptomotora, inteligência

Nome:
J√ļlia Sim√Ķes de Almeida

Titulo:
TRADU√á√ÉO E ADAPTA√á√ÉO TRANSCULTURAL DO TESTE CHILDREN¬īS MEMORY SCALE PARA O PORTUGU√äS BRASILEIRO

Resumo:
A mem√≥ria √© composta por distintos subsistemas integrados por processos conduzidos por diferentes circuitos neurais. Seu desenvolvimento depende da intera√ß√£o de muitos fatores, al√©m de influenciar nos processos de aprendizagem, sendo fundamental a identifica√ß√£o das habilidades de cada indiv√≠duo, a fim de estabelecer a interven√ß√£o adequada. Pode-se notar uma escassez de instrumentos adaptados para a popula√ß√£o brasileira que avaliem os subsistemas de mem√≥ria. Assim, o objetivo desse estudo foi realizar a tradu√ß√£o e adapta√ß√£o da Children¬īs Memory Scale (CMS). A CMS √© uma bateria de testes que fornece uma medida de aprendizagem e de mem√≥ria para crian√ßas de 5 a 16 anos. Para isso foi realizada a tradu√ß√£o dos itens por meio da t√©cnica de tradu√ß√£o e retrotradu√ß√£o. Os itens foram traduzidos para o portugu√™s por tr√™s pesquisadores fluentes na l√≠ngua inglesa, sendo que um deles fez a vers√£o final em portugu√™s. Em seguida, a vers√£o final em portugu√™s foi vertida para o ingl√™s por outros dois pesquisadores, sendo que um deles unificou a vers√£o em ingl√™s da tradu√ß√£o final do portugu√™s. Posteriormente, a tradu√ß√£o e a retrotradu√ß√£o foram comparadas quanto a sua equival√™ncia sem√Ęntica por dois pesquisadores que resolveram as discrep√Ęncias existentes. Ap√≥s a tradu√ß√£o e retrotradu√ß√£o, foi realizada a primeira aplica√ß√£o livre do instrumento em 12 crian√ßas, para testar a compreens√£o das mesmas em rela√ß√£o aos termos sugeridos nos itens do instrumento. Foi solicitado que as crian√ßas apontassem os termos julgados dif√≠ceis ou incompreens√≠veis e solicitado que sugerissem sin√īnimos ou palavras substitutas, mas com o mesmo sentido. Foram necess√°rias algumas adapta√ß√Ķes no que se refere ao uso cultural dos termos, a freq√ľ√™ncia das palavras utilizadas, assim como da extens√£o e fonologia de voc√°bulos da l√≠ngua portuguesa. Ap√≥s o estudo piloto, que est√° em andamento, a vers√£o final brasileira ser√° submetida √† aprova√ß√£o pelo autor do instrumento.

Autoria:
Camila Cruz-Rodrigues   Universidade Presbiteriana Mackenzie
J√ļlia Sim√Ķes de Almeida   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Carolina M.J.Toledo-Piza   Universidade Federal de S√£o Paulo
Carolina Cunha Nikaedo   Universidade Federal de S√£o Paulo
Simone Freitas Fuso   Universidade Presbiteriana Mackenzie
 
 


Apresentador:
J√ļlia Sim√Ķes de Almeida


Palavras-chave:
Tradução, Adaptação, Memória

Nome:
F√°tima Neves

Titulo:
TRANSGRESS√ÉO E CONFLITOS INTERPESSOAIS: REA√á√ēES EMOCIONAIS DESCONTROLADAS DE MOTORISTAS

Resumo:
Este estudo teve como objetivo analisar caracter√≠sticas da personalidade de motoristas de √īnibus urbano, no exerc√≠cio cotidiano de suas atividades profissionais, que apresentam em seu hist√≥rico profissional dados de conflitos interpessoais, impaci√™ncia e transgress√Ķes no tr√Ęnsito. Participaram 96 profissionais do sexo masculino, com idade entre 26 e 54 anos de idade, experi√™ncia oscilando entre 3 e 4 anos no exerc√≠cio profissional. Foi utilizada a T√©cnica de Zulliger, na forma coletiva, para aplica√ß√£o, an√°lise e discuss√£o, segundo a padroniza√ß√£o de Vaz (2004), em sess√Ķes com 15 a 19 pessoas, aproximadamente. A an√°lise dos dados coletados foi realizada mediante um estudo de regress√£o m√ļltipla Stepwise e correlacional entre alguns dados que se destacaram na pesquisa. Para a diferen√ßa de m√©dias foi utilizado o t-Teste; para as correla√ß√Ķes a Correla√ß√£o de Pearson; e para a regress√£o o coeficiente de Regress√£o Linear, Stepwise. Em todos os casos o n√≠vel de aceita√ß√£o foi de ¬£ 0.05. No estudo de correla√ß√£o, considerou-se a integra√ß√£o din√Ęmica dos dados. Os resultados obtidos confirmaram que os motoristas com antecedentes de transgress√£o, conflitos interpessoais e impaci√™ncia apresentaram sinais indicativos de hostilidade e propens√£o a rea√ß√Ķes emocionais descontroladas, em n√≠vel mais elevado do que os motoristas sem transgress√£o.

Autoria:
F√°tima Neves   Faculdade Frassinetti do Recife
Maria das Gra√ßas Diniz   Faculdade Frassinetti do Recife
 
 
 
 
 


Apresentador:
F√°tima Neves


Palavras-chave:
transgress√£o no transito, descontrole emocional, motoristas de √īnibus

Nome:
Ericka Gonçalves Pereira

Titulo:
TRANSTORNOS ANSIOSOS NA INF√āNCIA E ADOLESC√äNCIA: ASPECTOS CL√ćNICOS

Resumo:
Os transtornos ansiosos encontram-se entre as doen√ßas psiqui√°tricas mais comuns em crian√ßas e adolescentes. Assim, como a maior parte das doen√ßas psiqui√°tricas, os transtornos ansiosos s√£o considerados como condi√ß√Ķes associadas ao neurodesenvolvimento, com significativa contribui√ß√£o gen√©tica. Este trabalho apresenta um levantamento bibliogr√°fico referente aos transtornos ansiosos na inf√Ęncia e adolesc√™ncia, com o objetivo de rev√™ as caracter√≠sticas cl√≠nicas e epidemiol√≥gicas dos diversos transtornos ansiosos em crian√ßas e adolescente, possivelmente relacionados √† etiologia desses quadros.
Estima-se que aproximadamente 10% de todas as crian√ßas e adolescentes preencher√£o crit√©rios diagn√≥sticos, em algum momento, para ao menos um transtorno ansioso. Em crian√ßas e adolescentes, os quadros mais freq√ľentes s√£o o transtorno de ansiedade de separa√ß√£o (TAS), o transtorno de ansiedade generalizada e as fobias espec√≠ficas (Jornal de Pediatria, 2004). O profissional de psicologia precisa ser possuidor de uma forma√ß√£o especializada para o atendimento desta demanda. Bem como, est√° atualizado com trabalhos e pesquisas atualizados nesta √°rea.

Autoria:
Ericka Gon√ßalves Pereira   Marina Gabriela de Oliveira Duarte
Alexsandra Amaral dos Santos   Priscylla Melo
Jacqueline R√©gia   Welison de Lima Souza
 
 
 
 


Apresentador:
Ericka Gonçalves Pereira


Palavras-chave:
transtornos, anciosos, aspectos clínicos

Nome:
Roberta Feitosa de Paiva

Titulo:
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE: DA COMPREENS√ÉO AO DIAGN√ďSTICO E ADEQUA√á√ÉO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIA√á√ÉO

Resumo:
O estudo em curso acerca da ansiedade apresenta os sintomas dos Transtornos Ansiosos e dos Quadros F√≥bicos, partindo da diferencia√ß√£o entre o normal e o patol√≥gico, e relacionando-os aos instrumentos mais adequados de medida. Sabe-se que a √©poca atual √© definida, comumente, pela fase da ansiedade e, assim, torna-se evidente a aten√ß√£o ao entendimento do estado emocional e do diagn√≥stico efetivo. O presente trabalho tem como objetivo principal evidenciar as diversas express√Ķes da patologia em quest√£o, relacionando-as com os testes psicol√≥gicos reconhecidos em sua efic√°cia para diagnosticar as manifesta√ß√Ķes e diminuir a aleatoriedade na escolha das escalas de medi√ß√£o. Com embasamento no DSM-IV e na Psicopatologia, identifica os principais crit√©rios diagn√≥sticos, considerando suas propor√ß√Ķes e correlacionando suas caracteriza√ß√Ķes √†s propriedades psicom√©tricas dos testes psicol√≥gicos. A partir das an√°lises e correla√ß√Ķes, descreve as medidas impl√≠citas e as medidas expl√≠citas de ansiedade presentes nos resultados, destacando as individualidades de cada quadro ansioso e, dessa forma, caracterizando o transtorno. Por conseguinte, aborda os fatores psicol√≥gicos e fisiol√≥gicos, discorrendo sobre o hist√≥rico do indiv√≠duo e, nesse sentido, corroborando a necessidade de utiliza√ß√£o de escalas, testes e instrumentos para a mensura√ß√£o adequada, correta, respons√°vel e, por fim, objetivando o processo - que se inicia na identifica√ß√£o do problema e percorre at√© a poss√≠vel defini√ß√£o do tratamento apropriado.

Autoria:
Roberta Feitosa de Paiva   CENTRO UNIVERSIT√ĀRIO DO RIO GRANDE DO NORTE - UNI RN
Georgia Filomena Martins Saldanha Baeta Neves   CENTRO UNIVERSIT√ĀRIO DO RIO GRANDE DO NORTE - UNI RN
 
 
 
 
 


Apresentador:
Roberta Feitosa de Paiva


Palavras-chave:
Ansiedade, Transtornos Ansiosos, Instrumentos de Medida

Nome:
√Ālvaro Jos√© Lel√©

Titulo:
UM ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE HABILIDADES SOCIAIS E A DEPRESSÃO EM CRIANÇAS

Resumo:
A depress√£o √© caracterizada por altera√ß√£o patol√≥gica do humor, trazendo como consequ√™ncias preju√≠zos sociais, cognitivos, f√≠sicos e comportamentais para o paciente. √Č um transtorno que representa um problema grave de sa√ļde p√ļblica. A depress√£o infantil foi recentemente reconhecida como um transtorno psiqui√°trico na inf√Ęncia, despertando, assim, o interesse cient√≠fico. At√© a d√©cada de 70 acreditava-se que esse transtorno na inf√Ęncia fosse raro e at√© inexistente. Com base nos preju√≠zos comportamentais trazidos pela depress√£o, o retraimento social, na qual pode ser consequ√™ncia das altera√ß√Ķes cognitivas (pensamentos pessimista e baixa autoestima), √© um poss√≠vel desencadeador da defici√™ncia em habilidades sociais nas crian√ßas com sintomas depressivos. Este estudo teve como objetivo investigar a preval√™ncia de depress√£o em crian√ßas, avaliando a rela√ß√£o entre depress√£o infantil e habilidades sociais. Participaram do estudo 144 crian√ßas de 8 a 12 anos de duas escolas de uma cidade do interior de Minas Gerais. Os instrumentos utilizados foram o Sistema Multim√≠dia de Habilidades Sociais para Crian√ßas (SMHSC) e o Invent√°rio de Depress√£o Infantil (CDI), adaptado e normatizado para popula√ß√£o brasileira por Gouveia et al. (1995). Os resultados encontrados foram: uma preval√™ncia de 3,5% de crian√ßas com poss√≠vel diagn√≥stico de depress√£o; e a aus√™ncia de influ√™ncia das vari√°veis sociodemogr√°ficas sobre os escores do CDI. Em rela√ß√£o a habilidades sociais, o estudo encontrou diferen√ßas significativas entre a emiss√£o de comportamentos n√£o habilidosos ativos (comportamentos expressados de forma aberta de agressividade f√≠sica ou verbal, negativismo, ironia, autoritarismo e coer√ß√£o) entre o grupo com e sem depress√£o e uma correla√ß√£o negativa leve entre a emiss√£o de comportamentos socialmente habilidosos e os escores do Invent√°rio de Depress√£o Infantil.

Autoria:
√Ālvaro Jos√© Lel√©   Centro Universit√°rio de Lavras /Universidade Federal de Minas Gerais
Helena Avelar Castro   Centro Universit√°rio de Lavras
Lorenzo Lanzetta Natale   Universidade Federal de Minas Gerais
Petrissa Moraes Lacerda   Centro Universit√°rio de Lavras
 
 
 


Apresentador:
√Ālvaro Jos√© Lel√©


Palavras-chave:
Depress√£o infantil, Habilidades sociais, Psicometria

Nome:
MARCELA HELENA DE FREITAS CLEMENTINO

Titulo:
Um estudo sobre o Stress e suas possíveis Causas mediante a atendimentos no Serviço de Práticas Psicológicas - UNIFOR

Resumo:
Este trabalho visa apresentar resultados parciais sobre possíveis fatos desencadeadoras do stress. A pesquisa foi realizada no Serviço de Práticas Psicológicas (SPP) da Universidade de Fortaleza. Trata-se de uma investigação documental a partir da leitura de 10 prontuários que apontaram resultado positivo ao stress, com o foco nas possíveis causas desse estado.
Destes prontuários, 8 são mulheres e 2 são homens. Existem 3 crianças. Com idades entre 7 e 68 anos. Os resultados obtidos foram que o stress se desencadeou a partir de uma situação nova em que suas rotinas foram alteradas. Confirmando a teoria que o Stress é um estado de tensão que afeta o organismo como um todo, causando um desequilíbrio, que tem como consequência os sintomas. O desgaste emocional/físico ocorre com o esforço do indivíduo para recuperar a homeostase do organismo.
Observa-se, que toda a amostra selecionada apresentaram algum tipo de perda, entre: Divórcio entre os pais, deles mesmos com os parceiros, ou morte de algum parente.
As três crianças que participaram da pesquisa tinha como causa, a modificação da sua estrutura familiar, através do divórcio dos pais. Entre estas, duas apresentaram como sintoma físico: dificuldade de alimentação.
O maior n√ļmero de sujeitos com tal estado √© do sexo feminino. E dentre o n√ļmero total de 8, 6 destas apresentam o estado de stress relacionado tamb√©m com os cuidados de parentes com: ou transtorno mental, ou depend√™ncia qu√≠mica e/ou alco√≥lica.
Compreendendo o stress como a continuidade de uma crise, podemos considerar seu entendimento atrav√©s da Teoria da crise, que fala da ang√ļstia do indiv√≠duo diante do novo, ou com a dificuldade de resolu√ß√£o de algum problema. O tipo de crise que fundamenta a pesquisa realizada, √© a Crise por perda correspondendo a diminui√ß√£o do universo pessoal dos indiv√≠duos por meio dos div√≥rcios, separa√ß√£o dos pais, ou morte.

Autoria:
Marcela Helena de Freitas Clementino   Universidade de Fortaleza
Tatiana Tostes Vieira da Costa   Universidade de Fortaleza
Lara Albuquerque Antunes   Universidade de Fortaleza
Magna Maria Bezerra Pinheiro   Universidade de Fortaleza
 
 
 


Apresentador:
Marcela Helena de Freitas Clementino


Palavras-chave:
Stress, Causas, Pesquisa

Nome:
JOSE LIVIA

Titulo:
Um modelo para avaliação em psicopatologia infantil

Resumo:
Se defende a necessidade de avalia√ß√£o de psicopatologia na inf√Ęncia, estudos que descrevem a preval√™ncia e fatores de risco e prote√ß√£o, o processo de avalia√ß√£o psicol√≥gica, sistemas de diagn√≥stico (categ√≥rica e dimensional) e alguns modelos de avalia√ß√£o na √°rea, para apresentar o modelo de avalia√ß√£o chamado de bateria em psicopatologia infantil e fatores de risco. Formatos s√£o apresentados primeira consulta, formul√°rio de avalia√ß√£o psicol√≥gica, modelo de relat√≥rio psicol√≥gico guia da hist√≥ria pessoal e avalia√ß√£o das √°reas: cognitivo, s√≥cio-afetivo-emocional, e fatores de risco psicopatol√≥gicos, propomos um conjunto de testes de acordo com as √°reas acima, incluindo em cada umavalores explorat√≥rios psicom√©tricas. Como parte da avalia√ß√£o cognitiva √© proposto com o WISC III, Teste de diferen√ßas de percep√ß√£o, teste de mem√≥ria verbal e Figura Complexa de Andre Rey , Personalidade: O question√°rio de personalidade para as crian√ßas:. CPQ (Porter e Cattell No psicopatol√≥gico : Checklist de Achenbach Comportamental, e em rela√ß√£o aos fatores de risco: Parental Behavior Inventory Lovejoy, Question√°rio de rela√ß√£o conjugal, APGAR familiar para avaliar o funcionamento da fam√≠lia e os pais estressores question√°rio.

Autoria:
Jose Livia   Universidad Nacional Federico Villarreal
Mafalda Ortiz Moran   Universidad Nacional Federico Villarreal
Rosa Velasco Valderas   Universidad Nacional Federico Villarreal
 
 
 
 


Apresentador:
Jose Livia


Palavras-chave:
Psicopatologia infantil, Bateria de pruebas,

Nome:
Lilianne da Silva Pereira

Titulo:
Uma tipologia baseada nas rea√ß√Ķes a situa√ß√Ķes evocadoras de ci√ļme

Resumo:
O ci√ļme rom√Ęntico √© um fen√īmeno emocional que visa primordialmente sinalizar o perigo de perda de um relacionamento amoroso considerado importante, para um rival real ou imagin√°rio. H√° uma discuss√£o na literatura sobre a pertin√™ncia do ci√ļme como uma emo√ß√£o ou como um conjunto de emo√ß√Ķes, mais especificamente, a raiva, o medo e a tristeza, que surgiriam em resposta a uma situa√ß√£o de intera√ß√£o entre o parceiro ou parceira e um rival. Para investigar esta quest√£o, empregou um instrumento capaz de avaliar as rea√ß√Ķes emocionais dos respondentes a situa√ß√Ķes evocadoras de ci√ļme em quatro dimens√Ķes: val√™ncia, arousal, pot√™ncia e surpresa. Esse instrumento, composto por 23 situa√ß√Ķes evocadoras de ci√ļme, foi respondido, via internet, por 226 sujeitos de ambos os sexos, predominantemente adultos jovens universit√°rios, que obtiveram pontua√ß√Ķes em cada uma das quatro dimens√Ķes emocionais. Essas dimens√Ķes foram submetidas a uma an√°lise de aglomerados, que revelou seis tipos psicol√≥gicos quanto √† experiencia√ß√£o do ci√ļme rom√Ęntico. Entre esses, dois grupos apresentaram configura√ß√Ķes tipicamente relacionadas com a tristeza (4 e 6). Em outro grupo o perfil foi relacionado ao medo (5) e, em outro ainda, foi relacionado √† raiva (2). Dois outros grupos apresentaram como caracter√≠sticas a tentativa de aproxima√ß√£o (1) e uma experiencia√ß√£o prazerosa em situa√ß√Ķes evocadoras de ci√ļme (3). Esses dados apoiam o entendimento do ci√ļme como um conglomerado de emo√ß√Ķes, e mostra que os tipos reagem de formas diferentes porque est√£o sob a influ√™ncia de diferentes configura√ß√Ķes emocionais.

Autoria:
Lilianne da Silva Pereira   Universidade Federal de Pernambuco
Jos√© Maur√≠cio Haas Bueno   Universidade Federal de Pernambuco
 
 
 
 
 


Apresentador:
Lilianne da Silva Pereira


Palavras-chave:
ci√ļme, emo√ß√Ķes , tipologia

Nome:
Eduardo de Paula Lima

Titulo:
Uso abusivo de álcool em profissionais de emergências: automedicação ou fator de risco?

Resumo:
Introdu√ß√£o: Profissionais do setor de emerg√™ncias est√£o expostos a eventos traum√°ticos ocupacionais e fatores psicossociais do trabalho (alta demanda e baixo controle sobre as tarefas), ambos frequentemente associados ao uso abusivo de √°lcool. As investiga√ß√Ķes sobre o uso de subst√Ęncias psicoativas indicam que o uso de √°lcool pode ser uma estrat√©gia de enfrentamento (coping) para lidar com situa√ß√Ķes estressantes no trabalho. O objetivo foi investigar a preval√™ncia de uso abusivo √°lcool e fatores ocupacionais associados ao desfecho em bombeiros. M√©todo: Estudo transversal realizado em universo de bombeiros da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais (n= 711). O uso abusivo de √°lcool foi avaliado pelo CAGE (Cut Down, Annoyed, Guilty, Eye-opener) e analisado como vari√°vel dicot√īmica por meio de an√°lise de regress√£o log√≠stica multivariada. Foram controlados nas an√°lises os efeitos de caracter√≠sticas sociodemogr√°ficas, situa√ß√£o de sa√ļde e eventos adversos na vida nas an√°lises. Resultados: A preval√™ncia de uso abusivo de √°lcool na amostra de bombeiros foi 9,2%. A chance de uso abusivo da subst√Ęncia foi diretamente associada √† presen√ßa de transtorno mental no passado, ser fumante ou ex-fumante, alta exposi√ß√£o a eventos traum√°ticos no trabalho e exposi√ß√£o √† condi√ß√Ķes ocupacionais prec√°rias. Conclus√£o: Os resultados indicam uma rela√ß√£o direta entre estressores ocupacionais, problemas de sa√ļde mental no passado e uso abusivo de √°lcool em profissionais de emerg√™ncias. Tais resultados sugerem que o uso de subst√Ęncias pode ser interpretado como uma estrat√©gia de enfrentamento (coping secund√°rio) ou automedica√ß√£o.

Autoria:
Eduardo de Paula Lima   Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Ada √Āvila Assun√ß√£o   Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Sandhi Maria Barreto   Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
 
 
 
 


Apresentador:
Eduardo de Paula Lima


Palavras-chave:
Bombeiros, Uso abusivo de √°lcool, Eventos traum√°ticos ocupaciona

Nome:
Luiz Renato Rodrigues Carreiro

Titulo:
USO DE TESTES COMPUTADORIZADOS DE MEDIDAS DE IMPULSIVIDADE NA CARACTERIZAÇÃO DO TDAH

Resumo:
O Transtorno de D√©ficit de Aten√ß√£o e Hiperatividade (TDAH) √© descrito como um padr√£o persistente e grave de desaten√ß√£o e/ou hiperatividade e impulsividade, caracterizando-se pela dificuldade em inibir comportamentos. A impulsividade tem sido descrita como uma a√ß√£o r√°pida sem predi√ß√£o ou julgamento consciente; falta de planejamento; a√ß√£o r√°pida para obter gratifica√ß√£o sem considerar consequ√™ncias. Este trabalho avaliou a aten√ß√£o e impulsividade em 23 crian√ßas e adolescentes (com idades entre 6 e 15 anos, m√©dia: 9,9 ¬Ī 2,8), separados em tr√™s grupos sendo a) com diagn√≥stico de TDAH (n=8), b) com queixa de TDAH (n=6) e c) sem queixa (n=9). Os crit√©rios de separa√ß√£o seguiram invent√°rios comportamentais e avalia√ß√£o cl√≠nica-neurol√≥gica. Como instrumentos foram utilizados: 1- Tarefas de Mem√≥ria Imediata e Tardia: as tarefas requeriam que o participante retivesse um est√≠mulo visual e o reconhe√ßa depois de um atraso que variava entre as duas tarefas; 2- Paradigma de Impulsividade de √ļnica tecla: Os participantes respondiam quantas vezes desejarem, entretanto, o tamanho da recompensa estava relacionado ao atraso entre as respostas e 3- Teste de Performance Cont√≠nua de Conners (CPT): avalia mecanismos envolvidos na fun√ß√£o da aten√ß√£o e do controle inibit√≥rio no paradigma Vai/N√£o-vai. Todos os dados foram submetidos a ANOVAS multifatoriais com medidas repetidas considerando os fatores dos teste para compara√ß√£o dos grupos. No CPT observaram-se diferen√ßas significativas. O grupo sem queixa apresentou os menores valores no erro padr√£o por bloco, se diferenciando dos demais (F(2, 20)=3,5258, p=0,04880). O grupo com TDAH e com queixa que apresentaram maior varia√ß√£o de respostas. Outra diferen√ßa foi o erro padr√£o por intervalos entre est√≠mulos. O grupo TDAH apresentou o menor score, demonstrando maior consist√™ncia na resposta (F(2, 20)=11,256, p=0,00053). √Č necess√°rio ainda um aumento no n√ļmero de participantes para caracteriza√ß√£o mais clara dos aspectos da impulsividade. Entretanto, observou-se que medidas de impulsividade s√£o importantes na caracteriza√ß√£o neuropsicol√≥gica do TDAH.

Autoria:
Diego Rodrigues Silva   Universidade Presbiteriana Mackenzie
L√≠via Gimenes Porto   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Jos√© Salom√£o Schwartzman   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Maria Cristina Triguero Veloz Teixeira   Universidade Presbiteriana Mackenzie
Luiz Renato Rodrigues Carreiro   Universidade Presbiteriana Mackenzie
 
 


Apresentador:
Luiz Renato Rodrigues Carreiro


Palavras-chave:
Impulsividade, TDAH, Testes computadorizados

Nome:
Maria Cristina Ferreira

Titulo:
Validação Convergente da Escala de Capital Psicológico Positivo

Resumo:
O advento da psicologia positiva e a √™nfase por ela colocada nos aspectos positivos do funcionamento humano levaram os pesquisadores organizacionais a se interessar tamb√©m pelos aspectos do ambiente laboral que influenciam positivamente o bem-estar do trabalhador. √Č na esteira de tal interesse que emerge o construto capital psicol√≥gico, estado positivo individual associado a sentimentos de autoefic√°cia, otimismo, esperan√ßa e resili√™ncia. O capital psicol√≥gico positivo consiste em um construto multidimensional de ordem superior, composto por quatro facetas que possuem em comum a capacidade de avalia√ß√£o positiva das circunst√Ęncias que levam o indiv√≠duo a obter sucesso por meio de seu pr√≥prio esfor√ßo e perseveran√ßa. Para avaliar o capital psicol√≥gico positivo, foi desenvolvida a Escala de Capital Psicol√≥gico, composta por 24 itens distribu√≠dos por quatro facetas, a serem respondidas em escalas de seis pontos, variando de discordo totalmente a concordo totalmente. A vers√£o brasileira da escala tamb√©m se mostrou unifatorial e com boa consist√™ncia interna. O presente estudo teve por objetivo reunir evid√™ncias acerca da validade convergente da escala em amostras brasileiras. Participaram do estudo 392 trabalhadores que responderam √† Escala de Capital Psicol√≥gico e a uma escala de Satisfa√ß√£o Geral no Trabalho. Considerando-se que a satisfa√ß√£o no trabalho expressa as cren√ßas e julgamentos positivos acerca do pr√≥prio trabalho, seria de se esperar que o capital psicol√≥gico se mostrasse positivamente associado √† satisfa√ß√£o no trabalho. O c√°lculo do coeficiente de correla√ß√£o de Pearson evidenciou que, conforme o esperado, observou-se uma correla√ß√£o positiva e significativa entre as duas escalas. Tal resultado pode ser interpretado como uma evid√™ncia inicial acerca da validade convergente da Escala de Capital Psicol√≥gico em amostras brasileiras, o que recomenda seu uso em pesquisas futuras orientadas pela perspectiva do comportamento organizacional positivo.

Autoria:
Maria Cristina Ferreira   Universidade Salgado de Oliveira
Renata Silva de Carvalho Chinelato   Universidade Salgado de Oliveira
Larissa Maria David Gabardo   Universidade Salgado de Oliveira
Vladimir Pinto Novaes   Universidade Salgado de Oliveira
Jos√© Tadeu Machado Silva   Universidade Salgado de Oliveira
Maria da Gl√≥ria Lima Leonardo   Universidade Salgado de Oliveira
 


Apresentador:
Renata Silva de Carvalho Chinelato


Palavras-chave:
validade convergente, capital psicológico, psicologia positiva

Nome:
Deliane Macedo Farias de Sousa

Titulo:
Validação da Escala de Atitudes frente à Aprendizagem (EAFA) para o contexto brasileiro

Resumo:
Estudar as atitudes frente √† aprendizagem √© de suma import√Ęncia, tanto para os estudantes como para a escola. Afinal, entender tais atitudes estimula os professores a buscar estrat√©gias que assegurem que o aluno aprenda os conte√ļdos formais, bem como as normas, os valores e as pr√°ticas de sua cultura. No que concerne aos alunos, a literatura da √°rea aponta para uma rela√ß√£o positiva entre atitudes positivas frente √† aprendizagem e aumento do engajamento escolar dos estudantes, e, consequentemente, do seu desempenho acad√™mico. Tendo em vista a import√Ęncia de se estudar as atitudes frente √† aprendizagem, foram reunidos esfor√ßos para conhecer evid√™ncias de validade e precis√£o da Escala de Atitudes Frente √† Aprendizagem (EAFA). Participaram deste estudo 200 estudantes do ensino fundamental, provenientes de escolas p√ļblicas e particulares da cidade de Jo√£o Pessoa ¬Ė PB. Os estudantes responderam a EAFA, a qual √© composta por 40 itens, os quais s√£o respondidos em uma escala que varia de 1 (Discordo Totalmente) a 5 (Concordo Totalmente). A partir do KMO e do Teste de Esfericidade de Bartlett verificou-se a adequabilidade da amostra √† an√°lise fatorial. Por meio de An√°lises Fatoriais Explorat√≥rias (ACP e PAF) e avalia√ß√£o dos crit√©rios de Kaiser, Cattell e Horn, a solu√ß√£o de quatro fatores, proposta pelo autor da escala, foi confirmada (I - Abertura √† aprendizagem; II - Disposi√ß√£o Negativa em rela√ß√£o √† Aprendizagem; III - Expectativa em rela√ß√£o √† Aprendizagem e IV- Ansiedade em rela√ß√£o √† aprendizagem). Quatorze itens foram exclu√≠dos por n√£o apresentarem satura√ß√Ķes m√≠nimas de 0,40 ou por apresentarem ambiguidade em sua interpreta√ß√£o. Valores do Alfa de Cronbach, correla√ß√£o inter-item e correla√ß√£o item-total foram satisfat√≥rios. Em suma, parecem demonstradas evid√™ncias de validade de construto (validade fatorial e consist√™ncia interna) da Escala de Atitudes Frente √† Aprendizagem, podendo esta ser utilizada em estudos futuros no contexto brasileiro.

Autoria:
Deliane Macedo Farias de Sousa   Universidade Federal da Para√≠ba
Patr√≠cia Nunes da Fons√™ca   Universidade Federal da Para√≠ba
Emerson Di√≥genes de Medeiros   Universidade Federal do Piau√≠
Larisse Helena Gomes Mac√™do Barbosa   Universidade Federal da Para√≠ba
Roosevelt Vilar Lobo de Souza   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Deliane Macedo Farias de Sousa


Palavras-chave:
Atitudes, Aprendizagem, Validade Fatoria

Nome:
Eva Dias Cristino

Titulo:
VALIDAÇÃO DA ESCALA DE AUTOCONTROLE DE GRASMICK PARA O CONTEXTO CEARENSE: EVIDÊNCIAS DE VALIDADE E PRECISÃO

Resumo:
A presente pesquisa teve como objetivo validar a Escala de Autocontrole (EAC) para o contexto cearense, buscando observar evid√™ncias de sua validade e precis√£o. Tal instrumento, desenvolvido por Grasmick e colaboradores, √© composto por vinte quatro itens busca operacionalizar, com base na proposta de Gottfredson e Hirschi, as seis dimens√Ķes te√≥ricas do autocontrole. Para o presente estudo, contou com a participa√ß√£o de 271 pessoas da cidade de Fortaleza/CE, a maioria homens (52,2%), com idade m√©dia de 35 anos (dp= 13,52), solteiros (47,8%), cat√≥licos (61%) e com n√≠vel de escolaridade superior completo (47,8%). Os participantes responderam a Escala de Autocontrole e a peguntas de car√°ter sociodemogr√°fico. Para cumprir com o objetivo, realizou-se uma An√°lise dos Componentes Principais (rota√ß√£o varimax), por meio da qual se pode-se observar a exist√™ncia de seis fatores, os quais foram capazes de explicar 59% da vari√Ęncia total. No que diz respeito √† consist√™ncia interna do instrumento, os valores observados para os Alfas de Cronbach foram aceit√°veis variaram entre 0,62 (fator intensidade) e 0,79 (fator temperamento). Para o conjunto de itens, a consist√™ncia interna foi de 0,81. Tais valores, conforme a literatura, atestam a adequabilidade da medida. Em fun√ß√£o desses resultados, √© poss√≠vel concluir que a escala apresenta ind√≠cios razo√°veis de validade e precis√£o para ser utilizada na mensura√ß√£o do construto autocontrole em estudos futuros.

Autoria:
Eva Dias Cristino   Universidade Federal do Cear√°
Walberto Silva dos Santos   Universidade Federal do Cear√°
Mariana Gon√ßalves Farias   Universidade Federal do Cear√°
Lia Wagner Plutarco   Universidade Federal do Cear√°
Dami√£o Soares de Almeida Segundo   Universidade Federal do Cear√°
 
 


Apresentador:
Eva Dias Cristino


Palavras-chave:
autocontrole, análise fatorial exploratória, validação

Nome:
Wagner de Lara Machado

Titulo:
VALIDA√á√ÉO DA PSYCHOLOGICAL WELL-BEING SCALE EM UMA AMOSTRA DE ESTUDANTES UNIVERSIT√ĀRIOS

Resumo:
O presente estudo teve como objetivo adaptar e validar a Psychological Well-being Scale (Escala de Bem-estar Psicol√≥gico - EBEP) em uma amostra de estudantes universit√°rios. O instrumento √© composto por seis subescalas que avaliam as dimens√Ķes do bem-estar psicol√≥gico: rela√ß√Ķes positivas com outros, autonomia, dom√≠nio sobre o ambiente, crescimento pessoal, prop√≥sito na vida e autoaceita√ß√£o. O processo de adapta√ß√£o dos itens envolveu a tradu√ß√£o, an√°lise de ju√≠zes e avalia√ß√£o da familiaridade. Posteriormente, 313 estudantes universit√°rios responderam a EBEP. Para investigar a validade de construto foram conduzidas an√°lises fatoriais confirmat√≥rias e an√°lises de correla√ß√£o com indicadores de satisfa√ß√£o de vida, afetos positivos, afetos negativos, balan√ßo entre afetos e depress√£o. O modelo te√≥rico de seis fatores obl√≠quos apresentou melhor ajuste aos dados, e as seis subescalas se correlacionaram na dire√ß√£o e magnitude esperada com os demais indicadores de bem-estar. A EBEP mostrou-se um instrumento v√°lido e fidedigno.

Autoria:
Wagner de Lara Machado   1Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Josiane Pawlowski   2Departamento de Psicometria, Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Denise Ruschel Bandeira   1Programa de P√≥s-Gradua√ß√£o em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
 
 
 
 


Apresentador:
Wagner de Lara Machado


Palavras-chave:
Bem-estar psicol√≥gico, Psicometria, Sa√ļde mental

Nome:
Emanuel Duarte de Almeida Cordeiro

Titulo:
Validação da uma escala de mensuração do preconceito sutil contra homossexuais

Resumo:
O desenvolvimento de formas mais mascaradas de express√£o do preconceito tem emergido durante as √ļltimas d√©cadas. Isto ocorre pelo crescente discurso de igualdade de direitos dentro da nossa sociedade, tornando-se socialmente desej√°vel exprimir discursos que corroborem com essas normas sociais. A essa nova forma de express√£o d√°-se o nome de preconceito sutil. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo desenvolver uma medida psicometricamente adequada para analisar o preconceito sutil frente √† homossexualidade. Para isso, contou-se com uma amostra de 444 sujeitos de diferentes estados (AL, BA, PB, MG, DF, AM, CE, RN), com idades entre 15 e 75 anos. Inicialmente foi verificada a fatoriabilidade da matriz de correla√ß√Ķes dos itens da escala por meio do Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) e do Teste de Esfericidade de Bartlett, ambas foram satisfat√≥rias, comprovando a fatoriabilidade da matriz de correla√ß√£o entre os itens da escala. A an√°lise fatorial indicou a presen√ßa de dois fatores, sendo pertinente defini-los pela leitura dos itens como, fator I: Rejei√ß√£o social e fator II: Estereotipiza√ß√£o dos homossexuais. A consist√™ncia interna dos fatores foi verificada por meio do Alfa de Cronbach, apresentando √≠ndice adequado.

Autoria:
Sheyla Christine Santos Fernandes   Universidade Federal de Alagoas
Emanuel Duarte de Almeida Cordeiro   Universidade Federal de Alagoas
Germano Gabriel Lima Esteves   Universidade Federal de Alagoas
Francyelly Oliveira Pereira dos Santos   Universidade Federal de Alagoas
 
 
 


Apresentador:
Emanuel Duarte de Almeida Cordeiro


Palavras-chave:
Validação, Preconceito, Homossexuais

Nome:
Cassia Aparecida Rodrigues

Titulo:
Validação dos indicadores do teste de Zulliger para o porte de arma de fogo

Resumo:
A defini√ß√£o de indicadores espec√≠ficos do funcionamento da personalidade em uma determinada amostra nas t√©cnicas utilizadas nos processos de avalia√ß√£o psicol√≥gica no contexto atual se apresenta escassa, principalmente nas t√©cnicas projetivas. S√£o poucos instrumentos que apresentam em suas pesquisas amostras espec√≠ficas da clientela que se prop√Ķe a avaliar, n√£o sendo diferente esta realidade na avalia√ß√£o psicol√≥gica para indiv√≠duos que portam arma de fogo. Entre os instrumentos utilizados para avalia√ß√£o da personalidade encontramos os testes projetivos, os quais permitem descrever a personalidade global do indiv√≠duo, considerando os seus v√°rios aspectos, principalmente na √°rea cognitiva, afetiva, interpessoal e at√© mesmo a poss√≠vel presen√ßa de ind√≠cios psicopatol√≥gicos. Este trabalho tem como objetivo investigar se as vari√°veis do agrupamento de Recursos e Controle do teste de Zulliger/SC na avalia√ß√£o psicol√≥gica para porte de arma de fogo conseguem predizer um comportamento de risco. A amostra ser√° constitu√≠da de 100 participantes do sexo masculino com idade entre 30 anos e 50 anos, de uma institui√ß√£o policial do estado do Paran√°. Os participantes ser√£o distribu√≠dos em dois grupos: Grupo A (GA) e Grupo B (GB). Os crit√©rios de inclus√£o dos participantes nos grupos ser√£o: GA ¬Ė policiais que possuem um treinamento especializado para portar arma de fogo e s√£o considerados no ambiente de trabalho policiais sem hist√≥rico de desvio de personalidade e sem questionamento sobre a sua condi√ß√£o psicol√≥gica para o porte de arma; GB ¬Ė policiais que n√£o possuem um treinamento especializado para portar arma de fogo e possuem um hist√≥rico de desvio de personalidade e foram questionados sobre a condi√ß√£o psicol√≥gica para o porte de arma no ambiente de trabalho. A aplica√ß√£o do teste de Zulliger ser√° realizada de forma individual e verbal e as respostas ser√£o anotadas pela aplicadora no protocolo de respostas do instrumento, em um tempo aproximado de 30 a 40 minutos. As respostas dadas ao teste de Zulliger ser√£o codificadas conforme os crit√©rios do Sistema Compreensivo e o desempenho

Autoria:
Cassia Aparecida Rodrigues   Universidade Tuiuti do Paran√°
 
 
 
 
 
 


Apresentador:
Cassia Aparecida Rodrigues


Palavras-chave:
Porte de arma, Teste de Zulliger, Recursos e Controle

Nome:
JULIANE CALLEGARO BORSA

Titulo:
Valida√ß√£o e propriedades psicom√©tricas da vers√£o brasileira do √ćndice de Sa√ļde Mental (ISM-5)

Resumo:
A escala Mental Health Index (MHI-5) √© considerada como um dos principais instrumentos de screening utilizados para avalia√ß√£o de sintomas de ansiedade e de depress√£o. O presente estudo apresenta as propriedades psicom√©tricas da vers√£o brasileira da escala da MHI-5. Participaram do estudo 366 mulheres e 158 homens, com idades variando entre 18 e 88 anos e residentes em 17 estados brasileiros. A validade de construto foi realizada por meio de an√°lises fatoriais explorat√≥rias e confirmat√≥rias, que suportaram uma solu√ß√£o unidimensional, com excelentes √≠ndices de ajuste. Do mesmo modo, a fidedignidade foi avaliada utilizando confiabilidade alpha, vari√Ęncia m√©dia extra√≠da, e confiabilidade composta, suportando, tamb√©m a fidedignidade do instrumento. Evid√™ncias de validade convergente e validade de crit√©rio foram obtidas por meio da compara√ß√£o dos resultados do MHI-5 e os resultados da Escala de Felicidade Subjetiva, Escala de Satisfa√ß√£o com a Vida e o Question√°rio de Sa√ļde Geral (QSG-12). A partir do conjunto de an√°lises realizadas, a escala apresentou evid√™ncias de validade consistentes, demonstrando ser uma medida apropriada para avalia√ß√£o da sa√ļde mental na popula√ß√£o brasileira.

Autoria:
Juliane Callegaro Borsa   Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica do Rio de Janeiro
Bruno Figueiredo Dam√°sio   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Silvia Helena Koller   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 


Apresentador:
Juliane Callegaro Borsa


Palavras-chave:
√≠ndice de sa√ļde mental, valida√ß√£o, depress√£o

Nome:
Adriana Benevides Soares

Titulo:
Validade convergente entre os inventários de habilidades sociais e de comportamentos sociais acadêmicos

Resumo:
Este estudo visou identificar as condi√ß√Ķes de validade convergente entre os invent√°rios de habilidades sociais-IHS e comportamentos sociais acad√™micos-ICSA. As habilidades sociais podem ser respons√°veis por um processo social adaptativo em que s√£o assegurados o bem-estar f√≠sico e psicol√≥gico do estudante. Estudantes socialmente competentes devem apresentar ajustamento a contextos desconhecidos mais r√°pidos e eficazes do que os n√£o competentes. Ainda assim, alguns comportamentos s√£o igualmente dif√≠ceis de serem emitidos pela maioria como os que expressam assertividade e os vividos em situa√ß√Ķes desagrad√°veis como manifestar descontentamento ou pedir troca de comportamento. Participaram deste estudo 167 estudantes sendo 109 mulheres, 119 solteiros, 41 casados, 7 divorciados-vi√ļvos, 117 de institui√ß√Ķes privadas, 39 da classe social A, 92 da B e 36 da C. O IHS √© composto de 38 itens e cinco fatores: enfrentamento com risco, autoafirma√ß√£o na express√£o de afeto positivo, conversa√ß√£o e desenvoltura social, autoexposi√ß√£o a desconhecidos e autocontrole da agressividade em situa√ß√Ķes aversivas. O ICSA √© composto de 34 itens e 6 fatores: comportamento adequado em sala de aula, comportamento indisciplinado em sala de aula, cordialidade no relacionamento interpessoal, desrespeito a professores e colegas, auto-exposi√ß√£o e assertividade, comportamento em efic√°cia acad√™mica. Observou-se correla√ß√Ķes positivas entre os fatores Habilidades em sala de aula, Auto-exposi√ß√£o e Assertividade com todos os fatores do IHS, Cordialidade no relacionamento interpessoal com enfrentamento com risco e auto controle da agressividade. O fator Habilidade e efic√°cia acad√™mica com auto exposi√ß√£o a desconhecidos e com o escore total do IHS. O escore total do ICSA apresentou correla√ß√Ķes positivas com todos os fatores do IHS. O fator Comportamento em sala de aula correlacionou-se negativamente com auto controle da agressividade e Desrespeito a professores e colegas apresentou tamb√©m correla√ß√£o negativa com auto controle da agressividade. Em geral, o ICSA apresentou validade convergente com o IHS.

Autoria:
Adriana Benevides Soares   Universidade Salgado de Oliveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Cabral Lima   Universidade Federal do Rio de Janeiro
 
 
 
 
 


Apresentador:
Adriana Benevides Soares


Palavras-chave:
Habilidades sociais, comportamentos sociais acadêmi, validade convergente

Nome:
Sabrina Martins Barroso

Titulo:
VALIDADE CONVERGENTE ENTRE OS TESTES NÃO-VERBAIS DE INTELIGÊNCIA GERAL R1 E G-36

Resumo:
A avalia√ß√£o cognitiva √© uma pr√°tica cotidiana em processos de avalia√ß√£o psicol√≥gica. Existem diversos instrumentos destinados a verificar o n√≠vel cognitivo geral (Fator g) validados para o contexto brasileiro. O presente trabalho teve como objetivo investigar a validade convergente entre os testes R1 e G-36 em uma amostra de estudantes universit√°rios residentes em uma cidade no interior de Minas Gerais. Participaram 97 estudantes da Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro (UFTM), localizada na cidade de Uberaba (MG), que responderam aos testes n√£o-verbais de intelig√™ncia G-36 e R1 e o teste de aten√ß√£o concentrada AC, de forma volunt√°ria. Os dados foram analisados descritivamente (porcentagem, m√©dias e desvio-padr√£o). Foram tamb√©m realizadas correla√ß√Ķes entre R1, G-36 e AC. A amostra tinha predomin√Ęncia de mulheres e idade m√©dia de 20,75 anos. A maior parte dos estudantes foi classificada com ¬ďintelig√™ncia m√©dia¬Ē no teste G-36 e ¬ďm√©dio superior¬Ē no teste R1. A aten√ß√£o concentrada foi classificada como ¬ďm√©dia¬Ē. Observou-se correla√ß√£o positiva moderada entre os testes R1 e G-36. Os dois testes de intelig√™ncia apresentaram correla√ß√£o moderada com o teste de aten√ß√£o concentrada. Os resultados indicaram rela√ß√£o entre os testes, contudo, uma vez que os testes R1 e G-36 avaliam intelig√™ncia geral, esperava-se correla√ß√Ķes mais elevadas. A amostra do presente estudo foi muito restrita e estudos adicionais s√£o necess√°rios para entender que aspectos podem estar influenciando a moderada correla√ß√£o entre os dois instrumentos de avalia√ß√£o cognitiva.

Autoria:
Sabrina Martins Barroso   Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro
D√©bora Prado da Silva   Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro
Nath√°lia Fernandes   Universidade Federal do Tri√Ęngulo Mineiro
 
 
 
 


Apresentador:
Sabrina Martins Barroso


Palavras-chave:
Testes psicológicos, Inteligência, Validade

Nome:
Jean Carlos Natividade

Titulo:
Validade de Instrumentos Reduzidos de Personalidade: Muito Além da Estrutura e Precisão

Resumo:
As primeiras publica√ß√Ķes brasileiras sobre marcadores de personalidade no modelo dos cinco grandes fatores datam de 1998. √Ä √©poca, 64 adjetivos figuraram entre os descritores dos fatores avaliados. Recentemente, observa-se a prolifera√ß√£o de estudos utilizando-se desse paradigma na busca por instrumentos reduzidos. Embora alguns instrumentos apresentem estrutura e precis√£o adequados, pouco se discute sobre evid√™ncias de validade convergente e preditiva. Os objetivos desta pesquisa foram verificar adequa√ß√£o estrutural e precis√£o de uma escala reduzida para aferir os cinco grandes fatores; verificar evid√™ncias de validade convergente e preditiva do instrumento, comparando-o com um teste de personalidade padronizado. Dois estudos foram conduzidos sequencialmente. No primeiro, elaborou-se uma escala de 20 itens utilizando-se descritores de tra√ßos, que foi respondida por 1889 adultos. Os resultados indicaram adequa√ß√£o da estrutura de cinco fatores. Cada fator foi composto por quatro descritores com aceit√°veis √≠ndices de consist√™ncia interna. Os fatores ainda mostraram moderadas correla√ß√Ķes teste e reteste. No Estudo 2, aplicou-se a medida desenvolvida, juntamente com a Bateria Fatorial de Personalidade (BFP) e a Escala de Satisfa√ß√£o de Vida (SV), em 512 adultos. Os resultados de estrutura e precis√£o foram semelhantes aos do Estudo 1. Observaram-se correla√ß√Ķes moderadas entre os fatores da medida reduzida e seus correspondentes na BFP. Por fim, testaram-se dois modelos preditivos para a SV. No primeiro, foram utilizados os fatores do instrumento reduzido; no segundo, os da BFP. Ambos os modelos apresentaram os mesmos fatores como explicativos da SV. Por√©m, a medida reduzida explicou apenas metade da vari√Ęncia explicada pela BFP. Conclui-se que instrumentos reduzidos para aferir personalidade, ainda que apresentem propriedades psicom√©tricas adequadas, podem n√£o avaliar caracter√≠sticas pessoais importantes para explicar varia√ß√Ķes em outros construtos. Sugere-se cautela no uso dessas medidas e incentivam-se estudos comparativos utilizando-se testes padronizados.

Autoria:
Jean Carlos Natividade   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
M√īnica Colognese Barros   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Simon Hutz   Universidade Federal do Rio Grande do Sul
 
 
 
 


Apresentador:
Jean Carlos Natividade


Palavras-chave:
medidas da personalidade, avaliação psicológica, traços de personalidade

Nome:
Renan Pereira Monteiro

Titulo:
Validade de uma medida de raz√Ķes para se aposentar

Resumo:
Este estudo teve por objetivo reunir evid√™ncias de validade de uma medida de raz√Ķes para se aposentar, estabelecendo seus par√Ęmetros psicom√©tricos. Participaram 201 pessoas com m√©dia de idade de 57,3 anos (dp = 7,03), sendo a maioria do sexo feminino (63,63%) e n√£o aposentados (65,82%). Estes responderam √† Escala de raz√Ķes para se aposentar, formada por 15 itens, respondidos em uma escala do tipo Likert de seis pontos que variam de 1 (Concordo totalmente) a 6 (Discordo totalmente), bem como a quest√Ķes s√≥cio demogr√°ficas. Por meio da an√°lise dos componentes principais, rota√ß√£o varimax e m√©todo de extra√ß√£o de Horn (an√°lise paralela) emergiram tr√™s fatores intitulados: Estresse no trabalho [(ET) (α = 0,76)]; Mais tempo livre [(MTL) (α = 0,74)] e Problemas de sa√ļde [(PS) (α = 0,54)]. Considerado as limita√ß√Ķes inerentes a Teoria Cl√°ssica dos Testes (TCT), optou-se por verificar os par√Ęmetros dos itens por meio da Teoria de Resposta ao Item (TRI). Sendo assim, para ambos os fatores o modelo de dois par√Ęmetros de Samejima se mostrou como o mais plaus√≠vel, se comparado ao modelo com discrimina√ß√£o constante. Os itens 12 e 15 do fator (PS) exibiram elevados √≠ndices de dificuldade (b=4,00), o item 12 ainda apresentou discrimina√ß√£o muito baixa (a12=0,36). No fator ET, o item 3 tamb√©m obteve um grau de dificuldade alto (b3 = 3,58), com discrimina√ß√£o entre os itens que variou de 0,97 a 2,87. Por fim, o fator MTL apresentou itens com dificuldade que variaram entre -1.69 e 2.06 e discrimina√ß√£o entre 4,26 a 1,13. Sendo assim, a escala apresentou validade fatorial, no entanto, alguns itens dos fatores PS e ET mostraram par√Ęmetros psicom√©tricos problem√°ticos. Sugere-se novas pesquisas que visem testar novos itens para a escala.

Autoria:
Renan Pereira Monteiro   Universidade Federal da Para√≠ba
R√īmulo Lustosa Pimenteira de Melo   Universidade Federal da Para√≠ba
Jos√© Farias de Souza Filho   Universidade Federal da Para√≠ba
K√°tia Corr√™a Vione   Universidade Federal da Para√≠ba
Rafaella de Carvalho Rodrigues Ara√ļjo   Universidade Federal da Para√≠ba
 
 


Apresentador:
Renan Pereira Monteiro


Palavras-chave:
Validade fatorial, TRI, aposentados

Nome:
Daniel Ara√ļjo Vignoli

Titulo:
Validade e Fidedignidade da ¬ďEscala de L√≥cus de Controle Acad√™mico para o Ensino M√©dio¬Ē

Resumo:
O objetivo deste trabalho √© aferir as propriedades de validade e fidedignidade do instrumento ¬ďEscala de L√≥cus de Controle Acad√™mico para o Ensino M√©dio¬Ē. L√≥cus de Controle se refere √† cren√ßa do sujeito de que os resultados de suas a√ß√Ķes s√£o controlados/devidos as suas pr√≥prias a√ß√Ķes (fatores internos) ou devido a a√ß√Ķes de outros, ao acaso ou sorte (fatores externos). Na escola, este construto est√° associado ao desempenho acad√™mico, dedica√ß√£o, motiva√ß√£o e sociabilidade dos alunos. Com base nessa concep√ß√£o, construiu-se um instrumento autorrespondido de 7 itens. Ele foi aplicado em conjunto com um question√°rio contextual, na primeira onda do projeto ¬ďEstudo Longitudinal de Pernambuco¬Ē, que ocorreu no primeiro semestre de 2012 em 739 escolas do ensino m√©dio da rede p√ļblica estadual do referido estado e contou com a participa√ß√£o de 95.505 alunos do 1¬ļ e 2¬ļ ano do ensino m√©dio. A abordagem aos dados foi dividida em duas etapas. Primeiramente, calculou-se a matriz de correla√ß√£o polic√≥rica dos dados e ent√£o se realizou uma an√°lise paralela, com m√©todo de extra√ß√£o m√°xima verossimilhan√ßa, onde foram sugeridos dois componentes. Em seguida, avaliou-se a evid√™ncia de validade baseada na estrutura interna, por meio da an√°lise fatorial explorat√≥ria e confirmat√≥ria dos itens, com os m√©todos de extra√ß√£o m√°xima verossimilhan√ßa e two-stage last squares, que confirmou a estrutura bifatorial. Com rela√ß√£o √† precis√£o, foi calculado o alfa de Cronbach, sendo o fator externo classificado como bom e o fator interno como regular. A correla√ß√£o teste-reteste entre os fatores, ap√≥s sete meses, foi de moderada a fraca. Conclui-se que a escala apresenta propriedades psicom√©tricas adequadas de validade e fidedignidade para a popula√ß√£o escolar do ensino m√©dio.

Autoria:
Daniel Ara√ļjo Vignoli   Mestrando em Educa√ß√£o da Universidade Federal de Juiz de Fora
Alexandre Luiz de Oliveira Serpa   Doutorando em Psicologia da Universidade S√£o Francisco
Tufi Machado Soares   Professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Educa√ß√£o e Coordenador de Pesquisa do CAEd/UFJF
 
 
 
 


Apresentador:
Daniel Ara√ļjo Vignoli


Palavras-chave:
Avaliação educacional, Psicometria, Delineamento longitudinal

Nome:
SAMMYRA DE ALENCAR SANTANA

Titulo:
VIDA E OBRA DE LEWIS CARROLL SOB UMA AN√ĀLISE PSICANAL√ćTICA

Resumo:
Analisar psicanaliticamente um autor-obra √© tarefa absorvente, mormente quando se trata de uma personalidade carregada de mist√©rio, excentricidade e ambiguidades como Charles Lutwidge Dodgson. Sendo um homem que n√£o condizia com os padr√Ķes impostos pela sociedade da Inglaterra do s√©culo XIX, fez nascer Lewis Carroll, um pseud√īnimo para assinar suas obras, compostas por poemas, livros e fotografias, inclusive, de meninas desnudas. Fazia grande esfor√ßo para manter estas duas identidades separadas, a fim de evitar publicidades pessoais, visto que tamb√©m era um renomado professor de Matem√°tica e n√£o queria misturar a arte com a ci√™ncia. Diante das v√°rias obras deste autor, foram escolhidas as duas de maior repercuss√£o no cen√°rio mundial, quais sejam: Alice no Pa√≠s das Maravilhas (1865) e Atrav√©s do Espelho (1871). As duas hist√≥rias selecionadas apresentam uma continuidade e relatam sua amizade com a filha do meio do reitor de Christ Church, desde a inf√Ęncia desta (primeiro livro) at√© o momento em que Alice cresce e rompe os la√ßos afetivos com ele (segundo livro). Esta pesquisa, de natureza bibliogr√°fica, versa acerca da avalia√ß√£o psicol√≥gica de tal personalidade liter√°ria, conhecida e traduzida internacionalmente. Entretanto, a pretens√£o deste trabalho n√£o √© determinar um laudo psicol√≥gico acerca da an√°lise psicanal√≠tica de Lewis Carroll, mas sim, o de levantar hip√≥teses acerca de suas estruturas ps√≠quicas. Mediante estudo biogr√°fico, percebe-se a incurs√£o introjetiva de Carroll em suas obras, principalmente no que tange aos tra√ßos neur√≥ticos, mais especificamente condizentes com a neurose obsessiva compulsiva, donde se destaca o desejo de agradar ao pai e, concomitantemente, a m√°goa e culpa por n√£o ter seguido o caminho para ele trilhado; o excesso de amor existente entre ele e sua m√£e; a autocobran√ßa, metodismo e perfeccionismo.

Autoria:
Sammyra de Alencar Santana   Faculdade de Ci√™ncias Aplicadas Dr. Le√£o Sampaio
Juliana Linhares Cavalcanti de Alencar   Faculdade de Ci√™ncias Aplicadas Dr. Le√£o Sampaio
Fernanda Gislayne dos Santos Cardoso   Faculdade de Ci√™ncias Aplicadas Dr. Le√£o Sampaio
Hallide Ge√≥rgia Ferreira da Silva   Faculdade de Ci√™ncias Aplicadas Dr. Le√£o Sampaio
Nadyelle Diniz Gino   Faculdade de Ci√™ncias Aplicadas Dr. Le√£o Sampaio
J√©ssica Dayane Eufr√°sio de Luna   Faculdade de Ci√™ncias Aplicadas Dr. Le√£o Sampaio
Juliana Moreira Santana Barbosa   Faculdade de Ci√™ncias Aplicadas Dr. Le√£o Sampaio


Apresentador:
Sammyra de Alencar Santana


Palavras-chave:
Lewis Carroll, AvaliaçãoPsicológica, AnálisePsicanalitica

Nome:
Rosana Maria Mohallem Martins

Titulo:
VIVÊNCIA ACADÊMICA E O DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA: ESTUDO CORRELACIONAL

Resumo:
A viv√™ncia acad√™mica √© influenciada por diversos aspectos tanto do pr√≥prio aluno como do contexto universit√°rio e ao ingressar na universidade falta para muitos estudantes o conhecimento concreto sobre carreira escolhida. Nessa perspectiva, o objetivo deste estudo foi verificar a rela√ß√£o entre a viv√™ncia acad√™mica e o desenvolvimento de carreira em universit√°rios. Participaram 208 estudantes de diversos cursos, de duas universidades particulares dos estados de S√£o Paulo e de Minas Gerais, com idades entre 18 e 51 anos, sendo 62,5% homens. Os instrumentos utilizados foram o Question√°rio de Viv√™ncia acad√™mica ¬Ė vers√£o reduzida (QVA-r) que tem as seguintes dimens√Ķes (pessoal, interpessoal, carreira, estudo, institucional) e as Escalas de Desenvolvimento de Carreira (identidade de carreira, decis√£o de carreira, autoefic√°cia, l√≥cus de controle, explora√ß√£o). Os instrumentos foram aplicados ap√≥s a aprova√ß√£o do Comit√™ de √Čtica e dos alunos terem assinado o termo de consentimento livre e esclarecido. A aplica√ß√£o ocorreu em sala de aula de forma coletiva. Os resultados indicaram que o total da escala de viv√™ncia acad√™mica correlacionou-se positivamente, com magnitudes variando de fraca a moderado com quase todas as Escala de desenvolvimento de carreira menos com a autoefic√°cia profissional. Ainda, as dimens√Ķes pessoal e carreira correlacionaram-se de forma fraca a moderada com todas as escalas de desenvolvimento de carreira, da mesma maneira que a dimens√£o interpessoal correlacionou-se com o l√≥cus de controle e explora√ß√£o. J√° a dimens√£o estudo correlacionou-se de forma fraca, com identidade de carreira, l√≥cus de controle, autoefic√°cia e explora√ß√£o. Por fim, a dimens√£o institucional correlacionou de forma moderada com l√≥cus de controle e explora√ß√£o. Assim, conclui-se que fatores pessoais e contextuais oferecidos pelas universidades contribuem no desenvolvimento de carreira dos universit√°rios.

Autoria:
Rosana Maria Mohallem Martins   Universidade S√£o Francisco
Jocemara Ferreira Mognon   Universidade S√£o Francisco
Ac√°cia Aparecida Angeli dos Santos   Universidade S√£o Francisco
 
 
 
 


Apresentador:
Rosana Maria Mohallem Martins


Palavras-chave:
orientação de carreira, orientação profissional, ensino superior

Nome